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12/12 - Em evento no Tocantins, Jair Bolsonaro diz que aluno de universidades brasileiras 'faz tudo, menos estudar'
Nesta quinta (12), presidente participou do lançamento do programa Governo Municipalista, que prevê investimentos em áreas como infraestrutura, educação e saúde nas 139 cidades do estado. Ele falou sobre a posição ruim do Brasil em ranking que mede desempenho dos estudantes de cerca de 80 países em ciência, leitura e matemática. Presidente Jair Bolsonaro em evento no Tocantins Márcio Vieira/Governo do Tocantins Em discurso durante um evento no Tocantins nesta quinta-feira (12), o presidente Jair Bolsonaro criticou as universidades brasileiras dizendo os alunos fazem "tudo, menos estudar". "Entre as 200 melhores universidades do mundo, tem algum brasileira? Não tem! Isso é um vexame! O que que se faz em muitas universidades e faculdades do Brasil, o [que o] estudante faz? Faz tudo, menos estudar." Na edição mais recente do ranking THE, da revista "Times Higher Education", a Universidade de São Paulo (USP) foi posicionada no bloco entre o 251º e o 300º lugar. Em edições anteriores, no entanto, esse mesmo levantamento já chegou a considerar a USP entre as 200 melhores do mundo, em 2012 e 2013. Além disso, outros renomados rankings internacionais podem contradizer a fala de Bolsonaro. Publicado anualmente, o QS University Rankings inclui a USP entre as 200 melhores desde 2012. Na edição de 2020, publicada em junho, a instituição paulista ficou na 116ª colocação. Em evento no Tocantins, presidente Bolsonaro critica alunos de universidades públicas Tanto no THE quanto no QS, a USP é a segunda melhor instituição da América Latina. Já na edição mais recente do ranking de Xangai, feito pela Shanghai Ranking Consulting e que também avalia centenas de instituições pelo mundo, anunciou a USP subiu várias posições e ficou no bloco entre a 101ª e a 150ª colocação. No pronunciamento no Tocantins, ele também falou sobre: corrupção – "Se aparecer [corrupção no governo], boto no pau de arara no ministro. Se ele tiver responsabilidade, obviamente" multas ambientais – "Já falei que não quero essa indústria da multa por parte do Ibama" radares móveis – "Que não serve para nada, a não ser roubar vocês" aumento do preço da carne – "Ou nós apoiamos o livre mercado ou não apoiamos. Tabelar eu não vou tabelar" No evento desta quinta, o presidente participou do lançamento do programa Governo Municipalista, que prevê investimentos em áreas como infraestrutura, educação e saúde nas 139 cidades do Tocantins. 'Temos algum Prêmio Nobel no Brasil?' O comentário de Bolsonaro sobre as universidades brasileiras foi feito depois de ele falar sobre a Prova Internacional do Estudante (Pisa). Feita pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), a avaliação é divulgada a cada três anos e mostra o desempenho dos estudantes de cerca de 80 países em ciência, leitura e matemática. A edição mais recente foi divulgada no início de dezembro. "A China está em primeiro lugar, nós estamos nos últimos", afirmou Bolsonaro. "Qual a tendência, que poucos falam? Têm vergonha de falar, porque, ó, é desrespeito. Não é desrespeito, é uma realidade. São melhores, vão viver melhores. Quantos e quantos outros países na nossa frente." A afirmação sobre a China, contudo, é imprecisa, porque quem ficou em primeiro no ranking do Pisa 2018 foi uma "região" do país, que abrange apenas os municípios de Pequim e Xangai, além de duas províncias. Especialistas explicam que essa representatividade limitada não permite a comparação da China com outros países com representatividade nacional, caso do Brasil. Bolsonaro também disse que "nós somos o último aqui na América do Sul". Na verdade, essa posição ficou com a Argentina. Considerando a América Latina, Panamá e República Dominicana ficaram com as últimas colocações nas três provas: leitura, matemática e ciências. Em outro momento, dirigindo-se a uma pessoa a quem identificou como "Doutor Pacheco", o presidente perguntou: "temos algum prêmio Nobel no Brasil? Tem?". E disse mais tarde: "Qual o futuro nosso? O que nos espera lá na frente. O Brasil não vai sair do buraco por causa de uma pessoa só. O meu nome é Messias também, mas não faço milagre". 'Boto no pau de arara o ministro [corrupto]' No pronunciamento, Bolsonaro também citou que colocaria no "pau de arara" algum ministro que se envolvesse em corrupção. "Pode ser que haja corrupção no meu governo? Sim, pode ser haja. Pode ser que haja aqui [no Tocantins], e o governador não saiba, o prefeito não saiba". afirmou. "Se aparecer [corrupção], boto no pau de arara o ministro [envolvido]. Se ele tiver responsabilidade, obviamente. Que, às vezes, lá na ponta da linha está um assessor fazendo besteira, sem a gente saber. Mas isso é obrigação nossa. É dever. Isso aí não é algo meritório, que tem que ser aplaudido. É obrigação, é dever." Radar móvel 'não serve para nada, a não ser roubar' O comentário de Bolsonaro sobre radares móveis, que ele disse não servirem "para nada, a não ser roubar vocês" foi feito um dia depois de a Justiça Federal determinar que a Polícia Rodoviária Federal (PRF) volte a usar esses equipamentos nas rodovias. A determinação suspendeu uma portaria do governo federal de agosto que proibia o uso dos aparelhos. A decisão desta quarta-feira (11) foi do juiz Marcelo Gentil Monteiro, da 1ª Vara Federal Cível do Distrito Federal. O magistrado atendeu a um pedido do Ministério Público Federal (MPF) e deu prazo de 72 horas para que a PRF tome "todas as providências para restabelecer integralmente a fiscalização eletrônica por meio dos radares estáticos, móveis e portáteis nas rodovias federais". Em seu discurso nesta quinta, o presidente disse: "Já falei que não quero essa indústria da multa por parte do Ibama. E, quando falo isso, levo uma paulada ontem do juiz de primeira instância, determinando a volta dos radares móveis pelo Brasil. Que não serve pra nada a não ser roubar vocês. Nós não podemos continuar vivendo assim". Ele também comparou a situação à de outros países. "A Inglaterra, há uns 40 anos aproximadamente, resolveu botar um freio nos seus fiscais, diminuiu o valor de multa. Não estou generalizando aqui, mas como regra, né?, isso que acontece no Brasil", comparou. "Vou determinar na próxima reunião de ministros procedimento parecido. O que eu puder diminuir por decreto, ou o ministro por portaria no tocante à multa, nós vamos diminuir. Nós temos que dar um voto de confiança a todos que produzem no Brasil. Não pode o Estado ficar arrecadando, arrecadando e arrecadando." Bolsonaro complementou: "Não dá mais. É o país que mais arrecada e que menos oferece em contraprestação de serviço à sua população. Essa é uma realidade, essa é uma verdade. Temos que ter coragem para mudar isso daí. Conto com o apoio do parlamento pra buscar essas medidas". Sem 'tabelar o preço da carne' O aumento do preço da carne, que disparou desde outubro, também foi abordado por Bolsonaro. Em São Paulo, o quilo da carne bovina atingiu a média histórica de R$ 16,12 em 27 de novembro, de acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada da USP (Cepea). Frango, porco e até os ovos também encareceram. "Pessoal reclamando do preço da carne. A China está comprando. Aumentou o preço no Brasil. Vamos lá? Ou nós apoiamos o livre mercado ou não apoiamos. Tabelar eu não vou tabelar. Isso já não deu certo lá atrás", disse o presidente. "É uma chance para aqueles que criticam o homem do campo comprar um pedaço de terra e criar boi. Vai lá, para ver a moleza que é." Nesta terça-feira (10), a associação que representa os frigoríficos exportadores de carne bovina (Abiec) disse que os preços da proteína em 2020 devem diminuir em relação a outubro e novembro, mas seguirão mais caros em relação ao período de janeiro e setembro. 5 PONTOS para entender o aumento no preço da carne
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12/12 - UFV está entre os 2% de instituições de ensino com nota máxima em avaliação do MEC
O Índice Geral de Cursos foi divulgado desta quinta-feira (12) e avalia a qualidade das instituições do país. Universidade Federal de Viçosa, UFV UFV/Divulgação O Ministério da Educação (MEC) divulgou nesta quinta-feira (12) o Índice Geral de Cursos (IGC) referente a 2018. De acordo com os dados, a Universidade Federal de Viçosa (UFV) obteve nota máxima, o que ocorreu com apenas 2% das instituições de ensino do Brasil. O IGC avalia a qualidade das instituições do país e integra o Sistema Nacional de Avaliação do Ensino Superior (Sinaes), ao lado do Conceito Preliminar dos Cursos (CPC). A escala vai de 1 a 5, onde 1 e 2 são insuficientes e 5 é a nota máxima. Veja também: lista de cursos com nota máxima na avaliação Os dados determinam parâmetros para o MEC definir a participação das instituições de ensino superior em programas do governo, entre outros pontos. Em caso de sucessivas notas insatisfatórias, pode haver sanções. Em Minas Gerais, apenas três instituições federais tiveram nota máxima na avaliação do MEC. Além da UFV, também receberam 5 a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e a Universidade Federal de Lavras. Confira abaixo a lista com todas as instituições federais de ensino que tiveram nota máxima: Universidade Federal de Lavras (MG) Universidade Federal de Viçosa (MG) Universidade Federal de Minas Gerais (MG) Universidade Federal do Paraná (PR) Instituto Militar de Engenharia (RJ) Universidade Federal do Rio de Janeiro (RJ) Fundação Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (RS) Universidade Federal do Rio Grande do Sul (RS) Universidade Federal de Santa Catarina (SC) Fundação Universidade Federal do Abc (SP) Universidade Federal de São Carlos (SP) Universidade Federal de São Paulo (SP) Instituto Tecnológico de Aeronáutica (SP) Enade Em outubro, o G1 divulgou a edição de 2018 do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade), que revelou que dez cursos de universidades públicas receberam notas máximas na Zona da Mata e Campo das Vertentes. Na avaliação, a UFV participou com três cursos. Os de Administração e Direito receberam nota 5. Já o de Ciências Econômicas obteve o conceito 4. Assim como a UFV, na Universidade Federal de São João del Rei (UFSJ), três cursos estiveram presentes no Exame Nacional. Administração e Psicologia tiraram nota 5 e Ciências Econômicas, 4. Na Universidade Federal de Juiz Fora (UFJF), os cursos de Administração, Ciências Contábeis, Direito diurno, Direito noturno, Psicologia e Turismo obtiveram conceito máximo (nota 5). Os cursos de Design, Jornalismo diurno, Jornalismo noturno e Serviço Social obtiveram conceito 4 na avaliação do Enade. UFV está entre os 2% de instituições de ensino com nota máxima em avaliação do MEC
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12/12 - Confira a lista de cursos do ensino superior com nota máxima em avaliação do MEC
Apenas 1,7% dos cursos avaliados em 2018 obtiveram a nota máxima nos índices que medem a qualidade da educação no país, tanto em instituições públicas quanto privadas. Veja quais são. Ministério da Educação divulga avaliação da qualidade do ensino superior no país Apenas 1,7% dos cursos avaliados em 2018 obtiveram a nota máxima nos índices que medem a qualidade da educação no país, tanto em instituições públicas quanto privadas. Os dados são do Conceito Preliminar dos Cursos (CPC), que integra o Sistema Nacional de Avaliação do Ensino Superior (Sinaes), ao lado do Índice Geral dos Cursos (IGC). Eles foram divulgados nesta quinta-feira (12) pelo Ministério da Educação (MEC) e pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Apenas 2% das instituições de ensino superior têm nota máxima em avaliação do MEC Confira a lista de instituições de ensino bem avaliadas O índice classifica os cursos em uma escala de 1 a 5, onde 1 e 2 são insuficientes e 5 é nota máxima. Confira abaixo os cursos avaliados em 2018, por área: Administração Cursos de administração com nota máxima Administração Pública Cursos de administração pública com nota máxima Ciências contábeis Cursos de ciências contábeis com nota máxima Ciências Econômicas Cursos de ciências econômicas com nota máxima Design Curso de design com nota máxima Direito Cursos de direito com nota máxima Jornalismo Cursos de jornalismo com nota máxima Psicologia Cursos de psicologia com nota máxima Publicidade e Propaganda Cursos de publicidade e propaganda com nota máxima Relações Internacionais Cursos de relações internacionais com nota máxima Secretariado Executivo Cursos de secretariado executivo com nota máxima Serviço Social Cursos de serviço social com nota máxima Teologia Cursos de teologia com nota máxima Tecnólogos Cursos tecnólogos com nota máxima
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12/12 - Capes anuncia a abertura de 66 mil vagas para formação de professores na educação básica
Maioria das bolsas está nos programas Pibid e Residência Pedagógica. Editais serão lançados em janeiro e as bolsas estão previstas para início de março, abril e maio. Sede da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) em Brasília TV Globo/Reprodução A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal do Nível Superior (Capes) anunciou nesta quinta-feira (12) a criação de 66 mil vagas para a formação de estudantes e professores que lecionam na educação básica. 'Áreas estratégicas' terão 1,8 mil bolsas de pós-graduação da Capes Serão cinco editais: Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (Pibid); Programa Residência Pedagógica; Programa Nacional de Formação de Professores (Parfor); Programa de Desenvolvimento Profissional de Professores de Língua Inglesa nos Estados Unidos ( PDPI) e Programa de Desenvolvimento Profissional de Professores da Educação Básica no Canadá. “Esses editais ajudam a corrigir problemas históricos da educação brasileira. Professores atuando em uma área de formação diferente da qual ele foi formado. Com isso, a gente vai corrigir um problema e vai aperfeiçoar a formação do professor”, afirmou o presidente da Capes, Anderson Correia. De acordo com a Capes, as bolsas estão distribuídas da seguinte forma: 60 mil bolsas para Programas Pibid e Residência Pedagógica. Os editais serão lançados em janeiro de 2020 6 mil vagas no Parfor. Os professores interessados podem se inscrever na Plataforma Capes a partir de 18 de dezembro deste ano Mais de 500 vagas formação de docentes no Canadá e nos EUA. Os dois editais serão lançados em dezembro. As bolsas estão previstas para início de março, abril e maio de 2020. Segundo o presidente da Capes, haverá bolsas para alunos dos cursos de pedagogia e licenciatura, tutores que coordenam esses trabalhos, professores e coordenadores. Para o presidente substituto Inep, Camilo Mussi, o programa impacta diretamente nos resultados que o Inep tem nas avaliações. “Temos a certeza que um professor melhor formado vai impactar nesses índices. Temos hoje cerca de 40% dos professores estão lecionando em matérias que não se formaram. É muito importante que o professor tenha a sua formação e tenha sua reciclagem”, avaliou. VÍDEOS SOBRE A FORMAÇÃO DE PROFESSORES Veja vídeos sobre a formação de professores: Bolsas do Prouni para formação de professores crescem 53% em oito anos Cerca de 20% dos professores brasileiros não têm formação superior
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12/12 - Confira a lista de instituições de ensino superior com nota máxima em avaliação do MEC
Dados do Ministério da Educação indicam que apenas 2% das instituições de ensino conseguiram a nota máxima em avaliação. Veja quais são elas. Ministério da Educação divulga avaliação da qualidade do ensino superior no país Apenas 2% das instituições de ensino superior têm nota máxima no Índice Geral de Cursos (IGC), que avalia a qualidade das instituições do país. A escala vai de 1 a 5, onde 1 e 2 são insuficientes e 5 é nota máxima. Veja também: lista de cursos com nota máxima na avaliação Os dados determinam parâmetros para o MEC definir a participação das instituições de ensino superior em programas do governo, entre outros pontos. Em caso de sucessivas notas insatisfatórias, pode haver sanções. Infográfico mostra a porcentagem das instituições avaliadas pelo Índice Geral de Cursos, do MEC e do Inep, conforme a nota de desempenho Elida Oliveira/G1 O IGC integra o Sistema Nacional de Avaliação do Ensino Superior (Sinaes), ao lado do Conceito Preliminar dos Cursos (CPC). Os dados são de 2018 e foram divulgados nesta nesta quinta-feira (12). Nenhuma universidade pública teve a nota mínima, e 13 instituições federais tiveram avaliação máxima (nota 5). Confira abaixo quais são e, em seguida, a lista completa com as melhores do país: Universidade Federal de Lavras (MG) Universidade Federal de Viçosa (MG) Universidade Federal de Minas Gerais (MG) Universidade Federal do Paraná (PR) Instituto Militar de Engenharia (RJ) Universidade Federal do Rio de Janeiro (RJ) Fundação Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (RS) Universidade Federal do Rio Grande do Sul (RS) Universidade Federal de Santa Catarina (SC) Fundação Universidade Federal do Abc (SP) Universidade Federal de São Carlos (SP) Universidade Federal de São Paulo (SP) Instituto Tecnológico de Aeronáutica (SP) Confira as instituições bem avaliadas: Instituições com avaliação máxima em índice do MEC, por estado
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12/12 - ITA aplica provas da segunda fase do vestibular para 665 estudantes
Prova da primeira fase reuniu mais de 11,4 mil inscritos e melhores classificados foram aprovados para a segunda fase, que acontece até sexta-feira (13). ITA aplica provas da segunda fase do vestibular para 665 estudantes Daniel Corrá/G1 O Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), um dos mais concorridos do país, aplica a partir desta quinta-feira (12) as provas da segunda fase do vestibular para 665 candidatos. A primeira etapa do reuniu mais de 11,4 mil inscritos. Veja lista dos candidatos aprovados para segunda fase do ITA Na segunda etapa do vestibular, os estudantes farão provas dissertativas de matemática, química e física, além da redação. As atividades são divididas em dois dias. A nota de corte foi 6 para quem optou por não seguir a carreira militar e 6,5 para quem optou pelo ingresso na Força Aérea Brasileira. Segundo o ITA, a lista com os aprovados será divulgada no dia 24 de dezembro, a partir das 10h. Os selecionados ainda passarão por inspeção de saúde. A primeira fase, realizada no dia 1° de dezembro, teve mais de 11,4 mil inscritos. O vestibular do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) é um dos mais concorridos do país e oferece seis cursos de engenharias: aeroespacial, aeronáutica, civil-aeronáutica, de computação, eletrônica e mecânica-aeronáutica. A duração de cada curso é de cinco anos, sendo que os dois primeiros são comuns a todas as especialidades. Além de São José dos Campos (SP), sede do ITA, o vestibular aplica prova do vestibular em 23 cidades em 17 estados e no Distrito Federal.
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12/12 - Estudantes da UFSCar criam aplicativo para controlar fluxo de remédios em farmácias solidárias
Proposta foi criada durante disciplina e ganhou prêmio LF de Computação, que reconhece projetos que utilizam tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) para melhoria da sociedade. Farmácia Solidária de Araraquara Prefeitura de Araraquara/Divulgação Um grupo de estudantes da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) criou um aplicativo capaz de armazenar, organizar e facilitar a entrada e saída de medicamentos de farmácias solidárias. A inciativa conquistou o primeiro lugar do prêmio LF de Computação, que reconhece projetos que utilizam tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) para melhoria da sociedade, promovido pela Sociedade Brasileira de Computação. Agora, o aplicativo deve ganhar ajustes para o mercado até fevereiro de 2020. A ideia Segundo o estudante Alisson Amancio, a ideia do aplicativo surgiu quando o professor Cesar Augusto Camillo Teixeira sugeriu, no início do ano, que os alunos criassem tecnologias mobile que tivessem uma aplicação na sociedade. Foi então que ele e a colega Bianca Martins, junto com o mestrando Bruno de Mendonça, pensaram em desenvolver um aplicativo para celular voltado para a doação de medicamentos. Estudantes da UFSCar criam aplicativo para facilitar controle de medicamentos em farmácias solidárias Arquivo pessoal O grupo procurou o Fundo Social de Solidariedade de São Carlos para entender quais eram as demandas reais da cidade. “A partir disso a gente começou a ter algumas reuniões e ter ideias. Depois organizamos quais ideias a gente ia abraçar primeiro e quais ficariam para atualizações futuras. Somente depois disso é que focamos no desenvolvimento do app mesmo”, explicou. Durante o ano, o grupo fez reuniões semanais para debater sobre o desenvolvimento e as abordagens que o aplicativo abrangeria. Farmácia solidária Segundo o professor, o aplicativo reúne várias soluções em um só lugar e tem como principal objetivo disponibilizar todos os medicamentos disponíveis no estoque para consulta do usuário. “O problema dessas farmácias é que elas não têm toda a quantidade de medicamentos das farmácias convencionais. Então é interessante que o paciente possa consultar o que tem disponível sem precisar ficar ligando ou indo até lá”, explicou. Para criar esse estoque, é necessário que outras pessoas façam a doação de remédios que sobraram, sejam eles em cartelas ou caixa fechadas. “É importante que eles estejam lacrados e nisso entram até os medicamentos de laboratórios que estão prestes a vencer e já não vale a pena ir para a venda na farmácia normal”, explicou. O aplicativo Aplicativo criado por alunos da UFSCar facilita controle de medicamentos em farmácias solidárias Gabrielle Chagas/G1 A tecnologia será a principal ferramenta do farmacêutico, que poderá cadastrar e organizar toda a parte administrativa em uma plataforma web que controla todas essas demandas. Além disso, também será possível: Conforme o usuário que procura pelo medicamento digita o seu nome, o aplicativo faz a sugestão dos nomes de acordo com uma base de dados da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), facilitando a procura pelo remédio. Procurar informações sobre como doar os medicamentos e quais são os pontos de coleta, que ficarão sob responsabilidade de parcerias feitas pela prefeitura; O farmacêutico receber alertas sobre os medicamentos que estão quase vencendo e precisam ser retirados do estoque; Ajustar o celular para despertar nos horários em que os remédios precisam ser tomados. Inclusive se o medicamento for comprado em uma farmácia normal, o usuário também pode pedir para receber as notificações pelo app. Próximos passos O aplicativo ainda está em fase de ajustes. Desde que o protótipo foi aprovado pelo Fundo Social, ele recebe constantes melhorias para ser finalizado até fevereiro de 2020. “No Rio Grande do Sul, por exemplo, existe uma lei que obriga as farmácias solidárias a terem um sistema informatizado, então existe uma série de oportunidades no mercado para que esse app passe da fase operacional para a final”, disse o professor. “Em outras disciplinas eu desenvolvi trabalhos com propostas interessantes, mas nenhuma tinha relação efetiva com a comunidade. Foi bem interessante consolidar essa ideia que eu tinha em relação ao cliente e ter esse contato com o Fundo Social”, disse o estudante. Estudantes da UFSCar criam aplicativo para facilitar controle de medicamentos em farmácias solidárias Arquivo pessoal São Carlos Apesar de não ter uma farmácia solidária, o Fundo de Solidariedade de São Carlos auxiliou os alunos quanto à demanda com as necessidades que uma instituição como essa tem no dia a dia. Além disso, o grupo também se inspirou nas farmácias de Araraquara e Ribeirão Preto. “Atualmente, ainda faltam algumas coisas para a implantação da farmácia aqui, por isso o aplicativo não está em execução. A gente planeja fazer parcerias com Araraquara e Ribeirão Preto, porque eles já têm a farmácia solidária”, disse o estudante. Procurada pelo G1, a Prefeitura de São Carlos disse que não tem prazo para implantação de uma farmácia solidária na cidade. Na região Para se ter uma ideia do trabalho que é feito na região, a farmácia do Fundo Social de Solidariedade de Araraquara atende cerca de 40 pessoas por dia na unidade da cidade e aproximadamente 600 pacientes estão cadastrados para retirada de medicamentos. Para consultar o estoque de medicamentos, o paciente (que não precisa ser usuário dos SUS) precisa ligar para a Farmácia Solidária. Caso o produto esteja disponível, ele será liberado. Em Araraquara, a farmácia está localizada na sede do Fundo Social, na Rua Imaculada Conceição (ou rua 12), número 3885, no Jardim Yamada, ao lado do Espaço Kaparaó, com horário de funcionando de segunda a sexta-feira, das 7h às 13h. Veja mais notícias da região no G1 São Carlos e Araraquara.
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12/12 - Apenas 2% das instituições de ensino superior têm nota máxima em avaliação do MEC
MEC divulgou os resultados do Conceito Preliminar dos Cursos (CPC) e o Índice Geral dos Cursos (IGC). Ministério da Educação divulga avaliação da qualidade do ensino superior no país Apenas 2% das instituições de ensino superior e 1,7% dos cursos avaliados obtiveram a nota máxima nos índices que medem a qualidade da educação no país, tanto em instituições públicas quanto privadas. Confira a lista de instituições de ensino bem avaliadas Veja a lista de cursos com nota máxima na avaliação Os dados são do Índice Geral dos Cursos (IGC) e do Conceito Preliminar dos Cursos (CPC), que integram o Sistema Nacional de Avaliação do Ensino Superior (Sinaes). Eles foram divulgados nesta quinta-feira (12) pelo Ministério da Educação (MEC) e pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Os dois índices classificam as instituições e cursos em uma escala de 1 a 5, onde 1 e 2 são insuficientes e 5 é nota máxima. Veja abaixo: Infográfico mostra a porcentagem das instituições avaliadas pelo Índice Geral de Cursos, do MEC e do Inep, conforme a nota de desempenho Elida Oliveira/G1 Apesar de os dados serem baixos, a entidade que reúne as empresas mantenedoras do ensino superior privado ressalva que os índices estabelecem uma média da avaliação dos cursos, e somente quem está acima desta média se destaca. "Se tivermos a maioria de cursos bons, somente os excelentes vão se destacar, mas isso não quer dizer que os demais são ruins. Se você tiver só cursos de excelência estilo Harvard, nesta metodologia você terá forçadamente mais cursos com nota 3 [avaliação média] e uma menor parte com notas 1 e 2 [avaliação baixa]; e 4 e 5 [avaliação alta] " – Rodrigo Capelato, diretor executivo do Semesp Os resultados consideram a avaliação feita em 2018, quando foram analisados 2.052 universidades, institutos federais, faculdades e centros universitários e 8.520 cursos de bacharelado e superiores de tecnologia. Os índices determinam parâmetros para o MEC definir, por exemplo, a participação das instituições de ensino superior em programas do governo. Em caso de sucessivas notas insatisfatórias, pode haver sanções. 3,3% dos cursos de faculdades privadas tiveram conceito máximo no Enade 2018 Mais de 390 mil estudantes fizeram o Enade 2019; taxa de abstenção é de 10,4% Avaliação das instituições Entre as 2.052 instituições avaliadas pelo Índice Geral de Cursos (IGC), 2% tiveram nota máxima. Houve uma relativa melhora em relação a 2015 e a 2012 , ano das últimas avaliações. Nos dois anos, apenas 1,1% das instituições haviam conquistado a nota máxima. Outro ponto que demonstra uma melhora foi a diminuição de instituições consideradas com notas insuficientes. Em 2012, 0,5% delas tinham nota 1, enquanto 16, 7%, nota 2. Em 2015, 0,4% obtiveram nota 1 e 14,4% nota 2. Na avaliação mais recente, 0,3% obtiveram notas 1 e 12,6% nota 2. Dos dados divulgado pelo IGC, as universidades públicas federais se destacam. Entre 105 instituições: Nenhuma delas teve nota insatisfatórias (1 e 2) 33 ficaram na média (nota 3) 59 tiveram boa avaliação (4) 13 obtiveram nota máxima (5) No IGC, 1.784 instituições privadas e 246 públicas foram avaliadas. Destas, 27 privadas alcançaram as notas máximas, contra 15 públicas. Nenhuma universidade pública teve a nota mínima, o que ocorreu com 7 privadas. Para Rodrigo Capelato, diretor executivo do Semesp, a variação positiva ocorre porque as universidades estão investindo em mais professores com mestrado e doutorado atuando em regime integral ou parcial. Outro ponto é que o índice leva em consideração a avaliação feita por estudantes sobre o projeto pedagógico e a estrutura das instituições. "A evolução mostra que as instituições investiram nestes insumos, o que efetivamente melhorou a qualidade dos cursos e a satisfação dos estudantes", afirma. Para Sólon Caldas, diretor executivo da Associação Brasileira das Mantenedoras do Ensino Superior (Abmes), os índices não medem a qualidade do curso e permitem, no máximo, fazer comparação entre uma instituição e outra. Ele também afirma que os baixos índices são resultados da metodologia e não do desempenho do ensino superior do país. “O resultado do Índice Geral de Cursos, o IGC, é feito com base no CPC, que é o Conceito Preliminar de Curso. Ele é ‘preliminar’. Serve para acender a luz amarela para que as instituições com baixa avaliação sejam monitoradas por uma comissão especializada de avaliadores que vão lá na instituição e verificam in loco como o curso é avaliado”, afirma. “Se eu comparar uma universidade quem tem nota 5 e outra que tem nota 3, ok, a de nota maior é melhor. Mas não necessariamente tem qualidade de excelência. Ele [o índice] não mede, ele compara”, avalia. Avaliação dos cursos O CPC avaliou 8.520 cursos. Entre eles, 847 ficaram com notas consideradas baixas (1 e 2) e 149 obtiveram a nota máxima (5). O conceito considera quesitos como a qualidade da formação dos professores, o Conceito do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade), o desenvolvimento dos estudantes que estão concluindo os cursos e a percepção dos alunos sobre o processo de formação oferecido. Áreas de Avaliação do Enade 2018 Bacharelados: Administração, Administração Pública, Ciências Contábeis, Ciências Econômicas, Design, Direito, Jornalismo, Psicologia, Publicidade e Propaganda, Relações Internacionais, Secretariado Executivo, Serviço Social, Teologia e Turismo Cursos Superiores de Tecnologia: Comércio Exterior, Design de Interiores, Design de Moda, Design Gráfico, Gastronomia, Gestão Comercial, Gestão da Qualidade, Gestão de Recursos Humanos, Gestão Financeira, Gestão Pública, Logística, Tecnologia em Marketing e Processos Gerenciais Em 2018, apenas 1,7% dos cursos conseguiram a nota máxima. Este índice demonstra uma melhora em relação à última avaliação, realizada em 2015, onde apenas 1,2% das instituições conseguiram a nota máxima. No comparativo com 2012, penúltima avaliação, o índice foi de 1,5%. Por outro lado, a nota 2 foi obtida em 9,5% dos cursos, e a nota 1, por 0,4%. Comparando os resultados de 2018 com 2015 e 2012, houve um aumento de cursos com nota 1, mas uma diminuição dos cursos com nota 2. Em 2015, 11% dos cursos obtiveram a nota 2 e 0,3% tiveram a nota 1. Enquanto em 2012, 11,8% ficaram com nota 2 e 0,2% com nota 1. As universidades públicas tiveram 1.244 cursos avaliados, sendo que 12 cursos alcançaram a nota máxima. Na rede privada foram 7.259 cursos, sendo 137 com nota máxima. No ponto oposto, a nota 1 foi obtida por 31 universidades privadas e 3 públicas. Críticas aos índices A metodologia do IGC e do CPC são criticadas pelo Conselho Nacional de Avaliação do Ensino Superior (Conaes), ligado ao Ministério da Educação. Em novembro, os conselheiros analisaram uma proposta de não divulgação dos resultados dos índices em 2020. Um dos conselheiros, Simon Schwartzman, argumentou que a metodologia faz com que os cursos e instituições não sejam avaliados em toda a sua complexidade. Em relação às instituições Schwartzman argumentou que o IGC faz médias de avaliações com ponderações diferentes, o que leva à distorção dos dados. Para Capelato, apesar de os indicadores terem problemas, eliminá-los seria ainda pior. "Acabar com eles é uma solução ruim. Você poderia aperfeiçoá-los ou criar novos indicadores. O Brasil já é carente de indicadores, se acabar, o que terá para avaliar se a instituição é boa ou ruim?", afirmou. Entenda os três principais indicadores do Sinaes: Conceito Enade: Desempenho dos estudantes concluintes dos cursos de graduação no exame aplicado pelo MEC em ciclos – os cursos são avaliados uma vez a cada três anos. Conceito Preliminar de Curso (CPC): Indicador dos cursos de graduação, calculado a partir da nota do Enade e de outras informações, como uma comparação entre a nota dos estudantes ingressantes e concluintes, do perfil dos professores e dados do questionário respondido pelos participantes do Enade. Cada curso tem o CPC calculado a cada três anos. Índice Geral de Cursos (IGC): É o indicador que avalia as instituições de ensino superior públicas e privadas (universidades, centros universitários ou faculdades), calculado com base na média do CPC dos cursos nos três anos anteriores, além dos conceitos de avaliação da pós-graduação, que também é trienal Enade Pexels
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11/12 - UFJF inaugura Fazenda Experimental em Ewbank da Câmara
Localizado às margens da Represa de Chapéu D’uvas, o espaço visa garantir água em quantidade e qualidade para Juiz de Fora e região. Fazenda Experimental da Universidade Federal de Juiz de Fora UFJF/Divulgação A Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) inaugurou nesta quarta-feira (11) o Viveiro de Mudas da Fazenda Experimental da instituição, em Ewbank da Câmara. Localizado às margens da Represa de Chapéu D’uvas, o espaço visa a recuperação da Mata Atlântica e garantir água em quantidade e qualidade para Juiz de Fora e região nos próximos anos. O projeto é desenvolvido pelo Núcleo de Integração Acadêmica para Sustentabilidade Socioambiental (Niassa) em parceria com a Via 040, em uma área de mais de dois milhões de metros quadrados e aproximadamente cinco quilômetros de cursos d’água. Para o coordenador do projeto de recuperação da floresta da Fazenda Experimental da UFJF, André Amado, o processo de restauração da vegetação é importante para o desenvolvimento e volta da água e fauna dos locais. “É uma maneira de se recuperar, de forma mais rápida, a vegetação original antes presente naquela área. Na Mata Atlântica, quando você tem vegetação, isso implica que você tem mais água disponível, ou seja, a recomposição pode fazer com que a água volte em muitos daqueles locais”, afirmou. Tanto Niassa quanto o Viveiro de Mudas da Fazenda Experimental são parte do alinhamento da UFJF com as diretrizes do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC). Para a garantia da recuperação da água, serão restaurados, inicialmente, 10% da área da fazenda para o plantio de aproximadamente 50 espécies de mudas, auxiliando na retomada natural da vegetação local. O replantio é considerado importante para garantir que rejeitos não alcancem o reservatório e também para modular a disponibilidade aquífera. Grande parte das sementes e mudas utilizadas é produzida na própria fazenda, através da coleta em árvores já presentes na área. O replantio é importante para garantir que rejeitos não alcancem o reservatório e também para modular a disponibilidade aquífera. Fazenda Experimental da Universidade Federal de Juiz de Fora Gustavo Tempone/UFJF UFJF inaugura Fazenda Experimental em Ewbank da Câmara
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11/12 - MEC diz que cursos presenciais de universidades federais podem ter 40% das aulas na modalidade EAD
Decisão foi publicada nesta quarta-feira (11) no Diário Oficial; medida não vale para cursos de medicina. MEC aumenta carga horária permitida para EAD em cursos presenciais Pexels O Ministério da Educação (MEC) regulamentou a oferta do ensino a distância (EAD) em cursos presenciais em universidades federais. De acordo com portaria publicada nesta quarta-feira (11) no Diário Oficial da União (DOU), o MEC autoriza que as instituições da rede pública ofereçam nos cursos de graduação presenciais até 40% da carga horária total por meio do ensino a distância. De acordo com a portaria, a decisão não é válida para cursos de medicina. Ensino a distância: liberados para ensino médio, cursos EAD ainda são piores que presenciais Conselho aprova até 30% de ensino a distância no ensino médio Cresce a participação da educação a distância entre o total de bolsas do Prouni para futuros professores Em dezembro de 2018 o MEC já tinha editado portaria que tratava do aumento do limite de 20% das aulas para até 40% na oferta das aulas na modalidade EAD em cursos presenciais no ensino superior. Entretanto, a portaria nº 1.428 de dezembro de 2018 tratava das instituições de ensino credenciadas pelo MEC, enquanto a nova portaria, nº 2.117, é voltada especificamente para as instituições do "Sistema Federal de Ensino". Uma diferença entre as duas portarias está na lista de exigências para a oferta do EAD. Enquanto nas universidades credenciadas em geral, na qual estão as particulares, a permissão básica é para o limite de 20% da aulas no EAD, sendo que o percentual pode chegar a 40% se a instituição atender a quatro requisitos, sendo um deles ter boa nota em avaliações do MEC. Na portaria que trata especificamente das federais, não é citado limite inicial de 20%. Em nota, o MEC reforçou que a portaria "ajusta o texto que já permitia a oferta em até 40% de carga horária a distância em cursos presenciais" e disse que as alterações auxiliam "na desburocratização de processos." "Foram feitas alterações para dar clareza à redação quanto a oferta das atividades extracurriculares e ao limite de percentual EAD permitido para cursos presenciais, auxiliando na desburocratização de processos." - Ministério da Educação Crescimento do EAD A portaria não trata de cursos totalmente a distância. Entretanto, a utilização desta modalidade junto dos cursos presenciais mostra a importância do EAD na atual conjuntura do ensino no Brasil. O número de vagas ofertadas especificamente pelo ensino superior a distância (EAD) superou em 2018, pela primeira vez, o número de oportunidades em cursos presenciais. No ano passado, foram 7.170.567 vagas remotas contra 6.358.534 vagas locais, respectivamente. Os dados são do Censo do Ensino Superior, divulgado em setembro pelo MEC e pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Quantidades de vagas no ensino superior à distância supera presenciais Bolsas do Prouni para formação de professores crescem 53% em oito anos
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11/12 - UFSJ abre inscrições para curso de formação de tutores para a Educação a Distância
De acordo com o Núcleo de Educação a Distância, são 90 vagas para o curso, que terá início em janeiro de 2020. Campus Tancredo Neves é uma das três unidades em São João del Rei da UFSJ UFSJ/Divulgação A Universidade Federal de São João del Rei (UFSJ) abriu nesta quarta-feira (11) o período de inscrições para o curso de formação de tutores em Educação a Distância. O curso é gratuito, realizado através da internet e tem duração de 50 horas. De acordo com o Núcleo de Educação a Distância (Nead) da UFSJ, são 90 vagas para o curso, que terá início em janeiro de 2020. O prazo para realização das inscrições se encerra no dia 20 de dezembro. Para realização da inscrição o candidato deverá anexar os seguintes documentos: diploma de graduação e de pós-graduação, frente e verso, devidamente registrados por instituição reconhecida pelo Ministério da Educação, para comprovar a formação acadêmica documento de identidade, com foto e documentos que demonstrem a atuação profissional Segundo o Nead, os temas abordados abrangem considerações sobre a Educação a Distância e a aprendizagem nessa modalidade de ensino, apresentação da plataforma livre Moodle e responsabilidades do tutor. O edital completo e o espaço para realização das inscrições estão disponíveis no site da UFSJ.
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11/12 - Convocado pela Câmara, Weintraub reafirma que há produção de drogas em universidades federais
À Comissão de Educação da Câmara dos Deputados ele disse que há "plantações de maconha" e "laboratórios de droga" nas universidades federais; o G1 mostrou que os casos citados foram investigados e não geraram processos contra as instituições. Ministro da Educação, Abraham Weintraub, fala nesta quarta-feira (11) à Comissão de Educação da Câmara dos Deputados Marcelo Camargo/Agência Brasil O ministro da Educação, Abraham Weintraub, reafirmou nesta quarta-feira (11) a existência de plantações de maconha e laboratórios de produção de drogas nas universidades federais. Para embasar a fala, o ministro exibiu uma série de reportagens sobre o tema. A declaração foi dada à Comissão de Educação da Câmara dos Deputados, onde o ministro foi questionado pelos parlamentares por mais de 7 horas para esclarecer uma entrevista concedida por ele no fim de novembro, quando Weintraub declarou pela primeira vez que as universidades são "madraças de doutrinação" e "têm plantações extensivas" de maconha, além de os laboratórios de química estarem desenvolvendo droga sintética, a metanfetamina. Criticado à época por não apresentar provas, Weintraub publicou em uma rede social reportagens sobre o consumo de maconha e drogas sintéticas na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e na Universidade de Brasília (UnB). As reportagens, entretanto, não indicam participação ou anuência dos gestores das universidades. Um levantamento feito pelo G1 em novembro apontou que nenhum processo foi aberto contra os reitores das instituições. "Eu peguei essas informações no Google. Ontem à noite, printei do meu computador, na ordem que apareceram." - Abraham Weintraub, ministro da Educação Interferência nos campi Na Câmara, o ministro defendeu que há uma "epidemia de drogas", disse que "as estatísticas" mostram que o consumo de drogas nas universidades é o dobro do uso geral no país. Com isso, ele defendeu a interferência da Polícia Militar nos campi das universidades. “As universidades estão sim doentes, estão pedindo o nosso socorro", disse o ministro. "Eu sou a favor da autonomia universitária para pesquisa, para ensino. Pode ensinar o que quiser, falar de Karl Marx, não tem problema. Agora, a PM tem que entrar nos campi”, afirmou Weintraub. Reitores criticam ataques No início do mês, a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições de Ensino Superior (Andifes) entrou na Justiça para pedir que o ministro da Educação também explique as alegações de que há "plantação de ervas para produção de drogas” nas universidades federais brasileiras. Na Câmara, Weintraub se defendeu: “Eu não falei em momento algum que a culpa é dos reitores", afirmou. "Falei que a situação é tão dramática que há plantação em algumas. Não acusei reitores, professores, técnicos. Eu sou professor concursado de uma universidade federal”, disse Weintraub. Ele também questionou sua presença entre os parlamentares e disse que o MEC vive a "maior revolução na área do ensino". "O símbolo máximo é que sai o kit gay e entram livros para as crianças”, afirmou o ministro, referindo-se ao projeto 'Escola sem homofobia', voltado a educadores e não a crianças, que foi apelidado de 'kit gay' e ganhou repercussão durante as eleições. É #FAKE que Haddad criou 'kit gay' para crianças de seis anos Fala interrompida Após o segundo bloco de perguntas, o ministro da Educação foi interrompido por interferência de representantes da União Nacional dos Estudantes (UNE). Jovens tentaram abrir um guarda-chuva com inscrições em tinta branca e a oposição defendeu a permanência dos manifestantes. Governistas criticaram a interferência e, pelo microfone, disseram que “a mamata vai acabar... puxadinho do PCdoB”. Momento de tumulto durante comissão da câmara que pede esclarecimento a Weintraub sobre dizer que há "plantações de maconha" e "laboratórios de droga" nas universidades federais Reprodução/TV Câmara Deputados foram à área onde estavam os membros da UNE, tanto para defender quanto para atacar. Por fim, os dois representantes da UNE (incluindo o presidente Iago Montalvão) sentaram-se junto a parlamentares de oposição, nas cadeiras do plenário. A reunião chegou a ser suspensa por 5 minutos. Valdo Cruz: ‘Nova programação da TV escola é doutrinação com dinheiro público’ Quarta vez Esta foi a quarta convocação do ministro da Educação pelo Congresso desde a posse no cargo, em abril. Em maio, em meio aos bloqueios do orçamento das universidades federais, o ministro foi às comissões de Educação da Câmara e do Senado, e também falou ao plenário da Câmara. A convocação mais recente foi aprovada na última quarta (4). A Comissão de Educação aprovou cinco requerimentos para que o ministro explicasse as declarações dadas ao “Jornal da Cidade Online”, em que Weintraub relacionou as universidades federais à produção de drogas. VÍDEOS SOBRE O MINISTRO DA EDUCAÇÃO Weintraub diz que alunos estariam sendo coagidos; UNE nega Natuza Nery: faltou habilidade política, diz sobre Abraham Weintraub Tumulto na Comissão da Educação com o ministro Abraham Weintraub
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11/12 - 'Laurent não liga para o recorde do Guinness', diz pai do garoto gênio que largou a faculdade aos 9 anos
Em entrevista ao G1, Alexander Simons, pai do menino belga que estava prestes a se tornar o mais jovem do mundo a receber um diploma de graduação, disse que ele vai terminar a faculdade e pular para o doutorado em uma das melhores instituições dos EUA. Conheça a rotina de Laurent Simons na reportagem do Fantástico Laurent Simons é o garoto belga de poucas palavras, bochechas vermelhas, franja em cima do olho e QI de 145 que ganhou fama mundial por estar prestes a concluir a graduação de engenharia elétrica aos 9 anos de idade. Mas ele voltou a ser o centro das atrações nesta semana por outro motivo: abandonar a carreira. A notícia foi divulgada nesta segunda-feira (9) pela Universidade Tecnológica de Eindhoven, onde ele estava matriculado, e confirmada ao G1 pelo pai de Laurent, Alexander Simons. Caso tivesse concluído o curso aos 9 anos, ele provavelmente conquistaria o título de mais jovem graduado do mundo, recorde do Guinness Book que, oficialmente, pertence a um americano desde 1994, que se formou em antropologia aos 10 anos. "Laurent tem até os 10 anos e 6 meses" para bater o recorde atual, detalhou Alexander, em entrevista por telefone na tarde desta terça-feira (10). "Mas Laurent não liga para o recorde do Guinness. É legal ter, mas, se ele quisesse ser o primeiro, ele não teria tirado férias aos 8 anos", continuou o pai do garoto. "A questão é que esse não é o objetivo do Laurent. Não é como ganhar um prêmio Nobel. O cara que comeu um monte de hambúrgueres também está no Guinness" – Alexander Simons Na tarde desta terça-feira (10), Laurent Simons publicou uma foto em seu perfil no Instagram sem muitos detalhes sobre seus próximos planos Reprodução/Instagram Disputa sobre a data de formatura Ambas as partes deram o mesmo motivo para a decisão que as separou: os pais de Laurent queriam que ele concluísse o curso em dezembro, apenas dez meses após ele iniciar a graduação. Já a universidade, em nota, afirmou que, do ponto de vista deles, o estudante precisaria de mais cerca de seis meses para fazer os exames restantes, e que poderiam concluir a carreira em meados de 2020, "um cronograma fenomenalmente rápido", considerando que a graduação regular dura três anos. "A universidade gostaria de ressaltar que, para o Laurent, nenhuma concessão foi feita em termos dos requisitos de qualidade para os estudos. Seu percurso de estudo cumpre as regulações de educação e avaliação do programa de bacharelado em engenharia elétrica" – Universidade Tecnológica de Eindhoven, em nota Segundo a nota, a diferença entre o garoto e os demais estudantes era a permissão para que ele fizesse as atividades práticas mais rapidamente e realizasse exames em datas distintas. "Isso, porém, não é incomum. Estudantes especiais, como os que praticam esporte de elite, podem ter um cronograma modificado se existem boas razões para isso." Da sua parte, Alexander afirmou que a universidade já havia concordado com o cronograma inicial, que se encerraria neste mês, mas começou a criar empecilhos e reduzir o ritmo depois de descobrir que a família havia aceitado um convite de uma das melhores universidades do mundo para que o garoto, após a graduação, fizesse um doutorado (PhD) lá. "Ele já tinha quase terminado. Eu tenho e-mails, o cronograma dele, a faculdade dizendo que ele concluiria em dezembro. Quando o Laurent estava sozinho com eles, eles perguntavam com quem ele estava falando. Ele disse que nós iríamos para os Estados Unidos. Foi quando os problemas começaram a acontecer", relatou o pai. Segundo ele, o combinado de que Laurent fizesse os exames todas as sextas-feiras passou a ser descumprido pela universidade. "De repente, eles levaram três semanas para preparar o próximo exame. Se você fizer assim, claro que vai levar mais seis meses ou um ano para ele terminar." A universidade, por sua vez, afirmou que as portas seguem abertas ao garoto, caso os pais decidam acatar o cronograma. "Temos orgulho de dizer que nossa equipe, especialmente Peter Baltus, professor e mentor de Laurent, demonstraram muita dedicação em guiar e ajudar Laurent. Seus supervisores adoraram trabalhar com ele, não só por causa de seu enorme talento, mas também porque ele é um garoto muito amoroso e inquisitivo" – Universidade Tecnológica de Eindhoven, em nota Rumo aos Estados Unidos Desde que o garoto chamou a atenção aos 8 anos, por ter sido aprovado em diversas universidades para cursar a graduação, a família de Laurent tem recebido diversos convites que podem moldar o futuro dele. Em 2018, os pais decidiram matriculá-lo na Universidade Tecnológica de Eindhoven, uma instituição holandesa que, segundo o ranking QS, é a 102ª melhor universidade do mundo. "Escolhemos Eindhoven porque ficava nos Países Baixos, era conveniente para nós, não estávamos tão prontos para emigrar. E eles tinham a [empresa] Phillips, conversamos sobre uma colaboração com ela, eles têm muitos equipamentos de saúde, e o Laurent se interessa por isso", explicou Alexander. Desde que a notícia da graduação então iminente do menino rodou o mundo, porém, novos convites começaram a bater à porta. "Só hoje de manhã recebi convites de mais duas universidades", disse o pai, que afirma não repassar todas as informações ao filho para blindá-lo do estresse excessivo. No entanto, um dos convites recebidos recentemente era irrecusável: Alexander diz que o nome da instituição ainda é confidencial, mas que se trata de uma universidade dos Estados Unidos que está no "top 10" do ranking QS. A princípio, o plano da família é se mudar de Amsterdã, nos Países Baixos, para a Antuérpia, na Bélgica, e reformar uma casa recém-comprada lá pelos próximos meses. A mudança para os Estados Unidos só deve acontecer a partir de março de 2020, para que Laurent retome e conclua o curso de graduação em engenharia elétrica na universidade americana – para isso, é provável que ele tenha que refazer alguns dos exames. Em seguida, ele deve iniciar um doutorado (PhD) também em engenharia elétrica. Alexander ressalta que, por causa de seus talentos, a instituição o aceitaria para o programa de pós-graduação mesmo que ele tivesse apenas o diploma do ensino médio. "Não tem a ver com diplomas. Ele diz que não quer nada até atingir seu objetivo, que é órgão artificiais, quantos ele conseguir. Ele quer estudar medicina, física, matemática, as matérias que ele acha serem necessárias para chegar a esse objetivo. Por enquanto, é engenharia elétrica, e ele vai conseguir o diploma." – Alexander Simons, pai de Laurent O garoto belga Laurent Simons tem 9 anos, QI de 145 e estava prestes a concluir a graduação em engenharia elétrica na Universidade Tecnológica de Eindhoven, na Holanda Reprodução/Instagram
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10/12 - Garoto que estava prestes a ser o mais jovem graduado na universidade abandonou o curso
Laurent Simons estudava engenharia elétrica na Universidade Tecnológica de Eindhoven, mas, segundo a instituição, uma disputa sobre o prazo da formatura fez os pais decidirem tirá-lo do curso. 'Novo Einstein': conheça a rotina do menino de nove anos que vai se formar em engenharia O garoto belga Laurent Simons, de 9 anos, estava perto de se tornar a pessoa mais jovem do mundo a conquistar um diploma de graduação, mas ele decidiu abandonar a faculdade de engenharia elétrica que cursava nos Países Baixos depois de uma disputa entre seus pais e a instituição sobre a data de formatura. A notícia foi anunciada pela Universidade Tecnológica de Eindhoven nesta segunda-feira (9). Em um comunicado, a instituição afirmou que o pai de Laurent, Alexander Simons, "repetiu seu desejo explícito de que seu filho obtivesse o diploma de bacharelado com 9 anos". O problema é que o aniversário de dez anos do menino se avizinha: ele nasceu em 26 de dezembro de 2009. Como ele começou a faculdade de engenharia elétrica em março deste ano, a universidade diz que ele precisaria completar um curso que normalmente dura três anos em apenas dez meses. "Laurent é um garoto com talento sem precedentes, e cujo ritmo de estudo é excepcional. Porém, a universidade não considera que esse prazo é factível, tendo em vista o número de exames que ele precisaria fazer antes de seu décimo aniversário, em 26 de dezembro", disse a Universidade Tecnológica de Eindhoven. Em uma reunião na segunda-feira (9), a instituição diz que ofereceu aos pais um cronograma que permitiria a formatura do estudante em meados de 2020. "Isso seria, de todas as formas, um cronograma fenomenalmente rápido", diz o comunicado. "Na nossa opinião, essa linha do tempo oferecia a Laurent a oportunidade de desenvolver suficientemente as habilidades associadas à fase final de seu programa de estudos, como insight, criatividade e análise crítica, sem pressão desnecessária sobre esse estudante de nove anos." QI de 145 Laurent conseguiu ser aprovado em diversas universidades quanto tinha apenas oito anos. Isso porque ele acabou cursando um total de seis séries escolares em apenas um ano e meio, com aulas particulares. Com um QI estimado em 145, o garoto não tem um plano definido de carreira, apenas um objetivo principal: desenvolver órgãos humanos artificiais. Laurent Simons se tornaria em dezembro o mais jovem graduado do mundo EVN
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10/12 - Udesc divulga listão dos aprovados no vestibular 2020/1
Resultado foi divulgado nesta terça-feira (10) à tarde, no site da instituição catarinense. Estudantes na Universidade Federal de Santa Catarina, em Florianópolis Diorgenes Pandini/NSC A Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) divulgou no fim da tarde desta terça-feira (10) o resultado do vestibular de verão 2020/1. Os aprovados podem conferir a lista completa no site da instituição de ensino. Confira a lista de aprovados para a Udesc O site da universidade, por volta de 17h15, apresentava lentidão. Muitos tentavam acessar o resultado ao mesmo tempo. Os estudantes aprovados na primeira chamada devem fazer a matrícula em 6 e 7 de fevereiro. As aulas começam a partir de 17 de fevereiro. Segundo a instituição de ensino, 8.054 candidatos se inscreveram para as provas. O índice de abstenção foi de 16,45%. Ao todo, foram oferecidas 1.425 vagas de 52 cursos de graduação. Veja mais notícias do estado no G1 SC
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10/12 - 'Por que o meu filho gosta de ver mil vezes o mesmo desenho?'
A repetição é uma parte importante do aprendizado de crianças, sobretudo as menores. É assim que elas dão sentido ao que aprenderam - e encontram conforto e segurança. As crianças aprendem e consolidam a informação por meio da repetição e precisam ver e rever até consolidar seu entendimento Getty Images/BBC Logo ao acordar, Bruno, de quase três anos, invariavelmente pede para assistir ao desenho de Os Três Porquinhos. Depois, ele reencena a história com seus brinquedos, várias vezes por dia. Pedro, da mesma idade, adora ver os mesmos livros infantis de sua coleção, repetidamente. Ana Gabriela, de sete anos, chegou a pedir para ver o filme dos Detetives do Prédio Azul três vezes no mesmo dia. Como manter uma alimentação saudável na infância Estados precisaram racionar vacina BCG, aplicada em recém-nascidos Pais, às vezes irritados de ter de ver os mesmos desenhos e repetir insistentemente as mesmas brincadeiras, muitas vezes se perguntam: por que as crianças ficam obcecadas por alguns objetos, personagens e histórias? Será que elas não cansam? "As crianças aprendem e consolidam a informação por meio da repetição. Elas precisam de diversas reproduções para realmente aprender - na primeira vez que veem um desenho, por exemplo, vão prestar atenção às cores; na quarta vez talvez foquem sua atenção na história, na linguagem ou no arco narrativo", explica à BBC News Brasil Rebecca Parlakian, diretora-sênior de programas da organização americana Zero to Three, que promove políticas voltadas a crianças de zero a três anos. "É assim que as crianças vão consolidando seu entendimento em uma coisa única." "Para nós, adultos, é uma repetição. Para elas, crianças, é uma reelaboração", diz Patricia Corsino, professora-associada da Faculdade de Educação da UFRJ e coordenadora do Grupo de Estudos e Pesquisa em Infância, Linguagem e Educação da universidade. "Isso se manifesta também nas brincadeiras de ir e voltar, nos pedidos de 'de novo' aos adultos quando eles fazem algo que agrada as crianças", explica a professora. "Nem sempre isso é feito pelos mesmos motivos por cada uma delas, mas o objetivo costuma ser o de se apropriar daquilo ou de buscar o afeto que sentiram (durante a brincadeira), para elas entenderem a si próprias dentro deste mundo tão complexo." Entrar na brincadeira é bom... As duas especialistas explicam que, quanto mais os adultos entrarem no jogo, mais criarão momentos para afeto, para a interação com as crianças e até para a ampliação do repertório delas. 'As crianças não precisam de muitas coisas. Precisam de poucas, mas com muita intensidade', diz professora Divulgação/Arquivo Parlakian começa lembrando que é bom limitar o uso de telas, mas ressalta que os pais podem, ao ver o mesmo desenho com as crianças, elaborar conversas e atividades a partir do que assistiram juntos. "'Vamos contar os números junto com o personagem?' ou então 'Como você acha que o personagem se sentiu naquele momento?'. Outra ideia é, depois de assistir, desligar a TV e fazer um jogo com base no desenho. Com isso, você transfere o que está na tela para a vida real, algo que normalmente não acontece com crianças pequenas se elas meramente assistirem ao desenho", diz a especialista. No caso de contos clássicos como Os Três Porquinhos, por exemplo, é possível ampliar o entendimento da criança contando a ela as diferentes versões existentes da história ou brincando de reencenar. "A exposição à mesma história com leves diferenças ajuda as crianças a consolidar o que aprenderam", diz Parlakian. "E reencenar as ajuda a entender como os personagens se sentem, o que as ajuda a desenvolver empatia." Mesmo sem mudar a história, mas escolhendo bons livros que possam ser lidos com prazer muitas vezes, os pais e cuidadores estarão dando grandes oportunidades para as crianças se desenvolverem, diz Patricia Corsino. "As crianças não precisam de muitas coisas. Precisam de poucas, mas com muita intensidade." ... mas se encher da repetição é compreensível Não tem nada de errado, no entanto, se os pais cansarem de assistir ao mesmo desenho pela milésima vez. "É natural os pais falarem que não querem mais e estabelecerem seus próprios limites", diz Corsino. Outra ideia é buscar a variedade dentro do mesmo tema, para expandir os horizontes da criança e dar a elas mais informações a respeito das coisas que elas tanto gostam. Parlakian conta que, aos três anos, sua filha adorava brincar de montar mesa de piquenique. "Certa vez, eu fiquei tão entediada de vê-la fazer isso pela milésima vez que sugeri: 'vamos fazer um piquenique de verdade no quintal?' Meu filho também teve uma fase em que ficou obcecado por caminhões. Então busquei mais livros sobre o tema e fiz com ele um passeio até um lava-rápido." E a repetição continua Repetição também traz sensação de conforto e segurança BBC Embora a repetição seja mais visível ao redor da faixa etária de dois a quatro anos, a vontade de ver/ouvir o mesmo filme, desenho ou história continua ao longo da infância e da adolescência, em graus diferentes. Isso porque a repetição, além de reforçar o aprendizado, traz uma sensação de conforto e segurança. "Muitos leem os livros do Harry Potter diversas vezes, e até mesmo adultos gostam de assistir várias vezes ao mesmo seriado. Essa previsibilidade e consistência nos faz sentir bem", prossegue Parlakian. "Mas, do ponto de vista das crianças, isso é ainda mais forte, porque o mundo tem tantas coisas novas acontecendo o tempo todo, e tantas estão fora do controle delas." Para crianças pequenas, ao redor dos dois a quatro anos, às vezes é o caso de simplesmente querer exercer sua autonomia - por exemplo, quando ela sempre insiste em usar um determinado par de sapatos e entra em crise se ele estiver sujo. "Para crianças dessa idade, o poder de fazer essa escolha (da peça de roupa) é algo muito forte, o que explica a crise de birra quando ela não consegue fazê-la", agrega Parlakian. "Nesses casos, minha sugestão é explicar por que aquele determinado sapato não pode ser usado naquele momento, validar o sentimento da criança (ou seja, dizer a ela que você entende sua frustração) e dar a ela a chance de escolher: 'você tem duas ótimas opções: pode usar o sapato x ou y'. Como elas são muito movidas pelo desejo pela autonomia, oferecer-lhes opções às vezes lhes dá a sensação de controle." Pode ser um sinal de que há algo errado? Na imensa maioria dos casos, diz Parlakian, a repetição é parte perfeitamente saudável do desenvolvimento infantil, e em geral as crianças são bastante flexíveis - têm suas preferências por livros e filmes, mas topam assistir ou brincar de coisas diferentes com frequência. Parlakian só adverte a prestar atenção caso a criança não esteja tendo prazer na brincadeira ou se mostre extremamente inflexível, ou seja, apresente sinais de estresse durante a brincadeira e repita tudo exatamente do mesmo jeito, sempre -, já que esse tipo de comportamento é comum em crianças do espectro autista. Vale lembrar, porém, que um diagnóstico do tipo só pode ser confirmado em consultas individualizadas com especialistas.
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10/12 - MEC vai detalhar regras para padronizar emissão de diploma digital de graduação
Secretário de Educação Superior afirmou nesta terça que medida deverá estar presente em todas as universidades que podem emitir e registrar diplomas até 2022. O Ministério da Educação (MEC) anunciou nesta terça-feira (10) que vai divulgar uma nota técnica detalhando regras de padronização dos diplomas de graduação no formato digital. A previsão da pasta é que todas as universidades com prerrogativa legal para a emissão e registro dos diplomas tenham o mecanismo até 2022. O que é o diploma digital? O diploma digital é o mesmo documento que comprova a formação de um universitário no ensino superior, mas em um formato digital que segue uma série de regras definidas pelo governo federal para garantir sua veracidade; A emissão e registro do diploma digital segue os mesmos critérios do diploma físico – por lei, as faculdades podem emitir diplomas, mas o registro que certifica e valida o documento só pode ser dado pelas universidades (públicas ou privadas), que têm autonomia legal para isso; Esse formato de diploma já existe desde abril de 2018, quando o MEC, ainda sob a gestão do ex-ministro Mendonça Filho, publicou uma portaria criando o mecanismo; Em abril de 2019, o ex-ministro Vélez Rodríguez publicou uma segunda portaria, regulamentando o formato do diploma digital; A gestão atual do MEC afirmou que, nesta terça-feira (10), vai divulgar uma nota técnica especificando o padrão que os diplomas digitais devem ter e está "elaborando a manifestação técnica sobre os apontamentos do relatório". Padronização Arnaldo Barbosa de Lima Junior, secretário de Educação Superior (Sesu) explicou que, por ter autonomia, uma universidade pode emitir diploma de seus alunos, e também emitir o registro desse diploma – um documento necessário para o reconhecimento da conclusão daquele curso. Já as faculdades só podem emitir o diploma, e os alunos que concluem cursos nelas precisam buscar uma universidade para conseguir o registro. Esse processo pode levar, por lei, até 120 dias. "Os alunos que estão em regiões mais pobres e que demoram muito para ter esse diploma", disse ele. “Estamos tentando consertar um erro histórico e tentando nos aproximar mais dos nossos alunos." A ideia é que, até 2022, todas as instituições que possam emitir esse registro garantam que os diplomas tenham os atributos do formato digital, mesmo que ainda existam na versão física. "A gente vai ter todo um processo de acompanhamento com as instituições para que os padrões sejam atingidos. Por isso até 2022 estaremos mapeando e todos vão ter o diploma digital", afirmou Cristiane Lepiane, coordenadora-geral de Regulação da Educação Superior do MEC. Ela afirmou que, por enquanto, a iniciativa vale apenas para diplomas de graduação, mas que a medida pode se estender aos cursos de pós-graduação no futuro. Algumas instituições já adotaram o novo formato, como a Universidade Federal da Paraíba (UFPB), como mostrou essa reportagem do Bom Dia Paraíba de abril deste ano: Estudantes da UFPB substituem o diploma de papel por diploma digital Redução de gastos com pessoal Lima Júnior afirmou que as instituições seguirão tendo autonomia para definir seus processos de emissão de diploma e de registro de diplomas emitidos pelas faculdades e ressaltou que o diploma digital já era uma possibilidade. Mas, com a nota técnica anunciada nesta terça, a ideia, segundo ele, é "dar todas as possibilidades para as universidades começarem a emitir diploma [no formato digital]". Ele disse que a inciativa é uma "inovação tecnológica" que vai modernizar o processo de emissão e registro do diploma com um menor custo ao cidadão e "à prova de falsificações". O secretário afirmou que, em um teste realizado na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), o formato digital se mostrou mais rápido e barato. A média do tempo que a instituição leva para emitir o diploma caiu de 80 dias para dez, e o custo, de R$ 380 para R$ 85, principalmente por causa da redução do custo com mão de obra dos servidores. Ele citou ainda o alto número de diplomas falsos encontrados por uma operação da Polícia Civil do Rio de Janeiro. "Com a Operação Nota Zero, os diplomas falsos, o número chega a 350 mil diplomas falsos emitidos em 5 anos. Cerca de R$ 700 milhões em fraudes", afirmou ele. "Você acaba com mercado secundário e possibilita que preços sejam cada vez mais baixos", disse o secretário. Deflagrada em 2018, essa operação investigou 11 escolas particulares de vários municípios do Rio de Janeiro, que eram suspeitas de emitir diplomas falsos do ensino fundamental e médio, e não tem relação com os diplomas do ensino superior. Veja mais no vídeo abaixo: Em 2018, a Polícia Civil do Rio de Janeiro investigou 11 escolas particulares pela emissão de diplomas falsos do ensino básico (*Sob supervisão de Ardilhes Moreira)
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10/12 - Comissão da Câmara aprova relatório final com críticas à gestão do MEC
O documento aponta 'fragilidade do planejamento e da gestão' da pasta, indica metas atrasadas, mudanças na estrutura, entre outros pontos. O relatório final com críticas à gestão do Ministério da Educação foi aprovado por unanimidade nesta terça-feira (10) na Comissão Externa da Câmara. O documento aponta "fragilidade do planejamento e da gestão" da pasta, indica metas atrasadas, mudanças na estrutura organizacional que interferiram na execução de projetos, entre outros pontos. O relatório possui sugestões de atuação para o MEC "melhorar a condução de políticas educacionais" e aponta prazos para a execução das propostas. O relatório final incorporou sugestões dos deputados, como a recomendação de que o Ministério da Educação desse apoio a estados, Distrito Federal e municípios para implementar o ensino técnico. O texto deverá ser encaminhado ao presidente da Câmara, à Comissão de Educação que poderá aprovar os projetos sugeridos, e ao MEC. Diagnóstico do MEC planejamento e a gestão do MEC estão muito aquém do esperado não apresentou Planejamento Estratégico para 2019 metas do Plano Nacional de Educação (PNE) estão atrasadas nem todas as Secretarias publicaram seus planos de trabalho e os publicados não apresentam priorizações, clareza nas metas, prazos ou responsáveis para as ações propostas as mudanças na estrutura organizacional criaram sobreposições de atividades e lacunas de atuação em áreas fundamentais menor número de agentes em cargos de confiança com experiência, se comparado aos dois últimos governos os cargos de maior nível hierárquico são ocupados em grande maioria por homens, enquanto os cargos de nível inferior são ocupados por pessoas do sexo feminino número de exoneração nos cargos de confiança, flagrantemente superior à gestão anterior instabilidade e falta de continuidade na gestão atual baixa execução orçamentária em diversos programas Política Nacional de Alfabetização (PNA) não foi implementada implementação da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) segue com diversos pontos de indefinição não existe uma Política de Formação Docente falta de transparência na Comissão criada pelo Inep para avaliar a pertinência do Banco Nacional de Itens (BNI) com a "realidade social" do Brasil iniciativas do governo nos processos de escolha e nomeação de reitores e na distribuição de recursos de forma arbitrária e de contingenciamento seletivo em Universidades colocam em risco a autonomia didático-científica, administrativa e de gestão financeira e patrimonial das instituições de ensino superior Principais recomendações Elaborar e publicar o Planejamento Estratégico até fevereiro de 2020 Aprofundar, alinhar e divulgar planos de trabalho até março de 2020 Criar um Observatório da Gestão Educacional, plataforma online com metas, objetivos e indicadores de desempenho até abril de 2020 Priorizar e quantificar as metas do Plano Nacional de Educação (PNE), com comunicação clara e transparente até março de 2020 Aprimorar ferramentas de acompanhamento do PNE até março de 2020 Tornar a Instância Permanente de Negociação entre a União, Estados, Distrito Federal e os Municípios ativa, e publicar datas e atas de suas reuniões em site oficial até janeiro de 2020 Implementar a Política Nacional de Alfabetização (PNA) até março de 2020 Compatibilizar Políticas de Alfabetização com as de Educação Básica até março de 2020 Alinhar o PNA com o Estatuto do Índio até janeiro de 2020 Analisar o Custo-efetividade dos gastos discricionários até julho de 2020 Homologar as novas Diretrizes Curriculares Nacionais de Formação Inicial e Continuada de Professores até janeiro de 2020 Implementar as Novas Diretrizes para Formação até julho de 2020 Coibir cortes e contingenciamentos no orçamento das universidades durante toda a legislatura Prestar apoio técnico às instituições de ensino superior para ampliarem a arrecadação própria até outubro de 2020 Realizar a conclusão da consulta pública do Future-se até março de 2020 Apresentar os indicadores da proposta do Future-se até março de 2020 Garantir a previsibilidade de repasse de recursos para as universidades até março de 2020 Instituir cronograma geral dos marcos da implementação da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) até fevereiro de 2020 Ampliar a Acessibilidade do Enem até a publicação do edital 2020, com revisão do Banco Nacional de Itens e inclusão de novas tecnologias visando a acessibilidade Divulgar a existência da comissão de demandas até a publicação do edital 2020 Compatibilizar Enem digital às necessidades de acessibilidade até junho de 2020 Adequar o Enem ao Novo Ensino Médio até janeiro de 2021 Aplicar o Enem em duas etapas, a primeira com base na BNCC e a segunda de acordo com os itinerários formativos até janeiro de 2023 Revisar modelo do projeto piloto do Enem Digital até junho de 2020 Garantir a segurança e o sigilo do Banco Nacional de Itens (BNI) ) e a nãointerferência nos conteúdos da prova até junho de 2020
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10/12 - Relatório denuncia perseguição a acadêmicos e universidades no mundo, com destaque inédito ao Brasil
Publicação anual da Scholars at Risk dedica pela primeira vez capítulo ao país, destacando mudança de conjuntura alarmante para a liberdade das universidades após eleição presidencial. Em 2018, após decisão judicial que determinou retirada de faixa com dizeres 'Direito UFF Antifascista', ela foi substituída por outra, denunciando: 'Censurado'; episódio é mencionado no relatório Free to Think 2019 Marcelo Sayao/EPA Com cinco edições publicadas, o relatório anual Free to Think, que monitora a perseguição a acadêmicos e a universidades em todo o mundo, já teve estampadas em sua capa fotos do Irã, da Turquia, do Paquistão e Egito. Na edição de 2019, quem ocupa a primeira página do relatório é o Brasil. A capa traz uma imagem de estudantes protestando no Rio de Janeiro em maio contra cortes de orçamento e bolsas anunciados pelo governo federal, capturada por Ricardo Moraes, da agência Reuters. Pela primeira vez, o Free to Think ("Livre para pensar", em tradução livre) traz também um capítulo dedicado ao Brasil, afirmando que "pressões significativas no ensino superior brasileiro aumentaram na véspera e no período posterior às eleições presidenciais de 2018". Nas edições anteriores, o Brasil não foi mencionado. O relatório, de caráter qualitativo, cita na edição de 2019 declarações de membros e iniciativas do governo federal brasileiro cortando investimentos para instituições e disciplinas específicas, como a sociologia e a filosofia; apresenta ainda ações que, de acordo com o documento, limitam a autonomia das universidades; e episódios de pressão, por agentes policiais e civis com motivações políticas, contra campus durante e depois das eleições presidenciais. O destaque inédito ao Brasil justifica-se não necessariamente pela dimensão da perseguição a acadêmicos no país em comparação com o resto do mundo, e sim a uma mudança na conjuntura, explicou à BBC News Brasil Robert Quinn, diretor executivo da organização sem fins lucrativos que produz o relatório, a rede internacional Scholars at Risk ("Acadêmicos em risco"), baseada na Universidade de Nova York. A publicação detalha ainda os casos da China, Índia, Sudão e Turquia e abrange o período de setembro de 2018 a agosto de 2019. Quinn, doutor em filosofia e com uma trajetória de prêmios e passagens por organizações dedicadas à promoção científica e aos direitos humanos, diz que além do relatório, outra atividade do Scholars at Risk é receber pedidos de assistência por acadêmicos que denunciam estar sendo vítimas de perseguição. A rede, que está celebrando 20 anos de existência, recebeu em sua história 34 solicitações desse tipo vindas do Brasil — 30 delas no último ano, o que fez a rede acompanhar mais de perto a situação do país e depois incluí-lo no relatório. "Eu não leria a imagem como dizendo: o Brasil foi o pior país do mundo no ano passado. Isto seria injusto", afirmou, falando de Nova York em entrevista via chamada de vídeo. "Mas acho que o que ela está dizendo é: o Brasil está aqui, e isto é novo." "Há algo acontecendo e precisamos olhar para isso. Não quer dizer que há um grande problema, mas significa que precisamos analisar. E, quando olhamos, uma parte dos incidentes foi muito bem pronunciada por representantes do governo ou políticos no Brasil. Algumas destas falas circularam pelo mundo", diz. O presidente Jair Bolsonaro durante cerimônia de posse do Ministro de Estado da Educação, Abraham Bragança de Vasconcellos Weintraub, no Palácio do Planalto, em Brasília (DF), nesta terça-feira (9). FáTIMA MEIRA/FUTURA PRESS/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO O relatório apresenta, por exemplo, declarações do ministro da Educação, Abraham Weintraub, e do presidente Jair Bolsonaro. Uma delas foi uma entrevista de abril em que Weintraub afirmou que as universidades federais Fluminense (UFF), da Bahia (UFBA) e de Brasília (UnB) teriam cortes de verba por promover "balbúrdia" em vez de buscar excelência acadêmica, segundo ele. Outra fala do mesmo mês incluída no documento foi referente às disciplinas de filosofia e sociologia, que de acordo com o ministro poderiam ter verbas para seus cursos cortadas por não serem rentáveis. Esta posição foi endossada por Bolsonaro no Twitter, onde ele escreveu que a medida teria o objetivo de "focar em áreas que gerem retorno imediato ao contribuinte, como veterinária, engenharia e medicina". A reportagem solicitou posicionamento dos ministérios da Educação e Ciência e Tecnologia na manhã de segunda-feira (9), mas não obteve resposta até esta publicação. Fazendo uma analogia com a medicina, Quinn diz que há casos em que a tensão entre as universidades e o poder é crônica, ou seja, se expressa de uma forma saudável, por meio de debates públicos e protestos, por exemplo. E há os casos agudos, em que a tensão é liberada em forma de violência e perseguição. Para ele, a escalada de casos do Brasil que chegaram à organização indicam que o país pode estar chegando em sua fase aguda. "Baseado na história em outros lugares, temos um alarme do que pode acontecer e do que pode piorar. A situação (no Brasil) é preocupante." "Acho que o maior sintoma de todos no Brasil, pois é algo que se observa historicamente, voltando literalmente a séculos atrás, é a construção artificial do 'outro' por aqueles que estão no poder. Esta criação não se vale do conhecimento, da racionalidade ou de evidências, mas de emoções, energia negativa e uma remissão a um passado imaginário 'puro'". "No ensino superior, isso se manifesta com governos, partidos ou representantes importantes do poder mirando um acadêmico em especial ou uma disciplina particular como estrangeira, não tradicional". Ainda que o relatório lembre que os cortes nestas universidades e disciplinas não tenham sido concretizadas, Quinn diz que tais falas contribuem para um cenário de cerceamento à liberdade de pensamento — que não deve ser orientado apenas pelo critério da rentabilidade, ele destaca. "No nosso histórico de casos, por exemplo, vemos que qualquer disciplina pode se tornar um alvo", aponta o diretor. "Há alguns anos, tivemos o caso de um professor na Tunísia que lecionava uma disciplina sobre saúde pública, e trabalhava especificamente com mortalidade infantil. Você pode perguntar: por que isto se tornaria algo político? Porque o governo, e se tratava de uma ditadura, estava mentindo sobre a mortalidade infantil — a situação era muito pior do que estava sendo divulgado." "Se você considera a história da União Soviética, por exemplo, os físicos lideravam a dissidência. Mas nunca pela física em si, pelas fórmulas. Era porque eles queriam conversar com físicos de outros países, mas eram impedidos de viajar." "Hoje, no cenário contemporâneo, há países, como o Irã, que tentam recrutar físicos para participar de seus programas nucleares. E, se eles se negarem, vão para a prisão." É também lembrado no relatório sobre o caso brasileiro um decreto presidencial de maio que alterou os procedimentos para nomeação de órgãos vinculados à administração federal (não apenas instituições de ensino). Na visão de entidades que se manifestaram sobre o decreto, como o Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN) e a Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC) do Ministério Público Federal, ele poderia afetar diretamente a autonomia das universidades públicas. Isto porque o texto abre caminho para que o governo, e não mais os reitores, designem nomes para cargos de vice-reitor, pró-reitor, diretores e vice-diretores de faculdades. Pressão vinda da Justiça e de grupos políticos em campus brasileiros Além de ações do governo federal, o relatório aponta para decisões de juízes e ações policiais em universidades no contexto eleitoral, motivadas por acusações de que estudantes e professores estariam se manifestando partidariamente em espaços públicos. Foi o caso do confisco, por decisão judicial, de uma faixa pendurada na Universidade Federal Fluminense (UFF) com as palavras "Direito UFF Antifascista"; ou de folhetos de uma associação de docentes da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) intitulados Manifesto em defesa da democracia e das universidades públicas. TRE autoriza recolocação de faixa na faculdade de direito da UFF O relatório Free to Think lembra que, no final de outubro de 2018, a ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Cármen Lúcia concedeu medida cautelar suspendendo ações de busca e apreensão, autorizadas por juízes de Tribunais Regionais Eleitorais, em universidades de todo o país. Do período eleitoral, o documento denuncia ainda relatos de ataques e assédios de grupos civis com motivações ideológicas contra estudantes da Universidade de Fortaleza (Unifor); Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio); Universidade Federal do Pará (UFPA); e Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Por fim, o relatório apresenta recomendações específicas para o caso brasileiro, como a investigação e eventual punição de autores de incidentes em que membros da comunidade universitária tenham sido colocados em risco; e o recuo de declarações e políticas que estigmatizem e ataquem o ensino superior do país. Em relação às 30 solicitações de assistência do Brasil recebidas pelo Scholars at Risk (SAR) no último ano, a entidade disse que seis estão sob acompanhamento de fato, enquanto as outras não puderam ser atendidas diretamente pela organização, sendo direcionadas a outras formas de assistência. "Em relação às outras 24 aplicações, algumas não atenderam aos critérios de bolsa ou risco. Como é possível observar em nossas ações, como o Free to Think, o SAR está preocupado com as pressões no setor da educação superior no Brasil que estão impactando todos os acadêmicos e estudantes do país. Devido aos recursos limitados e um crescente volume de pedidos de assistência, nossos serviços de proteção priorizam aqueles que relatam experiências de ataques e ameaças diretos", diz nota enviada à reportagem. A rede SAR foi fundada em 1999 e tem seções em diferentes partes do mundo, principalmente na América do Norte, Europa e África. Na América Latina, a rede tem colaboradores que participam anonimamente no monitoramento e verificação de incidentes. Nos casos mais graves de perseguição a acadêmicos, o Scholars at Risk tem um projeto que organiza asilo para que pesquisadores possam trabalhar e morar em outros lugares em que não estejam sob risco; há também serviços de assistência e campanhas para casos de acadêmicos presos. A organização tem apoio da Universidade de Nova York, onde é sediada, e recebe doações individuais e de outras entidades, como a Vivian G. Prins Foundation, Open Society e National Endowment for Democracy. Preocupação que perdura na Turquia No período abordado pelo relatório, o Scholars at Risk diz ter coletado relatos de centenas de incidentes em 56 países. No entanto, alguns deles, como o Brasil, ganharam neste ano capítulos em particular: foi o caso da Índia, Turquia, Sudão e China. A Turquia tem destaque importante por seu quarto ano consecutivo, já que a organização recebeu relatos de "ataques extraordinários" no ensino superior do país. Lá, acusados de traição e terrorismo, milhares de acadêmicos enfrentam processos judiciais e prisões por terem assinado em 2016 uma petição crítica às ações repressivas do governo contra os curdos. Alguns são vítimas da chamada "morte civil", ou seja, foram demitidos de seus cargos públicos, proibidos de assumir novas posições e de deixar o país legalmente. Há ainda no país outros casos de perseguição a pessoas e grupos considerados opositores que não necessariamente têm relação com o episódio da petição. Manifestantes protestam em marcha do Dia do Trabalhador em Ancara, na Turquia, nesta segunda-feira, dia do 1º de maio de 2017; ativistas pediram aumento salarial e melhores condições de trabalho Burhan Ozbilici/AP Na China, a histórica perseguição a acadêmicos se intensificou no último ano, com um aumento nas demissões, prisões, restrições de viagens daqueles considerados divergentes, por sua postura crítica, origem étnica ou religiosa, das diretrizes do Partido Comunista no país. No Sudão, que viveu uma onda de protestos que levou em abril à queda do então presidente Omar al-Bashir, as universidades foram alvo de repressão, com força de segurança se valendo de prisões e violência, às vezes letal, contra estudantes e professores manifestantes. Mesmo após a queda de al-Bashir, foram relatados casos de ataques perpetrados por grupos paramilitares. Já denúncias vindas da Índia também não são novidade, mas viram uma piora no último ano, segundo o relatório. Foram registrados conflitos graves entre grupos internos de estudantes; ou com grupos externos e milícias, muitas vezes motivados por divergências religiosas, étnicas ou ideológicas; ou ainda com a polícia. O relatório apresenta também casos de acadêmicos que foram retaliados profissionalmente pelas próprias instituições de ensino às quais estavam vinculados, como em demissões motivadas por opiniões por eles expressas. Na entrevista à BBC News Brasil, Robert Quinn reconheceu que o formato do relatório não é quantitativo, com uma precisão como a de uma pesquisa demográfica por exemplo. "Ao mesmo tempo, avaliamos que temos uma amostra representativa razoavelmente boa, pelo menos dos casos mais notáveis que aconteceram no ano passado", diz o diretor da organização. "Nossa metodologia está no nosso relatório e em nosso site, para que todos possam explorá-la." Quinn diz que vê o trabalho do Scholars at Risk como estando no meio do caminho entre o poder e as ideias, onde estão os acadêmicos e as universidades - "o trabalho deles é gerar ideias, fazer perguntas, o que por definição se choca com o poder", aponta. Mas esse poder é sempre político? Para o entrevistado, a resposta dá destaque justamente à América Latina. "Sem dúvidas há pressão também do poder econômico, e não surpreenderia se os números apontassem para a América Latina como vivendo um problema maior nesse sentido — mas eu precisaria checar os dados. Acadêmicos que trabalham com direitos fundiários, particularmente dos povos indígenas, ou aqueles que trabalham com meio ambiente muitas vezes entram em contato, e muitas vezes em conflito, com interesses corporativos e comerciais." O embate entre o poder e as ideias, ele diz, acontece há séculos — mas há "algo diferente hoje", fazendo das ameaças aos acadêmicos e ao livre pensamento algo global. Quinn atribui esta globalização dos riscos a uma combinação de fatores — alguns que considera positivos: a democratização do ensino superior em todo o mundo e do acesso à internet; e o encurtamento de fronteiras, com o transporte e as tecnologias. "Tudo isso está se combinando para formar um clamor pelo restabelecimento da expertise, da curadoria do conhecimento. No passado, quando a educação não era nem um pouco democrática, muito elitista, a curadoria do conhecimento acontecia pela limitação do acesso" "Mas parece que hoje estamos tendo muito mais dificuldade em filtrar as informações de qualidade do que é ruído." "A ironia é que, ao meu ver, isso faz das comunidades acadêmicas mais importantes do que nunca. A sociedade civil precisa da contribuição de uma expertise responsável e com interesse público para orientar o acesso à informação. Então, trata-se de um momento verdadeiramente único, mas não sem riscos."
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10/12 - 'They' é a palavra do ano, segundo dicionário Merriam-Webster
Palavra pode ser usada tanto para homens ou mulheres no plural, e também para quem se identifica como 'não-binário'. Escolha se deu análise de dados; pronome teve pico de buscas após declarações de celebridades e eventos do ano. O dicionário online americano Merriam-Webster escolheu o pronome "They" como a palavra do ano. A palavra em inglês pode ser usada para homens ou mulheres, no plural. Neste ano, o dicionário acrescentou mais uma definição ao pronome: a de que se refere pessoa que se identifica como não-binária, ou de gênero neutro (nem masculino, nem feminino). A escolha se deu por uma análise de dados, de acordo com o dicionário, após crescimento nas buscas. "Os pronomes estão entre as palavras mais usadas no idioma e, como outras palavras comuns (pense, faça e tenha), elas tendem a ser ignoradas pelos usuários do dicionário. Mas, no ano passado na medida em que as pessoas encontraram cada vez mais o uso 'não-binário' para o termo, vimos pesquisas por 'they' crescerem dramaticamente", afirmou Emily Brewster, editora sênior da Merriam-Webster, em um comunicado. Os picos durante o ano, segundo o Merriam-Webster, foram: Em janeiro, durante a Paris Fashin Week, a presença da modelo não-binária Oslo Grace pode ter motivados as buscas pelo termo. Outro momento foi em abril Em abril, a congressista americana Pramila Jayapal falou sobre o filho não seguir regras referentes a gênero Em junho, durante as celebrações do Pride (Orgulho, em inglês). No Brasil, pode ser entendido como 'Orgulho LGBTQI+' (lésbicas, gays, bissexuais, transgêneros, queer ou questionando, intersexo, assexuais e arromânticos, entre outros) Em setembro, o cantor e compositor Sam Smith declarou ter se tornado 'não-binário' e pediu para ser tratado pelo pronome 'they' Em 2018, a palavra do ano para o dicionário Merriam-Webster foi "Justiça" e, em 2017, "Feminismo". Em 2016, foi "Surreal". Sam Smith, que se identifica como 'não-binário', durante show no Lollapalooza 2019 Fábio Tito/G1 'Emergência climática' Para o Dicionário Oxford, a "Palavra do ano" é, na verdade, uma expressão: "emergência climática". Ela foi divulgada em novembro. Segundo o próprio dicionário britânico, o uso do termo aumentou mais de 100 vezes desde setembro de 2018. Os dados foram coletados em um banco com milhões de palavras em inglês. Em 2018, a palavra do ano para o Dicionário Oxford foi "Tóxico". Em 2017, "Youthquake", que homenageia a revolução promovida por jovens. Em 2016 foi "Pós-verdade" e, em 2015, "Emoji". Manifestantes fecham o trânsito em Washington em protesto por ações contra o aquecimento global Kevin Lamarque/Reuters
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10/12 - Educação é a área que mais cresce em cursos de especialização no Brasil, diz instituto
Aulas focadas em inovação acadêmica e gestão atraem profissionais de pedagogia que buscam acompanhar as novidades do mercado, de acordo com o Semesp. Os cursos de especialização em educação ocuparam o topo do ranking de vagas abertas em 2019 no Brasil, de acordo com o Instituto Semesp, que reúne as empresas mantenedoras do ensino superior. A abertura de vagas segue uma tendência da busca por qualificação no setor, de acordo com a entidade. A área concentra 35% da oferta de vagas, acima de ciências sociais, negócios e direito (31%) e saúde e bem estar social (24%). O diretor da entidade, Rodrigo Capelato, afirma que o índice é puxado principalmente por cursos de inovação acadêmica e gestão que atraem, sobretudo, profissionais da pedagogia. O ranking está na pesquisa "Cursos de especialização lato sensu no Brasil", produzido pelo Semesp. A entidade usou dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Dados (Pnad Contínua) feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e informações do Ministério da Educação. No cenário, a modalidade que mais cresce é o ensino a distância (EAD), com 37,5% das vagas ofertadas. Infográfico mostra a porcentagem de vagas em especialização no Brasil, por área, em 2019: educação se destaca, com 35% delas Elida Oliveira/G1 De acordo com a análise do Semesp, as vagas em especialização subiram 74% em 2019, à frente do mestrado (18%) e doutorado (9%). “A educação está tendo uma revolução com novas metodologias. Apesar de a pessoa ser formada em pedagogia, ela ainda pode estar totalmente fora deste mundo novo. São tecnologias inovadoras que ninguém conhece direito, como sala invertida, aprendizado baseado em projetos, entre outras formas de ensinar” -- Rodrigo Capelato, diretor do Instituto Semesp. Capelato afirma que os cursos de pedagogia têm um currículo muito focado em teoria, e a graduação não consegue formar profissionais para os avanços rápidos que ocorrem dentro das escolas. Na opinião dele, a especialização consegue se adaptar às mudanças mais rapidamente por ter um currículo mais flexível. Investimento nos professores Dados do mais recente Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa, na sigla em inglês) apontam que países que investem na valorização dos professores e em ações que diminuem a desigualdade entre escolas e alunos tendem a ter melhores resultados na aprendizagem dos estudantes. Entretanto, Capelato faz a ressalva de que, no Brasil, são os alunos que majoritariamente bancam os custos das especializações e que faltam investimentos governamentais para incentivar a formação continuada. Infográfico mostra a porcentagem de vagas de especialização, presenciais e EAD, por área Elida Oliveira/G1 Na avaliação do diretor do Semesp, a EAD tem crescido no segmento por ser aplicada em cursos que se adaptam à realidade de quem busca especialização: são pessoas acima de 30 anos, que já trabalham, e querem progredir na carreira, seja um diretor buscando aprimoramento ou um professor que procura outras posições. Veja o perfil dos estudantes de especialização lato sensu no Brasil, segundo o Instituto Semesp Ana Carolina Moreno/G1 Qualificação x mercado de trabalho Outra pesquisa feita com base em dados da Pnad Contínua, divulgada pelo G1, aponta que há mais trabalhadores qualificados do que vagas no mercado de trabalho. Quase 4 milhões de brasileiros que cursaram faculdade não encontram uma colocação que exija formação superior. Na avaliação de Capelato, é comum em um cenário de crise que as pessoas busquem se especializar, seja para manterem o emprego ou para uma recolocação no mercado de trabalho. "Quem se forma no ensino superior e vai concorrer a uma vaga não encontra, e acaba se candidatando para vagas de nível médio. Para não cair nisso, as pessoas têm buscado uma especialização para poderem concorrer às poucas vagas que exigem qualificação de nível superior", analisa. "A graduação não te faz melhorar de vida, mas te dá empregabilidade. Por outro lado, as vagas que exigem qualificação estão mais concorridas, e as pessoas têm corrido atrás [de uma boa formação]", afirma Capelato. Desigualdade de gênero Os dados do Semesp apontam que a maior parte dos estudantes de especialização (62,2%) são do gênero feminino. São mulheres que buscam se qualificar para manterem a competitividade no mercado de trabalho. Entretanto, elas ainda estão ganhando menos que seus pares do sexo masculino. O Índice de Desenvolvimento de Gênero (IDG), divulgado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) nesta segunda-feira (9), aponta que as mulheres no Brasil estudam mais, porém possuem renda 41,5% menor que os homens. Confira mais detalhes da pesquisa Pnud no vídeo abaixo: ONU divulga ranking do Índice de Desenvolvimento Humano; Brasil ocupa a 79ª posição
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10/12 - Enem 2019 para pessoas privadas de liberdade será aplicado nesta terça e quarta
Segundo o Inep, 46 mil candidatos cumprindo pena em unidades prisionais ou de ressocialização em 25 estados e no Distrito Federal estão inscritos para as provas. Enem PPL de 2019 acontece nos dias 10 e 11 de dezembro Patrícia Teixeira/G1 A edição 2019 do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para pessoas privadas de liberdade (PPL) será aplicada nesta terça e quarta-feira (10 e 11). Segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), 46.163 pessoas cumprindo penas ou medidas socioeducativas estão inscritas para as provas. Segundo o órgão, o número de candidatos do chamado Enem PPL cresceu 12,5% em um ano: em 2018, 41.044 pessoas se inscreveram das provas. Reaplicação do Enem A reaplicação do Enem também será feita para os candidatos da edição regular que, por algum motivo de logística da organização do exame, foram prejudicados e solicitaram uma nova oportunidade para realizar a prova. O Enem regular ocorreu nos dias 3 e 10 de novembro e, neste ano, pela primeira vez o Inep não concedeu automaticamente o direito de reaplicação aos candidatos presentes nas provas em locais onde houve intercorrências ou problemas logísticas. Dessa vez, para ter o direito de refazer o Enem, cada candidato deveria fazer a solicitação de reaplicação no site do Enem. O prazo para enviar o pedido ocorreu entre 11 e 18 de novembro, e o resultado saiu em 26 de novembro. Pela primeira vez, o Inep não informou quantos candidatos da edição regular do Enem vão refazer as provas durante a reaplicação. Em nota enviada ao G1 no fim de novembro, a autarquia do MEC afirmou que "não divulga balanço do processo por questões de sigilo e segurança da prova" e que a consulta do resultado da solicitação foi feita de forma individual. Veja a questão 56 da prova laranja do Enem 2018, que acabou aparecendo no Enem 2019; por causa da falta de ineditismo da questão, ela foi anulada pelo Inep Rodrigo Sanches/G1 Gabarito do Enem 2019 e questão anulada Na aplicação regular do Enem 2019, o Inep anunciou, após a divulgação do gabarito oficial, que uma das 180 questões de múltipla escolha havia sido anulada por repetição. Por causa da metodologia do Enem, a Teoria de Resposta ao Item (TRI), a anulação não afeta a correção e nota dos candidatos. Entenda mais no vídeo abaixo: Questão do Enem 2019 é anulada; entenda Initial plugin text
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10/12 - Câmara aprova projeto que altera fundo de telecomunicações para implementar internet em escolas
Texto prevê que internet deverá ser implementada até 2024 em áreas com baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). Com aprovação, proposta segue para o Senado. Deputados reunidos no plenário da Câmara durante a sessão desta segunda-feira (9) Michel Jesus/ Câmara dos Deputados A Câmara dos Deputados aprovou nesta segunda-feira (9) um projeto que altera o Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust) para viabilizar a implementação de internet nas escolas públicas. De acordo com o projeto, a meta é fazer com que a internet banda larga seja implementada nas escolas até 2024. Com a aprovação, o texto seguirá para o Senado. O Fust foi criado em 2000 e serve para financiar serviços de telecomunicações para populações mais carentes. Pela lei, cabe à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) implementar e fiscalizar os programas. De acordo com a Câmara, o fundo arrecada cerca de R$ 1 bilhão a cada ano e já acumula R$ 21,8 bilhões de saldo. Ainda segundo o site da Câmara, a lei atual permite a aplicação dos recursos somente na expansão da telefonia fixa. O que diz o projeto Conforme o projeto aprovado na Câmara, os recursos serão usados em regiões: com baixo Índice de Desenvolvimento Humano; sem viabilidade econômica para a atividade de telefonia e internet; com potencial de população a ser beneficiada. O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), divulgado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, compara indicadores de países como riqueza, alfabetização, educação, esperança de vida, natalidade e outros. A proposta estabelece ainda que: a execução de programas com recursos do Fust poderá ser feita por licitação; a União deverá realizar os projetos em parcerias com entidades públicas e privadas sem fins lucrativos; será criado um Conselho Gestor, vinculado ao Ministério da Ciência e Tecnologia, para formular políticas e orientações gerais para a aplicação dos recursos; o conselho será formado por representantes dos ministérios da Economia, da Saúde, da Educação e da Agricultura, além de representantes da sociedade civil. Propriedades na fronteira Também nesta segunda-feira, os deputados aprovaram um projeto que permite a ampliação, até 2025, do prazo para a regularização de pequenas e médias propriedades em faixas de fronteira. A proposta segue para o Senado. A medida vale para áreas com até 15 módulos fiscais (unidade de medida, em hectares, que tem valor fixado pelo Incra para cada município). O autor da proposta, deputado Doutor Leonardo (SD-MT), argumentou que a medida é necessária porque o fim do prazo criava insegurança jurídica e alterava o mercado imobiliário para essas propriedades.
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10/12 - Mais de 2,6 mil presos de SC fazem Enem nesta terça e quarta
Mais de 100 adolescentes que cumprem medidas socioeducativas também farão prova. Enem abre possibilidades para que presos se matriculem no Prouni e Sisu. Presos fazem o Enem em SC SAP/Divulgação Nesta terça (10) e quarta-feira (11), 2.682 presos e 104 adolescentes que cumprem medidas socioeducativas em Santa Catarina vão fazer o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), informou a Secretaria da Administração Prisional e Socioeducativo. A prova abre a possibilidade dessas pessoas se matricularem em projetos que exigem a nota, como o Programa Universidade para Todos (Prouni) e o Sistema de Seleção Unificada (Sisu). A aplicação das provas ocorre nas mesmas salas em que os presos recebem outros projetos educacionais, como o Ensino de Jovens e Adultos (EJA), o Despertar pela Leitura e programas técnicos. As provas terão os mesmos assuntos do Enem regular: linguagens, códigos e suas tecnologias; ciências humanas e suas tecnologias; ciências da natureza e suas tecnologias; matemática e suas tecnologias e redação. “A importância do Enem PPL [Pessoas Privadas de Liberdade] passa pelo trabalho de reabilitação social dos internos do sistema prisional”, disse a gerente de desenvolvimento educacional do Departamento de Administração Prisional (Deap), Josiane Melo. “O objetivo é que, com a elevação de sua escolaridade, a pessoa possa voltar à liberdade com mais oportunidades e não volte ao crime”, completou. Atualmente, 186 detentos do sistema prisional cursam ensino superior em Santa Catarina. Eles estão matriculados em cursos como administração, biblioteconomia, direito e logística e participam das aulas nas universidades com autorização judicial. O Enem PPL é aplicado desde 2010. Veja mais notícias do estado no G1 SC
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09/12 - Vestibular UFSC e UFFS 2020 tem 'a exclusão escolar e o direito à educação no Brasil' como tema da redação
Esta segunda-feira foi o último dia de provas. Índice de abstenção foi de 20,09%. Vestibular UFSC 2020 Tiago Ghizoni/NSC Neste terceiro e último dia do vestibular unificado da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), os candidatos fizeram a redação, que teve como tema "A exclusão escolar e o direito à educação no Brasil". Os estudantes puderem escolher entre as modalidades de dissertação, conto e "textão para internet". Nesta segunda-feira (9), os candidatos responderam a quatro questões discursivas e fizeram a redação. O gabarito preliminar deve estar disponível na página do vestibular da UFSC a partir das 20h desta segunda. Sobre as modalidades da redação, a presidente da Comissão Permanente do Vestibular (Coperve), Maria José Baldessar, afirmou que “As propostas refletem a atenção da universidade à temática de relevância social e ao modo como a escrita circula em diferentes esferas sociais, incluindo a escola”. O índice de abstenção foi de 20,09%. O número é maior do que o do segundo dia, que foi de 19,12%.De acordo com a Coperve, 5.158 candidatos faltaram nesta segunda. No primeiro dia, o índice de abstenção foi de 17,71%. O concurso recebeu mais de 25 mil inscrições. Este é o primeiro vestibular unificado da UFSC e UFFS. No total são 5.174 vagas, sendo 4.513 para a UFSC e 661 para a UFFS. Os candidatos têm à disposição em 145 opções de cursos distribuídos em 11 campi. Veja mais notícias do estado no G1 SC
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09/12 - Colégio Eleitoral define lista tríplice para escolha de reitor da UFSJ
O documento será encaminhado para apreciação do Ministério da Educação. Campus Santo Antônio em São João del Rei da Universidade Federal de São João del Rei (UFSJ) UFSJ/Divulgação O Colégio Eleitoral da Universidade Federal de São João del Rei (UFSJ) elegeu na tarde desta segunda-feira (9), os integrantes da lista tríplice para reitor da instituição. O documento será encaminhado para o Ministério da Educação (MEC) para nomeação do novo reitor ou reitora para o período de 2020 a 2024. De acordo com a UFSJ, a lista é formada pelo professor Marcelo Pereira de Andrade e as professoras Rosy Iara Maciel de Azambuja Ribeiro e Elisa Tuler de Albergaria, nesta ordem de indicação, conforme votação dos integrantes do Colégio Eleitoral. A lista tríplice será encaminhada para apreciação do MEC, no entanto, o presidente Jair Bolsonaro, tem a prerrogativa para indicar um nome diferente da ordem dos indicados, como já ocorreu em seis casos neste ano. Na votação realizada nesta segunda, Marcelo Pereira recebeu 27 votos. As professoras Rosy Iara e Elisa Tuler foram escolhidas por 14 votantes. A diferença na ordem de indicação ocorre por conta do fato de a primeira professora fazer parte a mais tempo da instituição. A chapa deles foi a escolhida durante uma pesquisa informal junto à comunidade acadêmica realizada no dia 26 de novembro. Os integrantes das outras duas chapas participantes decidiram não se inscreverem para eleição formal no Colégio Eleitoral, que contou com chapa única. Com o envio da lista tríplice ao MEC, a previsão é que a nomeação para o principal cargo da instituição seja feita até 8 de maio de 2020. Lista tríplice para a escolha de reitor ou reitora da UFSJ UFSJ/Divulgação
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09/12 - Abertas inscrições para vagas em escolas e creches municipais de Viçosa
Período de cadastramento vai até 13 de novembro. Saiba como se inscrever. Estão abertas as inscrições para as vagas em escolas e creches municipais de Viçosa. O período de cadastramento vai até o dia 13 de novembro. De acordo com a Prefeitura de Viçosa, as vagas selecionadas são para as crianças que foram cadastradas no site do Executivo em setembro e para os adolescentes inscritos no sistema da Secretaria de Estado de Educação para os ensinos Fundamental e Médio. Os pais ou responsáveis que não se informaram sobre a escola indicada pelos cadastros podem conferir as listas disponíveis no site da Prefeitura. Para a efetivação da matrícula, além do preenchimento da ficha, devem ser entregues na secretaria da escola, cópia e original da conta de luz da residência da criança, certidão de nascimento e cartão de vacina, além de número de telefone para contato. Caso o aluno tenha alguma necessidade de acompanhamento especial, um laudo médico também deverá ser entregue no momento da matrícula. Para os alunos não cadastrados, os responsáveis podem realizar a matrícula na escola, caso haja vagas remanescente, nos dias 16 e 17 de dezembro. Após renovação e matrícula dos cadastrados, persistindo vagas remanescentes e, se o número de interessados for superior ao número das vagas, será realizado um sorteio no final de janeiro na presença dos pais, do diretor da escola e de um membro da comissão do cadastro. Qualquer dúvidas podem ser sanadas na Secretaria de Educação, na Avenida Santa Rita, n° 506, ou pelo telefone (31) 3892-9242.
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09/12 - Unicamp tem 17,3 mil inscritos para vagas com ingresso via Enem; veja os cursos mais concorridos
Universidade oferece 639 oportunidades para quem busca ingresso pela nota em exame nacional. Diretor diz que lista de carreiras mais procuradas sinaliza perfil sociocultural. Provas aplicadas na edição 2019 do Enem Ana Carolina Moreno/G1 A Unicamp recebeu 17,3 mil inscrições para 639 vagas oferecidas em cursos de graduação que usam como critério de seleção a nota obtida pelo candidato na realização do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), edição aplicada neste ano ou em 2018. A quantidade representa 610 candidatos a menos do que o total contabilizado no processo anterior, uma redução de 3,3%, segundo a organização (Comvest). Inscritos 2019 - 17.977 Inscritos 2020 - 17.367 Diferença - 610 "É uma oscilação pequena e faz parte do processo de amadurecimento e compreensão dos sistemas de ingresso. São mais de 17 mil inscritos, com perfil segmentado de escola pública e ou optante por cotas étnico-raciais, para 639 vagas. Isso demonstra que estamos no caminho certo para permitir o acesso de mais estudantes à Unicamp", avalia o diretor da Comvest, José Alves de Freitas Neto. Esta é a segunda vez em que a universidade estadual realiza este tipo de modalidade de seleção. Clique aqui e veja o edital sobre o processo seletivo Segundo a Unicamp, a distribuição das vagas reservadas será da seguinte forma: 50% de cada curso ao segmento EP (escola pública); 25% de cada curso ao segmento PP (autodeclarados pretos e pardos); 25% de cada curso ao segmento EP+PPI (escola pública + autodeclarados pretos e pardos) "Para ter direito às cotas por critério étnico-racial, os estudantes autodeclarados pretos ou pardos deverão possuir traços fenotípicos que os caracterizem como negro, de cor preta ou parda. Caso aprovados, eles deverão assinar e entregar uma declaração no ato da matrícula, de acordo com o Edital. Os optantes pelas vagas indígenas também deverão apresentar a declaração", diz a comissão. 10 cursos mais concorridos Medicina (integral) - 293,5 candidatos por vaga (c/v) Arquitetura e urbanismo (noturno) - 100 c/v Comunicação social - Midialogia (integral) - 56,5 c/v Ciências biológicas (integral) - 54,8 c/v Ciência da computação (noturno) - 51,4 c/v Enfermagem (integral) - 47,6 c/v Ciências econômicas (noturno) - 43,5 c/v História (integral) - 41,1c/v Farmácia (integral) - 39,3 c/v Odontologia (integral) - 31,7 c/v Perfil dos inscritos Escola pública - 11.887 inscritos Autodeclarados pretos e pardos - 2.150 inscritos Escola pública + autodeclarados pretos e pardos - 3.330 inscritos Para a Unicamp, o resultado sinaliza um perfil sociocultural dos oriundos de escola pública e dos optantes por cotas, como o maior interesse pelas áreas de saúde, humanas e computação. "A concorrência diverge do vestibular tradicional, sobretudo na concorrência de cursos e carreiras das engenharias e exatas. É um bom sinal ver que cursos de licenciatura como história e letras tenham despertado tanto interesse. É revelador da admiração dos estudantes com o imenso papel de seus professores", falou Freitas Neto ao avaliar que as características são mais notáveis na educação pública. O diretor da Comvest, José Alves de Freitas Neto Alex Matos Regras De acordo com a universidade estadual, candidatos que concluíram algum curso de graduação ou pós em instituição pública não podem concorrer nessa modalidade. Ao todo, estão previstas até cinco chamadas para matrícula e o calendário é o mesmo do vestibular tradicional. Ela será realizada em duas etapas: as três primeiras virtuais (site da Comvest) e a partir da quarta chamada, de forma presencial, na unidade sede do curso. Confira a lista de aprovados para a 2ª fase do vestibular 2020 Unicamp abre prazo para cadastros de premiados em olimpíadas Múltiplas Inscrições Os interessados podem se inscrever, ao mesmo tempo, em mais de um dos sistemas de seleção. "Caso um candidato tenha sido convocado para matricula em cursos diferentes, na mesma chamada, no Vestibular 2020 e no Enem-Unicamp, o candidato fará opção, no momento da matrícula. Ao efetivar a sua matrícula em um dos sistemas, o candidato será excluído, automaticamente, da lista de classificação dos demais sistemas de ingresso. Caso esteja inscrito no mesmo curso, seja convocado em qualquer sistema e não realize matrícula, terá seu nome excluído das chamadas em outros sistemas", diz nota. Initial plugin text Veja mais notícias da região no G1 Campinas.
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09/12 - Fuvest 2020 divulga lista dos aprovados para segunda fase do vestibular
As provas serão realizadas nos dias 5 e 6 de janeiro de 2020. Candidatos realizam primeira fase do vestibular da Fuvest 2020 neste domingo (24) Marina Pinhoni/G1 A Fuvest divulgou na manhã desta segunda-feira (9) a lista dos aprovados para a segunda fase do vestibular, que seleciona alunos para a Universidade de São Paulo (USP) em 2020. Ao todo, 129.148 candidatos foram inscritos na primeira fase do vestibular. VEJA A LISTA DE APROVADOS PARA 2ª FASE DA FUVEST Veja as notas de corte de cada curso Os candidatos convocados para a segunda fase farão o exame nos dias 5 e 6 de janeiro de 2020. (Nota da redação: Na primeira versão da lista, a Fuvest divulgou o nome "União Estável" entre os aprovados e, posteriormente, corrigiu o arquivo. Segundo a Fuvest, o aluno preencheu errado o nome. O G1 tomou conhecimento nesta quinta, 12, e também atualizou o arquivo) Fuvest divulga lista de aprovados para segunda fase Segunda fase No domingo (5), a prova é de português e os candidatos fazem a redação. Já na segunda-feira (6), as provas serão de disciplinas específicas, de acordo com a carreira escolhida. Nos dois dias, os portões do locais de prova serão abertos às 12h30 e fechados às 13h, quando terá início a aplicação das provas, que têm duração de quatro horas. Não haverá tempo adicional para a transcrição de respostas. Nota de corte A Fuvest divulgou na manhã desta sexta-feira (6) a nota de corte da segunda fase do vestibular 2020. Veja as notas de corte de todos os cursos A nota de corte mais alta é para o curso de medicina. No campus de São Paulo, o candidato deve ter acertado no mínimo 78 pontos para passar. Os cursos de medicina em Bauru e Ribeirão Preto, tiveram a segunda nota de corte mais alta, de 75 pontos. Na sequência, aparece o curso de engenharia aeronáutica, em São Carlos, com 70 pontos. A nota do curso de relações internacionais foi de 64 pontos e aparece na terceira posição do ranking. A lista de convocados para a segunda fase será divulgada no dia 9 de dezembro. A lista de aprovados no vestibular será divulgada no dia 24 de janeiro. Serão selecionados 8.317 candidatos para os cursos de graduação da Universidade de São Paulo (USP). A primeira fase da Fuvest foi realizada em 24 de novembro. O exame foi aplicado em 35 cidades do estado de São Paulo. Foram 90 questões de múltiplas escolhas sobre biologia, física, geografia, história, inglês, matemática, português e química (eleita a prova mais difícil pelos candidatos), além de questões interdisciplinares. O gabarito oficial foi divulgado no dia 25 de novembro. Inscritos Ao todo, 129.148 candidatos foram inscritos na primeira fase do vestibular. De acordo com os organizadores, esta edição do exame apresentou redução da taxa de abstenção na 1ª fase da prova, que passou de 8,1% dos candidatos ausentes para 7,9%. As maiores taxas de abstenção foram nas regiões de Registro (25%) e Itapeva (19,5%). Serão reservadas 45% das vagas (5% a mais do que no ano passado) de cada curso para alunos que fizeram todo o ensino médio em escola pública. Outras 2.830 vagas são voltadas para o Sistema de Seleção Unificada (Sisu) que fizerem o Enem. Candidatos fazem a prova da primeira fase da Fuvest em São Paulo Marina Pinhoni/G1 Calendário da Fuvest 2020 13 e 17 a 20 de dezembro de 2019 – Prova de Habilidades Específicas – Música – ECA 17 de dezembro de 2019 – Prova de Habilidades Específicas – Artes Visuais 17 a 21 de dezembro de 2019 – Prova de Habilidades Específicas – Música – Ribeirão Preto 5 e 6 de janeiro de 2020 – Provas de 2ª Fase 8 a 10 de janeiro de 2020 – Prova de Habilidades Específicas – Artes Cênicas 24 de janeiro de 2020 – Divulgação da 1ª Chamada 25 de janeiro a 28 de janeiro de 2020 – Período da Matrícula Virtual – 1ª Chamada 31 de janeiro de 2020 – Divulgação da 2ª Chamada Cursos mais concorridos Medicina (Pinheiros) - 129,46 candidatos por vaga Medicina (Bauru) - 124,21 candidatos por vaga Medicina (Ribeirão Preto) - 89,04 candidatos por vaga Psicologia (São Paulo) - 73,67 candidatos por vaga Relações Internacionais - 58,6 candidatos por vaga Curso Superior do Audiovisual - 46,92 candidatos por vaga Psicologia (Ribeirão Preto) - 43,24 candidatos por vaga Medicina Veterinária - 42,91 candidatos por vaga Ciências Biomédicas - 37,21 candidatos por vaga Design - 32,36 candidatos por vaga Publicidade e Propaganda - 31,20 candidatos por vaga Fisioterapia - 31,17 candidatos por vaga Jornalismo - 29,10 candidatos por vaga Artes Visuais - 26,57 candidatos por vaga Arquitetura (FAU) - 25,94 candidatos por vaga Initial plugin text
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09/12 - Cursos de especialização no Brasil já têm o triplo de estudantes que o mestrado e o doutorado
Número de matrículas em cursos de pós-graduação lato sensu aumentou 74% de 2016 a 2019, mas ritmo desacelerou nos últimos dois anos, segundo levantamento inédito. Brasil tem 1,18 milhão de estudantes de especialização lato sensu, diz levantamento Divulgação/Unila Em 2019, o número de estudantes matriculados em cursos de especialização no Brasil é três vezes maior do que os que fazem mestrado ou doutorado. Essa diferença tem se aprofundado desde 2016, quando a especialização, ou pós-graduação lato sensu, tinha o dobro dos estudantes do chamado stricto sensu. Nesses quatro anos, as matrículas na especialização subiram 74%, contra 18% do mestrado e 9% do doutorado. A grande maioria desses estudantes trabalha além de fazer o curso – quase a metade deles estão em empregos das áreas de educação, saúde humana ou serviços sociais. Os dados são da pesquisa "Cursos de especialização lato sensu no Brasil", divulgada na sexta-feira (6) pelo Instituto Semesp, entidade que reúne empresas mantenedoras do ensino superior privado. Segundo o Semesp, o levantamento considerou apenas os cursos com duração de 360 horas "voltados para o aperfeiçoamento de uma área profissional específica com foco nas demandas do mercado de trabalho". Os cursos MBA (Master Business Administration) também entraram na conta. Compare a evolução no número de matrículas em cursos de especialização lato sensu, mestrado e doutorado Ana Carolina Moreno/G1 A metodologia incluiu o cruzamento de informações da Pesquisa Nacional por Amostra de Dados (Pnad Contínua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), além de detalhes sobre oferta de vagas do sistema e-MEC, do Ministério da Educação, e valores de mensalidades divulgados pelo Guia do MBA 2019, do Estadão. É a primeira vez que o instituto realiza a pesquisa. Segundo Rodrigo Capelato, diretor-executivo do Semesp, a ideia surgiu por causa da falta de dados sobre essa população específica no ensino, que "tem um número expressivo de alunos" e está majoritariamente concentrado na rede privada. Sua Chance: cursos de especialização são indicados para quem está desempregado Perfil dos cursos lato sensu Quase metade dos estudantes da especialização no Brasil tem entre 25 e 34 anos e se declara responsável pelo domicílio em que residem. Além disso, quase dois terços são compostos mulheres, um quarto vive em São Paulo e a grande maioria está matriculada em uma instituição privada. Veja o perfil dos estudantes de especialização lato sensu no Brasil, segundo o Instituto Semesp Ana Carolina Moreno/G1 Apesar de representar quase um terço das matrículas, a participação das matrículas em cursos de especialização a distância (EAD) mais que dobrou, de 161 mil em 2016 para 361 mil em 2018. Segundo Capelato, o aumento da oferta de cursos EAD na pós-graduação lato sensu é um dos motivos do "encaixe" da população que busca a especialização na oferta das instituições. "O público que faz pós é mais velho, 'casa' com o EAD, e o preço ficou mais acessível." – Rodrigo Capelato, diretor-executivo do Semesp. Maior empregabilidade e renda mais alta Ainda de acordo com ele, um dos motivos pelos quais cada vez mais brasileiros buscam a especialização é para manter o emprego que já têm. Os dados mostram que 84,9% dos matriculados nesses cursos trabalham. Desse contingente, 65,7% está no mesmo emprego há pelo menos dois anos, 45% trabalha entre 31 horas e 40 horas por semana e 10,4% tem mais de um emprego. Os dados do Semesp foram divulgados na mesma semana em que um levantamento feito pelo iDados também a partir da Pnad Contínua, mostrou que o Brasil tem uma defasagem entre o mercado de trabalho e os profissionais com ensino superior: são 14,5 milhões de ocupações com exigência de graduação para 18,3 milhões de pessoas que terminaram a faculdade. Capelato explica que esse excesso é uma decorrência da crise econômica, mas que ela afeta menos os profissionais com formação superior. "Na crise econômica, diminui o prêmio salarial. Como não tem vaga, o mercado está ruim, o empregador da vaga de nível médio tem a opção de contratar alguém com nível superior. A grande vantagem do ensino superior é a empregabilidade", explicou o diretor-executivo do Semesp. Os dados da Pnad mostram que a taxa de desemprego entre quem tem diploma da graduação é de 6%. Além disso, quanto mais diplomas de pós-graduação, maior é o número de trabalhadores nas faixas de renda mais altas. Rendimento dos brasileiros por nível de formação Ana Carolina Moreno/G1 A pesquisa do Semesp leva em conta o custo apenas dos cursos de MBA. Em média, os cursos de até 12 meses custam R$ 10.213, enquanto os de 13 a 24 meses saem por R$ 16.458 e os cursos de MBA com mais de 24 meses de duração têm um valor médio de R$ 25.981. Universidade pública vai poder cobrar por cursos de especialização, decide STF
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08/12 - Vestibular UFSC/UFFS 2020: segundo dia tem abstenção de 19,12%
No total, 4.907 candidatos faltaram neste domingo (8). Número foi 1,41% maior do que no primeiro dia. Vestibular UFSC 2020 Tiago Ghizoni/NSC O vestibular unificado da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) teve índice de abstenção de 19,12% neste domingo (8), segundo dia de provas. De acordo com a Comissão Permanente do Vestibular (Coperve), 4.907 candidatos faltaram. O número é 1,41% maior do que o do primeiro dia, que registrou 17,71% de abstenção. Neste domingo, os candidatos responderam a 10 questões de física, 10 de química e 20 de ciências humanas e sociais, que abrangem história, geografia, filosofia e sociologia. Veja horários e o que levar para fazer as provas O terceiro e último dia de provas ocorre nesta segunda (9), com redação e quatro questões discursivas. No primeiro dia, no sábado (7), as questões foram de primeira língua, segunda língua, matemática e biologia. No total são 5.174 vagas, sendo 4.513 para a UFSC e 661 para a UFFS. Os candidatos têm à disposição em 145 opções de cursos distribuídos em 11 campi. Veja mais notícias do estado no G1 SC
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08/12 - 5 experimentos de Darwin que você pode fazer em casa
Depois de cinco anos a bordo do navio Beagle, quando deu a volta ao mundo, o naturalista retornou em 1836 ao Reino Unido e passou décadas conduzindo experiências em sua casa em busca de evidências para sua teoria da evolução por seleção natural. A curiosidade e a dedicação de Darwin culminaram em algumas previsões famosas - como, por exemplo, a da existência de uma espécie mariposa descoberta apenas décadas depois BBC Desde orquídeas até crustáceos e sementes. A curiosidade de Darwin pelo mundo natural era tamanha que, quando focava em algo, seu interesse não só se convertia em paixão, como também levava a meses ou anos de experimentos meticulosos. O naturalista era capaz de enxergar questões profundas em acontecimentos em que a maioria das pessoas sequer prestaria atenção. Encantado com a natureza e indignado com a corrupção: o que Charles Darwin achou do Brasil do século 19 Por que Charles Darwin pode ter sido um dos maiores economistas da história Depois de passar cinco anos a bordo do navio Beagle, quando deu a volta ao mundo observando espécies da América do Sul à Oceania, Darwin retornou em 1836 ao Reino Unido, seu país de origem. O biólogo passou, então, décadas fazendo experimentos em sua casa em Kent, a cerca de uma hora de Londres, em busca de evidências para sua teoria da evolução por seleção natural. Apesar de ter sofrido com problemas estomacais, tonturas, fadiga extrema e outros sintomas debilitantes ao longo da vida, não desistiu de seus experimentos. Darwin sofreu com problemas de saúde ao longo de grande parte da vida adulta, mas nunca desistiu de seus experimentos Science Photo Library/BBC "Darwin tinha problemas de saúde, e só alguém que realmente amasse estudar a natureza teria perseverado como ele fez, ao longo de décadas de experimentos e observações cuidadosas", disse à BBC News Mundo o professor de biologia Ken Thompson, da Universidade de Sheffield, na Inglaterra, autor do livro As plantas mais maravilhosas de Darwin. "A teoria da seleção natural, com toda a sua importância, pode ser vista como uma consequência do grande amor e curiosidade de Darwin pelo mundo natural." Conheça cinco experimentos realizados por Darwin que podem ser replicados em casa e entenda o que o naturalista britânico buscava comprovar por meio deles. 1. Em direção à luz Com seus experimentos sobre como brotos respondiam ao estímulo da luz, Darwin descobriu os hormônios das plantas Science Photo Library/BBC Em "O Poder do Movimento nas Plantas", que escreveu com um dos dez filhos, Francis, Darwin descreve como constatou que o broto de uma espécie de planta, a Phalaris canariensis, crescia "torto" quando submetido ao estímulo da luz. "Nos surpreendeu ver como a parte superior determinava a direção da curvatura da parte inferior" – Charles Darwin Para averiguar se a parte superior do broto era a parte sensível à luz, o biólogo cobriu a recobriu com uma "capa" de material opaco. E verificou que, desta vez, a planta não se dobrou em direção à luz. É possível replicar esse mesmo experimento: plantar uma semente e ver como seu primeiro broto curva-se em direção a uma vela acesa, por exemplo, para então cobrir a ponta com uma "capa" de papel alumínio e notar a diferença. Darwin era cuidadoso e paciente quando se tratava de suas experiências mas, segundo Ken Thompson, "sua verdadeira genialidade estava em sua habilidade de formular as perguntas corretas". Darwin esteve no Brasil por 5 meses em 1832 Arte / TG Neste experimento, "a ideia-chave para Darwin era de que a parte de uma planta que responde a um estímulo - neste caso, à luz - não necessariamente é a mesma que percebe esse estímulo". "E essa constatação leva a uma conclusão inevitável, de que algo transporta esses sinais de uma parte a outra da planta." "Darwin descobriu, na prática, o efeito dos hormônios das plantas, que seguem sendo uma das áreas mais ativas de pesquisa em fisiologia vegetal." 2. A 'luta pela existência' Em seus experimentos com ervas daninhas, Darwin queria demonstrar que mais organismos individuais nascem do que organismos que sobrevivem Science Photo Library/BBC Em 1857, Darwin analisou as ervas daninhas em seu jardim e demonstrou que a vasta maioria das sementes que germinam não sobrevive. A mesma experiência pode ser replicada, delineando com uma corda um pequeno lote de terreno em que a terra fique exposta e marcando o lugar em que cada semente nasce. "A cada dia, eu marcava as mudas de ervas daninhas que nasceram durante os meses de março, abril e maio. De 357 que apareceram, 277 pereceram, principalmente devido às lesmas", escreveu Darwin. Mas por que o naturalista estava tão interessado em observar a morte precoce dos brotos? Darwin (à dir.) em sua casa, junto ao geólogo Charles Lyell (de pé) e o botânico Joseph Hooker na pintura de Victor Eustaphieff: Hooker era diretor do Jardim Botânico de Londres, Kew Gardens, e Darwin manteve uma longa correspondência com ele sobre seus experimentos Science Photo Library/BBC Em "A Origem das Espécies", Darwin escreveu: "já que mais indivíduos são produzidos do que os que podem sobreviver, deve haver uma luta pela existência". Thompson destaca que a teoria da seleção natural estava baseada na ideia - então descrita como a sobrevivência do mais apto, por Herbert Spencer - de que mais organismos individuais nascem do que os que podem sobreviver. Somente os mais aptos se reproduzem e passam seus genes à nova geração. "Darwin estava interessado em qualquer exemplo desse processo em ação - neste caso, a morte da maioria dos brotos em um lote de terra". 3. Sementes na água Provar que sementes poderiam sobreviver por longos períodos na água do mar e então germinar era importante para explicar a presença de uma mesma espécie em lugares distantes entre si Science Photo Library/BBC Darwin passou mais de um ano verificando a capacidade das sementes de sobreviver na água do mar. O experimento era crucial para responder aos críticos da teoria da evolução das espécies. "A crença dominante na época de Darwin era de que os animais e plantas eram encontrados nos lugares em que Deus os havia colocado", explica Thompson. Encontrar uma mesma espécie em lugares muito distantes entre si, às vezes mesmo em continentes diferentes, era considerado uma prova desse desígnio divino. O estúdio de Darwin em sua casa, a Down House, agora é preservado como museu Getty Images/BBC "Darwin queria mostrar que as espécies podem se dispersar por distâncias maiores do que as pessoas acreditavam." "Por isso, provar que as sementes conseguiam sobreviver durante longos períodos de tempo na água do mar, para então germinar, era importante, já que implicava ser possível a dispersão por grandes distâncias por meio das correntes oceânicas", acrescenta. 4. Plantas carnívoras As cartas de Darwin revelam que, por volta de 1860, sua paixão eram plantas carnívoras, como descreve Thompson em seu livro. O cientista chegou inclusive a se referir a uma delas, a Drosera rotundifolia, ou orvalho-do-sol, como sua "amada drosera". 'Para Darwin, era óbvio que a drosera havia evoluído a partir das muitas plantas que tinham tricomas glandulares por outras razões, como a defesa contra insetos' Science Photo Library/BBC Darwin queria descobrir a dieta favorita dessa planta e, assim, submeteu-a a uma dieta variada, à base de itens como açúcar, leite, azeite e gelatina. "As insetívoras eram um exemplo maravilhoso de plantas que gradualmente evoluíram e desenvolveram uma habilidade de fazer algo que a maioria das plantas não pode fazer", explicou Thompson à BBC News Mundo. "Para Darwin, era óbvio que a drosera havia evoluído a partir das muitas plantas que tinham tricomas glandulares (apêndices que produzem secreção) por outras razões, como a defesa contra insetos. E podia, por sua vez, evoluir e se converter em algo diferente, como a chamada apanha-moscas." O naturalista também deduziu corretamente que as plantas carnívoras evoluíram em solos pobres, em que precisavam atrair insetos para obter nutrientes. "Considerando o solo em que elas crescem, o nitrogênio disponível é geralmente muito limitado - o que faz com que muitas delas absorvam o elemento dos insetos que capturam", escreveu Darwin. 5. Coevolução Darwin fez experimentos com o trevo vermelho para estudar a dependência dessas plantas de seus insetos polinizadores Science Photo Library/BBC Darwin estudou a relação entre as plantas e os insetos que as polinizam, uma dependência fruto da coevolução de duas espécies diferentes. O cientista fez experiências com plantas de trevo vermelho - processo que pode ser replicado por um leigo. Antes que o trevo floresça, cubra algumas partes da planta com uma malha "à prova de insetos". Então compare o número de sementes produzidas pelas flores cobertas e pelas expostas. Um dos casos mais famosos de coevolução é o de uma célebre previsão de Darwin. O naturalista recebeu de um famoso horticultor inglês, James Bateman, vários exemplares de uma chamativa orquídea de Madagascar, a estrela-de-Belém, cujo nome científico é Angraecum sesquipedale - e que ficaria conhecida como a "orquídea de Darwin". A 'orquídea de Darwin', Angraecum sesquipedale, tem um nectário de 30 centímetros de comprimento. Que inseto poderia alcançar o néctar e polinizá-la? Science Photo Library/BBC O que chamou a atenção do cientista foi o comprimento do nectário ou canal (de cerca de 30 centímetros), cuja parte inferior armazena o néctar. "Para Darwin, estava claro que, se uma orquídea tinha um nectário de cerca de 30 centímetros, esse nectário havia evoluído assim por uma razão", explica Thompson. "Ele cultivou Angraecum em sua própria estufa e antecipou que ela deveria ser polinizada por uma mariposa com uma probóscide (língua) suficientemente comprida para alcançar o néctar". Darwin previu a existência de uma mariposa com uma probóscide (língua) suficientemente longa para polinizar a orquídea de Madagascar Science Photo Library/BBC Foram necessários cerca de 40 anos para que se descobrisse uma mariposa com tais características em Madagascar. "E demonstrar que a mariposa efetivamente polinizava a orquídea levou mais de um século." A mariposa foi descrita com o nome de Xanthopan morganii praedicta, e a última parte de seu nome faz referência à previsão realizada por Darwin sobre sua existência. Uma mensagem de Darwin para todos 'O mundo está cheio de perguntas para aqueles que têm olhos para vê-las', destaca Thompson Getty Images/BBC Os experimentos de Darwin têm uma grande mensagem para todos nós, segundo Thompson. "Darwin nunca encarou nada como fixo", afirmou à BBC News Mundo o professor da Universidade de Sheffield. "Ele via as mesmas coisas cotidianas que todos nós vemos, mas sempre buscava nelas um significado profundo." "O mundo está cheio de perguntas para aqueles que têm olhos para vê-las." VÍDEO: Darwin desistiu da medicina viajou pelo mundo Teorias da evolução e seleção natural repercutem em várias disciplinas
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08/12 - Brasil é o 9º país que mais envia estudantes aos Estados Unidos
País superou o México e subiu uma posição em ranking anual divulgado pelo Instituto de Educação Internacional dos EUA; no ano letivo 2018-2019, 16 mil brasileiros estudavam no país norte-americano. China e Índia espondem por 52% dos intercambistas em universidades dos Estados Unidos Ana Carolina Moreno/G1 O Brasil superou o México e subiu para a 9ª posição na lista de países que mais enviam estudantes para os Estados Unidos. No ano letivo de 2018-2019, 16.059 brasileiros estavam matriculados em cursos de instituições de ensino do país norte-americano. O número representa um avanço de 9,8% em relação ao ano anterior, mas ainda está abaixo do recorde de 23.675, registrado no ano letivo de 2014-2015 (leia mais abaixo). Os dados são do relatório Open Doors, divulgado anualmente pelo Instituto de Educação Internacional (IIE, na sigla em inglês) e pelo departamento de Estado do governo americano. Veja, no vídeo abaixo, reportagem da GloboNews com histórias de brasileiras que estudaram fora do país: Brasil é o 9º país que mais envia estudantes aos EUA Segundo o relatório, divulgado no fim de novembro, 1.095.299 estrangeiros estudavam nos Estados Unidos no ano letivo que terminou em meados de 2019. Trata-se de um recorde histórico, diz o IIE. O número representa 5,5% do total de universitários no país, e contribuíram US$ 44,7 bilhões (cerca de R$ 180 bilhões) para a economia americana em 2018. Desse total, 52% são cidadãos da China e da Índia. A China, que há dez anos assumiu o posto de país com o maior número de intercambistas nos Estados Unidos, respondeu sozinha por quase 370 mil estudantes, ou um terço do total. Intercambistas nos Estados Unidos - TOP 25 O Brasil no ranking Desde 2015, a única movimentação no "top 10" dos países com mais estudantes matriculados nos EUA foi a escalada do Brasil da 10ª para a 9ª posição. O país recebeu destaque de Marie Royce, secretária-adjunta de Estado para Assuntos Educacionais e Culturais dos EUA. "Países de mercados emergentes mostraram alguns dos crescimentos mais fortes ano após ano, especialmente Bangladesh (aumento de 10%), Brasil (9,8%), Nigéria (5,8%) e Paquistão (5,6%)", afirmou ela. No entanto, apesar do segundo ano de crescimento consecutivo, o Brasil ainda não se recuperou da queda entre 2014 e 2016, quando o número de intercambistas brasileiros matriculados no ensino superior americano recuou 44,7%, de 23.675 para 13.089. Na última década, os dados do relatório Open Doors mostram uma variação maior no número de brasileiros nos EUA do que o contrário: americanos escolhendo estudar no Brasil. Compare o nº de brasileiros estudando nos EUA e o nº de americanos estudando no Brasil na última década Ana Carolina Moreno/G1 Os cursos mais procurados De acordo com o IIE, mais da metade dos estudantes estrangeiros que buscam cursos em um universidades americanas se matriculam nas carreiras conhecidas como STEM, sigla que representa os cursos de ciências, tecnologia, engenharia e matemática. No ano letivo 2018-2019, essa porcentagem foi de 51,6% e, segundo o relatório, um dos motivos é o fato de o governo americano permitir que cidadão estrangeiros com diploma nesses cursos tenham um visto com duração maior para buscar emprego no país. "Mudanças na política que permitem que estudantes de STEM permaneçam nos Estados Unidos por 36 meses após terminarem seus estudos para oportunidades de Treinamento Prático Opcional [OPT, na sigla em inglês] provavelmente continua a incentivar o aumento de estudantes nesses programas, que foi de 9,6% para 223.085", afirmou o instituto. Veja quais são os níveis de ensino mais procurados pelos estudantes estrangeiros matriculados nos Estados Unidos Ana Carolina Moreno/G1
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07/12 - Vestibular unificado UFSC e UFFS 2020: Primeiro dia tem índice de abstenção de 17,71%
Segundo a Comissão Permanente do Vestibular, dos 25.667 inscritos, 4.546 não fizeram a prova deste sábado. Primeiro dia da prova do vestibular unificado da UFSC e UFFS Pipo Quint/ UFSC O primeiro dia do Vestibular Unificado 2020 de verão da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) registrou o índice de abstenção de 17,71%. Segundo a Comissão Permanente do Vestibular (Coperve), dos 25.667 inscritos, 4.546 não fizeram a prova deste sábado (7), que teve questões de línguas, literatura, matemática e biologia. Confira galeria de fotos do primeiro dia Os portões foram fechados às 13h45 deste sábado (7), mas a prova iniciou às 14h. Segundo a organização, não houve nenhuma ocorrência antes do início das provas. Os primeiros candidatos podem sair às 16h30 e o exame termina às 18h. No domingo (8), serão contempladas: ciências humanas e sociais, física e química. Já no último dia de prova, estão agendadas a redação e quatro questões discursivas. Veja horários e o que levar para fazer as provas As questões envolvem os conteúdos previstos nos programas das disciplinas e podem ter caráter interdisciplinar, segundo a Coperve. De acordo com os organizadores, o gabarito oficial será divulgado na segunda-feira (9), às 20h, conforme o edital. No total são 5.174 vagas, sendo 4.513 para a UFSC e 661 para a UFFS. Os candidatos têm à disposição em 145 opções de cursos distribuídos em 11 campi. Entrada de candidatos em Florianópolis no primeiro dia de prova Pipo Quint/ UFSC O concurso irá preencher 70% das vagas de cada um dos cursos de graduação da UFSC e 30% das vagas de cada um dos cursos de graduação da UFFS para o ano letivo de 2020. Ambas as instituições manterão o sistema de cotas já estabelecido e a proporção de vagas destinadas ao Sistema de Seleção Unificada (Sisu) por cada universidade. Os candidatos têm à disposição em 145 opções de cursos distribuídos em 11 campi na região Sul. Em Santa Catarina, serão Florianópolis, Araranguá, Blumenau, Curitibanos e Joinville, pela UFSC, e Chapecó, pela UFFS. No Paraná, serão os campi de Laranjeiras do Sul e Realeza, ambos da UFFS. Já no Rio Grande do Sul, serão Cerro Largo, Erechim e Passo Fundo, todos também pela UFFS. Veja mais notícias do estado no G1 SC Vestibular unificado UFSC e UFFS 2020: Veja fotos do primeiro dia Vestibular unificado UFSC e UFFS 2020 começa neste sábado Vestibular unificado UFSC e UFFS 2020: veja horários e o que levar para fazer as provas Vestibular unificado UFSC e UFFS: Veja lista com os cursos mais concorridos
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07/12 - Vestibular unificado UFSC e UFFS 2020: Veja fotos do primeiro dia
Os portões foram fechados às 13h45, mas a prova iniciou às 14h. Segundo a organização, não houve nenhuma ocorrência antes do início dos exames. Candidatos conferem os locais de prova na UFSC Pipo Quint/ UFSC Mais de 25 mil candidatos se inscreveram para o exame que, pela primeira vez, foi unificado entre a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS). Os portões foram fechados às 13h45 deste sábado (7), mas a prova iniciou às 14h. Segundo a organização, não houve nenhuma ocorrência antes do início das provas. Os primeiros candidatos podem sair às 16h30 e o exame termina às 18h. Portões foram fechados às 13h45 para o início das provas Ângela Prestes/ NSC Neste primeiro dia de prova, os candidatos responderão questões de língua portuguesa e literatura brasileira ou libras, segunda língua, matemática e biologia. No domingo (8), serão contempladas: ciências humanas e sociais, física e química. Já no último dia de prova, estão agendadas a redação e quatro questões discursivas. Veja horários e o que levar para fazer as provas De acordo com os organizadores, o gabarito oficial será divulgado na segunda-feira (9), às 20h, conforme o edital. No total são 5.174 vagas, sendo 4.513 para a UFSC e 661 para a UFFS. Os candidatos têm à disposição em 145 opções de cursos distribuídos em 11 campi. Veja fotos deste sábado Vestibular unificado UFSC e UFFS 2020 começa neste sábado Pipo Quint/ UFSC Entrada de candidatos no primeiro dia de provas do vestibular unificado da UFSC/ UFFS Pipo Quint/ UFSC Centro Socioeconômico (CSE) na UFSC em Florianópolis Pipo Quint/ UFSC Entrada de candidatos em Florianópolis Pipo Quint/ UFSC Primeiro dia da prova do vestibular unificado da UFSC e UFFS Pipo Quint/ UFSC Preparativos para o início do primeiro dia de prova Pipo Quint/ UFSC Vestibular unificado UFSC e UFFS 2020 começa neste sábado Pipo Quint/ UFSC Veja mais notícias do estado no G1 SC Vestibular unificado UFSC e UFFS 2020 começa neste sábado Veja horários e o que levar para fazer as provas Confira lista com os cursos mais concorridos UFSC e UFFS anunciam vestibular unificado de verão; inscrições abrem em 11 de setembro
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07/12 - Vestibular unificado UFSC e UFFS 2020 começa neste sábado
No total são 25.667 inscritos na disputa por 5.174 vagas. Candidatos verificam a lista e informações das salas de aula na UFSC Pipo Quint/ UFSC O Vestibular Unificado da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) começa na tarde deste sábado (7). No total são 25.667 inscritos na disputa por 5.174 vagas, sendo 4.513 para a UFSC e 661 para a UFFS. Confira galeria de fotos do primeiro dia Veja horários e o que levar para fazer as provas Os candidatos têm à disposição em 145 opções de cursos distribuídos em 11 campi na região Sul. Em Santa Catarina, serão Florianópolis, Araranguá, Blumenau, Curitibanos e Joinville, pela UFSC, e Chapecó, pela UFFS. No Paraná, serão os campi de Laranjeiras do Sul e Realeza, ambos da UFFS. Já no Rio Grande do Sul, serão Cerro Largo, Erechim e Passo Fundo, todos também pela UFFS. Neste sábado, os candidatos responderão questões de língua portuguesa e literatura brasileira ou libras, segunda língua, matemática e biologia. No domingo (8), serão contempladas: ciências humanas e sociais, física e química. Já no último dia de prova, estão agendadas a redação e quatro questões discursivas. Chegada dos candidatos na UFSC em Florianópolis Ângela Prestes/ NSC Pontos de informação Vestibulandos que chegam a Florianópolis de ônibus dispõem de um ponto de informações no Terminal Rodoviário Rita Maria. Outro local de atendimento foi instalado no Terminal de Integração do Centro. Há ainda oito pontos de informação no campus da UFSC. As provas irão ocorrer das 14h às 18h. Porém, os portões de acesso estarão abertos somente das 13h às 13h45. Ao entrar no setor de aplicação das provas, o vestibulando deve se dirigir imediatamente à sala em que está alocado. Veja mais notícias do estado no G1 SC Vestibular unificado UFSC e UFFS 2020: veja horários e o que levar para fazer as provas Vestibular unificado UFSC e UFFS: Veja lista com os cursos mais concorridos UFSC e UFFS anunciam vestibular unificado de verão; inscrições abrem em 11 de setembro
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06/12 - UFJF divulga resultado de recursos de questões e gabaritos do Pism 2020
Após análise da banca examinadora algumas questões tiveram respostas alteradas. Confira as atualizações. UFJF, Universidade Federal de Juiz de Fora Clara Downey/UFJF A Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) divulgou na tarde desta sexta-feira (6) o resultado dos recursos referentes às questões e aos gabaritos das provas dos três módulos do Programa de Ingresso Seletivo Misto (Pism) 2020. Segundo informações da Coordenação Geral de Processos Seletivos (Copese), foram feitas retificações em duas questões da prova discursiva de Química do Módulo III. As modificações foram nas perguntas 3 e 5, que passaram a considerar novas respostas. A UFJF revelou que as alterações foram feitas após as bancas examinadoras analisarem os 70 pedidos de recursos interpostos na última segunda-feira (2). Os gabaritos com todas as alterações foram disponibilizadas para consulta no site da instituição. As notas serão disponibilizadas a partir do dia 7 de janeiro para os candidatos ao Módulo III do Pism. Novas datas para recursos serão divulgadas e o resultado final está previsto para ser publicado no dia 16 do mesmo mês. Para os módulos I e II as notas têm previsão de divulgação para o dia 10 de março e o resultado final, após recursos, será publicado no dia 18.
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06/12 - Fuvest divulga nota de corte da segunda fase do vestibular 2020
Cursos de medicina em SP e no interior do estado tiveram as notas mais altas. Fuvest divulga as notas de corte de todas as carreiras A Fuvest divulgou na manhã desta sexta-feira (6) a nota de corte da segunda fase do vestibular 2020. Veja as notas de corte de todos os cursos A nota de corte mais alta é para o curso de medicina. No campus de São Paulo, o candidato deve ter acertado no mínimo 78 pontos para passar. Os cursos de medicina em Bauru e Ribeirão Preto, tiveram a segunda nota de corte mais alta, de 75 pontos. Na sequência, aparece o curso de engenharia aeronáutica, em São Carlos, com 70 pontos. A nota do curso de relações internacionais foi de 64 pontos e aparece na terceira posição do ranking. A lista de convocados para a segunda fase será divulgada no dia 9 de dezembro. A lista de aprovados no vestibular será divulgada no dia 24 de janeiro. Serão selecionados 8.317 candidatos para os cursos de graduação da Universidade de São Paulo (USP). A primeira fase da Fuvest foi realizada em 24 de novembro. O exame foi aplicado em 35 cidades do estado de São Paulo. Foram 90 questões de múltiplas escolhas sobre biologia, física, geografia, história, inglês, matemática, português e química (eleita a prova mais difícil pelos candidatos), além de questões interdisciplinares. O gabarito oficial foi divulgado no dia 25 de novembro. Inscritos Ao todo, 129.148 candidatos foram inscritos na primeira fase do vestibular. De acordo com os organizadores, esta edição do exame apresentou redução da taxa de abstenção na 1ª fase da prova, que passou de 8,1% dos candidatos ausentes para 7,9%. As maiores taxas de abstenção foram nas regiões de Registro (25%) e Itapeva (19,5%). Serão reservadas 45% das vagas (5% a mais do que no ano passado) de cada curso para alunos que fizeram todo o ensino médio em escola pública. Outras 2.830 vagas são voltadas para o Sistema de Seleção Unificada (Sisu) que fizerem o Enem. Candidatos fazem a prova da primeira fase da Fuvest em São Paulo Marina Pinhoni/G1 Calendário da Fuvest 2020 9 de dezembro de 2019 – Divulgação da lista de convocados e dos locais de prova da 2ª Fase 13 e 17 a 20 de dezembro de 2019 – Prova de Habilidades Específicas – Música – ECA 17 de dezembro de 2019 – Prova de Habilidades Específicas – Artes Visuais 17 a 21 de dezembro de 2019 – Prova de Habilidades Específicas – Música – Ribeirão Preto 5 e 6 de janeiro de 2020 – Provas de 2ª Fase 8 a 10 de janeiro de 2020 – Prova de Habilidades Específicas – Artes Cênicas 24 de janeiro de 2020 – Divulgação da 1ª Chamada 25 de janeiro a 28 de janeiro de 2020 – Período da Matrícula Virtual – 1ª Chamada 31 de janeiro de 2020 – Divulgação da 2ª Chamada Cursos mais concorridos Medicina (Pinheiros) - 129,46 candidatos por vaga Medicina (Bauru) - 124,21 candidatos por vaga Medicina (Ribeirão Preto) - 89,04 candidatos por vaga Psicologia (São Paulo) - 73,67 candidatos por vaga Relações Internacionais - 58,6 candidatos por vaga Curso Superior do Audiovisual - 46,92 candidatos por vaga Psicologia (Ribeirão Preto) - 43,24 candidatos por vaga Medicina Veterinária - 42,91 candidatos por vaga Ciências Biomédicas - 37,21 candidatos por vaga Design - 32,36 candidatos por vaga Publicidade e Propaganda - 31,20 candidatos por vaga Fisioterapia - 31,17 candidatos por vaga Jornalismo - 29,10 candidatos por vaga Artes Visuais - 26,57 candidatos por vaga Arquitetura (FAU) - 25,94 candidatos por vaga Candidatos saem da prova da primeira fase do vestibular Fuvest 2020 Thaisa Figueiredo/G1
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06/12 - Unicamp libera lista de aprovados para a 2ª fase do vestibular 2020 e notas de corte por curso
Comissão diz que 13,5 mil estão classificados para continuidade do processo seletivo, em janeiro. Próxima etapa terá, pela primeira vez, dois dias de provas dissertativas; veja calendário. Candidatos durante a 1ª fase do vestibular 2020 da Unicampc Eduardo Rodrigues/EPTV A Unicamp liberou nesta sexta-feira (6) a lista com os nomes dos 13.589 candidatos aprovados para a 2ª fase do vestibular 2020. Para acessar, o estudante deve digitar o nome ou parte inicial dele, ou número de inscrição no processo. Acesse site da comissão organizadora (Comvest) para conferir. A universidade estadual também decidiu divulgar, pela primeira vez, as notas de corte para cada um dos 69 cursos de graduação disponíveis na instituição. Nesta edição, são oferecidas 2,5 mil oportunidades. "Trata-se um compromisso com a transparência, queremos que os estudantes tenham clareza sobre os caminhos possíveis. A nota padronizada é importante e atende aos princípios estatísticos de seleção. Porém, ao mostrar as notas por cada curso, os candidatos sabem o que encontrar", falou o diretor da Comvest, José Alves de Freitas Neto, ao ponderar que a medida pode fazer com que candidatos com tendência a não fazer a prova "se animem e percebam que não é impossível estar na Unicamp". O exame da 1ª fase foi aplicado em 17 de novembro para 66,8 mil candidatos em 30 cidades paulistas, além de Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Curitiba (PR), Fortaleza (CE) e Salvador (BA). As notas obtidas pelos candidatos serão divulgadas em 19 de dezembro, informou a Comvest. Veja como foi a cobertura em tempo real da prova Confira a correção comentada Veja o gabarito oficial do exame Prova teve questão igual a da Fuvest 2019 Cursinho elege e comenta as 10 questões mais difíceis 2ª fase A 2ª fase do vestibular 2020 está marcada para os dias 12 e 13 de janeiro. Está será a primeira vez em que o formato passa a ter dois dias de prova dissertativa com cinco horas de duração cada um, enquanto que até a edição anterior eram três dias, cada um deles com até quatro horas para término. Primeiro dia: oito questões de português, duas de inglês e uma redação. Segundo dia: seis questões de matemática, duas de ciências da natureza e duas de ciências humanas (interdisciplinares), além de 12 questões específicas da área escolhida pelo candidato. As avaliações de habilidades específicas (exigidas aos candidatos de arquitetura e urbanismo, artes cênicas, artes visuais e dança) serão entre os dias 20 e 24 de janeiro. A divulgação da primeira chamada ocorre em 10 de fevereiro, enquanto que a matrícula (não presencial) dela será em 11 de fevereiro. Cursos mais concorridos Medicina (integral) - 11,86 candidatos por vaga (c/v) Ciências do esporte (integral) - 8,38 c/v História (integral) - 6,78 c/v Engenharia de produção (integral) - 6,34 c/v Farmácia (integral) - 6,23 c/v Nesta sexta-feira, a Comvest também divulgou os locais onde serão aplicadas as avaliações. Ela ressalta que não são necessariamente os mesmos onde o candidato fez a 1ª fase e há as seguintes mudanças: Cidades com vestibular da Unicamp As provas da 2ª fase serão em Bauru (SP), Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Campinas (SP), Curitiba (PR), Fortaleza (CE), Guarulhos (SP), Jundiaí (SP), Limeira (SP), Mogi Guaçu (SP), Osasco (SP), Piracicaba (SP), Presidente Prudente (SP), Ribeirão Preto (SP), Salvador (BA), Santos (SP), São Bernardo do Campo (SP), São Carlos (SP), São José do Rio Preto (SP), São José dos Campos (SP), São Paulo (SP) e Sorocaba (SP). Calendário Provas de Habilidades Específicas - 20 a 24/1 Divulgação da 1ª chamada (para matrícula não presencial) - 10/2 Matrícula não presencial - 11/2 2ª chamada - 13/2 Matrícula não presencial da 2ª chamada - 14/2 Período para cancelamento de matrícula - 17 a 19/2 3ª chamada - 18/2 Matrícula não presencial da 3ª chamada - 19/2 4ª chamada - 21/2/2020 Matrícula presencial da 4ª chamada - 2/3 "A matrícula presencial da 4ª chamada deve ser feita, também, por todos os candidatos convocados nas três primeiras chamadas e que realizaram a matrícula virtual pela internet", informa nota da Comvest. Segundo a comissão, a vaga só estará garantida após realização deste procedimento, entre 9h e 12h. Unicamp entre as melhores da América Latina Ao lado da USP, a Unicamp aparece entre as cinco melhores instituições no Ranking QS de Universidades da América Latina 2020 divulgado em outubro pela consultoria britânica Quacquarelli Symonds (QS). Para fazer a avaliação, a consultoria britânica usa oito critérios diferentes, sendo que os dois principais são a "reputação acadêmica" e a "reputação de empregabilidade" de cada universidade. USP e Unicamp estão na lista das melhores universidades da América Latina Initial plugin text Veja mais notícias da região no G1 Campinas.
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06/12 - Encceja 2019: resultados são divulgados
Prova pode fornecer certificado de conclusão do ensino fundamental e do ensino médio, para pessoas que não se formaram na idade correta. Encceja, exame em busca de certificação de ensino Rede Globo/Reprodução Os resultados individuais do Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja) foram divulgados nesta sexta-feira (6) e já podem ser consultados pelos candidatos (http://enccejanacional.inep.gov.br/encceja/#!/inicial). A prova, organizada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), avalia habilidades e saberes de jovens e adultos que não se formaram na idade adequada. Aqueles que obtiveram as notas mínimas em todas as áreas de conhecimento e na redação terão direito ao certificado de conclusão do ensino fundamental ou do ensino médio. Caso o candidato só tenha atingido o patamar exigido em algumas das provas - e não nas quatro -, ganhará um certificado parcial de proficiência. Por exemplo: se a pessoa só tirou a nota mínima em matemática, receberá um documento que ateste sua habilidade na disciplina. No ano que vem, só precisará prestar as demais três provas do Encceja. A edição de 2019 teve recorde de participação. Segundo o Inep, foram 1.185.945 candidatos - 45% a mais que no do ano passado. Quem pode participar Para o ensino fundamental: jovens e adultos com no mínimo 15 anos na data de realização da prova, que não tenham concluído a etapa de ensino. Para o ensino médio: jovens e adultos com no mínimo 18 anos no dia do exame, que não tenham o diploma. Estrutura das provas Ensino fundamental Ciências naturais Matemática Língua portuguesa, língua estrangeira moderna, artes, educação física Redação História e geografia Ensino médio Ciências da natureza e suas tecnologias Matemática e suas tecnologias Linguagens, códigos e suas tecnologias Redação Ciências humanas e suas tecnologias Vídeos sobre Encceja: Professor dá dicas para revisão do Encceja em Ribeirão Preto Pedagoga dá dicas para se preparar para a prova do Encceja
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