08/03 -
Quase um terço dos jovens diz que mulher deve obedecer ao marido, revela pesquisa global
Um terço dos jovens diz que mulher deve obedecer ao marido, aponta pesquisa
Apesar da ideia de que as novas gerações defendem mais a igualdade de gênero, uma pesquisa global com 23 mil pessoas revelou que homens da Geração Z (nascidos entre 1997 e 2012) são os que mais concordam com visões tradicionais sobre o comportamento de homens e mulheres na sociedade.
O levantamento realizado pela Ipsos em parceria com o Instituto Global de Liderança Feminina do King's College London aponta que 31% dos jovens homens acreditam que a esposa deve sempre obedecer ao marido, um índice mais que o dobro do registrado entre os homens da geração Baby Boomer (nascidos entre 1946 e 1964).
Segundo especialistas ouvidos pelo g1, o resultado chama atenção, mas não chega a ser surpreendente. O crescimento de visões conservadoras entre parte dos jovens sobre as relações entre homens e mulheres já vem sendo observado em diferentes pesquisas e reflete um momento mais amplo de fortalecimento do conservadorismo moral na sociedade. As redes sociais também contribuem para a formação de ambientes que reforçam e reproduzem esses valores.
Geração Z e Baby Boomers: visões sobre papéis de gênero
Arte g1
Resultados do Brasil
Os novos dados mostram que o Brasil está entre os países com maiores percentuais de concordância com algumas afirmações ligadas a visões tradicionais sobre homens e mulheres.
70% dos brasileiros sentem que está sendo exigido demais dos homens para apoiar a igualdade, um índice muito superior à média global de 46%
➡️Homens que cuidam dos filhos são menos masculinos
No Brasil:
16% dos homens concordam que homens que participam do cuidado com os filhos são menos masculinos
16% dizem não concordar nem discordar
O país aparece na 8ª posição entre 29 países.
Na média global:
21% dos homens da Geração Z concordam
19% dos Millennials concordam
8% dos Baby Boomers concordam
➡️Uma mulher “de verdade” não deve iniciar o sexo
No Brasil:
17% concordam totalmente com a afirmação
20% dizem não concordar nem discordar
O país ocupa a 7ª posição entre 25 países com maior percentual de concordância.
Na média global:
21% dos homens da Geração Z concordam
16% dos Millennials
7% dos Baby Boomers
➡️A esposa deve sempre obedecer ao marido
No Brasil:
21% concordam com a afirmação
20% dizem não concordar nem discordar
O país ocupa a 9ª posição entre 29 países.
Na média global:
31% dos homens da Geração Z concordam
29% dos Millennials
13% dos Baby Boomers
“O espanto de que quase um terço dos jovens concordem com uma afirmação que representa um valor tradicional de gênero vem da crença de que existe um caminho inflexível em direção à adesão a valores mais igualitários em relação ao gênero e à expressão das liberdades individuais a cada nova geração. Mas nenhuma experiência humana é estática e caminha em uma só direção. Esta é a primeira questão importante. A segunda é entender que existe uma diversidade entre os países muito importante de ser tratada”, complementa Felicia Picanço.
1/3 dos jovens diz que mulher deve ser submissa ao marido
Freepik
Por que ideias tradicionais sobre o papel da mulher ainda persistem?
Parte dessa persistência se explica pelo peso das normas culturais e sociais transmitidas ao longo das gerações. Embora muitas pessoas entrevistadas no estudo defendam, no plano individual, uma divisão mais igualitária das responsabilidades entre homens e mulheres, as expectativas sociais ainda associam tarefas como cuidados com a casa e com os filhos às mulheres, enquanto o papel de provedor permanece mais ligado aos homens.
“Eu entendo que o fato de um terço dos homens da geração Z concordarem que a esposa deve obedecer ao marido reflete discursos que existem na sociedade há muito tempo. Embora tenha havido um movimento forte de mulheres reivindicando autonomia e independência, ainda persistem discursos machistas e conservadores. Esses valores continuam sendo transmitidos por diferentes caminhos, como a religião, a mídia e a própria criação familiar, passada de geração em geração”, explica Maíra Liguori, presidente da Think Olga, organização social focada em promover o debate público e a equidade de gênero.
A pesquisa analisou atitudes em relação à igualdade de gênero em 29 países. Apesar de serem os mais propensos a acreditar que uma mulher não deve parecer muito independente ou autossuficiente, os homens da Geração Z também foram o grupo mais propenso a afirmar que mulheres com carreira de sucesso são mais atraentes.
41% concordam com essa ideia, em comparação com 27% dos Baby Boomers, considerando homens e mulheres.
Segundo a socióloga membro titular da Academia Brasileira de Ciências, Nadya Guimarães, consistências absolutas nas maneiras de pensar dificilmente existem. Muitas vezes, o que aparece é uma espécie de dissociação cognitiva, isto é, as pessoas podem defender certos valores em um contexto e, em outro, pensar ou agir de forma diferente.
“Nem tudo é completamente consistente, e é justamente por isso que é interessante observar onde aparecem as coerências e as contradições. No espaço público, por exemplo, já está bastante consolidada a ideia de que a entrada das mulheres no mercado de trabalho foi um avanço. Isso já é praticamente consensual.”
A socióloga Felicia Picanço, professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), explica que a reação conservadora já foi mais associada a gerações mais velhas.
“Na primeira década dos anos 2000, o backlash era associado às gerações mais velhas que se sentiam ameaçadas pelas conquistas das mulheres, a presença de imigrantes e as perdas econômicas fruto das recessões das grandes economias e da perda da qualidade dos estados de bem-estar europeus. Na última década, o backlash está presente entre os mais jovens, como visto nas pesquisas recentes. Aquilo que parecia no subterrâneo ou localizado em experiências muito particulares vem se espalhando com as redes sociais e se visibilizando em pesquisas de opinião como estas”, diz.
🔎Backlash: usada para descrever uma reação contrária ou retrocesso diante de avanços sociais ou políticos.No contexto de gênero e direitos das mulheres, o termo significa uma reação negativa ou resistência contra conquistas de igualdade.
Resistência aos avanços da igualdade
A pesquisa também mostra que parte significativa da população acredita que os avanços na igualdade de gênero já foram suficientes. Cerca de metade dos entrevistados (52%) afirma que os esforços para garantir direitos iguais às mulheres já foram longe o suficiente em seus países.
Além disso, 46% dos participantes concordam que “está sendo exigido demais dos homens para apoiar a igualdade”, enquanto 44% acreditam que a promoção da igualdade feminina chegou a um ponto de discriminar os homens.
De acordo com o professor de psicanálise da Universidade de São Paulo (USP), Christian Dunker, transformações sociais profundas costumam gerar reações diferentes dentro da sociedade. Segundo ele, parte das pessoas se adapta mais rapidamente às mudanças, enquanto outras permanecem vinculadas a valores tradicionais.
“Existe uma falsa associação entre valores conservadores e práticas conservadoras. Uma pessoa pode defender valores tradicionais e, ainda assim, ter práticas progressistas ou o contrário.”
Redes sociais e discurso de ódio
Um estudo realizado em 2024 pela Universidade Federal do Rio de Janeiro em parceria com o Ministério das Mulheres identificou um crescimento do discurso de ódio contra mulheres na internet.
Entre 2018 e 2024, foram identificados 137 canais que propagam misoginia. Em alguns casos, os criadores vendem livros e cursos que defendem o ódio contra mulheres independentes e feministas e afirmam que é necessário humilhar ou controlar mulheres para conquistá-las.
Para especialistas, parte das respostas registradas na pesquisa pode estar relacionada à influência dessas comunidades online.
"Uma mulher que busca sua liberdade, sua autonomia e sua independência não está necessariamente desafiando o masculino, mas é assim que muitos homens acabam se sentindo atacados"
O futuro das relações de gênero
Para especialistas, embora persistam resistências, as mudanças nas relações entre homens e mulheres tendem a continuar.
Segundo Felicia Picanço, houve avanço na adesão a valores menos hierarquizados entre os gêneros, mas ainda há resistência em relação à redistribuição de responsabilidades dentro da família. “Alcançamos um nível maior de adesão a valores menos hierarquizados de gênero, ou seja, reduziu-se a crença de que a mulher é inferior aos homens. Mas ainda existe resistência a mudanças maiores nos valores que essencializam os atributos femininos, como a ideia da mulher cuidadora dos filhos e dos idosos. Os homens estão sendo convocados a uma maior participação nos cuidados, e o enfrentamento das desigualdades precisa começar dentro de casa, na distribuição das tarefas domésticas e de cuidado.”
“O meu papel como uma pessoa que trabalha nessa área, minha obrigação é sempre ter um olhar propositivo e de melhoria para o futuro. Então, para continuar fazendo o que eu faço, eu preciso acreditar que estamos caminhando numa direção melhor do que a que estamos hoje, não pior. Mas, independentemente das minhas convicções individuais, eu acredito que estamos avançando”, finaliza Maíra.
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06/03 -
Pé-de-Meia: pagamento após conclusão do ensino médio não caiu na conta de todos os alunos; entenda
Cronograma do Pé-de-Meia continuava exibindo o prazo de 5 de março no site da Caixa Econômica, na manhã desta sexta (6)
Reprodução
Estudantes beneficiários do programa Pé-de-Meia, do Ministério da Educação (MEC), afirmam que não receberam o pagamento de duas parcelas previstas, mesmo atendendo a todos os pré-requisitos:
R$ 1 mil a todos os participantes que terminaram o ensino médio em 2025 (além do desbloqueio de R$ 2 mil referentes aos outros dois anos desta etapa escolar);
R$ 200 aos concluintes que prestaram a última edição do Enem e compareceram aos dois dias de prova.
A princípio, o calendário de pagamento teria se encerrado nesta quinta-feira (5).
➡️Segundo a pasta, no entanto, as redes de ensino ainda estão no prazo para enviar informações ao MEC e confirmar quais alunos foram aprovados. Os valores podem ser depositados nas contas dos jovens até junho, afirmou o ministério em vídeo divulgado na noite de quinta-feira (5).
No site do MEC, em comunicado de 26 de fevereiro, o ministério orienta que os estudantes acompanhem regularmente sua situação na página “Consulta Pé-de-Meia”.
"Caso o pagamento não seja realizado nestas primeiras datas, não é necessário realizar nenhuma ação imediata. É importante aguardar a atualização das informações pela rede de ensino. Os repasses poderão ocorrer até o período de 29 de junho a 6 de julho de 2026", diz a nota.
“Até junho? E quem estava dependendo desse dinheiro para planos de agora, faz o quê? Chora? Tenho muitas coisas para pagar. Que desorganização absurda”, protestou um estudante no X.
Anna Fablicio, de 18 anos, relata a mesma frustração.
"Mesmo tendo finalizado a escola e atendendo a todos os requisitos do programa, não recebi o pagamento. Eu estava contando com esse dinheiro para fazer cursinho pré-vestibular e para comprar um notebook para estudar", diz ao g1. "Fiquei 3 horas tentando falar com o MEC, mas encerraram o chat de atendimento."
O g1 perguntou quais redes estaduais ainda não haviam enviado os dados necessários para a liberação do pagamento. Até a última atualização desta reportagem, o MEC não havia respondido.
Cronograma inicialmente divulgado
No programa Pé de Meia, alunos do Ensino Médio recebem R$ 200 mensais, mais R$ 1 mil a cada ano concluído e um adicional de R$ 200 se prestarem o Enem.
Divulgação/MEC
O pagamento para os concluintes do ensino médio deveria ter sido efetuado nas seguintes datas, de acordo com o mês de nascimento de cada um:
Janeiro e fevereiro: 26/02
Março e abril: 27/02
Maio e junho: 02/03
Julho e agosto: 03/03
Setembro e outubro: 04/03
Novembro e dezembro: 05/03
"Os valores não aparecem nem nos extratos futuros. Ninguém dá informação de nada. Era para eu ter recebido em 28 de fevereiro, mas o depósito continua zerado", diz Antonio Marcos, que concluiu o 3º ano em dezembro de 2025.
💰Valores prometidos pelo Pé-de-Meia
Após efetuar matrícula: R$ 200 (parcela anual)
Ao cumprir a frequência mínima nas aulas: R$ 1.800 por ano, pagos em nove parcelas
Ao concluir o ensino médio: R$ 1.000 depositados ao final de cada ano eletivo (o valor total só pode ser sacado após a formatura)
Ao fazer o Enem no último ano: R$ 200 (parcela única)
✒️Quais os pré-requisitos?
Os valores do Programa Pé-de-Meia serão depositados na conta bancária apenas dos estudantes de baixa renda do ensino médio público, desde que eles:
possuam CPF;
estejam cadastrados no CadÚnico (instrumento do governo federal para coleta de dados de pessoas em vulnerabilidade);
tenham se matriculado no início do ano letivo;
alcancem frequência escolar de pelo menos 80% das horas letivas;
participem do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb).
No caso dos bônus, é exigido que:
não tenham sido reprovados no fim do ano letivo;
façam o Enem no fim do 3º ano do ensino médio.
✒️Por que o programa foi criado?
Segundo o governo Lula, os objetivos do programa são:
reduzir a evasão escolar, já que especialmente os alunos de baixa renda correm um risco maior de abandonar os estudos e entrar precocemente no mercado de trabalho, para ajudar financeiramente a família;
incentivar que os jovens de escola pública façam o Enem (em 2023, por exemplo, apenas 46,7% dos concluintes de colégios públicos se inscreveram na prova);
diminuir a desigualdade no acesso à universidade e ao mercado de trabalho formal.
MEC divulga calendário de pagamentos do Pé-de-Meia 2026
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06/03 -
Como funciona uma bomba atômica? Qualquer urânio serve para fabricá-la? Veja perguntas e respostas
Como funciona uma bomba atômica?
O programa nuclear iraniano está no centro do conflito que eclodiu no último sábado (28) envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel.
Nesta reportagem, entenda:
O que é uma bomba atômica?
O que significa o “235” ao lado do urânio usado nas bombas?
O que é enriquecimento de urânio?
Por que usam urânio e/ou plutônio?
Por que a bomba é tão devastadora? Quais os efeitos?
É a bomba mais poderosa do mundo?
Por meio de ataques estratégicos, o governo americano, de Donald Trump, e o israelense, de Benjamin Netanyahu, tentam neutralizar as usinas de Teerã, alegando que o regime já deteria matéria-prima e tecnologia de mísseis suficientes para produzir e lançar uma bomba atômica.
A Defesa do Irã: O governo iraniano nega qualquer intenção militar, sustentando que suas pesquisas e instalações servem apenas para fins pacíficos, como a produção de energia e avanços na medicina.
O Risco Global: Analistas alertam que essa tensão pode gerar uma "corrida por armas" na região. Até agora, nenhum artefato nuclear foi de fato utilizado nos combates.
🔴O que é uma bomba atômica?
Destruição da cidade de Hiroshima, no Japão, pela bomba atômica durante a 2ª Guerra
Arquivo Nacional dos EUA
A bomba atômica "convencional" (como as lançadas em Hiroshima e Nagasaki, no Japão, na II Guerra Mundial) funciona a partir de um processo chamado fissão nuclear.
Toda matéria é feita de átomos, que possuem um núcleo composto por prótons e nêutrons.
Normalmente, os núcleos são estáveis. Mas alguns elementos específicos muito pesados, como o urânio, apresentam um equilíbrio mais frágil.
Se o núcleo do urânio-235, por exemplo, recebe um nêutron a mais, já fica desbalanceado e se quebra de repente, em duas ou mais partes menores.
"O princípio é quebrar núcleos atômicos e usar a energia resultante dessa quebra para a explosão", explica Leandro Tessler, professor do Instituto de Física Gleb Wataghin, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
Fissão nuclear causada por uma bomba atômica.
Arte: Alberto Correa/g1
Quando um nêutron atinge o núcleo de um átomo instável, como o do urânio-235, ele se divide em dois elementos mais leves (como bário e criptônio) e libera três novos nêutrons, além de uma quantidade colossal de energia.
Esses três nêutrons atingem outros núcleos de átomos de urânio “vizinhos”. Cada um vai sofrer o mesmo processo (dividir-se em elementos mais leves, produzir energia e liberar 3 nêutrons).
É como uma fileira de dominós sendo derrubada: gera uma reação em cadeia descontrolada.
“A bomba atômica está baseada em juntar tanto urânio-235 que essas reações ficam incontroláveis e geram muita energia”, afirma Tessler.
Atenção: Na natureza, o U-235 sofre decaimento ao longo do tempo. Mas isso ocorre de forma lenta e não gera uma reação em cadeia.
🔴O que significa o “235” ao lado do urânio usado nas bombas?
235 é o número da massa do urânio. Vamos revisar alguns conceitos de química aprendidos na escola:
Massa = nº de prótons + nº de nêutrons
Todo átomo de urânio vai ter 92 prótons.
Mas há variação no número de nêutrons.
O urânio-235, por exemplo, que é o usado para fabricar bombas, tem 92 prótons e 143 nêutrons (92 + 143 = 235).
Só que ele compõe uma fração muito pequena do urânio natural (só 0,72%).
A maior parte do urânio natural encontrado em rochas é formada por urânio-238 (92 prótons + 146 nêutrons = 238).
Por que é importante saber essa diferença? É que, para alimentar reatores nucleares ou fabricar bombas atômicas, o desafio dos cientistas é separar o urânio-235 do resto. Esse é um processo caro e demorado.
🔴O que é enriquecimento de urânio?
Enriquecer urânio é aumentar a proporção do urânio-235 em relação ao urânio-238.
Para isso, é necessário separar o 235 do restante.
O processo costuma ocorrer de forma mais eficiente nas chamadas ultracentrífugas.
Como isso acontece?
O urânio natural é transformado em gás e entra em um tubo, que gira a altíssima velocidade.
Por causa da força centrífuga, esse gás roda – o urânio-238, que é mais pesado, vai para as bordas, e o 235, que é o usado na bomba, fica no miolo e pode ser separado.
O que representava só 0,72% do total vai a uma concentração muito mais alta. Se for de mais de 85% ou de 90%, já estará no nível suficiente para produzir uma bomba nuclear.
André Scarpinati Luchetti, do Instituto de Química da Unesp Araraquara, faz uma comparação com as centrífugas de laboratórios médicos, que giram tubos de ensaio com amostras de sangue.
"Essas máquinas separam o nosso sangue: os glóbulos vermelhos, que são mais densos, vão para o fundo, enquanto o plasma, menos denso, fica por cima. O enriquecimento em ultracentrífugas segue esse princípio, mas em uma versão muito mais potente.”
Importante: O “esforço” necessário para enriquecer o urânio-235 de 0,72% para 20% é muito maior do que o exigido para elevar de 20% para 90%. Por isso, há o temor de que países com estoque dessa substância atinjam muito rapidamente o potencial necessário para criar a bomba. Veja o infográfico abaixo.
Infográfico - enriquecimento de urânio
Arte/g1
🔴Por que usam urânio e/ou plutônio?
Ambos são materiais físseis. Outros núcleos até podem sofrer fissão, mas não têm a disponibilidade, a estabilidade e/ou as propriedades nucleares adequadas.
Um material físsil é aquele que:
é “quebrado” ao absorver um nêutron;
libera energia e mais nêutrons;
consegue sustentar a reação em cadeia.
Os dois principais materiais físseis viáveis para armas são:
Urânio-235 - Existe na natureza (representa 0,72% da composição do urânio natural), mas precisa ser enriquecido.
Plutônio-239 - É produzido artificialmente dentro de reatores nucleares.
Apesar de o plutônio ser mais eficiente na fissão nuclear e exigir uma quantidade menor de material para fabricar uma bomba, ele oferece mais riscos de acidentes.
Como apresenta uma maior taxa de fissão espontânea, exige um sistema de implosão muito mais sofisticado, com sincronização extremamente precisa, para que a reação ocorra no momento planejado, e não “sem querer”.
Exemplos: A bomba de Hiroshima era de urânio-235, e a de Nagasaki, de plutônio-239.
🔴Por que a bomba atômica é tão devastadora? Quais os efeitos?
Imagem rara do cogumelo atômico de Hiroshima foi encontrado em arquivo de escola da cidade
AFP/Escola Honkawa
Para se ter uma ideia do poder de uma bomba, veja a comparação a seguir:
1 kg de TNT libera aproximadamente 4 × 10⁶ joules
1 kg de urânio totalmente convertido em energia liberaria cerca de 9 × 10¹⁶ joules (a eficiência real costuma ser menor)
Conclusão: o urânio gera 20 bilhões de vezes mais energia que uma dinamite por quilo.
A bomba lançada sobre Hiroshima, por exemplo, teve potência equivalente a cerca de 15 mil toneladas de TNT.
Os estragos são gigantescos, porque:
a energia é liberada em frações de segundo;
o calor aquece o ar instantaneamente;
o ar superaquecido expande-se de forma violenta.
Resultados:
➡️Forma-se uma onda de choque devastadora, capaz de destruir prédios e pontes, “empurrando” tudo o que existe pela frente.
➡️A radiação térmica (o tipo de calor que sentimos ao aproximar a mão de uma churrasqueira ligada, por exemplo, mas em proporções bem maiores) mata quem estiver por perto e causa queimaduras (internas, de órgãos que ficam superaquecidos e param de funcionar, e externas) em quem estiver distante.
➡️A radiação ionizante pode alterar o DNA dos seres vivos e gerar câncer (os efeitos permanecem também a longo prazo na região).
“O que acontece é uma grande onda de choque quente que incendeia e esparrama tudo. Pedaços dos tecidos biológicos (queimados) puderam ser encontrados nas regiões mais próximas dos epicentros de Hiroshima e Nagasaki”, conta Luchetti.
🔴É a bomba mais poderosa do mundo?
Não. A chamada bomba de hidrogênio (ou bomba termonuclear) é mais potente.
Enquanto a bomba atômica tradicional funciona por fissão (quebra de núcleos pesados), a bomba termonuclear combina fissão e fusão (união de núcleos leves para formar um núcleo mais pesado).
“Normalmente, envolve isótopos [átomos com o mesmo número de prótons e diferente número de nêutrons] do hidrogênio que se fundem para formar hélio. É um processo semelhante ao que ocorre no interior do Sol”, explica André Luchetti.
Como a fusão libera ainda mais energia do que a fissão, essas bombas de hidrogênio são significativamente mais destrutivas.
🔴Do que um país precisa para fabricar uma bomba atômica?
Não basta dispor de urânio-235 ou de plutônio-239. Um país necessita de:
instalações de enriquecimento de urânio (como as ultracentrífugas explicadas mais acima) ou reatores capazes de produzir plutônio;
sistemas de blindagem e de manipulação de material radioativo;
especialistas em física nuclear, modelagem computacional e engenharia de materiais, por exemplo;
armas nucleares fabricadas com precisão, com sistemas de sincronização e de detonação;
“sistema de entrega” com mísseis balísticos, aviões ou submarinos nucleares.
É importante lembrar que é uma decisão política de altíssimo risco, que representa o rompimento de tratados internacionais. Ou seja: além da tragédia humanitária de enorme proporção, ainda leva a sanções econômicas e a isolamento diplomático.
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05/03 -
Desafio LED 2026 tem inscrições prorrogadas até 8 de março; iniciativa vai distribuir R$ 300 mil
Desafio LED
Divulgação
Estudantes brasileiros maiores de 18 anos agora terão até 8 de março de 2026 para se inscrever no Desafio LED: Me dá uma luz aí!. Neste ano, o tema é evasão escolar. A edição vai premiar cinco propostas inovadoras, que dividirão R$ 300 mil.
Promovido pela Globo e pela Fundação Roberto Marinho, em parceria com o g1, o edital convida jovens de todo o país a desenvolver soluções para o país enfrentar um dos principais desafios da educação brasileira: manter crianças e adolescentes na escola.
🎓 Quem pode participar
Estudantes com 18 anos ou mais
Com matrícula ativa no primeiro semestre de 2026
💻Como se inscrever?
A inscrição é gratuita e deve ser feita pelo site www.movimentoled.com.br.
👩🎓 O que o edital busca?
A chamada prioriza propostas conectadas a diferentes contextos sociais, que reconheçam a educação como instrumento de transformação.
Entre as frentes possíveis estão:
uso criativo de tecnologia;
metodologias inovadoras de ensino;
estratégias de engajamento familiar;
ações comunitárias;
iniciativas de acolhimento e fortalecimento do pertencimento.
Os cinco projetos selecionados passarão por uma jornada de desenvolvimento com mentorias especializadas, com foco na estruturação das ideias até a criação de um protótipo viável.
As propostas vencedoras serão apresentadas no palco do Festival LED, no Rio de Janeiro.
Para se inspirar: conheça os projetos vencedores de 2025
🔹 Ana Paula de Souza Silva (RJ) – Plataforma Te Guio (1º lugar)
Espaço digital que reúne informações acessíveis, suporte emocional e orientação para famílias e educadores, promovendo inclusão de crianças do espectro autista.
🔹 Milena Aparecida Nicolay Nogueira (RJ) – Útero Pop (2º lugar)
Projeto de educação menstrual voltado a meninas e pessoas a partir dos 8 anos, com foco em autoconhecimento, respeito e autoestima.
🔹 Ethan Freitas da Silva Gonçalves de Alcântara (RJ) – Jogo Lendas Matemáticas (3º lugar)
Jogo físico com tabuleiro e cartas que torna o aprendizado da matemática mais acessível e lúdico.
🔹 Pedro Henrique Pereira Novaes (BA) – Plataforma QG Uni (4º lugar)
Ferramenta digital que conecta estudantes a opções de moradia acessível e segura, ampliando o acesso ao ensino superior.
🔹 Albert de Souza Nunes (AM) – Acessibilidade sobre as águas (5º lugar)
Iniciativa que leva recursos pedagógicos adaptados e formação docente a comunidades ribeirinhas do Amazonas, promovendo inclusão de crianças cegas ou com baixa visão.
Veja a apresentação final de 2025:
Festival LED 2025 | Desafio LED - Me dá uma luz aí, a apresentação final
Desafio LED
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05/03 -
Salário inicial de professor da rede estadual do MS chega R$ 13 mil; veja valores por estado
Professor em sala de aula
Pexels/Imagem ilustrativa
Um levantamento do Movimento Profissão Docente revelou que a remuneração inicial média dos docentes das redes estaduais que trabalhavam 40 horas semanais foi de R$ 6.212,36 em 2025, desconsiderando possíveis gratificações ou vantagens pecuniárias. O valor correspondia a 4,09 salários mínimos e a 128% do piso nacional.
Os valores variam em cada estado. No Mato Grosso do Sul, um professor com licenciatura em início de carreira com jornada de trabalho de 40 horas semanais recebia um salário de R$ 13.007,12. Essa era a maior remuneração inicial no país no ano passado.
Em contrapartida, o salário inicial para professor com a mesma jornada de trabalho na rede estadual do Rio de Janeiro era de R$ 4.867,77 (piso do magistério em 2025). É o que mostra o Planos de Carreira e Remuneração do Magistério das Redes Públicas Estaduais 2025, divulgado na terça-feira (3).
Veja os vídeos que estão em alta no g1
Cada unidade federativa tem políticas de salário-base, gratificações e adicionais que variam, inclusive de acordo com a modalidade de remuneração (entenda mais abaixo), e impactam o valor bruto pago aos docentes
Em alguns estados, o salário inicial pode ser maior quando considera-se essas gratificações. Em Goiás, o valor pode chegar a R$ 7.160,49, um aumento de R$ 2 mil em gratificações ou vantagens.
Salário de docentes em início de carreira.
Arte: Gui Sousa/Dhara Pereira/g1
Os números foram extraídos com base em uma pesquisa legislativa detalhada, cujos dados foram validados por 20 secretarias estaduais de educação. O resultado foi um documento que identificou avanços, desafios e oportunidades para o fortalecimento das carreiras docentes no Brasil.
Como cada rede possui suas próprias regras de jornada de trabalho, que podem variar de um estado para outro, as jornadas com menos de 40 horas foram ajustadas para permitir a comparação. Além disso, o levantamento levou em consideração abonos para atingimento do piso nacional do magistério ou mesmo do piso de remuneração definido no âmbito do próprio estado.
Remuneração de final de carreira
A pesquisa também indicou qual era a remuneração máxima para professores das redes estaduais, valores pagos a docentes em final de carreira.
A remuneração final média sem gratificações de um professor da rede pública estadual de ensino no Brasil foi de R$ 9.338,16. Entre os estados, os valores variam de R$ 5.090,10 (PI) a R$ 26.586,54 (MS).
Caso haja gratificações ou vantagens, os salários podem sofrer variações.
Salário de docentes em final de carreira.
Arte: Gui Sousa/Dhara Pereira/g1
Importante: Alguns estados oferecem ainda adicionais por tempo de serviço ao longo da carreira. Esses valores não foram considerados na composição da remuneração final dos profissionais.
Modelos de remuneração das redes
As redes públicas estaduais de educação têm um de dois regimes de remuneração: vencimento ou subsídio.
Vencimento: é o valor básico do salário do professor, definido em lei para a jornada de trabalho. Sobre esse valor podem ser acrescentadas outras parcelas, como adicionais por tempo de serviço, gratificações por titulação (especialização, mestrado, doutorado), bônus ou vantagens específicas da carreira. Ou seja, o contracheque é composto pelo vencimento mais esses acréscimos.
Subsídio: é um valor único, pago em parcela única, que já engloba possíveis adicionais e gratificações. Nesse modelo, não há acréscimos separados no contracheque — o professor recebe um montante fechado, definido conforme o nível e a classe na carreira
Atualmente, apenas seis estados utilizam o subsídio como regime de remuneração em suas redes: Alagoas, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul e São Paulo.
O estudo do Movimento Profissão Docente defende que este modelo garante maior transparência, já que simplifica o sistema de remuneração e elimina distorções entre os profissionais, por exemplo. Além disso, a entidade defende que o subsídio é mais atrativo aos profissionais que estão ingressando na docência, que têm mais clareza sobre o salário que vai receber pela função.
Salário dos professores será de R$ 5.130,63 em 2026; entenda o reajuste do piso
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03/03 -
Inep lança site para gerar certificado do ensino médio via Enem; parte dos candidatos é classificada como 'não apta' mesmo atingindo notas mínimas
Aplicativo não oferece a opção de emitir declaração do ensino médio
Arquivo pessoal
O Instituto Nacional de Estatísticas e Pesquisas Anísio Teixeira (Inep) lançou, nesta segunda-feira (2), uma plataforma de emissão de "diplomas escolares" para candidatos que:
já têm mais de 18 anos;
fizeram o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2025 e atingiram as notas mínimas estipuladas (450 pontos em cada prova e mais de 500 na redação).
Como as matrículas nas universidades começaram em fevereiro, sem que esse site tivesse sido lançado, alunos protestaram nas redes e explicaram que, sem o certificado, poderiam perder a vaga no ensino superior. O Inep, então, lançou uma solução improvisada para gerar atestados "provisórios".
Foi aí que parte dos candidatos descobriu que não teria direito ao documento: aqueles que se inscreveram no Enem 2025 como "concluintes do ensino médio" não conseguiram emitir o "diploma", mesmo tendo mais de 18 anos e tirando as notas mínimas na prova. E continuam com a mesma questão na nova plataforma.
Como usar o site de emissão de certificados?
É preciso acessar o site https://certificacaodigital.inep.gov.br e seguir as orientações a seguir:
entrar com Gov.br;
confirmar os dados pessoais;
clicar em "certificado" e, em seguida, em "solicitar certificado". A solicitação será registrada pela instituição certificadora, e o documento será fornecido em alguns minutos.
Enem 2025: 1º dia de prova foi no domingo (9).
Angelo Miguel/MEC
Enem como diploma escolar: alunos não conseguem documento e temem perder vaga na faculdade
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26/02 -
Prêmio Jovem Cientista: iniciativas para enfrentar a crise climática são homenageadas em cerimônia em Brasília
Cerimônia de entrega do Prêmio Jovem Cientista nesta quinta-feira (26), em Brasília
Ana Lídia Araújo/g1
A cerimônia de premiação da 31ª edição do Prêmio Jovem Cientista reuniu, nesta quinta-feira (26), estudantes, pesquisadores e autoridades no SESI-Lab, em Brasília.
O evento marcou a entrega oficial dos prêmios aos vencedores e, mais uma vez, destacou a importância da educação científica como resposta concreta às mudanças climáticas.
O prêmio é uma iniciativa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da Fundação Roberto Marinho, com patrocínio master da Shell e apoio da Editora Globo e Canal Futura. Em 2025, recebeu 919 inscrições em 2025.
O secretário-geral da Fundação Roberto Marinho, João Alegria, destacou a conexão entre ciência e identidade cultural. Segundo ele, os projetos premiados “articulam ciência com cultura, território, ancestralidade”.
“Existe um jeito brasileiro de fazer ciência. Quando a gente associa método científico ao conhecimento tradicional, aos saberes das comunidades, a gente dá passos à frente e conquista inovações”, afirmou.
Em 2025, o Prêmio Jovem Cientista desafiou jovens pesquisadores a propor respostas às mudanças climáticas – indicando soluções de produtos sustentáveis, resilientes e eficazes para o combate a desastres
Prêmio Jovem Cientista reconhece iniciativas de combate à mudança do clima
Quase mil inscritos, 12 premiados
Dos 919 inscritos, 10 pesquisadores e duas instituições foram reconhecidos por seus trabalhos. Desses, um é da região Norte e 4 da região Nordeste – confira na lista abaixo.
Os vencedores receberam bolsas de estudo, notebooks e uma premiação em dinheiro que vai de R$ 12 mil a R$ 40 mil.
Para o presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Olival Freire Junior, um dos pontos mais simbólicos desta edição foi a forte presença de estudantes do Norte e do Nordeste entre os vencedores.
“Quando você pega o telefone para dizer para alguém do Amapá que essa pessoa foi premiada em primeiro lugar numa categoria de prêmio altamente competitivo de jovens talentos do Brasil inteiro, isso mostra que essa vocação para a ciência está hoje disseminada em todo o território nacional. Isso é um trunfo para o futuro do país”, afirmou.
O presidente também adiantou o tema da próxima edição: ‘Inteligência Artificial para o Bem Comum’.
O vice-presidente de Relações Corporativas da Shell Brasil, Flávio Rodrigues, que patrocina o prêmio, destacou o papel do incentivo à inovação entre jovens.
“O tema desse ano, mudanças climáticas, é um tema complexo. Trazer os jovens e fazer com que eles possam refletir sobre isso e serem reconhecidos pode gerar um estímulo muito positivo e de curiosidade, que pode certamente fazer uma mudança muito grande na vida deles.”
CNPq anuncia os vencedores do 31º Prêmio Jovem Cientista
Lista completa de ganhadores
Categoria Estudante do Ensino Médio
🥇 Raul Victor Magalhães Souza, de 16 anos: chegou a 94,5% de precisão em previsões climáticas no Ceará com os saberes dos "profetas das chuvas" combinado à IA.
Morador do Ceará, ele fez o mapeamento na região do Vale do Jaguaribe. Para ele, a tecnologia deve caminhar junto com a tradição.
“Eu acredito que a tecnologia não deve ser somente utilizada como eu fiz no meu projeto. Eu propus basicamente a integração da tecnologia juntamente com a cultura e a tradição que é tão importante para o nosso país” disse ao g1.
O objetivo agora é ampliar a ferramenta para mais regiões e outros tipos climáticos.
Com o mesmo projeto, Raul foi selecionado para participar neste ano da Regeneron International Science and Engineering Fair, nos Estados Unidos – conhecida como uma das maiores feiras de ciências do mundo. O jovem contará com patrocínio da Fundação Roberto Marinho para participar do evento.
🥈Beatriz Vitória da Silva, de 18 anos, de Pernambuco: produziu um filtro à base de cascas de fruta-do-conde que reduz consumo de água e poluentes na produção de casas de farinha.
🥉Gabriel da Silva Santos, de 19 anos, de Pernambuco: criou sistema que monitora o crescimento de plantas de girassol ornamental no agreste de Pernambuco.
Categoria Estudante do Ensino Superior
🥇 Manuelle da Costa Pereira, de 23 anos, do Amapá: a estudante de engenharia florestal criou um kit de energia solar portátil para castanheiros na Floresta Amazônica. Ela foi a primeira do estado a conquistar o prêmio.
Segundo ela, o kit permite gerar energia solar para iluminar acampamentos e carregar baterias, reduzindo o uso de combustível poluente. A ideia surgiu da própria experiência no campo.
“Eu vim de uma comunidade que é profundamente conectada com a floresta e com o trabalho do extrativismo. Nessas vivências, a gente começou a entender o trabalho deles, que é brilhante, identificar quais são os gargalos e, a partir disso, pensar em alternativas que pudessem minimizar os problemas enfrentados durante esse trabalho, que é tão cansativo”, explicou.
🥈Isac Diógenes Bezerra, de 22 anos, do Ceará: o estudante de tecnologia em redes de computadores criou um sistema de monitoramento em tempo real do consumo de água com a Internet das Coisas.
🥉Anna Giullia Toledo Hosken, de 21 anos, do Rio de Janeiro: a estudante de medicina integrou dados clínicos e mapas de riscos aumentando a eficácia de ações preventivas a catástrofes climáticas em Petrópolis.
Pesquisadores que venceram o Prêmio Jovem Cientista 2025 recebem premiação em Brasília
TV Globo/Reprodução
Categoria Mestre e Doutor
🥇 Elizângela Aparecida dos Santos, de 32 anos, de Minas Gerais: a doutora em economia aplicada criou o índice de identificação de municípios brasileiros mais resilientes às mudanças climáticas.
“Quando a gente fala em vulnerabilidade, a gente correlaciona todos os aspectos sociais, econômicos, estruturais, ambientais e climáticos de cada município do Brasil”, explicou.
Segundo ela, a pesquisa pode ajudar o poder público a direcionar melhor os recursos e o identificar municípios que precisam de mais de políticas públicas.
Entre os principais achados, ela identificou características recorrentes nos municípios considerados mais resilientes.
“Existiam municípios que se classificaram como mais resilientes porque tinham características estruturais, econômicas e sociais importantes. Em muitos casos, eram municípios com prefeituras lideradas por mulheres, com maior assistência técnica rural, estabelecimentos associados a sindicatos ou associações e maior acesso a saneamento básico, como eletricidade e água potável”, disse.
🥈Luíz Fernando Esser, de 33 anos, do Paraná: o biólogo e pós-doutorando em mudanças climáticas desenvolveu um algoritmo para tornar mais acessível a utilização de métodos de alta precisão em projeções climáticas.
🥉Tauany Aparecida da Silva Santa Rosa Rodrigues, de 31 anos, do Rio de Janeiro: a bióloga criou um sistema automatizado que mensura o impacto das alterações térmicas – consequências das mudanças climáticas – em ecossistemas aquáticos continentais.
Ao todo, foram 352 trabalhos inscritos na categoria de Mestre e Doutor, 211 na categoria de Estudante do Ensino Superior e 356 na categoria do ensino médio.
Outras premiações
Prêmio Jovem Cientista 2025
Reprodução
🏅A professora Ana Paula Melo do Departamento de Engenharia Civil da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) foi premiada na categoria Mérito Científico pela sua trajetória acadêmica.
🏅 Na categoria de Mérito Institucional Ensino Superior, a vencedora foi a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Já na categoria Mérito Institucional Ensino Médio, o primeiro lugar ficou com a Escola Técnica Estadual Professor Paulo Freire, de Pernambuco.
Vista aérea da floresta amazôonica. a maior floresta tropical do mundo
Agência Brasil
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26/02 -
Pé-de-Meia começa a pagar hoje R$ 1.000 a alunos aprovados no 1º, 2º e 3º ano do ensino médio em 2025
No programa Pé de Meia, alunos do Ensino Médio recebem R$ 200 mensais, mais R$ 1 mil a cada ano concluído e um adicional de R$ 200 se prestarem o Enem.
Divulgação/MEC
O governo federal começa a pagar nesta quinta-feira (26) o incentivo de R$ 1.000 do programa Pé-de-Meia a estudantes aprovados no 1º, 2º e 3º ano do ensino médio em 2025. Os depósitos serão feitos até 5 de março, conforme o calendário oficial.
📚O programa oferece incentivo financeiro a estudantes do ensino médio. Entre seus objetivos estão o combate à evasão escolar e a redução da desigualdade no acesso à universidade e ao mercado de trabalho.
Uma parcela adicional de R$ 200 será depositada para quem participou dos dois dias do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2025, desde que tenha cursado o terceiro e último ano em 2025.
O incentivo por frequência, no valor total de R$ 1.800, será dividido em até nove parcelas. Confira os prazos na tabela a seguir:
Calendário de pagamento
Incentivo para o EJA
Os alunos inscritos na Educação para Jovens Adultos (EJA) também têm direito ao incentivo. Segundo o ministério, o valor é de R$ 900 pago em quatro parcelas:
Calendário de pagamento
Saiba como ter acesso ao programa Pé de Meia
O que é o pé-de-meia?
O Pé-de-Meia é um programa do Governo Federal criado em 2024 para combater a evasão escolar no ensino médio, estimulando a permanência e conclusão na etapa escolar por meio de um auxílio financeiro.
São elegíveis estudantes de baixa renda da rede pública, de 14 a 24 anos, de famílias inscritas no CadÚnico. Além disso, os alunos devem:
possuir CPF;
estar cadastrados no CadÚnico (instrumento do governo federal para coleta de dados de pessoas em vulnerabilidade);
ter se matriculado no início do ano letivo;
alcançar frequência escolar de pelo menos 80% das horas letivas;
participar do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb).
Os alunos elegíveis recebem:
R$ 200 reais pagos pela matrícula no início do ano letivo.
R$ 1.800 pagos em 9 parcelas ao longo do ano.
R$ 1.000 de bônus pela aprovação no final do ano letivo.
R$ 200 pela realização do Enem no último ano do ensino médio.
Para terem direito ao bônus, é exigido que:
não tenham sido reprovados no fim do ano letivo;
façam o Enem no fim do 3º ano do ensino médio.
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26/02 -
Ensino técnico e educação integral crescem em 2025, mesmo em cenário desfavorável, mostra Censo
Confira os principais destaques do Censo Escolar 2025
Os dados do Censo Escolar 2025, divulgados nesta quinta-feira (26) pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), mostram que, apesar de o número total de alunos matriculados na educação básica ter caído vertiginosamente (1 milhão a menos em apenas um ano), dois pilares continuaram avançando:
educação integral, quando os estudantes passam, no mínimo, 35 horas por semana no colégio;
ensino técnico, principalmente integrado ao novo ensino médio, favorecendo a capacitação profissional dos jovens.
Veja os números abaixo:
Educação integral
A jornada estendida de estudantes nas escolas é vista por especialistas como uma alternativa para:
diminuir a evasão, estreitando os laços do aluno com a comunidade escolar;
melhorar a formação pedagógica, cultural, esportiva e cidadã das crianças e dos adolescentes;
possibilitar tempo maior para reforço de habilidades de leitura e de matemática;
reduzir risco de exposição à violência, especialmente entre os mais vulneráveis.
➡️De 2024 a 2025, em todas as etapas, houve um aumento (mesmo que discreto) na porcentagem de alunos matriculados em tempo integral, principalmente na rede pública.
Veja o gráfico abaixo:
Avanço do tempo integral na educação básica
Arte/g1
Mas, atenção: em 2025, os repasses diretos da União ao programa de tempo integral caíram de forma muito acentuada em comparação com anos anteriores — de cerca de R$ 2,1 bilhões em 2023 e R$ 2,5 bilhões em 2024 para apenas R$ 75,8 milhões em 2025.
Isso ocorreu principalmente por uma mudança na legislação, pela aprovação da Emenda Constitucional nº 135/2024 (parte do pacote de ajuste fiscal).
Os recursos para fomentar o programa passaram a ficar vinculados ao Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica), transferindo a responsabilidade para estados e municípios. A partir de 2026, prefeitos e governadores passaram a ter de aplicar ao menos 4% da verba do fundo em iniciativas relacionadas ao fomento das matrículas em tempo integral.
“É uma responsabilidade que entra dentro de um dinheiro que eles já recebiam antes. Precisamos acompanhar essa repercussão e ver se os avanços vão se sustentar. Tivemos uma evolução recente importante”, afirma Gabriel Corrêa, diretor de políticas públicas da ONG Todos Pela Educação.
Governo de SP amplia em 80,7% as matrículas no ensino técnico para 2026
Paulo Guereta/Governo de SP
Ensino técnico
No Novo Ensino Médio, parte da carga horária dos estudantes é dedicada a “itinerários formativos”: são “trilhas” de aprofundamento em áreas escolhidas pelos próprios jovens.
É possível, por exemplo, que uma escola ofereça a opção de um itinerário que mescle Matemática e Ciências da Natureza ou Linguagens e Ciências Humanas.
Uma das alternativas é justamente a Educação Profissional e Tecnológica (EPT), na qual entra o ensino técnico. A intenção é que os jovens aliem o currículo básico do ensino médio a formações profissionalizantes, que os preparem melhor para o mercado de trabalho.
No levantamento a partir de dados do Censo, o g1 considerou três categorias:
educação técnica associada ao ensino médio (caso dos alunos que optaram por esse itinerário formativo);
magistério/normal (voltado à formação, de nível médio, de professores)
e ensino técnico integrado à Educação de Jovens e Adultos (EJA - ensino médio).
De 2024 a 2025, houve um incremento de cerca de 208 mil novas matrículas: de 1.082.146 para 1.290.081.
A maior parte dos alunos está em escolas estaduais (75% do total). Em seguida, aparecem os institutos federais (19%), a rede privada (4%) e as escolas municipais (0,8%).
Ensino técnico avançou em 2025
Arte/g1
Abaixo, veja outros dados do Censo:
➡️Número de professores temporários continua alto
O Censo Escolar mostrou que o número de professores temporários está acima do aceitável. Mais de 813 mil profissionais tinham este tipo de vínculo em 2025, o que representava cerca de 42,6% de todos os docentes em atuação na educação básica.
Em geral, contratos temporários envolvem condições de trabalho mais precarizadas, como a ausência de aumentos ou de bônus (como quinquênios) por tempo de carreira.
Na rede estadual, o problema é ainda maior: os temporários são maioria (48,6%) e ultrapassam os efetivos (48,5%). Há, ainda, os terceirizados (0,63%) e os "CLT" (2,18%).
➡️Índice de professores com licenciatura cai
Outro cenário revelado pelo Censo foi o de queda no índice de professores de educação básica com licenciatura. Mesmo que 96,1% dos professores tivessem formação docente em 2025, a taxa era maior em 2024 (96,85%).
Além disso, apenas 4,04% dos professores de educação básica em atuação no ano passado tinham mestrado. Aqueles com doutorado eram 1,13%. Em 2024, eram 3,9% com mestrado e 1,11% com doutorado.
➡️Sobe número de alunos pretos e pardos na educação básica
Os dados raciais mostram que:
Em 2024, 41,37% dos alunos de anos iniciais no ensino fundamental declararam-se pardos. Em 2025, essa fatia passou a 45,15%. Em números absolutos, o aumento foi de mais de 545 mil estudantes.
Nos anos finais, 43% eram pardos em 2024, contra 46,15% em 2025 (aumento de 255.997 declarações).
Quanto aos alunos pretos, também houve crescimento no ensino fundamental entre 2024 e 2025. Percentualmente, eles passaram de 3,93% para 4,65% (anos iniciais) e de 4% para 4,74% (anos finais).
Em contrapartida, o número de estudantes considerados amarelos foi menor em 2025 em toda a educação básica. Dos quase 42,5 milhões de alunos considerados neste recorte, apenas 153.569 eram amarelos.
Na creche e no ensino médio, houve um aumento no número de matrículas de indígenas. No entanto, esses alunos não representaram nem 1% do corpo discente em nenhuma das etapas da educação básica.
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26/02 -
Em um ano, Brasil tem queda de 1 milhão de matrículas nas escolas, diz Censo; ensino médio registra menor número de alunos do século
Confira os principais destaques do Censo Escolar 2025
Entre 2024 e 2025, o número de matrículas na educação básica brasileira apresentou uma queda de mais de 1 milhão: despencou de 47,08 milhões para 46,01 milhões. É o que mostram os dados do Censo Escolar 2025, divulgados nesta quinta-feira (26) pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).
De acordo com o ministro da Educação, Camilo Santana, e com os técnicos do MEC, há dois fatores que explicam a diminuição:
Queda na população em idade escolar nos últimos quatro anos
Diminuição da repetência com mais alunos sendo sucessivamente aprovados
No geral, os dados apontam que o atendimento aos alunos está aumentando (menos alunos em idade escolar fora da escola), apesar da queda absoluta no número de matriculados. "Essa (queda nas matrículas) é um dado bom", afirmou Camilo.
O presidente do Inep, Manuel Palacios, diz que o Brasil está muito próximo de universalizar a educação básica. "Isso é uma vitória histórica do país. É a primeira geração que pode dizer, com segurança, que estamos todos na escola", disse Palacios.
Ensino técnico e educação integral crescem em 2025, mesmo em cenário desfavorável, mostra Censo
Pé-de-Meia começa a pagar hoje R$ 1.000 a alunos aprovados no 1º, 2º e 3º ano do ensino médio em 2025
Queda de matrículas
➡️Em termos absolutos, foi uma redução ainda maior do que a observada entre 2020 e 2021, durante a pandemia de Covid-19. O fechamento prolongado de escolas e as crises sanitária e econômica levaram a uma queda de 600 mil: de 47,2 milhões para 46,6 milhões.
O total refere-se ao número de alunos em todas as etapas escolares: creche, pré-escola, ensino fundamental, ensino médio, curso técnico, curso de qualificação profissional e Educação para Jovens e Adultos - EJA.
Os principais elementos que culminaram nesse “encolhimento” em 2025 foram:
redução drástica nas matrículas do ensino médio, com o menor número de alunos de toda a série histórica do Censo no século XXI (São Paulo, por exemplo, “perdeu” mais de 250 mil estudantes em um ano, segundo o Inep);
retração da educação infantil, tanto na creche quanto na pré-escola, mostrando estagnação no atendimento às crianças;
enfraquecimento da Educação para Jovens e Adultos (EJA);
diminuição do ensino técnico subsequente (modalidade cursada após a conclusão do ensino médio, mas que, ainda assim, é contabilizada como parte da educação básica).
De acordo com Fábio Pereira Bravin, pesquisador da equipe de Diretoria de Estatísticas Educacionais do Inep, a diminuição no número de matrículas é justificada por uma redução na população-alvo da educação básica, em especial a população de 0 a 4 anos e de 15 a 17 anos.
Veja, logo após o gráfico, os detalhes de cada item e entenda o “raio-X” da educação de 2025.
Gráfico mostra queda no número de matrículas na educação básica
Arte/g1
🚨Ensino médio: menor número de alunos
Sala de aula vazia em escola pública
Divulgação
Apesar das iniciativas do Ministério da Educação (MEC) para combater a evasão escolar no ensino médio, como o Pé-de-Meia (auxílio financeiro pago aos jovens que frequentam o colégio) e o Novo Ensino Médio (mudanças curriculares para aproximar os adolescentes da escola), o número de matrículas diminuiu em 2025 e atingiu o menor patamar do século XXI.
As variações entre 2024 e 2025 foram as seguintes, segundo o Censo Escolar:
Rede Pública: Queda de aproximadamente 6,30%. O número de alunos passou de 6.759.848 para 6.334.224.
Rede Privada: Aumento de cerca de 0,59%. As matrículas subiram de 1.030.548 para 1.036.655.
Total: Considerando ambas as redes, a redução foi de aproximadamente 5,39%, caindo de 7.790.396 para 7.370.879 matrículas.
📢Tanto em números absolutos quanto em percentuais, São Paulo teve a queda mais significativa no número de matrículas do ensino médio: em apenas um ano, o estado perdeu 251.987 alunos (13,6%).
Ensino médio teve queda no número de matrículas
Arte/g1
Considerando os 26 estados e o Distrito Federal, essa etapa escolar apresentou diminuição no número de matrículas em todos os entes federados, com exceção do Amapá (+ 0,84% alunos de 2024 a 2025), do DF (+0,53%) e de Pernambuco (+0,42%).
São Paulo apresentou queda acentuada no número de matrículas
Arte/g1
Desde 2001, a tendência histórica das matrículas no ensino médio mudou: começou com um crescimento inicial bem significativo, com pico histórico de 9,16 milhões em 2004, seguido por um declínio gradual, atingindo em 2025 o patamar mais baixo em mais de duas décadas (7,3 milhões).
A rede pública, que chegou a ter 8 milhões de alunos em 2004, registrou apenas 6,3 milhões em 2025. Já a rede privada manteve-se relativamente estável ao longo do período, sempre em torno de 1 milhão de matrículas, com uma leve tendência de recuperação nos últimos quatro anos.
O crescimento discreto das escolas particulares não foi suficiente para cobrir o buraco da rede pública: o saldo aponta para uma redução total de cerca de 1 milhão de matrículas no ensino médio neste quarto de século.
Outras etapas também apresentam dados preocupantes:
🚨Educação infantil: Brasil mostra estagnação
A educação infantil é composta por:
creche (0 a 3 anos)
e pré-escola (4 e 5 anos, fase obrigatória).
No total, houve um recuo de 205.712 matrículas (-2,17%), sendo 200.667 apenas na pré-escola.
Esta etapa, por sinal, na rede pública, apresentou o menor índice desde 2018. O número de estabelecimentos também diminuiu: em apenas um ano, de 2024 a 2025, foram 1.126 pré-escolas a menos na rede pública e 250 a menos na rede privada.
Censo traz dados que mostram retração na educação infantil
Arte/g1
Justamente pelas faixas etárias atendidas, a educação infantil é a fase mais suscetível a mudanças demográficas de curto prazo (depende do número de crianças nascidas nos anos anteriores).
Mas o Plano Nacional da Educação (PNE), por exemplo, estabelece metas que levam em conta a porcentagem de alunos matriculados, e não o número absoluto deles. O Brasil não cumpriu os objetivos previstos até dezembro de 2024:
Acesso à creche (Pnad Contínua 2024): 39,7% (meta era de 50%);
Acesso à pré-escola (Pnad Contínua 2024): 93,4% (meta era de 100%).
Como o acesso à creche já estava muito baixo, o esperado era que, mesmo diante de qualquer oscilação demográfica, o número de matrículas aumentasse de 2024 a 2025. E não foi o que ocorreu: houve uma redução de aproximadamente 5 mil.
“O Brasil precisa avançar muito. O fato é que estamos estagnados. No novo PNE, que está em discussão no Congresso, a meta deve subir para 60% nas creches”, afirma Gabriel Corrêa, diretor de políticas públicas da ONG Todos Pela Educação.
Pelas projeções populacionais com base no DataSUS e no Censo do IBGE, o país terá de aumentar em mais de 1 milhão as matrículas nas creches na próxima década (ou seja, mais de 100 mil novas matrículas por ano, em média) para atingir o objetivo do PNE.
“Se não entendermos que é preciso ter política pública articulada com os municípios para aumentar o atendimento, especialmente dos mais vulneráveis, ficaremos novamente longe da meta daqui a 10 anos.”
🧑🏫Educação de Jovens e Adultos (EJA) tem redução
A Educação de Jovens e Adultos (EJA) teve uma queda de 5,8% no número de matrículas em 2025, em relação ao ano anterior. Só no ensino médio, foram cerca de 130 mil matrículas a menos: de 976.390 em 2024 para 845.627 em 2025.
Mesmo com um aumento no número de escolas que ofertam a EJA (801 novos estabelecimentos), a modalidade teve, no total, 734 turmas a menos em comparação com 2024.
A etapa integrada à educação profissional com formação inicial continuada (FIC) também recuou: 3,94% de matrículas a menos.
Já o curso técnico integrado ao EJA, uma nova modalidade apresentada no Censo Escolar 2025, teve 56.946 matrículas.
👩🏫Ensino Técnico para quem já se formou encolhe
O ensino técnico pode ser ofertado de três formas:
Integrado – ensino médio + técnico juntos, na mesma matrícula;
Concomitante – ensino médio e técnico ao mesmo tempo, mas com matrículas separadas (o aluno pode cursar em escolas diferentes, por exemplo);
Subsequente – técnico feito depois de concluir o ensino médio.
Dos três, apenas o subsequente apresentou queda. De todas as etapas da educação básica, foi a maior diminuição proporcional (de 16,25%, com 161.410 alunos a menos entre 2024 e 2025).
Observação: O técnico subsequente é considerado pelo Inep como parte da educação básica, porque é uma modalidade da educação profissional de nível médio (ou seja, não é ensino superior).
Ensino fundamental
Houve uma redução de 195.589 alunos entre 2024 e 2025. É um declínio proporcionalmente menor (-0,75%) ao registrado pelas etapas acima, devido ao grande volume total de matrículas do 1º ao 9º ano.
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25/02 -
Saresp: ensino fundamental tem recorde em matemática, mas ainda não recuperou português pré-pandemia
Saresp: ensino fundamental tem recorde em matemática, mas ainda não recuperou português
Os estudantes da rede estadual paulista alcançaram em 2025 o melhor desempenho da série histórica em matemática no ensino fundamental, segundo os resultados do Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo (Saresp), divulgados nesta quarta-feira (25). Apesar dos avanços, a proficiência em língua portuguesa no 5º e 9º anos ainda não retornou ao patamar pré-pandemia.
Matemática — 2º, 5º e 9º anos do ensino fundamental
Desempenho recorde nas três séries avaliadas.
No 9º ano, o percentual de estudantes nos níveis adequado e avançado saltou de 14,9% em 2024 para 24,7% no ano passado.
A média dos alunos do 9º ano foi de 260,3 pontos, alta de 11,8 pontos em relação a 2024.
Em comparação com 2019 (pré-pandemia), a média cresceu 0,4 ponto.
Houve redução dos estudantes abaixo do básico: 6% no 2º ano e 11,8% no 5º ano.
Língua Portuguesa — anos iniciais
Resultados melhoraram e já retornaram ao patamar anterior à Covid-19.
Língua Portuguesa — 5º e 9º anos - anos finais
As médias ainda não atingiram os níveis pré-pandemia.
Língua Portuguesa — 5º ano (comparativo)
2019: média de 216,8 pontos.
2024: média de 213,9 pontos.
Língua Portuguesa — evolução da proficiência média (geral)
2019: 249,6 pontos.
2022: 244,2 pontos (queda sob impacto da crise sanitária).
2025: 243 pontos.
Estudante da rede pública estadual de São Paulo faz a prova do Saresp
Divulgação/Governo do Estado de São Paulo
Em entrevista coletiva, o secretário da Educação, Renato Feder, ponderou que, na comparação entre 2024 e 2025, houve alta de oito pontos. Segundo ele, os estudantes que hoje estão no 9º ano foram alfabetizados durante a pandemia e carregam defasagens acumuladas.
"Temos dois sentimentos. É suficiente? Não. Mas estamos na direção certa. Esses alunos tiveram impacto forte nos anos iniciais. Estamos recuperando e retomando o patamar anterior" disse.
Feder atribuiu a melhoria nos indicadores a um conjunto de medidas: reorganização da grade horária (com aulas ampliadas de 45 para 50 minutos), material estruturado com apoio de plataformas, acompanhamento digital das atividades e reforço escolar com professores tutores.
Dados do Saresp mostram evolução consistente em matemática; por outro lado, português ainda não alcançou patamar pré-pandemia
Reprodução/TV Globo
O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) também admitiu que ainda há avanços a serem alcançados, mas celebrou aumento da frequência escolar. De acordo com a Secretaria da Educação, a taxa de frequência média subiu de 78% no primeiro semestre de 2023 para quase 90% no fim do ano passado. Na prática, isso representa cerca de 300 mil alunos a mais nas escolas diariamente.
Tarcísio também reforçou que os melhores resultados nos anos iniciais em língua portuguesa indicam uma tendência de melhora futura.
"Estamos vendo avanço expressivo nos primeiros anos. Isso projeta um futuro melhor. Esses alunos quando estiverem avançando e chegarem por exemplo no 9º ano, vão ter um resultado muito melhor porque não vão ter a dificuldade de aprendizado que esses alunos hoje tem. É por isso que a questão da recuperação é fundamental, a gente precisa diminuir esse gap", declarou Tarcísio.
No ensino médio, a comparação com anos anteriores ficou impossibilitada por mudanças no modelo de avaliação, que encerraram a série histórica iniciada em 1996. Para manter a comparabilidade, a secretaria anunciou que aplicará o Saresp no meio do ano, nos moldes antigos, para a 3ª série, paralelamente ao Provão Paulista.
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25/02 -
Ministro da Educação anuncia R$ 120 milhões para Ufac e Ifac durante agenda em Rio Branco
Ministro Camilo Santana fala sobre recursos para Hospital Universitário no Acre
O ministro da Educação, Camilo Santana, cumpre agenda em Rio Branco na manhã desta quarta-feira (25) para anunciar novos investimentos na rede federal de ensino no Acre, além de melhorias na rede estadual.
Ao lado de gestores das instituições e de parlamentares, ele confirmou a destinação de mais de R$ 120 milhões para a Universidade Federal do Acre (Ufac) e o Instituto Federal do Acre (Ifac), com recursos do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
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Segundo o Ministério da Educação, são R$ 301,9 milhões em investimentos no estado, sendo R$ 170 milhões na educação básica, R$ 33,6 milhões na educação profissional e tecnológica e R$ 90 milhões na educação superior.
Para a educação básica, o valor será para a aquisição de 33 ônibus e construção de sete creches e 10 escolas de tempo integral. Já sobre o ensino técnico e superior, os recursos serão destinados à construção do campus do Ifac em Feijó e do Hospital Universitário da Ufac, além de 10 obras de melhorias no instituto e na universidade.
A agenda começou às 9h, com visita técnica ao Laboratório de Paleontologia da Ufac. No local, foram apresentados projetos acadêmicos e estruturais previstos para a universidade. Em seguida, às 10h30, o ministro esteve no laboratório IFMaker do campus Rio Branco do Ifac.
Ministro da Educação, Camilo Santana, durante agenda em Rio Branco
Júnior Andrade/Rede Amazônica
Para a Ufac, estão previstos cerca de R$ 90 milhões em investimentos. O pacote inclui ampliação de salas de aula, modernização de laboratórios, melhorias na biblioteca, obras de urbanização nos campi e intervenções na infraestrutura geral da instituição.
Entre os anúncios, está a construção do primeiro Hospital Universitário do Acre. Atualmente, o estado é o único do país que não conta com uma unidade vinculada à rede federal de ensino superior. (Veja vídeo acima)
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Camilo Santana afirmou que os recursos representam um reforço na estrutura do ensino superior e técnico no estado.
"O mais importante que nós estamos trabalhando, é no nosso Hospital Universitário aqui do Estado. Esse é o último estado até hoje que a gente ainda não conseguiu implementar o nosso Hospital. Havia um compromisso do governador de fazer uma doação ao Hospital do Estado, então, nós já temos R$ 50 milhões no parquet para fazer as mudanças", complementou.
Segundo o ministro, o governo federal aguarda a definição sobre a cessão de um terreno que teria sido sinalizado pelo governo do estado em 2023. Caso o espaço não seja oficialmente disponibilizado, o Ministério da Educação deve buscar uma alternativa para viabilizar a obra.
A reitora da Ufac, Guida Aquino, acompanhou a visita e destacou a importância dos recursos para a expansão da universidade. "Também quero agradecer cada voto de confiança que tive dessa comunidade dando o meu melhor, juntos somos sempre mais fortes", declarou.
Guida Aquino, reitora da Ufac, ao lado do ministro Camilo Santana e do reitor do Ifac, Fábio Storch
Jhenyfer de Souza/g1
Expansão do Ifac no interior
O Ifac deve receber R$ 33,6 milhões para ampliação e melhorias. Entre as ações previstas estão a implantação de um novo campus em Feijó, a construção de restaurantes estudantis em Cruzeiro do Sul e Sena Madureira e a projeção de uma nova unidade em Epitaciolândia, na região de fronteira com a Bolívia.
O reitor do Ifac, Fábio Storch, também participou da agenda, assim como parlamentares da bancada acreana, entre eles as deputadas federais Socorro Neri e Meire Serafim, além do senador Sérgio Petecão e vereadores da capital.
Os investimentos integram o Novo PAC voltado à educação e têm como foco a ampliação da oferta de vagas, melhoria da infraestrutura e fortalecimento do ensino superior e técnico no Acre.
VÍDEOS: g1
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25/02 -
STF diz que MEC pode decidir sobre regras para abertura de cursos de Medicina
Cerca de 30% dos cursos de Medicina vão ser punidos após avaliação ruim no Enamed
O Supremo Tribunal Federal (STF) entendeu que o Ministério da Educação (MEC) pode decidir sobre a abertura de cursos e vagas de graduação de Medicina por meio de editais, como previsto na Lei do Mais Médicos. A conclusão faz parte da análise de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade e foi publicada nesta quarta-feira (25) no Diário Oficial da União.
O pedido de análise da ADI foi feito pelo Conselho de Reitores das Universidades Brasileiras (Crub) e pela Associação Brasileira das Instituições de Educação Superior Comunitárias (Abruc), que questionava parte da lei que regula a abertura de cursos de Medicina em instituições privadas de ensino.
Até o início de fevereiro, um edital do governo federal previa a ampliação da oferta do curso por universidades privadas, com 5.900 novas vagas. No entanto, o MEC revogou o edital após a divulgação dos resultados da primeira edição do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed).
STF diz que MEC pode decidir sobre regras para abertura de cursos de Medicina
Assessoria
Ao STF, as entidades questionaram a validade da lei que condiciona a abertura de novos cursos de Medicina a um processo prévio de chamamento público, feito pelo MEC — ou seja, um edital público para selecionar propostas antes de autorizar as faculdades. Para elas, isso poderia violar princípios como a livre iniciativa e a autonomia universitária, porque impediria que instituições pedissem autorização individualmente ao MEC.
O STF decidiu, por maioria, que essa regra é constitucional — ou seja, não há problema em a lei exigir que a criação de cursos de Medicina siga um chamamento público com critérios técnicos. Esse entendimento foi firmado em conjunto com outra ação parecida, a ADC 81, que tratou da mesma regra da lei.
Na prática, isso significa que:
O MEC não precisa aceitar pedidos individuais de autorização de cursos ou de vagas fora de chamamentos públicos.
A criação de cursos deve obedecer primeiro a um edital — como previa a lei do Mais Médicos — organizado pelo governo.
O foco dessa regra está em organizar melhor a expansão da formação médica no país, usando critérios técnicos e planejamento, e não simplesmente autorizar qualquer pedido à medida que é apresentado.
O que acontece agora? A decisão do STF dá segurança jurídica ao modelo previsto na lei e afeta como o MEC organiza a oferta de novas vagas e cursos de Medicina em universidades privadas. Na prática, ela significa que, para haver novas graduações, será necessário que exista um chamamento público estruturado com critérios claros para selecionar propostas, em vez de autorizações isoladas por demanda individual.
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24/02 -
O risco da inteligência artificial para o futuro do aprendizado e do trabalho
Na semana passada, acompanhei o Century Summit VI, evento realizado pela Universidade Stanford que, nessa sexta edição, teve como tema “Longevidade, aprendizado e o futuro do trabalho”. Allison Pugh, professora de sociologia da Universidade Johns Hopkins, foi responsável por uma das palestras mais impactantes. Enquanto a maioria dos participantes apontou a inteligência artificial como a saída para os impasses contemporâneos, ela preferiu alertar para o risco da idealização da IA.
Allison Pugh, professora de sociologia da Universidade Johns Hopkins: empresas de IA visam ao lucro e farão de tudo para que sua tecnologia ocupe todos os espaços possíveis de ensino, mentoria e companhia
Reprodução
Para escrever seu mais recente livro, The last human job: the work of connecting in a disconnected world (em tradução livre, O último emprego humano: o trabalho de conectar-se em um mundo desconectado), Pugh entrevistou, ao longo de cinco anos, cerca de cem pessoas que exercem o que batizou de “trabalho de conexão” (connective labor). São profissionais como médicos, enfermeiros, terapeutas, cuidadores e até cabeleireiros, que, na sua avaliação, “vivenciam a empatia e enxergam o outro – e isso é o que o ser humano faz de melhor”, afirmou.
A socióloga enfatizou que o futuro do aprendizado e do trabalho deve estar centrado nas pessoas. “Focar no potencial humano é o que leva à inovação. Quando há uma conexão mútua entre os indivíduos, eles constroem algo”, disse. Também ressaltou que criou o termo “trabalho de conexão” para chamar a atenção para a sua importância:
“Estamos num momento crítico para pensar em como a inteligência artificial será usada, e o mais preocupante é ela ser apresentada como uma solução para substituir esses ‘trabalhos de conexão’. Não podemos perder de vista que as empresas de IA visam ao lucro e farão de tudo para que sua tecnologia ocupe todos os espaços possíveis de ensino, mentoria e companhia. A IA é moldada para manter o engajamento de quem a consome e seu objetivo é atender a todos os anseios da pessoa, inclusive desencorajando que se busque a ajuda de outro ser humano. Essa não é a IA que queremos. Queremos a tecnologia que fabricará medicamentos eficientes em tempo recorde, mas não aquela que pretende intervir ou mediar a vida de alguém”.
Foi uma declaração forte e necessária para os tempos em que vivemos. Na opinião de Pugh, aprendizados e relacionamentos precisam de uma certa tensão, que ela chama de “fricção”. É assim que o indivíduo sai da sua zona de conforto para alcançar algo a que aspira:
“Educadores sabem como essa fricção é relevante ao longo de toda a existência. A criatividade não acontece quando estamos satisfeitos. O sentido de propósito não nasce de estado contínuo de bem-estar e felicidade, mas de interações que envolvem dificuldades e tensões. No entanto, a IA é enaltecida porque não nos julga, porque não dorme e está sempre a postos e solícita. O que os algoritmos fazem é eliminar a fricção. Só que, no ambiente de trabalho e na vida, ocorre justamente o oposto. É fundamental a capacidade de se relacionar, o que pode estar sendo afetado, e até comprometido, quando se forja a ideia de que a inteligência artificial é a solução para tudo”.
Para se ter uma ideia do tamanho da encrenca: na semana passada, o jornal The New York Times publicou reportagem relatando que a Meta, proprietária do Facebook, Instagram e WhatsApp, está se preparando para gastar US$ 65 milhões (perto de R$ 340 milhões) em 2026 para apoiar políticos favoráveis à indústria de inteligência artificial. O montante é o maior investimento eleitoral já feito pela empresa e sinaliza uma prioridade corporativa de escala bilionária.
Inteligência artificial na educação
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23/02 -
Conselho Nacional de Educação marca data para votar regras para o uso de inteligência artificial nas escolas
Sala de aula de escola pública em Roraima
DPE-RR/Divulgação
A comissão do Conselho Nacional de Educação (CNE) criada para debater as regras para uso de inteligência artificial nas escolas da educação básica e nas universidades deve votar parecer no dia 16 de março. Uma versão inicial começou a ser discutida nesta segunda-feira (23), mas o Ministério da Educação pediu ajustes no texto.
Entre as regras, estão questões como a inclusão da IA no currículo dos alunos e o uso da ferramenta pelos professores, tanto para as unidades de ensino básica como para as de ensino superior.
O texto passou por um ano e meio de debates na comissão com especialistas, Ministério da Educação e Unesco. Após a votação, o texto vai para consulta pública e votação no plenário do conselho. Por fim, segue para a homologação do ministro da Educação.
Ensino começa a integrar inteligência artificial no Brasil; especialistas veem oportunidade, mas com riscos
O que diz o texto
De acordo com o relatório, o uso pedagógico da inteligência artificial deve ser orientado para fins educativos explícitos e sempre supervisionado por profissionais da educação. O texto proíbe a atuação pedagógica automatizada.
A formação dos professores deve garantir competência técnicas e críticas para a utilização pedagógica. A IA poderá dar apoio, por exemplo, à correção de avaliações objetivas, mas cabe ao professor a análise qualitativa e a decisão final sobre os resultados. Mas fica proibida a correção automatizada de avaliações dissertativas ou formativas.
Além disso, as redes de ensino deverão promover letramento digital que contemplem a compreensão de riscos, benefícios, princípios éticos e funcionamento básico dos modelos de IA.
Tanto na educação básica, como na educação superior, a integração ao ensino da IA poderá ocorrer de forma transversal e interdisciplinar.
O texto também foca nos cursos de licenciatura e outros que são destinados à docência. A presença da IA na formação deverá contemplar fundamentos para uso crítico e ético da IA em processos de ensino e aprendizagem, competência para análise de dados educacionais, avaliação mediada por tecnologia e a preparação para atuação pedagógica em ambientes híbridos e digitais.
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23/02 -
'Quantas Terras cabem no Sol?': engenheiro erra pergunta e perde chance de ganhar R$ 1 milhão; veja se você acertaria
Participante errou questão no "Quem quer ser um milionário"
Reprodução/TV Globo
Aproveite que você não está sob a pressão de disputar R$ 300 mil — bem pertinho de chegar ao prêmio de R$ 1 milhão. Não há plateia nem pessoas do Brasil inteiro acompanhando seu desempenho. Responda:
🌍"Quantas Terras são necessárias para preencher o volume total do nosso Sol?"
a) 1 milhão e 100 mil
b) 1 milhão e 200 mil
c) 1 milhão e 300 mil
d) 1 milhão e 400 mil
A resolução está mais abaixo. Foi essa questão que interrompeu a excelente sequência de acertos do engenheiro Leonardo Cremonesi, de 27 anos, que participou do quadro "Quem Quer Ser um Milionário?" neste domingo (22), no "Domingão com Huck", exibido na TV Globo.
Se ele tivesse escolhido a alternativa correta, só precisaria de mais dois acertos para ganhar a recompensa máxima de R$ 1 milhão.
Veja os vídeos que estão em alta no g1
Resolução
1- Queremos saber quantas vezes o volume da Terra cabe dentro do volume do Sol. Isso é simplesmente a divisão:
Número de Terras = Volume do Sol ÷ Volume da Terra
2 - Volume da Terra ≈ 1,083 × 10¹² km³ (ou 1,083 trilhões de km³) /// Volume do Sol ≈ 1,412 × 10¹⁸ km³
3- 1,412 × 10¹⁸ ÷ 1,083 × 10¹² = (1,412 ÷ 1,083) × 10⁶
4- Calculando 1,412 ÷ 1,083 ≈ 1,304. Então: 1,304 × 1.000.000 = 1.304.000
5- Na maioria dos livros didáticos, arredonda-se para 1.300.000 (1 milhão e 300 mil).
Resposta correta: 1 milhão e 300 mil (o participante chutou a alternativa "1 milhão e 400 mil")
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20/02 -
Revalida: documento do Ministério da Saúde contradiz gabarito do Inep; candidatos pedem anulação de questão
Um documento oficial do Ministério da Saúde, emitido em 22 de janeiro de 2026 e obtido pelo g1, contradiz uma resposta apontada como correta pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) no gabarito da primeira etapa do Revalida 2025.02.
A questão que apresentou divergência aborda a profilaxia da malária em regiões endêmicas do Brasil (entenda mais abaixo).
Candidatos pedem a anulação da pergunta e afirmam que um ponto a mais na nota teria sido decisivo no resultado final. É o caso de Vitória Sampaio, de 29 anos, brasileira que se formou em medicina na Universidade Upal, em Cochabamba.
“Eu e muitas pessoas seríamos beneficiadas por esse ponto, que é legítimo e tem base sólida e irrefutável. Estamos em uma situação complicada, de angústia e de injustiça", diz.
➡️O Revalida, cujos resultados foram publicados em dezembro de 2025, habilita que médicos formados no exterior possam trabalhar no Brasil, desde que atinjam o desempenho mínimo nos testes. Classificaram-se para a segunda fase aqueles que acertaram ao menos 61 das 100 questões objetivas.
Qual é a pergunta discutida?
Questão sobre malária no Revalida é alvo de discussão
Reprodução
Candidatos reivindicam o cancelamento da pergunta 40, que apresenta o caso de uma médica jovem e saudável que trabalhará em uma comunidade indígena na Amazônia.
Quem fez a prova teve de identificar o método preventivo medicamentoso mais adequado para a profissional, considerando que ela atuará em uma área endêmica de malária.
As alternativas listam diferentes remédios, exigindo que o candidato selecione a quimioprofilaxia correta para evitar a infecção durante o trabalho de campo. Segundo o gabarito, a resposta correta é doxiciclina.
O que o Ministério da Saúde afirma a respeito disso?
Documento do Ministério da Saúde afirma que não há recomendação de profilaxia para malária no Brasil
Arquivo pessoal
Uma das candidatas do Revalida enviou à pasta uma solicitação de informação pela plataforma Fala.Br. Ela pergunta quais são as diretrizes no Brasil para a profilaxia da malária:
“Há recomendação de quimioprofilaxia da malária para moradores ou profissionais de saúde atuantes em áreas endêmicas no Brasil, em especial na Região Amazônica?”
A resposta, enviada em documento protocolado pela Coordenação-Geral da Eliminação da Malária, da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente, foi a seguinte:
“Não há recomendação de quimioprofilaxia para moradores ou profissionais de saúde residentes ou atuantes na região amazônica e demais regiões do território nacional. O Brasil, especialmente na região amazônica, conta com uma rede descentralizada de serviços de diagnóstico e tratamento da malária, que assegura, de forma gratuita pelo Sistema Único de Saúde (SUS), a realização do exame diagnóstico oportuno e a dispensação do tratamento nos casos confirmados.”
Na segunda pergunta enviada, o Ministério reafirma que não há profilaxia na recomendação brasileira:
“Em quais situações específicas a quimioprofilaxia da malária é indicada no contexto nacional, considerando o perfil epidemiológico brasileiro?”
Resposta da pasta:
“Não há indicação de quimioprofilaxia da malária para moradores ou profissionais de saúde no contexto nacional.
No Brasil, há predomínio de casos causados por Plasmodium vivax, espécie para a qual a eficácia da quimioprofilaxia é considerada baixa. Considerando a malária por Plasmodium falciparum, a profilaxia pode não assegurar a proteção ou cura do paciente, além de favorecer o surgimento de resistência aos antimaláricos utilizados. Dessa forma, considerando a ampla cobertura da rede de diagnóstico e tratamento da malária no país, não se recomenda a quimioprofilaxia para viajantes em território nacional.”
Nenhuma das alternativas da questão, portanto, seria válida.
Qual foi a alternativa apontada como correta pelo Inep?
Em entrevista ao g1 em dezembro de 2025, logo após a divulgação dos gabaritos, o infectologista da Fiocruz Marcus Lacerda, diretor do Programa Especial para Pesquisa e Treinamento em Doenças Tropicais (TDR) da Organização Mundial de Saúde (OMS), já havia afirmado que a avaliação de casos como o da médica da Amazônia é a feita caso a caso, sem apoio de diretrizes nacionais do Ministério da Saúde.
"Nessa região amazônica, a profilaxia deve ser direcionada sobretudo ao Plasmodium falciparum, já que para malária vivax é limitada. Hoje, a única opção para vivax é a tafenoquina, que no Brasil está aprovada apenas para tratamento, não para profilaxia", explica.
“Considerando isso, o artesunato é descartado porque não existe em apresentação oral, apenas injetável. A cloroquina também está contraindicada, pois só atua na profilaxia da malária vivax e não é eficaz contra o falciparum, comum na Amazônia. Assim, a melhor e única alternativa viável é a doxiciclina, que tem boa eficácia contra o Plasmodium falciparum e é a opção utilizada na prática quando o benefício da profilaxia supera os riscos.”
Diante do documento enviado pela pasta, Marcus reforça o que já havia explicado:
“A minha resposta foi referente à literatura médica mundial disponível [que aponta para a possibilidade do uso de doxiciclina]. Mas, como eu disse, o Ministério da Saúde não faz essa indicação”, afirma.
➡️Como a questão deixa claro que o caso fictício é no Brasil, dentro do Programa Mais Médicos, o esperado é que as diretrizes do país sejam levadas em conta pelo Inep na formulação do gabarito.
O edital do Revalida afirma que a prática médica avaliada na prova deve estar alinhada ao funcionamento e às exigências do sistema público de saúde do Brasil (SUS), que é gerido pelo Ministério da Saúde.
Inep diz que questão não tem erros
O g1 entrou em contato com o órgão do Ministério da Educação (MEC), apresentou os documentos enviados pelo Fala.Br e questionou se a pergunta será anulada.
O Inep respondeu que "todos os questionamentos foram submetidos à Banca de Análise de Recursos", que os julgou como improcedentes. "Não há erro conceitual, metodológico ou científico na formulação do item, nem na alternativa considerada correta", afirma o instituto, em nota.
"O cenário descrito na questão — profissional de saúde não imune atuando em área indígena remota da Amazônia — é compatível com a literatura nacional e internacional de medicina de viagem e saúde do trabalhador (...), conforme diretrizes do Ministério da Saúde, da Organização Mundial da Saúde (OMS) e de autoridades sanitárias internacionais amplamente reconhecidas."
Por que a mesma questão foi anulada no Enamed, mas não no Revalida?
Enamed x Revalida: questões iguais, gabaritos diferentes
Como o g1 mostrou em 15 de dezembro, três questões exatamente iguais estavam presentes tanto no Enamed quanto no Revalida, mas só foram anuladas no primeiro. Uma delas era justamente a da malária.
Enamed: avaliação que mede o desempenho de estudantes de Medicina e que pode ser usada na seleção de vagas para residentes.
Revalida: prova que avalia médicos formados no exterior para que possam trabalhar no Brasil.
Ter conteúdos iguais não é um problema, já que a aplicação dos testes ocorreu no mesmo dia, em 19 de outubro. Segundo o Inep alegou à época, a pergunta da quimioprofilaxia só foi cancelada no Enamed por questões técnicas relacionadas à Teoria de Resposta ao Item (TRI)", como "ajustes estatísticos", e não por erro conceitual. Entenda aqui.
Questão igual no Revalida e no Enamed só foi anulada neste último
Reprodução
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20/02 -
Desafio LED 2026 vai distribuir R$ 300 mil; inscrições terminam em 1º de março
Desafio LED
Divulgação
Estudantes brasileiros maiores de 18 anos têm até 1º de março de 2026 para se inscrever no Desafio LED: Me dá uma luz aí!, que neste ano tem como tema a evasão escolar. A edição vai premiar cinco propostas inovadoras, que dividirão R$ 300 mil.
Promovido pela Globo e pela Fundação Roberto Marinho, em parceria com o g1, o edital convida jovens de todo o país a desenvolver soluções para o país enfrentar um dos principais desafios da educação brasileira: manter crianças e adolescentes na escola.
🎓 Quem pode participar
Estudantes com 18 anos ou mais
Com matrícula ativa no primeiro semestre de 2026
💻Como se inscrever?
A inscrição é gratuita e deve ser feita pelo site www.movimentoled.com.br.
👩🎓 O que o edital busca?
A chamada prioriza propostas conectadas a diferentes contextos sociais, que reconheçam a educação como instrumento de transformação.
Entre as frentes possíveis estão:
uso criativo de tecnologia;
metodologias inovadoras de ensino;
estratégias de engajamento familiar;
ações comunitárias;
iniciativas de acolhimento e fortalecimento do pertencimento.
Os cinco projetos selecionados passarão por uma jornada de desenvolvimento com mentorias especializadas, com foco na estruturação das ideias até a criação de um protótipo viável.
As propostas vencedoras serão apresentadas no palco do Festival LED, no Rio de Janeiro.
Para se inspirar: conheça os projetos vencedores de 2025
🔹 Ana Paula de Souza Silva (RJ) – Plataforma Te Guio (1º lugar)
Espaço digital que reúne informações acessíveis, suporte emocional e orientação para famílias e educadores, promovendo inclusão de crianças do espectro autista.
🔹 Milena Aparecida Nicolay Nogueira (RJ) – Útero Pop (2º lugar)
Projeto de educação menstrual voltado a meninas e pessoas a partir dos 8 anos, com foco em autoconhecimento, respeito e autoestima.
🔹 Ethan Freitas da Silva Gonçalves de Alcântara (RJ) – Jogo Lendas Matemáticas (3º lugar)
Jogo físico com tabuleiro e cartas que torna o aprendizado da matemática mais acessível e lúdico.
🔹 Pedro Henrique Pereira Novaes (BA) – Plataforma QG Uni (4º lugar)
Ferramenta digital que conecta estudantes a opções de moradia acessível e segura, ampliando o acesso ao ensino superior.
🔹 Albert de Souza Nunes (AM) – Acessibilidade sobre as águas (5º lugar)
Iniciativa que leva recursos pedagógicos adaptados e formação docente a comunidades ribeirinhas do Amazonas, promovendo inclusão de crianças cegas ou com baixa visão.
Veja a apresentação final de 2025:
Festival LED 2025 | Desafio LED - Me dá uma luz aí, a apresentação final
Desafio LED
Divulgação
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19/02 -
Pé-de-Meia: MEC divulga calendário de pagamentos para o ano de 2026
Por meio do Pé-de-Meia, o estudante recebe um incentivo mensal de R$ 200, que pode ser sacado em qualquer momento
Divulgação/Governo Federal
O Ministério da Educação (MEC) divulgou nesta quinta-feira (19) as regras e o calendário de pagamento do programa Pé-de-Meia para 2026.
📚 O programa oferece incentivo financeiro a estudantes do ensino médio. Entre seus objetivos estão o combate à evasão escolar e a redução da desigualdade no acesso à universidade e ao mercado de trabalho.
O benefício no valor de R$ 1000 será pago entre 26 de fevereiro e 5 de março para aqueles que foram aprovados em cada um dos três anos letivos do ensino médio em 2025.
Uma parcela adicional de R$ 200 será depositada para quem participou dos dois dias do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2025, desde que tenha cursado o terceiro e último ano em 2025.
O incentivo por frequência, no valor total de R$ 1.800, será dividido em até nove parcelas. Confira os prazos na tabela a seguir:
Calendário de pagamento
Incentivo para o EJA
Os alunos inscritos na Educação para Jovens Adultos (EJA) também têm direito ao incentivo. Segundo o ministério, o valor é de R$ 900 pago em quatro parcelas:
Calendário de pagamento do EJA
O que é o pé-de-meia?
O Pé-de-Meia é um programa do Governo Federal criado em 2024 para combater a evasão escolar no ensino médio, estimulando a permanência e conclusão na etapa escolar por meio de um auxílio financeiro.
São elegíveis estudantes de baixa renda da rede pública, de 14 a 24 anos, de famílias inscritas no CadÚnico. Além disso, os alunos devem:
possuir CPF;
estar cadastrados no CadÚnico (instrumento do governo federal para coleta de dados de pessoas em vulnerabilidade);
ter se matriculado no início do ano letivo;
alcançar frequência escolar de pelo menos 80% das horas letivas;
participar do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb).
Os alunos elegíveis recebem:
R$ 200 reais pagos pela matrícula no início do ano letivo.
R$ 1.800 pagos em 9 parcelas ao longo do ano.
R$ 1.000 de bônus pela aprovação no final do ano letivo.
R$ 200 pela realização do Enem no último ano do ensino médio.
Para terem direito ao bônus, é exigido que:
não tenham sido reprovados no fim do ano letivo;
façam o Enem no fim do 3º ano do ensino médio.
Alunos que não receberam bônus do Pé-de-Meia devem procurar diretoria da escola
Pagamento de R$ 1,2 mil liberado para quem concluiu a etapa
Os alunos beneficiados pelo programa Pé-de-Meia que concluíram o ensino médio e participaram do Enem em 2024 já podem sacar os bônus de R$ 1.200. Com esse último pagamento, estes estudantes terão recebido até R$ 3,2 mil reais por seu último ano na etapa escolar.
Aqueles que ainda não receberam o bônus de R$ 1.000 pela aprovação devem procurar a diretoria da escola responsável ou outra autoridade da rede de ensino, de acordo com o Ministério da Educação.
Segundo a pasta, o valor pode não ter sido depositado caso a rede de ensino ainda não tenha enviado para o MEC os dados da aprovação do estudante.
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19/02 -
Após problemas, inscrições para o Pé-de-Meia Licenciaturas são adiadas para 20 de fevereiro; incentivo mensal é de R$ 1.050
As inscrições para o Pé-de-Meia Licenciaturas, programa do Ministério da Educação (MEC) que dá um incentivo mensal de R$ 1.050 a estudantes da graduação que se formarão professores, deveriam ter sido abertas no domingo (17), de acordo com o edital original publicado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), mas foram adiadas para sexta-feira (20).
A alteração ocorreu depois que candidatos entraram na plataforma oficial, entre domingo e segunda-feira (18), e foram surpreendidos com um aviso de adiamento do cronograma, sem qualquer aviso prévio do MEC (veja mais abaixo).
O novo prazo foi publicado no Diário Oficial da União desta terça (19). Os interessados poderão se inscrever ao longo de todo o ano, de 20 de fevereiro a 19 de dezembro de 2026.
Atenção: não há pagamento retroativo. Mesmo que você tenha direito ao benefício desde já, caso preencha seus dados apenas em junho, por exemplo, não receberá o dinheiro dos meses anteriores.
Pé-de-Meia Licenciaturas teve inscrições adiadas sem aviso prévio
Arquivo pessoal
O g1 entrou em contato com o MEC e a Capes para saber o motivo da mudança de datas. Os órgãos não haviam respondido até a última atualização desta reportagem.
Tire suas dúvidas sobre o programa abaixo:
✏️Como fazer a inscrição?
É preciso preencher o cadastro na Plataforma Freire, da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes):
O aluno deve enviar seus dados pessoais, o currículo e o termo de concordância assinado.
Em seguida, tem de informar em qual instituição de ensino está matriculado.
✏️Quem pode participar?
O programa exige que o aluno tenha:
sido aprovado em um curso de licenciatura presencial no segundo semestre de 2025 ou no primeiro de 2026, no Sistema de Seleção Unificada (Sisu), no Programa Universidade para Todos (Prouni) ou no Fundo de Financiamento Estudantil (Fies);
obtido nota igual ou superior a 650 no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).
Não há critérios de renda.
✏️De quanto é a bolsa?
O auxílio pago aos estudantes aprovados será de R$ 1.050 por mês, do início ao fim do curso. Dessa quantia, R$ 700 poderão ser sacados imediatamente e R$ 350 serão depositados em uma poupança (liberada após a formatura).
As bolsas são pagas pelo MEC, por meio da Capes, e beneficiarão até 12 mil alunos em 2026.
✏️Quando saem os resultados?
Eles são divulgados mensalmente, até o dia 30 de cada mês, a partir de março.
Sala de aula vazia de faculdade de SC
Unisul/Divulgação
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Pé-de-meia Licenciatura: entenda mais sobre benefício para estudantes do ensino superior
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19/02 -
Milena, do BBB, erra crase e fica fora da festa do líder; você também se confunde? Faça QUIZ
Não bastando ter de copiar centenas de vezes uma frase com o nome do seu rival no Big Brother Brasil 26, a participante Milena ainda encontrou um obstáculo maior, que confunde brasileiros mais do que as dinâmicas da semana apresentadas por Tadeu Schmidt: a crase.
Em algumas linhas, a jovem escreveu "Quero muito ir à festa do Jonas" com o sinal gráfico trocado pelo acento agudo: "á festa do Jonas". Consequentemente, foi reprovada no desafio.
✏️Como BBB também é cultura, vamos aproveitar esse deslize de Milena para ajudar você a revisar os casos em que a crase deve ser usada. Faça o quiz abaixo e descubra se você atingiria pontuação suficiente para curtir a festa do líder:
10 perguntas rápidas sobre crase: você iria à festa do líder?
📝O que é crase?
Milena errou o uso da crase no desafio e foi barrada na festa do líder.
Reprodução/Redes sociais
Em termos mais técnicos, a crase é a junção da preposição "a" (como em "vou a algum lugar") e do artigo "a" ("a praia é bonita"). Quando essa dupla se aproxima, forma o famoso "à".
Exemplo: "Vou à (a + a) praia bonita que você me recomendou outro dia".
É diferente do acento agudo (á), que indica o som aberto das vogais “a”, “e” e “o” (como em “café” e “avó”).
📝Quais são as regras gerais para utilizar a crase?
O acento grave só pode ser usado, em geral, antes de palavras femininas (já que, antes das masculinas, o artigo "a" não existe). A duplinha "a + a" fica sem uma de suas integrantes, e a crase deixa de ser usada. Exemplo: Eu vou à praia (praia é feminino, tem crase). E vou ao hotel em seguida (hotel é masculino, não tem crase).
➡️Exceções: Em alguns casos pontuais, a crase pode aparecer antes de um substantivo masculino. Como em: "Ele está com um tanquinho à Cauã Reymond." A crase é usada porque um termo no feminino ("à moda de") está implícito. Seria um "Ele está com um tanquinho (à moda de) Cauã Reymond".
O mesmo ocorre em expressões como “bife à milanesa”, “frango à passarinho” e “gol à Pelé”.
A crase aparece tanto no singular (“vou à aula”) quanto no plural (“vou às aulas”), desde que haja a soma de preposição + artigo feminino. Exemplo: "Abri uma exceção às regras combinadas no início do ano."
Em locuções formadas por substantivos femininos no plural, também haverá crase. Exemplos: "Às vezes, gosto de comer um sanduíche." "Ela o traiu às claras!"
📝Outras regras:
As situações de uso da crase não se restringem aos exemplos citados acima. Há outras regras, como:
não usar antes de verbos no infinitivo: "Ela está tentada a comer um doce";
não usar antes de pronomes pessoais (mesmo que no feminino): "Vou entregar isso a ela" [afinal de contas, não existe artigo para "ela", certo? Ninguém diz "A ela foi ao shopping".);
não usar antes de pronomes de tratamento: "Refiro-me a vossa senhoria." (não importa se a pessoa é um homem ou uma mulher. Não haverá crase.);
não usar antes dos pronomes relativos "que", "quem", "cuja': "A explicação a que me refiro é esta aqui";
não usar antes de palavras repetidas: “Cara a cara"; “Frente a frente"; “Dia a dia";
usar antes de horas determinadas: “A prova começa às 14h.” “O programa vai ao ar à 1h.”;
escolher entre usar ou não usar quando estamos falando de nomes próprios (vai depender da sua intimidade com o sujeito): "Ela referiu-se à Maria, nossa irmã" ou "Ela referiu-se a Dilma Rousseff, ex-presidente.";
escolher entre usar ou não usar antes de pronomes possessivos femininos: "A juíza rebateu as alfinetadas à sua decisão/a sua decisão".
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Projeto Educação: professor tira dúvidas sobre uso da crase
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19/02 -
Cansaço físico x habilidade técnica: estudo revela impactos de substituir caneta e papel por teclados nas escolas
Caneta e papel ou teclados? Estudo revela o que alunos preferem
Na Austrália, os alunos do 2º ano do ensino fundamental estão se preparando para passar do papel e caneta para os teclados e plataformas digitais, e uma pesquisa nacional com mais de 500 alunos revelou que os estudantes têm conexões e reações diferentes a depender do modo como escrevem.
A partir do 3º ano, os alunos australianos realizam avaliações nacionais de maneira digital, e, para se preparar para os testes, passam a utilizar plataformas digitais de maneira mais assídua durante as aulas.
A pesquisa, liderada pela Dra. Anabela Malpique, professora sênior de alfabetização da Faculdade de Educação da Edith Cowan University (ECU), buscou entender se a mudança na forma de escrever trazia impactos para os alunos.
"Os exames nacionais manuscritos foram descontinuados nas escolas primárias australianas. Os alunos são obrigados a fazer testes online de alfabetização e matemática a partir do 3º ano — por isso, é importante entender a diferença no desempenho da escrita entre as modalidades em papel e em computador", explicou a professora em um comunicado divulgado pela universidade no começo deste ano.
O resultado, divulgado em novembro de 2025, aponta que, apesar de os alunos demonstrarem atitudes muito positivas em relação ao uso de computadores, eles ainda se sentem mais "capazes" quando escrevem à mão.
O impacto da motivação e da habilidade
Os pesquisadores examinaram como a atitude e a motivação dos escritores iniciantes influenciam a qualidade de seus textos. Um dos achados principais é que a postura positiva em relação à escrita à mão impacta diretamente no sucesso no trabalho em papel.
De acordo com a Dra. Malpique, atitudes negativas ou falta de confiança na escrita à mão também impactam o resultado final dos textos, que tendem a ter qualidade inferior.
Criança estuda em computador
Thomas Park/ Unsplash
No entanto, o mesmo não ocorre no ambiente digital: gostar de usar o computador não garante um texto melhor. Para o sucesso na escrita digital, o fator determinante é a chamada "automaticidade no teclado" — ou seja, a habilidade técnica e a rapidez ao digitar — e não apenas a motivação do aluno.
“Em contrapartida, atitudes específicas em relação à escrita de textos em computador não contribuíram de forma única ou estatisticamente significativa para prever a qualidade e a produtividade da composição em computador”, afirmou a especialista.
Cansaço físico vs. dificuldades técnicas
As entrevistas realizadas com os estudantes trouxeram perspectivas sobre os desafios de cada formato:
Escrita à mão: Frequentemente associada à fadiga física. Relatos de crianças mencionam que "dói a mão" ou que se sentem "cansadas" ao fazer o esforço psicomotor.
Escrita digital: Associada a dificuldades técnicas. Os alunos relataram dificuldades em coordenar os movimentos e em localizar as letras no teclado, o que torna o processo mais lento e frustrante para alguns.
Equilíbrio no ensino
Diante dessa mudança de comportamento e da crescente digitalização das avaliações escolares, a recomendação dos especialistas é que as escolas adotem uma abordagem equilibrada.
Segundo a Dra. Malpique, os professores devem focar no desenvolvimento de ambas as competências: as habilidades psicomotoras necessárias para a caligrafia e a fluência técnica no teclado, além de estimular crenças motivacionais positivas nos alunos.
A recomendação para as escolas é que não ignorem a transição: é preciso equilibrar o suporte às habilidades psicomotoras com o estímulo a crenças positivas, garantindo que os estudantes consigam migrar do papel para o digital sem perdas na qualidade do aprendizado.
O estudo faz parte do projeto "Escrita para Todos", que investiga como a alfabetização se transforma na era digital.
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18/02 -
Inscrições para o Pé-de-Meia Licenciaturas são adiadas sem aviso prévio do MEC; incentivo mensal é de R$ 1.050
As inscrições para o Pé-de-Meia Licenciaturas, programa do Ministério da Educação (MEC) que dá um incentivo mensal de R$ 1.050 a estudantes da graduação que se formarão professores, deveriam estar abertas desde domingo (17), de acordo com o edital publicado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).
Candidatos que entraram na plataforma oficial, no entanto, foram surpreendidos com um aviso de adiamento do cronograma, sem qualquer aviso prévio do MEC :
Pé-de-Meia Licenciaturas teve inscrições adiadas sem aviso prévio
Arquivo pessoal
Esta notificação só aparece após o login na Plataforma Freire e o preenchimento dos dados pessoais.
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O g1 entrou em contato com o MEC e a Capes para saber o motivo da mudança de datas e o novo prazo previsto. Os órgãos não haviam respondido até a última atualização desta reportagem (o ministério afirmou que está apurando o que ocorreu).
Pelo cronograma inicial, as inscrições terminariam nesta terça-feira (19).
Tire suas dúvidas sobre o programa abaixo:
✏️Como fazer a inscrição?
É preciso preencher o cadastro na Plataforma Freire, da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes):
O aluno deve enviar seus dados pessoais, o currículo e o termo de concordância assinado.
Em seguida, precisa informar em qual instituição de ensino está matriculado.
✏️Quem pode participar?
O programa exige que o aluno tenha:
sido aprovado em um curso de licenciatura presencial no segundo semestre de 2025 ou no primeiro de 2026, no Sistema de Seleção Unificada (Sisu), no Programa Universidade para Todos (Prouni) ou no Fundo de Financiamento Estudantil (Fies);
obtido nota igual ou superior a 650 no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).
Não há critérios de renda.
✏️De quanto é a bolsa?
O auxílio pago aos estudantes aprovados será de R$ 1.050 por mês, do início ao fim do curso. Dessa quantia, R$ 700 poderão ser sacados imediatamente e R$ 350 serão depositados em uma poupança (liberada após a formatura).
As bolsas são pagas pelo MEC, por meio da Capes, e beneficiarão até 12 mil alunos em 2026.
✏️Quando saem os resultados?
Eles são divulgados mensalmente. Não se sabem, porém, se o atraso no início das inscrições impactará o cronograma e o pagamento de fevereiro/março.
Sala de aula vazia de faculdade de SC
Unisul/Divulgação
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18/02 -
Celulares no ensino superior: proibir ou não? - O Assunto #1661
Universidades particulares tradicionais de São Paulo iniciaram o ano letivo com uma nova regra: a proibição de celulares em sala de aula, exceto para atividades acadêmicas com fins pedagógicos. A medida, adotada com o objetivo de reduzir distrações e melhorar a concentração, reacendeu o debate sobre os limites da autonomia em um ambiente adulto – e dividiu opiniões.
Para parte dos estudantes, a proibição foi recebida com surpresa e resistência. Outros, porém, relatam dificuldade em manter a concentração durante as aulas e reconhecem que o uso constante de dispositivos eletrônicos prejudica o aprendizado.
Três estudos mediram os impactos de regras que limitam ou proíbem o uso de celulares, na China, nos EUA e na Índia – no caso indiano, uma pesquisa que acompanhou mais de 17 mil estudantes. Os resultados apontam que a medida pode trazer benefícios para alunos e professores.
Para analisar o que dizem esses estudos, Natuza Nery recebe neste episódio Antônio Gois, jornalista de educação desde 1996 e colunista do jornal O Globo. Ele também comenta as motivações pedagógicas desse tipo de decisão e as chances de outras instituições de ensino superior adotarem o mesmo caminho.
Convidado: Antônio Gois, jornalista de educação desde 1996, colunista do jornal O Globo e autor dos livros "O ponto a que chegamos"; "Quatro décadas de gestão educacional no Brasil" e "Líderes na escola".
O que você precisa saber:
ENSINO SUPERIOR: Universidades de SP também começam a proibir celulares dentro de sala de aula
PERGUNTAS E RESPOSTAS: Distração ou recurso pedagógico? Como especialistas avaliam o uso de celulares nas escolas
O ASSUNTO #1659: O julgamento das big techs e a responsabilidade do algoritmo
O podcast O Assunto é produzido por: Luiz Felipe Silva, Amanda Polato, Sarah Resende, Carlos Catelan e Luiz Gabriel Franco. Apresentação: Natuza Nery. Participou deste episódio Paula Paiva Paulo.
Universidades proíbem celulares em São Paulo
O Assunto é o podcast diário produzido pelo g1, disponível em todas as plataformas de áudio e no YouTube. Desde a estreia, em agosto de 2019, o podcast O Assunto soma mais de 168 milhões de downloads em todas as plataformas de áudio. No YouTube, o podcast diário do g1 soma mais de 14,2 milhões de visualizações.
Imagem ilustrativa mostra celulares e cadernos em sala de aula
Reprodução TV Globo
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11/02 -
MEC revoga edital que permitia criação de novos cursos de Medicina
Cerca de 30% dos cursos de Medicina vão ser punidos após avaliação ruim no Enamed
O edital de 2023 que permitia a criação de novos cursos de Medicina foi revogado pelo governo federal. A decisão foi publicada pelo Ministério da Educação em edição extra do Diário Oficial da União na terça-feira (10).
O documento que permitia a ampliação da oferta do curso por universidades privadas já havia sido adiado quatro vezes desde a publicação. A previsão era de que até 5.900 novas vagas fossem criadas.
O edital fazia parte da retomada do Programa Mais Médicos, que havia sido congelado em 2018, na gestão de Michel Temer. As instituições participantes seguiriam a definição do governo sobre os locais e condições da abertura dos novos cursos.
A decisão de não permitir a criação de novas graduações vem após a divulgação dos resultados da primeira edição do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed).
Em janeiro, o Ministério da Educação (MEC) tornou pública a lista de cursos avaliados e as notas obtidas. Mais de 100 cursos de Medicina do país foram mal avaliados no cursos tiveram notas 1 e 2, consideradas insatisfatórias pelo Inep, e vão ser punidos com restrição no Fies e suspensão de vagas.
O cancelamento do edital foi criticado por Diogo Sampaio, coordenador da Comissão Especial para o Exame de Proficiência do Conselho Federal de Medicina.
Em nota assinada pelo conselheiro, o CFM afirmou que a decisão evidencia a "expansão desordenada de vagas sem a garantia das condições mínimas de ensino, prática e infraestrutura assistencial", que a autarquia define como um problema estrutural antigo que compromete a formação médica no país.
A abertura de cursos em municípios sem campo de estágio adequado impacta diretamente a qualidade da formação dos estudantes e se reflete em resultados insatisfatórios nas avaliações nacionais de desempenho. Em muitos casos, não são observados os próprios critérios técnicos estabelecidos pelo Ministério da Educação, como a proporção mínima entre número de leitos disponíveis e vagas ofertadas nos cursos de Medicina. Há localidades com três ou quatro faculdades concentradas em um mesmo território, por exemplo, sem estrutura hospitalar compatível, o que inviabiliza a formação adequada e segura dos futuros médicos.
O CFM defende ainda a necessidade de estruturados de avaliação e de fortalecimento da qualidade dos cursos ao longo da formação, bem como de instrumentos de aferição da proficiência dos egressos — como na proposta de criação do Exame de Proficiência Médica (Profimed). (Veja a íntegra da nota no fim da reportagem.)
Faculdade, curso de medicina, estudante
Điều Dưỡng Đa Khoa/Pexels
O que diz o MEC
Em nota, o MEC justificou que uma série de mudanças no cenário recente da oferta de cursos de Medicina fez com que o edital deixasse de atender aos objetivos da iniciativa.
Algumas das mudanças citadas são:
recente expansão de cursos e vagas de medicina, provocados pela judicialização dos pedidos de autorização de cursos de medicina;
expansão da oferta de cursos dos sistemas estaduais e distrital de ensino; e
conclusão de processos administrativos relativos a aumento de vagas em cursos já existentes.
Além disso, a pasta de diz que o surgimento posterior ao edital do Enamed, das novas diretrizes para cursos de Medicina e do debate sobre a criação de um exame no estilo da OAB para a área também contribuíram para o novo cenário.
"Embora esses elementos tenham surgido após a elaboração do edital de seleção, e não reflitam diretamente sobre os procedimentos de autorização de novos cursos, eles revelam alteração significativa do contexto fático, social e regulatório no qual se insere a política de formação médica no País, reforçando a importância da centralidade da qualidade da oferta e da adequação da formação às necessidades do Sistema Único de Saúde (SUS)."
A nota diz ainda que a revogação do edital não compromete outros aspectos do Programa Mais Médicos, incluindo a autorização de cursos em andamento, a continuidade da análise e decisão dos processos administrativos e judiciais já em tramitação.
"Nesse contexto, a revogação do Edital nº 1/2023 não representa a interrupção da política pública de expansão da formação médica, mas, ao contrário, constitui medida necessária para preservar sua coerência, efetividade e sustentabilidade, possibilitando que novos editais venham a ser oportunamente estudados e formulados, de maneira participativa, com ajustes que reflitam uma reavaliação técnica que assegure alinhamento ao marco legal vigente", diz a pasta.
Íntegra da nota do CFM
O cancelamento do edital para abertura de novos cursos de Medicina evidencia um problema estrutural que há anos compromete a formação médica no Brasil: a expansão desordenada de vagas sem a garantia das condições mínimas de ensino, prática e infraestrutura assistencial. A abertura de cursos em municípios sem campo de estágio adequado impacta diretamente a qualidade da formação dos estudantes e se reflete em resultados insatisfatórios nas avaliações nacionais de desempenho.
Em muitos casos, não são observados os próprios critérios técnicos estabelecidos pelo Ministério da Educação, como a proporção mínima entre número de leitos disponíveis e vagas ofertadas nos cursos de Medicina. Há localidades com três ou quatro faculdades concentradas em um mesmo território, por exemplo, sem estrutura hospitalar compatível, o que inviabiliza a formação adequada e segura dos futuros médicos.
A política de abertura de cursos não pode ser orientada por interesses políticos ou financeiros. A formação médica deve ser tratada como política de Estado, voltada à qualificação de profissionais capazes de atender com segurança e qualidade às necessidades da população. A expansão irresponsável de vagas compromete não apenas a qualidade do ensino, mas também a segurança do paciente e a credibilidade do sistema de saúde.
Os resultados do Enamed indicam fragilidades relevantes na formação de parcela significativa dos estudantes, revelando que uma proporção expressiva dos concluintes não apresenta desempenho compatível com o exercício profissional esperado ao final da graduação. Esse cenário reforça a necessidade de mecanismos estruturados de avaliação e de fortalecimento da qualidade dos cursos ao longo da formação, bem como de instrumentos de aferição da proficiência dos egressos.
Nesse contexto, a aprovação do projeto de lei que institui o Exame de Proficiência Médica (Profimed) na Comissão de Assuntos Sociais do Senado representa um passo relevante para o aprimoramento da formação médica no país. A iniciativa contribui para a consolidação de um modelo de avaliação que complemente os mecanismos de monitoramento da qualidade dos cursos, assegurando que o egresso da graduação possua as competências mínimas necessárias para o exercício seguro da Medicina, em benefício direto da sociedade e da proteção do paciente.
Pesquisas de opinião, como a realizada pelo Datafolha a pedido do CFM, indicam amplo apoio da população à implementação de instrumentos de avaliação da formação e da proficiência profissional, o que reforça a legitimidade social do debate e a urgência de medidas estruturais para reordenar a expansão do ensino médico no país.
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10/02 -
Curso de Medicina da Ufes em Alegre, no Sul do ES, pode ser autorizado ainda em fevereiro
Curso de Medicina na Ufes de Alegre pode ser autorizado ainda em fevereiro
O curso de Medicina no campus de Alegre da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), no Sul do estado, pode ser autorizado ainda em fevereiro. O anúncio foi feito durante visita do ministro da Educação, Camilo Santana, nesta terça-feira (10).
“Vamos autorizar em Alegre, região sul, (o curso de Medicina). A nossa intenção é ampliar os cursos de Medicina nas nossas universidades federais. Ampliar também o número de vagas nos campi que já existem”, afirmou o ministro.
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De acordo com o reitor da Ufes, Eustáquio de Castro, a Comissão de Acompanhamento e Monitoramento das Escolas Médicas (Camem) já verificou a viabilidade de implementação do curso no campus de Alegre.
"Se a comissão der um sinal positivo, o presidente Lula assina a implementação do curso", explicou o reitor.
Assim como no campus de São Mateus, no Norte do estado, estão previstas 60 vagas anuais para o curso de Medicina em Alegre, com ingresso de estudantes a partir do primeiro semestre de 2027.
Campus da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) em Alegre
Reprodução/ TV Gazeta
Curso em São Mateus começa no segundo semestre
Durante a visita ao estado, a Ufes também confirmou que o início das aulas do curso de Medicina no campus de São Mateus será no segundo semestre deste ano.
A previsão inicial era de que as atividades começassem no início de 2026, mas o cronograma foi ajustado. Os estudantes que vão iniciar o curso já fizeram a seleção através do Sisu.
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Carteira Nacional Docente do Brasil foi entregue pelo Ministro Camilo Santana a professores do Espírito Santo, em visita ao estado em 10 de fevereiro
Angelo Miguel/MEC
Carteira Nacional Docente para 1,3 mil professores
A visita de Camilo Santana teve como objetivo principal entregar a 1.361 professores capixabas, do ensino básico ao superior, a Carteira Nacional Docente do Brasil.
A medida faz parte do programa Mais Professores para o Brasil e garante acesso a benefícios exclusivos, como descontos em eventos culturais, cartões de crédito com condições diferenciadas e descontos em serviços.
Além disso, outros 99 professores receberam vales-computadores, iniciativa do mesmo programa que visa premiar os profissionais da rede pública de ensino com um crédito de R$ 3 mil destinado à compra de computadores, notebooks ou tablets.
Ao todo, 100 mil professores das escolas com maior nota no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) serão selecionados para receber o vale. No Espírito Santo, 1.990 são elegíveis.
Para o ministro, as ações são importantes para valorizar “a profissão mais importante que existe, que é a de professor”.
“Temos que criar uma cultura nesse país para que a profissão de professo seja uma das profissões mais importantes da nação. Então, bons professores são fundamentais para garantir a qualidade.”
Obras na Ufes
Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes (Hucam) em Vitória, Espírito Santo.
Divulgação/Ufes
Camilo Santana também conheceu as obras de ampliação do Pronto Socorro e da UTI do Hospital Universitário Cassiano Antonio Moraes (Hucam-Ufes), que recebeu R$ 34,9 milhões de investimentos via Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e recursos próprios.
Segundo a Ufes disse ao g1, em nota, a capacidade dos leitos de UTI Adulto passarão de 16 para 30; de UTI Coronariana, de 4 para 10; e serão implementados 10 leitos de UTI Pediátrica. A previsão de conclusão é março de 2028. Até o momento, foram executados 5% do cronograma físico-financeiro.
Por fim, também no hospital universitário, foi inaugurado um equipamento de raio-X telecomandado e emitida ordem de serviço para reforma do espaço que abrigará o banco de leite humano da unidade.
Vídeos: tudo sobre o Espírito Santo
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10/02 -
Adolescente de 12 anos é aprovado em curso de matemática da Uerj: 'consegui passar com uns pontinhos sobrando'
Bernardo Manfredini, de 12 anos, foi aprovado no curso de matemática, na UERJ
Letícia Lôpo/Divulgação
Aos 12 anos e cursando o 8º ano do ensino fundamental, Bernardo Vinício Manfredini, morador de São Pedro da Aldeia, na Região dos Lagos, alcançou um feito notável: a aprovação no curso de matemática da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj).
O adolescente prestou vestibular como "treineiro", motivado pela curiosidade em entender o processo seletivo e testar seus conhecimentos.
Bernardo explica que queria saber como funcionava o processo e que sua mãe, Luzia Manfredini, deu apoio para que ele tivesse essa vivência na prática. O resultado da aprovação foi recebido com surpresa.
"As licenciaturas, no geral, são os cursos menos concorridos das universidades. Mas por informações que encontramos na internet, esperávamos um corte bem mais baixo. O corte desse ano veio com uma média de 20 pontos mais alto do que esperávamos. Consegui passar com uns pontinhos sobrando", revela o estudante.
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Nos dias de prova, o estudante conta que atraiu olhares, por conta de sua idade. "Alguns que me olharam curiosos, mas eles estavam mais preocupados com suas provas. Eu sou alto para a minha idade, então não chamei muito a atenção. Teve uma pessoa que me perguntou se eu estava de treineiro e quis saber como era participar. Mas foi uma conversa curta", explica.
A escolha por matemática foi natural, já que essa é sua matéria favorita e a área em que estuda conteúdos avançados para olimpíadas do conhecimento. Bernardo, inclusive, acumula um histórico invejável nessas disputas: já participou de mais de 100 provas de alto nível e conquistou cerca de 80 medalhas.
"Não é em toda competição que ganho medalha, não. Dessas 80 medalhas, a maioria é de matemática, mas tem de outras áreas também, como a nacional de ciências, de química jr, de nanotecnologia, de astronomia e física. Tenho algumas medalhas internacionais em olimpíadas americana e asiáticas. As mais importantes são as da OBM, OMERJ e OBMEP", pontua o jovem.
Bernardo Manfredini, estudante de 12 anos aprovado na UERJ, fala de suas medalhas conquistadas em olimpíadas do conhecimento
Aprovação e fama
A aprovação no vestibular tem rendido fama e elogios ao jovem. "Acharam legal eu passar no vestibular e virar notícia. Fiquei muito feliz. Muito mesmo", comenta Bernardo, que divide a rotina de estudos com atividades típicas de adolescentes.
Bernardo no local da prova para fazer o vestibular
Acervo pessoal/ Luzia Manfredini
"Gosto de uns assuntos que são vistos como não muito comuns, mas também gosto de coisas que meus amigos gostam, como jogar videogame, ver TV, andar de bicicleta, ir à praia, ao shopping, sair para lanchar, jogar tênis de mesa. Tem gente que acha que só estudo, mas tenho bastante tempo livre pra bagunçar".
A professora Luzia Manfredini, mãe de Bernardo, conta que não teve medo de Bernardo se frustrar com o resultado das provas, realizadas em duas etapas: exames de qualificação, com 60 questões de múltipla escolha, e o exame discursivo, que inclui redação e provas específicas (no caso de Bernardo, as específicas foram de física e matemática).
"Expliquei que ele poderia até entregar a prova em branco e que estaria tudo certo, que ele estava ganhando experiência de vida. Mas pelo tempo que ele ficou, que foram mais de duas horas, vi que estava tentando fazer a prova mesmo. Na segunda etapa, ele estava feliz por ter conseguido desenvolver a prova, em especial a redação, que era o medo de zerar", conta Luzia.
Bernardo Manfredini com sua mãe, Luzia, e seu irmão em olimpíada do conhecimento
Acervo pessoal/ Luzia Manfredini
Altas habilidades e rotina de estudos
Quando Bernardo tinha 4 anos de idade, a família descobriu que ele tinha altas habilidades. "Foi um divisor de águas nas nossas vidas, pois passamos a entender que ele e o irmão têm uma maneira de entender o mundo que é um pouco fora da curva, que aprendem algumas coisas com mais rapidez", conta a mãe.
Luzia ainda ressalta que tem receio de a rotina de estudos do filho ficar sobrecarregada.
"Ele tem uma curiosidade enorme pelo mundo, não só por matemática, e tende a procurar conteúdos. Ele quer participar de muita coisa e ainda precisa entender que não pode tentar dar conta do mundo. A mim, cabe podar algumas coisas, tentar achar espaço para atividade física, lazer que não seja só em eletrônicos."
Em um futuro "não tão distante", Bernardo sonha fazer engenharia da computação. "Quero passar no ITA ou IME e me formar. Aos jovens, digo que sigam seus sonhos e nunca deixem de estudar, porque educação te leva para frente. Às vezes, a gente acha algo que parece difícil demais, mas não dá para desistir, e, sim, tentar outras maneiras de entender e aprender", diz o jovem.
Nem mesmo o avanço da tecnologia e da inteligência artificial é capaz de tirar o otimismo de Bernardo ao pensar em investir na profissão escolhida.
"A inteligência artificial vai ajudar e atrapalhar, dependendo de como evoluir e como for usada. Pode facilitar em cálculos e programas complexos, mas ainda apresenta erro em muitos pontos. Como nas outras áreas, ela vai poder impulsionar ou atrapalhar carreiras", justifica o estudante.
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10/02 -
O que é América? 'Professor' Bad Bunny dá aula no Super Bowl e ensina lição básica de história e geografia
Bandeira do Brasil aparece entre outras das Américas no show de Bad Bunny no Super Bowl
Mike Blake/Reuters
No domingo (8), o gesto de Bad Bunny no intervalo do Super Bowl, ao listar países da América Latina e afirmar que “América” não se resume aos Estados Unidos, ecoa um debate que já faz parte do currículo escolar brasileiro.
"Deus abençoe a América", disse o artista em inglês, reproduzindo a frase patriótica comumente usada pelos estadunidenses.
Em seguida, ele aproveitou para definir América: "Ou seja: Chile, Argentina, Uruguai, Paraguai, Bolívia, Peru, Equador, Brasil, Colômbia..." e citou todos os países do continente americano, incluindo Estados Unidos e "minha terra mãe, Porto Rico".
BNCC prevê ensino da América como continente
Se o show e a "aula" enfureceram o presidente Donald Trump, por outro lado não teve contradição com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC): o documento que determina o que é ensinado nas escolas do Brasil determina que a ideia de América seja ensinada como um continente diverso, formado por múltiplas histórias, identidades e relações de poder e não como sinônimo de um único país.
"Nos Estados Unidos, muita gente confunde a noção de América com o próprio país, quando, na verdade, isso é resultado da forma como aprenderam", explica Paulo Rogério Andrade, professor de História e diretor do Cubo Global School.
Veja os vídeos que estão em alta no g1
Para o educador Tarso Loureiro, coordenador de projetos de integração curricular do Colégio Oswald de Andrade , diversidade é o recado mais potente na mensagem de Bad Bunny. "A percepção de que o continente americano é um continente extremamente diverso: é diverso do ponto de vista geográfico, é diverso do ponto de vista histórico, é diverso do ponto de vista étnico", afirma o educador.
Na mesma direção, o professor Paulo Rogério Andrade afirma que reconhecer a diversidade do continente impacta diretamente a formação, a identidade e o senso de pertencimento dos estudantes, não apenas em relação à América.
"Quando percebemos a riqueza da América, estamos falando de aspectos geográficos, climáticos, mas também culturais e econômicos, inclusive nos eixos de identidade e diversidade presentes na BNCC (Base Nacional Comum Curricular)", afirma Andrade.
No ensino de História, a BNCC prevê que os alunos analisem os processos de inclusão e exclusão de populações nas nações que se formaram nas Américas ao longo dos séculos XIX e XX. A proposta é mostrar que a construção desses países não foi homogênea: diferentes grupos sociais e étnicos tiveram papéis distintos nas independências e, depois delas, enfrentaram trajetórias desiguais de pertencimento e reconhecimento.
Bad Bunny com a bandeira de Porto Rico
Foto/AP Photo/Mark J. Terrill
O currículo também propõe que estudantes conheçam os protagonismos de grupos diversos nas lutas de independência no Brasil, na América espanhola e no Haiti. Ao trazer esses sujeitos para o centro da narrativa, a BNCC busca ampliar a noção de quem “fez” a história das Américas e questionar visões simplificadas que costumam privilegiar apenas líderes políticos ou elites.
De acordo com Tarso, no Brasil é comum, na língua portuguesa, a utilização do termo “americano” para se referir às pessoas dos Estados Unidos, mas a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e os elementos culturais que formam a sociedade brasileira fazem com que a confusão entre “América” e “Estados Unidos” não seja frequente. Segundo ele, há uma percepção clara que, em geral, deve ser vivida e interpretada de maneira crítica no país.
Outro eixo importante é o enfrentamento dos legados da escravidão e do pós-abolição. A BNCC orienta que os alunos discutam como a herança do sistema escravista moldou as sociedades americanas e como os processos de inserção de populações negras após a abolição foram marcados por desigualdades persistentes. Ao relacionar essas marcas do passado com estruturas sociais atuais, o currículo convida a refletir sobre pertencimento, cidadania e exclusão no presente.
➡️No caso dos povos indígenas, o documento inclui o estudo das políticas oficiais que promoveram tutela, silenciamento de saberes e até a destruição de comunidades ao longo do século XIX, além das resistências a essas ofensivas. Essa abordagem ajuda a entender como a ideia de “integração” nas Américas muitas vezes se deu à custa da negação de identidades e territórios, deixando marcas profundas nos processos de formação nacional.
“Os termos ‘América’ e ‘África’, assim como as noções de ser ‘americano’ ou ‘africano’, são categorias eurocêntricas, criadas pelos colonizadores, e é importante que a escola reconheça essa origem sem negar a identidade latino-americana”, explica o educador Tarso.
A BNCC também propõe analisar, no 8º ano, as relações entre os Estados Unidos e a América Latina no século XIX. O tema permite discutir assimetrias de poder no continente e como projetos políticos e interesses externos influenciaram caminhos de soberania e pertencimento regional.
Ao articular esses conteúdos, o currículo escolar oferece ferramentas para que os estudantes compreendam a América como um espaço plural, marcado por encontros, conflitos e disputas de sentido. É nesse terreno que a fala de Bad Bunny ganha ressonância: mais do que um gesto simbólico no palco, ela dialoga com uma visão de continente que a escola brasileira é chamada a construir — diversa, atravessada por desigualdades e em permanente negociação de identidades.
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09/02 -
Unesp 2026: lista da segunda chamada de aprovados no vestibular é divulgada; confira
Vunesp 2023: Campus da Unesp de Franca, SP, um dos locais da prova desta terça-feira (15)
Wilker Maia/g1
A Universidade Estadual Paulista (Unesp) divulgou nesta segunda-feira (9) a segunda chamada de três processos seletivos: vestibular Unesp 2026 , Unesp-Enem e Olimpíadas Científicas Unesp.
As seleções oferecem 7.047 vagas para ingresso no início de 2026 nos cursos de graduação da universidade, que ainda permite o acesso via Provão Paulista.
Veja aqui a lista da 2ª chamada da Unesp 2026
Veja aqui a lista de 2ª chamada da Unesp-Enem 2026
Veja lista de 2ª chamada das Olimpíadas Científicas Unesp 2026
A matrícula em segunda chamada será realizada nos dias 9 e 10 de fevereiro para as três seleções, de forma virtual, com link pelo site da Vunesp ou diretamente pelo Sistema de Graduação da Unesp (Sisgrad).
Veja os vídeos que estão em alta no g1
Os candidatos classificados e ainda não matriculados na Unesp em 2026 poderão se inscrever para uma segunda opção de curso, também nos mesmos dias, pela página da Vunesp. Somente serão chamados candidatos da segunda opção após a convocação de todos os classificados em primeira opção.
O Sistema de Reserva de Vagas para Educação Básica Pública destina 50% das vagas de cada curso de graduação da Unesp para alunos que tenham feito todo o ensino médio em escola pública, sendo que 35% das vagas desse sistema são destinadas a pessoas que se autodeclararem pretas, pardas ou indígenas. Os estudantes do ensino público representam cerca de 55% das matrículas.
Nas quatro portas de entrada com divulgação de resultados no início de 2026 (Vestibular Unesp 2026, Unesp Enem, Provão Paulista Seriado e Olimpíadas Científicas Unesp), foram computadas ao todo 214.696 inscrições.
Como uma mesma pessoa poderia concorrer em mais de um processo seletivo, buscaram vaga na graduação da Unesp 178.152 pessoas para 7.981 vagas oferecidas.
Unesp
Campus da Unesp Araraquara
Unesp
A Unesp é uma universidade pública e gratuita que está entre as maiores e melhores do país e da América Latina. Presente em 24 cidades do estado de São Paulo, com 34 unidades universitárias, desenvolve atividades de ensino, pesquisa e extensão universitária em todas as grandes áreas do conhecimento.
Leia mais sobre a Unesp: Unesp é eleita a 6ª melhor universidade da América Latina; veja os cursos dos 24 campi
VÍDEOS DA EPTV:
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06/02 -
Inep diz que certificado do ensino médio via Enem depende de status declarado por aluno na inscrição
Enem como diploma escolar: alunos não conseguem documento e temem perder vaga na faculdade
Os relatos de problemas na emissão do "diploma escolar" para estudantes que usaram o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2025 continuam, mesmo após o Ministério da Educação (MEC) divulgar os critérios necessários para a obtenção do documento.
Agora, participantes indicam contradição da pasta ao não certificar a conclusão de alunos cumprem com os critérios, mas indicaram na inscrição que estavam no último ano do ensino médio.
É o caso de Lucas Ismério, de 18 anos, que indicou na inscrição estar concluindo o ensino médio, mesmo que estivesse no 2º ano. De acordo com Lílian, mãe de Lucas, a compreensão foi de que, caso indicasse que não estava no último ano, ele não receberia as notas a tempo de pleitear o certificado de conclusão para participar dos processos seletivos do primeiro semestre.
Lucas abriu um chamado junto ao MEC e, nesta sexta-feira (6), foi informado que "participantes que declararam, no ato da inscrição, como concluintes do ensino médio, mesmo quando atendam aos critérios da certificação."
Em contato com a reportagem, o Inep, responsável por emitir os certificados, afirmou que opção selecionada pelo participante anulou sua oportunidade de obter o certificado via Enem. Segundo a autarquia, a opção de certificação é válida apenas para quem não estava ativamente vinculado ao último ano em uma instituição de ensino, já que quem estivesse obteria o certificado ao final do ano letivo diretamente na escola em que estudava.
📋 Pré-requisitos para obter o certificado
De acordo com as orientações publicadas nas redes sociais pelo Instituto Nacional de Estatísticas e Pesquisas Anísio Teixeira (Inep) e pelo Ministério da Educação (MEC), todos aqueles que cumpriram os pré-requisitos abaixo já poderiam baixar a declaração de conclusão do ensino médio:
tiver mais de 18 anos;
obter mais de 450 pontos em cada área do conhecimento e mais de 500 na redação no Enem 2025.
O certificado já está disponível para estes participantes desde 30 de janeiro, segundo os órgãos.
Os demais participantes que concluíram a etapa em 2025 ou antes não têm direito ao documento pelo site e devem procurar a escola onde estudaram.
📱Veja o passo a passo:
Para saber se a declaração está disponível no seu caso, siga as orientações abaixo:
Entre na Página do Participante.
Clique em "Resultados", na coluna da esquerda.
Em seguida, marque a opção "Declaração".
Ela é uma versão provisória do certificado de conclusão do ensino médio, que, segundo o Inep, será aceita pelas universidades no momento da matrícula.
O documento completo só poderá ser emitido em março.
Opção de emitir declaração passou a aparecer apenas por volta das 13h
Reprodução
Solução já era 'improviso'
Essa declaração que deveria estar disponível a todos já seria uma solução emergencial para outro problema revelado pelo g1: mesmo com a proximidade das matrículas no ensino superior (início de fevereiro), os estudantes que precisavam do certificado de conclusão do ensino médio para entrar na faculdade não haviam recebido nenhuma informação do Inep.
O órgão só se manifestou após ser questionado pela reportagem. Veja a linha do tempo:
26/01: Presidente do Inep, Manuel Palacios, diz ao g1 que um aplicativo será lançado para a emissão on-line dos documentos. Como isso só ocorreria em março, universidades seriam avisadas da necessidade de aceitarem a matrícula mesmo sem esse certificado.
27/01: Inep volta atrás e diz que houve uma confusão, porque, na verdade, não haveria um app, e sim uma plataforma. Essa página seria lançada em março, mas ninguém seria prejudicado: em 30 de janeiro, os candidatos aptos conseguiriam emitir uma declaração provisória na Página do Participante, para apresentarem no ato da matrícula na universidade.
30/01: Inep e MEC afirmam que documentos provisórios estão disponíveis. Pela manhã, alunos não conseguem acessá-los. Acesso é normalizado apenas para uma parte dos estudantes.
02/02: Início das matrículas no Sisu (e em outras universidades públicas e privadas)
03/02: Uma parcela de candidatos continua sem acesso ao documento.
Por decisão do Ministério da Educação (MEC) comunicada em maio do ano passado, o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) voltou, após 9 anos, a ser aceito como certificado de conclusão da educação básica.
Enem 2025: 1º dia de prova foi no domingo (9).
Angelo Miguel/MEC
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06/02 -
Redação do Enem 2025: veja o que mudou em cada competência avaliada e entenda como notas foram afetadas
Documentos mostram mudança de critérios na correção da redação do Enem 2025
Após a revelação feita pelo g1 de que as redações do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2025 foram corrigidas a partir de "regras" diferentes das edições anteriores, surgiu a seguinte dúvida: o que, na prática, mudou em cada uma das 5 competências avaliadas? Veja abaixo.
Embora o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) negue oficialmente qualquer alteração nos parâmetros de avaliação [leia mais ao final da reportagem], documentos enviados aos corretores mostram que houve três diferenças principais em 2025, em relação aos anos anteriores:
Regra mais aberta e menos detalhada na competência 4, sobre o uso de elementos coesivos, como “dessa forma” e “consequentemente”
Punição maior na competência 5, no caso de candidatos que escrevessem a proposta de intervenção sem o elemento “ação”
Ampliação do peso dado ao repertório sociocultural (com penalidade em duas competências)
Segundo professores e corretores ouvidos pelo reportagem, essas orientações tornaram a correção mais rígida em alguns pontos e mais subjetiva em outros — o que pode explicar por que candidatos que sempre alcançaram notas acima de 900 ficaram no patamar dos 700 pontos.
Guilherme*, de 23 anos, por exemplo, nunca havia obtido uma nota abaixo de 900. Na redação do Enem 2025, alcançou apenas 740 pontos. “Não uso modelo pronto de texto. Não desaprendi a escrever no dia da prova nem estava nervoso. O Enem virou uma grande bagunça”, afirma.
➡️ Veja, abaixo, o que mudou (são 200 pontos atribuídos a cada competência, somando o total de 1.000):
Competência 1: domínio da norma culta
Nesta área, que avalia o uso da gramática e da estrutura sintática, não houve mudanças formais. Em 2024, o candidato podia obter a nota máxima mesmo com até dois desvios gramaticais, desde que a estrutura do texto fosse considerada excelente. Em 2025, os critérios descritos na grade permaneceram os mesmos.
Competência 2: compreensão da proposta e aplicação de conceitos
Em 2024, exigia-se que a redação apresentasse claramente as três partes do texto dissertativo-argumentativo — introdução, desenvolvimento e conclusão —, além de abordar o tema de forma completa, com repertório sociocultural pertinente.
A grade de correção, que estabelece os critérios detalhados que devem ser seguidos pela banca, não havia trazido nenhuma mudança em 2025 neste aspecto: os candidatos deveriam fazer referências a autores, a livros ou a filmes, por exemplo, para embasar seus argumentos.
Citações genéricas, sem a devida contextualização (“repertórios de bolso”), não deveriam ser consideradas válidas. Esse combate aos “modelos prontos” de redação foi comunicado explicitamente no Manual do Candidato, em setembro de 2025, dois meses antes do Enem.
A exigência da competência 2, portanto, continuou a mesma — mas erros nessa parte passaram a interferir também na nota da competência 3 (veja abaixo).
Competência 3: seleção e organização das informações
➡️Um documento extra, enviado por e-mail aos corretores depois dos treinamentos presenciais, passou a estabelecer que a competência 2 deveria dialogar com a 3. Ou seja, repertórios socioculturais avaliados de maneira negativa pela banca passaram a ser punidos em duas competências, não mais em uma.
Segundo os professores ouvidos pela reportagem, esta foi a principal explicação para a queda inesperada nas notas de tantos alunos.
Trecho de documento confidencial que estabelece ligação entre duas competências
Arquivo pessoal
Competência 4: mecanismos linguísticos
Em 2024, a nota máxima nesta competência seguia critérios matemáticos claros: o candidato precisava usar operadores argumentativos entre parágrafos em pelo menos dois momentos e apresentar ao menos um elemento coesivo dentro de cada parágrafo.
Em 2025, essa contagem foi retirada do quadro-resumo. No lugar dos parâmetros numéricos, passaram a ser usadas classificações mais subjetivas, como presença “regular”, “constante” ou “expressiva” de elementos coesivos.
Para professores, a mudança eliminou o referencial exato que os corretores utilizavam.
2024:
Competência 2 - critérios do Enem 2024
Arquivo pessoal
2025:
Competência 4 - regra do Enem 2025
Arquivo pessoal
Competência 5: proposta de intervenção
Cabe ao aluno, na redação do Enem, sempre elaborar uma alternativa que soluciona o problema apresentado no texto. Pode ser uma política pública organizada por um ministério ou uma campanha de conscientização promovida pela imprensa, por exemplo.
É obrigatório ter 5 itens: ação (o que deverá ser feito?); agente (por quem?); finalidade (com que objetivo?); meio (de que forma?) e detalhamento da ideia.
Assim como nos anos anteriores, deixar 1 dos 5 elementos de fora levaria à perda de 40 pontos. Mas uma nota de rodapé em 2025 acrescentou uma nova orientação: o aluno que esquecesse especificamente o item “ação” teria uma punição maior, de 120 pontos.
“Tem aluno que esquece e que coloca a ‘ação’ de forma que parece finalidade. Isso causou a perda de mais pontos do que ele pensava. Ainda vem o Inep e diz que não houve modificação?”, questiona um corretor *.
Exemplo de redação do Enem 2025 que recebeu punição maior por não trazer o elemento 'ação'
Arquivo pessoal
Inep reforça que não houve alterações
“Não houve nenhuma mudança no critério de correção. São os mesmos corretores e a mesma instituição aplicadora [Cebraspe]. A equipe de capacitação é daqui do Inep e usou os mesmos critérios”, disse ao g1, no fim de janeiro, Manuel Palacios, presidente do Inep.
Em nota, o órgão do Ministério da Educação (MEC) afirmou ainda que as provas são corrigidas por ao menos dois avaliadores, com previsão de terceira correção em caso de divergência, “garantindo equilíbrio, justiça e tratamento isonômico a todos os participantes”.
Por que uma alteração não comunicada é problemática?
De forma inédita, o Sistema de Seleção Unificada (Sisu) passou a aceitar as notas das últimas três edições do Enem (2023, 2024 e 2025) ao classificar alunos para universidades públicas em 2026.
Ou seja: aqueles que “estrearam” no exame e só puderam concorrer com a nota de 2025 sentiram-se injustiçados ao disputar vagas com veteranos, supostamente avaliados com menos rigidez.
“É como comparar banana com maçã. A correção de 2025 foi mais rigorosa e subjetiva que nos anos anteriores”, afirma Sérgio Paganim, coordenador de redação do Curso Anglo.
Luana*, de 24 anos, partiu de 920 (2023) e de 940 (2024) para… 720 (2025). “Isso não representa uma evolução negativa, e sim uma instabilidade no processo avaliativo”, diz.
Gabriel Gaspar, por exemplo, foi aprovado em medicina na Universidade de São Paulo (USP), pelo vestibular próprio da instituição (Fuvest).
“Desisti do Sisu depois que vi minha nota na redação do Enem cair de mais de 900 para 700 e pouco. Não sabia de nenhuma dessas mudanças. Se eu dependesse só dessa prova, teria perdido mais um ano inteiro de preparo”, afirma.
R$ 3 por texto corrigido
As mudanças tardias e não comunicadas previamente somam-se aos relatos sobre as condições de trabalho dos corretores: eles ganham, em geral, cerca de R$ 3 por cada dissertação corrigida. Chegam a ler 200 textos em um mesmo dia, com instabilidades no sistema e dificuldades de comunicação com seus supervisores.
“Nos intervalos dos treinamentos presenciais, a gente falava: ‘ah, vai mudar isso’. A outra pessoa, de outra sala, respondia: ‘ué, minha supervisora não falou isso’. Foram muitos ruídos de comunicação no processo de formação”, diz a corretora Geralda*.
Essa precarização colabora para afastar a mão de obra qualificada.
O g1 entrou em contato com o Centro Brasileiro de Pesquisa em Avaliação e Seleção e de Promoção de Eventos (Cebraspe), que substituiu a Fundação Getúlio Vargas (FGV) e tornou-se o responsável pela correção das redações desde 2023. Em resposta, o órgão afirmou que apenas o Inep pode responder sobre o Enem.
O Inep, por sua vez, não respondeu às questões relacionadas à remuneração e à sobrecarga de trabalho dos profissionais.
* Os nomes dos entrevistados foram mantidos em sigilo a pedido deles. Corretores de redação do Enem assinam um termo de sigilo sobre o trabalho que executam.
ENEM 2025 - DOMINGO (16) – RIBEIRÃO PRETO (SP) – Caderno de prova laranja no 2º dia de prova
Érico Andrade/g1
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06/02 -
Leitura tem queda dramática – e preocupante – pelo mundo
Fala de Edilson sobre Boneco no BBB expõe ignorância sobre dislexia; entenda transtorno
Uma queda vertiginosa no número de leitores está atingindo diversas partes do planeta – e a tendência é preocupante. De acordo com um estudo da Universidade da Flórida e do University College London, da Inglaterra, a quantidade de pessoas nos Estados Unidos que mantêm o hábito da leitura por prazer caiu mais de 40% nos últimos 20 anos. A cada ano, essa parcela recua cerca de 3%, algo "significativo e muito preocupante", afirma Jill Sonke, diretora do Centro de Artes em Medicina da Universidade da Flórida.
O levantamento também mostra a desigualdade no acesso à leitura dos americanos: a retração no hábito é maior para afro-americanos, pessoas com menor renda ou escolaridade e moradores de áreas rurais.
"Mas, embora as pessoas com maior nível de escolaridade e as mulheres continuem lendo com mais frequência, observamos mudanças mesmo dentro desses grupos", alertou Jessica Bone, pesquisadora sênior de estatística e epidemiologia da University College London.
Leitura tem queda dramática – e preocupante – pelo mundo.
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No Brasil, a situação também é drástica. Pela primeira vez, a parcela dos que não leem livros é maior que a daqueles que recorrem à literatura nos momentos de lazer. A conclusão é da pesquisa "Retratos da Leitura no Brasil", do Instituto Pró-Livro.
A mais recente edição do levantamento mostrou que, em 2024, 53% dos entrevistados se consideraram "não-leitores", contra 47% dos leitores. Em 2019, eram 52% leitores e 48% não-leitores.
Na comparação entre os sexos, mulheres leem mais: estima-se que elas sejam 50 milhões, contra 43 milhões de leitores homens no Brasil.
O único segmento da população brasileira que não teve queda no número de leitores foi nas faixas etárias de 11 a 13 anos e de mais de 70 anos.
Qual o nível de leitura dos europeus?
Na Europa, a situação também não é muito diferente, de acordo com uma pesquisa de 2024 do Eurostat, órgão de estatística da União Europeia (UE). Segundo o estudo, quase metade dos cidadãos do bloco não conseguiu ler nem um livro por ano. A distribuição do hábito pelos países europeus também é desigual: Irlanda, Finlândia, Suécia, França, Dinamarca e Luxemburgo têm o maior nível de leitura. Itália, Chipre e Romênia vêm por último.
Na Europa e nos EUA, também há diferenças significativas em relação à idade e ao sexo: os jovens entre 16 e 29 anos leem com mais frequência do que os maiores de 65 anos, e as mulheres leem significativamente mais livros do que os homens.
As diferenças entre livros físicos e ebooks
Livros digitais costumam ser práticos, leves e personalizáveis. Mas a grande maioria dos leitores continua preferindo as edições em papel. No continente europeu, o percentual de pessoas que compram livros físicos foi mais que o dobro de quem fez downloads de ebooks ou audiolivros, mostrou o levantamento da Eurostat.
Estudos científicos comprovam que os livros impressos oferecem vantagens importantes em relação aos formatos digitais em muitos pontos.
Em 2022, pesquisadores da Universidade de Valência analisaram dados de mais de 450 mil participantes. A conclusão deles: quem ficou com os livros físicos demonstrou uma compreensão melhor do texto e um processamento mais profundo do conteúdo por causa do tato, o que não ocorre com e-books. Esse efeito foi maior principalmente em crianças em idade escolar.
Quais os benefícios da leitura para a saúde?
A ciência sugere que manter um hábito de leitura pode impactar positivamente na saúde. Ler um livro regularmente pode gerar níveis mais baixos de estresse, melhorar a memória, proteger contra declínio cognitivo e demência e proporcionar até mesmo uma vida mais longa.
Uma pesquisa da Escola de Saúde Pública de Yale descobriu, por exemplo, que quem tem o hábito de leitura vive, em média, 23 meses a mais que quem não lê nada – independentemente de fatores como educação, renda, saúde básica e capacidade cognitiva.
A explicação para isso pode estar na conexão social proporcionada na leitura de um romance, por exemplo. Cenas vividas por um personagem, segundo especialistas, funcionariam como uma espécie de treinamento, uma projeção das relações que o leitor consegue praticar, mesmo que não tenha uma vida social ativa: a solidão é um fator de risco grave para a mortalidade precoce, comparada ao tabagismo ou à obesidade.
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06/02 -
Fies 2026: período de inscrição termina nesta sexta; veja regras do financiamento
Como usar as notas do Enem para estudar no Brasil e no exterior
O período de inscrições do o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) para o primeiro semestre de 2026 termina nesta sexta-feira (6). De acordo com o Ministério da Educação (MEC), serão disponibilizadas 67.301 vagas neste início de ano.
🗓️ As inscrições podem ser feitas no site do programa (acessounico.mec.gov.br/fies) até 23h59 de hoje. O resultado vai ser divulgado no dia 19 de fevereiro.
Ainda de acordo com o MEC, as vagas estão distribuídas entre 1.421 universidades, faculdades e centros universitários, e 19.834 cursos/turnos.
Ao longo de 2026, o programa irá ofertar 112.168 novos contratos de financiamento.
Veja o calendário do Fies do 1º semestre:
Inscrições: 3 a 6 de fevereiro.
Resultados (pré-selecionados): 19 de fevereiro.
Complementação das inscrições dos pré-selecionados: 20 a 24 de fevereiro.
Convocação da lista de espera: 26 de fevereiro a 10 de abril.
Governo anuncia 112 mil novas vagas para o Fies em 2026.
Reprodução/TV Globo
Como funciona o Fies?
Por meio do Fies, é possível usar a nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para pleitear um financiamento das mensalidades de uma instituição de ensino privada.
Atenção: diferentemente do Prouni, o programa não oferece bolsas de estudos, e sim um "empréstimo". Depois de concluir a graduação, o candidato deverá quitar a dívida, em parcelas proporcionais à sua renda.
Por meio do Fies, é possível usar a nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para pleitear um financiamento das mensalidades de uma instituição de ensino privada.
No ato de inscrição, o candidato deve informar:
e-mail válido para contato
perfil: etnia/cor, se é ou não quilombola, se é ou não pessoa com deficiência, se concluiu ou não o ensino superior;
até três opções de curso/turno/local de oferta/IES entre as disponíveis para inscrição, por ordem de prioridade;
dados de composição e renda dos membros do grupo familiar.
Quem pode se inscrever?
Para se inscrever, o candidato precisa ter:
participado de alguma edição do Enem a partir de 2010;
alcançado pontuação média nas quatro provas (Ciências Humanas, Ciências da Natureza, Linguagens e Matemática) igual ou superior a 450, e nota superior a zero na redação;
renda familiar mensal bruta per capita de 1 a 3 salários mínimos.
E o Fies Social?
Fies Social é uma modalidade do programa anunciada em 2024 pelo governo com condições especiais de financiamento para alunos de baixa renda estudarem em faculdades particulares.
Nessa modalidade, os alunos mais pobres poderão chegar aos 100% de financiamento.
50% das vagas do programa são reservadas para o Fies Social. Podem pleitear o financiamento por essa modalidade estudantes com renda familiar por pessoa de até meio salário mínimo e inscritos no CadÚnico.
Quem é prioridade?
Além da nota do Enem, o sistema do Fies também considera a seguinte ordem de prioridade ao selecionar os alunos aprovados:
Candidatos que não tenham concluído o ensino superior e que nunca tenham se vinculado ao Fies.
Candidatos que não tenham concluído o ensino superior, mas já tenham sido beneficiados pelo financiamento estudantil (com todas as dívidas pagas).
Candidatos que já tenham concluído o ensino superior e não tenham sido beneficiados pelo Fies.
Candidatos que já tenham concluído o ensino superior, por meio do Fies, com as dívidas pagas.
Quem ainda tiver débitos no programa não poderá se inscrever.
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05/02 -
Professora indiana que criou centenas de centros de aprendizagem ganha prêmio global de US$ 1 milhão
Professora indiana Rouble Nagi recebe o troféu do Prêmio Global de Professores do príncipe herdeiro de Dubai, Sheikh Hamdan bin Mohammed Al Maktoum.
AP/Altaf Qadri
Uma professora e ativista indiana que criou centenas de centros de aprendizagem e pintou murais educativos em favelas ganhou nesta quinta-feira (5) o Global Teacher Prize, prêmio internacional no valor de US$ 1 milhão, conhecido como o "Nobel da Educação".
Rouble Nagi recebeu a premiação durante a Cúpula Mundial de Governos, realizada em Dubai, evento anual que reúne líderes de vários países.
A Fundação de Arte Rouble Nagi já criou mais de 800 centros de aprendizagem em toda a Índia. Os espaços atendem crianças que nunca frequentaram a escola, oferecendo ensino estruturado, e também apoiam alunos que já estão matriculados. Nagi também pinta murais educativos com conteúdos de alfabetização, ciências, matemática e história, entre outros temas.
Ao receber o prêmio, Rouble afirmou que a conquista é uma honra para ela e para a Índia. Ela contou que começou o trabalho há 24 anos, com 30 crianças em uma pequena oficina, e que hoje já alcançou mais de 1 milhão de crianças.
LEIA TAMBÉM: Professora de SP é eleita a educadora mais influente do mundo por fundação que criou prêmio conhecido como o 'Nobel da Educação'
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“Acho que cada passo só me motivou e inspirou a levar todas as crianças da Índia para a escola”, disse. “Quando eu era criança, era meu sonho ver todas as crianças na escola. Crescer realizando isso para o maior número possível de crianças é uma experiência muito humilde.”
O prêmio é concedido pela Fundação Varkey. Seu fundador, Sunny Varkey, também criou a GEMS Education, empresa privada com fins lucrativos que administra dezenas de escolas no Egito, no Catar e nos Emirados Árabes Unidos.
“Rouble Nagi representa o melhor do que o ensino pode ser — coragem, criatividade, compaixão e uma crença inabalável no potencial de cada criança”, afirmou Varkey em comunicado publicado no site do prêmio. “Ao levar educação às comunidades mais marginalizadas, ela não apenas mudou vidas individuais, mas fortaleceu famílias e comunidades.”
Nagi disse que pretende usar o valor de US$ 1 milhão para construir um instituto que ofereça formação profissional gratuita.
A diretora-geral adjunta da UNESCO para Educação, Stefania Giannini, afirmou que o prêmio de Nagi “nos lembra de uma verdade simples: os professores importam”.
Em declaração publicada no site da premiação, Giannini disse que a UNESCO tem a honra de participar da celebração de professores “que, com paciência, determinação e confiança em cada aluno, ajudam crianças a irem para a escola — um ato capaz de mudar o rumo de uma vida”.
Nagi é a 10ª professora a receber o prêmio, criado em 2015.
Entre os vencedores anteriores estão um professor do Quênia que doava grande parte do salário aos pobres, uma professora palestina que ensina seus alunos sobre não violência e um educador canadense que lecionou para estudantes inuítes em uma vila remota do Ártico. O vencedor do ano passado foi o educador saudita Mansour al-Mansour, conhecido pelo trabalho com pessoas pobres no país.
A GEMS Education (Global Education Management Systems) é uma das maiores operadoras de escolas privadas do mundo e é avaliada em bilhões de dólares. O crescimento da empresa acompanhou o de Dubai, onde apenas escolas privadas atendem os filhos dos estrangeiros que movimentam a economia local.
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05/02 -
'É a celebração de toda uma trajetória pela educação pública', diz professora de SP eleita educadora mais influente do mundo
Professora de SP é eleita a educadora mais influente do mundo
"O prêmio é a celebração de toda uma trajetória pela educação pública." A afirmação é da professora de São Paulo Débora Garofalo, que foi reconhecida como a educadora mais influente do mundo pela Varkey Foundation, fundação internacional que criou o tradicional Global Teacher Prize, principal prêmio para professores do mundo, considerado o "Nobel da Educação".
Em entrevista ao g1, ela afirmou que o prêmio mostra o quanto é importante os governantes invistirem na educação e que o desejo dela é de que os professores possam ter melhores condições.
Em 2019, Débora se tornou a primeira brasileira e a primeira sul-americana a ser finalista no Global Teacher Prize, após idealizar um projeto de robótica na Escola Municipal Ary Parreiras, na capital paulista (veja mais abaixo).
Segundo a fundação, a professora brasileira se tornou a primeira pessoa a receber o prêmio de educador mais influente, lançado neste ano para reconhecer profissionais que usam as mídias sociais para expandir o aprendizado para além da sala de aula. A cerimônia ocorreu em Dubai, nos Emirados Árabes, na segunda-feira (2).
Débora Garofalo foi reconhecida como a educadora mais influente do mundo pela Varkey Foundation
Arquivo Pessoal
Ao g1, Débora contou que recebeu no último sábado (31) um telefonema de um diretor da Varkey Foundation informando que ela precisava ir para Dubai porque teria um reconhecimento, mas não deu detalhes sobre o que seria.
"Ele me ligou e falou: 'Débora, eu tenho uma boa notícia para você. Você precisa vir para Dubai'. Eu disse: 'Como assim?' Geralmente eles fazem essa reunião com os embaixadores e a celebração do Global Teacher Prize, mas sempre estão trocando os professores e o ano passado já tinha ido como convidada. Então, eu não sabia de nenhum detalhe porque eles falaram que não podiam dizer que reconhecimento seria. Fui pega de surpresa e só no jantar eu só soube que era uma premiação", afirmou.
Débora Garofalo foi reconhecida como a educadora mais influente do mundo pela Varkey Foundation
Divulgação
Para Débora, o reconhecimento vai além da conquista individual e simboliza anos de dedicação à educação pública.
"Receber esse prêmio foi uma grande emoção. O sentimento que eu tenho é de que não é somente a Débora que foi receber o prêmio. São todos os estudantes, são todos os professores, são todas as redes de ensino, e é o nosso país ali representado. Eu só fui lá representar todas essas vozes e acho que a gente pode dar ainda mais voz para a educação pública do nosso país", afirmou.
E complementou: "Ele [prêmio] aumenta a minha responsabilidade também, uma responsabilidade mundial que eu herdo com ele de poder continuar dando voz à educação. Feliz por elevar a nossa educação ao nível mais alto do mundo".
Professora de São Paulo Débora Garofalo foi reconhecida como a educadora mais influente do mundo
Arquivo Pessoal
Projeto de robótica
Em 2015, Débora dava aula de tecnologias na Escola Municipal Almirante Ary Parreiras, em São Paulo, unidade que fica perto de quatro favelas conhecidas pela violência e com sérios problemas de despejo de lixo.
Foi por conta desse problema com lixo que surgiu a ideia do projeto "Robótica com sucata promovendo a sustentabilidade".
“Eles [alunos] começaram a me relatar que não iam para a escola em dia de chuva por causa da questão do lixo. A rua da escola, o muro da escola, era um muro tomado de lixo. Era necessário fazer alguma coisa”, contou Débora, na época, em entrevista ao Jornal Nacional.
Débora Garofalo em sala de aula em São Paulo.
Divulgação
A professora, então, começou a recolher sucata pelas ruas da cidade e trazer para a sala de aula para ensinar robótica aos estudantes de 6 a 14 anos.
O resultado? Robôs, controles remotos e diversos protótipos de carrinhos, aeronaves, barcos e até máquina de refrigerante com o material recolhido. A ação resultou no aproveitamento de mais de uma tonelada de materiais recicláveis.
Entre os 10 melhores professores do mundo
Professora brasileira é uma das dez finalistas do maior prêmio de educação do mundo
O trabalho de Débora foi selecionado entre mais de 10 mil candidatos de 179 países. A lista dos 50 melhores professores do mundo, divulgada em dezembro de 2018, tinha representantes de 39 países. Já o top 10 de melhores educadores do planeta, divulgado em fevereiro de 2019, contou com representantes de Reino Unido, Holanda, Japão, Argentina, Estados Unidos, Quênia, Índia, Geórgia, Austrália e Brasil.
Na época, a professora afirmou ao g1 que recebeu a notícia em casa, e que se emocionou ao saber que estava entre os 10 melhores professores do mundo.
"Eles me ligaram, fizeram um ar de mistério e de repente, com grande público reunido, na Argentina, me deram a notícia. Foi uma imensa alegria, ver todos reunidos, aplaudindo... Chorei muito, já que eu não esperava. Sem dúvida, foi uma grande surpresa pra mim. Ainda mais depois de passar pelo Top 50 e ver o quanto todos esses professores têm trabalhos maravilhosos. Agora, com nosso trabalho entre os 10, é uma alegria muito grande!", afirmou.
Como professora brasileira entre 10 melhores do mundo quer revolucionar escola pública
'A educação transformou minha vida e vai transformar a deles': conheça os brasileiros entre os 50 melhores professores do mundo
Para a escolha, o comitê de premiação levou em consideração o emprego de práticas educacionais escalonáveis, inovadoras, que tenham resultados visíveis, causem impacto na comunidade, melhorem a profissão docente e ajudem os alunos a tornarem-se cidadãos.
O anúncio foi feito em vídeo pelo ator australiano Hugh Jackman, famoso pelo papel de "Wolverine", para quem os professores são "os verdadeiros super-heróis", e que aproveitou para fazer uma declaração emocionada ao professor que o inspirou, Lisle Jones.
A cerimônia foi realizada em março de 2019. O vencedor foi o queniano Peter Tabichi, que dá aula para jovens muito pobres na área rural desértica. Na época, ao Jornal Nacional, a professora ressaltou: “Todos nós, brasileiros, já somos vencedores. O nosso sonho não acaba aqui. Ele só está começando”.
Após o reconhecimento, Débora passou a ocupar funções estratégicas na gestão pública, com atuação na Secretaria Estadual de Educação de São Paulo para implementar a disciplina de tecnologias dentro do programa Inova Educação, e na Secretaria Estadual de Educação do Rio de Janeiro. Atualmente, ela desenvolve projetos e ações educacionais.
Professora de São Paulo Débora Garofalo foi reconhecida como a educadora mais influente do mundo
Arquivo Pessoal
Débora Garofalo
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05/02 -
EXCLUSIVO: Documentos sigilosos mostram que correção da redação do Enem 2025 seguiu 'regras' diferentes de anos anteriores
Documentos mostram mudança de critérios na correção da redação do Enem 2025
Vinícius de Oliveira, estudante do 5º ano de medicina e mentor de vestibulandos, faz o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) anualmente. De 2021 a 2024, suas notas na redação foram, nesta ordem: 900, 960, 980, 920 e 940. Em 2025, ele tirou 760.
“Nem quando fiz a prova só para brincar tirei essa nota. É muito estranho. A percepção é que essa correção foi meio sorteio: alguns corretores foram mais rígidos, outros foram flexíveis”, diz.
Guilherme*, de 23 anos, nunca havia obtido uma nota abaixo de 900. Na redação do Enem 2025, alcançou apenas 740 pontos. “Não uso modelo pronto de texto. Não desaprendi a escrever no dia da prova nem estava nervoso. O Enem virou uma grande bagunça”, afirma.
Casos como estes levaram candidatos a desconfiar de uma possível mudança de critérios na correção dos textos no Enem 2025. Desde 16 de janeiro, quando as notas foram oficialmente divulgadas, centenas de relatos nas redes sociais sobre quedas de desempenho alimentaram essa suspeita. O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pelo exame, negou qualquer alteração (leia mais abaixo).
➡️ Mas o g1 teve acesso a documentos oficiais e sigilosos, a cópias de e-mails e a depoimentos de corretores que revelam a existência de três diferenças em 2025, suficientes para alterar a forma como os textos foram corrigidos:
1- Regra mais aberta e menos detalhada na competência 4, sobre o uso de elementos coesivos, como “dessa forma” e “consequentemente”
O que antes era estabelecido matematicamente, com a contagem desses termos para determinar a nota do aluno, foi substituído por noções mais subjetivas. Coube à banca classificar a presença das expressões coesivas como “pontual”, “regular”, “constante” ou “expressiva”.
“A gente perdeu parâmetro. Era um outro direcionamento antes. No fim das contas, cada um levou em conta uma orientação”, diz um corretor *.
2024:
Competência 2 - critérios do Enem 2024
Arquivo pessoal
2025:
Competência 4 - regra do Enem 2025
Arquivo pessoal
Punição maior na competência 5, no caso de candidatos que escrevessem a proposta de intervenção sem o elemento “ação”
Exemplo de redação do Enem 2025 que recebeu punição maior por não trazer o elemento 'ação'
Arquivo pessoal
Cabe ao aluno, na redação do Enem, sempre elaborar uma alternativa que soluciona o problema apresentado no texto. Pode ser uma política pública organizada por um ministério ou uma campanha de conscientização promovida pela imprensa, por exemplo. É obrigatório ter 5 itens: ação (o que deverá ser feito?); agente (por quem?); finalidade (com que objetivo?); meio (de que forma?) e detalhamento da ideia.
Assim como nos anos anteriores, deixar 1 dos 5 elementos de fora levaria à perda de 40 pontos. Mas uma nota de rodapé em 2025 acrescentou uma nova orientação: o aluno que esquecesse especificamente o item “ação” teria uma punição maior, de 120 pontos.
“Tem aluno que esquece e que coloca a ‘ação’ de forma que parece finalidade. Isso causou a perda de mais pontos do que ele pensava. Ainda vem o Inep e diz que não houve modificação?”, questiona um corretor *.
Ampliação do peso dado ao repertório sociocultural
A grade de correção, que estabelece os critérios detalhados que devem ser seguidos pela banca, não havia trazido nenhuma mudança em 2025 neste aspecto: os candidatos deveriam fazer referências a autores, a livros ou a filmes, por exemplo, para embasar seus argumentos.
Citações genéricas, sem a devida contextualização (“repertórios de bolso”), não deveriam ser consideradas válidas. Esse combate aos “modelos prontos” de redação foi comunicado explicitamente no Manual do Candidato, em setembro de 2025, dois meses antes do Enem.
Essa questão seria avaliada na competência 2.
➡️Mas um documento extra, enviado aos corretores depois dos treinamentos presenciais, mudou essa diretriz — passou a estabelecer que a competência 2 deveria dialogar com a 3. Ou seja, repertórios socioculturais avaliados de maneira negativa pela banca passaram a ser punidos em duas competências, não mais em uma.
Segundo os corretores ouvidos pela reportagem, esta foi a principal explicação para a queda inesperada nas notas de tantos alunos.
Trecho de documento confidencial que estabelece ligação entre duas competências
Arquivo pessoal
Inep reforça que não houve alterações
“Não houve nenhuma mudança no critério de correção. São os mesmos corretores e a mesma instituição aplicadora [Cebraspe]. A equipe de capacitação é daqui do Inep e usou os mesmos critérios”, disse ao g1, no fim de janeiro, Manuel Palacios, presidente do Inep.
Em nota, o órgão do Ministério da Educação (MEC) afirmou ainda que as provas são corrigidas por ao menos dois avaliadores, com previsão de terceira correção em caso de divergência, “garantindo equilíbrio, justiça e tratamento isonômico a todos os participantes”.
Por que uma alteração não comunicada é problemática?
De forma inédita, o Sistema de Seleção Unificada (Sisu) passou a aceitar as notas das últimas três edições do Enem (2023, 2024 e 2025) ao classificar alunos para universidades públicas em 2026.
Ou seja: aqueles que “estrearam” no exame e só puderam concorrer com a nota de 2025 sentiram-se injustiçados ao disputar vagas com veteranos, supostamente avaliados com menos rigidez.
“É como comparar banana com maçã. A correção de 2025 foi mais rigorosa e subjetiva que nos anos anteriores”, afirma Sérgio Paganim, coordenador de redação do Curso Anglo.
Luana*, de 24 anos, partiu de 920 (2023) e de 940 (2024) para… 720 (2025). “Isso não representa uma evolução negativa, e sim uma instabilidade no processo avaliativo”, diz.
Gabriel Gaspar, por exemplo, foi aprovado em medicina na Universidade de São Paulo (USP), pelo vestibular próprio da instituição (Fuvest).
“Desisti do Sisu depois que vi minha nota na redação do Enem cair de mais de 900 para 700 e pouco. Não sabia de nenhuma dessas mudanças. Se eu dependesse só dessa prova, teria perdido mais um ano inteiro de preparo”, afirma.
R$ 3 por texto corrigido
As mudanças tardias e não comunicadas previamente somam-se aos relatos sobre as condições de trabalho dos corretores: eles ganham, em geral, cerca de R$ 3 por cada dissertação corrigida. Chegam a ler 200 textos em um mesmo dia, com instabilidades no sistema e dificuldades de comunicação com seus supervisores.
“Nos intervalos dos treinamentos presenciais, a gente falava: ‘ah, vai mudar isso’. A outra pessoa, de outra sala, respondia: ‘ué, minha supervisora não falou isso’. Foram muitos ruídos de comunicação no processo de formação”, diz a corretora Geralda*.
Essa precarização colabora para afastar a mão de obra qualificada.
O g1 entrou em contato com o Centro Brasileiro de Pesquisa em Avaliação e Seleção e de Promoção de Eventos (Cebraspe), que substituiu a Fundação Getúlio Vargas (FGV) e tornou-se o responsável pela correção das redações desde 2023. Em resposta, o órgão afirmou que apenas o Inep pode responder sobre o Enem.
O Inep, por sua vez, não respondeu às questões relacionadas à remuneração e à sobrecarga de trabalho dos profissionais.
* Os nomes dos entrevistados foram mantidos em sigilo a pedido deles. Corretores de redação do Enem assinam um termo de sigilo sobre o trabalho que executam.
ENEM 2025 - DOMINGO (16) – RIBEIRÃO PRETO (SP) – Caderno de prova laranja no 2º dia de prova
Érico Andrade/g1
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04/02 -
Professora de SP é eleita a educadora mais influente do mundo por fundação que criou prêmio conhecido como o 'Nobel da Educação'
Professora de SP é eleita a educadora mais influente do mundo
A professora de São Paulo Débora Garofalo foi reconhecida como a educadora mais influente do mundo pela Varkey Foundation, fundação internacional que criou o tradicional Global Teacher Prize, principal prêmio para professores do mundo considerado o "Nobel da Educação".
Em 2019, Débora se tornou a primeira brasileira e a primeira sul-americana a ser finalista no Global Teacher Prize após idealizar um projeto de robótica na Escola Municipal Ary Parreiras, na capital paulista (veja mais abaixo).
Agora, segundo a fundação, a professora brasileira se tornou a primeira pessoa a receber o prêmio de educador mais influente, lançado este ano para reconhecer profissionais que usam as mídias sociais para expandir o aprendizado para além da sala de aula.
Débora Garofalo foi reconhecida como a educadora mais influente do mundo pela Varkey Foundation
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"Por meio de seu programa de 'robótica com sucata', ela transforma materiais descartados em experiências de aprendizado impactantes, inspirando alunos, comunidades e educadores no Brasil e em outros países. Parabéns, Débora!", divulgou a fundação nas suas redes sociais.
Débora recebeu o prêmio na última segunda-feira (2) de Jay Varkey, membro do Conselho da Fundação Varkey e vice-CEO da GEMS Education, em um jantar de gala no Atlantis, The Palm, em Dubai, nos Emirados Árabes.
"Receber esse prêmio foi uma grande emoção, não é uma coisa que eu estava esperando porque foi uma surpresa realmente. Mostra o quanto é importante que os nossos governantes realmente invistam na educação, que nós professores possamos ter melhores condições", afirmou ao g1.
Professora de São Paulo Débora Garofalo foi reconhecida como a educadora mais influente do mundo pela Varkey Foundation, fundação internacional que criou o tradicional Global Teacher Prize, principal prêmio para professores do mundo considerado o "Nobel da Educação".
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E ressaltou: "Eu estou muito feliz com esse reconhecimento, e aumenta a minha responsabilidade também, uma responsabilidade mundial que eu herdo com ele, de poder continuar dando voz à educação, mas feliz por elevar a nossa educação ao nível mais alto do mundo".
Professora de São Paulo Débora Garofalo foi reconhecida como a educadora mais influente do mundo
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Projeto de robótica
Em 2015, Débora dava aula de tecnologias na Escola Municipal Almirante Ary Parreiras, em São Paulo, unidade que fica perto de quatro favelas conhecidas pela violência e com sérios problemas de despejo de lixo.
Foi por conta desse problema com lixo que surgiu a ideia do projeto "Robótica com sucata promovendo a sustentabilidade".
“Eles [alunos] começaram a me relatar que eles não iam para a escola em dia de chuva por causa da questão do lixo. A rua da escola, o muro da escola, era um muro tomado de lixo. Era necessário fazer alguma coisa”, contou Débora, na época, em entrevista ao Jornal Nacional.
Débora Garofalo em sala de aula em São Paulo.
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A professora, então, começou a recolher sucata pelas ruas da cidade e trazer para a sala de aula para ensinar robótica aos estudantes de 6 a 14 anos.
O resultado? Robôs, controles remotos e diversos protótipos de carrinhos, aeronaves, barcos e até máquina de refrigerante com o material recolhido. A ação resultou no aproveitamento de mais de uma tonelada de materiais recicláveis.
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O trabalho de Débora foi selecionado entre mais de 10 mil candidatos de 179 países. A lista dos 50 melhores professores do mundo, divulgada em dezembro de 2018, tinha representantes de 39 países. Já o top 10 de melhores educadores do planeta, divulgado em fevereiro de 2019, contou com representantes de Reino Unido, Holanda, Japão, Argentina, Estados Unidos, Quênia, Índia, Geórgia, Austrália e Brasil.
Na época, a professora afirmou ao g1 que recebeu a notícia em casa, e que se emocionou ao saber que estava entre os 10 melhores professores do mundo.
"Eles me ligaram, fizeram um ar de mistério e de repente, com grande público reunido, na Argentina, me deram a notícia. Foi uma imensa alegria, ver todos reunidos, aplaudindo... Chorei muito, já que eu não esperava. Sem dúvida, foi uma grande surpresa pra mim. Ainda mais depois de passar pelo Top 50 e ver o quanto todos esses professores têm trabalhos maravilhosos. Agora, com nosso trabalho entre os 10, é uma alegria muito grande!", afirmou.
Como professora brasileira entre 10 melhores do mundo quer revolucionar escola pública
'A educação transformou minha vida e vai transformar a deles': conheça os brasileiros entre os 50 melhores professores do mundo
Para a escolha, o comitê de premiação levou em consideração o emprego de práticas educacionais escalonáveis, inovadoras, que tenham resultados visíveis, causem impacto na comunidade, melhorem a profissão docente e ajudem os alunos a tornarem-se cidadãos.
O anúncio foi feito em vídeo pelo ator australiano Hugh Jackman, famoso pelo papel de "Wolverine", para quem os professores são "os verdadeiros super-heróis", e que aproveitou para fazer uma declaração emocionada ao professor que o inspirou, Lisle Jones.
A cerimônia foi realizada em março de 2019. O vencedor foi o queniano Peter Tabichi, que dá aula para jovens muito pobres na área rural desértica. Na época, ao Jornal Nacional, a professora ressaltou: “Todos nós, brasileiros, já somos vencedores. O nosso sonho não acaba aqui. Ele só está começando”.
Após o reconhecimento, Débora passou a ocupar funções estratégicas na gestão pública, com atuação na Secretaria Estadual de Educação de São Paulo para implementar a disciplina de tecnologias dentro do programa Inova Educação, e na Secretaria Estadual de Educação do Rio de Janeiro. Atualmente, ela atua com formação docente e políticas públicas.
Débora Garofalo
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Professora de São Paulo Débora Garofalo foi reconhecida como a educadora mais influente do mundo
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03/02 -
Governo anuncia 3 mil novas bolsas de residência médica e 900 vagas para especialistas no SUS
Estudo mostra desigualdade na distribuição dos médicos pelo país
O governo federal anunciou a abertura de 3 mil novas bolsas de residência médica em 2026 e o lançamento de um edital para a contratação de 900 médicos especialistas para atuação no Sistema Único de Saúde (SUS).
➡️As medidas fazem parte do programa Agora Tem Especialistas do Ministério da Saúde.
Com a ampliação, o ministério afirma que passará a financiar mais de 60% das bolsas de residência médica no país, o equivalente a cerca de 35 mil profissionais em formação.
O investimento previsto para este ano é de R$ 3 bilhões.
Ainda de acordo com a pasta, as novas vagas de residência são voltadas a especialidades consideradas prioritárias para o SUS, como oncologia, anestesiologia, cirurgia oncológica, neurologia pediátrica, oftalmologia e radioterapia.
Veja os vídeos que estão em alta no g1
O ministério informou que, no último ano, houve crescimento de pelo menos 15% no número de vagas em cirurgia oncológica e neurologia pediátrica, além de aumento em oftalmologia (14%) e radioterapia (10%).
O anúncio também inclui a ampliação da residência multiprofissional em saúde.
O edital de 2026 prevê 1.000 novas bolsas para categorias como enfermagem, psicologia e fisioterapia.
Segundo o ministério, mais de 16 mil profissionais terão a formação financiada pelo governo federal, o que representaria cerca de 90% das vagas ofertadas no país nessa modalidade.
Além da formação, o governo lançou um novo edital do Mais Médicos Especialistas, que prevê a seleção de 900 médicos para atuação imediata no SUS.
Os profissionais serão distribuídos em 16 especialidades prioritárias, entre elas anestesiologia, cirurgia geral, radiologia, mastologia, ginecologia e oncologia clínica.
Atualmente, 583 médicos especialistas atuam pelo programa em todas as regiões do país.
Segundo o Ministério da Saúde, com o novo edital, a expectativa é chegar a 1.500 profissionais. A maior parte atua no interior (48,7%) e em regiões metropolitanas (34%).
Criado em 2025, o programa Agora Tem Especialistas tem como objetivo ampliar a oferta de consultas, exames e cirurgias e reduzir o tempo de espera no SUS.
O ministério afirma que as ações buscam enfrentar o déficit histórico de especialistas na atenção especializada e a má distribuição desses profissionais no país.
Programa Agora Tem Especialistas
Ascom/Ministério da Saúde
Enem como diploma escolar: alunos não conseguem documento e temem perder vaga na faculdade
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03/02 -
Inep não disponibiliza declaração de conclusão do ensino médio via Enem para parte dos candidatos
Parte dos candidatos com mais de 18 anos que buscam usar a nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2025 para obter um "diploma escolar" ainda não conseguiu emitir o documento. O botão "Declaração", que deveria estar disponível na Página do Participante, não havia aparecido para todos até a manhã desta terça-feira (3).
De acordo com as orientações publicadas nas redes sociais pelo Instituto Nacional de Estatísticas e Pesquisas Anísio Teixeira (Inep) e pelo Ministério da Educação (MEC), todos aqueles que cumpriram os pré-requisitos abaixo já poderiam baixar a declaração de conclusão do ensino médio desde a última sexta-feira (30):
ter mais de 18 anos;
obter mais de 450 pontos em cada área do conhecimento e mais de 500 na redação no Enem 2025.
Sem esse certificado, os aprovados no Sistema de Seleção Unificada (Sisu) ou em qualquer vestibular não conseguirão entrar na universidade. O processo de matrículas terminará ainda nesta semana.
➡️Questionado pelo g1 a respeito da ausência do "diploma" para alguns alunos, o Inep afirma que aqueles que concluíram o ensino médio em 2025 ou em ano anterior, mesmo atualmente tendo mais de 18 anos, devem obter o documento na escola onde estudaram. Eles não conseguirão acessar o botão "declaração" no site.
Lucas Ismerio, no entanto, ainda estava a mais de um ano de concluir a educação básica no Instituto Federal Fluminense (IFF). Mesmo cumprindo todos os pré-requisitos, ele não conseguiu ver o documento.
"Estamos desesperados! Nenhuma notícia da certificação, e as matrículas nas universidades se encerram nos próximos dias. Eles [no Inep,] não respondem ao 'fale conosco' e nem ao '0800', diz Lílian Ismério, mãe do candidato.
Veja os vídeos que estão em alta no g1
📱Veja o passo a passo:
Para saber se a declaração está disponível no seu caso, siga as orientações abaixo:
Entre na Página do Participante.
Clique em "Resultados", na coluna da esquerda.
Em seguida, marque a opção "Declaração".
Ela é uma versão provisória do certificado de conclusão do ensino médio, que, segundo o Inep, será aceita pelas universidades no momento da matrícula.
O documento completo só poderá ser emitido em março.
Opção de emitir declaração passou a aparecer apenas por volta das 13h
Reprodução
Para alguns candidatos, mesmo com todos os requisitos cumpridos, o botão "declaração" continua sem aparecer:
Candidato que fará 19 anos em 2026 mostra que atingiu notas mínimas para obter o certificado
Arquivo pessoal
Mais um exemplo:
Aplicativo não oferece a opção de emitir declaração do ensino médio
Arquivo pessoal
Solução já era 'improviso'
Essa declaração que deveria estar disponível a todos já seria uma solução emergencial para outro problema revelado pelo g1: mesmo com a proximidade das matrículas no ensino superior (início de fevereiro), os estudantes que precisavam do certificado de conclusão do ensino médio para entrar na faculdade não haviam recebido nenhuma informação do Inep.
O órgão só se manifestou após ser questionado pela reportagem. Veja a linha do tempo:
26/01: Presidente do Inep, Manuel Palacios, diz ao g1 que um aplicativo será lançado para a emissão on-line dos documentos. Como isso só ocorreria em março, universidades seriam avisadas da necessidade de aceitarem a matrícula mesmo sem esse certificado.
27/01: Inep volta atrás e diz que houve uma confusão, porque, na verdade, não haveria um app, e sim uma plataforma. Essa página seria lançada em março, mas ninguém seria prejudicado: em 30 de janeiro, os candidatos aptos conseguiriam emitir uma declaração provisória na Página do Participante, para apresentarem no ato da matrícula na universidade.
30/01: Inep e MEC afirmam que documentos provisórios estão disponíveis. Pela manhã, alunos não conseguem acessá-los. Acesso é normalizado apenas para uma parte dos estudantes.
02/02: Início das matrículas no Sisu (e em outras universidades públicas e privadas)
03/02: Uma parcela de candidatos continua sem acesso ao documento.
Por decisão do Ministério da Educação (MEC) comunicada em maio do ano passado, o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) voltou, após 9 anos, a ser aceito como certificado de conclusão da educação básica.
Enem como diploma escolar: alunos não conseguem documento e temem perder vaga na faculdade
Manuel Palacios, presidente do Inep.
Reprodução/TV Globo
Enem 2025: 1º dia de prova foi no domingo (9).
Angelo Miguel/MEC
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03/02 -
Qualificar ES tem mais de 12 mil vagas abertas em cursos gratuitos; veja como se inscrever
Inscrições abertas para mais de 12 mil vagas em cursos de graça no Qualificar-ES
O governo do Espírito Santo anunciou a abertura de 12.245 vagas em 53 cursos profissionalizantes gratuitos, no primeiro edital do programa Qualificar ES em 2026. As vagas disponíveis são para a modalidade presencial, e estão distribuídas em 47 municípios do estado.
Podem participar moradores do Espírito Santo com 16 anos ou mais, moradores do município onde o curso será realizado, e saber ler e escrever. As inscrições do programa ficam abertas até o dia 12 de fevereiro, por meio do site.
📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp
Já as aulas estão previstas para começar no dia 3 de março e terminar no dia 14 de maio, no período da manhã, de 8h às 12h, à tarde, de 13h às 17h, e também à noite, de 19h às 22h.
Cada candidato pode escolher até dois cursos, desde que sejam em turnos diferentes. Confira o edital.
Programa Qualificar ES está com inscrições online abertas e gratuitas para mais de 12 mil vagas em cursos profissionalizantes
Divulgação/Governo do ES
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SALÁRIOS DE ATÉ r$ 13,2 MIL: Ufes abre concurso público com 41 vagas para professores
A ordem de inscrição e a residência em bairros prioritários são os fatores decisivos para o preenchimento das vagas. A lista de classificados e suplentes será divulgada no site do programa em 25 de fevereiro de 2026.
Veja a lista de cursos disponíveis:
Agente de combate às endemias
Argiloterapia e revitalização facial
Assistente administrativo
Assistente de contabilidade
Assistente de logística
Assistente de logística portuária
Assistente de planejamento, programação e controle de produção
Assistente de secretaria escolar
Assistente de segurança do trabalho
Atendente de estabelecimento dos serviços de saúde
Auxiliar de departamento financeiro
Auxiliar de estoque e armazenagem
Auxiliar de laboratório
Auxiliar de recursos humanos e departamento pessoal
Balconista de farmácia
Barbeiro
Berçarista
Biscoitos caseiros
Comandos elétricos
Comida de boteco
Comida de festa
Cozinha básica
Cuidador de idosos
Cuidador de Pessoas com Deficiência
Cuidador infantil
Design de sobrancelhas e cuidados com a pele
Doces para festas
Eletricista instalador predial de baixa tensão
Inclusão digital
Informática avançada
Informática básica
Informática e redes sociais
Informática intermediária
Inglês básico
Maquiagem
Marmitas congeladas
Marketing – divulgando o seu negócio
Marketing digital
Massagem relaxante
Massas italianas
Montador e reparador de computadores
Panificação
Pizzaiolo
Porteiro
Preparação de salgados
Recepcionista
Socorrista nível básico
Técnicas de atendimento e vendas
Tortas doces e salgadas
Unha em gel
Vendas no e-commerce e marketplace
Word e Excel
Kit Empreendedor
Para incentivar o início imediato de atividades profissionais, os aprovados que apresentarem o certificado de conclusão final dos cursos do eixo Estética; Hospitalidade e Lazer; Produção Industrial (Moda) e Produção Alimentícia vão receber um 'Kit Empreendedor' no dia da formatura.
Para obter o certificado, o aluno deve garantir uma frequência mínima de 75% da carga horária.
Vídeos: tudo sobre o Espírito Santo
Veja o plantão de últimas notícias do g1 Espírito Santo
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03/02 -
‘Analfabeto vai ganhar BBB?': fala de Edilson sobre Boneco expõe ignorância sobre dislexia; entenda transtorno
Fala de Edilson sobre Boneco no BBB expõe ignorância sobre dislexia; entenda transtorno
Uma declaração feita pelo ex-jogador Edilson "Capetinha" nesta segunda-feira (2), no Big Brother Brasil 26, gerou forte repercussão nas redes sociais e levantou um debate sobre dislexia e preconceito associado a dificuldades de leitura e escrita.
Ao criticar o desempenho de Leandro "Boneco", outro participante do reality, Edilson usou o termo “analfabeto” de forma pejorativa:
“Um cara desse, analfabeto, vai ganhar BBB? Vai ganhar que p***a de BBB?", questionou.
Leandro e Edilson tiveram atrito durante o Sincerão do BBB26
Manoella Mello/Globo
A reação foi intensificada porque Boneco já havia relatado, antes de entrar na casa, que tem dislexia — um transtorno de aprendizagem que dificulta principalmente a leitura e a escrita. Ele já mencionou que foi alfabetizado quando adulto, com a ajuda da esposa, e que se formou em Música Popular pela Universidade Federal da Bahia (UFBA).
"Vale lembrar que ele é disléxico e isso não é motivo de vergonha, muito pelo contrário, só mostra o quanto ele lutou e luta pra estar onde está. E não é um discurso depreciativo, vindo de um conterrâneo, que vai invalidar a história do Boneco", postou a equipe do brother.
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Após as reações negativas do público, a equipe de Edilson postou no Instagram uma carta aberta de posicionamento, afirmando que ele quis dizer "analfabeto no jogo", e não "na vida".
"Ontem, durante o ao vivo, Edilson utilizou a palavra “analfabeto” ao se referir ao Leandro. Em seguida, deixou explícito que falava do jogo, da dinâmica, da falta de habilidade estratégica que o próprio Leandro já declarou diversas vezes ter. Ainda assim, entendemos que a palavra, isolada do contexto, ganhou outra proporção", afirma o texto.
"Diante disso, deixamos claro: como ADMs, escolhemos acreditar na justificativa dada por Edilson, porque conhecemos sua história, sua origem e seu caráter. Edilson jamais traria uma pauta com a intenção de desvalorizar alguém pelo nível de instrução, formação ou intelecto."
Nesta reportagem, o g1 explica:
o que é dislexia;
quais são seus principais sintomas;
como é feito o diagnóstico;
que tipos de acompanhamento são indicados
e por que o uso "analfabeto" como ofensa reforça estigmas sociais.
✏️O que é dislexia?
Neurologista explica sobre dislexia e transtorno de linguagem
A dislexia é um transtorno específico de aprendizagem, de origem neurobiológica, caracterizado por dificuldades persistentes na leitura e na escrita. A condição não está relacionada à inteligência e não decorre de falta de esforço, estímulo ou escolarização inadequada.
Os sinais costumam se tornar mais evidentes durante o processo de alfabetização, quando a criança começa a aprender a associar letras e sons. Em muitos casos, dificuldades iniciais são consideradas parte do desenvolvimento esperado, mas o alerta surge quando esses obstáculos se mantêm por um período prolongado, geralmente superior a um ano.
✏️Quais os principais sintomas?
Os sintomas variam de pessoa para pessoa e podem aparecer em diferentes intensidades. Entre os sinais mais comuns estão:
dificuldade para identificar letras e associá-las aos sons correspondentes;
leitura lenta e com esforço, com prejuízo na compreensão do texto;
trocas de letras com sons semelhantes, como T/D, P/B e F/V;
inversões (como “sapato” por “satapo”), omissões (“branco” por “banco”) e escrita espelhada (“sol” por “los”);
dificuldade de organizar o pensamento na escrita espontânea;
confusão entre direita e esquerda;
desconforto ou estresse ao ler em voz alta.
Especialistas reforçam que nem todas essas características necessariamente se manifestam.
Em cerca de 25% a 30% dos casos, a dislexia pode estar associada ao transtorno de déficit de atenção, que deve ser avaliado e tratado separadamente.
✏️Como fazer o diagnóstico?
Não há diagnóstico fechado de dislexia na primeira infância. Atrasos na fala, por exemplo, não indicam necessariamente o transtorno. Segundo especialistas, apenas durante o período de alfabetização é possível realizar uma avaliação mais precisa.
O diagnóstico é clínico e feito por uma equipe multidisciplinar, que pode incluir neurologista, psicólogo, fonoaudiólogo e psicopedagogo. O processo envolve entrevistas sobre o histórico educacional, testes padronizados de leitura e escrita e avaliações do processamento fonológico.
Antes da confirmação, é necessário descartar outras causas para o baixo rendimento escolar, como dificuldades de adaptação ao método de ensino, problemas emocionais, falta de estímulo ou alterações visuais e auditivas.
✏️Qual o tratamento?
A dislexia é uma condição permanente, mas seus impactos podem ser significativamente reduzidos com acompanhamento adequado. O tratamento não busca “curar” o transtorno, mas desenvolver estratégias para melhorar a fluidez da leitura, a compreensão dos textos e a escrita.
Entre as principais abordagens estão:
terapia fonoaudiológica, voltada ao desenvolvimento da consciência fonológica;
acompanhamento psicopedagógico, com métodos de alfabetização adaptados;
apoio psicológico, quando há impacto emocional, como ansiedade ou baixa autoestima.
Especialistas comparam o processo a um treinamento contínuo: a prática constante da leitura tende a aumentar, gradualmente, a velocidade e a compreensão, embora, em casos moderados ou severos, o processo possa continuar mais custoso ao longo da vida.
✏️Quais as adaptações pedagógicas necessárias?
Após o diagnóstico, é fundamental que a escola seja informada. Entre as adaptações recomendadas, estão: mais tempo para provas, avaliações orais, redução de ditados, uso de recursos tecnológicos para escrita e apoio na leitura das questões. Essas medidas também podem ser solicitadas em vestibulares e concursos.
O trabalho em sala de aula inclui, ainda, a orientação dos colegas para evitar isolamento e preconceito, com explicações simples sobre o que é a dislexia.
Estigma e preconceito
Especialistas destacam que a dislexia frequentemente é confundida com falta de inteligência ou desinteresse, contribuindo para o estigma em relação ao transtorno. O mesmo ocorre com o analfabetismo e o analfabetismo funcional, que no Brasil estão ligados a desigualdades históricas e barreiras de acesso à educação.
Usar dificuldades de leitura ou escrita como ofensa reforça preconceitos. É importante deixar claro que o termo "analfabeto" não é um xingamento nem deve ser usado em tom pejorativo: mesmo que uma pessoa não saiba ler ou escrever, essa dificuldade jamais deve ser usada como desqualificação ou ataque pessoal.
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03/02 -
Prouni do 1º semestre: resultado da primeira chamada é divulgado; saiba como conferir
Como usar as notas do Enem para estudar no Brasil e no exterior
O resultado da primeira chamada do Programa Universidade Para Todos (Prouni) do primeiro semestre de 2026 foi divulgado na madrugada desta terça-feira (3). Os candidatos podem conferir a relação dos pré-aprovados no site do programa (acessounico.mec.gov.br/prouni).
✏️ O que é o Prouni? É o um programa do Ministério da Educação (MEC) que oferece bolsas de estudo integrais (cobrem 100% da mensalidade) e parciais (50%) em instituições particulares de ensino superior. Nesta é a maior edição do programa até o momento, com 594.519 bolsas, sendo 274.819 bolsas integrais e 319.700 bolsas parciais.
✏️Quem pôde participar? Pôde se inscrever quem participou do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em 2024 ou 2025 e obteve média mínima de 450 pontos nas áreas de conhecimento e nota superior a zero na redação. (Veja mais abaixo.)
✏️O que significa ser 'pré-selecionado'? O candidato pré-selecionado ainda não é "dono" da vaga. Ele precisa comprovar suas informações pessoais (como a renda familiar per capita e o certificado de conclusão de curso em escola pública, por exemplo). Esse processo é feito pelas instituições de ensino.
Prouni 2026
Vitória Guimarães/Rede Amazônica
📅 Datas do Prouni 2026 do 1º semestre
Inscrições: 26 a 29 de janeiro
Resultado da primeira chamada: 3 de fevereiro
Resultado da segunda chamada: 2 de março
Manifestação de interesse na lista de espera: 25 e 26 de março
Resultado da lista de espera: 31 de março
Vagas do Prouni 2026/1
A edição do Prouni do 1º semestre de 2026 ofertará um total de 594.519 bolsas. 274.819 são integrais (de 100%) e as demais 319.700 são parciais (de 50%).
Além disso, do total de vagas ofertadas nesta edição:
393.119 das bolsas são para cursos a distância e 16.408 para a modalidade semipresencial;
328.175 são bolsas para bacharelado e 253.597 são para cursos tecnológicos.
Os candidatos que não conseguirem uma vaga na primeira chamada ainda estarão concorrendo à segunda chamada do programa, cujo resultado sairá em 2 de março.
Há também a possibilidade da lista de chamada para quem não for beneficiado por uma vaga em nenhuma das etapas anteriores. Para isso, é preciso acessar o site do programa de 25 a 26 de março e manifestar interesse em participar a etapa. O resultado ficará disponível em 31 de março.
📚 Quem pôde se inscrever?
Além dos critérios relacionados ao Enem, já mencionados no início da reportagem, era preciso também:
Ter cursado o ensino médio completo em escola da rede pública;
Ter cursado o ensino médio completo em escola privada como bolsista integral;
Ter cursado o ensino médio parcialmente em escola da rede pública e parcialmente em instituição privada, na condição de bolsista integral;
Ter cursado o ensino médio parcialmente em escola da rede pública e parcialmente em instituição privada com bolsa parcial ou sem a condição de bolsista; ou
Ter cursado o ensino médio completo em escola privada com bolsa parcial da respectiva instituição ou sem a condição de bolsista;
Ser pessoa com deficiência, na forma prevista na legislação; ou
Ser professor da rede pública de ensino, exclusivamente para os cursos de licenciatura e pedagogia, destinados à formação do magistério da educação básica.
💰 Renda
Para concorrer às bolsas integrais, o estudante deve ter renda familiar bruta mensal per capita de até um salário mínimo e meio (R$ 2.431,50 por pessoa).
Para as bolsas parciais, o limite da renda familiar bruta mensal per capita é de três salários mínimos (R$ 4.863 por pessoa).
👉🏾 Como calcular a renda familiar bruta mensal por pessoa?
Para saber se o aluno se encaixa nos critérios de renda, deve somar os salários de todos os que moram com ele e, depois, dividir pelo número de componentes do grupo.
Por exemplo: pai (R$ 2,3 mil por mês), mãe (R$ 1,7 mil por mês), candidato do Prouni (sem renda) e irmão mais novo (sem renda).
Somando os valores, chega-se ao total mensal de R$ 4 mil.
Depois, dividindo pelos 4 membros da família, o resultado é R$ 1 mil.
Esse é o valor que deve ser tomado como referência pelo Prouni. Como está abaixo de 1,5 salário mínimo per capita por pessoa (R$ 2.431,50), o candidato poderá concorrer à bolsa de estudos integral.
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03/02 -
Fies 2026 abre inscrições nesta terça; veja regras e quem pode concorrer a uma vaga
Como usar as notas do Enem para estudar no Brasil e no exterior
Começam nesta terça-feira (3) as inscrições para o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) para o primeiro semestre. De acordo com o Ministério da Educação (MEC), serão disponibilizadas 67.301 vagas neste início de ano.
🗓️ As inscrições podem ser feitas no site do programa (acessounico.mec.gov.br/fies) até 23h59 de 6 de fevereiro. O resultado vai ser divulgado no dia 19 de fevereiro.
Ainda de acordo com o MEC, as vagas estão distribuídas entre 1.421 universidades, faculdades e centros universitários, e 19.834 cursos/turnos.
Ao longo de 2026, o programa irá ofertar 112.168 novos contratos de financiamento.
Veja o calendário do Fies do 1º semestre:
Inscrições: 3 a 6 de fevereiro.
Resultados (pré-selecionados): 19 de fevereiro.
Complementação das inscrições dos pré-selecionados: 20 a 24 de fevereiro.
Convocação da lista de espera: 26 de fevereiro a 10 de abril.
Governo anuncia 112 mil novas vagas para o Fies em 2026.
Reprodução/TV Globo
Como funciona o Fies?
Por meio do Fies, é possível usar a nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para pleitear um financiamento das mensalidades de uma instituição de ensino privada.
Atenção: diferentemente do Prouni, o programa não oferece bolsas de estudos, e sim um "empréstimo". Depois de concluir a graduação, o candidato deverá quitar a dívida, em parcelas proporcionais à sua renda.
Por meio do Fies, é possível usar a nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para pleitear um financiamento das mensalidades de uma instituição de ensino privada.
No ato de inscrição, o candidato deve informar:
e-mail válido para contato
perfil: etnia/cor, se é ou não quilombola, se é ou não pessoa com deficiência, se concluiu ou não o ensino superior;
até três opções de curso/turno/local de oferta/IES entre as disponíveis para inscrição, por ordem de prioridade;
dados de composição e renda dos membros do grupo familiar.
Quem pode se inscrever?
Para se inscrever, o candidato precisa ter:
participado de alguma edição do Enem a partir de 2010;
alcançado pontuação média nas quatro provas (Ciências Humanas, Ciências da Natureza, Linguagens e Matemática) igual ou superior a 450, e nota superior a zero na redação;
renda familiar mensal bruta per capita de 1 a 3 salários mínimos.
E o Fies Social?
Fies Social é uma modalidade do programa anunciada em 2024 pelo governo com condições especiais de financiamento para alunos de baixa renda estudarem em faculdades particulares.
Nessa modalidade, os alunos mais pobres poderão chegar aos 100% de financiamento.
50% das vagas do programa são reservadas para o Fies Social. Podem pleitear o financiamento por essa modalidade estudantes com renda familiar por pessoa de até meio salário mínimo e inscritos no CadÚnico.
Quem é prioridade?
Além da nota do Enem, o sistema do Fies também considera a seguinte ordem de prioridade ao selecionar os alunos aprovados:
Candidatos que não tenham concluído o ensino superior e que nunca tenham se vinculado ao Fies.
Candidatos que não tenham concluído o ensino superior, mas já tenham sido beneficiados pelo financiamento estudantil (com todas as dívidas pagas).
Candidatos que já tenham concluído o ensino superior e não tenham sido beneficiados pelo Fies.
Candidatos que já tenham concluído o ensino superior, por meio do Fies, com as dívidas pagas.
Quem ainda tiver débitos no programa não poderá se inscrever.
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02/02 -
Sisu 2026 tem início das matrículas para 272 mil alunos e fim da lista de espera nesta segunda; veja cronograma
Como usar as notas do Enem para estudar no Brasil e no exterior
O período de matrículas do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) 2026 começa nesta segunda-feira (2). A etapa é válida para os quase 272 mil candidatos que foram selecionados na chamada regular do programa, divulgada na quinta-feira (29).
Atenção: o cronograma dessa etapa é definido e divulgado por cada instituição de ensino. Por isso, é importante conferir os prazos e documentos diretamente com a instituição.
👉🏾 O Sisu é o programa do governo federal que seleciona estudantes para instituições públicas de ensino superior, a partir do desempenho no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).
E quem não foi selecionado?
Os candidatos que participaram do programa e não conseguiram uma vaga na chamada regular ainda têm chance. Para isso, é preciso acessar o site do Sisu (acessounico.mec.gov.br/sisu) até as 23h59 desta segunda e manifestar interesse na lista de espera do programa.
Só é possível participar da lista de um dos dois cursos escolhidos na etapa de inscrição. A divulgação dos selecionados, bem como os prazos da etapa, são de responsabilidade da instituição de ensino.
Matrículas do Sisu começam nesta segunda-feira (2).
Luana Silva/g1
Sobre o Sisu 2026
De acordo com o Ministério da Educação (MEC), 99% das 274,8 mil vagas da edição devem ser preenchidas na chamada regular. Foram 271.789 candidatos selecionados na etapa, sendo:
129.386 na ampla concorrência;
124.064 na modalidade de cotas; e
18.339 por meio de ações afirmativas das próprias instituições.
As vagas totais estão divididas em 7.399 cursos de graduação e 136 instituições públicas de ensino superior de todas as regiões do país.
E a edição trouxe uma novidade: neste ano, o Sisu permitiu que os candidatos submetessem notas de uma três edições mais recentes do Enem. Neste caso, Enem 2023, 2024 ou 2025. Até o ano passado, podiam se inscrever apenas quem havia feito a última edição do exame.
Além de ter feito o Enem em uma das três edições mais recentes, o candidato devia ter tirado nota acima de zero na redação e ter ensino médio completo.
Cronograma do Sisu 2026
Inscrições: 19 a 23 de janeiro.
Resultado da chamada regular: 29 de janeiro.
Matrículas: a partir de 2 de fevereiro.
Manifestação de interesse na lista de espera: 29 de janeiro a 2 de de fevereiro.
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01/02 -
Sisu 2026 na UFSCar: veja a lista de 3.047 aprovados na primeira chamada
UFSCar convoca mais de 3 mil aprovados na primeira chamada do Sisu
A Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) publicou a lista das 3.047 pessoas aprovadas em primeira chamada no processo seletivo pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu) para a graduação presencial.
VEJA AQUI A LISTA DE APROVADOS NA UFSCAR PELO SISU
As pessoas aprovadas devem fazer o requerimento virtual de matrícula nos dias 3 e 4 de fevereiro de 2026, conforme edital.
A Coordenadoria de Ingresso publicou um documento com as orientações para a matrícula. Todos os documentos do Processo Seletivo 2026 estão disponíveis no Portal do Ingresso, em www.ingresso.ufscar.br.
Campus da UFSCar começa a funcionar em março em São José do Rio Preto (SP)
Divulgação / UFSCar
As pessoas que não foram aprovadas nesta primeira chamada e que desejem permanecer na lista de espera da UFSCar devem obrigatoriamente fazer a opção no site do Sisu, até o dia 2 de fevereiro de 2026. A lista de espera da UFSCar está prevista para ser publicada em 19 de fevereiro de 2026.
Confira o calendário do Sisu/UFSCar
29/1 a 2/2: Opção pela Lista de Espera no site do SiSU;
3 e 4/2: Requerimento de Matrícula da Primeira Chamada
11/2: Resultado da verificação dos documentos da Primeira Chamada;
12 e 13/2: Pedido de revisão da verificação documental da Primeira Chamada;
19/2: Lista de Espera UFSCar;
20/2: Divulgação da Segunda Chamada do Processo Seletivo 2026.
Confira todas as datas no cronograma, disponível no Guia do Candidato.
Sisu na UFSCar
Em 2026, a UFSCar oferece 70 cursos de graduação presenciais para ingresso neste primeiro semestre, em seus cinco campi. São, ao todo, 3.047 vagas ofertadas, sendo 1.817 em São Carlos; 240 em Araras; 660 em Sorocaba; 240 em Lagoa do Sino; e 90 em São José do Rio Preto.
A Universidade registrou um total de 69.064 pessoas candidatas concorrendo em primeira e segunda opções para as vagas disponíveis, resultando em uma média geral de 22,67 pessoas candidatas por vaga em todos os seus campi. Confira os números de cada campus:
Campus São Carlos: 49.016 pessoas candidatas para 1.817 vagas - 26,98 pessoas candidatas por vaga. 30.861 das pessoas candidatas concorrem por Ações Afirmativas.
Campus Sorocaba: 13.496 pessoas candidatas para 660 vagas - 20,45 pessoas candidatas por vaga. 8.810 das pessoas candidatas concorrem por Ações Afirmativas.
Campus Araras: 2.627 pessoas candidatas para 240 vagas - 10,95 pessoas candidatas por vaga. 1.667 das pessoas candidatas concorrem por Ações Afirmativas.
Campus Lagoa do Sino: 2.172 pessoas candidatas para 240 vagas - 9,05 pessoas candidatas por vaga. 1.238 das pessoas candidatas concorrem por Ações Afirmativas.
Campus São José do Rio Preto: 1.753 pessoas candidatas para 90 vagas - 19,48 pessoas candidatas por vaga. 1.225 das pessoas candidatas concorrem por Ações Afirmativas.
VÍDEOS DA EPTV:
Veja mais notícias da região no g1 São Carlos e Araraquara
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30/01 -
Após atraso do Inep, declarações de conclusão do ensino médio via Enem são divulgadas; saiba como obtê-las
Após atrasos e queixas nas redes sociais, candidatos com mais de 18 anos que buscam usar a nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2025 para obter um "diploma escolar" passaram a conseguir emitir o documento na tarde desta sexta-feira (30), na Página do Participante (veja o passo a passo mais abaixo).
➡️Nas redes sociais, o Instituto Nacional de Estatísticas e Pesquisas Anísio Teixeira (Inep) e o Ministério da Educação (MEC) postaram, no início da manhã, que as declarações já estavam disponíveis. O g1 mostrou, no entanto, que era impossível de acessá-las: a opção não aparecia no site nem no app.
A possível falha foi corrigida por volta das 13h para a maioria dos candidatos. Aqueles que não fizeram a solicitação do documento no ato de inscrição do Enem, no entanto, ainda enfrentam dificuldades. Segundo o Inep, eles também teriam o direito de obter o certificado.
"Faltou a gente. Estou desesperada, porque só tenho até segunda-feira para me matricular na faculdade", diz Manoella Righi, de 22 anos, aprovada em Engenharia de Minas na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
Procurados pelo g1, o Inep afirmou que está monitorando o sistema e que o passo a passo para solicitar o documento está disponível no site. Ainda segundo o órgão, "pessoas com 18 anos ou mais que não solicitaram a certificação de conclusão do ensino médio só terão acesso à declaração caso atendam aos critérios estabelecidos para a certificação."
Veja os vídeos que estão em alta no g1
📱Veja o passo a passo:
Entre na Página do Participante.
Clique em "Resultados", na coluna da esquerda.
Em seguida, marque a opção "Declaração".
Ela é uma versão provisória do certificado de conclusão do ensino médio, que, segundo o Inep, será aceita pelas universidades no momento da matrícula.
O documento completo só poderá ser emitido em março.
Opção de emitir declaração passou a aparecer apenas por volta das 13h
Reprodução
Pela manhã, a tela não trazia esta opção:
Aplicativo não oferecia a opção de emitir declaração do ensino médio
Arquivo pessoal
Candidatos estavam receosos: 'Medo de perder a vaga'
Nesta manhã, alunos relataram ao g1 o desespero de não conseguirem baixar a declaração do ensino médio.
"Estou com medo de perder minha vaga, se isso não der certo, terei de esperar mais um ano… ansiedade a mil abrindo o site pra ver se atualiza", diz Manoella.
Ela mostrou que, na Página do Participante, só apareciam as notas de cada área do conhecimento, sem a opção de emitir a declaração (veja print no início da reportagem).
Manoella foi aprovada em Engenharia, mas corre o risco de perder a vaga
Arquivo pessoal
O mesmo ocorreu com Petrus Alves, que tentou também pelo site, e não só pelo app. Ele foi aprovado no Sisu e, sem esse documento, poderia perder a vaga. "Já revirei a página inteira", conta.
Sara Cristina, de Contagem (MG), passou a manhã de sexta-feira tentando obter a declaração. No caso dela, a universidade em que foi aprovada só aceita inscrições até o fim do dia.
"É ruim, porque deixa a gente muito ansiosa e apreensiva. A gente já passou por erro antes, ficou esperando, e agora de novo essa demora sem resposta clara", diz.
E Gabrielly Oliveira, de 27 anos, correu o risco de perder sua vaga na lista de espera da Universidade Federal de Joinvile e no Programa Universidade para Todos (Prouni), caso seja aprovada.
"Se uma pessoa desistir, eu sou chamada... e pela última parcial do Prouni, vou conseguir bolsa 100%. Mas fiquei com medo de perder essas oportunidades por causa do Inep", afirma.
Post no Instagram do Inep e do MEC diz que declarações estão disponíveis
Reprodução/Redes sociais
Solução já era 'improviso'
Essa já seria uma solução emergencial para outro problema revelado pelo g1: mesmo com a proximidade das matrículas no ensino superior (início de fevereiro), os estudantes que precisavam do certificado de conclusão do ensino médio para entrar na faculdade não haviam recebido nenhuma informação do Inep.
O órgão só se manifestou após ser questionado pela reportagem. Veja a linha do tempo:
26/01: Presidente do Inep, Manuel Palacios, diz ao g1 que um aplicativo será lançado para a emissão on-line dos documentos. Como isso só ocorreria em março, universidades seriam avisadas da necessidade de aceitarem a matrícula mesmo sem esse certificado.
27/01: Inep volta atrás e diz que houve uma confusão, porque, na verdade, não haveria um app, e sim uma plataforma. Essa página seria lançada em março, mas ninguém seria prejudicado: em 30 de janeiro, os candidatos aptos conseguiriam emitir uma declaração provisória na Página do Participante, para apresentarem no ato da matrícula na universidade.
30/01: Inep e MEC afirmam que documentos provisórios estão disponíveis. Alunos não conseguem acessá-los.
02/02: Início das matrículas no Sisu (e em outras universidades públicas e privadas)
Por decisão do Ministério da Educação (MEC) comunicada em maio do ano passado, o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) voltou, após 9 anos, a ser aceito como certificado de conclusão da educação básica.
📝 Quem pode solicitar o certificado? Por que a ausência dele gerou ansiedade nos alunos?
Enem como diploma escolar: alunos não conseguem documento e temem perder vaga na faculdade
Funciona da seguinte forma: alunos com mais de 18 anos que não terminaram os estudos poderiam obter o “diploma escolar” caso tirassem mais de 450 pontos em cada área do conhecimento e mais de 500 na redação.
➡️Sem esse certificado, os aprovados no Sistema de Seleção Unificada (Sisu) ou em qualquer vestibular não poderiam entrar na universidade.
Ou seja, os estudantes não conseguiam, antes dos anúncios do Inep, descobrir quais institutos federais e/ou secretarias de educação firmaram parceria com o órgão para gerar o “diploma”.
“Passei em psicologia, mas não consigo me matricular sem o certificado. O Inep não fala nada. Fui ao IFSP [Instituto Federal de São Paulo] e à Secretaria de Educação de SP para ter informações, mas ninguém sabia. Provavelmente, perderei minha vaga”, diz Diogo Augusto, de 21 anos.
Manuel Palacios, presidente do Inep.
Reprodução/TV Globo
Enem 2025: 1º dia de prova foi no domingo (9).
Angelo Miguel/MEC
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30/01 -
Participantes do Enem não conseguem acessar certificados do ensino médio anunciados pelo Inep: 'vou perder minha vaga', diz aluna
Aplicativo não oferece a opção de emitir declaração do ensino médio
Arquivo pessoal
Candidatos com mais de 18 anos que buscam usar a nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2025 para obter um "diploma escolar" não conseguiram emitir o documento nesta sexta-feira (30), quando, em tese, o documento deveria ter sido publicado na Página do Participante.
ATUALIZAÇÃO: O problema foi resolvido por volta das 13h desta sexta-feira. Leia a reportagem aqui.
Nas redes sociais, o Instituto Nacional de Estatísticas e Pesquisas Anísio Teixeira (Inep) e o Ministério da Educação (MEC) postaram, no início da manhã, que as declarações já estavam disponíveis. Nos comentários, há diversas queixas daqueles que não obtiveram o acesso.
Procurados pelo g1, os órgãos não haviam respondido até a última atualização desta reportagem.
"Estou com medo de perder minha vaga, se isso não der certo, terei de esperar mais um ano… ansiedade a mil abrindo o site pra ver se atualiza", diz Manoella Righi, de 22 anos, aprovada em Engenharia de Minas na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
Ela mostra que, na Página do Participante, só aparecem as notas de cada área do conhecimento, sem a opção de emitir a declaração (veja print no início da reportagem).
Manoella foi aprovada em Engenharia, mas corre o risco de perder a vaga
Arquivo pessoal
O mesmo ocorre com Petrus Alves, que tentou também pelo site, e não só pelo app. Ele foi aprovado no Sisu e, sem esse documento, pode perder a vaga. "Já revirei a página inteira", conta.
Sara Cristina, de Contagem (MG), passou a manhã de sexta-feira tentando obter a declaração. No caso dela, a universidade em que foi aprovada só aceita inscrições até o fim do dia.
"É ruim, porque deixa a gente muito ansiosa e apreensiva. A gente já passou por erro antes, ficou esperando, e agora de novo essa demora sem resposta clara", diz.
E Gabrielly Oliveira, de 27 anos, corre o risco de perder sua vaga na lista de espera da Universidade Federal de Joinvile e no Programa Universidade para Todos (Prouni), caso seja aprovada.
"Se uma pessoa desistir, eu sou chamada... e pela última parcial do Prouni, vou conseguir bolsa 100%. Mas fiquei com medo de perder essas oportunidades por causa do Inep", afirma.
Post no Instagram do Inep e do MEC diz que declarações estão disponíveis
Reprodução/Redes sociais
Solução já era 'improviso'
Essa já seria uma solução emergencial para outro problema revelado pelo g1: mesmo com a proximidade das matrículas no ensino superior (início de fevereiro), os estudantes que precisavam do certificado de conclusão do ensino médio para entrar na faculdade não haviam recebido nenhuma informação do Inep.
O órgão só se manifestou após ser questionado pela reportagem. Veja a linha do tempo:
26/01: Presidente do Inep, Manuel Palacios, diz ao g1 que um aplicativo será lançado para a emissão on-line dos documentos. Como isso só ocorreria em março, universidades seriam avisadas da necessidade de aceitarem a matrícula mesmo sem esse certificado.
27/01: Inep volta atrás e diz que houve uma confusão, porque, na verdade, não haveria um app, e sim uma plataforma. Essa página seria lançada em março, mas ninguém seria prejudicado: em 30 de janeiro, os candidatos aptos conseguiriam emitir uma declaração provisória na Página do Participante, para apresentarem no ato da matrícula na universidade.
30/01: Inep e MEC afirmam que documentos provisórios estão disponíveis. Alunos não conseguem acessá-los.
02/02: Início das matrículas no Sisu (e em outras universidades públicas e privadas)
Por decisão do Ministério da Educação (MEC) comunicada em maio do ano passado, o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) voltou, após 9 anos, a ser aceito como certificado de conclusão da educação básica.
📝 Quem pode solicitar o certificado? Por que a ausência dele gerou ansiedade nos alunos?
Enem como diploma escolar: alunos não conseguem documento e temem perder vaga na faculdade
Funciona da seguinte forma: alunos com mais de 18 anos que não terminaram os estudos poderiam obter o “diploma escolar” caso tirassem mais de 450 pontos em cada área do conhecimento e mais de 500 na redação.
➡️Sem esse certificado, os aprovados no Sistema de Seleção Unificada (Sisu) ou em qualquer vestibular não poderiam entrar na universidade.
Ou seja, os estudantes não conseguiam, antes dos anúncios do Inep, descobrir quais institutos federais e/ou secretarias de educação firmaram parceria com o órgão para gerar o “diploma”.
“Passei em psicologia, mas não consigo me matricular sem o certificado. O Inep não fala nada. Fui ao IFSP [Instituto Federal de São Paulo] e à Secretaria de Educação de SP para ter informações, mas ninguém sabia. Provavelmente, perderei minha vaga”, diz Diogo Augusto, de 21 anos.
Manuel Palacios, presidente do Inep.
Reprodução/TV Globo
Enem 2025: 1º dia de prova foi no domingo (9).
Angelo Miguel/MEC
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30/01 -
Unesp divulga resultado de aprovados na 1ª chamada do vestibular
Portaria 1 da Unesp de Bauru (SP)
Clara Sganzerla/g1
A Universidade Estadual Paulista (Unesp) divulgou nesta sexta-feira (30) o resultado final do Vestibular 2026.
Os candidatos convocados para matrícula na primeira chamada poderão consultar o resultado no site da Fundação Vunesp (www.vunesp.com.br), responsável pela organização do vestibular, ou pelo link abaixo:
Unesp 2026 - Lista de convocados para matrícula virtual - 1ª chamada
Ao todo, 5.867 vagas em cursos de graduação são oferecidas pela universidade.
Veja os vídeos que estão em alta no g1
Matrícula
A matrícula em primeira chamada será realizada de 2 a 4 de fevereiro.
O processo será de forma virtual, pelo site da Vunesp ou diretamente pelo Sistema de Graduação da Unesp (Sisgrad), no endereço sistemas.unesp.br/calouros.
O calendário completo de matrículas contempla oito chamadas para o Vestibular Unesp e quatro para o Unesp-Enem.
O Manual do Candidato de cada seleção está disponível para consulta nos sites da Unesp (vestibular.unesp.br) e da Vunesp.
Distribuição de vagas por cidade
Os cursos da Unesp estão distribuídos em 24 cidades do estado de São Paulo. Confira o número de vagas por município:
Araçatuba: 112 vagas
Araraquara: 678 vagas
Assis: 309 vagas
Bauru: 899 vagas
Botucatu: 478 vagas
Dracena: 62 vagas
Franca: 328 vagas
Guaratinguetá: 243 vagas
Ilha Solteira: 234 vagas
Itapeva: 58 vagas
Jaboticabal: 224 vagas
Marília: 351 vagas
Ourinhos: 46 vagas
Presidente Prudente: 461 vagas
Registro: 56 vagas
Rio Claro: 373 vagas
Rosana: 50 vagas
São João da Boa Vista: 62 vagas
São José do Rio Preto: 344 vagas
São José dos Campos: 96 vagas
São Paulo: 185 vagas
São Vicente: 64 vagas
Sorocaba: 64 vagas
Tupã: 90 vagas
Sistema de reserva de vagas
Metade das vagas de cada curso é destinada a estudantes que cursaram todo o ensino médio em escolas públicas, por meio do Sistema de Reserva de Vagas para a Educação Básica Pública (SRVEBP).
Dentro desse percentual, 35% das vagas são destinadas a candidatos que se autodeclarem pretos, pardos ou indígenas. Esse total inclui 934 vagas do Provão Paulista, reservadas exclusivamente para estudantes da rede pública.
Segundo a Unesp, o sistema de reserva tem garantido, desde o Vestibular 2017, a maioria de ingressantes vindos de escolas públicas.
Unesp reserva vagas para o Enem pela primeira vez no vestibular
Veja Mais
30/01 -
PGR recomenda ao STF suspensão de lei que proíbe cotas raciais em universidades de SC
PGR pede suspensão da lei de Santa Catarina que proibiu cotas raciais
A Procuradoria-Geral da República (PGR) recomendou que o Supremo Tribunal Federal (STF) suspenda a lei número 19722/2026, de Santa Catarina, que proíbe cotas raciais em universidades públicas, privadas e comunitárias que recebem verbas do governo estadual. O órgão argumentou que a norma pode interferir em processos seletivos e "gerar efeitos jurídicos irreversíveis".
A lei catarinense está em discussão em uma Ação Direta de Inconstitucionalidade no STF. Entraram com o processo o Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), em parceria com a União Nacional dos Estudantes (UNE) e a Educação e Cidadania de Afrodescendentes e Carentes (Educafro).
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Nessa mesma ação, o ministro Gilmar Mendes já havia pedido para o governo de Santa Catarina, a Assembleia Legislativa catarinense, que propôs a lei, e a Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), diretamente afetada pela norma, dessem explicações.
Na prática, a norma estadual já está suspensa, já que há uma outra ação no mesmo estilo que tramita no Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC).
PGR cita decisões anteriores do STF e urgência
No argumento ao STF, a PGR cita decisões anteriores do Tribunal sobre o assunto cotas raciais. Em uma delas, relacionada ao Distrito Federal, o Supremo entendeu que a interrupção abrupta dessa política, sem avaliação das consequências da descontinuidade e dos resultados alcançados "afrontaria os preceitos constitucionais" das ações feitas para promover a igualdade racial.
A Procuradoria demonstrou preocupação com os efeitos da lei catarinense em processos seletivos em curso ou que vierem a ser abertos no início do ano acadêmico, "capaz de gerar efeitos jurídicos irreversíveis ou de difícil reversão".
Por essa razão, recomenda a medida cautelar, que seria a suspensão da lei enquanto o STF não tomar a decisão se ela é ou não constitucional.
➡️ Apesar de, na prática, a norma já estar suspensa, a PGR acredita que o Supremo Tribunal Federal deve acolher a medida cautelar, para que seja garantido que a lei não esteja valendo até o julgamento final pelo STF.
Lei estadual proíbe cotas raciais e prevê multa por descumprimento
A lei 19722/2026 proíbe a adoção de cotas raciais no ingresso em universidades públicas estaduais ou entidades de ensino superior comunitárias e privadas que recebam verbas públicas do governo de Santa Catarina.
A regra vale para o ingresso de estudantes ou contratação de professores, técnicos e qualquer outro profissional em instituições de ensino superior públicas ou que recebam verbas públicas.
Com isso, o fim das cotas raciais deve atingir estudantes:
da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), que oferece atualmente 59 cursos presenciais de graduação, distribuídos em 13 centros de ensino;
instituições do sistema de Associação Catarinense das Fundações Educacionais (Acafe), que reúne 14 instituições e mais de 100 mil alunos;
faculdades privadas que recebem bolsas do programa Universidade Gratuita e do Fundo de Apoio à Educação Superior (Fumdesc).
A lei diz que ficam excluídas da proibição a reserva de vagas para:
Pessoas com Deficiência (PCD);
Estudantes vindos de instituições estaduais públicas de ensino médio;
Aquelas baseadas em critérios exclusivamente econômicos.
Em caso de descumprimento, a lei prevê as seguintes penalidades:
anulação do edital;
multa de R$ 100 mil por edital em desacordo com a lei;
corte dos repasses de verbas públicas;
agentes públicos responsáveis por fazer e publicar o edital serão submetidos a Procedimento Administrativo Disciplinar.
O que dizem governo de SC, Alesc e Udesc
Em resposta ao ministro Gilmar Mendes, o governo de Santa Catarina, a Alesc e a Udesc responderam o seguinte:
Governo de Santa Catarina: a Procuradoria-Geral de Santa Catarina disse em nota que “defenderá a constitucionalidade da norma sancionada”.
Alesc: a Assembleia Legislativa pediu a extinção da ação sem resolução de mérito e sustentou a inexistência de vícios na lei estadual.
Udesc: Em nota, declarou que "a universidade tem atualmente o concurso Vestibular em andamento, com duas formas de seleção iniciadas antes da aprovação da Lei 19.722, sancionada pelo Governo do Estado".
Sala de aula vazia em Santa Catarina
Jonatã Rocha/Secom/Divulgação
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30/01 -
Por que lei de SC que proíbe cotas raciais nas universidades é considerada inconstitucional e criticada por professores e ativistas
O enfrentamento à lei de cotas
Sancionada em agosto de 2012, a política nacional de cotas é considerada um marco das ações afirmativas no ensino público brasileiro. Atualmente, porém, enfrenta uma de suas maiores adversidades com a lei aprovada em Santa Catarina que proíbe o ingresso de estudantes, técnicos e professores por cotas raciais em universidades públicas, privadas e comunitárias que recebem verbas do Estado.
A lei 19722/2026 foi aprovada em 10 de dezembro na Assembleia Legislativa (Alesc) e sancionada pelo governador Jorginho Mello (PL) em 22 de janeiro. Desde então, a constitucionalidade da medida passou a ser alvo de críticas e questionamentos judiciais por professores, juristas, entidades e estudantes.
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Entenda o que diz a lei ponto a ponto
Entidades questionam constitucionalidade de lei aprovada
🎧 O ASSUNTO: como a proibição fere a Constituição
Suspensão na Justiça e questionamentos da OAB
Em uma das ações, a desembargadora Maria do Rocio Luz Santa Ritta, do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC), suspendeu de forma liminar (temporária) os efeitos da lei. Na decisão, ela argumentou que a lei catarinense "não se encontra ancorada em dados empíricos ou avaliações técnicas que demonstrem que as políticas de cotas atentariam contra a igualdade material".
O entendimento de que a lei contraria a Constituição também foi unânime pelas comissões de Igualdade Racial e Direito Constitucional da Ordem dos Advogados do Brasil de Santa Catarina (OAB-SC). Após reunião conjunta, a entidade concluiu pela existência de inconstitucionalidade formal e material.
“A vedação às políticas de cotas raciais representa um grave retrocesso no enfrentamento das desigualdades históricas no acesso ao ensino superior. Além de afrontar a Constituição, a medida ignora o papel das ações afirmativas como instrumentos legítimos de promoção da igualdade material e de justiça social”, avaliou Daíra Andréa de Jesus, diretora de Inclusão e Acessibilidade da OAB-SC.
Governo defende lei e caso chega ao STF
"Desigualdade" também é o argumento usado pelo Governo de Santa Catarina para defender a continuidade da lei. Em resposta ao ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), o estado afirmou que políticas como o programa Universidade Gratuita enfrentam a desigualdade com foco em vulnerabilidades objetivas "sem converter raça, etnia, gênero ou orientação sexual em chave administrativa de direitos".
Ao defender a permanência da lei, ainda no documento enviado ao Supremo Tribunal Federal, o governo de Santa Catarina argumenta que a norma não impede o ingresso de "negros, pardos, índios ou qualquer gênero ou orientação sexual" no ensino superior, desde que sejam hipossuficientes, pessoas com deficiência ou oriundos do ensino público.
A manifestação, assinada pela Procuradoria-Geral do Estado (PGE), foi apresentada no âmbito da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) que tramita no STF, questionando a lei catarinense.
O pedido de informações feito por Gilmar Mendes decorre de ação apresentada pelo Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), União Nacional dos Estudantes (UNE) e a Educafro. O PSOL também foi responsável pelo pedido na Justiça Estadual que resultou na suspensão da lei.
Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc)
Secom/Udesc
⚖️O que diz a lei?
A lei 19722/2026 proíbe a adoção de cotas raciais no ingresso em universidades públicas estaduais ou entidades de ensino superior comunitárias e privadas que recebam verbas públicas do governo de Santa Catarina.
A regra vale para o ingresso de estudantes ou contratação de professores, técnicos e qualquer outro profissional. Em caso de descumprimento, estão previstas penalidades como anulação do edital, multa de R$ 100 mil por edital, corte de repasses públicos e abertura de processo administrativo contra os responsáveis.
Quem é afetado pela proibição
O fim das cotas raciais deve atingir estudantes da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), que oferece atualmente 59 cursos presenciais de graduação, distribuídos em 13 centros de ensino, além de instituições do sistema de Associação Catarinense das Fundações Educacionais (Acafe), que reúne 14 instituições e mais de 100 mil alunos.
Também são impactadas faculdades privadas que recebem bolsas dos programas Universidade Gratuita e Fundo de Apoio à Educação Superior (Fumdesc). A lei exclui da proibição a reserva de vagas para pessoas com deficiência, estudantes oriundos do ensino médio público e critérios baseados exclusivamente em renda.
Especialistas veem retrocesso e violação constitucional
Para José Vicente, especialista em educação e reitor da Universidade Zumbi dos Palmares, o fim das cotas raciais - ainda que restrito a unidades estaduais de Santa Catarina - representa um dano irreparável na sociedade e vai contra o processo democrático alcançado pelas ações afirmativas.
José Vicente, especialista em educação e reitor da Universidade Zumbi dos Palmares
Christian Parente
"Se a medida a partir de agora não existir mais, todo esse processo que ajudava a democratizar, ajudava a fortalecer a representação social cai por terra e, da mesma maneira, no conjunto, produz um dano irreparável para a sociedade".
Vicente também destaca que a medida limita a diversidade no meio acadêmico, uma das características fundamentais das universidades. Para ele, o impacto sobre a inclusão é ainda mais preocupante em Santa Catarina, estado onde somente 23% da população é autodeclarada preta ou parda.
"Os negros e quilombolas que ficarão de fora dessa medida, para o ambiente acadêmico que vai ficar impossibilitado de acessar as dimensões desse pertencimento, dessa diversidade representada, da própria sociedade catarinense que, afinal de contas, vai ver uma medida justa de reparação e igualização, sendo destronada", reitera o especialista.
Governador de SC diz que 'universidade não tem cor'
Anielle Franco diz que Governo Federal estuda medidas contra lei
Tammy Fortunato, advogada e especialista em direito constitucional
Prefeitura de Porto Belo/Divulgação
A especialista em direito constitucional Tammy Fortunato reitera que a Constituição estabelece como objetivo fundamental a redução das desigualdades sociais. Para ela, a lei que extingue as cotas raciais em Santa Catarina vai na direção oposta ao texto constitucional.
"Trabalhando essa questão da extinção das cotas para as universidades estaduais, nós vemos que há uma violação da norma constitucional, porque as desigualdades sociais não serão reduzidas, sendo esse um dos objetivos da nossa constituição".
Já o advogado, professor e cientista político Roberto Wöhlke contexta o argumento do governo de que critérios exclusivamente econômicos seriam suficientes para promover igualdade no acesso à educação. Segundo ele, avaliar apenas a renda, avaliando números, não coloca em igualdade pessoas brancas e negras quando se trata de acesso à educação.
"A desigualdade racial é maior que as desigualdades econômicas. Então, entre uma pessoa preta e uma pessoa branca pobre, a pessoa preta terá mais consequências e vulnerabilidades sociais. Estatisticamente comprovado".
Roberto Wöhlke, advogado, professor e cientista político
Arquivo Pessoal
'Retrocesso de direitos', diz Fundação Palmares
A Fundação Cultural Palmares, instituição vinculada ao Ministério da Cultura, lamentou em nota na última sexta-feira (23) a sanção da lei pelo governo do estado.
Para a entidade, a medida representa um “retrocesso de direitos”, dificulta o combate ao racismo estrutural e viola princípios constitucionais de igualdade.
"A Fundação reafirma que não há democracia plena com exclusão. Defender ações afirmativas é defender o projeto constitucional de um país menos desigual, onde o acesso à universidade pública reflita a diversidade real do povo brasileiro — e onde a população negra não seja novamente empurrada para fora dos espaços que historicamente lhe foram negados".
Ainda segundo a Fundação, extinguir as políticas de cotas “sem base empírica robusta, sem debate público qualificado e sem mecanismos de transição” enfraquece compromissos previstos no Estatuto da Igualdade Racial e em acordos internacionais firmados pelo Brasil.
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29/01 -
O enfrentamento à lei de cotas – O Assunto #1649
O Tribunal de Justiça de Santa Catarina suspendeu, por decisão liminar, a lei sancionada pelo governador Jorginho Mello que proíbe cotas raciais e outras ações afirmativas em universidades e empresas que recebem recursos do estado. A medida interrompe, ao menos temporariamente, a aplicação da norma aprovada pela Assembleia Legislativa no fim de 2025.
Além da suspensão no TJ-SC, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, deu prazo de 48 horas para que o governo catarinense e a Alesc prestem esclarecimentos sobre a lei.
O episódio ocorre mais de uma década depois da aprovação da Lei de Cotas, em 2012, que mudou o perfil das universidades brasileiras, como explica Luiz Augusto Campos, professor do Instituto de Estudos Sociais e Políticos da UERJ. Em conversa com Natuza Nery, ele, que é coautor do livro "O Impacto das Cotas", analisa a constitucionalidade da lei e afirma: ela é um "atropelo ao pacto federativo brasileiro".
Convidado: Luiz Augusto Campos, professor do Instituto de Estudos Sociais e Políticos da UERJ e coautor do livro "O Impacto das Cotas".
O que você precisa saber:
Tribunal de Justiça suspende lei que proíbe cotas raciais nas universidades de SC
Gilmar Mendes dá 48h para governo de SC explicar lei
Cotas raciais são constitucionais e têm eficácia comprovada, defendem especialistas
O podcast O Assunto é produzido por: Mônica Mariotti, Amanda Polato, Sarah Resende, Luiz Felipe Silva e Carlos Catelan. Apresentação: Natuza Nery.
O enfrentamento à lei de cotas
O Assunto é o podcast diário produzido pelo g1, disponível em todas as plataformas de áudio e no YouTube. Desde a estreia, em agosto de 2019, o podcast O Assunto soma mais de 168 milhões de downloads em todas as plataformas de áudio. No YouTube, o podcast diário do g1 soma mais de 14,2 milhões de visualizações.
Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc)
Vinícius Graton/Secom Udesc
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29/01 -
Prazo de inscrição do Prouni do 1º semestre termina nesta quinta; saiba quem tem direito à bolsa
Como usar as notas do Enem para estudar no Brasil e no exterior
Termina nesta quinta-feira (29) o prazo de inscrição do Programa Universidade Para Todos (Prouni) do primeiro semestre de 2026. Quem ainda não se inscreveu tem até 23h59 de hoje para acessar o Portal Acesso Único (acessounico.mec.gov.br/prouni), utilizando o login gov.br.
👉🏾 O Prouni é um programa do Ministério da Educação (MEC) que oferece bolsas de estudo integrais (cobrem 100% da mensalidade) e parciais (50%) em instituições particulares de ensino superior.
Pode se inscrever quem participou do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em 2024 ou 2025 e obteve média mínima de 450 pontos nas áreas de conhecimento e nota superior a zero na redação. (Veja mais abaixo.)
Inscrições do Prouni 2026/1 terminam nesta quinta-feira (29).
Vitória Guimarães/Rede Amazônica
📅 Datas do Prouni 2026
Inscrições: 26 a 29 de janeiro
Resultado da primeira chamada: 3 de fevereiro
Resultado da segunda chamada: 2 de março
Manifestação de interesse na lista de espera: 25 e 26 de março
Resultado da lista de espera: 31 de março
📚 Quem pode se inscrever
Além de ter feito o Enem em 2024 ou 2025, ter obtido média de ao menos 450 pontos nas áreas do conhecimento e nota acima de zero na redação, o candidato precisa atender a pelo menos um dos pontos abaixo:
Ter cursado o ensino médio completo em escola da rede pública;
Ter cursado o ensino médio completo em escola privada como bolsista integral;
Ter cursado o ensino médio parcialmente em escola da rede pública e parcialmente em instituição privada, na condição de bolsista integral;
Ter cursado o ensino médio parcialmente em escola da rede pública e parcialmente em instituição privada com bolsa parcial ou sem a condição de bolsista; ou
Ter cursado o ensino médio completo em escola privada com bolsa parcial da respectiva instituição ou sem a condição de bolsista;
Ser pessoa com deficiência, na forma prevista na legislação; ou
Ser professor da rede pública de ensino, exclusivamente para os cursos de licenciatura e pedagogia, destinados à formação do magistério da educação básica.
📝 Como funciona
O candidato deve indicar, em ordem de preferência, até duas opções de curso (selecionando a instituição de ensino e o turno).
Depois, é necessário marcar se quer participar na modalidade de ampla concorrência ou de cotas.
Por fim, precisa monitorar, a cada dia, a nota parcial para aqueles cursos.
Se quiser, pode mudar suas escolhas (valerá a última opção marcada no período de inscrições).
Se o candidato estiver dentro da nota de corte e conseguir uma das vagas ao final do prazo de inscrição, ele constará como pré-selecionado.
✅ O que significa ser 'pré-selecionado'?
O candidato pré-selecionado ainda não é "dono" da vaga. Ela está reservada para ele, mas, antes de assumi-la, é necessário cumprir com as últimas etapas de seleção.
Ainda será preciso comprovar as informações prestadas no ato da inscrição (como a renda familiar per capita e o certificado de conclusão de curso em escola pública, por exemplo). Isso é feito na instituição de ensino na qual o aluno estudará no prazo indicado no edital.
Se não houver formação de turma, o aluno perderá a vaga. Poderá tentar participar da segunda chamada e da lista de espera (caso manifeste interesse).
💰 Renda
Para concorrer às bolsas integrais, o estudante deve ter renda familiar bruta mensal per capita de até um salário mínimo e meio (R$ 2.431,50 por pessoa).
Para as bolsas parciais, o limite da renda familiar bruta mensal per capita é de três salários mínimos (R$ 4.863 por pessoa).
👉🏾 Como calcular a renda familiar bruta mensal por pessoa?
Para saber se o aluno se encaixa nos critérios de renda, deve somar os salários de todos os que moram com ele e, depois, dividir pelo número de componentes do grupo.
Por exemplo: pai (R$ 2,3 mil por mês), mãe (R$ 1,7 mil por mês), candidato do Prouni (sem renda) e irmão mais novo (sem renda).
Somando os valores, chega-se ao total mensal de R$ 4 mil.
Depois, dividindo pelos 4 membros da família, o resultado é R$ 1 mil.
Esse é o valor que deve ser tomado como referência pelo Prouni. Como está abaixo de 1,5 salário mínimo per capita por pessoa (R$ 2.431,50), o candidato poderá concorrer à bolsa de estudos integral.
Salário dos professores será de R$ 5.130,63 em 2026; entenda o reajuste do piso
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29/01 -
Resultado da chamada regular do Sisu 2026 está disponível; saiba como consultar
Como usar as notas do Enem para estudar no Brasil e no exterior
O resultado da chamada regular do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) 2026 foi divulgado na madrugada desta quinta-feira (29). A lista de aprovados está disponível no site do programa (acessounico.mec.gov.br/sisu).
A edição seleciona alunos para o primeiro e o segundo semestres letivos deste ano. As inscrições ocorreram de 19 a 23 de janeiro.
👉🏾 O Sisu é o programa do governo federal que seleciona estudantes para instituições públicas de ensino superior, a partir do desempenho no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).
Fui aprovado, e agora? Quem for selecionado na chamada regular deve procurar a instituição de ensino a partir de 2 de fevereiro para seguir com o processo de matrícula. É importante conferir os prazos e etapas definidos pela instituição.
Não fui aprovado, ainda tenho chance? Quem ainda não conseguiu uma vaga pode acessar o site do programa de 29 de janeiro a 2 de fevereiro e manifestar interesse na lista de espera. Esses candidatos concorrerão às vagas que não forem preenchidas na chamada regular. Mas atenção: cada candidato poderá escolher apenas uma das duas opções de curso originais, e a divulgação dos selecionados na lista de espera, bem como os prazos da etapa, são de responsabilidade da instituição de ensino.
Resultado do Sisu 2026 sai nesta quinta (29).
Luana Silva/g1
Sobre o Sisu 2026
Em 2026, são 274,8 mil vagas em 7.399 cursos de graduação e 136 instituições públicas de ensino superior de todas as regiões do país.
E a edição trouxe uma novidade: neste ano, o Sisu permitiu que os candidatos submetessem notas de uma três edições mais recentes do Enem. Neste caso, Enem 2023, 2024 ou 2025. Até o ano passado, podiam se inscrever apenas quem havia feito a última edição do exame.
Além de ter feito o Enem em uma das três edições mais recentes, o candidato devia ter tirado nota acima de zero na redação e ter ensino médio completo.
Cronograma do Sisu 2026
Inscrições: 19 a 23 de janeiro (encerrado).
Resultado da chamada regular: 29 de janeiro.
Matrículas: a partir de 2 de fevereiro.
Manifestação de interesse na lista de espera: 29 de janeiro a 2 de de fevereiro.
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28/01 -
Aluno relata que professora ensinou protocolo incorreto em faculdade de medicina reprovada no Enamed: 'indignação'
Aluno relata que professora ensinou protocolo incorreto em faculdade reprovada no Enamed
O Fantástico procurou alunos de algumas faculdades que receberam notas 1 e 2 na avaliação do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed). A prova, aplicada a mais de 39 mil estudantes do último ano de medicina, revelou que mais de 30% dos cursos avaliados foram reprovados, enquanto quase 13 mil alunos não alcançaram o mínimo de 60% de acertos.
Um aluno de uma universidade reprovada no Rio de Janeiro, que não quis se identificar por medo de retaliação, conta que os colegas ficaram revoltados quando uma professora de patologia errou a prescrição de um medicamento em sala de aula.
Aluno: ensinou o protocolo errado, isso é um caso muito sério.
Repórter: Qual foi a reação dos alunos diante disso?
Aluno: Indignação, porque nossa futura profissão é lidar com vidas E se a gente erra um protocolo, nós podemos matar e aí é homicídio.
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Consequências e medidas anunciadas
De acordo com o Ministério da Educação, instituições com notas mais baixas no Enamed podem sofrer:
proibição de abertura de novas vagas,
redução de vagas existentes,
processos administrativos para corrigir falhas estruturais e pedagógicas.
O Conselho Federal de Medicina (CFM) também defende a aprovação do Profmed, exame obrigatório para obtenção do registro profissional após a formatura — proposta que deve avançar no Senado.
“É muito preocupante estarmos formando um percentual significativo de profissionais que estarão atendendo a população com lacunas graves de conhecimento”, afirmou o presidente do CFM.
Formação desigual e impacto na reputação
Para estudantes entrevistados, a deficiência no ensino não apenas compromete o desempenho no Enamed, mas afeta também suas perspectivas de carreira.
“A gente quer falar com orgulho de onde veio. A reputação da instituição pesa muito”, desabafou um aluno.
Os resultados completos do Enamed, segundo o MEC, estão disponíveis no portal do g1.
Aluno relata que professora ensinou protocolo incorreto em faculdade reprovada no Enamed
TV Globo/Reprodução
Veja a reportagem completa no vídeo abaixo:
O que os futuros médicos erraram numa prova básica e por que isso acendeu um alerta sobre a formação médica no Brasil
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ISSO É FANTÁSTICO
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27/01 -
Inep volta atrás e diz que não lançará aplicativo para emissão de diploma do ensino médio
Enem como diploma escolar: alunos não conseguem documento e temem perder vaga na faculdade
O Instituto Nacional de Estatísticas e Pesquisas Anísio Teixeira (Inep) voltou atrás e afirmou que não lançará um aplicativo para a emissão dos certificados de conclusão do ensino médio.
A informação sobre o app, com detalhes sobre seu desenvolvimento, havia sido comunicada ao g1 pelo presidente do órgão, Manuel Palacios, na segunda-feira (26). Um dia depois, nesta terça (27), ele disse à TV Globo que "se confundiu" e que "usou a palavra errada".
"Descobri depois que todo mundo pensa em aplicativo no celular. [Mas] é na plataforma que vai ter o processo de obtenção do certificado. Descobri nesse meio tempo que causou uma grande confusão", afirmou.
Nesse novo posicionamento, Palacios afirma que a emissão do documento — essencial para que os alunos sejam aceitos nas universidades — ocorrerá por meio da plataforma "Certificação Digital", um site que estará disponível a partir de 2 de março. O período de matrículas no ensino superior, no entanto, acontece em fevereiro.
É exatamente este o receio dos estudantes: que eles não obtenham o diploma a tempo. Entenda abaixo o impasse e a alternativa oferecida pelo Inep para que ninguém perca a vaga.
📝 Quem pode solicitar o certificado? Por que a ausência dele gera ansiedade nos alunos?
Por decisão do Ministério da Educação (MEC) comunicada em maio do ano passado, o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) voltou, após 9 anos, a ser aceito como certificado de conclusão da educação básica.
Funciona da seguinte forma: alunos com mais de 18 anos que não terminaram os estudos poderiam obter o “diploma escolar” caso tirassem mais de 450 pontos em cada área do conhecimento e mais de 500 na redação.
➡️Sem esse certificado, os aprovados no Sistema de Seleção Unificada (Sisu) ou em qualquer vestibular não poderiam entrar na universidade. E é aí que surge a preocupação deles: em uma semana, as matrículas serão abertas.
Estudantes ouvidos pela reportagem queixam-se de não conseguir emitir o documento a tempo de efetuarem a matrícula na universidade. Segundo eles, o Inep não responde às solicitações nem informa onde os certificados podem ser obtidos.
Ao g1, o órgão afirmou primeiro que lançaria um aplicativo, depois, que seria uma plataforma, disponível no início de março. Como as matrículas ocorrem em fevereiro, as instituições de ensino serão avisadas dessa "pendência" de documento, diz o instituto.
“Passei em psicologia, mas não consigo me matricular sem o certificado. O Inep não fala nada. Fui ao IFSP [Instituto Federal de São Paulo] e à Secretaria de Educação de SP para ter informações, mas ninguém sabia. Provavelmente, perderei minha vaga”, diz Diogo Augusto, de 21 anos.
Manuel Palacios, presidente do Inep.
Reprodução/TV Globo
Se a plataforma só entrará no ar em março, como fazer a matrícula?
Como as matrículas já terão se encerrado, as universidades serão oficialmente avisadas de que esse documento só será apresentado posteriormente.
“A Secretaria de Educação Superior está providenciando comunicação formal para todas as instituições de ensino, inclusive as vinculadas ao Sisu, informando que só a partir de 2 de março os certificados serão emitidos”, diz Palacios.
De imediato, o que os estudantes poderão apresentar às instituições de ensino é uma declaração de que alcançaram as notas mínimas para a emissão do certificado. Esse documento provisório estará disponível na Página do Participante, do Enem, na sexta-feira (30).
"Essa declaração servirá de base para o processo de admissão nas universidades, que deve começar na semana seguinte. A partir de 2 de março, na nossa plataforma, nós teremos o processo de obtenção do certificado digital de conclusão do ensino médio", diz o presidente.
Na tarde desta terça-feira, a USP, uma das principais universidades públicas do país, confirmou que aceitará o documento provisório.
Plataforma não havia sido anunciada antes
Até a publicação desta reportagem, o lançamento da plataforma não havia sido comunicado aos estudantes. No Diário Oficial da União, em 14 de janeiro de 2026, o Inep disse que “a lista dessas unidades será divulgada em portaria específica”.
No site do Inep, após uma busca detalhada, chega-se a duas páginas sobre o assunto: uma para abrir solicitação pelo Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN), outra pelo de Roraima (IFRR). Os hiperlinks para envio dos documentos, porém, não funcionam, e ninguém atende nas tentativas de contato telefônico.
“Eu mesmo consegui a nota suficiente para entrar na UFRN e fazer engenharia mecânica, porém, em poucos dias, terei que realizar a matrícula. Não consegui nenhuma informação sobre os certificados e temo perder a vaga”, conta Petrus Alves, estudante que prestou o Enem esperando obter o diploma do ensino médio.
Palacios tranquiliza os alunos e diz que, diferentemente do que ocorria até 2017, vai ser, sim, possível usar o resultado do Enem para obter o certificado e matricular-se na faculdade logo em seguida. Antes, os alunos precisavam esperar até o processo seletivo seguinte para se candidatar ao ensino superior.
Questionado sobre por que a plataforma não foi comunicada aos estudantes antes, ele diz que o Inep estava preparando um material para dar o aviso.
Por enquanto, segundo o presidente do órgão, o instituto federal que está colaborando para o funcionamento do aplicativo é o IFSP. “Queremos ter outros parceiros até março. Ao menos, um em cada região do Brasil. A vantagem é que vai ser tudo digital, sem precisar ir pessoalmente às instituições”, afirma.
Enem 2025: 1º dia de prova foi no domingo (9).
Angelo Miguel/MEC
📋 Passo a passo
Veja o passo a passo de como funcionará a solicitação pela plataforma:
1. Acesso ao sistema - o participante acessa a plataforma de Certificação Digital, usando o mesmo login do gov.br
2. Verificação de idade e alcance das notas - logo no início, o sistema verifica a idade do participante. Caso ele não tenha mais de 18 anos, não conseguirá prosseguir.
3. Confirmação de dados e escolha da instituição para a emissão do certificado (como o IFSP) -
4. Envio da solicitação - após essa escolha, o pedido entra em uma fila digital da instituição certificadora selecionada.
5. Análise pela instituição certificadora - as instituições certificadoras acessam o sistema e autorizam a emissão do certificado.
6. Autorização e registro da emissão - quando a instituição aprova a solicitação:
A emissão do certificado é autorizada com assinatura digital via gov.br;
O sistema registra informações como data, horário, tipo de certificado e um código de validação digital, garantindo a autenticidade do documento.
7. Recebimento do certificado - depois da autorização:
O participante recebe o certificado por e-mail; ou
Pode fazer o download diretamente na plataforma.
8. Consulta e validação: as Instituições de Ensino Superior consultam o sistema para confirmar a validade da emissão.
Veja Mais
27/01 -
Enamed: questões sobre pediatria, ginecologia e saúde mental estão entre assuntos com maior índice de erro na prova
Enamed: pediatria, ginecologia e saúde mental lideram índice de erro
Questões sobre temas de pediatria, ginecologia e saúde mental foram os temas com maior índice de erro no Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed), de acordo com relatório do Inep — ao qual o Fantástico teve acesso com exclusividade.
A prova, aplicada a mais de 39 mil estudantes do último ano de medicina, revelou que mais de 30% dos cursos avaliados foram reprovados, enquanto quase 13 mil alunos não alcançaram o mínimo de 60% de acertos.
Questões simples, erros graves
A reportagem ainda destacou situações em que as questões eram consideradas fáceis, mas o índice de erro surpreendeu. As perguntas abordam situações rotineiras da atenção primária — como dengue, dor de cabeça e doença de Parkinson.
66% erraram uma questão sobre manejo da dengue em casos de sintomas graves.
65% erraram o procedimento inicial diante de dor de cabeça persistente com sinais de inflamação vascular.
56% não conseguiram identificar medicamentos básicos usados no tratamento da doença de Parkinson.
O Inep classificou as questões como de baixa dificuldade, cujo conteúdo deveria ser de domínio obrigatório para quem já passou por estágios e teve contato real com pacientes.
Enamed: leia questões consideradas fáceis para alunos de Medicina que tiveram alto índice de erros
Estudantes relatam falhas estruturais e falta de especialistas
Diversos alunos apontam problemas na formação, que vão desde a falta de professores especializados até a ausência de hospitais‑escola para treinamento prático.
Um estudante do Rio relatou que uma professora chegou a prescrever um medicamento errado em sala de aula, gerando revolta entre os colegas:
“Nossa futura profissão lida com vidas. Se erramos um protocolo, podemos matar alguém.”
Outra aluna, de uma instituição privada de Goiás, afirma que a prática em consultórios lotados inviabiliza o aprendizado:
“São muitos alunos para um espaço muito pequeno.”
O mesmo quadro se repete entre bolsistas e alunos de faculdades com mensalidades superiores a R$ 10 mil, que alegam falta de infraestrutura, docentes sobrecarregados e acesso restrito a procedimentos básicos.
Consequências e medidas anunciadas
De acordo com o Ministério da Educação, instituições com notas mais baixas no Enamed podem sofrer:
proibição de abertura de novas vagas,
redução de vagas existentes,
processos administrativos para corrigir falhas estruturais e pedagógicas.
O Conselho Federal de Medicina (CFM) também defende a aprovação do Profmed, exame obrigatório para obtenção do registro profissional após a formatura — proposta que deve avançar no Senado.
“É muito preocupante estarmos formando um percentual significativo de profissionais que estarão atendendo a população com lacunas graves de conhecimento”, afirmou o presidente do CFM.
Formação desigual e impacto na reputação
Para estudantes entrevistados, a deficiência no ensino não apenas compromete o desempenho no Enamed, mas afeta também suas perspectivas de carreira.
“A gente quer falar com orgulho de onde veio. A reputação da instituição pesa muito”, desabafou um aluno.
Os resultados completos do Enamed, segundo o MEC, estão disponíveis no portal do g1.
Enamed: leia questões consideradas fáceis para alunos de Medicina que tiveram alto índice de erros entre os reprovados
Reprodução/TV Globo
Veja a reportagem completa no vídeo abaixo:
O que os futuros médicos erraram numa prova básica e por que isso acendeu um alerta sobre a formação médica no Brasil
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27/01 -
Por que o termo 'esquimó' foi cancelado, e o povo da Groenlândia prefere ser chamado 'inuíte'?
Por que termo 'esquimó' foi cancelado, e o povo da Groenlândia prefere ser chamado 'innuit
A Groenlândia, a maior ilha do mundo, voltou ao centro das atenções internacionais após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre o interesse americano na região por motivos de segurança nacional. Localizada no meio do Oceano Ártico, a ilha tem posição estratégica e é alvo de disputas geopolíticas, mas também carrega uma história marcada por colonização e apagamento cultural.
Um povo chamado de fora
Os primeiros habitantes da Groenlândia são os inuítes, um povo que durante muito tempo foi chamado de “esquimó”. O termo deixou de ser usado por ser considerado pejorativo. Segundo registros históricos, a palavra foi associada à ideia de “comedores de carne crua” e passou a representar uma visão de inferioridade criada por colonizadores.
“Esquimó” não é um nome escolhido por esse povo. Foi um rótulo imposto por estrangeiros e passou a carregar estereótipos sobre modo de vida e cultura. Por isso, atualmente, a população prefere ser identificada como inuíte, nome usado por eles próprios.
Por que a Groenlândia virou peça-chave na geopolítica global e nos planos de Trump
Vida tradicional antes da colonização
Durante séculos, os inuítes viveram na ilha confeccionando roupas com pele de urso polar e se alimentando de peixe recém-pescado. Essa forma de vida começou a mudar com a chegada dos vikings vindos da Islândia, que deram à ilha o nome de Groenlândia, que significa “terra verde”, numa estratégia para atrair mais pessoas, apesar do território ser majoritariamente coberto por gelo.
Dominação dinamarquesa e apagamento cultural
A Groenlândia se tornou colônia da Dinamarca sem que a população local fosse consultada. Os colonizadores criaram escolas onde apenas o dinamarquês era ensinado e impuseram a cristianização. Ao longo do tempo, tradições inuítes foram sendo apagadas.
A exploração econômica também marcou esse período. A Dinamarca passou a lucrar com a caça à baleia e com o comércio de peles de foca, produtos que tinham alto valor no mercado internacional. Em troca, houve pouco investimento na população local.
Dependência e problemas sociais
Hoje, a Groenlândia tem cerca de 56 mil habitantes e mantém planos de se tornar independente, mas enfrenta dificuldades para se sustentar financeiramente. Metade do dinheiro do território ainda vem da Dinamarca. A população tem acesso gratuito à educação e à saúde, mas o país sofre com altas taxas de alcoolismo e suicídio.
Interesse internacional e disputa pelo Ártico
Com o aquecimento global, o degelo do Ártico avança rapidamente. O fenômeno abre novas rotas marítimas e aumenta o interesse sobre os recursos minerais escondidos sob a camada de gelo da Groenlândia, essenciais para a produção de carros elétricos, turbinas eólicas, equipamentos eletrônicos e armamentos.
Esse cenário transformou o Oceano Ártico em área estratégica para as grandes potências. A região passou a ser vista como um espaço de disputa militar, com presença da OTAN e de bases russas.
Os primeiros habitantes da Groenlândia são os inuítes, povo que durante muito tempo foi chamado de 'esquimós'
TV Globo/Reprodução
Resistência
Autoridades locais rejeitam a ideia de que a Groenlândia possa ser tratada como um território à venda. “Nós não somos uma coisa que você possa comprar. Nós somos um povo. Esta é a nossa terra”, afirmam líderes do governo local.
Veja a reportagem completa no vídeo abaixo:
‘Eu quero a Groenlândia’: por que Donald Trump quer ampliar presença americana no Ártico
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27/01 -
Nem Austrália, nem Antártica: por que a Groenlândia é considerada a maior ilha do mundo
Conheça as belezas naturais da Groenlândia
Que a Groenlândia está no centro de uma disputa geopolítica e uma tentativa de anexação por parte dos Estados Unidos, você provavelmente já sabe. Mas sabia que a Groenlândia é a maior ilha do mundo?
O g1 já trouxe essa curiosidade em uma reportagem sobre sobre as belezas naturais e atrações ecoturísticas desse território, mas o que surpreendeu muitos leitores foi o fato de a Groenlândia ser considerada a maior ilha do mundo que não é continente.
“A área da Austrália é quase 4 vezes maior que a Groenlândia; como que a Groenlândia é a maior ilha do mundo? Sem falar da Antártica, que também é uma ilha e tem 7 vezes o tamanho da Groenlândia”, comentou um leitor.
Confusões como essa são compreensíveis, afinal, é verdade: com cerca de 2,16 milhões de quilômetros quadrados, a Groenlândia é menor em território do que a Austrália e a Antártica.
No entanto, os especialistas consideram que estes dois últimos são continentes e, portanto, a Groenlândia é fica com o título de maior ilha que não é continente.
Essa é a classificação adotada tanto pelo governo da Dinamarca e pelas autoridades locais quanto por instituições de referência, como a Enciclopédia Britannica, por exemplo.
Islândia e Groenlândia
Editoria de Arte/g1
Essa também é a versão trabalhada nas escolas brasileiras.
"A Austrália e a Antártica não entram na classificação [de ilhas] porque são consideradas continentes, mesmo estando cercadas por água", explica Greckson Ulisses, professor de Geografia do Cubo Global School.
E ele detalha:
Austrália: possui grande extensão territorial, crosta continental espessa, relação com uma grande placa tectônica e identidade geográfica própria, critérios que a classificam como continente.
Antártica: tem vasta massa de terra firme sob o gelo, crosta continental e dimensões continentais, o que também a exclui da categoria de ilha.
Em contrapartida, o professor dá características diferentes para uma ilha: de forma geral, é uma porção de terra cercada por água em todos os lados; menor que um continente; assentada sobre crosta continental ou fragmentos dela; sem autonomia tectônica equivalente à de um continente.
Montagem mostra os mapas da Groenlândia e da Austrália
Google Maps/Reprodução
O que é preciso para ser considerado um continente?
Não há um consenso ou uma regra geral para diferenciar ilhas e continentes, mas há alguns critérios físicos, geológicos e convenções científicas que são levados em conta.
Patricia Pietrobon, que leciona Geografia no Colégio Leonardo da Vinci, explica que fauna e flora geográficas e distinções antropológicas e geográficas são alguns dos aspectos considerados.
Outro ponto importante é a autonomia tectônica do território. A professora diz que, em geral, os continentes são circundados por grupos de placas específicas, quase como uma demarcação subterrânea dos territórios.
A Groenlândia, por exemplo, não possui placas próprias e compartilha as placas com a América do Norte.
E a Oceania? É uma região formada por milhares de ilhas e territórios no Oceano Pacífico Central e do Sul, que inclui a Austrália, o menor continente em termos de área total. Essa região engloba ainda Nova Zelândia, Nova Guiné e outras ilhas e arquipélagos menores.
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27/01 -
Alunos não conseguem diploma do ensino médio via nota do Enem; Inep diz que app está em desenvolvimento
Enem como diploma escolar: alunos não conseguem documento e temem perder vaga na faculdade
Por decisão do Ministério da Educação (MEC) comunicada em maio do ano passado, o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) voltou, após 9 anos, a ser aceito como certificado de conclusão da educação básica.
Alunos ouvidos pela reportagem, no entanto, queixam-se de não conseguir emitir o documento a tempo de efetuarem a matrícula na universidade. Segundo eles, o Instituto Nacional de Estatísticas e Pesquisas Anísio Teixeira (Inep) não responde às solicitações nem informa onde os certificados podem ser obtidos.
Ao g1, o órgão afirma que lançará um aplicativo até o início de março para que o procedimento seja digital. Como as matrículas ocorrem em fevereiro, as instituições de ensino serão avisadas dessa "pendência" de documento, diz o instituto.
(ATUALIZAÇÃO: O Inep voltou atrás sobre o desenvolvimento de um aplicativo. O presidente do órgão, Manuel Palacios, disse nesta terça (27) que "se confundiu" e que o acesso será por meio de uma plataforma.)
📝 Quem pode solicitar o certificado? Por que a ausência dele gera ansiedade nos alunos?
Funciona da seguinte forma: alunos com mais de 18 anos que não terminaram os estudos poderiam obter o “diploma escolar” caso tirassem mais de 450 pontos em cada área do conhecimento e mais de 500 na redação.
Veja os vídeos que estão em alta no g1
➡️Sem esse certificado, os aprovados no Sistema de Seleção Unificada (Sisu) ou em qualquer vestibular não poderiam entrar na universidade. E é aí que surge a preocupação deles: em uma semana, as matrículas serão abertas, mas, até esta segunda-feira (26), o Inep não havia divulgado quais instituições poderiam emitir o documento.
Ou seja, os estudantes não conseguiam descobrir quais institutos federais e/ou secretarias de educação firmaram parceria com o Inep para gerar o “diploma”.
“Passei em psicologia, mas não consigo me matricular sem o certificado. O Inep não fala nada. Fui ao IFSP [Instituto Federal de São Paulo] e à Secretaria de Educação de SP para ter informações, mas ninguém sabia. Provavelmente, perderei minha vaga”, diz Diogo Augusto, de 21 anos.
Manuel Palacios, presidente do Inep.
Reprodução/TV Globo
📱 'Aplicativo será lançado a tempo', diz Palacios
Ao g1, com exclusividade, o presidente do órgão, Manuel Palacios, afirmou que um aplicativo digital será lançado até o final de fevereiro, para que, em 2 de março, os alunos possam fazer a solicitação do certificado de forma on-line.
Como as matrículas já terão se encerrado, as universidades serão oficialmente avisadas de que esse documento só será apresentado posteriormente.
“A Secretaria de Educação Superior está providenciando comunicação formal para todas as instituições de ensino, inclusive as vinculadas ao Sisu, informando que só a partir de 2 de março os certificados serão emitidos”, diz Palacios.
Diploma digital de ensino superior passa a ser obrigatório no Brasil: entenda o que muda
Até a publicação desta reportagem, o lançamento da plataforma não havia sido comunicado aos estudantes. No Diário Oficial da União, em 14 de janeiro de 2026, o Inep disse que “a lista dessas unidades será divulgada em portaria específica”.
No site do Inep, após uma busca detalhada, chega-se a duas páginas sobre o assunto: uma para abrir solicitação pelo Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN), outra pelo de Roraima (IFRR). Os hiperlinks para envio dos documentos, porém, não funcionam, e ninguém atende nas tentativas de contato telefônico.
“Eu mesmo consegui a nota suficiente para entrar na UFRN e fazer engenharia mecânica, porém, em poucos dias, terei que realizar a matrícula. Não consegui nenhuma informação sobre os certificados e temo perder a vaga”, conta Petrus Alves, estudante que prestou o Enem esperando obter o diploma do ensino médio.
Palacios tranquiliza os alunos e diz que, diferentemente do que ocorria até 2017, vai ser, sim, possível usar o resultado do Enem para obter o certificado e matricular-se na faculdade logo em seguida. Antes, os alunos precisavam esperar até o processo seletivo seguinte para se candidatar ao ensino superior.
“É um sistema novo. A gente está desenvolvendo há algum tempo, mas a solução digital era a única maneira que tudo ocorresse a tempo do Sisu 2026”, afirma Palacios.
Questionado sobre por que o app não foi comunicado aos estudantes antes, ele diz que o Inep estava preparando um material para dar o aviso.
Por enquanto, segundo o presidente do órgão, o instituto federal que está colaborando para o funcionamento do aplicativo é o IFSP. “Queremos ter outros parceiros até março. Ao menos, um em cada região do Brasil. A vantagem é que vai ser tudo digital, sem precisar ir pessoalmente às instituições”, afirma.
Enem 2025: 1º dia de prova foi no domingo (9).
Angelo Miguel/MEC
📋 Passo a passo
Veja o passo a passo de como funcionará a solicitação pelo app:
1. Acesso ao sistema - o participante acessa a plataforma de Certificação Digital, usando o mesmo login do gov.br
2. Verificação de idade e alcance das notas - logo no início, o sistema verifica a idade do participante. Caso ele não tenha mais de 18 anos, não conseguirá prosseguir.
3. Confirmação de dados e escolha da instituição para a emissão do certificado (como o IFSP) -
4. Envio da solicitação - após essa escolha, o pedido entra em uma fila digital da instituição certificadora selecionada.
5. Análise pela instituição certificadora - as instituições certificadoras acessam o sistema e autorizam a emissão do certificado.
6. Autorização e registro da emissão - quando a instituição aprova a solicitação:
A emissão do certificado é autorizada com assinatura digital via gov.br;
O sistema registra informações como data, horário, tipo de certificado e um código de validação digital, garantindo a autenticidade do documento.
7. Recebimento do certificado - depois da autorização:
O participante recebe o certificado por e-mail; ou
Pode fazer o download diretamente na plataforma.
8. Consulta e validação: as Instituições de Ensino Superior consultam o sistema para confirmar a validade da emissão.
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26/01 -
É #FAKE que professores terão de pagar 27% de Imposto de Renda após reajuste do piso salarial para R$ 5.130,63
Professores não pagarão 27% de IR
g1
Circulam nas redes sociais publicações afirmando que professores vão ter de pagar 27% de Imposto de Renda, após o recente aumento que elevou o piso salarial desses profissionais para R$ 5.130,63. É #FAKE.
selo fake
g1
🛑 O que dizem as publicações?
Uma delas viralizou neste sábado (24) no X, onde já ultrapassou 151,8 mil visualizações. O post mostra uma imagem com o seguinte texto: "Professor não tem paz um minuto. Reclamou do aumento de R$ 18,00, o governo deu um aumento de 5,4%. R$ 4.867,77 + 5,4% = R$ 5.119.81. Agora vai ter que pagar 27% de IR. R$ 5.119,81 - 27% = R$ 3.737,46. De R$ 4.867,77 para R$ 3.737,46 teve uma redução de R$ 1.130,00".
Mas isso não é verdade. Em novembro do ano passado, foi aprovada a lei que ampliou a faixa de isenção de IR para quem ganha até R$ 5 mil por mês – além disso, ele prevê desconto decrescente para rendas entre R$ 5.001 e R$ 7.350. A regra entrou em vigor em 1º de janeiro e prevê percentual de 0,91% para a faixa de R$ 5.130,63 (salário mínimo dos professores). Já a alíquota máxima de 27,5% mencionada nas fakes pode ser aplicada apenas em caso de vencimentos mensais superiores a R$ 7.350 (leia mais abaixo).
Três dias antes de o conteúdo falso viralizar, o presidente Lula (PT) assinou uma Medida Provisória que alterou critérios da Lei do Piso do Magistério, elevando o vencimento de R$ 4.867,77 para R$ 5.130,63, que representa um aumento de R$ 262,86 (5,4%). Esse novo salário entra em vigor já no próximo pagamento e se aplica a profissionais que trabalham 40 horas semanais.
A regra anterior a essa mudança previa uma elevação de R$ 4.867,77 para R$ 4.885,78, ou seja, um acréscimo de R$ 18 (ou 0,37%).
⚠️ Por que isso é mentira?
Em 22 de janeiro, o site da Receita Federal publicou um texto com este título: "Receita Federal orienta sobre regras do Imposto de Renda e rebate informações falsas sobre tributação de professores". O comunicado diz: "Não procede a afirmação de que o reajuste do piso do magistério levaria automaticamente os professores a pagar mais Imposto de Renda. Os profissionais da educação são diretamente beneficiados pela redução prevista na Lei nº 15.270/2025, que ampliou a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil por mês e reduziu o imposto devido para rendimentos entre R$ 5.000,00 e R$ 7.350,00".
Na nota, o órgão faz o seguinte comparativo entre as situações de 2025 e 2026: "Em 2025, com o piso salarial de R$ 4.867,77, um professor pagava cerca de R$ 283,14 de Imposto de Renda retido na fonte por mês (considerando o desconto simplificado). Já em 2026, com o piso reajustado para R$ 5.130,63, esse mesmo profissional passará a pagar apenas R$ 46,78 de imposto mensal".
Usando o valor do novo piso salarial no campo "Rendimentos Tributáveis" do simulador de alíquota efetiva da própria Receita Federal, é possível encontrar que a alíquota efetiva do imposto de renda é de 0,91% -- e não os 27,5% mencionados nas peças de desinformação. O cálculo leva em consideração uma dedução simplificada de R$ 607,20 para o desconto do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Ao Fato ou Fake, Morvan Meirelles Costa Júnior, advogado tributarista e sócio do Meirelles Costa Advogado, explicou:"Qualquer aumento salarial pode ocasionar uma mudança de faixa de alíquota para fins de Imposto de Renda; por isso, quando se trata de reajuste de qualquer categoria de servidores públicos, é preciso 'fazer as contas' para assegurar que o incremento seja efetivo, e não apenas nominal. [Nesse caso], ainda que haja alguma tributação, é de se reconhecer que houve um aumento salarial real, ainda que em proporção menor. É um fato".
Professores não pagarão 27% de IR
g1
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EUA não foram 'donos' da Groenlândia durante a 2ª Guerra Mundial
É #FAKE que EUA foram 'donos' da Groenlândia durante a 2ª Guerra e 'devolveram' a ilha
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26/01 -
Enamed: leia questões consideradas fáceis para alunos de Medicina que tiveram alto índice de erros entre reprovados
Enamed: leia questões consideradas fáceis para alunos de Medicina que tiveram alto índice de erros entre os reprovados
O Fantástico teve acesso ao relatório do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed), que teve mais de 30% dos cursos reprovados. A reportagem mostrou questões consideradas fáceis que tiveram alto índice de erro entre os 13 mil alunos reprovados, que acertaram menos de 60% da prova. As perguntas abordam situações rotineiras da atenção primária — como dengue, dor de cabeça e doença de Parkinson. Leia, abaixo, as questões na íntegra, conforme apresentadas no exame, e veja as respostas corretas.
📌 QUESTÃO 26 — Dengue (classificação e manejo)
Enunciado
Homem de 34 anos se dirige à Unidade Básica de Saúde (UBS) com febre (38,5 °C), dores de moderada intensidade e manchas no corpo há 3 dias. No dia da consulta, iniciou com vômitos incoercíveis. Exame físico: prostrado, mucosas coradas, extremidades bem perfundidas. Pressão arterial de 120 x 80 mmHg, frequência respiratória de 16 irpm, frequência cardíaca de 80 bpm. Leve dor à palpação abdominal, sem outras alterações.
Qual a hipótese diagnóstica e o manejo, respectivamente?
Alternativas
A) Dengue grupo B. Prescrever hidratação oral, analgésico e antiemético; solicitar hemograma, plaquetas e antígeno NS1; realizar acompanhamento domiciliar após exames.
B) Dengue grupo C. Prescrever hidratação oral, analgésico e antiemético; solicitar hemograma, plaquetas e IgM; realizar acompanhamento ambulatorial após exames.
C) Dengue grupo A. Prescrever hidratação parenteral, analgésico e antiemético; solicitar hemograma, plaquetas e antígeno NS1; manter em leito de observação até estabilização.
D) Dengue grupo B. Prescrever hidratação parenteral, analgésico e antiemético; solicitar hemograma, plaquetas, antígeno NS1 e anticorpo IgM; manter em leito de observação até estabilização.
Resposta correta:
C) Dengue grupo A. Prescrever hidratação parenteral, analgésico e antiemético; solicitar hemograma, plaquetas e antígeno NS1; manter em leito de observação até estabilização.
📌 QUESTÃO 22 — Doença de Parkinson (terapia inicial)
Enunciado
Mulher de 65 anos iniciou quadro de lentidão dos movimentos há 6 meses, com dificuldade para amarrar sapatos, roupas e digitar. Ao caminhar, apresentava passos mais curtos e sensação de instabilidade, com 1 episódio de queda. Concomitantemente apresentou tremores nas mãos, de repouso, associados à rigidez e alteração do padrão do sono. Nega alterações de memória e cognição. Ao exame físico apresentava fácies em máscara, marcha em pequenos passos, frequência cardíaca de 88 bpm com ausculta sem alterações, pressão arterial de 130 x 80 mmHg, tremores assimétricos nos membros superiores, hipertonia em roda dentada.
A ressonância nuclear magnética realizada há 2 semanas constatou atrofia cerebral compatível com a idade.
O tratamento medicamentoso inicial recomendado para o caso clínico será:
Alternativas
A) levodopa e carbidopa.
B) donepezila e memantina.
C) propranolol e amantadina.
D) atorvastatina e baclofeno.
Resposta correta:
A) levodopa e carbidopa.
📌 QUESTÃO 86 — Cefaleia (arterite temporal e exame inicial)
Enunciado
Mulher de 55 anos, sem história de doenças crônicas, procura atendimento por queixa de cefaleia persistente em ambos os lados do crânio, associada a alterações de visão (amaurose fugaz e diplopia), cansaço e artralgias. Relata dor em couro cabeludo. Notou perda de peso (2 kg em 2 meses). Nega fotofobia ou fonofobia, febre ou náuseas, e afirma que não acorda de madrugada por conta da cefaleia. Nega qualquer problema de ordem emocional. Ao exame, a paciente encontra-se afebril, com pupilas isocóricas e sem rigidez de nuca.
Qual é o tipo de cefaleia dessa paciente, e qual exame seria útil na sua investigação preliminar, respectivamente?
Alternativas
A) Cefaleia primária (cefaleia tensional); nenhum exame é necessário.
B) Cefaleia secundária (hemorragia subaracnoidea); análise de líquor.
C) Cefaleia primária (migrânea); tomografia computadorizada de encéfalo.
D) Cefaleia secundária (arterite temporal); velocidade de hemossedimentação.
Resposta correta:
D) Cefaleia secundária (arterite temporal); velocidade de hemossedimentação.
Erros em perguntas básicas acendem alerta
O Inep classificou as questões como de baixa dificuldade, cujo conteúdo deveria ser de domínio obrigatório para quem já passou por estágios e teve contato real com pacientes. Mas a reportagem também revelou problemas estruturais relatados pelos próprios estudantes, como:
falta de hospital-escola,
salas de prática superlotadas,
professores ministrando disciplinas fora da própria especialidade,
procedimentos essenciais realizados poucas vezes durante a formação.
Casos de docentes ensinando protocolos incorretos em sala de aula também foram relatados por alunos de cursos mal avaliados.
Consequências e medidas anunciadas
De acordo com o Ministério da Educação, instituições com notas mais baixas no Enamed podem sofrer:
proibição de abertura de novas vagas,
redução de vagas existentes,
processos administrativos para corrigir falhas estruturais e pedagógicas.
O Conselho Federal de Medicina (CFM) também defende a aprovação do Profmed, exame obrigatório para obtenção do registro profissional após a formatura — proposta que deve avançar no Senado.
“É muito preocupante estarmos formando um percentual significativo de profissionais que estarão atendendo a população com lacunas graves de conhecimento”, afirmou o presidente do CFM.
Formação desigual e impacto na reputação
Para estudantes entrevistados, a deficiência no ensino não apenas compromete o desempenho no Enamed, mas afeta também suas perspectivas de carreira.
“A gente quer falar com orgulho de onde veio. A reputação da instituição pesa muito”, desabafou um aluno.
Os resultados completos do Enamed, segundo o MEC, estão disponíveis no portal do g1.
Enamed: leia questões consideradas fáceis para alunos de Medicina que tiveram alto índice de erros entre os reprovados
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O que os futuros médicos erraram numa prova básica e por que isso acendeu um alerta sobre a formação médica no Brasil
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26/01 -
Prouni 2026: como comprovar renda? Nota do Enem 2024 também vale? E se a inscrição travar? Tire dúvidas
Como usar as notas do Enem para estudar no Brasil e no exterior
As inscrições para o processo seletivo do Programa Universidade Para Todos (Prouni) do primeiro semestre de 2026 começam nesta segunda-feira (26). Os interessados podem participar até as 23h59 de 29 de janeiro pelo portal Acesso Único (acessounico.mec.gov.br/prouni), utilizando o login gov.br com CPF e senha.
O Prouni é um programa do Ministério da Educação (MEC) que oferece bolsas de estudo integrais (cobrem 100% da mensalidade) e parciais (50%) em instituições particulares de ensino superior.
Pode se inscrever quem participou do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em 2024 ou 2025 e obteve média mínima de 450 pontos nas áreas de conhecimento e nota superior a zero na redação.
Tire suas dúvidas abaixo:
Quando as inscrições abrem e fecham?
E se a tela travar na hora da inscrição?
Quem pode se inscrever?
Quais são os critérios de renda familiar?
Como calcular a renda familiar bruta mensal por pessoa?
Como comprovar a renda?
Como funciona a inscrição?
O que significa ser “pré-selecionado”?
Quando saem os resultados?
O que acontece após a pré-seleção?
Como funciona a lista de espera?
Inscrições do Prouni 2026 começam na segunda-feira (26)
Ana Marin/g1
📅 Quando as inscrições abrem e fecham?
O período de inscrição começou em 26 de janeiro de 2026 e termina às 23h59 do dia 29 de janeiro. O edital prevê apenas uma etapa, sem possibilidade de prorrogação. Veja o cronograma completo:
Inscrições: 26 a 29 de janeiro
Resultado da primeira chamada: 3 de fevereiro
Resultado da segunda chamada: 2 de março
Manifestação de interesse na lista de espera: 25 e 26 de março
Resultado da lista de espera: 31 de março
📌E se a tela travar na hora da inscrição?
Nas redes sociais, candidatos queixam-se da plataforma usada para a inscrição no Prouni. Fique atento: as primeiras e as últimas horas do processo seletivo tendem a registrar picos de acesso e lentidão no sistema. Não desista se perceber que o site está devagar (nem deixe para escolher os cursos perto do esgotamento do prazo).
Em caso de problemas técnicos, é possível buscar suporte oficial:
• Central de Atendimento do MEC: telefone 0800 616161.
Recomendações de Segurança
• Evite sites terceiros: Não utilize sites que não sejam do MEC para realizar ou alterar sua inscrição, para evitar problemas de engenharia social ou coleta indevida de dados.
• Sigilo de dados: Não compartilhe sua senha ou dados cadastrais com outras pessoas para não comprometer a segurança do seu processo.
📚 Quem pode se inscrever?
Pode participar do processo seletivo quem:
fez o Enem 2024 ou 2025;
obteve média mínima de 450 pontos nas quatro provas (ciências da natureza, ciências humanas, linguagens e matemática);
tirou nota acima de zero na redação.
Candidatos que participaram do exame na condição de treineiro não podem concorrer às bolsas.
Além disso, candidato precisa atender a pelo menos um dos pontos abaixo:
ter cursado todo o ensino médio em escola pública;
ter estudado parte em escola pública e parte em escola privada;
ter concluído o ensino médio integralmente em escola privada, com ou sem bolsa;
ser pessoa com deficiência;
ser professor da rede pública, no caso de cursos de licenciatura e pedagogia.
📌 Quais são os critérios de renda familiar?
O edital prevê dois tipos de bolsa, definidos a partir da renda familiar bruta mensal por pessoa:
🎓 Bolsa integral (100%): até 1,5 salário mínimo por integrante da família.
🎓 Bolsa parcial (50%): até 3 salários mínimos por integrante.
Professores da rede pública em exercício no magistério da educação básica não precisam comprovar renda para disputar bolsas em cursos de licenciatura e pedagogia.
📌 Como calcular a renda familiar bruta mensal por pessoa?
Para saber se o aluno se encaixa nos critérios de renda, deve somar os salários de todos os que moram com ele e, depois, dividir pelo número de componentes do grupo.
Por exemplo: pai (R$ 2,3 mil por mês), mãe (R$ 1,7 mil por mês), candidato do Prouni (sem renda) e irmão mais novo (sem renda).
Somando os valores, chega-se ao total mensal de R$ 4 mil.
Depois, dividindo pelos 4 membros da família, o resultado é R$ 1 mil.
Esse é o valor que deve ser tomado como referência pelo Prouni. Como está abaixo de 1,5 salário mínimo per capita por pessoa (R$ 2.431,50), o candidato poderá concorrer à bolsa de estudos integral.
📌Como comprovar a renda?
Segundo a Portaria Normativa MEC nº 1, de 2015, o candidato pré-selecionado no Prouni deve apresentar documentos que comprovem a renda bruta mensal de todos os integrantes do grupo familiar informados na inscrição. Essa documentação é usada pela instituição para verificar se o candidato se enquadra nos limites exigidos para bolsa integral ou parcial.
A portaria não impõe um único tipo de comprovante, mas estabelece que a renda pode ser demonstrada por documentos formais compatíveis com a situação de cada membro da família, como:
💼 Trabalhadores com vínculo formal
Comprovantes de remuneração mensal, que permitam identificar o valor bruto recebido.
🧾 Trabalhadores autônomos ou informais
Declarações que informem a atividade exercida e os rendimentos mensais, acompanhadas de documentos que permitam à instituição verificar essas informações.
👵 Aposentados e pensionistas
Comprovantes de recebimento de benefícios previdenciários ou assistenciais.
💸 Benefícios e auxílios
Documentos que comprovem o recebimento de pensão alimentícia, auxílio-doença, benefícios assistenciais ou outros rendimentos regulares.
🏠 Outras fontes de renda
Comprovação de ganhos provenientes de aluguel, arrendamento, pensões ou rendimentos similares, quando declarados na inscrição.
A portaria determina que:
todos os rendimentos declarados devem ser comprovados;
a instituição de ensino é responsável por analisar se a documentação é suficiente;
a renda considerada é a bruta, sem descontos;
o cálculo é feito com base na divisão do total da renda familiar pelo número de integrantes do grupo familiar.
Caso haja divergência entre os dados informados na inscrição e os documentos apresentados, a instituição pode indeferir a concessão da bolsa.
A norma também reforça que a prestação de informações falsas ou a apresentação de documentos inconsistentes pode resultar no cancelamento da bolsa a qualquer momento, inclusive após a matrícula.
📝 Como funciona a inscrição?
O candidato deve indicar, em ordem de preferência, até duas opções de curso (selecionando a instituição de ensino e o turno).
Depois, é necessário marcar se quer participar na modalidade de ampla concorrência ou de cotas.
Por fim, precisa monitorar, a cada dia, a nota parcial para aqueles cursos.
Se quiser, pode mudar suas escolhas (valerá a última opção marcada no período de inscrições).
Se o candidato estiver dentro da nota de corte e conseguir uma das vagas ao final do prazo de inscrição, ele constará como pré-selecionado.
✅ O que significa ser 'pré-selecionado'?
O candidato pré-selecionado ainda não é "dono" da vaga. Ela está reservada para ele, mas, antes de assumi-la, é necessário cumprir com as últimas etapas de seleção.
Ainda será preciso comprovar as informações prestadas no ato da inscrição (como a renda familiar per capita e o certificado de conclusão de curso em escola pública, por exemplo). Isso é feito na instituição de ensino na qual o aluno estudará no prazo indicado no edital.
Se não houver formação de turma, o aluno perderá a vaga. Poderá tentar participar da segunda chamada e da lista de espera (caso manifeste interesse).
📌 Quando saem os resultados?
O processo seletivo terá duas chamadas:
Primeira chamada: 3 de fevereiro de 2026
Segunda chamada: 2 de março de 2026
A consulta será feita no site oficial do Prouni.
📌 O que acontece após a pré-seleção?
O candidato deverá comprovar todas as informações declaradas na inscrição, apresentando a documentação exigida à instituição de ensino para a qual foi selecionado.
1ª chamada: de 3 a 13 de fevereiro de 2026
2ª chamada: de 2 a 13 de março de 2026
A entrega pode ocorrer de forma presencial ou virtual, conforme as regras da faculdade.
📌 Como funciona a lista de espera?
Quem não for selecionado nas chamadas regulares pode manifestar interesse na lista de espera nos dias 25 e 26 de março de 2026.
A relação dos convocados será divulgada em 31 de março, e a entrega da documentação deverá ser feita entre 31 de março e 10 de abril.
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26/01 -
Diretora de escola pública no interior de SP se emociona com aprovação de alunos na USP: 'Orgulho deles'
Provão Paulista: escola pública de Cravinhos tem 4 alunos aprovados em medicina na USP
Diretora da Escola Estadual Bairro Francisco Castilho em Cravinhos (SP), na região de Ribeirão Preto (SP), Silvana Pesati não esconde a felicidade ao saber das conquistas dos alunos que concluíram o Ensino Médio em dezembro de 2025. Até a última sexta-feira (23), 12 tinham sido aprovados em universidades públicas do estado de SP, quatro deles em medicina na USP.
“É uma felicidade imensa. Até o momento, 12 estudantes aprovados em universidades públicas. Não tenho nem palavras para expressar o sentimento que a gente tem de orgulho deles. E quatro em medicina na USP de Ribeirão Preto, é inédito para nossa escola. A gente entende que quando a escola acredita nos nossos estudantes, ela transforma o sonho em realidade”, diz.
Segundo Silvana, as aprovações reforçam o peso de ações de acolhimento e de protagonismo estudantil que têm sido realizadas nos últimos anos, bem como trabalhos de tutorias, análise de desempenho e orientação acadêmica.
"Toda a equipe pode falar, sim, que o nosso dever está sendo cumprido. A escola pública é de qualidade, a nossa escola é de qualidade."
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Alunos da Escola Estadual Bairro Francisco Castilho, em Cravinhos (SP), aprovados em universidades públicas de SP
Arquivo pessoal
De olho no futuro
Em 2022, a disciplina “Projeto de Vida” passou a integrar a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) voltada aos anos do Ensino Médio. Ela está alicerçada em pilares que trabalham desenvolvimento pessoal, social e profissional.
Mas em Cravinhos, os estudantes da Francisco Castilho começam a pensar no futuro ainda mais cedo. A professora Estéfani Barbosa da Silva explica que os primeiros passos na trajetória dos estudantes rumo ao vestibular são dados ainda na 6ª série do Ensino Fundamental.
“O Projeto de Vida é uma matéria que desde o 6º ano, quando são muito pequenos, eles são incentivados a achar as suas aptidões: do que gosta, do que tem interesse. Conforme os anos vão passando, a maturidade deles, a gente vai apresentando um novo mundo: a perspectiva do vestibular, a perspectiva de alcançar novos caminhos fora da escola. Então o Projeto de Vida é a base do ensino integral, engloba todo o sistema educacional deles aqui.”
A diretora Silvana Pesati, gestora da Escola Estadual Bairro Francisco Castilho em Cravinhos (SP)
Cacá Trovó/EPTV
Um dos trabalhos desenvolvidos nessa tutoria dentro da escola envolve conhecer experiências de quem também passou pela rede pública.
“A gente busca mostrar para eles a realidade. A gente trouxe os estudantes que são de universidades públicas, professores que foram de universidades públicas, que foram alunos da rede pública também. Eles têm uma noção do que pode ser feito dentro do Projeto de Vida para dar continuidade aos sonhos deles.”
O estudante João Vitor Souza dos Santos, de 18 anos, é um dos quatro estudantes aprovados em medicina na USP. Segundo ele, a opção pelo curso se deu em um contexto de afinidades não só pelas disciplinas regulares, mas da experiência de vida dele.
“Foi uma construção bem árdua, que demorou bastante tempo. Começou no 6º ano, quando eu entrei aqui. Eu sempre me interessei pela área de saúde, da biologia, como minha mãe, ela é dessa área, enfermagem. No Ensino Médio, eu tive o professor Edgar e ele me deu essa opção da medicina como realidade. Aí durante a tutoria com a professora Andrea, eu fui decidindo pelos cursos na área da saúde.”
Estudantes e professora do 3º ano do Ensino Médio da Escola Estadual Bairro Francisco Castilho em Cravinhos, SP
Cacá Trovó/EPTV
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Lições para a vida
Leonardo de Abreu Ribeiro, de 17 anos, também foi aprovado na medicina da USP. Ele acredita que as lições enquanto aluno da rede pública vão acompanhá-lo de agora em diante em sua trajetória na vida acadêmica.
Um dos conselhos que ele seguiu dos professores foi adquirir independência na hora de estudar, porque as tarefas não se limitavam ao tempo dele passado na escola.
“Não era um trabalho só na escola, mas um trabalho externo também. Acho que isso foi muito importante porque nos preparou. A gente ter essa responsabilidade de conseguir estudar em casa, independentemente dos professores, é muito importante para a graduação. Lá na faculdade, os professores não vão pegar na sua mão e falar que você precisa fazer isso, algo que é comum na escola”, afirma.
Alunos da Escola Estadual Bairro Francisco Castilho, em Cravinhos (SP), aprovados em universidades públicas de SP
Cacá Trovó/EPTV
'Provão Paulista não é mais fácil'
Os 12 alunos da escola Francisco Castilho foram aprovados nas universidades públicas por meio do Provão Paulista.
A avaliação seriada foi criada em 2023. A conquista da vaga é resultado das notas obtidas em provas aplicadas ao longo dos três anos do Ensino Médio. Participam estudantes matriculados em escolas estaduais e municipais do estado de São Paulo.
Em 2026, 15 mil vagas foram oferecidas em universidades como a Unicamp e a Unesp. Na USP, foram 1,5 mil, sendo 14 reservadas à medicina em Ribeirão Preto.
Presidente da Comissão de Graduação da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, Valdes Roberto Bolella afirma que o Provão Paulista é tão disputado quanto o vestibular por ampla concorrência.
“É uma reserva de vagas feita para os alunos das escolas públicas do estado de SP. Não é mais fácil passar por aí, é difícil igual. Mas, muitas vezes, o aluno da escola pública nem imagina que pode estudar na USP”, afirma.
Monique de Oliveira Silva e o colega João Vitor Souza dos Santos, aprovados na medicina da USP Ribeirão Preto por meio do Provão Paulista Cravinhos
Cacá Trovó/EPTV
A decisão de tentar uma vaga em medicina foi acompanhada de insegurança por Monique de Oliveira Silva, mas o incentivo dos professores foi essencial para que ela acreditasse na própria capacidade.
“Eu ficava meio receosa com a medicina, porque parecia muito distante da gente, vemos como uma coisa tão difícil. E aqui, dentro da escola, durante conversas mesmo da tutoria, ou durante o passar dos dias, a gente vai falando muito com os professores, e eles sempre confiaram na gente e instruíram de que era possível. Porque para a gente conseguir confiar em si mesmo, tem que ter alguém que confie na gente primeiro”, diz.
Aprovada na psicologia da Unesp de Bauru (SP), Ana Julia da Silva Crepaldi está orgulhosa em ser a primeira pessoa da família a ingressar em uma universidade pública.
“É a realização de um sonho para mim e para a minha família. É muita gratidão envolvida, orgulho e uma confiança dos professores, da diretoria, dos familiares. Ser aprovada em psicologia, não consigo descrever, sinceramente. Valeu a pena, muito esforço, muita dedicação.”
Confira a reportagem completa:
Alunos da escola pública de Cravinhos vão cursar medicina na USP de Ribeirão Preto
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26/01 -
Inscrições do Prouni do 1º semestre começam nesta segunda; saiba quem tem direito à bolsa
Como usar as notas do Enem para estudar no Brasil e no exterior
As inscrições para o processo seletivo do Programa Universidade Para Todos (Prouni) do primeiro semestre de 2026 começam nesta segunda-feira (26). Os interessados devem se inscrever até 23h59 de 29 de janeiro pelo portal Acesso Único (acessounico.mec.gov.br/prouni), utilizando o login gov.br com CPF e senha.
👉🏾 O Prouni é um programa do Ministério da Educação (MEC) que oferece bolsas de estudo integrais (cobrem 100% da mensalidade) e parciais (50%) em instituições particulares de ensino superior.
Pode se inscrever quem participou do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em 2024 ou 2025 e obteve média mínima de 450 pontos nas áreas de conhecimento e nota superior a zero na redação. (Veja mais abaixo.)
Inscrições do Prouni 2026 começam na segunda-feira (26)
Ana Marin/g1
📅 Datas do Prouni 2026
Inscrições: 26 a 29 de janeiro
Resultado da primeira chamada: 3 de fevereiro
Resultado da segunda chamada: 2 de março
Manifestação de interesse na lista de espera: 25 e 26 de março
Resultado da lista de espera: 31 de março
📚 Quem pode se inscrever
Além de ter feito o Enem em 2024 ou 2025, ter obtido média de ao menos 450 pontos nas áreas do conhecimento e nota acima de zero na redação, o candidato precisa atender a pelo menos um dos pontos abaixo:
Ter cursado o ensino médio completo em escola da rede pública;
Ter cursado o ensino médio completo em escola privada como bolsista integral;
Ter cursado o ensino médio parcialmente em escola da rede pública e parcialmente em instituição privada, na condição de bolsista integral;
Ter cursado o ensino médio parcialmente em escola da rede pública e parcialmente em instituição privada com bolsa parcial ou sem a condição de bolsista; ou
Ter cursado o ensino médio completo em escola privada com bolsa parcial da respectiva instituição ou sem a condição de bolsista;
Ser pessoa com deficiência, na forma prevista na legislação; ou
Ser professor da rede pública de ensino, exclusivamente para os cursos de licenciatura e pedagogia, destinados à formação do magistério da educação básica.
📝 Como funciona
O candidato deve indicar, em ordem de preferência, até duas opções de curso (selecionando a instituição de ensino e o turno).
Depois, é necessário marcar se quer participar na modalidade de ampla concorrência ou de cotas.
Por fim, precisa monitorar, a cada dia, a nota parcial para aqueles cursos.
Se quiser, pode mudar suas escolhas (valerá a última opção marcada no período de inscrições).
Se o candidato estiver dentro da nota de corte e conseguir uma das vagas ao final do prazo de inscrição, ele constará como pré-selecionado.
✅ O que significa ser 'pré-selecionado'?
O candidato pré-selecionado ainda não é "dono" da vaga. Ela está reservada para ele, mas, antes de assumi-la, é necessário cumprir com as últimas etapas de seleção.
Ainda será preciso comprovar as informações prestadas no ato da inscrição (como a renda familiar per capita e o certificado de conclusão de curso em escola pública, por exemplo). Isso é feito na instituição de ensino na qual o aluno estudará no prazo indicado no edital.
Se não houver formação de turma, o aluno perderá a vaga. Poderá tentar participar da segunda chamada e da lista de espera (caso manifeste interesse).
💰 Renda
Para concorrer às bolsas integrais, o estudante deve ter renda familiar bruta mensal per capita de até um salário mínimo e meio (R$ 2.431,50 por pessoa).
Para as bolsas parciais, o limite da renda familiar bruta mensal per capita é de três salários mínimos (R$ 4.863 por pessoa).
👉🏾 Como calcular a renda familiar bruta mensal por pessoa?
Para saber se o aluno se encaixa nos critérios de renda, deve somar os salários de todos os que moram com ele e, depois, dividir pelo número de componentes do grupo.
Por exemplo: pai (R$ 2,3 mil por mês), mãe (R$ 1,7 mil por mês), candidato do Prouni (sem renda) e irmão mais novo (sem renda).
Somando os valores, chega-se ao total mensal de R$ 4 mil.
Depois, dividindo pelos 4 membros da família, o resultado é R$ 1 mil.
Esse é o valor que deve ser tomado como referência pelo Prouni. Como está abaixo de 1,5 salário mínimo per capita por pessoa (R$ 2.431,50), o candidato poderá concorrer à bolsa de estudos integral.
Salário dos professores será de R$ 5.130,63 em 2026; entenda o reajuste do piso
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24/01 -
'Saí do meu grupo tóxico de mães porque não aguentava mais ser julgada'
Mulheres procuram grupos de mães para fugir do isolamento após o bebê nascer
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Martina adorou a ideia de entrar em um curso de sinais para bebês. Além de ensinar seu filho a se comunicar com simples gestos com as mãos, ela conseguiria conhecer outras mães na sua vizinhança.
Mas, depois da terceira sessão, ela pegou seu recém-nascido e foi embora. Martina se cansou de ser julgada.
Ela alimenta seu filho com mamadeira e conta que as outras mães ridicularizavam suas decisões como mãe. E também pareciam desaprovar sua escolha de ter o bebê por cesariana.
Sua impressão é que elas a consideravam uma mãe preguiçosa.
"Parecia que não importava o quanto eu tentasse", conta ela. "Aquelas mulheres simplesmente nunca iriam me receber bem."
Martina está na casa dos 30 anos e mora no País de Gales.
Ela conta que parecia que as mães do grupo estavam competindo entre si, como adolescentes na escola. E, na verdade, não estavam interessadas em conhecê-la mais a fundo.
Recentemente, a cantora e atriz americana Ashley Tisdale escreveu sobre um "grupo de mães tóxicas" do qual ela fazia parte. Ela relembra que algumas mães eram excluídas dos eventos, incluindo ela própria.
Foi uma reviravolta em relação às reflexões anteriores de Tisdale. Ela havia escrito anteriormente sobre os benefícios de participar em um grupo de mães, após o nascimento da sua primeira filha, em 2021.
A maternidade pode despertar insegurança, comparações e o medo da exclusão de maneiras quase primitivas, diz especialista
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A maternidade é "uma das mudanças de identidade mais profundas" que uma mulher pode vivenciar, segundo a psicóloga clínica Noëlle Santorelli. Ela escreveu sobre o que chama de "mães malvadas" ("mean girl moms").
"A maternidade pode despertar insegurança, comparações e o medo da exclusão de maneiras quase primitivas."
Ela explica que os conflitos, muitas vezes, são sutis. Além da exclusão, eles podem incluir fofocas e comentários passivo-agressivos.
Santorelli conta que muitas mães não sabem ao certo por que estão sendo excluídas, o que pode gerar "vergonha, confusão e culpa".
Martina afirma que o julgamento começou antes mesmo do nascimento do seu filho, agora com um ano de idade.
Ela instalou um aplicativo de rede social para novas mães e mulheres grávidas e começou a trocar mensagens com uma mulher que morava perto dela.
Martina achava que as duas estavam se dando bem, até que ela contou que teria seu bebê por cesariana eletiva. A outra mulher, então, parou de responder às mensagens dela.
"É por isso que fico tão nervosa ao entrar em grupos de bebês", conta Martina à BBC. "As pessoas julgam demais."
Ainda assim, ela reconhece por que o apoio mútuo é tão valioso, especialmente para novas mães como ela, que se sentem socialmente isoladas ou sofrem depressão pós-parto.
Foi esse tipo de isolamento que convenceu Rachel a buscar um grupo de mães na sua região, no Estado americano da Virgínia.
Na época com quase 30 anos, ela percebeu que os convites sociais que costumava receber dos amigos começaram a diminuir depois que ela teve seu primeiro filho.
'Pequenos mal-entendidos se acumulavam'
No começo, o grupo oferecia apoio. As crianças brincavam juntas, comemoravam aniversários e saíam de viagem.
Mas, ao longo dos anos, as pessoas começaram a discutir. Pequenos mal-entendidos se acumulavam e, às vezes, as crianças não se davam bem, relembra Rachel.
E havia quem sofresse ostracismo no grupo. Havia "sempre uma pessoa de fora" que era ridicularizada ou deixava de ser convidada para os eventos, segundo ela.
Até que chegou a vez de Rachel ser colocada de lado.
Ela conta que começou a deixar de receber convites para algumas reuniões e tentou abordar a questão em um encontro com as outras mães.
"A líder do grupo me deu um olhar fixo e disse: 'Você arruinou a minha noite.'" E Rachel foi excluída do grupo em seguida.
"Foi muito perturbador", ela conta. "Eu acordava no meio da noite repassando tudo o que eu havia dito e feito."
Mulheres relatam situações de exclusão em grupos de mães
SementsovaLesia via Getty Images
A psicóloga Santorelli recebe frequentemente questionamentos de mães querendo saber se devem esperar até que sejam lentamente excluídas dos grupos de mães ou abordar diretamente a questão com elas, o que pode colocar em risco a amizade entre as crianças.
"O confronto, muitas vezes, é considerado uma decisão 'saudável'", explica ela. "Mas, nesta dinâmica, às vezes pode amplificar os danos, especialmente quando há desequilíbrio de poder ou envolve o relacionamento das crianças."
Santorelli aconselha as mães a não partirem para o ataque no calor do momento.
"Em muitos casos, a retração gradual pode oferecer mais autoproteção, especialmente se forem relacionamentos que você não pode evitar totalmente", como na escola, na vizinhança e em equipes esportivas.
Mas Michelle Elman, autora do livro sobre o rompimento de amizades Bad Friend ("Amigo ruim", em tradução livre), tem uma opinião diferente.
"Se você não levantar o assunto, só existe um caminho: o fim da amizade", segundo ela. "Se você abordar a questão, irá oferecer às pessoas a oportunidade de mudar."
'Sofri bullying e fui expulsa do grupo'
Outra opção é desistir totalmente dos grupos de mães.
Quando Kelly tinha pouco mais de 30 anos, ela entrou em um desses grupos em Londres. Ela sentia que as outras mães tinham valores e situações financeiras diferentes, pois muitas trabalhavam no setor financeiro da cidade.
"Basicamente, sofri bullying e fui expulsa do grupo por uma mulher muito dominante", conta Kelly.
Ela acha que a mulher "queria ser a extrovertida" e talvez não tenha ficado muito feliz com o hábito de Kelly de fazer as outras mulheres rirem.
Kelly voltou para sua cidade natal e teve mais dois filhos. Mas não quis entrar em outros grupos e também não faz parte de nenhum grupo de WhatsApp da escola.
Ela levou seu filho mais novo para aulas sensoriais para bebês e, sem intenção, acabou rapidamente fazendo amizade com outra mãe.
"Somos muito próximas e nos ajudamos", ela conta. "Acho que nós duas temos um posicionamento muito similar sobre a criação de filhos, sem julgamentos, e tem sido muito bom."
Refletindo sobre o grupo de mães do qual fazia parte, Rachel reconhece que também contribuiu algumas vezes para uma dinâmica tóxica. Hoje, ela lamenta a situação e diz ter sido influenciada por uma "mentalidade de rebanho".
Havia uma mãe que estava sempre atrasada para a aula de pilates e Rachel conta que se juntava às outras, tirando sarro dela pelas costas.
"Por que éramos tão cruéis com ela por se atrasar para a aula de pilates?", questiona.
"É muito idiota. Mas quando é algo divertido, com fofocas, algo interessante, e você está no centro do grupo, você participa abertamente e não se sente mal."
"É claro que hoje me sinto horrível."
Martina, quando relembra a situação, percebe que também se pegou julgando outros pais, principalmente os que gritavam com seus filhos. Ela reconhece a ironia.
Agora, Martina procura um novo grupo de mães, mas a ideia a assusta — não só pelo medo de ser criticada, mas também por causa do comportamento dos pais, que poderá ser observado pelo seu filho.
"Não há solução perfeita", lamenta Martina.
"Quando você tem muitas amigas que não são mães, parece que elas não conseguem compreender como pode ser difícil. E se você tentar encontrar mães que realmente compreendem, é ainda pior. Elas irão julgar você."
Todos os nomes mencionados nesta reportagem são fictícios.
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23/01 -
Notas de corte do Sisu podem ser infladas por veteranos que fazem ‘inscrição fake’ para assustar candidatos
Inscrições no Sisu terminam hoje (23)
As notas de corte parciais do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) 2026 podem ter sido infladas por veteranos que, mesmo sem a intenção de entrar na universidade, fizeram inscrições “fake” no programa.
Esse impasse, já registrado em anos anteriores, ganha maior proporção na edição atual: pela primeira vez, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) passou a aceitar a inscrição de quem prestou o Enem não só em 2025, mas também em 2023 e 2024.
E, entre esses “veteranos” de edições passadas da prova, há quem esteja participando do processo seletivo mesmo sem a intenção de entrar em outra faculdade, mostram relatos obtidos pelo g1.
Em resumo, há duas principais motivações seguidas pelos “inscritos fake”:
assustar candidatos e afastar concorrência para ajudar amigos próximos;
colecionar aprovações e postá-las nas redes sociais.
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1- Assustar candidatos para ajudar amigos
Mensagem pede que alunos já matriculados usem notas antigas do Enem para 'assustar' concorrentes
Arquivo pessoal
Quem já está na faculdade e tirou nota alta no Enem 2023 ou 2024 tenta “reservar” uma vaga para amigos. A intenção é inflar a nota de corte parcial e assustar quem está interessado em se inscrever.
No fim desta segunda-feira (23), quando o sistema estiver quase fechando e mais nenhuma nota parcial for divulgada, essa pessoa retira a “inscrição fake” e abre espaço para o colega.
“Esse esquema de aceitar três notas do Enem faz com que os já matriculados usem as suas notas para segurar vaga para amigos e assustar concorrentes”, disse um estudante de medicina ao g1.
Outro afirma que já foi procurado para prestar esse “favor” e cadastrar sua nota do Enem 2023, mas não achou ético aceitar.
Apesar de a prática não desrespeitar normas do edital, desestabiliza estudantes que realmente estão lutando por uma vaga. Eles passam a fazer a escolha de curso “às cegas”, com base em notas que podem estar artificialmente mais altas.
➡️O g1 questionou o Inep sobre possíveis mudanças no Sisu 2027 (como voltar a usar apenas o Enem do ano mais recente). Até a última atualização desta reportagem, o órgão não havia respondido.
2- Postar que foi aprovado
Nesse caso, a pessoa não tem interesse em mudar de graduação nem de "reservar vaga" . O que ela busca é cantar vitória nas redes sociais e "colecionar" aprovações.
Para isso, coloca sua nota no Sisu e aguarda a publicação dos resultados. Caso veja seu nome na lista, posta que “entraria na UFF em Medicina”, por exemplo.
Resultado: a 1ª chamada pode ter participantes que, desde o início, já sabiam que não fariam a matrícula. Os demais, que realmente desejam estudar, precisarão aguardar as listas de espera (e provavelmente perderão as primeiras semanas de aula).
“Se você NÃO vai cursar aquele curso de jeito nenhum, não coloque [sua nota] no Sisu, pelo amor de Deus. Isso só atrapalha quem realmente vai se matricular se passar”, postou uma candidata nas redes sociais.
Busca de vagas do Sisu
Divulgação
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23/01 -
Fuvest divulga lista de aprovados na 1ª chamada do vestibular 2026
Candidatos de diferentes idades prestaram primeira fase da Fuvest 2026 em Ribeirão Preto (SP).
Érico Andrade/g1
A Fuvest divulgou na manhã desta sexta-feira (23) a lista de aprovados na primeira chamada do vestibular 2026 para ingresso na Universidade de São Paulo (USP).
Candidatos podem acessar a lista pelo site da fundação: https://www.fuvest.br/vestibular-da-usp ou clicar nos links abaixo.
FUVEST: Veja a lista de aprovados na primeira chamada aqui
ENEM-USP: Confira a lista de aprovados para a primeira matrícula aqui
Para garantir as vagas, os estudantes aprovados deverão realizar suas matrículas em duas etapas, ambas pela internet.
Pré-matrícula: entre as 8h de 27 janeiro e as 12h de 30 de janeiro;
Efetivação da matrícula: entre as 8h de 23 de fevereiro e as 12h de 25 de fevereiro.
🔴 A lista dos convocados na segunda chamada será divulgada em 3 de fevereiro, e na terceira chamada, em 10 de fevereiro.
Redação do vestibular da Fuvest muda depois de mais de 30 anos
Os estudantes que não foram aprovados podem manifestar interesse na Lista de Espera, entre 19 e 20 de fevereiro. A partir dessa relação, serão realizadas três chamadas para ocupar vagas remanescentes.
Para este ano letivo, a USP oferece 8.147 vagas, distribuídas entre ampla concorrência, egressos de escola pública e pessoas egressas de escolas públicas autodeclaradas pretas, pardas e indígenas.
As vagas são disputadas exclusivamente pelos candidatos que passam pelas duas fases do vestibular.
Como nos anos anteriores, o curso de medicina segue com a maior nota de corte: 80. Em seguida, aparecem os seguintes cursos: engenharias, psicologia SP, relações internacionais e direito. (Veja ranking.)
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23/01 -
As dicas de uma negociadora de sequestros sobre criação de filhos
O que é educação permissiva?
À primeira vista, ser mãe e trabalhar como negociadora de sequestros são atividades que não parecem ter muita relação entre si.
Mas alguém que desempenhou os dois papéis afirma ter aprendido truques na sua profissão que podem ajudar a lidar com as crianças em casa.
Nicky Perfect foi oficial da Polícia Metropolitana de Londres por mais de 30 anos, 10 deles como negociadora de crises e sequestros internacionais, na Unidade de Elite de Negociação de Crises e Sequestros da New Scotland Yard.
Nicky Perfect passou 10 anos como negociadora de sequestros da New Scotland Yard.
BBC
Ela conta que, às vezes, saber o que fazer ou dizer como pai ou mãe pode trazer a sensação de alto risco e fazer a diferença entre manter a paz e uma discussão ou até levar ao completo colapso.
Perfect contou à BBC três técnicas que ela aprendeu na sua carreira sob alta pressão, que irão ajudar você a ficar calmo e manter o controle como pai ou mãe.
1. Dê a eles uma 'escolha sem escolha'
As dicas de uma negociadora de sequestros sobre criação de filhos
Getty Images via BBC
As crianças costumam desafiar os limites. Muitas vezes, elas querem fazer o oposto do que você pede a elas.
Em situações como estas, em vez de reafirmar sua autoridade com a frase "porque eu mandei", Nick Perfect aconselha a tentar o truque da "escolha sem escolha".
Isso significa reformular a situação, continuando a oferecer uma escolha, mas de forma que a criança mantenha a sensação de controle e influência.
Perguntar a uma criança se ela quer colocar seu casaco em casa ou quando for sair, por exemplo, pode ajudá-la a se sentir ouvida, respeitada e envolvida, levando ao mesmo resultado.
Outro exemplo poderia ser oferecer a uma criança que se recusa a comer verduras a opção de comer couve ou brócolis.
Pode não funcionar sempre, mas irá ajudar a limitar a resistência imediata.
2. Espere 90 segundos antes de reagir
As dicas de uma negociadora de sequestros sobre criação de filhos
Getty Images via BBC
Ao lidar com temas sensíveis, Perfect aconselha não reagir por 90 segundos, para impedir que você reaja de forma emocional.
Um agente do FBI, certa vez, disse a ela: "Sua função na vida não é mudar as pessoas... Você não consegue... A única coisa que você pode escolher é como reagir."
É importante lembrar que esta escolha existe mesmo quando as emoções ameaçam sobrepujar o lado lógico do cérebro.
"A reação poderá ser simplesmente dizer: 'Quer saber? Estou com os nervos à flor da pele, agora. Preciso sair e pensar a respeito'", explica Perfect.
"Ou, talvez, você simplesmente não diga nada e ouça o que eles têm a dizer."
Como madrasta, ela precisou colocar este ponto em prática quando sua enteada reconheceu que gostaria de passar o dia de Natal com seu pai e seus irmãos, quando eles se mudaram para mais longe.
Internamente, Nicky Perfect queria desesperadamente que ela ficasse. Mas "em algum momento, você precisa apertar o botão de pausa... e dizer 'este é o seu Natal. É um dia na minha vida. O que você quer?'"
A aceitação tornou mais fácil para ela decidir como passar o próprio dia, além de planejar uma nova forma de comemorar em conjunto com sua enteada, antes ou depois da data.
3. Observe o ponto de vista deles
As dicas de uma negociadora de sequestros sobre criação de filhos
Getty Images via BBC
Para Nicky Perfect, ver o mundo do ponto de vista de outra pessoa, seja ela adulta ou criança, é fundamental.
É assim que você consegue convencer a outra pessoa dos benefícios da sua proposta, fazendo com que ela também se sinta ouvida.
"É o chamado 'poder da negociação', pois, se você oferecer às pessoas razões por que algo deveria ou não acontecer, é mais provável que elas aceitem", orienta ela.
"É questão de reconhecer e ser realmente honesto com as pessoas. Elas são muito mais receptivas à sua honestidade do que você pensa."
Pense em um problema comum, como a birra na hora de dormir. Muitas vezes, as crianças podem enfrentar dificuldade com a perda de autonomia trazida pelo súbito anúncio da hora de ir para a cama.
Uma solução, segundo Perfect, é imaginar como a criança se sente naquele momento, em vez de observá-la como um adulto.
Se eles estiverem se divertindo com os brinquedos e, de repente, chega a hora de ir dormir, pode parecer uma decisão abrupta e, naturalmente, isso irá perturbá-los.
Sua sugestão é preparar a criança assim que ela chegar em casa, incluindo a rotina noturna naturalmente nas conversas e reforçando a questão regularmente ao longo da noite.
Algo como "vamos jantar, assistir à televisão e, depois, é hora de dormir" oferece uma boa solução.
Com isso, a criança se sente mais envolvida e consciente do que vem pela frente, mesmo que não goste daquilo. E, com sorte, ela será menos birrenta.
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23/01 -
Ainda dá para tentar Medicina no Sisu 2026? Veja menores e maiores notas de corte no último dia de inscrições
Como usar as notas do Enem para estudar no Brasil e no exterior
O site do Sisu 2026 atualizou as notas de corte parciais nesta sexta-feira (23) pela última vez na edição, e o g1 aproveitou a oportunidade para listar as 10 maiores e as 10 menores notas de corte de cursos de Medicina que integram o programa.
Hoje, os participantes têm a última oportunidade para avaliar suas chances nos cursos de interesse antes do fechamento do sistema de inscrição. Os candidatos podem mudar as opções de curso até as 23h59.
🎓 Sisu significa Sistema de Seleção Unificada, e é o programa do governo federal que seleciona alunos para universidades públicas por meio de notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). As inscrições para a edição única de 2026 começaram na segunda-feira (19) e terminam nesta sexta-feira.
Medicina é um dos cursos mais concorridos, muitas vezes com as maiores notas de corte. Para se ter uma ideia, a maior nota de corte parcial do programa neste último dia é 864,82, menos de 85 pontos a mais que a menor nota (780,05).
🌡️ A nota de corte é a menor pontuação necessária para que o candidato fique na concorrência por uma das vagas disponíveis naquele determinado curso. Ela é atualizada diariamente durante o período de inscrição, podendo aumentar ou diminuir ao longo dos dias (entenda mais abaixo.) A última atualização foi disponibilizada às 5h de hoje.
O g1 consultou as notas mínimas dos 93 cursos de Medicina disponíveis no Sisu 2026 e listou aqueles com as maiores e as menores notas de corte do último dia. Foram consideradas apenas as notas aplicadas na ampla concorrência, aberta para alunos com todos os perfis.
10 menores notas de corte de Medicina
Inscrições do Sisu 2026 terminam nesta sexta (23).
Luana Silva/g1
10 maiores notas de corte de Medicina
Como as notas de corte parciais são calculadas
A cada dia do período de inscrições, o sistema calcula uma nota de corte parcial para cada curso, com base no número de vagas e no desempenho de quem já se inscreveu até aquele momento.
Por exemplo:
Suponha que Universidade Federal de Pelotas (UFPel) tem 5 vagas para o curso de Odontologia, e, no primeiro dia, 6 candidatos com as seguintes médias se inscreveram para elas:
Candidato 1: 892,13
Candidato 2: 870,79
Candidato 3: 846,45
Candidato 4: 838,62
Candidato 5: 825,09
Candidato 6: 815,80
Quando o sistema atualizou no segundo dia, a nota de corte parcial para as cinco vagas era 825,09, igual a média do quinto candidato, que estava, naquele momento, ocupando a última vaga disponível. Com isso, o sexto candidato estava abaixo da nota de corte parcial.
Ainda no segundo dia, um novo candidato se inscreveu para uma daquelas vagas:
Candidato 1: 892,13
Candidato 2: 870,79
Novo candidato: 865,40
Candidato 3: 846,45
Candidato 4: 838,62
Candidato 5: 825,09
Candidato 6: 815,80
Quando a nota de corte atualizou no terceiro dia, havia aumentou para 838,62, igual a nota do Candidato 4, que estava, então, ocupando a quinta colocação na disputa pelas vagas.
Assim, a nota de corte sempre dependerá da nota do candidato que ocupa a última posição dentro do número de vagas disponíveis.
E da mesma maneira que a nota de corte parcial pode aumentar ao longo dos dias, também pode diminuir caso um candidato bem colocado mude a opção de curso, por exemplo.
Vale lembrar que a nota do candidato é a média de seu desempenho no Enem. Neste ano, como passou a aceitar notas das três edições anteriores, o sistema considera a melhor nota ponderada do participante.
Notas de corte podem ser maiores no Sisu 2026
Neste ano, pela primeira vez, o Sisu permitirá que os candidatos usem notas das três edições mais recentes do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) — 2023, 2024 e 2025 — para buscarem uma vaga em universidades públicas.
De acordo com sete professores e coordenadores de colégios e cursinhos pré-vestibular ouvidos pelo g1, a mudança pode trazer impactos, como:
Notas de corte devem subir nos cursos mais concorridos.
Candidatos veteranos terão vantagem sobre os novatos.
Por um lado, regra pode favorecer quem tem possibilidade de fazer cursinho por anos; por outro, alunos de baixa renda ganham segunda chance de ingresso após terem desistido de fazer o Enem.
Ociosidade pode cair com número maior de candidatos. Ao mesmo tempo, haverá provavelmente mudanças de curso entre quem já estava matriculado — causando o abandono das vagas "originais".
“Colecionadores de aprovação” influenciarão ainda mais as notas parciais.
Acesse a reportagem completa e veja em detalhes os possíveis impactos dessa mudança.
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23/01 -
Quase nota mil: estudante formado e candidata que mudou de curso tiram mais de 900 na redação do Enem e dão dicas
Angélica e Heitor tiraram mais de 900 na prova de redação do Enem
Arquivo Pessoal
Dois estudantes que já haviam passado pela graduação decidiram voltar aos estudos para tentar uma nova vaga no ensino superior, e o esforço deu resultado. Heitor Gonçalves da Silva, de 24 anos, e Angélica Kaori Hirata, de 22, moradores de São Paulo, alcançaram notas acima de 900 na redação e em matemática no Enem 2025, ficando muito perto da pontuação máxima.
Agora, além de comemorarem o desempenho, eles compartilham a trajetória de retomada dos estudos e dão dicas para quem sonha com uma nota alta.
Aluno do Anglo Play, Heitor obteve 959,5 pontos em matemática, quase a pontuação máxima, e 920 na redação. Formado em Engenharia Bioquímica pela Universidade de São Paulo, ele pretende ingressar em sua segunda graduação, no curso de Psicologia, também na USP.
Segundo ele, a maior dificuldade foi retomar conteúdos que não via havia anos.
“Para mim, a principal dificuldade em retomar os estudos para o Enem foi ter ficado distante de alguns conteúdos do ensino médio, sobretudo a questão de história, geografia, filosofia e biologia. O conteúdo programático extenso dessas matérias é denso, e em muitas vezes, surgia a sensação de estar os vendo ‘pela primeira vez’. Além disso, lidar com o formato longo e cronometrado do Enem exigiu muito que reaprendesse a lidar com o tempo nesse vestibular.”
Heitor conta que se surpreendeu ao ver as notas. “Sem dúvidas, me surpreendi e muito quando vi as notas! Quando a gente termina o Enem, que é puxado, sempre sobra aquela dúvida se fizemos bem o suficiente na hora. Então, quando as notas apareceram, foi uma grande surpresa, e uma constatação de que todo o esforço gerou frutos, que valeram muito a pena!”
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A rotina de estudos incluía aulas virtuais do cursinho pela manhã, de segunda a sábado, tarefas à tarde e simulados aos domingos.
“Minha rotina de estudos consistia nas aulas virtuais do cursinho Anglo pela manhã, segunda a sábado, com tarefas de tarde, focando naqueles conteúdos em que mais tinha dificuldade e reforçando-os com listas complementares disponibilizadas. A depender da matéria, se estivesse bem familiarizado com ela, era possível alterná-la por um reforço ou atividade de lazer, e isso acabou ajudando muito para o aproveitamento do tempo. Aos domingos, havia simulados que realizava.”
Para a redação, ele buscou ampliar repertório cultural e treinar a estrutura do texto.
“Quanto à redação, o estudo foi um pouco diferente, porque em parte dependia da expansão de repertório, vendo filmes, séries, lendo livros e afins, e do exercício do modelo dissertativo-argumentativo, escrevendo, que foi essencial para familiaridade com a redação. Além das aulas e simulados do cursinho, minha namorada Laura, foi essencial nessa trajetória da redação, pois com ela, era possível conversar sobre temas, argumentos e sobre a escrita em si, tendo me ajudado também com correções e opiniões sobre meus textos até o final dessa verdadeira jornada.”
Ao dar dicas para quem busca notas acima de 900, Heitor destaca que não basta dominar o conteúdo.
“Alcançar uma nota acima de 900 vai além de dominar o conteúdo programático, que é aquilo em que, bem ou mal, mais se foca: ela depende tanto dele quanto da gestão de tempo, da familiaridade com o Enem, e, sobretudo, da clareza mental ao fazer a prova.”
Ele recomenda evitar modelos prontos na redação, aproveitar repertórios culturais próprios e pensar no texto desde o início da prova.
“Tenho algumas dicas para essas duas notas: primeiro, em redação, é não usar, em hipótese alguma, ‘modelos prontos’, nem os ‘repertórios de bolso’. Na hora de escrever a redação, é preciso saber que tudo aquilo que temos de disciplinas, filmes, séries, músicas favoritas etc. é ‘repertório cultural’, e na medida em que se encaixa no tema de redação, pode ser aproveitado na construção do texto."
"Também recomendo para os colegas que, no primeiro dia, já se familiarizem com o tema de redação no início. Se você começar compreendendo o tema e pensando acima dos textos-base, e mobilizando possíveis repertórios, vai conseguir ir pensando nos seus argumentos ao longo da resolução do resto da prova, para então produzir o texto bem mais rápido do que se o deixasse para o final", ressaltou.
Dicas de alunos que tiraram nota mil na redação do Enem
Em matemática, ele reforça a importância das questões mais simples e da estratégia de tempo.
“Quanto à matemática, sei que há muito receio quanto a essa parte do Enem, por ser extensa. Primeiramente, é preciso entender que, em vista da TRI, as questões mais simples são muito importantes ao compor a sua nota. Então, recomendo que se preocupe com a resolução destas antes daquelas que são mais complicadas. Pular uma questão para resolver depois não é problema, desde que vá progredindo e então voltando para solucioná-las".
E comeplementou: "E mais uma sugestão: no segundo dia, para que não se sintam sobrecarregados, recomendo alternar as questões de Ciências da Natureza com a de Matemática. Por exemplo, metade de uma prova e então de outra, e assim vai. Isso permite resolver de forma mais leve as questões, e otimiza muito o tempo da resolução.
Trajetória com mudanças e foco na arquitetura
Angélica Kaori Hirata, de 22 anos
Arquivo Pessoal
Angélica Kaori Hirata, de 22 anos, obteve 959,3 pontos em matemática e 960 pontos na redação do Enem. De São Paulo, ela pretende cursar arquitetura na USP e passou por diferentes graduações até se decidir.
“Passei por três outras faculdades: FIAP - produção multimídia, que acabei não cursando por entrar em Terapia Ocupacional na USP, onde só fiquei um mês. Não sabia exatamente o que eu queria, por isso tantas mudanças. Fiz um ano de ADS [Análise de Desenvolvimento de Sistemas] na Fatec Tiradentes e finalmente decidi que queria arquitetura na USP.”
Angélica conta que entrou no Anglo em 2025 após perceber que precisava de uma rotina mais estruturada.
“Em 2025 acabei entrando nas turmas de maio do anglo porque percebi que estudar sozinha não era meu forte, e como eu já conhecia o anglo de outras experiências de cursinho anteriores, achei que era minha melhor opção, ainda mais pelo custo benefício!”
Segundo Angélica, a maior dificuldade foi se sentir deslocada por ser mais velha que parte da turma.
“A maior dificuldade foi achar que eu não me encaixaria no cursinho, né? Por já estar mais velha que os outros, então acho que eu esperava encontrar uma maior dificuldade nisso, mas eu fiz vários amigos com a minha idade, o que me tranquilizou muito nessa sensação de estar atrasada em relação a outros que já estão se formando, inclusive. Então, acho que este foi o principal desafio, mas a rotina de estudos já era uma coisa que eu estava um pouco mais acostumada, então que não foi um desafio tão grande.”
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Para ela, treino constante é o segredo para uma redação acima de 900. “Acho que para tirar mais de 900 na redação, especificamente, o segredo é o treino. Escrever várias redações, estudar os eixos temáticos que os professores passam no cursinho, e estudar os tipos de repertório para cada eixo temático. Acho que isso te tranquiliza. A maior insegurança que a redação passa é a que você nunca sabe qual vai ser o tema", afirmou
Em matemática, ela também reforça a importância de refazer provas antigas. “Já na matemática, também é treino, mas eu acredito que refazer provas antigas ajuda muito, muito mesmo. Porque você entende a estrutura, como as perguntas são feitas, quais pegadinhas caem, porque sempre tem pegadinhas. Mas quando você refaz várias provas, você entende de que maneira essas pegadinhas aparecem. Então, ajuda muito você a estudar o que já aconteceu. Por mais que a prova tenha mudado um pouco, ainda é bem útil.”
Angélica também afirma que priorizou descanso e saúde mental. “Por já ser, acho que a terceira vez que eu entro no cursinho, eu estava mais familiarizada com a rotina e priorizei mais o descanso e a saúde mental para o estudo ser produtivo de verdade. Então, eu dormia bastante de noite, descansava, e na hora de estudar, estudava bem.”
Hoje, a estudante diz estar confiante com as prévias de nota de corte. “Segundo as prévias de notas de corte, estou bem confiante. No Enem Usp estou 21 pontos acima da última prévia e no Sisu também estou bem acima”, enfatizou.
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23/01 -
Prazo de inscrição na edição única do Sisu 2026 termina nesta sexta; saiba como participar
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As inscrições no Sistema de Seleção Unificada (Sisu) 2026 terminam às 23h59 desta sexta-feira (23). É a última chance para quem quer pleitear uma vaga em uma das 136 instituições públicas que participam desta edição.
Os interessados devem se inscrever por meio do portal Acesso Único. Esta será a única edição do programa no ano e vai selecionar estudantes para o primeiro e segundo semestres letivos.
Serão 274,8 mil vagas em 7.399 cursos de graduação e 136 instituições públicas de ensino superior de todas as regiões do país.
👉🏾 O Sisu é o programa do governo federal que seleciona estudantes para instituições públicas de ensino superior, a partir do desempenho no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). O resultado da chamada regular será divulgado no dia 29 de janeiro.
Consulta de vagas do Sisu.
Divulgação
Em 2026, o programa passará a aceitar as notas das três edições mais recentes do Enem. Neste caso, Enem 2023, 2024 e 2025. Até este ano, podiam se inscrever apenas quem havia feito a última edição do exame.
Além de ter feito o Enem em uma das três edições mais recentes, é preciso que o candidato tenha tirado nota acima de zero na redação e tenha ensino médio completo.
O candidatos do Sisu deve escolher até dois cursos de instituições públicas de 26 unidades federativas. Rondônia, na região Norte, é o único estado que não ofertará vagas para suas universidades por meio do Sisu.
Lembre-se: O programa terá apenas uma edição no ano, como tem sido desde 2024. Portanto, quem for selecionado poderá iniciar o ano letivo no primeiro ou no segundo semestre, a depender da abertura de turma e determinação da instituição.
É possível conferir pela última vez a nota de corte para todos os cursos e consultar todas as vagas disponíveis no site do programa.
Cronograma do Sisu 2026
Inscrições: 19 a 23 de janeiro.
Resultado da chamada regular: 29 de janeiro.
Matrículas: a partir de 2 de fevereiro.
Manifestação de interesse na lista de espera: 29 de janeiro a 2 de de fevereiro.
Tema da redação do Enem é 'Perspectivas acerca do envelhecimento na sociedade brasileira'
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22/01 -
Fies do 1° semestre: inscrições começam em 3 de fevereiro
Como usar as notas do Enem para estudar no Brasil e no exterior
As inscrições para o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) do primeiro semestre de 2026 acontecem de 3 a 6 de fevereiro. A informação consta no edital do programa publicado no Diário Oficial da União desta quinta-feira (22).
O Fies é um programa de financiamento para estudantes em instituições de ensino superior privadas. De acordo com o Ministério da Educação (MEC), serão mais 112 mil vagas para financiamento em 2026, sendo 67,3 mil para o 1º semestre.
Os interessados devem se inscrever até as 23h59 de 6 de fevereiro por meio do Portal Acesso Único (acessounico.mec.gov.br/fies).
Publicado o edital do Fies 2026/1
Reprodução/TV Globo
Veja o calendário do Fies do 1º semestre:
Inscrições: 3 a 6 de fevereiro.
Resultados (pré-selecionados): 19 de fevereiro.
Complementação das inscrições dos pré-selecionados: 20 a 24 de fevereiro.
Convocação da lista de espera: 26 de fevereiro a 10 de abril.
Como funciona o Fies?
Por meio do Fies, é possível usar a nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para pleitear um financiamento das mensalidades de uma instituição de ensino privada.
Atenção: Diferentemente do Prouni, o programa não oferece bolsas de estudos, e sim um "empréstimo". Depois de concluir a graduação, o candidato deverá quitar a dívida, em parcelas proporcionais à sua renda.
No ato de inscrição, o candidato deve informar:
e-mail válido para contato
perfil: etnia/cor, se é ou não quilombola, se é ou não pessoa com deficiência, se concluiu ou não o ensino superior;
até três opções de curso/turno/local de oferta/IES entre as disponíveis para inscrição, por ordem de prioridade;
dados de composição e renda dos membros do grupo familiar.
Quem pode se inscrever?
Pode se inscrever o candidato que:
participou de alguma edição do Enem a partir de 2010;
alcançou pontuação média nas quatro provas (Ciências Humanas, Ciências da Natureza, Linguagens e Matemática) igual ou superior a 450, e nota superior a zero na redação;
tem renda familiar mensal bruta per capita até 3 salários mínimos.
E o Fies Social?
Fies Social é uma modalidade do programa anunciada em 2024 pelo governo com condições especiais de financiamento para alunos de baixa renda estudarem em faculdades particulares.
Nessa modalidade, os alunos mais pobres poderão chegar aos 100% de financiamento.
50% das vagas do programa são reservadas para o Fies Social. Podem pleitear o financiamento por essa modalidade estudantes com renda familiar por pessoa de até meio salário mínimo e inscritos no CadÚnico.
Quem é prioridade?
Além da nota do Enem, o sistema do Fies também considera a seguinte ordem de prioridade ao selecionar os alunos aprovados:
Candidatos que não tenham concluído o ensino superior e que nunca tenham se vinculado ao Fies.
Candidatos que não tenham concluído o ensino superior, mas já tenham sido beneficiados pelo financiamento estudantil (com todas as dívidas pagas).
Candidatos que já tenham concluído o ensino superior e não tenham sido beneficiados pelo Fies.
Candidatos que já tenham concluído o ensino superior, por meio do Fies, com as dívidas pagas.
Quem ainda tiver débitos no programa não poderá se inscrever.
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22/01 -
Salário dos professores será de R$ 5.130,63 em 2026; entenda o reajuste do piso e o que dizem prefeituras
Salário dos professores será de R$ 5.130,63 em 2026; entenda o reajuste do piso
O piso salarial dos professores será de R$ 5.130,63 em 2026. O valor foi oficializado em uma Medida Provisória assinada pelo presidente Lula na quarta-feira (21).
O valor foi definido por MP após as regras em vigor indicarem que o reajuste para este ano seria de apenas 0,37%, o que representaria um aumento simbólico de cerca de R$ 18 — que seria um dos menores aumentos já registrados, além de ficar muito abaixo da inflação do ano passado, que fechou em 3,9%.
Para evitar este cenário, o ministro Camilo Santana havia adiantado nas redes sociais que o governo federal preparava uma MP para alterar as regras de reajuste do piso do magistério.
Professores da educação infantil são incluídos ao magistério; entenda
Com base nas novas regras (entenda mais abaixo), o valor aumentará em R$ 262,86, passando de R$ 4.867,77 para R$ 5.130,63 em 2026. O aumento será de 5,4% em comparação com 2025 — 1,5 ponto percentual acima da inflação acumulada no ano passado.
O piso anunciado é aplicado para os docentes de educação básica da rede pública que trabalham 40 horas semanais. O valor pode variar caso o profissional trabalhe menos ou mais horas. O salário também pode ser maior caso a rede responsável pelo pagamento assim estabeleça, já que o valor anunciado pelo governo é o mínimo.
Professor em sala de aula
Pexels/Imagem ilustrativa
Mudança nos critérios de definição do piso
A medida provisória prevê novos critérios para cálculo do piso salarial da categoria. O texto define que o piso será atualizado a partir da soma do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) do ano anterior e de 50% da média da variação percentual da receita real, com base no INPC, relativa à contribuição de estados, Distrito Federal e municípios ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), realizada nos cinco anos anteriores ao ano da atualização.
Também é previsto que o percentual estabelecido nunca poderá ser inferior à inflação do ano anterior, apurada pelo INPC.
Segundo o Ministério da Educação, a medida pretende adequar a Lei do Piso às mudanças introduzidas pela emenda constitucional que instituiu o novo Fundeb.
A MP tem efeito imediato e o reajuste já entra em vigor no próximo pagamento dos professores. Agora, o texto segue para o Congresso Nacional, que tem 120 dias para aprová-lo para que continue valendo.
Como era o critério anterior
O critério que definia o aumento do piso dos professores está descrito na Lei do Piso do Magistério, de 2008, e está atrelado à antiga Lei do Fundeb, de 2007. E funciona assim:
O Fundeb é o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação. Ele é composto por parte dos impostos arrecadados pelos estados e pelo Distrito Federal ao longo do ano, além de uma parte complementada pela União.
O valor reunido é, posteriormente, redistribuído para os estados, Distrito Federal e municípios, e só pode ser utilizado “na manutenção e no desenvolvimento da educação básica pública, bem como na valorização dos profissionais da educação”, como no salário dos professores da rede pública.
Esse repasse considera também um valor mínimo de investimento em cada aluno matriculado nos anos iniciais do ensino fundamental da respectiva rede. É o Valor Anual por Aluno (VAAF).
A Lei do Piso de 2008 diz que a atualização do salário mínimo dos professores deveria ser calculada considerando “o mesmo percentual de crescimento do valor anual mínimo por aluno” definido pelo Fundeb.
Com isso, supondo que de 2025 para 2026 o gasto mínimo com um aluno do início do ensino fundamental tenha crescido 10%, estes mesmos 10% seriam aplicados para reajustar o piso do magistério.
Para o exercício de 2026, o VAAF terá um acréscimo de 0,37% com relação ao ano passado. Ou seja, seguindo este mesmo percentual, o reajuste no piso dos professores seria de apenas R$ 18,10.
Trabalhadores em educação comemoram reajuste
A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) disse que o reajuste de 5,4% é uma "vitória da categoria" e representa um "avanço concreto na política de valorização dos profissionais da educação pública."
Fátima Silva, que preside a entidade, declarou que a conquista precisa ser celebrada, mas que não se pode perder de vista os desafios estruturais da carreira docente no país.
Segundo dados da OCDE, o Brasil ainda está entre os países que pior remuneram seus professores. Mesmo assim, a conquista de um piso com ganho real representa um avanço importante, fruto da mobilização da categoria e da luta permanente pela valorização da educação pública.
Em nota, a entidade afirmou que o critério de reajuste foi amplamente debatido com base nos princípios da previsibilidade e da sustentabilidade orçamentária.
A CNTE disse ainda que as entidades representativas dos secretários estaduais e municipais de educação concordaram com a proposta, "reforçando o caráter pactuado, responsável e federativo da decisão."
Prefeituras temem possíveis impactos financeiros
Já a Frente Nacional de Prefeitas e Prefeitos (FNP) disse reafirmar seu compromisso com a valorização dos profissionais do magistério, mas ressaltou que que "é preciso olhar para a realidade financeira e as limitações de cada município."
De acordo com a entidade, a extensão territorial do país evidencia as diferenças e demanda cuidado na escuta dos gestores municipais no que diz respeito a decisões que afetam o orçamento dos municípios.
"Os impactos financeiros decorrentes da nova regra do piso do magistério não se distribuem de forma homogênea entre os entes federativos, recaindo de maneira mais intensa sobre municípios estruturalmente subfinanciados, com menor receita corrente por habitante e reduzida capacidade de absorção de aumentos abruptos em despesas obrigatórias continuadas", diz em nota.
Antes da definição do piso, A FNP havia um ofício ao presidente Lula com uma proposta para que a União forneça complementação de recursos aos municípios com menores receitas por habitante para que o piso seja cumprido. A entidade reforçou o pedido.
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22/01 -
Enamed vira disputa judicial: 10 respostas para a crise das notas baixas dos alunos de Medicina
Enamed: Inep reconhece 'inconsistência' em dados, mas mantém resultado
A divulgação dos resultados da primeira edição do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) na segunda-feira (19) acarretou uma série de alegações e divergências que questionam a validade e o impacto do exame.
Instituições de ensino superior, entidades e até o Conselho Federal de Medicina (CFM) debatem sobre as consequências dos resultados do Enamed. O tema chegou a ser judicializado em uma ação da Associação Nacional das Universidades Particulares (Anup), que pede que os cursos com desempenho "insatisfatório" não sejam penalizados.
Há ainda uma discussão sobre se os 13 mil alunos com baixo desempenho no exame deveriam ter permissão para atuar como médicos após a graduação.
Abaixo, entenda o que está em jogo nessa discussão:
1. O que é o Enamed e por que ele se tornou o centro de uma crise jurídica?
O Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) foi instituído em abril de 2025 como uma nova modalidade do Enade específica para Medicina, com o objetivo de aferir competências dos estudantes, avaliar a qualidade da formação médica no país e subsidiar políticas públicas.
A crise estourou quando o MEC divulgou os resultados desta primeira edição e anunciou que aplicaria sanções — como a proibição de abertura de novas classes e redução do número de vagas — aos cursos com avaliações consideradas insatisfatórias.
A Associação Nacional das Universidades Particulares (Anup) tenta contestar na Justiça a decisão do MEC de aplicar sanções com base no resultado por considerar o exame ainda experimental, marcado por erros técnicos e inconsistências.
2. Quais foram os resultados divulgados e qual o impacto para as faculdades?
Os resultados publicados em 19 de janeiro de 2026 indicaram que cerca de 30% dos 351 cursos avaliados tiveram desempenho insatisfatório (Conceitos 1 e 2). Como consequência, essas instituições estariam sujeitas a punições que incluem a suspensão de ingresso de novos alunos, redução de até 50% das vagas e a exclusão de programas como Fies e Prouni.
3. Por que a Anup questiona a metodologia do exame?
A associação argumenta que o Enamed viola a Lei do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (SINAES), que criou o Enade, exame responsável por avaliar os cursos do ensino superior. O Enamed é, atualmente, a versão do Enade que avalia os cursos de Medicina.
A Anup argumenta, de acordo com o SINAES, os cursos devem ser avaliados não só com base no desempenho dos alunos em exames avaliativos, mas também leve em conta o corpo docente e infraestrutura oferecida no curso.
Segundo a entidade, o MEC converteu a avaliação em um indicador unidimensional, focado exclusivamente na nota dos alunos (que equivale a 20% da nota de acordo com a lei da SINAES), ignorando os outros 80% dos componentes que historicamente formavam o conceito de qualidade das instituições.
4. Por que a inclusão de alunos do 11º período no cálculo é contestada?
A Anup ainda questiona o fato de o exame ter convocado alunos que ainda não concluíram o ciclo formativo e o internato médico. A entidade sustenta que é tecnicamente inadequado exigir "proficiência profissional" de quem não cursou toda a grade curricular, e que as notas baixas desses estudantes puxaram para baixo o conceito geral das faculdades.
Além disso, a associação alega que muitos alunos que participaram da prova consideraram que irão refazer o exame no 12º semestre do curso e, portanto, não demonstraram engajamento real com o exame, o que comprometeu as notas finais.
5. Qual foi a polêmica sobre a "mudança das regras" após a prova?
Um dos pontos centrais da alegação da Anup é que os parâmetros de proficiência e a metodologia de cálculo só foram divulgados em dezembro de 2025, dois meses após a realização da prova.
Segundo a entidade, isso fere a segurança jurídica e a previsibilidade, pois estudantes e faculdades foram avaliados por critérios que desconheciam no momento do exame.
Enamed: 10 perguntas e respostas que alunos de medicina precisam saber sobre o Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica
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6. O que foi a "inconsistência de dados" admitida pelo Inep?
Após a divulgação dos resultados, faculdades denunciaram que as notas publicadas eram menores do que os dados que o próprio MEC havia enviado previamente via sistema e-MEC. O Inep admitiu oficialmente que houve uma inconsistência, alegando que os dados preliminares usaram uma nota de corte de 58 pontos (método Angoff), enquanto o resultado final adotou 60 pontos (metodologia TRI), o que rebaixou o conceito de diversas instituições de forma inesperada.
Apesar de ter confirmado a “inconsistência”, a autarquia não indicou que vai reavaliar o resultado divulgado, que deve continuar tendo validade para os fins necessários.
7. O que o CFM pretende fazer com os alunos "reprovados"?
O CFM estuda publicar uma resolução para impedir que os cerca de 13 mil alunos que não atingiram a nota mínima obtenham o registro profissional (CRM). O conselho alega que permitir a atuação desses profissionais coloca em risco a saúde pública.
Advogados alertam que a medida é ilegal, pois o registro é um direito automático de quem possui diploma de curso reconhecido. A legislação em vigor garante o direito de receber o registro profissional a que todo estudante que conclui o curso em Medicina, o que é feito automaticamente sem qualquer avaliação prévia.
A advogada especialista em direito médico, Samantha Takahashi, explica que:
a regulamentação exige o diploma de conclusão de curso de Medicina expedido por Instituição de Ensino Superior, registrada no Ministério da Educação;
que não há brecha que permita que o Conselho inclua novas condições;
e, portanto, o CFM não poderia criar uma resolução com regra própria que se sobreponha à lei.
8. O que a Anup pede na Justiça e qual a situação atual do processo?
A Anup quer:
a suspensão imediata de qualquer sanção às instituições de ensino superior com desempenho considerado “insatisfatório” pelo MEC;
o recálculo dos conceitos, defendendo a substituição de métodos complexos (como a TRI) pelo acerto simples de questões;
a exclusão dos alunos do 11º período da base de cálculo.
Inicialmente, o pedido de suspensão foi negado pela Justiça Federal, que não viu "perigo de dano imediato", mas o processo continua com a apresentação de novos fatos sobre as inconsistências de dados.
9. Quais são os riscos reais para o sistema de saúde e ensino se o imbróglio persistir?
O cenário é de alta insegurança: as instituições alegam dano reputacional irreparável e risco de inviabilidade financeira.
Para a sociedade, o risco é duplo:
por um lado, o CFM alerta para a entrada de médicos supostamente não qualificados no mercado;
por outro, a ANUP e juristas alertam para o risco de hiperjudicialização, com milhares de alunos buscando liminares para garantir o direito de trabalhar após anos de investimento em sua formação.
10. Quais outras possibilidades podem mudar o cenário?
A Câmara e o Senado discutem criar um "Exame de Ordem" para a Medicina, similar ao da OAB. Propostas querem instituir o Exame Nacional de Proficiência em Medicina (Profimed) como requisito obrigatório para que novos médicos obtenham registro profissional nos conselhos regionais de Medicina.
Caso os projetos avancem e a prova seja definida como pré-requisito obrigatório para o exercício da profissão, o CFM teria base legal para barrar registros profissionais dos candidatos mal avaliados.
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21/01 -
Lula assina MP que prevê reajuste de 5,4% no piso dos professores
Mais da metade dos professores terá isenção do IR
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou uma medida provisória nesta quarta-feira (21) que prevê um reajuste de 5,4% no piso dos professores. O valor passará de R$ 4.867,77 para R$ 5.130,63 em 2026.
O percentual representa um ganho real de 1,5 ponto percentual acima da inflação medida pelo INPC de 2025, que foi de 3,9%.
Assim, o reajuste do piso salarial dos professores em 2026 será maior do que o previsto pela regra atual, que indicava um aumento simbólico de cerca de R$ 18.
A medida provisória prevê novos critérios para cálculo do piso salarial da categoria. O piso salarial é o valor mínimo que professores devem ganhar em todo o país. A atualização do piso será publicada em portaria assinada pelo ministro da Educação, Camilo Santana, e foi calculada com base nas mudanças previstas na medida provisória.
O texto define que o piso será atualizado a partir da soma do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) do ano anterior e de 50% da média da variação percentual da receita real, com base no INPC, relativa à contribuição de estados, Distrito Federal e municípios ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), realizada nos cinco anos anteriores ao ano da atualização.
Também é previsto que o percentual estabelecido nunca poderá ser inferior à inflação do ano anterior, apurada pelo INPC.
Segundo o Ministério da Educação, a medida pretende adequar a Lei do Piso às mudanças introduzidas pela emenda constitucional que instituiu o novo Fundeb.
A nova fórmula prevê que o piso salarial nacional mantenha, no mínimo, o poder de compra e busque o ganho salarial real, em consonância com a meta 17 do Plano Nacional de Educação (PNE), que estabelece a valorização dos profissionais do magistério das redes públicas de educação básica.
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21/01 -
CFM quer impedir que 13 mil alunos de Medicina mal avaliados em exame nacional possam atender
Cerca de 30% dos cursos de Medicina vão ser punidos após avaliação ruim no Enamed
O Conselho Federal de Medicina (CFM) estuda impedir que 13 mil estudantes de Medicina do último semestre que não atingirem a nota mínima no Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) consigam o registro profissional.
➡️ O Enamed (Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica) é uma prova anual para medir o desempenho dos estudantes e a qualidade do ensino. Ao todo, 351 cursos foram avaliados e 30% estão na faixa considerada insatisfatória.
Veja AQUI lista das universidades com notas insatisfatórias no Enamed
Além dos cursos, também foram avaliados os alunos do último semestre, prestes a concluírem a faculdade. Segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pela aplicação do Enamed, três em cada dez alunos prestes a se formarem não tiveram a nota mínima no exame.
Segundo o Conselho, isso acende um alerta sobre a qualidade da formação e o risco à população. O CFM vem articulando com o legislativo a criação de um exame próprio, que precisa ser liberado por lei, mas os projetos seguem travados.
Com a resposta do Enamed, querem publicar uma resolução exigindo que aqueles que não atingiram a nota mínima não possam ter o registro. Na prática, a medida impediria que esses profissionais atendam pacientes.
Já encaminhamos para o jurídico uma proposta de resolução para que esses alunos prestes a se formarem e que tiveram o desempenho 1 e 2 não consigam o registro. Eu acho que é muito tenebroso colocar pessoas que não têm qualificação para atender.
O Conselho informou também pediu que o Ministério da Educação forneça os dados detalhados dos alunos para que possam ter acesso à lista de nomes e desempenho.
O CFM pode impedir o médico de ter o registro?
➡️ Hoje, todo estudante de medicina ao concluir o curso tem o direito de receber o registro profissional automaticamente sem qualquer avaliação prévia. Isso é feito assim pela determinação de uma lei.
Segundo a advogada especialista em direito médico, Samantha Takahashi, o CFM não poderia criar uma resolução com regra própria que se sobreponha a lei.
Ela explica que a regulamentação exige o diploma de conclusão de curso de Medicina expedido por Instituição de Ensino Superior, registrada no Ministério da Educação, e que não há brecha que permita que o Conselho inclua novas condições.
No sistema que temos hoje, não existe uma brecha para que o conselho impeça que esses 13 mil médicos com diploma tenham o registro.
O advogado especialista em Saúde, Henderson Furst, concorda que não há base legal para que o conselho mude a regra. Mas explica que a resposta pode não ser tão simples e ficar nas mãos do judiciário.
Henderson explica que, caso o CFM insista na resolução, os alunos podem acionar a Justiça e que, na avaliação dele, é possível uma leitura favorável ao conselho porque a resolução protegeria a saúde pública.
Há uma lacuna legal. Sem uma lei que permita a prova e sabendo o judiciário que 13 mil alunos não tiveram nota mínima, isso coloca em risco a saúde da população. Isso poderia fazer com que a Justiça desse ao CFM decisão favorável em manter a resolução até que haja uma lei que permita uma avaliação.
'OAB da Medicina' no Congresso
Atualmente, dois projetos sobre o tema estão mais avançados no Congresso, um na Câmara dos Deputados e outro no Senado Federal.
A ideia segue o modelo de exames de ordem já aplicados em outras áreas, como o da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), exigido de bacharéis em Direito.
➡️ O projeto que tramita no Senado Federal prevê que o exame de proficiência será realizado a todos os egressos do curso de medicina, como pré-requisito para o exercício da profissão no país.
O texto também cria instrumentos para acompanhar a formação médica:
estudantes do 4º ano do curso deverão fazer o Enamed, para medir a qualidade dos cursos;
plano de expansão da residência, com meta de alcançar, até 2035, ao menos 0,75 vaga de residência por médico formado;
competência exclusiva da União para autorizar e supervisionar cursos de medicina.
A proposta foi aprovada na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) em dezembro do ano passado, mas ainda precisa passar por mais um turno de votação no colegiado para a aprovação definitiva. Caso seja aprovado, o projeto seguirá para a análise dos deputados.
➡️ O projeto que tramita na Câmara dos Deputados institui o exame como requisito para o registro de médicos nos Conselhos Regionais de Medicina e para o exercício da profissão médica.
A proposta teve urgência aprovada em julho de 2025 e com isso, vai ser analisado diretamente pelo plenário da Câmara dos Deputados, sem precisar passar pelas comissões temáticas. Para entrar em vigor, o projeto ainda precisa ser aprovado em plenário, depois passar pelo Senado e ser sancionado pelo presidente Lula.
A proposta prevê que o exame seja aplicado de forma seriada aos estudantes de medicina. Os alunos dos 3°, 4°, 5° e 6° anos dos cursos de graduação deverão atingir a nota mínima de 60% da pontuação possível, em cada uma das provas, para aprovação.
O projeto prevê ainda a realização de provas de repescagem para aqueles que não atingirem a nota mínima.
30% dos cursos de Medicina foram mal avaliados
Mais de 100 cursos de Medicina do país foram mal avaliados no Enamed. Os cursos tiveram notas 1 e 2, consideradas insatisfatórias pelo INEP, e vão ser punidos com restrição no Fies e suspensão da abertura de novas vagas. O número foi divulgado no balanço de resultados do exame, em Brasília, nesta segunda-feira (19).
De acordo com a avaliação:
🔴 24 cursos tiveram como resultado o conceito Enade 1, o menor índice;
🔴 83 cursos tiveram como resultado o conceito Enade 2.
De acordo com o Inep, participaram da avaliação cerca de 89 mil alunos entre aqueles que estão concluindo a faculdade e em outros semestres.
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20/01 -
Notas de medicina: Inep reconhece 'inconsistência' em dados enviados às universidades, mas mantém resultado do Enamed
Diretor Executivo do Semesp critica 'divergência' do Enamed
O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) reconheceu, em um ofício enviado para as instituições que participaram do Enamed 2025, que houve inconsistência nos dados enviados às universidades antes da divulgação do resultado do exame.
Segundo o Inep, a falha ocorreu apenas na base liberada para manifestação das instituições e não afetou o resultado publicado em 19 de janeiro, quando o MEC anunciou que cerca de 30% dos cursos de Medicina tiveram desempenho insatisfatório e que 99 deles sofrerão punições, como suspensão ou redução de vagas.
O comunicado foi enviado após instituições de ensino e entidades apontarem divergência entre dados disponibilizados no sistema digital da pasta e o resultado do exame.
O que o Inep admite
No documento, a Diretoria de Avaliação da Educação Superior informa que:
foi identificada “inconsistência na base dos insumos disponíveis no Sistema e-MEC”;
o problema decorreu da utilização de nota de corte diferente da estabelecida na Nota Técnica nº 19/2025;
a informação incorreta será excluída do sistema, mantendo-se válidos os dados sobre número de inscritos e participantes.
O órgão sustenta, porém, que o Conceito Enade divulgado considerou corretamente o número de concluintes proficientes com base na nota de corte oficial e que as instituições podem conferir os dados pelos microdados públicos do exame.
Curso de Medicina
Marcelo Camargo/Agência Brasil
Divergência confirmada
A manifestação do Inep confirma o problema apontado pelo Semesp, entidade que representa mantenedoras privadas. Na segunda-feira (20), a associação havia informado que os dados enviados em dezembro consideravam corte de 58 pontos pelo método Angoff, enquanto o resultado final usou 60 pontos com aplicação da Teoria de Resposta ao Item (TRI)
Entidade vai recorrer à Justiça
Em nota, a Associação Nacional das Universidades Particulares (ANUP) afirmou que voltou a recorrer à Justiça para retardar os "efeitos regulatórios e sancionatórios" do exame. Segundo a entidade, essa inconsistência demonstrou que o exame "necessita de mais tempo para consolidação técnica e institucional".
Íntegra da nota da Anup
A Associação Nacional das Universidades Particulares (ANUP) informa que voltou a acionar a Justiça após a confirmação de divergências entre os dados de insumo disponibilizados pelo Ministério da Educação (MEC) às Instituições de Ensino Superior, em dezembro, e aqueles posteriormente utilizados pelo INEP na divulgação dos resultados e encaminhados à imprensa. A existência de bases de dados divergentes reforça o entendimento da ANUP de que o ENAMED, em sua edição inaugural, necessita de mais tempo para consolidação técnica e institucional antes de produzir efeitos regulatórios e sancionatórios. Diante desse cenário, a Associação solicitou ao Judiciário que sejam considerados exclusivamente os dados oficiais disponibilizados às instituições por meio do sistema e-MEC, bem como a revisão de critérios que impactam diretamente a avaliação, como a inclusão de estudantes do 11º período e a incoerência entre os conceitos do ENAMED e do ENARE.
A ANUP reitera que não é contrária ao ENAMED nem a mecanismos rigorosos de regulação voltados à qualidade da formação médica: pelo contrário, a Associação defende avaliações sólidas, técnicas e transparentes. A entidade compreende que a condução da edição de 2025 está marcada por inconsistências relevantes que precisam ser sanadas para garantir segurança jurídica, isonomia e aderência dos resultados à realidade dos cursos. Por esse motivo, a ANUP seguirá adotando as medidas administrativas e judiciais cabíveis, sempre de forma responsável e institucional.
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20/01 -
Notas de medicina: entidade que representa universidades critica 'divergência', mas diz que Enamed está tecnicamente correto
Diretor Executivo do Semesp critica 'divergência' do Enamed
Uma das entidades que representa mantenedoras de ensino superior no país afirmou que houve “divergência” entre os dados enviados pelo Inep às universidades e o resultado final do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed), mas reconheceu que a metodologia usada pelo governo está tecnicamente correta.
O posicionamento do Semesp é uma reação ao balanço do exame, que apontou desempenho insatisfatório em cerca de 30% dos cursos de Medicina e levou o MEC a anunciar punições como suspensão de vagas e restrições ao Fies.
Veja AQUI lista das universidades com notas insatisfatórias no Enamed
Segundo o Semesp, o problema não está no critério final, mas no fato de que os “insumos” enviados em dezembro consideravam uma nota mínima diferente da usada no resultado publicado. Para a entidade, a mudança na nota de corte surpreendeu instituições que estavam próximas dos limites entre os conceitos e gerou insegurança jurídica, embora a regra adotada na divulgação oficial seja adequada do ponto de vista técnico.
Na segunda-feira (19), outra entidade, a A Associação Nacional das Universidades Particulares (ANUP) disse que análises preliminares realizadas por instituições de todo o país indicam divergências entre os dados reportados como insumos em dezembro passado e os resultados divulgados nesta data. Por isso, a Anup disse que aguardaria esclarecimentos "antes de se manifestar de forma conclusiva sobre os números apresentados".
Enamed: 10 perguntas e respostas que alunos de medicina precisam saber sobre o Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica
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O que diz o Semesp
Segundo o economista Rodrigo Capelato, diretor executivo do Semesp, o problema ocorreu porque o Inep teria usado duas notas de corte diferentes para definir quem era considerado aluno proficiente.
Em um primeiro momento, pelo método Angoff, a nota mínima foi fixada em 58 pontos.
Depois, com a aplicação da Teoria de Resposta ao Item (TRI), o corte subiu para 60 pontos.
De acordo com a entidade, os “insumos” enviados às instituições em dezembro consideravam apenas o limite de 58 pontos. Já o resultado final publicado adotou o critério de 60 pontos, reduzindo o número de estudantes classificados como proficientes e, consequentemente, o conceito de diversos cursos.
Capelato afirma que, do ponto de vista técnico, a metodologia final está correta, mas critica a forma como a mudança foi conduzida:
“A divergência entre os dados previamente enviados e os resultados oficialmente divulgados gerou significativa insegurança para as instituições, inclusive sob o aspecto jurídico”, diz o comunicado.
O departamento jurídico do Semesp avalia medidas que poderão ser adotadas pelas universidades.
Enamed: o que vai acontecer com os 107 cursos que tiveram avaliação ruim no exame
Crítica à escala de conceitos
Outro ponto questionado pelo Semesp é a escala usada para distribuir os conceitos de 1 a 5. Em vez de dividir os cursos por quintis, o MEC adotou faixas desiguais:
Conceito 1: 0% a 40% de alunos proficientes
Conceito 2: 40% a 60%
Conceito 3: 60% a 75%
Conceito 4: 75% a 90%
Conceito 5: 90% a 100%
Para o Semesp, essa distribuição provoca distorções, porque instituições com apenas 5% de proficiência recebem o mesmo conceito que outras com até 39%.
Punições já anunciadas
O MEC havia informado que os cursos com conceito 1 terão suspensão total de novos ingressos, e os com conceito 2 sofrerão redução de vagas, além de restrições em programas federais . O ministro Camilo Santana disse que as instituições terão prazo para defesa e que o objetivo é “garantir a qualidade do ensino”.
O exame avaliou 351 cursos e cerca de 89 mil estudantes. Entre os concluintes, apenas 67% atingiram nível considerado proficiente.
Mais de 30% dos cursos de medicina do Brasil foram reprovados no Enamed
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20/01 -
Medicina tem 7 das 10 maiores notas de corte parciais no primeiro dia de Sisu 2026; confira a lista
g1 em 1 Minuto: Como utilizar a nota do Enem para estudar no Brasil ou no exterior
Das 10 maiores notas de corte parciais do primeiro dia de inscrições do Sisu 2026, 7 são de cursos de Medicina. A informação foi levantada pelo g1 nesta terça-feira (20) após a primeira atualização das notas de cortes do programa.
🎓 Sisu significa Sistema de Seleção Unificada, e é o programa do governo federal que seleciona alunos para universidades públicas por meio de notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). As inscrições para a edição de 2026 começaram na segunda-feira (19) e vão até 23 de janeiro.
🌡️ A nota de corte é a menor pontuação necessária para que o candidato fique na concorrência por uma das vagas disponíveis naquele determinado curso. Ela é atualizada diariamente durante o período de inscrição, podendo aumentar ou diminuir ao longo dos dias (entenda mais abaixo.) A primeira atualização foi disponibilizada às 6h desta terça.
Inscrições do Sisu começam nesta segunda-feira (19)
Reprodução/Sisu
Além de cursos de Medicina, estão entre as maiores notas dois cursos de Inteligência Artificial e um curso de Engenharia Aeronáutica. Confira o top 10 abaixo:
Vale lembrar que os cursos podem ter tipos de vagas diversos com notas de corte diferentes entre si. Vagas reservadas para pretos, pardos e indígenas (PPI) podem ter uma nota de corte diferente das vagas para pessoa com deficiência (PcD) ou ampla concorrência.
No caso de Medicina na Unilab, que está com a maior nota de corte nesta terça na ampla concorrência, há uma vaga reservada para quilombola cuja nota de corte é 683,94 também nesta terça — uma diferença de quase 200 pontos.
No entanto, as notas podem mudar em qualquer categoria, a depender da movimentação dos candidatos ao longo do dia, o que pode fazer a nota de corte aumentar ou diminuir. Isso acontece porque as notas são definidas a partir dos candidatos que se inscreveram naquele determinado curso e categoria de vaga.
Cursos de Medicina no Sisu 2026.
Reprodução
Como as notas de corte parciais são calculadas
A cada dia do período de inscrições, o sistema calcula uma nota de corte parcial para cada curso, com base no número de vagas e no desempenho de quem já se inscreveu até aquele momento.
Por exemplo:
Suponha que Universidade Federal de Pelotas (UFPel) tem 5 vagas para o curso de Odontologia, e, no primeiro dia, 6 candidatos com as seguintes médias se inscreveram para elas:
Candidato 1: 892,13
Candidato 2: 870,79
Candidato 3: 846,45
Candidato 4: 838,62
Candidato 5: 825,09
Candidato 6: 815,80
Quando o sistema atualizou no segundo dia, a nota de corte parcial para as cinco vagas era 825,09, igual a média do quinto candidato, que estava, naquele momento, ocupando a última vaga disponível. Com isso, o sexto candidato estava abaixo da nota de corte parcial.
Ainda no segundo dia, um novo candidato se inscreveu para uma daquelas vagas:
Candidato 1: 892,13
Candidato 2: 870,79
Novo candidato: 865,40
Candidato 3: 846,45
Candidato 4: 838,62
Candidato 5: 825,09
Candidato 6: 815,80
Quando a nota de corte atualizou no terceiro dia, havia aumentou para 838,62, igual a nota do Candidato 4, que estava, então, ocupando a quinta colocação na disputa pelas vagas.
Assim, a nota de corte sempre dependerá da nota do candidato que ocupa a última posição dentro do número de vagas disponíveis.
🚨 Fique atento! Da mesma maneira que a nota de corte parcial pode aumentar ao longo dos dias, também pode diminuir caso um candidato bem colocado mude a opção de curso, por exemplo. Por isso, a dica é conferir diariamente a nota de corte dos cursos escolhidos.
Notas de corte podem ser maiores no Sisu 2026
Neste ano, pela primeira vez, o Sisu permitirá que os candidatos usem notas das três edições mais recentes do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) — 2023, 2024 e 2025 — para buscarem uma vaga em universidades públicas.
De acordo com sete professores e coordenadores de colégios e cursinhos pré-vestibular ouvidos pelo g1, a mudança pode trazer impactos, como:
Notas de corte devem subir nos cursos mais concorridos.
Candidatos veteranos terão vantagem sobre os novatos.
Por um lado, regra pode favorecer quem tem possibilidade de fazer cursinho por anos; por outro, alunos de baixa renda ganham segunda chance de ingresso após terem desistido de fazer o Enem.
Ociosidade pode cair com número maior de candidatos. Ao mesmo tempo, haverá provavelmente mudanças de curso entre quem já estava matriculado — causando o abandono das vagas "originais".
“Colecionadores de aprovação” influenciarão ainda mais as notas parciais.
Acesse a reportagem completa e veja em detalhes os possíveis impactos dessa mudança.
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20/01 -
Estudante da Bahia que tirou nota mil na redação do Enem revela como se preparou para a prova em oito meses
Lucas Rodrigues tirou nota mil na redação do Enem
Arquivo Pessoal
Um estudante de 21 anos da Bahia conseguiu tirar nota mil no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2025, após se preparar para a prova em apenas oito meses.
Morador de Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador (RMS), Lucas Rodrigues já tinha feito o exame outras três vezes, sempre com notas acima de 900, mas decidiu focar em um curso para fechar a prova. Ele quer estudar Medicina.
"Eu sempre tive afinidade com redação, desde novo, desde o Ensino Médio. Mas o curso me colocou no caminho do mil. Minhas notas estavam caindo, o que estava me preocupando, e, por isso, eu procurei eles. A rotina dentro do curso era bem pesada", contou.
O baiano conta que começou a preparação em março do ano passado e estudou até a semana da prova, em novembro. Ele tinha aulas online de teoria e de gramática, e fazia uma redação por semana, com um simulado por mês.
Professor baiano que tirou mil na redação do Enem citou filme 'O Agente Secreto'
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A prática rendeu experiência para a produção textual e também o preparou para o tema da redação: "Perspectivas acerca do envelhecimento na sociedade brasileira".
"Não foi uma surpresa, porque era uma aposta entre muitos professores e o meu também apostou nisso. E, dentro do curso, a gente fez uma redação sobre algo parecido, um tema do mesmo universo. Quando eu cheguei na prova e me deparei com o tema, eu falei: 'Poxa, tô preparado para fazer'", destacou.
Durante a elaboração do texto, Lucas sustentou sua proposta citando uma suposta negligência do estado e das empresas em relação à população.
"Eu usei o repertório de "necropolítica" de Achille Mbembe [filósofo e cientista político camaronês], que fala sobre como o estado decide quem vive e quem é destinado a um projeto de morte, e relacionei isso à parcialidade na distribuição da qualidade de vida, principalmente com os idosos, porque, no geral, faltam políticas públicas deixadas a qualidade de vida da população".
"No segundo desenvolvimento, eu falei da má conduta do setor privado, e usei James Collins, o empresário norte-americano que fala que o egoísmo é a doença do empresário. E eu liguei isso ao fato de, muitas vezes, as pessoas idosas não terem oportunidades de trabalhar", concluiu.
Baiano tirou nota mil na redação do Enem
Arquivo Pessoal
Surpresa com nota
Mesmo com a preparação e chegando à conclusão de que tinha ido bem na redação, o estudante não imaginava tirar a nota mil, por uma série de questões.
"Eu não estava esperando, pela dificuldade que é de tirar o mil. E, além disso, o meu professor já tinha dito que esperava que a correção desse ano fosse um pouco mais rigorosa, como foi a do ano passado, por causa da mudança de banca", explicou.
A conquista gerou muita felicidade na família e entre os amigos, mas também provocou emoção no baiano, que "começou a tremer". Em seguida, comemorou com o professor, que também tirou mil.
"Estou muito feliz porque, realmente, é um feito admirável. Sem contar os meus familiares, todos bastante felizes. Minha mãe me dizendo o quanto está orgulhosa, meu pai, a mesma coisa".
Apesar do mil na redação, a média somada às outras notas não foi muito favorável para o curso escolhido, mas Lucas pretende apostar em outros meios além do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), como Programa Universidade para Todos (Prouni) ou Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) para garantir a tão sonhada vaga em um curso de Medicina.
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20/01 -
Enamed: o que vai acontecer com os 107 cursos que tiveram avaliação ruim no exame
Cerca de 30% dos cursos de Medicina vão ser punidos após avaliação ruim no Enamed
Mais de 100 cursos de Medicina do país foram mal avaliados no Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) e estão sujeitos a sanções, de acordo com o balanço do exame divulgado na segunda-feira (19).
Apesar de 107 cursos terem ficado com Conceito Enade 1 ou 2, 99 deles devem ser penalizados diretamente pelo Ministério da Educação (MEC). Isso porque as faculdades estaduais e municipais não estão sob a gerência do ministério.
👉🏾 O Enamed é uma prova anual aplicada pelo MEC por meio do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) para avaliar a formação médica no Brasil. O exame é a versão do Enade (Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes) específica para cursos de Medicina.
O que vai acontecer?
As instituições com conceito 1 ou 2 no exame estarão sujeitas a penalidades. Cursos com conceito 2 terão redução de vagas para ingresso. Já aqueles com conceito 1 terão suspensão total do ingresso de novos estudantes.
Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica
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🔴 O que acontece agora com os cursos:
8 faculdades não vão mais poder receber alunos, estão suspensos do Fies e de outros programas federais;
13 faculdades vão ter que reduzir pela metade o número de vagas e também estão suspensos do Fies e de outros programas federais;
33 faculdades vão ter que reduzir em 25% o número de vagas, além de estarem suspensos do Fies e de outros programas federais;
45 faculdades não podem mais aumentar o número de vagas.
Segundo Camilo Santana, as universidades vão ter um prazo para apresentar uma defesa e reforçou que a proposta da prova é garantir a qualidade do ensino, protegendo a população que, depois, é assistida por esses profissionais.
"É uma maneira de a instituição se aperfeiçoar. É um instrumento para que a gente possa fazer as instituições corrigirem e terem um ensino de qualidade. É uma forma de monitoramento com o único objetivo de melhorar o ensino", disse Camilo.
Por que 8 instituições não serão penalizadas pelo MEC?
Camilo Santana já havia afirmado que os cursos de Medicina mal avaliados no Enamed sofreriam punições. No entanto, as sanções diretas do ministério não se aplicam às instituições que não estão sob a gerência do ministério — o que é o caso das 8 instituições estaduais e municipais que ficaram entre aquelas com piores desempenhos. São elas:
Conceito Enade 1
FACULDADE MUNICIPAL PROFESSOR FRANCO MONTORO DE MOGI GUAÇU - Mogi Guaçu (SP)
UNIVERSIDADE DE RIO VERDE - Goianésia (GO)
UNIVERSIDADE DE RIO VERDE - Formosa (GO)
Conceito Enade 2
UNIVERSIDADE DE RIO VERDE - Aparecida de Goiânia (GO)
UNIVERSIDADE DE RIO VERDE - Rio Verde (GO)
CENTRO UNIVERSITÁRIO DE MINEIROS - Trindade (GO)
CENTRO UNIVERSITÁRIO DE MINEIROS - Mineiros (GO)
UNIVERSIDADE ESTADUAL DE RORAIMA - Boa Vista (RR)
Essas instituições não fazem parte do sistema de ensino gerenciado pela União e estão sujeitas às diretrizes de seus respectivos Conselhos Estaduais de Educação. É o que prevê a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), principal instrumento legal da educação brasileira.
A LDB diz que é função dos Estados “autorizar, reconhecer, credenciar, supervisionar e avaliar, respectivamente, os cursos das instituições de educação superior e os estabelecimentos do seu sistema de ensino”, e “baixar normas complementares para o seu sistema de ensino”.
Para isso, ela faz uma diferenciação clara de quais instituições estão sujeitas a essas regras.
Integram o sistema federal de ensino as instituições de ensino mantidas pela União e as instituições de educação superior mantidas pela iniciativa privada.
Já as instituições de ensino mantidas, respectivamente, pelo Poder Público estadual e pelo Distrito Federal, e as instituições de educação superior mantidas pelo Poder Público municipal são de responsabilidade dos sistemas estaduais de educação.
"É por isso que, embora possa avaliar o desempenho dos alunos no Enamed, [o MEC] não pode impor sanções a tais instituições. Cabe a cada estado em que uma instituição municipal e estadual mal avaliada atue instaurar o respectivo processo de supervisão, sem que seja possível ao MEC fazê-lo, sob pena de violar a distribuição de competências criada pela LDB e, assim, incidir em ilegalidade”, explica Henrique Silveira, sócio de educação escritório de advocacia Mattos Filho.
Como o Conceito Enade é calculado
O Conceito Enade é calculado com base no desempenho dos estudantes no exame. Ele considera quantos alunos fizeram a prova e quantos deles tiveram "resultado proficiente", ou seja, conseguiram mostrar na avaliação conhecimento suficiente.
Por exemplo:
🔴 Nenhum dos 24 cursos que ficaram com Conceito Enade 1 atingiu percentual de proficiência de 40% entre os concluintes que participaram do exame.
🟢 Em contrapartida, todos os 49 cursos com Conceito Enade 5 tiveram percentual de proficiência acima dos 90%. Ou seja, a grande maioria dos concluintes destes cursos demonstrou conhecimento suficiente no exame.
De acordo com o balanço do Enamed, o percentual de proficiência dos cursos por faixa foi:
Conceito 1: < 40%
Conceito 2: 40% a 59,90%
Conceito 3: 60% a 74,90%
Conceito 4: 75% a 89,90%
Conceito 5: > 90%
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20/01 -
163 cursos de Medicina tiveram as melhores avaliações no Enamed; veja quais são
Dos 351 cursos de Medicina avaliados na primeira edição do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed), 163 ficaram com notas 4 ou 5 no Conceito Enade, as maiores de acordo com a faixa de avaliação que vai de 1 a 5.
👉🏾 O Enamed é uma prova anual aplicada pelo MEC por meio do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) para avaliar a formação médica no Brasil. O exame é a versão do Enade (Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes) específica para cursos de medicina.
Entre os cursos com melhores desempenhos, 114 tiveram como resultado o conceito Enade 4 e 49 ficaram com conceito Enade 5. Confira:
Curso de Medicina
Marcelo Camargo/Agência Brasil
Como foi o Enamed 2025?
A participação no Enamed 2025 era obrigatória a todos os estudantes concluintes dos cursos de Medicina, inscritos pelas instituições no Enade.
O exame era composto por:
Prova teórica: 100 questões de múltipla escolha, com igual número de perguntas por área.
Questionário do Estudante (para concluintes de Medicina inscritos no Enade) – obrigatório
Questionário Contextual (para os demais participantes) – obrigatório
Questionário de Percepção de Prova
Vale lembrar que o Enamed teve três questões exatamente iguais a itens do Revalida (exame realizado por profissionais que se formaram em Medicina no exterior e querem atuar no Brasil). As provas foram aplicadas no mesmo dia, em 19 de outubro, mas as questões foram anuladas apenas no Enamed. Relebre o caso aqui.
Além de servir apara avaliar os cursos de graduação em Medicina com base no desempenho dos estudantes — o que resultou no Conceito Enade divulgado na segunda-feira (19) —, a prova também pode ser usada para selecionar candidatos para programas de residência médica (Enare), nas especialidades de acesso direto. Saiba mais aqui.
Como o Conceito Enade é calculado?
O Conceito Enade é calculado com base no desempenho dos estudantes no exame. Ele considera quantos alunos fizeram a prova e quantos deles tiveram "resultado proficiente", ou seja, conseguiu mostrar na avaliação conhecimento suficiente.
Por exemplo:
🔴 Nenhum dos 24 cursos que ficaram com Conceito Enade 1 atingiu percentual de proficiência de 40% entre os concluintes que participaram do exame.
🟢 Em contrapartida, todos os 49 cursos com Conceito Enade 5 tiveram percentual de proficiência acima dos 90%. Ou seja, a grande maioria dos concluintes destes cursos demonstraram conhecimento suficiente no exame.
De acordo com o balanço do Enamed, o percentual de proficiência dos cursos por faixa foi:
Conceito 1: < 40%
Conceito 2: 40% a 59,90%
Conceito 3: 60% a 74,90%
Conceito 4: 75% a 89,90%
Conceito 5: >90%
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19/01 -
Minas tem 12 cursos de medicina em lista de notas baixas no Enamed; saiba quais são as instituições
Minas tem 12 cursos mal avaliados no Enamed
Doze instituições de ensino com cursos de medicina em Minas Gerais estão entre as que serão punidas pelo Ministério da Educação (MEC) após desempenho considerado insatisfatório no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes da Medicina (Enamed).
Em todo o país, mais de 100 universidades foram mal avaliadas, dos 351 cursos analisados. Em Minas, todas as faculdades que aparecem na lista são particulares (veja lista abaixo).
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As penalidades deverão atingir instituições que receberam notas 1 e 2, as mais baixas da avaliação feita pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).
As punições incluem redução ou suspensão de vagas, além do bloqueio do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) e de outros programas federais.
O balanço dos resultados foi divulgado nesta segunda-feira (19), em Brasília. Segundo o MEC, a medida busca garantir a qualidade da formação médica e proteger a população atendida pelos futuros profissionais.
Veja a lista de instituições de Minas Gerais que receberam notas consideradas insatisfatórias:
Faculdade de Medicina de Barbacena – Barbacena – nota 2
Centro Universitário Presidente Antônio Carlos – Juiz de Fora – nota1
Universidade Vale do Rio Doce (Univale) – Governador Valadares – nota2
Universidade de Itaúna – Itaúna – nota 2
Faculdade da Saúde e Ecologia Humana (Faseh) – Vespasiano – nota 1
Centro Universitário Faminas – Muriaé – nota 2
Centro Universitário de Manhuaçu (Unifacig) – Manhuaçu – nota 2
Faculdade Dinâmica do Vale do Piranga – Ponte Nova – nota 2
Faculdade de Minas BH (Faminas) – Belo Horizonte – nota 2
Centro Universitário Univértix – Matipó – nota 2
Faculdade Atenas – Passos – nota 2
Faculdade Atenas – Sete Lagoas – nota 2
Curso de Medicina
Marcelo Camargo/Agência Brasil
De acordo com o MEC, os cursos com conceito 1 terão suspensão total do ingresso de novos alunos. Já aqueles com conceito 2 sofrerão redução no número de vagas.
Segundo Camilo Santana, as instituições ainda terão prazo para apresentar defesa. O ministro reforçou que o objetivo não é punir, mas corrigir falhas e elevar a qualidade do ensino médico no país.
Atualização
Das 12 instituições mineiras citadas com desempenho insatisfatório no Enamed, a Faminas retornou ao g1, nesta terça-feira (20). Em nota o Centro Universitário Faminas — nas unidades de Muriaé e Belo Horizonte — afirmou que acompanha a divulgação dos dados “com responsabilidade institucional, rigor técnico e serenidade” e ressaltou que o exame avalia apenas uma amostra de estudantes concluintes.
A instituição destacou que seus cursos de Medicina possuem reconhecimento do Ministério da Educação com conceito máximo em avaliações presenciais e citou ainda resultados recentes do Enade. A Faminas informou também que o próprio Inep comunicou, em 19 de janeiro, a identificação de uma inconsistência técnica na base de dados do Enamed, o que motivou a retirada temporária das informações para revisão, e disse já ter adotado medidas administrativas, aguardando a consolidação oficial dos resultados.
O g1 fez contato com todas as instituições mineiras que aparecem na lista de mau desempenho.
Ao ser procurado para comentar a lista nacional com as universidades de notas insatisfatórias, a Associação Nacional das Universidades Particulares (Anup) informou que acompanha a divulgação dos resultados do Enamed.
A entidade afirmou que análises preliminares feitas por instituições de diferentes regiões do país apontam divergências entre os dados apresentados como insumos em dezembro e os números divulgados agora.
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Lista das faculdades de medicina com nota ruim no Enamed; veja nomes das entidades com conceito 1 e 2
Cerca de 30% dos cursos de Medicina vão ser punidos após avaliação ruim no Enamed
Piores desempenhos em instituições municipais e privadas
Na lista nacional de desempenho, a análise por tipo de instituição mostra diferenças significativas nos resultados.
Em todo o país, as piores avaliações, nas faixas 1 e 2, estão concentradas principalmente em universidades públicas municipais, onde 87,5% dos cursos ficaram com os conceitos mais baixos.
Também apresentaram desempenho fraco as instituições privadas com fins lucrativos, com 58,4% dos cursos nas faixas 1 e 2, além das chamadas instituições especiais, que somaram 54,6% nesses mesmos conceitos.
Já as privadas sem fins lucrativos tiveram cerca de um terço dos cursos avaliados como insuficientes.
Em contrapartida, os melhores resultados (conceitos 4 e 5) ficaram concentrados nas universidades públicas federais e estaduais. Entre as federais, 87,6% dos cursos alcançaram as notas mais altas; nas estaduais, o índice foi de 84,7%.
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19/01 -
Veja lista e notas dos 351 cursos de Medicina avaliados no Enamed
Enamed x Revalida: questões iguais, gabaritos diferentes
O Ministério da Educação divulgou nesta segunda-feira (19) o resultado da primeira edição do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed). Dos 351 cursos avaliados, 107 ficaram com notas 1 e 2 e vão sofrer sanções.
👉🏾 O Enamed é uma prova anual aplicada pelo MEC por meio do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) para avaliar a formação médica no Brasil.
Abaixo, confira a lista com os cursos avaliados e as respectivas notas.
De acordo com a avaliação:
🔴 24 cursos tiveram como resultado o conceito Enade 1, o menor índice;
🔴 83 cursos tiveram como resultado o conceito Enade 2;
🟢 80 cursos ficaram com conceito Enade 3;
🟢 114 atingiram o conceito Enade 4; e
🟢 49 ficaram com conceito Enade 5.
Além disso, um curso ficou sem conceito (SC) por ter menos de 10 alunos avaliados.
Enamed: 10 perguntas e respostas que alunos de medicina precisam saber sobre o Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica
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O que vai acontecer com os cursos 1 e 2?
As instituições com conceito 1 ou 2 no exame estarão sujeitas à penalidades. Cursos com conceito 2 terão redução de vagas para ingresso. Já aqueles com conceito 1 terá suspensão total do ingresso de novos estudantes.
Em reunião com a imprensa nesta segunda-feira, o ministro Camilo Santa informou que das 107, apenas 99 vão passar por penalidades porque as faculdades estaduais e municipais não estão sob a gerência do ministério.
O que acontece agora com os cursos:
8 cursos não vão mais poder receber alunos, estão suspensos do Fies e de outros programas federais;
13 cursos vão ter que reduzir pela metade o número de cursos e também estão suspensos do Fies e de outros programas federais;
33 cursos vão ter que reduzir em 25% o número de vagas, além de estarem suspensos do Fies e de outros programas federais;
45 cursos não podem mais aumentar o número de vagas.
Segundo o ministro da Educação, Camilo Santana, as universidades vão ter um prazo para apresentar uma defesa e reforça que a proposta com o curso é garantir a qualidade do ensino, protegendo a população que, depois, é assistida por esses profissionais.
"É uma maneira da instituição se aperfeiçoar. É um instrumento para que a gente possa fazer as instituições corrigirem e ter um ensino de qualidade. É uma forma de monitoramento com o único objetivo de melhorar o ensino", disse Camilo.
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19/01 -
Lista das faculdades de medicina com nota ruim no Enamed; veja nomes das entidades com conceito 1 e 2
Enamed x Revalida: questões iguais, gabaritos diferentes
Mais de 100 cursos de Medicina do país foram mal avaliados no Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed). Os cursos tiveram notas 1 e 2, consideradas insatisfatórias pelo Inep, e vão ser punidos com restrição no Fies e suspensão de vagas. O número foi divulgado no balanço de resultados do exame, em Brasília, nesta segunda-feira (19).
Disputa judicial
🔴 Neste fim de semana, antes da divulgação, uma entidade que representa universidades particulares entrou na Justiça para barrar a divulgação dos resultados, mas perdeu.
O Enamed (Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica) é uma prova anual para medir o desempenho dos estudantes e a qualidade do ensino. Ao todo, 351 cursos foram avaliados e 30% estão na faixa considerada insatisfatória.
Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica
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De acordo com a avaliação:
🔴 24 cursos tiveram como resultado o conceito Enade 1, o menor índice;
🔴 83 cursos tiveram como resultado o conceito Enade 2.
De acordo com o Inep, participaram da avaliação cerca de 89 mil alunos entre aqueles que estão concluindo a faculdade e em outros semestres.
➡️ Dos alunos concluintes, cerca de 39 mil, que são aqueles que estão perto de chegarem ao mercado de trabalho para atender o público, apenas 67% teve o que o instituto chama de "resultado proficiente", ou seja, conseguiu mostrar na avaliação conhecimento suficiente.
O restante, quase 13 mil alunos, não conseguiu resultado satisfátório.
Melhores e piores resultados
A análise por tipo de instituição revela grandes diferenças de desempenho entre as categorias de universidades.
As piores avaliações, concentradas nas faixas 1 e 2, aparecem principalmente em cursos de instituições públicas municipais, onde 87,5% ficaram nos conceitos mais baixos.
Também tiveram desempenho fraco as instituições privadas com fins lucrativos, com 58,4% dos cursos nas faixas 1 e 2, e as chamadas instituições especiais, que somaram 54,6% nessas mesmas faixas. As privadas sem fins lucrativos registraram um terço dos cursos com conceitos considerados insuficientes.
Já os melhores resultados, nas faixas 4 e 5, ficaram concentrados sobretudo no setor público federal e estadual.
Nas universidades públicas federais, 87,6% dos cursos alcançaram os conceitos mais altos. Entre as estaduais, esse percentual foi de 84,7%.
As instituições comunitárias e confessionais também se destacaram, com quase metade dos cursos na faixa 4, embora tenham presença menor na faixa máxima.
O que vai acontecer?
As instituições com conceito 1 ou 2 no exame estarão sujeitas à penalidades. Cursos com conceito 2 terão redução de vagas para ingresso. Já aqueles com conceito 1 terá suspensão total do ingresso de novos estudantes.
Em reunião com a imprensa nesta segunda-feira, o ministro Camilo Santa informou que das 107, apenas 99 vão passar por penalidades porque as faculdades estaduais e municipais não estão sob a gerência do ministério.
O que acontece agora com os cursos:
8 cursos não vão mais poder receber alunos, estão suspensos do Fies e de outros programas federais;
13 cursos vão ter que reduzir pela metade o número de cursos e também estão suspensos do Fies e de outros programas federais;
33 cursos vão ter que reduzir em 25% o número de vagas, além de estarem suspensos do Fies e de outros programas federais;
45 cursos não podem mais aumentar o número de vagas.
Segundo o ministro da Educação, Camilo Santana, as universidades vão ter um prazo para apresentar uma defesa e reforça que a proposta com o curso é garantir a qualidade do ensino, protegendo a população que, depois, é assistida por esses profissionais.
"É uma maneira da instituição se aperfeiçoar. É um instrumento para que a gente possa fazer as instituições corrigirem e ter um ensino de qualidade. É uma forma de monitoramento com o único objetivo de melhorar o ensino", disse Camilo.
Veja Mais
19/01 -
Cerca de 30% dos cursos de Medicina vão ser punidos após avaliação ruim no Enamed
Mais de 100 cursos de Medicina do país foram mal avaliados no Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed). Os cursos tiveram notas 1 e 2, consideradas insatisfatórias pelo INEP, e vão ser punidos com restrição no Fies e suspensão da abertura de novas vagas. O número foi divulgado no balanço de resultados do exame, em Brasília, nesta segunda-feira (19).
Veja AQUI lista das universidades com notas insatisfatórias no Enamed
🔴 Neste fim de semana, antes da divulgação, uma entidade que representa universidades particulares entrou na Justiça para barrar a divulgação dos resultados, mas perdeu.
O Enamed (Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica) é uma prova anual para medir o desempenho dos estudantes e a qualidade do ensino. Ao todo, 351 cursos foram avaliados e 30% estão na faixa considerada insatisfatória.
De acordo com a avaliação:
🔴 24 cursos tiveram como resultado o conceito Enade 1, o menor índice;
🔴 83 cursos tiveram como resultado o conceito Enade 2.
De acordo com o Inep, participaram da avaliação cerca de 89 mil alunos entre aqueles que estão concluindo a faculdade e em outros semestres.
Veja os vídeos que estão em alta no g1
➡️ Dos alunos concluintes, cerca de 39 mil, que são aqueles que estão perto de chegar ao mercado de trabalho para atender ao público, apenas 67% tiveram o que o instituto chama de "resultado proficiente", ou seja, conseguiu mostrar na avaliação conhecimento suficiente.
O restante, quase 13 mil alunos, não conseguiu resultado satisfatório.
Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica
Adobe Stock
Melhores e piores resultados
A análise por tipo de instituição revela grandes diferenças de desempenho entre as categorias de universidades.
As piores avaliações, concentradas nas faixas 1 e 2, aparecem principalmente em cursos de instituições públicas municipais, onde 87,5% ficaram nos conceitos mais baixos.
Também tiveram desempenho fraco as instituições privadas com fins lucrativos, com 58,4% dos cursos nas faixas 1 e 2, e as chamadas instituições especiais, que somaram 54,6% nessas mesmas faixas. As privadas sem fins lucrativos registraram um terço dos cursos com conceitos considerados insuficientes.
Já os melhores resultados, nas faixas 4 e 5, ficaram concentrados sobretudo no setor público federal e estadual.
Nas universidades públicas federais, 87,6% dos cursos alcançaram os conceitos mais altos. Entre as estaduais, esse percentual foi de 84,7%.
As instituições comunitárias e confessionais também se destacaram, com quase metade dos cursos na faixa 4, embora tenham presença menor na faixa máxima.
O que vai acontecer?
As instituições com conceito 1 ou 2 no exame estarão sujeitas a penalidades. Cursos com conceito 2 terão redução de vagas para ingresso. Já aqueles com conceito 1 terá suspensão total do ingresso de novos estudantes.
Em reunião com a imprensa nesta segunda-feira, o ministro Camilo Santana informou que dos 107 cursos, apenas 99 vão passar por penalidades porque as faculdades estaduais e municipais não estão sob a gerência do ministério.
O que acontece agora com as faculdades:
8 faculdades não vão mais poder receber alunos, estão suspensos do Fies e de outros programas federais;
13 faculdades vão ter que reduzir pela metade o número de vagas e também estão suspensos do Fies e de outros programas federais;
33 faculdades vão ter que reduzir em 25% o número de vagas, além de estarem suspensos do Fies e de outros programas federais;
45 faculdades não podem mais aumentar o número de vagas.
Segundo Camilo Santana, as universidades vão ter um prazo para apresentar uma defesa e reforçou que a proposta com o curso é garantir a qualidade do ensino, protegendo a população que, depois, é assistida por esses profissionais.
"É uma maneira da instituição se aperfeiçoar. É um instrumento para que a gente possa fazer as instituições corrigirem e ter um ensino de qualidade. É uma forma de monitoramento com o único objetivo de melhorar o ensino", disse Camilo.
Em nota ao g1, a Associação Nacional das Universidades Particulares (Anup) informou que acompanha a divulgação dos resultados do Enamed e que análises preliminares feitas por instituições de diferentes regiões do país apontam divergências entre os dados apresentados como insumos em dezembro e os números divulgados agora.
A entidade disse que vai aguardar esclarecimentos técnicos do Ministério da Educação e do Inep antes de qualquer "manifestação conclusiva sobre o balanço".
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19/01 -
Sisu 2026: inscrições estão abertas; veja como aumentar as chances de garantir uma vaga
Como usar as notas do Enem para estudar no Brasil e no exterior
As inscrições do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) 2026 já estão abertas. Os estudantes têm até o 23h59 de 23 de janeiro para se cadastrar no sistema. As inscrições devem ser feitas por meio do portal Acesso Único.
Serão 274,8 mil vagas em 7.399 cursos de graduação e 136 instituições públicas de ensino superior de todas as regiões do país.
👉🏾 O Sisu é o programa do governo federal que seleciona estudantes para instituições públicas de ensino superior, a partir do desempenho no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). O resultado da chamada regular será divulgado no dia 29 de janeiro.
Em 2026, o programa passará a aceitar as notas das três edições mais recentes do Enem. Neste caso, Enem 2023, 2024 e 2025. Até este ano, podiam se inscrever apenas quem havia feito a última edição do exame.
LEIA TAMBÉM: Resultado do Enem 2025 já está disponível
Além de ter feito o Enem em uma das três edições mais recentes, é preciso que o candidato tenha tirado nota acima de zero na redação e tenha ensino médio completo.
O programa terá apenas uma edição no ano, como tem sido desde 2024. Portanto, quem for selecionado poderá iniciar o ano letivo no primeiro ou no segundo semestre, a depender da abertura de turma e determinação da instituição.
Abaixo, conheça os "truques" que podem fazer a diferença na hora de garantir uma das vagas do programa.
1. Conheça a forma de seleção do Sisu
Os candidatos do Sisu terão cinco dias para escolher até dois cursos de instituições públicas de 26 unidades federativas. Rondônia, na região Norte, é o único estado que não ofertará vagas para suas universidades por meio do Sisu.
Após uma seleção inicial dos cursos, os candidatos também poderão conferir suas colocações no sistema, o que é importante para saber as suas chances de classificação.
As opções podem ser alteradas quantas vezes o candidato quiser, até as 23h59 de 23 de janeiro, quando as inscrições se encerram. Valerão as escolhas que estiverem marcadas no sistema nesse horário.
Consulta de vagas do Sisu
Divulgação
2. Fique atento às notas de corte
É aqui que o candidato deve estar atento, porque as notas de corte, que definem a pontuação mínima que é preciso para garantir uma das vagas disponíveis para aquele determinado curso, são atualizadas diariamente até o último dia do período de inscrições.
Funciona mais ou menos assim:
Imagine um determinado ativo na bolsa de valores. Neste cenário imaginário, o curso de Odontologia pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB), é o ativo. Para "investir" neste ativo no primeiro dia de inscrições e concorrer a uma das 20 vagas, o candidato precisa ter obtido 759,7 de média no Enem.
No primeiro dia, 35 pessoas com notas maiores se candidataram àquele curso, e o candidato X, 20º melhor colocado, tirou 820,5 de média. Como são 20 vagas, a média do candidato X passará a ser considerada a nota de corte no segundo dia. O ativo "valorizou".
Ou seja, paga ficar com uma das vagas, o candidato precisará ter uma nota maior que um dos 20 melhores colocados até ali.
Essa movimentação acontecerá diariamente até a madrugada de 23 de janeiro, quando acontece a última atualização. Neste dia, a nota de corte apresentada será a final.
O candidato que estiver abaixo da nota de corte provavelmente só terá a chance de ficar com uma das vagas se estiver muito bem colocado logo atrás das 20 maiores notas, e caso algum ou alguns dos melhores colocados desista daquele curso.
🚨 Mas fique atento! Da mesma maneira que a nota de corte parcial pode aumentar ao longo dos dias, também pode diminuir caso um candidato bem colocado mude a opção de curso, por exemplo. Por isso, a dica é conferir diariamente a nota de corte dos cursos escolhidos.
"Muitos candidatos veem uma boa posição no primeiro dia, relaxam e acabam sendo surpreendidos no final do período de inscrição, já que o cenário muda constantemente", alerta Heitor Ribeiro, coordenador do Curso Anglo.
3. Mude as opções de curso quantas vezes for preciso
Durante o período de inscrição, o candidato deve se valer da oportunidade de mudar suas opções de curso quantas vezes achar necessário.
Heitor Ribeiro explica que o candidato deve conhecer bem as possibilidades e trabalhar com alternativas reais. Segundo ele, apostar em uma única opção reduz as chances de aprovação.
Portanto, é importante que o candidato selecione suas duas opções de curso principais já no primeiro dia de inscrições, e que esteja aberto e atento a alternativas.
Também por isso, o especialista sugere que listar os cursos e universidades de interesse em ordem de prioridade pode ajudar na hora de avaliar as melhores alternativas para o candidato.
4. Reconheça que as notas do Enem têm pesos diferentes em instituições diferentes
Outro ponto importante que pode pesar na garantia de uma vaga é saber que cada curso e instituição dá pesos diferentes para o desempenho do candidato no Enem.
É mais ou menos assim:
A universidade X que oferece curso de Direito dá mais peso para notas de ciências da natureza.
A universidade Y que também oferece o curso de Direito dá mais peso para notas de linguagens.
Assim, o candidato pode ficar melhor colocado em uma ou em outra a depender da área na qual obteve uma nota maior no Enem.
5. Tenha paciência
A rotatividade do processo seletivo do Sisu é grande, o que faz com que alguns candidatos sejam convocado semanas após o resultado da chamada regular.
Por isso, Heitor Ribeiro sugere que o candidato com uma pontuação mais próxima à nota de corte não perca as esperanças. “Planejamento, informação e calma fazem toda a diferença para transformar essa oportunidade em conquista”, conclui.
Cronograma do Sisu 2026
Inscrições: 19 a 23 de janeiro.
Resultado da chamada regular: 29 de janeiro.
Matrículas: a partir de 2 de fevereiro.
Manifestação de interesse na lista de espera: 29 de janeiro a 2 de de fevereiro.
Tema da redação do Enem é 'Perspectivas acerca do envelhecimento na sociedade brasileira'
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Sisu 2026: inscrições começam nesta segunda; saiba como aumentar as chances de garantir uma vaga
Como usar as notas do Enem para estudar no Brasil e no exterior
As inscrições do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) 2026 começam nesta segunda-feira (19). Os estudantes têm até o 23h59 de 23 de janeiro para se cadastrar no sistema. Serão 274,8 mil vagas em 7.399 cursos de graduação e 136 instituições públicas de ensino superior de todas as regiões do país.
👉🏾 O Sisu é o programa do governo federal que seleciona estudantes para instituições públicas de ensino superior, a partir do desempenho no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). O resultado da chamada regular será divulgado no dia 29 de janeiro.
Para ajudar os alunos interessados no programa, o g1 reuniu 5 dicas que podem fazer a diferença na hora de concorrer a uma vaga:
Conheça a forma de seleção do programa
Se atente às notas de corte
Se preciso, mude as opções de curso
Saiba que notas do Enem têm pesos diferentes em instituições diferentes
Tenha paciência
Em 2026, o programa passará a aceitar as notas das três edições mais recentes do Enem. Neste caso, Enem 2023, 2024 e 2025. Até este ano, podiam se inscrever apenas quem havia feito a última edição do exame.
LEIA TAMBÉM: Resultado do Enem 2025 já está disponível
Além de ter feito o Enem em uma das três edições mais recentes, é preciso que o candidato tenha tirado nota acima de zero na redação e tenha ensino médio completo.
O programa terá apenas uma edição no ano, como tem sido desde 2024. Portanto, quem for selecionado poderá iniciar o ano letivo no primeiro ou no segundo semestre, a depender da abertura de turma e determinação da instituição.
Abaixo, conheça em detalhes os "truques" que podem fazer a diferença na hora de garantir uma das vagas do programa.
1. Conheça a forma de seleção do Sisu
Os candidatos do Sisu terão cinco dias para escolher até dois cursos de instituições públicas de 26 unidades federativas. Rondônia, na região Norte, é o único estado que não ofertará vagas para suas universidades por meio do Sisu.
Após uma seleção inicial dos cursos, os candidatos também poderão conferir suas colocações no sistema, o que é importante para saber as suas chances de classificação.
As opções podem ser alteradas quantas vezes o candidato quiser, até as 23h59 de 23 de janeiro, quando as inscrições se encerram. Valerão as escolhas que estiverem marcadas no sistema nesse horário.
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Consulta de vagas do Sisu
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2. Fique atento às notas de corte
É aqui que o candidato deve estar atento, porque as notas de corte, que definem a pontuação mínima que é preciso para garantir uma das vagas disponíveis para aquele determinado curso, são atualizadas diariamente até o último dia do período de inscrições.
Funciona mais ou menos assim:
Imagine um determinado ativo na bolsa de valores. Neste cenário imaginário, o curso de Odontologia pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB), é o ativo. Para "investir" neste ativo no primeiro dia de inscrições e concorrer a uma das 20 vagas, o candidato precisa ter obtido 759,7 de média no Enem.
No primeiro dia, 35 pessoas com notas maiores se candidataram àquele curso, e o candidato X, 20º melhor colocado, tirou 820,5 de média. Como são 20 vagas, a média do candidato X passará a ser considerada a nota de corte no segundo dia. O ativo "valorizou".
Ou seja, paga ficar com uma das vagas, o candidato precisará ter uma nota maior que um dos 20 melhores colocados até ali.
Essa movimentação acontecerá diariamente até a madrugada de 23 de janeiro, quando acontece a última atualização. Neste dia, a nota de corte apresentada será a final.
O candidato que estiver abaixo da nota de corte provavelmente só terá a chance de ficar com uma das vagas se estiver muito bem colocado logo atrás das 20 maiores notas, e caso algum ou alguns dos melhores colocados desista daquele curso.
🚨 Mas fique atento! Da mesma maneira que a nota de corte parcial pode aumentar ao longo dos dias, também pode diminuir caso um candidato bem colocado mude a opção de curso, por exemplo. Por isso, a dica é conferir diariamente a nota de corte dos cursos escolhidos.
"Muitos candidatos veem uma boa posição no primeiro dia, relaxam e acabam sendo surpreendidos no final do período de inscrição, já que o cenário muda constantemente", alerta Heitor Ribeiro, coordenador do Curso Anglo.
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3. Mude as opções de curso quantas vezes for preciso
Durante o período de inscrição, o candidato deve se valer da oportunidade de mudar suas opções de curso quantas vezes achar necessário.
Heitor Ribeiro explica que o candidato deve conhecer bem as possibilidades e trabalhar com alternativas reais. Segundo ele, apostar em uma única opção reduz as chances de aprovação.
Portanto, é importante que o candidato selecione suas duas opções de curso principais já no primeiro dia de inscrições, e que esteja aberto e atento a alternativas.
Também por isso, o especialista sugere que listar os cursos e universidades de interesse em ordem de prioridade pode ajudar na hora de avaliar as melhores alternativas para o candidato.
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4. Reconheça que as notas do Enem têm pesos diferentes em instituições diferentes
Outro ponto importante que pode pesar na garantia de uma vaga é saber que cada curso e instituição dá pesos diferentes para o desempenho do candidato no Enem.
É mais ou menos assim:
A universidade X que oferece curso de Direito dá mais peso para notas de ciências da natureza.
A universidade Y que também oferece o curso de Direito dá mais peso para notas de linguagens.
Assim, o candidato pode ficar melhor colocado em uma ou em outra a depender da área na qual obteve uma nota maior no Enem.
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5. Tenha paciência
A rotatividade do processo seletivo do Sisu é grande, o que faz com que alguns candidatos sejam convocado semanas após o resultado da chamada regular.
Por isso, Heitor Ribeiro sugere que o candidato com uma pontuação mais próxima à nota de corte não perca as esperanças. “Planejamento, informação e calma fazem toda a diferença para transformar essa oportunidade em conquista”, conclui.
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Cronograma do Sisu 2026
Inscrições: 19 a 23 de janeiro.
Resultado da chamada regular: 29 de janeiro.
Matrículas: a partir de 2 de fevereiro.
Manifestação de interesse na lista de espera: 29 de janeiro a 2 de de fevereiro.
Tema da redação do Enem é 'Perspectivas acerca do envelhecimento na sociedade brasileira'
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Legislação reduz poder da UnB para usar dinheiro de eventual venda de imóveis; entenda
Universidade de Brasília, campus Darcy Ribeiro
Isa Lima/Secom UnB
Prestes a começar mais um ano letivo, a Universidade de Brasília (UnB) entra em 2026 com uma pendência antiga na pauta de discussões: a busca de mais dinheiro para fazer investimentos e ampliar a capacidade de ensino e pesquisa.
A intenção da Universidade de Brasília (UnB) de avançar os estudos e vender parte de seu patrimônio imobiliário para ampliar investimentos enfrenta limites legais que podem, na prática, inviabilizar o uso desses recursos.
A legislação federal permite a alienação de bens considerados desnecessários às atividades acadêmicas – mas impõe regras rígidas sobre como o dinheiro pode ser usado.
Essa verba não pode ser gasta, por exemplo, com o custeio de despesas rotineiras da universidade – compra de insumos de laboratório e material de limpeza ou pagamento de salários, por exemplo.
➡️ Alienação de bens é a transferência de um bem móvel ou imóvel a terceiros por meio de venda, doação, transferência ou cessão de bens.
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Veja abaixo quais são as regras para a venda desses imóveis – e por que o dinheiro pode acabar não ajudando diretamente a UnB.
Imóvel da Universidade de Brasília (UnB), na SQN 212, na Asa Norte.
UnB/Reprodução
O que diz a lei?
A Lei nº 6.120/1974 é a principal referência que regula a alienação de bens imóveis da instituições federais de ensino. Os imóveis podem ser objeto de:
permuta sob condições especiais;
hipoteca para garantia de empréstimos junto a estabelecimentos de crédito oficiais;
e locação.
A venda só pode ser realizada mediante autorização do presidente da República, decreto e aprovação em colegiado superior com quórum de pelo menos dois terços. A lei também proíbe doações ou cessões gratuitas de imóveis.
O dinheiro arrecadado deve ser utilizado na própria universidade, em despesas relativas a edificações, serviços de infraestrutura, instalações, equipamentos e urbanização.
O valor pode ser destinado a despesas de custeio apenas se os campi forem "considerados completos", ou seja:
quando já tiver toda a infraestrutura necessária,
possuir condições adequadas para pleno funcionamento e
não houver mais demandas relevantes de obras ou equipamentos.
A Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e a Nova Lei de Licitações e Contratos também exercem influência direta no patrimônio da universidade por condicionarem controles orçamentários, regras de governança e prestação de contas.
UnB pretende leiloar lotes na última quadra vazia da Asa Norte
Para onde vai o dinheiro?
Como a UnB faz parte do orçamento da União, qualquer recurso obtido — inclusive com a venda de imóveis — entra diretamente no caixa do governo federal.
Ou seja: não há possibilidade de criar um fundo para uso livre da instituição, ou de o dinheiro ser recebido diretamente pela reitoria da UnB.
Daí em diante, a verba passa pelo trâmite comum da execução orçamentária. Precisa ser autorizado pelo Congresso, passa pelo controle do Tesouro Nacional e pode ser até bloqueado para ajudar o governo a equilibrar as contas públicas.
Outro problema é a Desvinculação de Receitas da União (DRU).
Desde 2024, ela permite que até 30% das receitas patrimoniais arrecadadas pelas universidades sejam recolhidas pelo governo federal.
Na prática, isso significa que nem todo o valor obtido com a venda de imóveis fica disponível para a UnB.
Orçamento e fonte de recursos
A Universidade de Brasília (UnB) conta com diferentes fontes de recursos:
Recursos previstos na Lei Orçamentária Anual (LOA)
Receitas arrecadadas por recursos próprios
Acordos, contratos, convênios, entre outros
Emendas parlamentares individuais e de bancadas
A principal delas é o orçamento previsto na Lei Orçamentária Anual (LOA), que define os valores autorizados para execução ao longo de cada exercício financeiro, incluindo despesas obrigatórias e discricionárias.
No Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) 2026, o governo havia previsto R$ 6,89 bilhões para as 69 universidades federais. A base desse valor engloba recursos discricionários, voltados a despesas não obrigatórias como manutenção, bolsas, energia e insumos.
Durante a votação no Congresso, esse montante foi reduzido em R$ 488 milhões — queda de 7,05% —, caindo para R$ 6,43 bilhões.
O professor da Faculdade de Educação, Remi Castioni, explica que o orçamento das universidades públicas foi reduzido em R$ 400 milhões em relação ao apresentado pelo Executivo ao Congresso Nacional.
"Juntos, CAPES e CNPq, tiveram uma redução similar no findar do ano legislativo com a aprovação da LOA de 2026. Ou seja, se juntar tudo dá quase R$ 1 bilhão. É quase a metade do orçamento da UnB. Esta é uma realidade que se repete no sistema de ciência, tecnologia e inovação, que se esperava superado depois que retiramos o FNDCT da alçada do contingenciamento", explica Remi.
Além do orçamento federal, a universidade arrecada recursos próprios.
Essas receitas têm origem, principalmente, no aluguel de imóveis comerciais e residenciais pertencentes à UnB. Há também os valores vindos de projetos de pesquisa, inovação e extensão desenvolvidos pela instituição, muitas vezes em parceria com órgãos públicos ou entidades privadas.
Outra fonte de recursos envolve acordos, contratos e convênios firmados para a realização de pesquisas, consultorias, cursos e a execução de projetos diversos, com ou sem repasse financeiro.
Quando há transferência de recursos para a universidade, os valores são operacionalizados por meio de instrumentos como o Termo de Execução Descentralizada (TED) ou por destaques orçamentários, mecanismos utilizados pela administração pública para viabilizar a execução de políticas e projetos.
A UnB também recebe recursos por meio de emendas parlamentares, tanto individuais quanto de bancada.
Na LOA de 2024, a Universidade de Brasília recebeu sete emendas individuais que somaram cerca de R$ 1,8 milhão. As emendas de bancada somaram outros R$ 52,1 milhões, sendo R$ 24,6 milhões para custeio e R$ 27,4 milhões para investimentos. Ainda não há dados disponíveis de 2025.
O que diz a UnB?
Em nota ao g1, a UnB informou:
que a Desvinculação das Receitas da União (DRU) incide sobre toda a receita patrimonial da UnB, incluindo aluguéis, por exemplo;
que o valor total do patrimônio imobiliário não pode ser informado no momento, por depender de avaliação contábil especializada
que as receitas próprias vêm contribuindo para preservar o funcionamento da instituição.
"Em um contexto de restrição orçamentária que incide sobre os recursos discricionários das universidades federais – fundamentais para contratos essenciais, manutenção da infraestrutura e políticas acadêmicas e de permanência estudantil – essas receitas próprias contribuem para preservar a capacidade operacional da UnB, a previsibilidade administrativa e a continuidade de suas atividades acadêmicas e científicas.", respaldou a instituição ao g1.
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18/01 -
UnB estuda vender parte de seus quase 1,8 mil imóveis para turbinar investimentos
Universidade de Brasília, campus Darcy Ribeiro
Isa Lima/Secom UnB
Prestes a começar mais um ano letivo, a Universidade de Brasília (UnB) entra em 2026 com uma pendência antiga na pauta de discussões: a busca de mais dinheiro para fazer investimentos e ampliar a capacidade de ensino e pesquisa.
O tema envolve múltiplos fatores: ideias para ampliar a receita própria, limitações legais para a venda de bens públicos e as restrições orçamentárias enfrentadas pelo ensino público superior.
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Em nota recente, a UnB afirmou que segue avaliando, "com cautela", a possibilidade de vender lotes na Asa Norte e na área central do Plano Piloto.
Disse que, pra isso, leva em conta "critérios acadêmicos, administrativos e financeiros".
A UnB também ressaltou que não há decisão tomada nem cronograma definido para qualquer eventual venda dessas áreas.
Debate se arrasta há anos
O debate é antigo e avança a passos lentos. Em 2004, a UnB já planejava leiloar os lotes vagos da 207 Norte – última quadra residencial totalmente vazia da Asa Norte. O terreno, com cerca de 8.800 m², tem potencial para abrigar até 12 prédios residenciais, segundo estudos internos.
No mesmo período, a UnB também avaliava a possível alienação — troca — de um terreno no Setor Hoteleiro Norte (SHN) como parte de sua estratégia de gestão patrimonial.
Para embasar as decisões, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) realizava estudos e levantamentos técnicos contratados pela universidade.
UnB pretende leiloar lotes na última quadra vazia da Asa Norte
Qual é o patrimônio da UnB?
Ao todo, a UnB informou possuir aproximadamente 1,8 mil imóveis, entre residenciais e comerciais, distribuídos pelo Distrito Federal, incluindo terrenos vazios em áreas valorizadas.
Parte desse patrimônio gera receita por meio da chamada taxa de ocupação — valor pago pelos ocupantes dos imóveis —, cuja finalidade, segundo a universidade, é o investimento em ensino, pesquisa e extensão.
Já a taxa de manutenção, comparada pela própria instituição a uma taxa de condomínio, é destinada exclusivamente ao custeio dos serviços dos apartamentos, como portaria, limpeza, manutenção predial, água, energia elétrica, elevadores e garagens. As empresas responsáveis por esses serviços são contratadas por meio de processos licitatórios.
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Mesmo desocupados, geram despesas
Mesmo sem ocupação, os imóveis continuam gerando despesas. Em resposta a um pedido via Lei de Acesso à Informação (LAI), a UnB informou que, em dezembro de 2025, havia 8 imóveis desocupados aguardando vistoria inicial para serem disponibilizados ao público.
Segundo a instituição, há 304 servidores cadastrados na fila para imóveis exclusivos. Além disso, em novembro, a universidade informou que 140 imóveis estavam retidos para manutenção, com serviços que incluem revestimentos, reparos hidráulicos e elétricos, entre outros.
Somente com taxas de condomínio, os custos desses imóveis, referentes ao mês de novembro de 2025, somaram R$ 163 mil. Em 2024, a arrecadação com aluguéis, taxas e demais receitas imobiliárias foi de cerca de R$ 58 milhões.
A liberação dessas unidades ocorre de forma gradual, conforme a conclusão das obras e a disponibilidade das equipes técnicas.
O g1 questionou a instituição acerca de uma lista de imóveis disponíveis em 2026. A UnB afirmou que não é possível apresentar uma lista fixa de imóveis, "já que não é possível precisar a rotatividade de ocupação dos imóveis, que depende de desocupações, vistorias e manutenção".
Imóveis para servidores
Atualmente, parte dos imóveis é destinada exclusivamente a servidores da universidade. Essas unidades estão localizadas nas quadras 109, 205, 206 Norte e no conjunto conhecido como Colina, área tradicionalmente ocupada por professores e técnicos administrativos.
No segmento comercial, a Secretaria de Patrimônio Imobiliário (SPI) informou que há 9 imóveis disponíveis para aluguel imediato, todos localizados na Asa Sul, no centro de Brasília.
Já entre os imóveis residenciais, quatro unidades estão disponíveis por meio de concorrência com cadastro virtual — duas na 212 Norte e duas na 214 Norte —, além de um imóvel, disponível sem cadastro, localizado na 310 Norte.
Imóvel da Universidade de Brasília (UnB), na SQN 212, na Asa Norte.
UnB/Reprodução
O que diz a UnB
"A Universidade de Brasília (UnB) informa à comunidade que a reportagem publicada pela Folha de S. Paulo em 4 de janeiro, que trata de suposta venda, em 2026, de projeções localizadas na SQN 207 e na região central do Plano Piloto de Brasília, não contempla avanços e atualizações relevantes no tratamento do tema.
A Reitoria havia sido consultada em agosto de 2025 e informou à Folha que tem realizado reuniões sistemáticas com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no âmbito do contrato firmado em 2023, e que solicitou formalmente ao BNDES a apresentação de uma nova proposta, que contemple contrapartidas consideradas de maior interesse institucional pela Universidade, à luz de critérios acadêmicos, administrativos e financeiros mais adequados à realidade atual da UnB.
Assim que essa nova proposta for apresentada, ambas as versões, a original e a revisada, serão submetidas ao Conselho de Administração (CAD), para conhecimento da comunidade universitária e deliberação colegiada, conforme os princípios de transparência e governança institucional. Cabe destacar que esse procedimento de submissão ao CAD não havia sido adotado anteriormente, quando da apresentação da primeira proposta.
A Reitoria ressalta ainda que qualquer discussão sobre alternativas de ampliação de receitas próprias da Universidade tem sido conduzida com extrema cautela, especialmente em razão dos impactos da Desvinculação de Receitas da União (DRU), que já incide sobre o orçamento federal das universidades. No caso da UnB, eventual aumento de arrecadação por meio de receitas patrimoniais implicaria, automaticamente, a perda de aproximadamente um terço desses recursos. Esse fator tem orientado uma postura responsável e prudente da atual gestão, que busca evitar prejuízos estruturais ao financiamento público da Universidade.
Por fim, a UnB reafirma que não há decisão tomada quanto à alienação da área mencionada, tampouco cronograma definido para tal finalidade.
A Universidade de Brasília permanece comprometida com a transparência, a defesa do interesse público, da autonomia universitária e da gestão responsável de seu patrimônio, sempre em consonância com sua missão acadêmica e social."
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17/01 -
Enem 2025: como três alunos de BH garantiram notas acima de 960 na redação
g1 conta como três alunos de BH garantiram notas acima de 960 na redação
As notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) foram divulgadas nesta sexta-feira (16) e já começam a revelar histórias de dedicação, disciplina e superação.
Três estudantes mineiros que conquistaram médias acima de 800 pontos na prova geral e notas de mais de 900 na redação contaram ao g1 Minas sobre a rotina de estudos desafios e sonhos para a vida acadêmica.
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O Enem é a principal porta de entrada para o ensino superior no Brasil. O exame permite aos participantes concorrer a vagas em universidades públicas e privadas, e até a financiamento e bolsas privadas. Além disso, também é aceito em dezenas de instituições internacionais.
O Sistema de Seleção Unificada (Sisu), programa do Ministério da Educação (MEC) que seleciona estudantes para universidades públicas, começa na segunda-feira (19) e vai até a sexta (23).
UFMG oferta mais de 6 mil vagas em 87 cursos pelo Sisu; veja cronograma e lista de graduações
Nesta reportagem, Júlia Vitória Batista, Naief Lasmar Souza e Mateus Hindi Pires contam suas experiências a partir dos seguintes aspectos:
Somente a noite disponível para estudos
Ajuda de professor e simulados para a redação
Repertório ampliado com interpretação de filmes
'Afeto pelo caminho' do estudo
Júlia Vitória Batista, Naief Lasmar Souza e Mateus Hindi Pires conquistaram notas acima de 900 na redação do Enem e médias superiores a 800 pontos na prova geral.
Acervo Pessoal
Somente a noite disponível para estudos
Uma dessas histórias é a da aluna da Escola Estadual Maria Luiza Miranda Bastos, em Belo Horizonte, Júlia Vitória Batista. Aos 18 anos, ela é um dos destaques da rede pública mineira e viveu uma rotina desafiadora durante a preparação para o Enem.
Com uma rotina de curso pela manhã e trabalho à tarde, Júlia tinha apenas a noite para se dedicar aos estudos para as provas.
“Eu não tinha o dia inteiro para estudar em casa. O tempo que eu tinha era à noite e eu precisava fazer aquilo valer a pena. Sempre que podia, revisava as matérias aos fins de semana. Muitas vezes eu estava cansada, mas sabia que, se quisesse um bom resultado, precisava continuar”, conta.
Segundo Júlia, a experiência como treineira em 2024 foi fundamental para se acostumar com o formato da prova e com o controle do tempo.
“Quando você já passou pela experiência antes, chega mais tranquila. Eu já sabia como era o ritmo da prova, o cansaço, o tempo que precisava administrar. Isso me deu mais segurança para fazer a redação e o restante da prova com calma”, afirma.
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Ajuda de professor e simulados para a redação
O desempenho de 980 pontos na redação está diretamente ligado, segundo Júlia, ao trabalho desenvolvido na escola, especialmente nas aulas de língua portuguesa.
“Tudo o que eu aprendi sobre redação veio do meu professor de Português, Adriano Melo. Ele nos ensinou a estruturar todos os parágrafos, fez indicações de repertórios e nos mostrou como dar uma base mais sólida para nossos argumentos. Outra estratégia foi realizar todos os simulados, tanto os externos quanto os que a escola aplicava.
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Júlia tem o sonho de cursar Engenharia da Computação na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Ela conta que receber o resultado do Exame foi um dos momentos mais marcantes de todo o processo.
Segundo Júlia, apesar de ter dada o seu melhor, não esperava um resultado tão bom quanto o que obteve.
Repertório ampliado com interpretação de filmes
Assim como Júlia, Naief Lasmar Souza, de 19 anos e natural de Lavras (MG), também atribui o bom desempenho na prova a um processo que foi além do conteúdo tradicional.
Para o estudante, que tirou 960 na redação, o caminho até a nota passou também pela interpretação crítica de filmes. O estudante conta que o hábito de analisar obras cinematográficas ajudou não só a ampliar o repertório sociocultural, mas também a desenvolver um olhar mais atento para a construção do texto.
“Eu sempre gostei muito de cinema e comecei a escrever sobre os filmes que assistia, tentando entender as mensagens, os contextos históricos e sociais por trás das obras. Isso acabou me ajudando bastante na redação, porque fui ampliando meu repertório e aprendendo a organizar melhor as ideias”, explica.
Essa foi a terceira vez que Naief participou do Enem. Em 2025, encarou o desafio de sair de sua cidade natal, Lavras, para cursar o pré-vestibular na capital mineira. Para ele, ficar longe da família para morar sozinho em BH e se adaptar a nova rotina foi um processo intenso, mas o foco em passar na prova foi maior.
Com o desempenho, Naief pretende cursar Medicina. Ele conta que, apesar de ter familiares médicos que o influenciaram ao longo do caminho, a escolha pelo curso sempre veio de uma motivação pessoal.
“Eu sempre enxerguei a medicina como uma ciência, mas também como uma arte. Gosto muito dessa ideia do cuidado e contato humano, É isso que me move”
'Afeto pelo caminho' do estudo
Assim como Naief, o belo-horizontino Mateus Hindi Pires, de 18 anos, também alcançou nota 960 na redação. Aluno do 3º ano do ensino médio na escola SEB Unimaster e também estudante do curso pré-vestibular do Bernoulli, ele destaca que o principal diferencial da preparação não esteve apenas na carga horária intensa, mas na forma como passou a se relacionar com o estudo ao longo do processo.
“Eu percebi que, no vestibular, se você não cria algum tipo de afeto pelo caminho, o processo fica muito pesado. É um ambiente competitivo, cansativo, e eu tentei transformar isso em algo mais leve, criando gosto por estudar, por fazer questões e escrever redações. Isso mudou completamente minha forma de encarar a preparação”, afirma.
A rotina, especialmente no último ano, foi puxada. Pela manhã, Mateus tinha aulas regulares; à tarde, dedicava horas à resolução de exercícios e revisões do conteúdo visto no dia. Em média, chegava a 12 horas diárias de estudo, mas faz questão de destacar que o equilíbrio foi essencial.
Na preparação para a redação, Mateus optou por um caminho menos engessado. Ele escrevia, em média, duas redações por semana, mas buscava desenvolver uma escrita mais autoral, sem depender exclusivamente de modelos prontos.
“Eu quis fugir um pouco das fórmulas. Trabalhei muito a construção de argumentos próprios, uma escrita mais pessoal. Acredito que isso fez diferença na correção deste ano”, avalia.
O resultado, segundo ele, veio como uma recompensa.
“Minha mãe me acordou às 7h da manhã dizendo que a nota tinha saído. A sensação foi inexplicável. Dá um sentimento enorme de que tudo valeu a pena. Quando você se entrega de verdade ao processo, o retorno vem”, diz.
Mateus pretende cursar medicina e será o primeiro médico da família.
“Sempre foi um sonho trabalhar com pessoas, se comunicar, cuidar. A medicina, pra mim, é o ponto mais alto desse contato humano”, afirma.
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16/01 -
Unioeste divulga resultado do Vestibular 2026
Unioeste divulgou resultado do Vestibular 2026
José Fernando Ogura/Arquivo AEN
A Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) divulga, nesta sexta-feira (16), a lista dos aprovados no Vestibular 2026.
Os resultados foram divulgados às 17h nos cinco campi da universidade — Cascavel, Foz do Iguaçu, Francisco Beltrão, Marechal Cândido Rondon e Toledo — e estarão disponíveis no site da instituição a partir das 20h.
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Nesta edição, mais de 15 mil candidatos disputaram 1.602 vagas distribuídas em 67 cursos de graduação.
As matrículas vão da próxima segunda-feira (19), até 26 de janeiro, no site da universidade. O envio dos documentos também precisam ser enviados pelo sistema digital e pelos aplicativos da Unioeste.
Os e-mails para contato sobre as matrículas são:
nexo.matriculas@unioeste.br
prograd@unioeste.br
prograd.daa@unioeste.br
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Confira as vagas mais disputadas:
Medicina (Cascavel) - 2.581 candidatos
Medicina (Francisco Beltrão) - 1.612 candidatos
Psicologia (Foz do Iguaçu) - 538 candidatos
Psicologia (Toledo) - 317 candidatos
Direito (Marechal Cândido Rondon) - 246 candidatos
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16/01 -
Sisu 2026: quase 25 mil vagas são ofertadas pelas universidades da Bahia
Instituições de ensino públicas começam o período de matrículas
As universidades públicas da Bahia estão ofertando 24,7 mil vagas em cursos de graduação através do Sistema de Seleção Unificada (Sisu).
Os candidatos que fizeram o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2025 poderão concorrer a uma das vagas, gratuitamente, a partir de segunda-feira (19) até 23 de janeiro, no Portal Único de Acesso ao Ensino Superior.
Dessas, 13.099 são disponibilizadas em universidades federais, 3.739 pelos institutos federais e 7.930 pelas universidades estaduais baianas. No total, o Ministério da Educação (MEC) disponibilizou mais de 274 mil vagas em todo o Brasil.
Cronograma do Sisu 2025 é divulgado
Divulgação
Institutos Federais
Entre as 2.730 vagas ofertadas pelo Instituto Federal da Bahia (IFBA), os cursos com mais oportunidades são jogos digitais e engenharia de energia.
Já o Instituto Federal Baiano (IFBaiano) ofertará 1.009 vagas. Os cursos de agroindústria e ciência da computação aparecem entre os cursos com maior número de oportunidades.
Licenciaturas
No total, os candidatos da Bahia poderão concorrer a 7.469 vagas em cursos presenciais de licenciaturas para receber bolsas do Pé-de-Meia Licenciaturas.
O programa oferta um incentivo financeiro de R$ 1.050, sendo R$ 700 com saque imediato e R$ 350 como poupança, com saque após o ingresso como professor em uma rede pública de ensino.
Para participar, o estudante precisa ter:
obtido nota média igual ou superior a 650 pontos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem);
ser aprovado;
se matricular no curso;
se inscrever, posteriormente, no Pé-de-Meia Licenciaturas.
Universidades
A Universidade Federal da Bahia é a instituição que oferece o maior número de vagas no estado, com 5.991 oportunidades.
Divulgação/Ufba
A Universidade Federal da Bahia (UFBA) é a instituição que oferece o maior número de vagas no estado, com 5.991 oportunidades. Entre os cursos com mais vagas ofertadas na universidade estão:
bacharelado interdisciplinar em humanidades: 300 vagas;
bacharelado interdisciplinar em artes: 200 vagas;
bacharelado interdisciplinar em saúde: 200 vagas;
bacharelado interdisciplinar em ciência e tecnologia: 200 vagas.
Além da UFBA, há as universidades federais do Recôncavo da Bahia (UFRB), do Oeste da Bahia (UFOB), do Sul da Bahia (UFSB), do Vale do São Francisco (Univasf) e a Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab).
No caso das universidades estaduais, as instituições que estão participando do Sisu 2026 são a Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), a Universidade do Estado da Bahia (UNEB), a Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC) e a Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB).
Inscrições
As inscrições para o Sisu 2026 serão abertas no período de 19 a 23 de janeiro e devem ser realizadas, exclusivamente pelo Portal Único de Acesso ao Ensino Superior. O candidato poderá se inscrever em até duas opções de curso.
Assim como em 2025, esta edição do Sisu terá somente uma etapa de inscrição para as vagas ofertadas pelas instituições participantes. Dessa forma, os inscritos concorrerão, em um único processo seletivo, às vagas disponibilizadas para todo o ano letivo.
O resultado da única chamada regular será divulgado em 29 de janeiro. Todos os estudantes selecionados dentro das vagas disponíveis, tanto na chamada regular quanto por meio da lista de espera, deverão realizar a matrícula na instituição no período indicado no edital.
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16/01 -
Redação nota mil no Enem: estudantes do Recife conseguem pontuação máxima e relatam rotinas diferentes de estudo
Estudantes pernambucanos que tiraram mil na redação do Enem comentam rotina de estudos
Ao menos dois dos alunos que atingiram mil pontos na redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) são pernambucanos e moram no Recife. Caio Silva Braga, de 18 anos, e Wellington Ribeiro, de 19, que obtiveram a pontuação máxima, conversaram com o g1 e falaram sobre a rotina de estudos e a grata surpresa na hora de conferir o resultado, liberado nesta sexta-feira (16).
Em 2025, o tema da redação do Enem foi "Perspectivas acerca do envelhecimento na sociedade brasileira". Para ambos os jovens, o assunto foi recebido com conforto e trouxe possibilidades variadas de abordagem (veja vídeo acima).
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“Gostei bastante do tema, me senti bem feliz com a ideia que tive na hora. Sempre parei bastante para pensar antes de escrever as minhas redações. Gostei dos textos de apoio, acho que entendi bem a ideia deles”, disse Caio Braga.
Para Wellington Ribeiro, o assunto da redação foi mais fácil de ser trabalhado que o das últimas edições, que abordaram desafios para a valorização da herança africana; o enfrentamento da invisibilidade do trabalho de cuidado realizado pela mulher; e a valorização de comunidades e povos tradicionais.
“Fiquei muito tranquilo. Primeiro, pela preparação, pelo esforço que tive. Quando eu olhei, de cara, já realmente gostei. Não foi um tema que me trouxe medo. Acho que até é comentado por profissionais da área que foi um tema tranquilo em comparação aos outros anos”, apontou.
Apesar de ambos os estudantes terem atingido a nota máxima, os objetivos de Caio e Wellington foram bem diferentes, assim como a metodologia de estudo, provando que não há “receita de bolo” para se dar bem na redação do Enem.
Tranquilidade e equilíbrio na rotina
Caio Silva Braga, de 18 anos, estuda ciência da computação tirou mil na redação no Enem
Acervo pessoal/Reprodução
Aos 18 anos, Caio Braga já é aluno do terceiro período do curso de Ciência da Computação na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Ele orienta estudantes das áreas de matemática e de linguagens e ainda ministra uma disciplina eletiva na escola onde estudou desde o 9º ano.
Sem interesse em mudar de área ou cursar uma nova faculdade, Caio conta que não seguiu nenhum cronograma de estudos durante 2025 e optou por fazer o Enem como uma forma de trazer visibilidade para o próprio trabalho — além de acompanhar o que vem sendo abordado na prova, já que a ideia é continuar realizando mentorias.
“Acho que faz parte da experiência do professor entrar em contato com a prova. Eu não estudei nesse ano. A única redação que fiz foi a do Enem, não fiz nenhuma outra. Orientei e corrigi outras redações na minha mentoria, mas eu não tinha feito nenhuma redação”, comentou.
Com o ensino médio concluído em 2024 e na faculdade desde o início de 2025, o jovem tutor acredita que estar livre da pressão para ingressar no ensino superior facilitou a concentração na hora de escrever.
Para o universitário, o caminho para um bom desempenho na hora da prova precisa contemplar estudos com profundidade, equilíbrio mental e emocional e uma rotina equilibrada, com tempo adequado para momentos de lazer.
“Nunca me privei de nada. Eu digo para todo mundo que saí todos ou quase todos os fins de semana do meu terceiro ano. Sempre fui de jogar bola, do time do colégio, de fazer academia… Nunca me privei de namorar, sair com meus amigos, de ter tempo de lazer. Sempre prezei por ter pelo menos uma hora de lazer no meu dia”, relembrou.
Em relação ao tema da redação do último ano, o jovem acredita que o principal diferencial foi se ater realmente às perspectivas sobre o envelhecimento, evitando ponderar apenas sobre os desafios, como havia sido proposto nas edições anteriores.
“Muita gente espera um tema que venha com desafios, muito do que é ‘engessado’ de ser praticado na redação. [...] Eu coloquei em cada parágrafo uma perspectiva diferente acerca do envelhecimento do Brasil. No primeiro parágrafo, coloquei uma perspectiva dos povos originários e indígenas. Segundo parágrafo, uma perspectiva histórica. No terceiro, uma perspectiva atual, mais detalhada na abordagem”, disse.
Foco no cronograma de estudos
Wellington Ribeiro, de 19 anos, espera ingressar no curso de direito
Wellington Ribeiro/Divulgação
Wellington Ribeiro, assim como Caio, concluiu o ensino médio em 2024. Mas, aspirando uma vaga no curso de direito, dedicou o ano de 2025 aos estudos, com atenção especial à prática de redação. Para isso, fez aulas online e presencialmente.
“Foi um processo. Eu entrei no presencial, inicialmente, e depois fui para o online. Sempre me dediquei muito ao processo. A redação é um aprendizado, você erra e acerta, erra e acerta. Então, conseguir isso é com esforço e dedicação”, comentou.
Na hora da prova, para ele, a atenção redobrada à gramática foi essencial para não perder pontos preciosos na hora da correção.
“Todo o conhecimento, principalmente gramatical, é uma coisa que fez muita diferença na nota. A questão gramatical, que a pessoa só pode errar duas vezes, tira muito ponto em cima dos alunos. Acho que o meu forte foi esse, a questão gramatical e a argumentação”, apontou.
Tão importante quanto a gramática impecável, o estudante apontou que um bom repertório textual é essencial para trazer robustez ao conteúdo. Em sua redação, Wellington escolheu citar um poema da consagrada escritora Clarice Lispector.
“Eu abordei uma visão histórica e depois trouxe uma visão mais crítica ao governo mesmo. Citei a Lei dos Sexagenários e o poema Feliz Aniversário de Clarice Lispector, que fala exatamente sobre essa questão da exclusão dos idosos”, relembrou.
Além das aulas de redação, o cronograma de estudos de Wellington contemplou uma rotina semanal de simulados para todas as áreas do conhecimento. Com o bom desempenho, o jovem agora administra a ansiedade e espera conseguir a tão sonhada vaga no curso de direito.
“Eu abri [a nota] logo assim que saiu, tipo uns 10 minutos depois. Não consegui dormir. Estou bastante nervoso, porque é uma coisa que não acontece qualquer dia. Significa muito para mim, porque eu treinei muito para isso”, contou.
Caio Braga e Wellington Ribeiro tiraram mil na redação do Enem
Montagem/g1
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16/01 -
Como utilizar a nota do Enem para estudar no Brasil ou no exterior
Como usar as notas do Enem para estudar no Brasil e no exterior
Quem fez o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2025 pode conferir suas notas nesta sexta-feira (16) e terá diversas alternativas para utilizá-las, desde concluir o ensino médio a concorrer a vagas de graduação no exterior.
As notas também podem ser utilizadas para concorrer a vagas em universidades públicas e privadas de todo o Brasil, além de permitir a solicitação de financiamentos ou descontos de mensalidade.
A versatilidade do Enem é uma das principais diferenças do exame para os vestibulares. E, apesar de poder ter a função de vestibular, o Enem é bem mais do que isso.
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Vagner da Silva, coordenador pedagógico do ensino médio do Colégio Agostiniano Mendel, conta que sempre destaca a importância do exame para seus alunos.
Um bom desempenho no Enem pode garantir ao candidato uma vaga em universidades por diferentes caminhos. Utilizando a nota do Enem na plataforma do Sisu, o aluno pode conquistar uma vaga em cursos de várias universidades federais do Brasil. Além disso, há oportunidades de ingresso em processos seletivos de diversas instituições particulares — algumas, inclusive, aceitam notas de edições anteriores do exame. Por fim, a nota pode ser utilizada em processos seletivos de universidades no exterior, especialmente em Portugal.
ENEM 2025 - DOMINGO (16) – RIBEIRÃO PRETO (SP) – Caderno de prova laranja no 2º dia de prova
Érico Andrade/g1
Abaixo, veja os diversos usos possíveis do exame:
Concluir o ensino médio
A partir da edição de 2025, o Enem volta a servir para certificar de conclusão do ensino médio para maiores de 18 anos. Os critérios para a certificação de conclusão do ensino médio são:
Pontuação mínima em cada área do conhecimento igual ou maior a 450 pontos);
Alcançar pelo menos 500 pontos na redação; e
Ter, no mínimo, 18 anos completos no primeiro dia de prova.
Após receber o resultado do Enem, os interessados deverão se dirigir a uma unidade dos Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia ou às instituições estaduais que tenham firmado termo de adesão com o Inep, levando a documentação necessária para solicitar a emissão do certificado.
A prova havia deixado de ter essa função em 2017, por decisão do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Desde então, adultos que não se formaram na idade correta passaram a buscar o diploma do ensino médio (e também do fundamental) por meio do Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja).
Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) de Cruz das Almas
Luis Fortes/MEC
Ensino superior no Brasil
Para quem quer cursar o ensino superior do Brasil aproveitando o desempenho no exame, há algumas alternativas, tanto do governo federal quanto iniciativas privadas. Confira as principais:
Sisu
O Sistema de Seleção Unificada (Sisu) é o programa do Ministério da Educação (MEC) que seleciona estudantes para universidades públicas.
Em 2026, as inscrições para o programa acontecem de19 a 23 de janeiro. Serão 274,8 mil vagas em 7.388 cursos e 136 universidades de todo o país.
Atualmente, o programa tem apenas uma edição por ano, e . Portanto, a edição única seleciona alunos que vão iniciar o período letivo no primeiro ou no segundo semestre.
Em geral, o Sisu tem uma chamada regular seguida pela lista de espera, para preencher eventuais vagas ociosas.
Confira o cronograma completo do Sisu 2026
E atenção para a novidade: Neste ano, pela primeira vez, o programa passará a aceitar as notas das três edições mais recentes do Enem. Neste caso, Enem 2023, 2024 e 2025. Até este ano, podiam se inscrever apenas quem havia feito a última edição do exame.
Como funciona: Na inscrição, é preciso escolher até duas opções de cursos e/ou de instituição. Ao longo do período de inscrição, o candidato pode mudar as opções no sistema quantas vezes quiser, tomando como base as notas de corte parciais divulgadas diariamente. Há vagas para cotistas (as regras variam de instituição para instituição).
Pré-requisitos: ter prestado ao menos uma das três edições mais recentes do Enem e tirado nota superior a zero na redação.
Prouni
O Programa Universidade para Todos (Prouni) é uma iniciativa do MEC que oferece bolsas integrais (100%) e parciais (50% de desconto) em instituições de ensino particulares.
Para participar da edição do primeiro semestre de 2026, é preciso se inscrever de 26 de janeiro até as 23 horas e 59 minutos de 29 de janeiro.
Confira o cronograma completo do Prouni 2026 do 1º semestre
Como funciona: O candidato deve indicar, em ordem de preferência, até duas opções de curso (selecionando a instituição de ensino e o turno). Depois, é necessário marcar se quer participar na modalidade de ampla concorrência ou de cotas. Por fim, precisa monitorar, a cada dia, a nota parcial para aqueles cursos. Se quiser, pode mudar suas escolhas (valerá a última opção marcada no período de inscrições).
Pré-requisitos: O candidato deve ter feito o Enem em uma das duas últimas edições, ter obtido média mínima de 450 pontos nas áreas de conhecimento e nota superior a zero na redação. É preciso também pertencer a uma família com renda per capita de até 3 salários mínimos e ter ensino médio completo (em escola pública ou particular). Há vagas para pessoas com deficiência e professores da rede pública.
Tipos de bolsa: Integral (renda familiar mensal per capita de até 1,5 salário mínimo) e parcial (que cobre 50% da mensalidade, para renda familiar mensal per capita de 1,5 a 3 salários mínimos).
Fies
O Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) é um programa do governo federal que paga parte das mensalidades de estudantes em universidades e faculdades privadas, com a contrapartida de os beneficiários quitarem o financiamento após a formatura.
Como funciona: O crédito pode cobrir de 50% a 100% da mensalidade do curso, com juros que dependem da renda familiar do candidato.
Vagas: Em 2025, foram ofertadas 112.168 novas vagas para o Fies. 67.301 delas no primeiro semestre e 44.867 no segundo semestre.
Descontos e financiamentos privados
Há instituições privadas de ensino superior que usam a nota do Enem no processo seletivo ou que oferecem descontos nas mensalidades a partir do desempenho do candidato nesse exame. As regras e datas variam de universidade para universidade.
Também há instituições e empresas privadas que oferecem financiamentos particulares para o ensino superior. Neste caso, os prazos, condições de pagamento e juros são definidos diretamente com a empresa responsável.
Ensino superior no exterior
O Enem também é um exame reconhecido internacionalmente e aceito em dezenas de instituições internacionais no processo de seleção de seus alunos. Alguns exemplos são Portugal, Reino Unido e Estados Unidos.
Portugal
Em Portugal, pelo menos 23 instituições, incluindo universidades, institutos politécnicos e escolas superiores, aceitam as notas do Enem em seus processos de admissão. O país europeu é o que mais aceita o Enem como vestibular, além do Brasil, graças a um acordo entre os dois governos.
Cada instituição define os próprios regulamentos (como documentos exigidos, calendários e possíveis auxílios estudantis).
As instituições de educação superior portuguesas que aceitam o Enem são:
Universidade Nova de Lisboa
Instituto Politécnico de Beja – IPBeja
Instituto Politécnico de Leiria
Instituto Politécnico do Porto – IPP
Instituto Politécnico de Coimbra – IPC
Universidade da Beira Interior – UBI
Universidade do Minho – Uminho
Instituto Politécnico de Santarém
Instituto Politécnico de Castelo Branco
Instituto Politécnico de Bragança
Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias (ULHT)
Instituto Politécnico de Portalegre
Instituto Politécnico de Viseu
Universidade Católica Portuguesa – UCP
Instituto Universitário de Ciências Psicológicas, Sociais e da Vida – ISPA
Escola Superior Artística do Porto – ESAP
Universidade de Aveiro – UAVEIRO
Escola Superior de Enfermagem de Coimbra – ESSEnfC
Universitário da Maia – UMAI
Instituto Politécnico da Maia e Universidade da Maia
Universidade Europeia
Escola Superior de Saúde do Alcoitão
Escola Superior de Saúde Norte da Cruz Vermelha - Portuguesa
Universidade fica em Coimbra, em Portugal
Divulgação/Universidade de Coimbra
Estados Unidos
Pelo menos duas universidades dos Estados Unidos aceitam a nota do Enem como um dos critérios de ingresso. O processo seletivo para estas instituições também pode envolver outros passos, como o exame de proficiência em inglês e o comprovante de conclusão do ensino médio. São elas a New York University e Universidade Drexel.
A Universidade de New York também aceita o Enem como critério de ingresso.
Divulgação
Reino Unido
Algumas universidades do Reino Unido levam em conta a nota do Enem no processo de admissão. Outros passos também podem ser necessários para ingresso e matrícula.
Birkbeck - Universidade de Londres;
Universidade de Loughborough;
Universidade Nottingham Trent;
Universidade de Hertfordshir.
Canadá
No Canadá, pelo menos a Universidade Metropolitana de Toronto aceita o Enem como parte do processo de ingresso em suas graduações. A universidade também pode estabelecer outras etapas para o processo de admissão.
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16/01 -
Enem 2025: resultado já está disponível
Ministro da Educação Camilo Santana informa que notas do Enem 2025 estão disponíveis
O resultado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2025 já está disponível para consulta na Página do Participante. Os resultados foram divulgados nesta sexta-feira, 16 de janeiro, pelo Ministério da Educação (MEC) e pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep).
Para acessar as notas, é preciso usar o login gov.br, com CPF e senha do candidato.
Vale lembrar que os treineiros (alunos que ainda não concluíram o ensino médio e fizeram a prova apenas para testar seus conhecimentos) devem ter suas notas divulgadas em até 60 dias.
O Enem é a principal porta de entrada para o ensino superior no Brasil. O exame permite aos participantes concorrer a vagas em universidades públicas e privadas, e até a financiamento e bolsas privadas. Além disso, também é aceito em dezenas de instituições internacionais.
O Sistema de Seleção Unificada (Sisu), programa do Ministério da Educação (MEC) que seleciona estudantes para universidades públicas, começa na segunda-feira (19) e vai até a sexta (23).
As provas foram aplicadas em 9 e 16 de novembro na versão regular do exame e contou com uma aplicação especial em três municípios do Pará, onde as provas aconteceram em 30 de novembro e 7 de dezembro.
Resultado do Enem 2025 já está disponível.
Reprodução
Como acessar o resultado do Enem 2025
Acesse a Página do Participante em enem.inep.gov.br/participante/ e clique em "Página do Participante - entrar com gov.br".
Insira seu CPF, clique em "Continuar", coloque sua senha e selecione "Entrar".
Clique na aba "Resultado" e selecione a opção correspondente a 2025.
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Caderno de prova laranja no 2º dia de prova
Érico Andrade/g1
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15/01 -
Groenlândia é menor do que mostram os mapas
Groenlândia é menor do que mostram os mapas; entenda o motivo
Se você não vê problema no clássico mapa-múndi, talvez esteja sendo enganado. Na verdade, muita gente é enganada por ele desde o século 16.
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Por que Trump diz que a Groenlândia é vital para construir Domo de Ouro; INFOGRÁFICO
Estamos falando da Groenlândia. Ela pode até parecer gigantesca, mas não é tão grande quanto os mapas fazem parecer.
Em muitos mapas, a Groenlândia chega a aparecer maior do que todo o continente africano.
Mas, na realidade, a África tem cerca de 30 milhões de quilômetros quadrados – uma área aproximadamente 14 vezes maior que a Groenlândia.
Icebergs na Baía de Disko, Groenlândia
AP/John McConnico
Essa distorção acontece por causa da chamada Projeção de Mercator, um tipo de mapa criado lá em 1596 para facilitar a navegação marítima.
O problema é que, apesar de ter sido desenvolvido há mais de quatro séculos, esse ainda é o mapa-múndi mais utilizado no mundo.
A projeção preserva ângulos e direções, mas distorce os tamanhos reais dos continentes.
Com isso, regiões próximas aos polos, como a Groenlândia e a Europa, parecem muito maiores do que realmente são, enquanto áreas próximas à linha do Equador – como a África – acabam subestimadas.
Tanto que, no ano passado, a União Africana apoiou uma proposta para substituir o mapa de Mercator por um mapa Equal Earth, que representa com mais fidelidade as áreas reais dos países.
Plataformas como o Google Earth também oferecem uma visão mais realista, ao mostrar o planeta em forma de globo.
Toda essa polêmica sobre a Groenlândia ganhou força depois que Trump falou abertamente que gostaria que o território autônomo dinamarquês fosse integrado aos Estados Unidos.
E essa conversa não é de hoje. Em um livro publicado em 2022, Trump chegou a dizer que o tamanho da ilha é “enorme”.
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15/01 -
Jogos de tabuleiro simples ajudam crianças a avançar em matemática, aponta revisão científica
11 mochilas malucas que abalaram as redes sociais
Jogos de tabuleiro simples, em que as crianças avançam casas numeradas em linha reta, podem melhorar habilidades matemáticas básicas já na educação infantil, segundo um estudo liderado por pesquisadores da Universidade do Oregon.
A análise indica que sessões curtas, de cerca de 10 minutos, são suficientes para fortalecer competências como contagem, reconhecimento de números e compreensão de quantidades em crianças de até 7 anos.
Como brincar pode virar aprendizado
Criança brinca na oficina infantil “Brinquedos e Brincadeiras da Matriz de Cultura Popular” da Estação das Artes.
Lia de Paula
O estudo é uma meta-análise conduzida por pesquisadores da Universidade do Oregon, que reuniu dados de 18 pesquisas internacionais envolvendo mais de 1.700 crianças da pré-escola ao 2º ano do ensino fundamental. Os resultados foram publicados na revista científica "Review of Educational Research".
Segundo os autores, os chamados jogos de tabuleiro numéricos lineares — em que o jogador avança peças ao longo de uma sequência crescente de números — ajudam a criança a criar uma representação mental mais clara da ordem numérica.
“Sessões breves de jogos com números em linha podem melhorar significativamente habilidades fundamentais da matemática inicial”, afirmam os pesquisadores nas conclusões do estudo.
Benefícios com pouco tempo de jogo
Criança faz conta de matemática na escola
Reprodução
Um dos achados centrais é que não é necessário longos períodos de atividade para observar ganhos. Em vários estudos, poucas sessões de aproximadamente 10 minutos já foram associadas a avanços em habilidades como:
Contar corretamente
Reconhecer numerais
Entender que o último número contado representa a quantidade total
A análise aponta que, em contextos semelhantes aos avaliados, há 76% de chance de que a prática leve a melhorias em numeracia.
Para quem os resultados são mais relevante
Os dados dialogam diretamente com educadores, famílias e cuidadores, especialmente por se tratarem de atividades baratas, acessíveis e fáceis de adaptar. A maioria das crianças analisadas frequentava a pré-escola ou o jardim de infância, muitas delas de contextos socioeconômicos vulneráveis.
Metodologia, pontos fortes e ressalvas
A meta-análise avaliou estudos realizados nos Estados Unidos, Canadá e países europeus, além da Ásia. Embora os resultados sejam consistentes, os próprios autores destacam limitações: cerca de 61% dos critérios de qualidade metodológica foram plenamente atendidos, e a maioria das crianças não apresentava deficiências severas de aprendizagem.
Ainda assim, os pesquisadores consideram que os dados sustentam o uso dos jogos como ferramenta complementar, e não substituta, do ensino formal.
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14/01 -
É #FAKE que Lula criou regra para obrigar professores a se aposentarem mais tarde
Lula não alterou regras de aposentadoria para professores
g1
Circula nas redes sociais uma publicação afirmando que o governo Lula (PT) criou uma regra para obrigar professores a trabalharem por um período maior antes da aposentadoria. É #FAKE.
selo fake
g1
🛑 O que diz a publicação?
Publicado em 5 de janeiro no X, onde teve cerca de 20 mil visualizações, o post tem a seguinte legenda: "2026 promete. Lula aumentou a aposentadoria dos professores, o tempo de trabalho. Os professores agora sentiram quem é o Lula, fazuéli... fazuéli".
Na publicação, há o vídeo de um homem dizendo: "Lula agora aumentou a aposentadoria dos professores – aumentando, então, o tempo de trabalho [antes da aposentadoria], como se fosse uma tarefa fácil. Mas, por incrível que pareça, 99% dos professores de escolas estaduais e universidades federais apoiam o Lula, porque são ativistas de esquerda [...]".
Isso não é verdade. Para professores, o tempo de contribuição ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) é de 25 anos para mulheres e 30 para homens – o que não foi sequer alterado pela reforma da Previdência, promulgada em 2019, quando Jair Bolsonaro (PL) era presidente. O que ela instituiu foi a idade mínima para esses profissionais solicitarem o benefício da aposentadoria.
O post viralizou em meio à atualização anual das normas de transição previstas na reforma (leia mais ao final da reportagem). A disseminação também ocorreu em meio à pressão da categoria para que o governo Lula amplie o reajuste de R$ 18 no piso salarial.
⚠️ Por que isso é mentira?
Procurada pelo Fato ou Fake, a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom) afirmou, por e-mail: "O conteúdo é falso. Não houve mudança na idade mínima para aposentadoria de professores e nem alteração no tempo de contribuição".
Luis Lopes Martins, professor de direito da Faculdade Getúlio Vargas (FGV) do Rio, explicou que o aumento no tempo mínimo de contribuição para professores é consequência da reforma:
"Antes, não existia nem idade mínima de aposentadoria para professores. Bastava que eles apresentassem uma atividade mínima de 25 anos de magistério, no caso das mulheres, e de 30 anos, no caso de homens. Se uma professora começasse a lecionar aos 18 anos, era possível se aposentar aos 43. Com o texto de 2019, foi estabelecidade uma idade mínima, equivalente a 57 anos para mulher e 60 anos para homem. São cinco 5 a menos que no regime geral da Previdência".
Em termos gerais, a reforma estabeleceu que, a partir de 2023, a cada ano aumenta em 6 meses a idade mínima para um profissional solicitar aposentadoria.
▶️ Veja como fica a situação, no regime geral, em 2026:
As mulheres precisam ter, no mínimo, 59,5 anos. Os homens, 64,5 anos.
Na regra dos pontos (que soma o tempo de contribuição à idade), o mínimo exigido é 93 pontos para mulheres e de 103 pontos para homens.
▶️ Para professores de nível básico (ensino infantil, fundamental e médio), também valem as atualizações nas regras de transição, mas com um desconto de 5 anos no tempo mínimo de contribuição e de 5 pontos em relação ao regime geral.
O professor Luis Lopes Martins detalhou dois aspectos centrais na regra de transição para professores de nível básico:
Regra de pontos – " Considerando que, em 2026, a regra de transição será de 93 pontos para mulheres e 103 para homens, para professores os requisitos passam a ser de 88 pontos para mulheres e 98 pontos para homens. Lembrando que, nesse caso, exigem-se também 25 anos de contribuição para a mulher e 30 para o homem".
Aumento da idade mínima – "Já na regra da idade mínima progressiva, são 5 anos a menos que a regra geral. Então, em 2026, a idade mínima para as mulheres solicitarem o benefício é de 54 anos e 6 meses. Para os homens, são 59 anos e 6 meses. Desde 2023, essa idade sobe seis meses a cada ano, de maneira que em 2031 o novo regime será plenamente estabelecido".
O professor completou: "Não são mudanças decorrentes de uma alteração legislativa, ou nenhuma mudança do governo, mas, sim, uma implicação automática das regras previstas na reforma de 2019 e que contemplaram a atualização dessas regras de transição".
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13/01 -
Sisu 2026: Ufes e Ifes têm mais de 6.400 vagas para cursos de graduação; confira o cronograma
Sisu 2026: Ufes e Ifes têm mais de 6.400 vagas para cursos de graduação
As inscrições no Sistema de Seleção Unificada (Sisu) de 2026 começam em 19 de janeiro e vai contar com 274,8 mil vagas, distribuídas em 7.388 cursos e 136 universidades de todo o país.
No Espírito Santo, a Universidade Federal do estado (Ufes) e o Instituto Federal (Ifes), vão oferecer mais de 6.400 vagas em um curso superior.
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O Sisu é o programa do governo federal que seleciona estudantes para instituições públicas de ensino superior, a partir do desempenho no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).
SISU 2026: pode usar nota do Enem de outros anos? Veja regras e principais dúvidas
No site do programa, os candidatos podem fazer busca por município, curso ou instituição de ensino. A inscrição é gratuita e feita exclusivamente pela internet.
Desde 2024, o Sisu passou a realizar apenas um processo seletivo por ano, em vez de uma "rodada" a cada semestre.
Sisu 2026 abre consulta de vagas; inscrições começarão em 19 de janeiro
Reprodução
Cronograma do Sisu
📝 Inscrições: 19 a 23 de janeiro
📢 Resultado da chamada única: 29 de janeiro
🏫 Matrículas: a partir de 2 de fevereiro
⏳ Manifestação de interesse na lista de espera: 29 de janeiro a 2 de fevereiro
Vagas no Espírito Santo
No Espírito Santo, apenas a Ufes e o Ifes participam do programa. A Ufes vai ofertar 5.007 vagas, sendo 2.543 destinadas a candidatos autodeclarados pretos, pardos, indígenas e quilombolas e pessoas com deficiência e 2.464 para ampla concorrência.
Prédio da administração central da Ufes, em Vitória
Carlos Alberto Silva/ Rede Gazeta
As oportunidades estão distribuídas em 99 cursos nos campi de Goiabeiras e Maruípe, em Vitória, Alegre e São Mateus, incluindo vagas para o novo curso de medicina no campus de São Mateus, com ingresso a partir do segundo semestre.
Já o Ifes oferta 1.443 vagas para 57 cursos de graduação (bacharelados, licenciaturas e tecnólogos), na modalidade presencial, de 21 campi da instituição.
São eles: Alegre, Aracruz, Barra de São Francisco, Cachoeiro de Itapemirim, Cariacica, Centro Serrano, Colatina, Guarapari, Ibatiba, Itapina, Linhares, Montanha, Nova Venécia, Piúma, Santa Teresa, São Mateus, Serra, Venda Nova do Imigrante, Viana, Vila Velha e Vitória.
Vídeos: tudo sobre o Espírito Santo
Veja o plantão de últimas notícias do g1 Espírito Santo
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