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RSS Feed - Notícias - Mantenha-se Informado


08/07 - Pandemia fará ensino à distância ser necessário até 2021, diz parecer aprovado pelo CNE
Texto apresenta 14 pontos com recomendações gerais para o planejamento da volta às aulas presenciais. Após ser votado e aprovado por unanimidade, documento agora será revisto e seguirá para o MEC para a homologação nos próximos dias. O Conselho Nacional da Educação aprovou nesta terça-feira (7) um parecer com orientações para a retomada gradual de aulas e atividades pedagógicas presenciais. Apesar das sugestões apresentadas, o órgão reforça que o retorno não dará conta de toda a oferta de aprendizado e que a presença do ensino à distância será necessária até, pelo menos, 2021. Em todo o país, alunos das redes pública e privada, da educação infantil ao ensino superior, estão tendo aulas e atividades remotas para seguir as recomendações de distanciamento social dadas por autoridades e governantes para conter o avanço do novo coronavírus (Sars-Cov-2), que causa a doença Covid-19. O texto apresenta 14 pontos com recomendações gerais para o planejamento da volta às aulas presenciais: 1. Observação dos protocolos sanitários nacional e locais; 2. Coordenação e cooperação de ações entre os níveis de governo; 3. Estabelecimento de Redes Colaborativas entre níveis educacionais e entidades publicas e particulares; 4. Coordenação territorial; 5. Estabelecimento do calendário de retorno; 6. Planejamento do calendário de retorno; 7. Comunicação, com ampla divulgação dos calendários, protocolos e esquemas de reabertura; 8. Formação e capacitação de professores e funcionários; 9. Acolhimento, com atenção especial a todos os alunos considerando as questões socioemocionais que podem ter afetado muitos estudantes, famílias e profissionais da escola durante o isolamento; 10. Planejamento das atividades de recuperação dos alunos; 11. Flexibilização acadêmica, considerando a possibilidade de planejar um continuum curricular 2020-2021; 12. Coordenação do Calendário 2020-2021; 13. Flexibilização regulatória, com a revisão dos critérios adotados nos processos de avaliação com o objetivo de evitar o aumento da reprovação e do abandono escolar; 14. Flexibilização da frequência escolar presencial. O documento foi organizado em colaboração com o Ministério da Educação e contou com a participação de entidades, como a União dos Dirigentes Municipais de Educação (UNDIME); o Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed); a União Nacional dos Conselhos Municipais de Educação (UNCME); a FNCEM; e o Fórum da Entidades Educacionais; além da interlocução com especialistas e entidades da sociedade civil. O parecer já foi votado no CNE e aprovado por unanimidade. Agora, está em revisão e seguirá para o MEC para a homologação nos próximos dias. O texto destaca que a retomada deve considerar fatores do ensino remoto durante o período de isolamento como, por exemplo, "as diferenças no aprendizado entre os alunos que têm maiores possibilidades de apoio dos pais" e "as diferenças observadas entre os alunos de uma mesma escola em sua resiliência, motivação e habilidades para aprender de forma autônoma online ou off-line". O documento também afirma que as recomendações descritas devem ser consideradas como sugestões aos sistemas de ensino, redes, escolas, professores e gestores.
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08/07 - Trump chama de 'ridícula' decisão de Harvard de manter ensino remoto
Na véspera, o governo dos EUA anunciou que estrangeiros com visto de estudante terão de deixar o país caso tenham 100% de aulas on-line. Trump na Casa Branca, neste sábado (4). REUTERS/Carlos Barria O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chamou nesta terça-feira (7) de "ridícula" a decisão da Universidade Harvard de ministrar cursos de forma virtual no outono devido à pandemia do novo coronavírus. Com a medida, alunos estrangeiros podem ter que deixar o país (leia mais no fim da reportagem). "Acho ridículo, uma saída fácil. E acho que deveriam se envergonhar", disse Trump durante mesa-redonda na Casa Branca, convocando as escolas e universidades a reabrirem no próximo semestre. Trump, em plena campanha de reeleição para as eleições de novembro, promove a reabertura, mesmo com o aumento do número de infecções, principalmente no sul e oeste. Com mais de 130 mil mortes relacionadas ao novo coronavírus, os Estados Unidos são o país mais afetado pela pandemia, em números absolutos. Alunos podem ter que deixar os EUA Foto de 2019 mostra alunos perto da biblioteca Widener, na Universidade Harvard, nos EUA Charles Krupa/Arquivo/AP Photo O governo dos EUA avisou na segunda-feira que não permitirá que estudantes estrangeiros permaneçam no país se todas as suas aulas forem ministradas remotamente. Várias instituições buscam um modelo híbrido de ensino presencial e remoto, mas algumas, incluindo Harvard, informaram que todas as aulas serão ministradas pela internet. A renomada universidade, com sede em Cambridge, Massachusetts, indicou que 40% dos alunos poderão retornar ao campus, mas que as aulas serão à distância. Governo dos EUA anuncia mudança nos vistos para estudantes estrangeiros Initial plugin text
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07/07 - MEC vai destinar quase R$ 5 milhões para universidades federais da Zona da Mata e Vertentes
A maior parte dos recursos será utilizada em projetos definidos pelo Governo Federal; veja quais. O G1 entrou em contato com as instituições. Universidade Federal de Viçosa UFV/Divulgação O Ministério da Educação (MEC) confirmou, nesta terça-feira (7), ao G1, que vai investir, ao todo, quase R$ 5 milhões em ações estratégicas nas universidades federais da Zona da Mata e Campo das Vertentes. Veja abaixo a quantia para cada instituição. A previsão é que os recursos sejam liberados até o fim de agosto deste ano. Investimentos UFJF Campus em Juiz de Fora da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) Carlos Mendonça/Prefeitura de Juiz de Fora De acordo com o Governo Federal, serão repassados para a Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), R$ 800 mil para ser utilizado no combate a incêndio e pânico. Em nota, a instituição informou que "o uso exato do orçamento ainda não foi definido, pois a Universidade precisava saber sobre o montante que seria liberado, para definir, dentre os projetos já submetidos, a melhor forma de utilizar o orçamento". UFSJ Campus Tancredo Neves é uma das três unidades em São João del Rei da UFSJ UFSJ/Divulgação Já a Universidade Federal de São João del Rei (UFSJ), irá receber R$ 2 milhões, para investimento em acessibilidade. O G1 entrou em contato com o local para saber mais informações, mas até a ultima atualização desta matéria, não houve retorno. UFV Universidade Federal de Viçosa Amarilson O.C/Divulgação Conforme o MEC, a Universidade Federal de Viçosa (UFV) terá R$ 2.182.438,19 para utilizar em obras em andamento. Segundo a instituição, a UFV está em negociação para que a distribuição dos recursos contemple o valor de R$ 1.582.438,19 para a obra do Laboratório de Ensino do Campus Florestal e R$ 600 mil para a continuidade dos trabalhos do Departamento de Tecnologia de Alimentos, no Campus de Viçosa. Anúncio O anúncio das verbas foi realizado na última sexta-feira (3). Ao todo, o MEC informou que irá investir R$ 253,9 milhões em ações estratégicas nas universidades federais do país. De acordo com a pasta, "os recursos já estavam previstos na Lei Orçamentária Anual de 2020 e a maior parte será repassada diretamente às instituições".
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07/07 - Câmara conclui aprovação de MP que suspende número mínimo obrigatório de dias letivos
Texto-base foi aprovado na semana passada, e deputados concluíram nesta terça a votação da medida. Proposta segue para o Senado. A Câmara dos Deputados concluiu nesta terça-feira (7) a aprovação da medida provisória (MP) que suspende a obrigatoriedade de quantidade mínima de dias letivos nas escolas. O projeto, aprovado em razão da pandemia do coronavírus, segue para o Senado. O texto principal do projeto, chamado de texto-base, foi aprovado na semana passada, mas os deputados precisavam concluir a análise dos destaques, que visavam modificar a redação. Segundo o Ministério da Educação, são ao menos 200 dias letivos obrigatórios em escolas de educação básica e em instituições de ensino superior. O que diz o texto aprovado pela Câmara: Educação infantil: dispensa a obrigatoriedade do mínimo de dias letivos referente a 2020 e do cumprimento da carga horária mínima anual; Ensinos fundamental e médio: suspende a obrigatoriedade da quantidade mínima de dias letivos, mas desde que seja cumprida a carga horária mínima anual; A carga horária mínima do ano letivo afetado poderá ser cumprida no ano seguinte, ainda que o aluno já esteja cursando a série ou ano escolar seguinte; Autoriza atividades pedagógicas não presenciais para preencher a carga horária, desde que os sistemas de ensino garantam aos alunos o acesso a essas atividades; Deverão ser observadas as diretrizes nacionais editadas pelo Conselho Nacional de Educação, a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e as normas do respectivo sistema de ensino; A União deve prestar assistência técnica e financeira a estados e municípios para garantir o acesso dos profissionais da educação e dos alunos às atividades não presenciais. Pandemia tem levado muitas famílias a cancelarem os contratos com escolas Ensino médio A proposta possibilita ao aluno que concluir o ensino médio em 2020 a matrícula suplementar de mais um ano de estudo, no ano seguinte, relativo ao ano letivo prejudicado pela pandemia, desde que haja disponibilidade de vagas na rede pública. Enem A proposta determina que as datas de realização do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) sejam definidas em articulação com os sistemas estaduais de ensino. A prova, prevista inicialmente para novembro, teve as datas suspensas devido ao avanço da pandemia. O Ministério da Educação ainda não definiu uma nova data. Ensino superior A MP dispensa a obrigatoriedade de cumprir o mínimo de dias letivos do calendário acadêmico. Carga horária anual mínima deve ser mantida. Cursos de medicina, farmácia, enfermagem, fisioterapia e odontologia podem ter a conclusão antecipada pelas instituições, desde que o aluno cumpra 75% da carga horária do internato ou dos estágios curriculares obrigatórios. O texto também possibilita a antecipação da conclusão dos cursos de educação profissional técnica de nível médio que tenham alguma relação com o combate à pandemia, com a mesma condição de cumprimento de 75% dos estágios obrigatórios. Outras mudanças Volta às aulas: o projeto prevê ainda que o retorno às atividades escolares deve observar as diretrizes das autoridades sanitárias e as regras estabelecidas pelo sistema de ensino. A União também deve oferecer assistência técnica e financeira aos entes federados para a volta às aulas; Grupo de risco: no retorno às aulas, a proposta prevê que alunos de grupo de risco epidemiológico tenham acesso a atendimento educacional adequado à sua condição, com programas de apoio de alimentação e de assistência à saúde; Distribuição de alimentos: os recursos dos Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) podem ser distribuídos diretamente aos pais ou responsáveis dos estudantes. O texto também aumenta para 40% o percentual mínimo de investimentos na compra de produtos da agricultura familiar nos municípios com menos de 50 mil habitantes.
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07/07 - Brasil domina ranking de faculdades latino-americanas, mas fica fora do topo
Federais de Minas Gerais, São Paulo e Santa Catarina melhoraram suas posições na lista; na comparação com o resto do mundo brasileiras têm pouco destaque. Ranking avalia ensino, pesquisa e transferência de conhecimento, entre outros critérios Getty Images via BBC O Brasil é o país com o maior número de universidades nas primeiras posições de um ranking de instituições latino-americanas compilado por uma revista especializada britânica. Mas o topo da lista é ocupado por uma universidade chilena. Treze das 20 instituições mais bem avaliadas pela Times Higher Education (THE) são brasileiras, com Universidade de São Paulo (USP) em segundo lugar, Universidade de Campinas (Unicamp) em terceiro e Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), ambas empatadas em quinto. A primeira colocada na América Latina é a Pontifícia Universidade Católica do Chile. USP e Unicamp aparecem nas mesmas posições que ocupavam no ano passado. UFMG e Unifesp ganharam posições. Já a PUC-Rio, que no ano passado estava em quarto lugar, agora está na sétima posição. USP sobe uma posição e fica em 115ª em ranking internacional; na América Latina, cai para a 3ª colocação Sete das dez melhores instituições são brasileiras, com a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) aparecendo pela primeira vez no Top 10 (as dez mais). O ranking avalia aspectos como pesquisa, ensino e transferência de conhecimento. No caso das universidades latino-americanas, algumas mudanças são feitas na metodologia, levando em consideração que a região costuma realizar menos pesquisas e que há menos publicação de artigos em inglês do que a média global. O Brasil é o país com o maior número de instituições que atingiram o critério para serem avaliadas no ranking regional, com 66 no total, seguido por Chile (30) e Colômbia (23). 20 melhores universidades da América Latina Pontifícia Universidade Católica, Chile Universidade de São Paulo, Brasil Universidade de Campinas, Brasil Instituto Tecnológico de Monterrey, México Universidade Federal de Minas Gerais, Brasil Universidade Federal de São Paulo, Brasil Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, Brasil Universidade do Chile, Chile Universidade Federal de Santa Catarina, Brasil Universidade Estadual Paulista, Brasil Universidade dos Andes, Colômbia Universidade Federal do Rio de Janeiro, Brasil Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Brasil Universidade de Brasília, Brasil Universidade Federal de São Carlos, Brasil Universidade Nacional da Colômbia, Colômbia Universidade Nacional Autônoma do México, México Universidade das Índias Ocidentais, Jamaica Universidade Federal de Viçosa, Brasil Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, Brasil Estudante lê livro entre estantes de biblioteca da Universidade de São Paulo Cecília Bastos/USP Imagens A Times Higher Education disse que houve um aumento de 10% no número de universidades da região que preenchem os requisitos para serem avaliadas pelo ranking, o que mostra que "a crescente qualidade da educação superior na América Latina e Caribe é evidente". Foram 166 universidades avaliadas para o ranking de 2020. Vinte e uma universidades entraram no ranking deste ano, 11 delas brasileiras. Cinco delas entraram no top 100 pela primeira vez: a Universidade Federal de Uberlândia (55º lugar), a Universidade Federal de Sergipe (62º), Universidade Federal de Juiz de Fora (70º), Universidade Federal da Paraíba (87º) e Universidade Federal do Alagoas (95º). "Eu acredito que se as universidades brasileiras continuarem mostrando essa diligência, e se elas conseguirem garantir apoio suficiente do governo e do público em geral durante esses tempos extremamente desafiadores, elas vão começar a desafiar algumas das melhores do mundo tanto regionalmente como no ranking global", disse Phil Baty, diretor de conhecimento da THE. Ele diz que a crise do coronavírus atingiu as universidades latino-americanas, mas que também ajudou a ressaltar a importância delas na sociedade. Só 6 das 69 universidades federais adotaram ensino a distância após paralisação por causa da Covid-19 Universidade de Oxford, no Reino Unido Divulgação/Nasir Hamid/University of Oxford Apesar da boa performance no ranking latino-americano, as instituições brasileiras não se destacam na comparação com o resto do mundo. No ranking disponível no site da Times Higher Education, a USP aparece em uma faixa entre as posições 251 e 300 (depois da posição 200, o ranking não coloca mais as universidades em posições fixas, mas sim em faixas, pois as diferenças nas avaliações são muito pequenas entre as instituições). As dez melhores universidades do mundo, segundo o ranking, são todas americanas e britânicas. As cinco melhores avaliadas, na ordem, são: Universidade de Oxford, California Institute of Technology, University de Cambridge, Stanford University e Massachusetts Institute of Technology (MIT). No mês passado, outra instituição havia divulgado um ranking mundial de universidades, sem a presença de qualquer brasileira entre as cem melhores. O ranking QS (Quacquarelli Symonds) coloca a USP como mais bem posicionada, em 115º lugar, seguida por Unicamp (233º lugar), UFRJ (380º lugar), Unifesp (420º lugar) e Unesp (493º lugar). Nesse ranking, a melhor latino-americana é a Universidade de Buenos Aires, em 66º lugar. Catorze universidades brasileiras aparecem entre as mil melhores do mundo deste ano, de acordo com o ranking. Começam as inscrições pro SISU
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07/07 - Após adiamento, MEC abre período de inscrições para o Sisu do 2º semestre de 2020 e divulga vagas do Prouni
O estudante interessado em concorrer pelo Sisu a uma vaga nas universidades federais têm até sexta para se candidatar. Universidade graduação ensino superior formatura Good Free Photos/Unsplash O Ministério da Educação (MEC) abre nesta terça-feira (7) o período de inscrição do Sistema de Seleção Unificada (Sisu). O estudante interessado em concorrer a uma vaga nas universidades federais têm até sexta (10), às 23h59, para se candidatar. O Sisu reúne milhares de vagas de graduação em universidades públicas brasileiras. A seleção é feita online, por meio da nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de anos anteriores – para isso, é preciso não ter tirado zero na prova de redação. O cronograma inicial, divulgado pelo governo em maio, apontava que as inscrições começariam em 16 de junho. Mas, até aquela data, o edital sequer havia sido publicado. Estudantes foram às redes sociais cobrar um posicionamento do governo, que divulgou novas datas. O edital foi publicado no "Diário Oficial da União" no dia seguinte, com os prazos. Cronograma do Sisu 2º semestre de 2020 Abertura das inscrições: 7 de julho Encerramento das inscrições: 10 de julho (até 23h59) Divulgação dos resultados: 14 de julho Abertura das matrículas: 16 de julho Encerramento das matrículas: 21 de julho Período de manifestação para lista de espera: de 14 a 21 de julho (até 23h59) Prouni abre consulta de vagas Nesta terça, o MEC divulga as vagas do Programa Universidade Para Todos (Prouni), que oferece bolsas de estudo parciais (que cobrem 50% da mensalidade) e integrais em universidades privadas em cursos de graduação e de cursos sequenciais de formação específica. Editais do Prouni e Fies do segundo semestre de 2020 são publicados após adiamento; veja datas O edital do Prouni também teve as datas alteradas (veja cronograma abaixo). O programa tem dois critérios de avaliação: o desempenho no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e a avaliação da renda familiar. Cronograma do Prouni do 2° semestre de 2020 Previsão de divulgação das vagas: 7 de julho Abertura das inscrições: 14 de julho Encerramento das inscrições: 17 de julho (até 23h59) Primeira chamada: 21 de julho Segunda chamada: 4 de agosto Lista de espera: 24 de agosto Fies abre inscrições em 21 de julho O Programa de Financiamento Estudantil (Fies) também teve o cronograma alterado – a abertura de inscrições será em 21 de julho. O Fies oferece financiamento para estudantes cursarem o ensino superior em universidades privadas e, atualmente, possui duas categorias: a primeira, oferece vagas com juros zero para os estudantes com renda mensal familiar de até três salários mínimos. Já a segunda, chamada P-Fies, é direcionada para os estudantes com renda mensal familiar de até cinco salários mínimos. Cronograma do Fies do 2° semestre de 2020 Início das inscrições: 21 de junho Fim das inscrições: 24 de julho (até 23h59) Resultado: 28 de julho Contratação de financiamento: de 28 a 30 de julho (até 23h59) Pré-seleção da lista de espera: de 28 a 31 de julho (até 23h59) 7 perguntas para não cair em uma cilada no Fies
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07/07 - A cada quatro candidatos ao Enem 2019, três declararam não ter acesso à internet, apontam dados do Inep
5.095.270 estudantes se inscreveram para a edição do ano passado; 3.954.805 (77,6%) disseram não ter acesso à rede e 2.345.467 (46%) afirmaram não ter computador. Provas do segundo dia do Enem 2019 Ana Carolina Moreno/G1 Entre os mais de cinco milhões de inscritos na edição de 2019 do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), cerca de 3.954.805 – ou 77,6% – disseram não ter acesso à internet, segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Na pandemia, alunos de baixa renda desistem do Enem e abandonam cursinhos populares Acesso ao ensino remoto: monitoramento mostra 'apagão' do ensino público na pandemia Além disso, quase a metade dos candidatos afirmou não ter computador em casa. Responderam que não tinham o aparelho eletrônico, 2.345.467 pessoas, o equivalente a 46% dos inscritos. No momento da inscrição, os participantes recebem um formulário que deve ser preenchido com seus dados socioeconômicos. As informações são compiladas pelo Inep e divulgadas posteriormente. Os números do ano passado foram publicados em 26 de junho. Com a suspensão das atividades presenciais e a adoção de aulas remotas por conta da pandemia de coronavírus, milhares de candidatos ao Enem 2020 poderão ter dificuldades para acompanhar as aulas remotas, se a tendência da edição anterior se repetir entre os inscritos deste ano. Falta de acesso Segundo o levantamento do Inep, quatro em dez concorrentes disseram ter apenas um computador em casa, foram 2.202.984 candidatos (43%). O acesso foi maior em celulares, e apenas 2% dos candidatos disseram não ter o aparelho. Ao menos 1.085.417 (21%) dos participantes assinalou ter apenas um dispositivo em casa. Enquanto que 1.595.029 (31%), disse ter dois celulares, 1.386.256 (27%) três e 919.229 (18%) quatro ou mais. Em alguns estados, o programa escolar passou a ser emitido pela TV em canais educativos. Dos candidatos de 2019, apenas 5% disseram não ter o eletrodoméstico. Entretanto, a maior parte dos candidatos (69%) afirmou ter apenas uma. Estudantes de baixa renda O G1 mostrou na segunda-feira (6) que alunos de baixa renda desistiram de tentar a prova e abandonaram cursinhos populares durante a pandemia. Entre os motivos que levaram os jovens a desistir dos estudos para o Enem, estão: falta de computadores e de acesso à internet; ausência de um ambiente adequado para o estudo, em casa; problemas financeiros, que os fazem trabalhar mais, para ajudar a família; instabilidade emocional. Na edição passada do Enem, quase 60% dos inscritos (2.980.446) pediu a isenção dos valores pagos para a inscrição da prova. Para ter acesso a este direito, o candidato se declara em situação de vulnerabilidade socioeconômica, ou membro de família com renda inferior a um salário mínimo. A maior parte (1.244.925) deles está concentrada na região Nordeste do Brasil, são cerca de 41% estudantes. A região Sudeste fica em segundo lugar nesta classificação com 901.495 concorrentes, ou 30%. Em seguida vem o Norte (406.827), o Sul (225.458) e o Centro Oeste (201741). Monitoramento dos estados Após pouco mais 100 dias de suspensão das aulas presenciais pelo país para conter a pandemia do coronavírus, um levantamento do G1 junto às secretarias estaduais de educação aponta que 15 dos 25 estados que implantaram atividades à distância monitoram a adesão dos estudantes ao ensino remoto. Os índices mostram também que as aulas on-line não são acompanhadas por todos os alunos. Isso significa que, apesar dos esforços das redes, parte dos estudantes pode não ter acesso à educação na pandemia. As razões são várias – e incluem falta de estrutura em casa, de computadores ou de conexão. A alternativa para os alunos é recorrer às atividades impressas ou à transmissão por outras mídias, como TV aberta ou via rádio. Nesses casos, também é difícil mensurar quantos estudantes estão efetivamente assistindo ao conteúdo.
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06/07 - Conselho Superior da UFJF aprova ensino remoto emergencial para pós-graduação
Proposta permite a substituição de atividades relativas às disciplinas presenciais por tecnologias de informação desde que indicadas pelas comissões e aprovadas pelo Consu. Vista áerea do Campus da UFJF em Juiz de Fora UFJF/Divulgação O Conselho Superior (Consu) da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) aprovou nesta segunda-feira (6) a resolução que autoriza a realização de ensino remoto emergencial para as turmas de cursos de pós-graduação lato e stricto sensu da instituição. Após a discussão na reunião extraordinária, a proposta que permite a substituição de atividades relativas às disciplinas presenciais por tecnologias de informação desde que indicadas pelas comissões e aprovadas pelo Consu, foi aprovada por maioria. Em seguida, os destaques do texto da resolução da pós-graduação também foram votados em blocos e aprovados por maioria. A resolução final será revisada e publicada no site do Consu. Participaram da reunião, o reitor Marcus David e representantes da Associação dos Professores de Ensino Superior (Apes), do Sindicato dos Trabalhadores em Educação da UFJF (Sintufejuf) e das pró-reitorias de Pós-graduação e Pesquisa e de Graduação. A matéria foi discutida também por representantes das faculdades de Arquitetura e Urbanismo, Administração e Ciências Contábeis, Direito, Educação, Engenharia e Farmácia, além do Instituto de Ciências Biológicas (ICB), Diretório Central dos Estudantes (DCE) e técnico-administrativos em educação (TAE). Initial plugin text
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06/07 - Estrangeiros nos EUA com visto de estudante matriculados em escolas que terão 100% das aulas on-line devem deixar o país, diz governo
Outra solução é encontrar escolas com ensino presencial no novo ano letivo, que começa entre agosto e setembro. Caso contrário, aluno estrangeiro pode ser retirado dos EUA. Donald Trump pede retorno às salas de aula. Campus da Universidade Harvard, nos EUA, em foto de 10 de março Brian Snyder/Arquivo/Reuters O governo dos Estados Unidos determinou nesta segunda-feira (6) que estudantes estrangeiros matriculados em instituições com aulas 100% on-line deixem o país ou se mudem para escolas ou universidades com ensino presencial. A medida vale para estudantes com os vistos F-1 e M-1 a partir da retomada do ano letivo, geralmente em setembro. Caso esses estrangeiros não se adequem à determinação, as autoridades imigratórias dos EUA podem aplicar sanções que incluem a remoção ao país de origem. "Caso estudantes se vejam nessa situação, eles devem deixar o país ou tomar medidas alternativas para manter o status de não imigrante, como uma carga horária reduzida ou apresentar atestado médico apropriado", diz o comunicado do departamento de Imigração e Alfândega dos EUA. No caso de escolas com aulas presenciais e à distância, o governo dos EUA permitirá que apenas alunos com visto F — visto para cursos acadêmicos — poderão cursar uma ou mais disciplinas on-line, desde que não seja o curso inteiro. Essa flexibilidade não vale para estrangeiros com o visto M (para educação profissionalizante) ou que estejam no país para estudar inglês. Nesses casos, os estudantes deverão fazer todas as aulas presencialmente. Por causa da pandemia, os EUA vêm restringido a emissão de vistos e a permissão de entrada de estrangeiros provenientes de determinados países. No fim de maio, o Brasil entrou na lista. Reabertura de escolas e universidades Foto de 2019 mostra alunos perto da biblioteca Widener, na Universidade Harvard, nos EUA Charles Krupa/Arquivo/AP Photo A decisão foi tomada em um momento nos EUA em que as instituições de ensino discutem se retomarão as aulas presenciais, interrompidas por causa da pandemia do novo coronavírus. Algumas universidades admitiram que não reabrirão até 2021 — ou seja, depois do prazo determinado pelo governo. A Universidade Harvard, por exemplo, anunciou que calouros serão convidados a morar no campus neste retorno às aulas. Porém, as aulas nessa instituição, uma das mais importantes universidades norte-americanas, continuarão à distância. Nesta segunda-feira, o presidente Donald Trump — que já chegou a criticar governadores que se apressaram na reabertura das atividades durante a pandemia — pediu o retorno das aulas ainda nos próximos meses. "As escolas devem abrir no outono!", tuitou Trump. Initial plugin text Os números do novo coronavírus, no entanto, continuam crescer nos EUA: o país registra quase 3 milhões de casos, no acumulado desde o início da pandemia, e mais de 130 mil morreram por causa da Covid-19. Estados como Flórida e Texas tiveram de voltar atrás nas medidas de reabertura após novos surtos da doença. EUA registraram mais de 330 mil novos casos de Covid-19 em uma semana NO BRASIL: Ensino público vive apagão durante pandemia Initial plugin text
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06/07 - Vestibular 2021: prazo da Unicamp para pedidos de isenção da taxa de inscrição termina nesta quarta
Solicitação pode ser feita para Vestibular Unicamp e Enem-Unicamp, pelo site da Comvest. Com pandemia, comissão organizadora flexibilizou procedimentos para entrega de documentos. Unicamp encerra inscrições para pedido de isenção na quarta-feira (8) Antonio Scarpinetti / Unicamp A Unicamp, em Campinas (SP), encerra, às 23h59 da próxima quarta-feira (8), o prazo para pedidos de isenção da inscrição do Vestibular 2021. A solicitação pode ser feita tanto para o vestibular tradicional da universidade, quanto para a modalidade Enem, e acontece exclusivamente pela internet, no site da Comissão Permanente para os Vestibulares da Unicamp (Comvest). Alguns critérios foram flexibilizados por causa da pandemia do novo coronavírus. Candidatos da rede pública estadual, por exemplo, podem emitir documentos pelo site da Secretaria de Educação de SP. Para outros estados, a Comissão disponibiliza a opção de anexar a declaração de estudante da rede pública. [Veja mais detalhes abaixo] Alunos de todo o país podem pedir o benefício. A lista dos contemplados será divulgada em 27 de julho. Veja as três modalidades disponíveis: Modalidade 1: candidatos de famílias de baixa renda (até um salário mínimo e meio bruto mensal por morador do domicílio). Modalidade 2: funcionários da Unicamp/Funcamp Modalidade 3: para aqueles que se candidatarem aos seguintes cursos noturnos de Licenciatura ou Tecnologia (Licenciaturas em: Ciências Biológicas, Física, Letras, Licenciatura Integrada Química/Física, Matemática e Pedagogia. Tecnologia em: Análise e Desenvolvimento de Sistemas e em Saneamento Ambiental). Pré-requisitos: ter cursado o ensino médio integralmente em instituições da rede pública de educação (não se aplica à modalidade 3) e já ter concluído ou concluir em 2020 o ensino médio. Nesta edição, são oferecidas 6.680 isenções na modalidade 1; e número ilimitado nas modalidades 2 e 3. De acordo com a universidade, as inscrições para o vestibular começam em 31 de julho. Clique e confira a íntegra do edital Documentação Considerando o contexto da pandemia, a Comvest flexibilizou alguns procedimentos para o pleno atendimento dos estudantes das escolas públicas no Programa de Isenção da Taxa de Inscrição para o ingresso em 2021. Os candidatos matriculados na rede pública do estado de São Paulo poderão emitir o histórico escolar e converter em formato "pdf" pelo site da Secretaria Estadual de Educação. Já os candidatos de escola pública de outros estados podem anexar a declaração de que são estudantes da rede pública durante todo o ensino médio, conforme modelo na página. A comissão afirma que os candidatos devem, ainda, juntar o documento oficial (histórico escolar ou declaração) com inscrição no vestibular Unicamp ou no Enem-Unicamp. Além disso, na modalidade 1, que exige comprovação de renda, a Comvest irá aceitar o cadastro no CadÚnico do Governo Federal, para que os candidatos não precisem anexar a documentação exigida. Data das provas A Comvest trabalha com um planejamento para aplicar a prova da primeira fase do vestibular em janeiro de 2021, mas aguarda o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) reagendar o Enem para definir com precisão as novas datas dos exames. A aplicação era prevista, inicialmente, para 22 de novembro, e foi adiada devido à pandemia da Covid-19. Neste ano, a prova terá menos questões e será dividida em dois dias, com objetivo de evitar aglomerações. Formas erradas e corretas de usar máscara de proteção contra o coronavírus Arte/G1 Initial plugin text Veja mais notícias da região no G1 Campinas
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06/07 - Crise financeira, falta de internet, problemas emocionais: na pandemia, alunos de baixa renda desistem do Enem e abandonam cursinhos populares
Instituições de ensino chegaram a perder mais da metade dos estudantes. Eles alegam que, sem computador e com renda reduzida, não conseguem acompanhar aulas virtuais. Círculo pedagógico no cursinho popular Marielle Franco, em Natal (RN). Após a pandemia, mais de 150 alunos abandonaram as turmas. Divulgação/Guilherme Prado/Umbu Comunicação Cursinhos populares, que preparam jovens de baixa renda para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), registraram uma queda significativa no número de alunos durante a pandemia do novo coronavírus. Desde março, com a suspensão das atividades presenciais e a adoção de aulas on-line, cada vez mais estudantes têm abandonado as instituições de ensino. O G1 ouviu coordenadores e alunos de dez cursinhos populares, em São Paulo, Minas Gerais, Ceará, Rio Grande do Norte, Amazonas e Rio Grande do Sul. São projetos formados por professores voluntários, que oferecem aulas, em geral, gratuitas (alguns cobram uma mensalidade simbólica, para pagamento de despesas, sem lucro). Entre os motivos que levaram os jovens a desistir dos estudos para o Enem, estão: falta de computadores e de acesso à internet; ausência de um ambiente adequado para o estudo, em casa; problemas financeiros, que os fazem trabalhar mais, para ajudar a família; instabilidade emocional. No cursinho Florestan Fernandes, em São Paulo, havia 800 alunos no início de 2020 - três meses depois, restam apenas 40. “A evasão é normal, mas não nessa proporção. Nossos estudantes não têm um acesso de qualidade à internet. Mais de 60% deles só usam celular, com pacote de dados bem limitado”, afirma o coordenador Bruno Sampaio, de 23 anos. Pandemia fez com que 49% de jovens pensassem em desistir do Enem 2020, aponta pesquisa “Essa situação gera também uma fragilidade emocional. Os alunos têm demonstrado ansiedade e preocupação. Eles são da periferia, precisam ajudar em casa, cuidam dos irmãos, vão trabalhar. Não conseguem mais estudar”, completa. Cursinho popular Florestan Fernandes, em São Paulo, começou o ano com 800 alunos - agora, restam 40. Arquivo pessoal O cursinho é gratuito e funciona aos sábados, em parceria com a faculdade de história da Universidade de São Paulo (USP). Como a instituição está fechada, as aulas passaram a ocorrer de forma virtual - os 50 professores, todos voluntários, montam slides com a matéria, organizam encontros por uma plataforma on-line e dão aulas gravadas ou ao vivo. Aqueles que estão conseguindo participar das atividades remotas enfrentam dificuldades. Lucas Fernandes, de 20 anos, aluno do Florestan, divide o notebook com seus cinco irmãos em casa - todos eles têm aulas virtuais e precisam do equipamento. “Não consigo dedicar muito tempo aos estudos. Tento usar o celular, mas a tela é pequena e os aplicativos de atividade são muito instáveis. Preciso ficar em um ponto específico da casa, para ter sinal de internet”, diz. “Mas não sou só eu: a maioria dos jovens periféricos convive com esses problemas. Meus amigos precisam trabalhar, é isso ou passam fome. Nossa esperança de conseguir uma vaga na universidade pública fica menor. A gente já matava um leão por dia, agora são dez”, afirma Lucas. Também em São Paulo, o cursinho popular da Acepusp perdeu 400 alunos desde o início da pandemia - de 600 estudantes, restaram 200. Segundo a coordenadora Ingrid Peixoto, de 24 anos, as principais justificativas para a desistência são a falta de computador, de local para estudar e de apoio emocional. “O fato de o Enem nem ter data ainda gera uma desmotivação. A gente tem apoio de psicólogos, mas está muito difícil segurar os jovens aqui”, diz. No Projeto 6 de Março, em Maracanaú (CE), a primeira semana de aula de 2020 foi presencial. Arquivo pessoal Em Maracanaú, no Ceará, o Projeto Seis de Março tinha 60 alunos; agora, cerca de 15 participam das atividades virtuais. Kathleen Barros, de 24 anos, é coordenadora e professora de português no cursinho. Segundo ela, os adolescentes não conseguem se adaptar ao formato on-line, seja por dificuldade de acesso a tecnologias ou por falta de concentração. “Tentamos montar grupos menores, com tutores, para o contato dos professores ser mais direto. Mas não tem jeito, não estamos conseguindo fazer um trabalho mais efetivo. O jeito é esperar a vacina”, diz. LEIA MAIS: Sem internet, merenda e lugar para estudar: veja obstáculos do ensino à distância na rede pública durante a pandemia de Covid-19 Só 6 das 69 universidades federais adotaram ensino a distância após paralisação por causa da Covid-19 Acesso às tecnologias Gleicy Souza, de 18 anos, está no ensino médio de uma escola pública em São Paulo (SP) e, aos sábados, estuda no cursinho popular Mafalda. Ela usava apenas o celular para se preparar para o Enem. “A conexão do wi-fi caía a toda momento, era impossível ter um dia normal de aula. A tela é pequena, então fico com os olhos cansados, e não dá para ler os slides dos professores. Também não consigo usar algumas funções que eu teria no computador, como editar um arquivo”, conta. Além de Gleicy, outros vinte alunos do Mafalda também não tinham notebooks ou computadores de mesa em casa. Para solucionar o problema, o cursinho organizou uma campanha de doação de equipamentos. "Já conseguimos quinze máquinas. A ideia é emprestá-las para os alunos durante a pandemia e, depois, deixá-las na sede, para atividades internas”, conta Talita Amaro, coordenadora do Mafalda. Aula presencial, antes da pandemia, no cursinho Pró-ExaCta, em Fortaleza (CE). Arquivo pessoal Em Fortaleza, o cursinho popular Pró-ExaCta também observou uma queda grande no número de alunos, por causa da dificuldade de acesso a tecnologias. De 280 matriculados no início do ano, apenas 40 continuam estudando. O coordenador Gerson Oliveira, de 19 anos, conta que a equipe está adaptando as estratégias de ensino, para tentar frear a evasão. “Começamos com aulas gravadas, mas elas exigem um acesso estável à internet. Agora, damos aulões semanais e colocamos no Youtube. Estamos também alimentando grupos de whatsapp com materiais de estudo e resumos”, diz. Como muitas operadoras de telefonia têm planos de dados com acesso ilimitado ao aplicativo de conversas, ele acaba sendo uma opção mais viável para os jovens de baixa renda. Já as aulas ao vivo, por consumirem mais dados de internet, são frequentemente descartadas. É o que conta Veridiana Santana, de 23 anos, diretora institucional do cursinho da Fundação Getúlio Vargas (FGV-SP). De 170 estudantes da instituição, 20 afirmaram não ter acesso à internet e 37 não responderam o questionário. “Perdemos esse grupo. E os que continuaram até têm wi-fi, mas de qualidade ruim. É mais democrático gravar as aulas em vídeos curtos e enviá-las por whatsapp”, diz. Veridiana Santana, de 23 anos, é diretora institucional do cursinho popular da Fundação Getúlio Vargas (FGV-SP). Divulgação Dificuldades financeiras Tatiane Ribeiro, de 31 anos, é coordenadora do cursinho Marielle Franco, em Natal (RN). Segundo ela, as dificuldades financeiras motivaram a desistência de mais de 150 alunos. “Nossa preocupação central sempre foi a evasão. Agora, está ainda mais difícil. As dúvidas sobre a matéria do Enem foram substituídas por perguntas de como conseguir o auxílio-emergencial. Eles precisam ajudar no sustento, então não têm cabeça para focar nos estudos”, diz. O cursinho continua enviando material pedagógico por whatsapp, mas o foco também passou a ser o amparo social dos alunos. Segundo Tatiane, estão sendo organizadas campanhas de arrecadação de alimentos, de produtos de limpeza e de remédios. “É do que eles mais reclamam”, diz. Naomi Neves, de 17 anos, procurou o cursinho popular Mafalda para compensar a baixa qualidade de ensino da escola pública onde estuda, em São Paulo. “A gente não aprende muita coisa, ainda mais para o vestibular. Eu não teria condições de passar em um vestibular assim. Queria me dedicar ao cursinho, mas estou sem cabeça. Meu pai é pintor e está desempregado; estamos sem o Bolsa Família. Eu trabalho, mas nossa renda é baixa”, diz. A preocupação com a crise financeira levou Roberta Martins, de 36 anos, a desistir do Enem. Ela é uma mulher transexual, que sonha, desde 2003, em entrar na faculdade. Neste ano, descobriu um cursinho popular gratuito - o Conceição Evaristo, em Belo Horizonte (MG). Roberta Martins desistiu do Enem depois de ficar sem renda durante pandemia. Arquivo pessoal “Estudei só por uma semana, mas precisei parar quando veio a pandemia. Trabalho como freelancer em bares e restaurantes, mas estão todos fechados. Fiquei sem renda nenhuma”, conta. “Consegui duas cestas básicas de doação. Mas minha situação financeira me preocupa, estou endividada, não dá para ter preocupação com os estudos agora. Não desisti do meu sonho, só adiei”, diz. Instabilidade emocional Thaynara Barbosa, de 16 anos, diz que já pensou em desistir tanto da escola, quanto do cursinho popular Florestan Fernandes. “O ensino à distância está sendo uma tortura para mim. Moro na zona periférica, é obra na rua, vizinho com som alto, sinal de internet que cai toda hora. Minha mãe me chama para ajudar em casa, meu irmão quer usar o computador, é uma briga”, conta. Thaynara Barbosa, de 16 anos, pensou em desistir tanto da escola, quanto do cursinho popular. Arquivo pessoal Ela relata que os problemas emocionais dificultam seu preparo para o Enem. “Dá vontade de trancar tudo, mas não posso. A gente vive na incerteza, isso ataca minha ansiedade. Estou esgotada mentalmente, com compulsão alimentar”, afirma. “A sorte é que a empresa onde meu pai trabalha nos dá convênio médico, então faço acompanhamento psicológico.” A preocupação com a instabilidade emocional dos alunos, inclusive, fez com que cursinhos populares organizassem formas de amparo aos jovens. No Conceição Evaristo, ocorrem encontros virtuais semanais com psicólogos. Foto da turma de 2019 no cursinho Conceição Evaristo, em Belo Horizonte (MG). Arquivo pessoal “Na quarentena, vários se desmotivaram. A gente tentou aulas on-line, mas a adesão era muito pequena. Percebi que a prioridade, agora, não é o conteúdo didático, e sim os cuidados com a saúde mental dos alunos”, afirma Octávio Ribeiro, coordenador e fundador do Conceição Evaristo. “O cursinho organizou uma espécie de terapia, para escutar o que eles têm a dizer. As dificuldades não esbarram apenas na acessibilidade digital, mas em questões de necessidade básica.” No Pró-ExaCta, em Fortaleza, os professores também estão recebendo acompanhamento psicológico. “Eles também passam por dificuldades. E nossos alunos ficam nos perguntando se ainda têm alguma chance de passar no Enem. Estão preocupados”, diz Gerson, coordenador. Falta de costume Pelo segundo ano seguido, Jonata Pereira, de 19 anos, estuda no cursinho popular da FGV e tenta ser aprovado em história. Ele trabalha como ajudante de pedreiro, mesmo durante a pandemia. “Antes, eu estudava toda hora. Agora, trabalhando, fica mais difícil. Chego em casa muito cansado, não consigo me concentrar”, diz. Jonata conta que não consegue se adaptar ao formato de ensino remoto. “Eu até tenho notebook, mas não me acostumo. Na aula normal, eu tirava as dúvidas na hora, falava com os professores. No on-line, é tudo diferente”, diz. Aula presencial no cursinho popular da FGV-SP. Divulgação A falta de engajamento na comunicação com os docentes também é observada por Camila Inara, uma das coordenadoras do projeto PET Cursinho da Universidade Federal do Amazonas (Ufam). Segundo ela, há um canal de interação, mas é pouco usado pelos estudantes. “Eles comentam só com um ‘ok’ ou um ‘obrigado’”, diz. O fato de as aulas presenciais terem sido interrompidas logo no início do ano letivo também impossibilitou a aproximação entre professores e alunos, diz Alice Maestri, de 26 anos, professora de matemática no cursinho DEDS-UFRGS, em Porto Alegre (RS). “É importante ver a carinha dos alunos para saber se estão aprendendo. Mas não deu tempo de criar um laço com eles, já que tivemos apenas uma semana de aula”, conta. “Estar longe é muito diferente. A gente percebe a falta de motivação deles, tenta chamá-los de volta, mas é difícil”, completa. MEC confirma que Enem será realizado apenas no ano que vem, mas não define data Initial plugin text
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06/07 - 60% dos estados monitoram acesso ao ensino remoto: resultados mostram 'apagão' do ensino público na pandemia
Após pouco mais 100 dias de suspensão das aulas presenciais, levantamento do G1 junto às secretarias estaduais de educação aponta que 15 dos 25 estados que implantaram o ensino à distância monitoram a adesão às aulas do ensino remoto. Após pouco mais 100 dias de suspensão das aulas presenciais pelo país para conter a pandemia do coronavírus, um levantamento do G1 junto às secretarias estaduais de educação aponta que 15 dos 25 estados que implantaram atividades à distância monitoram a adesão dos estudantes ao ensino remoto. Os índices mostram também que as aulas on-line não são acompanhadas por todos os alunos. Isso significa que, apesar dos esforços das redes, parte dos estudantes pode não ter acesso à educação na pandemia. As razões são várias – e incluem falta de estrutura em casa, de computadores ou de conexão. A alternativa para os alunos é recorrer às atividades impressas ou à transmissão por outras mídias, como TV aberta ou via rádio. Nesses casos, também é difícil mensurar quantos estudantes estão efetivamente assistindo ao conteúdo. Quase 4 meses após a suspensão das aulas presenciais, o balanço do G1 aponta que: 25 estados e o DF implantaram aulas remotas: AC; AL; AM; AP; CE; ES; GO; MA; MG; MS; MT; PA; PB; PE; PI; PR; RJ; RN; RO; RR; RS; SC; SE; SP; e TO. Na BA, não há aulas on-line, mas, sim, roteiros de estudo. No PI, apenas 9% dos alunos da rede estadual de ensino assistem às aulas pela internet – 91% estão fora das plataformas on-line de educação. Em RR e SP, mais da metade dos alunos não tem acesso aos conteúdos pelas plataformas digitais. Em 5 estados, o ensino on-line não chega de 20% a até 25% dos estudantes. Em 7 estados, o ensino on-line não chega a até 15%. “Um resumo que pode ser feito é que foram meses de incertezas e improvisos imensos", afirma Priscila Vieira, professora em Goiás. Os dados não apenas revelam um "apagão" do ensino público na pandemia – eles acendem o alerta quando se observa que a maioria dos estados vai adotar as aulas remotas como equivalentes às aulas presenciais. Na prática, isso quer dizer que as "horas de tela" vão contar como tempo em sala de aula no ano letivo. A medida está autorizada pelo Ministério da Educação (MEC) desde o início de junho. Por que é importante monitorar o ensino remoto? "Monitorar o acesso às plataformas é muito importante. Quanto mais rápido você souber quem acessa as aulas e o que estão aprendendo, melhor será a adaptação do ensino", afirma Ricardo Henriques, ex-secretário de Educação Continuada e Alfabetização do Ministério da Educação (MEC) e superintendente executivo do Instituto Unibanco. Ainda assim, o monitoramento atual não descarta a necessidade de uma avaliação mais consistente quando for seguro voltar às aulas, afirma Henriques. Para ele, os dados mostram que a falta de acesso ao ensino remoto torna ainda mais visíveis as desigualdades na educação. "Uma coisa é acessar a plataforma; outra é ter condições materiais de estudo – ter uma mesa, um espaço silencioso, bem iluminado, por exemplo", explica. "Como as diferenças entre alunos e escolas são estruturais, quanto mais longa for a exposição ao ensino remoto, maior será o aumento da desigualdade já existente, entre redes de ensino e dentro de uma mesma turma. É diferente ter acesso total em banda larga, em computador, ou um pedacinho do plano de dados do celular da mãe", afirma Ricardo Henriques. Quase 40% dos alunos de escolas públicas não têm computador ou tablet em casa, aponta estudo Aulas remotas equivalem às presenciais em 20 estados O balanço do G1 aponta que 20 estados e o DF vão computar o ensino remoto como aula dada. Desses, pelo menos 8 não estão avaliando a aprendizagem: 20 estados, além do DF, afirmam que as atividades vão valer como hora/aula: AC; AM; AP; CE; DF; ES; GO; MA; MG; MS; PB; PI; PR; RJ; RN; RO; RS; SC; SE; SP; e TO. Em 2 estados – AL e PE – elas vão valer parcialmente como hora/aula. 3 estados – BA, PA e MT – não vão contar as atividades remotas como hora/aula. 1 estado – RR – ainda não definiu. A avaliação dos alunos está sendo feita em 16 estados e no DF: AC; AL; AM; AP; DF; ES; GO; MS; PA; PI; PR; RJ; RO; RS; SC; SE; e SP. 10 estados não estão avaliando os estudantes: BA; CE; MA; MG; MT; PB; PE; RN; RR; e TO. Aulas remotas não chegam a todos Ainda assim, mesmo nos estados que declaram ter aulas remotas, nem sempre elas são ofertadas a todos ou estão acessíveis desde o fechamento das escolas. Em Sergipe, essa modalidade foi implementada em 15 de junho; no Tocantins, em 29 de junho, mas somente para os estudantes do terceiro ano do ensino médio. No Rio Grande do Sul, as escolas da rede estadual estavam adotando o ensino remoto cada uma ao seu modo e, agora, o governo pretende unificar as iniciativas. No Maranhão, 24% das escolas não têm atividades remotas. Entre os alunos das escolas com esse tipo de ensino, 21% não tinham acesso ao conteúdo. A estudante maranhense Yasmine Schulz estuda em casa e afirma que não conseguiu se adaptar ao ensino à distância. Arquivo pessoal "Não consegui me adaptar ao ensino à distância, porque nem todos os professores estão passando atividades. Não estamos tendo aula on-line, e fica complicado na hora de responder os simulados por causas dos conteúdos. E, na maioria das vezes, eu não tenho os recursos necessários para responder o simulado", conta Yasmine Schulz, aluna do Liceu Maranhense, em São Luís. A professora Priscila Vieira, citada no início desta reportagem, afirma que também precisou se adaptar. “Tive de passar meu celular privado para os alunos tirarem dúvidas, que era algo que eu não fazia. A educação também se dá por afeto. Então, nesse período, fica mais difícil. Estamos tendo de aprender diariamente como dar a aula à distância. A gente está se reinventando”, disse. Avaliação dos alunos no ensino remoto A avaliação do ensino está sendo feita, na maioria dos estados, por meio de participação em atividades remotas, entrega de atividades impressas e online, interações nas aulas transmitida ao vivo e nos grupos organizados pelas escolas. O balanço do G1 aponta que: 16 estados, além do DF, afirmam estar avaliando os estudantes: AC; AL; AM; AP; DF; ES; GO; MS; PA; PI; PR; RJ; RS; RO; SC; SE; e SP. 10 estados dizem que não estão avaliando a aprendizagem: RN, RR, MG, TO, BA, PB, MA, PE, MT, CE) Em Santa Catarina, haverá a revisão de conteúdos quando as aulas voltarem, especialmente com quem não conseguiu acessar os materiais disponíveis. Enquanto o retorno não ocorre, as atividades remotas valem hora-aula e devem contar para o ano letivo de 2020. Na rede estadual, os alunos são avaliados pelas atividades entregues e de acordo com o planejamento dos professores. No Maranhão, os alunos ainda não são avaliados – isso deve acontecer apenas no retorno das aulas presenciais, segundo o governo. "Não posso recusar as tarefas daquele aluno pelo fato de ele não ter condições de fazer dentro de um horário por não ter o acesso a tecnologias”, relatou Alanda Alves, professora do ensino médio em Goiás. 'Escala' para usar internet Quando o foco sai da escola e vai para dentro das casas dos alunos, as realidades de cada família também interferem no acesso ao conteúdo remoto. Em São Paulo, Raquel Chaves teve de estabelecer turnos de estudo para que seus quatro filhos consigam acompanhar as aulas on-line. A mais velha, de 17 anos, está no último ano do ensino médio e passou a assistir às aulas durante as madrugadas, para que os irmãos menores pudessem dividir o celular e o computador da família durante o dia. “Nesta semana, eu pensei duas vezes: 'Vou na loja e vou comprar um computador'. Mas eu vou me endividar, não posso fazer dívida agora com essa situação que a gente está vivendo. A gente não tem certeza de nada", desabafa Raquel, que está sem renda desde que o restaurante em que ela trabalhava fechou, há três meses, e não abriu para delivery. Salas de aulas virtuais esvaziadas Em SC, após três meses de ensino remoto, a Secretaria de Educação do Estado notou uma diminuição na frequência de atividades e, por isso, lançou uma campanha para incentivar os alunos, famílias e até os professores na continuidade das tarefas. No RJ, uma professora de Macaé conta que há pouca procura dos alunos no ambiente virtual. “Eu fico on-line na plataforma, preparo os materiais, seleciono textos, artigos, vídeos, preparo e coloco, mas o aluno não dá retorno.” Da turma de 45 estudantes, apenas "dois ou três" estão on-line na hora da aula. “As atividades são postadas, são colocadas, mas o aluno não tem acesso”, conta. O mesmo ocorre em Mogi das Cruzes (SP). O professor Everaldo Andrade afirma que é baixa a adesão no horário da manhã, em que ele trabalha. “Eu me sinto um inútil, porque não consigo avançar. Os alunos se logam tarde da noite e querem tirar dúvida, mas o horário das minhas aulas é das 7h às 12h35, quando muitas vezes não tem ninguém on-line", diz o professor. "Está todo mundo confuso. A gente esperava dificuldade com equipamentos e tecnologia de pelo menos metade dos alunos, mas a outra metade tampouco está frequentando. E, da metade que se logou, 80% não entregam as atividades propostas”, afirma. Sabrina Luz, mãe de um vestibulando do Rio, conta que as escolas tentam engajar os alunos, mas o resultado pode ser ainda mais excludente. "As escolas estão dando nota para 'incentivar' os alunos a assistirem as aulas, mas isso é extremamente excludente. Meu filho diz que a metade dos alunos da turma dele não estão acompanhando nada. Eles nem têm internet, olham uma informação ou outra pelo celular dos pais. Ele diz que é impossível aprender matérias como matemática, por exemplo", relata. Para o professor de história e filosofia de SP Álvaro Dias, à medida que o número de alunos que assistem às aulas cai, a escola deixa cada vez mais de cumprir seu papel, e o ensino a distância se mostra cada vez menos inclusivo. "Desde o começo do isolamento social e com o ensino remoto, a experiência do ensino à distância não conseguiu alcançar os resultados esperados e percebe-se um esvaziamento no processo. Seja pela falta de estrutura, pela falta de planejamento e de investimentos adequados em inovação tecnológica ou pelo excesso de atividades e conteúdos propostos. Os alunos têm demonstrando há um bom tempo desânimo, desinteresse, reduzindo drasticamente a participação nas plataformas do ensino remoto”, afirma. Trigueiro: ‘Brasil é hoje um gigantesco laboratório de educação a distância’ * Elida Oliveira, Megui Donadoni, Bárbara Muniz Vieira, Beatriz Borges (G1 São Paulo), Larissa Caetano (G1 Rio), Valéria Martins (G1 Santa Catarina), Rafael Cardoso (G1 Maranhão), Vitor Santana (G1 Goiás) e G1 AC, AL, AP, AM, BA, CE, DF, ES, GO, MA, MT, MS, MG, PA, PB, PR, PE, PI, RJ, RN, RS, RO, RR, SC, SP, SE e TO.
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05/07 - Renato Feder diz ter rejeitado convite para ser ministro da Educação
Secretário de Educação do Paraná afirmou ter sido convidado por Bolsonaro para cargo, mas que seguirá com função no governo estadual. Indicação foi criticada por apoiadores do presidente. Feder recusa convite para assumir Ministério da Educação O secretário de Educação do Paraná, Renato Feder, publicou mensagem neste domingo (5) na qual afirma ter recusado convite do presidente Jair Bolsonaro para ser o novo ministro da Educação. Neste sábado (4), a colunista do G1 e da GloboNews Ana Flor informou que Bolsonaro havia segurado a indicação de Feder após repercussão negativa que o nome teve entre apoiadores de grupos ideológicos e evangélicos. "Recebi na noite da última quinta-feira uma ligação do presidente Jair Bolsonaro me convidando para ser ministro da Educação. Fiquei muito honrado com o convite, que coroa o bom trabalho feito por 90 mil profissionais da Educação do Paraná. Agradeço ao presidente Jair Bolsonaro, por quem tenho grande apreço, mas declino do convite recebido. Sigo com o projeto no Paraná, desejo sorte ao presidente e uma boa gestão no Ministério da Educação", escreveu Feder em uma rede social. Initial plugin text Neste domingo, segundo a colunista Ana Flor, o presidente Jair Bolsonaro, diante das críticas ao nome de Feder, decidiu procurar outra pessoa para o Ministério da Educação, uma das principais pastas do governo. Procurada pela TV Globo, a assessoria do Palácio do Planalto disse que não vai comentar as declarações de Renato Feder. Atual secretário de Educação do Paraná, Renato Feder era um dos cotados para o MEC quando o ex-ministro Abraham Weintraub deixou o governo, no fim de junho. Mas Bolsonaro acabou escolhendo o professor Carlos Alberto Decotelli, que saiu do governo antes mesmo de tomar posse, em razão da descoberta de informações falsas em seu currículo. Feder é formado em administração, tem mestrado em economia e já dirigiu escolas. Contando com Decotelli, Feder seria o quarto ministro da Educação no governo Bolsonaro. De acordo com a colunista do G1 e da GloboNews Andreia Sadi, assessores de Bolsonaro avaliavam que a nomeação de Feder poderia agradar o Centrão. Isso porque, o governador do Paraná, Ratinho Jr., um dos principais aliados de Feder, é do PSD. A sigla faz parte do grupo de partidos que se aproximou do presidente nos últimos meses. O PSD é comandado pelo ex-prefeito de São Paulo Gilberto Kassab e integrou os governos Dilma Rousseff (2011-2016), Michel Temer (2016-2018) e, agora, também apoia o governo Bolsonaro. Resistência Segundo a colunista Ana Flor, as resistências a Feder vêm do fato de ele ter trabalhado no governo tucano de São Paulo, mesmo que por pouco tempo, e por ter doado recursos para a campanha à prefeitura de São Paulo de João Doria, atual governador do Estado. Além disso, Feder é considerado pouco alinhado a grupos evangélicos. O secretário de Educação do Paraná ainda desagrada à ala ideológica do governo, que se reúne em torno das ideias de Olavo de Carvalho. O escritor apadrinhou tanto a escolha de Ricardo Vélez Rodríguez quanto a de Abraham Weintraub, ex-ministros da Educação.
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05/07 - Coronavírus: escolas infantis de Campinas têm 1,1 mil contratos cancelados e demitem ao menos 129 profissionais, diz estudo
Instituições atendem bebês e crianças de 0 a 5 anos e reivindicam junto às autoridades a inclusão como serviço essencial. Pesquisa aponta que maioria enfrenta risco de encerrar atividades até setembro, mês definido por SP para reabertura. Sala vazia de berçário de escola infantil particular de Campinas durante a pandemia do novo coronavírus. Rose Campos/Arquivo pessoal Escolas particulares de ensino infantil de Campinas (SP) lutam para não fechar as portas durante a pandemia do novo coronavírus. As instituições atendem crianças de 0 a 5 anos e já registraram pelo menos 1.124 contratos cancelados de alunos e 129 demissões de profissionais desde o início da quarentena, em 23 de março. Os dados foram obtidos com exclusividade pelo G1. A cidade possui 79 instituições de ensino desse porte autorizadas pela prefeitura a funcionar - todas recebem o selo "Escola bem legal" do município. Um grupo formado por diretores reúne 70 destas escolas, e entregou nesta semana à prefeitura o protocolo sobre a reabertura responsável das unidades de ensino. O grupo também realizou uma pesquisa diante da crise enfrentada pelo setor. [Veja detalhes abaixo] Setembro foi o mês definido pelo Governo do Estado de São Paulo para o início da retomada das aulas nas escolas de todos os níveis, particulares e públicas, isso se todo o estado estiver há ao menos 28 dias seguidos na fase 3 - amarela de flexibilização da economia. A regra depende da taxa de ocupação de leitos de terapia intensiva (UTI), que deve ficar entre 60% e 70%. Na contramão desta expectativa, a região de Campinas foi classificada na fase vermelha nesta sexta (3) por ter o índice superior a 80%. No entanto, o estudo feito pelo grupo de escolas aponta que a maioria enfrenta o risco de encerrar as atividades até setembro. Para Rose Campos, diretora da Escola Infantil Elefantinho Azul, que existe na cidade há 31 anos, o setor deveria ser incluído na lista de serviços essenciais. "Você continuaria pagando uma mensalidade de R$ 1 mil, R$ 800, R$ 2 mil para uma criança de 1 ano? A pessoa que contrata de 0 a 3 anos, ela contrata porque ela precisa. Ela precisa de um lugar seguro, de pessoas com as quais ela estabeleça um vínculo de confiança, para deixar um bebê de 5 meses, 6 meses, às vezes 4 meses." "A gente está falando de atender um público que vai ser atendido em outro lugar. Que essa mãe não tem condições de ficar em casa e simplesmente abrir mão desse emprego. Ela já contratou uma escola particular, um berçário, uma escola de educação infantil, porque ela precisa desse serviço. E nós deveríamos, sim, ser considerados como essenciais". "E dê a liberdade ao pai que deseja escolher o retorno. A gente não está dizendo que vai obrigar que todas as crianças voltem e que não vai continuar com o ensino não presencial. A gente está dizendo que nossos clientes estão indo embora, e que ninguém está entendendo a gravidade de uma faixa etária tão específica", completa a diretora. Assim como as escolas da rede pública, as infantis particulares respondem à Prefeitura de Campinas. Crianças a partir de 6 anos são matriculadas em instituições de ensino fundamental, cuja responsabilidade é do estado, seja no caso das privadas ou públicas. Setor em risco Das 70 escolas que integram o grupo, 59 responderam a questões sobre risco de fechamento, demissão de funcionários e cancelamentos de contratos de estudantes. Segundo Rose Campos, nenhuma das instituições que integram o grupo encerrou as atividades. 76% das escolas que responderam a pesquisa tiveram mais de 20% dos contratos cancelados. Algumas tiveram mais de 50% dos contratos desfeitos. Há escolas que chegaram a mandar mais de 40% do efetivo embora. A maioria (71%) demitiu até 10% dos profissionais. Em relação aos números absolutos dos reflexos da pandemia, 53 das 70 escolas responderam: 1.124 contratos foram cancelados entre 23 de março e 1 de julho. 129 demissões no mesmo período. Taxa média atual de inadimplência de 20,38%. No caso da escola da diretora Rose, eram 91 alunos em março e o número de matrículas caiu para 74 em julho. "20% de cancelamentos e, em média, 35% de desconto. Só não perdemos mais porque reduzimos demais as mensalidades, pois pais tiveram redução de renda. E em outros casos, berçário por exemplo, os descontos são ainda maiores para que não haja o cancelamento", conta a professora, que afirma manter abatimentos de até 80% da mensalidade para conseguir pagar as contas da escola. Rose tenta um empréstimo bancário e o crédito emergencial no pelo Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe). Ela avalia que é a única maneira de seguir em frente. "A gente já segue protocolos rígidos, a gente já tem atenção, isso é o universo da escola infantil, principalmente na faixa etária de 0 a 3 anos, que depende do nosso olhar até para perceber se um bebê está com febre. [...] Se eu não tiver um empréstimo... Não sei o que farei nos próximos meses", completa. Sala de aula com cadeiras suspensas em escola infantil particular de Campinas, fechada na quarentena contra o avanço da Covid-19 Rose Campos/Arquivo pessoal Plano de ação aprovado pela prefeitura A Secretaria de Educação de Campinas confirmou o recebimento do protocolo desenvolvido pelas escolas de educação infantil. Informou que se trata de um plano de ação e que ele está aprovado, mas depende ainda do cumprimento do cronograma definido pelo Plano SP. "Este documento já foi analisado pelas secretarias de Saúde e Educação e está aprovado, no entanto, as escolas só podem voltar mediante decreto do governador, que está previsto para setembro", diz o texto da Pasta. O protocolo destaca, além das necessidades das escolas e dos pais dos alunos, a manutenção de cerca de 1 mil vagas de emprego dos profissionais ligados ao setor, direta ou indiretamente. E também sugere, por exemplo, as seguintes medidas: Atendimento escolar com, inicialmente, até 50% dos alunos matriculados, garantindo assim o distanciamento social. Prioritariamente o atendimento será feito para famílias que tenham ambos os responsáveis estejam trabalhando. Realização de triagem de pais em relação ao histórico de Covid e exigência de exames médicos da criança. A entrada na escola só será permitida após aferir a temperatura dos funcionários e alunos. Monitoramento dos sintomas do coronavírus. A higienização das mãos será feita com água e sabonete líquido antibacteriano ou, na impossibilidade, será usado álcool gel 70%. As mãos serão higienizadas na entrada na escola, a cada troca de atividades, a cada troca de ambiente, antes e após as refeições, após uso do banheiro, antes e depois de cada troca de fraldas, ao tocar no nariz ou boca. Obrigatório uso de avental e luvas descartáveis a cada troca de fralda. Proibido uso de uniforme fora do ambiente escolar, deve ser feita a troca de roupa nas dependências da escola, em local determinado e higienizado, a fim de não trazer nenhum tipo de contaminação do meio externo para o interno. Obrigatório uso de máscara descartável em todo ambiente escolar. Limpar e desinfetar frequentemente os objetos comuns e superfícies com o auxílio do álcool 70% ou solução de água com água sanitária. Será desenvolvido programa de treinamento para crianças enfocando o acolhimento aos sentimentos e informações sobre a nova realidade por todos vivida, enfocando o distanciamento social. Formas erradas e corretas de usar máscara de proteção contra o coronavírus Arte/G1 Initial plugin text Veja mais notícias da região no G1 Campinas
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04/07 - Decotelli atualiza o currículo e diz que foi ministro da Educação entre os dias 25 e 30 de junho
Ele foi nomeado, mas não chegou a tomar posse. Decotelli deixou o cargo após terem sido reveladas inconsistências nas informações apresentadas em seu currículo. O professor Carlos Alberto Decotelli atualizou seu currículo na plataforma do Centro Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnologia (CNPq) e incluiu a informação de que foi ministro da Educação entre os dias 25 e 30 de junho do ano de 2020. Ele chegou a ser escolhido pelo presidente Jair Bolsonaro para o cargo de ministro, e a nomeação saiu no "Diário Oficial da União". Mas, em razão de inconsistências que foram encontradas em seu currículo, Decotelli nem tomou posse, e o ato de nomeação foi cancelado. Ele dizia no currículo, por exemplo, que havia obtido título de doutorado em uma universidade na Argentina e de pós-doutorado em uma universidade da Alemanha. As duas instituições negaram as informações. Carlos Alberto Decotelli e o presidente Jair Bolsonaro, em imagem do dia 25 de junho, quando ele foi anunciado como ministro da Educação Reprodução/Jornal Nacional Além disso, Decotelli tem ao menos outras três polêmicas sobre sua formação acadêmica: descrição de vínculo como professor da FGV no currículo, quando na verdade ele é colaborador denúncia de plágio na dissertação de mestrado da Fundação Getúlio Vargas (FGV) apoio de empresa que, segundo uma professora da Alemanha, não foi obtido O artigo 7° da lei 8112, que dispõe sobre as regras do serviço público, diz que a investidura de um servidor em um cargo só ocorre após a posse. Bolsonaro ainda não definiu quem será o ministro da Educação. A pasta está sem comando desde a saída de Abraham Weintraub, no fim de junho. 'Diário Oficial' publica ato que anula nomeação de Decotelli para ministro da Educação
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03/07 - Cotado para ministro da Educação já propôs privatizar todas as escolas e universidades
Atual secretário de Educação do Paraná e executivo com carreira em tecnologia, Renato Feder é coautor do livro 'Carregando o Elefante', publicado em 2007; além das privatizações, obra defende legalização das drogas e redução das Forças Armadas. Livro de coautoria de Feder defende legalização das drogas e redução das Forças Armadas. Governo do Estado do Paraná Principal nome cotado atualmente pelo presidente Jair Bolsonaro para ser o novo ministro da Educação, o empresário Renato Feder, paulista de Mogi das Cruzes, ocupa desde janeiro de 2019 o cargo de secretário de Educação do Paraná, a convite do governador Ratinho Junior (PSD). Mestre em Economia pela Universidade de São Paulo (USP) e graduado em Administração pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), segundo currículo informado no site do governo do Paraná, Feder fez carreira no setor de tecnologia. Destacou-se como executivo depois de assumir, nos anos 2000, a sociedade na Multilaser, à época uma pequena empresa de reciclagem de cartuchos para impressoras herdada pelo amigo de infância de Feder, Alexandre Ostrowiecki. Sob o comando dos dois, de acordo com reportagem publicada em março de 2018 pela revista IstoÉ Dinheiro, a companhia tornou-se uma bilionária da tecnologia, com faturamento superior a R$ 2 bilhões e escritório na Brigadeiro Faria Lima. Antes, Feder havia passado pela construtora Promon e pela consultoria de crédito Serasa. Foi também em parceria autoral com Ostrowiecki que Feder publicou, em 2007, o livro Carregando o Elefante - Como Livrar-se do Peso que Impede os Brasileiros de Decolar, em que os dois autores defendem um plano detalhado de "desconstrução do Estado", que definem como um processo profundo de eliminação do Estado "em todas as atividades que hoje ele faz mas que poderiam ser repassadas à iniciativa privada, como a educação", mantendo o princípio de governo pequeno. O livro defende que a iniciativa privada é "intrinsecamente mais eficiente na gestão de qualquer coisa". Ao assumir o cargo no Paraná, Feder trouxe consigo para o primeiro escalão da Secretaria nomes que vieram da iniciativa privada, especialmente da área de tecnologia, voltados a acelerar a transformação digital na educação pública, de acordo com o site da Secretaria do Estado. O governo do Paraná também informa que ele foi professor da Educação de Jovens e Adultos, lecionou matemática por dez anos, além de ter sido diretor de escola por oito anos. Também foi assessor voluntário da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo. "Assim como é melhor que uma empresa privada frite hambúrgueres do que o governo, o mesmo ocorre no caso de uma escola", afirma o livro de Feder e Ostrowieck. No caso da proteção às pessoas contra a miséria absoluta, por exemplo, o livro defende que o ideal é passar o máximo dessa tarefa para organizações não governamentais e "deixar para o governo apenas casos emergenciais". Na saúde, o livro também defende privatizar todos hospitais e postos de saúde, cabendo à assistência social pagar planos de famílias que comprovarem incapacidade de fazê-lo. Para a Previdência, a proposta é "abolir completamente a previdência, tanto do setor público quanto do setor privado. Cada pessoa decide se quer ou não realizar plano privado de previdência social". Cita como exemplo positivo o Chile, apontado como "nação com uma série de características semelhantes com as do Brasil e que está rapidamente se livrando do status de país pobre". Educação privada e mais ricos nas melhores escolas No capítulo do livro sobre Educação, Feder cita problemas atuais, como o mau desempenho dos alunos brasileiros em português e matemática e a ineficiência dos gastos, e questiona: "É o Estado a entidade certa para operar dezenas de milhares de escolas? Será que o controle público é a melhor forma de gerir um colégio, escolher material didático, pagar professores e cuidar da manutenção? No caso da maioria das nações do planeta, a resposta ainda é sim, apesar de que esse quadro pode estar mudando". "Em quase todos os países", prossegue o texto, "o governo opera um sistema público e gratuito de educação. No entanto, uma série de casos de sucesso inquestionável está mudando a visão dos especialistas a respeito da melhor estrutura educacional e apontando as vantagens dos sistemas de vouchers", afirma, referindo-se ao sistema em que "o Estado paga, os pais escolhem, as escolas competem, o nível de ensino sobe e todos saem ganhando". O texto, no entanto, pondera que os vouchers são controversos e malvistos pelo "establishment do ensino", porque, de modo geral, "contorna o poder dos sindicatos dos professores". Entre as propostas para a educação apresentadas no livro estão "privatizar todas as escolas e universidades públicas, implantando o sistema de vouchers. Para cada aluno matriculado o governo paga uma bolsa diretamente à escola. Cada escola pode optar se receberá apenas a verba do governo ou se cobrará uma taxa extra", resume. "À primeira vista, a questão do preço pode parecer um pouco cruel, uma vez que, na prática, deixará as famílias mais carentes de fora das melhores escolas. No entanto, não podemos nos esquecer que isso já ocorre hoje em dia, com o agravante de que as escolas de base hoje são de péssima qualidade". O foco da proposta, defende, é permitir que "todos tenham acesso a escolas de nível pelo menos aceitável". A proposta dos vouchers também tem a simpatia do ministro da Economia, Paulo Guedes. No Chile, onde o programa de vouchers foi implementado nacionalmente durante os anos 80, a principal crítica é de que o modelo aumentou a desigualdade. No modelo de governo mínimo previsto no livro, o papel do Ministério da Educação, pasta que agora Feder poderá passar a comandar, seria chefiar o programa nacional de vouchers e o sistema de testes e ranqueamento das escolas e universidades. É responsável por garantir que toda família tenha um voucher adequado e que as crianças estejam na escola. Cuida também de tornar pública e transparente a qualidade dos cursos no Brasil. O livro também defende bandeiras que conflitam com a agenda do presidente Jair Bolsonaro, como a legalização das drogas ("legalizar todas as drogas hoje proibidas, desde que consumidas em locais pré-determinados e que seja proibido fazer propaganda") e reduzir fortemente as Forças Armadas. Apoio a Doria barrou nomeação mais cedo Em publicação no dia 25 de junho, o Blog do Camarotti, do portal G1, afirmou que a indicação do secretário estadual da Educação no Paraná para o Ministério da Educação não foi adiante mais cedo em razão da relação próxima que ele teve com o governador de São Paulo, João Doria (PSDB). Por isso, Bolsonaro acabou anunciando Carlos Alberto Decotelli como novo ministro da Educação, decisão que teve o aval da ala militar do governo. Ele pediu demissão após revelações de que havia incluído uma série de informações falsas no currículo. Com a queda de Decotelli, o nome de Feder voltou a ganhar força.
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03/07 - Avó e neto, moradores da favela do Morro do Papagaio, passam a quarentena estudando juntos
Maria, de 59 anos, está na 3ª série do ensino fundamental. Brian, de 10 anos, está duas séries à frente da avó. Header - A Vida Na Pandemia G1 Maria Lopes Teixeira e o neto Brian Gláucia Carvalhaes/Arquivo pessoal Duas vezes por semana, Maria Lopes Teixeira pega os cadernos, dá a mão ao neto Brian, sai de casa no Morro do Papagaio, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte, e espera pela carona para estudar. Com máscaras, álcool em gel e distanciamento, os dois fazem as tarefas escolares com a ajuda de uma vizinha de bairro. “Foi uma benção porque a gente não tinha ninguém para nos orientar. Eu estou indo para a quarta série do ensino fundamental. O Brian está no quinto ano. A gente até tentou fazer os exercícios sozinhos, mas erramos tudo (risos)”, contou Maria. A ajuda veio da jornalista Gláucia Carvalhaes, que mora no bairro São Bento. Ela os conheceu por meio do líder comunitário do Morro do Papagaio, Júlio Fessô, e agora os orienta a fazer as tarefas. “É muito bom ajudar, principalmente pela vontade de aprender dos dois”, disse ela. Avó e neto, moradores da favela do Morro do Papagaio, passam a quarentena estudando juntos 'Eu era uma escrava, né?' As aulas do projeto Educação de Jovens e Adultos (EJA), frequentadas por Maria, e da Escola Municipal Benjamim Jacob, onde Brian estuda, foram suspensas por causa da pandemia do novo coronavírus. “Eu estava tão animada para voltar a estudar, sabe? Comecei no EJA em 2018. Neste ano, as aulas começaram em março, mas rapidinho acabaram por causa da Covid-19”, disse Maria. Maria começou a estudar em 2018 no Ensino de Jovens e Adultos Gláucia Carvalhaes/Arquivo pessoal Este é só mais um desafio que a empregada doméstica enfrenta para poder estudar. Quando criança, era obrigada a trabalhar na casa da família onde foi criada, em Berilo, no Vale do Jequitinhonha. Ela foi abandonada lá pelo pai aos 6 anos de idade. Maria nunca conheceu sua mãe. Nem sabe se tem parentes vivos. “Eu era uma escrava, né? Eu via os meninos da casa indo para escola e pedia para ir também. Diziam que eu tinha que trabalhar, lavar roupa, cozinhar”, contou. Ao se tornar adulta, veio para Belo Horizonte na tentativa de melhorar de vida. Teve três filhos. Um deles, o pai de Brian, morreu. “Brian e eu temos uma ligação muito forte. Um dia, a mãe dele trouxe ele para me visitar e o menino não quis mais ir embora. Somos só nós dois”, disse Maria. Maria e o neto vivem no Morro do Papagaio, em Belo Horizonte Júlio Fessô/Arquivo pessoal Avó e neto estudam juntos. Os dois também passam o tempo dividindo as delícias que Maria prepara. “A gente continua em casa, de quarentena, comendo e engordando (risos)”, contou a avó. Morro do Papagaio Onde fica o Morro do Papagaio, em Belo Horizonte Juliane Souza/G1 A favela do Morro do Papagaio é uma das maiores de Belo Horizonte. Com 17 mil moradores, ela faz parte de um complexo de comunidades chamado Aglomerado Santa Lúcia, na Região Centro Sul da capital. O Papagaio fica espremido entre os bairros nobres do Sion e São Bento. A favela ganhou este nome por causa da grande quantidade de papagaios e maritacas que viviam em uma fazenda na região. A propriedade acabou dando espaço para a ocupação. População: Cerca de 17 mil moradores Localização: Região Centro-Sul de Belo Horizonte Origem: O Morro do Papagaio surgiu há 90 anos, segundo moradores. Mas de acordo com a prefeitura, a ocupação se intensificou nos anos 50.
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02/07 - Japão forma o primeiro mestre em estudos ninjas
Homem de 45 anos concluiu curso de mestrado em universidade japonesa. Professor que chefia o programa de estudos ninjas elogia o aluno, mas diz: 'O curso é para aprender sobre os ninjas, não para se tornar um'. Genichi Mitsuhashi durante treinamento ninja em Iga, no Japão, em foto de 21 de junho AFP PHOTO / COURTESY OF GENICHI MITSUHASHI Genichi Mitsuhashi, de 45 anos, é o primeiro mestre em estudos ninjas formado na Universidade Mie, no Japão. Segundo reportagem da agência France Presse, além da leitura de documentos históricos, ele se dedicou durante dois anos à parte prática — que vai muito além do uso de espadas. Durante o curso, o estudante cultivava vegetais e treinava técnicas de artes marciais, sem deixar de frequentar aulas teóricas e finalizar leitura de livros. Genichi Mitsuhashi durante treinamento ninja em Iga, Japão AFP PHOTO / COURTESY OF GENICHI MITSUHASHI" "Eu lia que ninjas trabalhavam como fazendeiros pela manhã e treinam artes marciais à tarde", conta Mitsuhachi. O agora mestre afirma que um ninja faz muito mais do que lutar discretamente a mando de chefes. Mitsuhachi diz que o mestrado lhe ensinou a ter "grandes habilidades de sobrevivência". Agora, ele mantém em uma pousada e dá aulas de artes ninjas em um dojo. Três alunos por ano Genichi Mitsuhashi (o segundo à direita), participa de treinamento ninja com colegas em Iga, no Japão AFP PHOTO / COURTESY OF GENICHI MITSUHASHI Segundo o professor de história do Japão responsável pelo centro de estudos ninjas da universidade, Yuji Yamada, três estudantes se matriculam a cada ano no curso. O docente elogia o novo mestre: "Não esperava que ele fosse se dedicar a esse ponto, em viver como um ninja de verdade", disse. Porém, o professor adverte a quem quer entrar na universidade apenas para aprender técnicas de luta ninja. "Recebemos muitos pedidos de outros países, mas eu preciso dizer uma coisa: é um curso para aprender sobre ninjas, não para se tornar um."
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02/07 - Crise do coronavírus deixará 'impacto em todas as áreas da educação', diz pesquisador do Inep
Órgão divulgou novo relatório do PNE. Mesmo sem refletir primeiro ano do governo Bolsonaro, apenas uma das 20 metas foi alcançada em seis anos do Plano. Escola de Curitiba em março, pouco antes do governo suspender as aulas como medida de contenção da transmissão do novo coronavirus. THEO MARQUES/FRAMEPHOTO/FRAMEPHOTO/ESTADÃO CONTEÚDO O pesquisador Gustavo Henrique Moraes, coordenador-Geral de Instrumentos e Medidas Educacionais do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), avalia que a crise gerada pelo coronavírus deverá afetar todas as áreas da educação nacional. "Com certeza haverá impacto [da crise do coronavírus] em todas as áreas da educação nacional", afirmou o pesquisador do Inep. A avaliação foi feita durante a divulgação do relatório do 3º Ciclo de Monitoramento das Metas do Plano Nacional de Educação. O texto aponta que, mesmo antes da crise, o desempenho do Brasil teve retrocessos e metas descumpridas. No entanto, o pesquisador disse que ainda é cedo para prever qual será o real impacto da pandemia na área. "A gente não tem uma previsão de como será o impacto." MEC estende autorização de aulas a distância até o fim de 2020 em universidades federais e libera estágios práticos Além do Sisu, MEC também muda datas do Prouni e Fies do segundo semestre de 2020 Enade 2020: Inep adia avaliação de cursos do ensino superior para 2021 Durante a coletiva, Alexandre Lopes, presidente do Inep, também afirmou que já é possível perceber reflexos da crise econômica no Ministério da Educação. “O MEC se enfraquece um pouco diante da questão fiscal que o Brasil vive”, disse Lopes, sem citar exemplos das áreas que estariam mais enfraquecidas. Ele também não quis comentar o situação do Ministério, que segue sem a nomeação de um novo ministro. Metas do PNE pouco avançaram Mesmo sem refletir o primeiro ano do governo de Jair Bolsonaro e a crise da pandemia, o relatório do 3º Ciclo de Monitoramento das Metas do PNE mostrou que das 20 metas previstas para serem atingidas entre 2014 e 2024, o Brasil cumpriu somente uma, refente à formação de professores do ensino superior. "A proficiência [aprendizado] na educação é um dos principais problemas que precisamos encarar na educação brasileira", destacou o pesquisador Moraes. O pior resultado, segundo o coordenador do relatório, foi em relação à meta que estipula que pelo menos 25% das matrículas na Educação de Jovens e Adultos (EJA) seja integrada à educação profissional. "Aqui está nosso pior indicador: apenas 1,6% de matrículas de jovens adultos estão integradas à educação profissional”, afirmou Moraes. Entre os destaques apresentados durante a coletiva desta quinta-feira, estão: 31 de 37 indicadores usados no plano tiveram nível de execução inferior a 60% Mais de 21% dos indicadores retrocederam Nos últimos anos, Brasil retrocedeu principalmente nos números do ensino integral e nos gastos com educação A única meta integralmente atingida é a que se refere à formação de professores do ensino superior, meta que, na verdade, já havia sido cumprida em 2018. O presidente do Inep afirmou que, sozinho, o MEC não conseguirá executar todas as 20 metas do PNE até 2024. "As metas [do PNE] não são metas que somente o MEC sozinho poderia fazer. As metas envolvem estados, municípios, universidades, institutos federais, são muitos atores envolvidos", afirmou Lopes. Veja também MEC publica novas diretrizes para ajudar estados e municípios a repor as aulas suspensas
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02/07 - VÍDEOS: Aplicativo G1 Enem
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02/07 - Relatório do Inep aponta retrocessos e descumprimento de metas do Plano Nacional de Educação
Gastos com educação caíram e órgão reconhece que resultados estão abaixo do esperado. Somente meta de formação de professores do ensino superior foi totalmente cumprida. Relatório 2020 do PNE Reprodução O relatório deste ano do Plano Nacional de Educação (PNE) divulgado nesta quinta-feira (2) reconhece que o Brasil cumpriu somente uma das 20 metas previstas em lei para serem atingidas entre 2014 e 2024. As demais estão longe de serem alcançadas ou foram cumpridas apenas parcialmente (veja o detalhe de cada uma das 20 metas abaixo). SEM MINISTRO: 'Diário Oficial' publica ato que anula nomeação de Decotelli Divulgado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), do Ministério da Educação, o documento revela que há áreas em que o Brasil retrocedeu nos últimos anos, principalmente nos números do ensino integral e nos gastos com educação. Em outros setores, a melhora ocorre timidamente ou há estagnação. A única meta integralmente atingida no PNE é a que se refere à formação de professores do ensino superior, meta que, na verdade, já havia sido cumprida em 2018. Ainda segundo o relatório, 31 de 37 indicadores usados no plano tiveram nível de execução inferior a 60% — grau esperado para esta etapa de vigência do PNE. "É preciso reconhecer que os resultados experimentados estão bastante aquém daqueles que desejamos para a educação nacional", diz o relatório. Sala de aula de escola em Goiás Reprodução/TV Anhanguera O instituto também admite que a crise gerada pelo novo coronavírus poderá afetar os próximos números do plano. "Em que a pandemia influenciará o próximo período é uma incógnita", diz o relatório do PNE. "Toda transição também envolve grandes desafios em sua análise, pois o cenário anterior não desapareceu completamente, nem o novo está suficientemente amadurecido para se revelar. Não é resposta simples de se obter, para onde estamos indo." PANDEMIA: MEC divulga diretrizes para volta às aulas presenciais Veja abaixo a situação de cada uma das 20 metas do PNE Sala de aula de escola no DF Gabriel Jabur/Agência Brasília META 1: Educação infantil O que determina a meta: Ter 100% das crianças de 4 e 5 anos matriculadas na pré-escola até 2016 e 50% das crianças com até 3 anos matriculadas em creches até 2024. Situação: meta NÃO alcançada O total de crianças entre 4 e 5 anos na pré-escola só chegou a 94% em 2018, e ainda falta incluir cerca de 330 mil crianças dessa faixa para a universalização — que deveria ter sido atingida em 2016. Além disso, a análise do PNE aponta que o Brasil não conseguirá chegar sequer a 45% de crianças de 0 a 3 anos matriculadas em creches em 2024. Em 2018, ano dos dados mais recentes, a cobertura era de apenas 36%. META 2: Ensino fundamental O que determina a meta: Fazer com que todas as crianças de 6 a 14 anos estejam matriculadas no ensino fundamental até 2024. Além disso, garantir que, no mesmo prazo, pelo menos 95% delas concluam o fundamental até os 16 anos. Situação: meta PARCIALMENTE alcançada O relatório do PNE considera que a universalização do ensino fundamental de 9 anos foi atingida, com 98% dos jovens nessa faixa etária incluídos na etapa e sem grandes discrepâncias regionais. Entretanto, somente 78% dos adolescentes concluíram o ensino fundamental aos 16 anos. Com isso, a tendência é essa meta não ser alcançada até 2024, quando termina a vigência do plano. META 3: Ensino médio O que determina a meta: Alcançar 100% do atendimento escolar para adolescentes entre 15 e 17 anos até 2016 e elevar, até 2024, a taxa líquida de matrículas dessa faixa etária no ensino médio para 85%. Situação: meta NÃO alcançada Segundo relatório, ainda havia 680 mil jovens de 15 a 17 anos fora da escola em 2019 — déficit que deveria ter sido sanado três anos antes. Além disso, a taxa líquida de matrículas dessa faixa etária no ensino médio ficou em 73% no ano passado, longe da meta estipulada. META 4: Educação especial O que determina a meta: Garantir que todas as crianças e adolescentes de 4 a 17 anos com necessidades especiais tenham acesso à educação básica com atendimento educacional especializado, preferencialmente na rede regular de ensino. Situação: meta PARCIALMENTE alcançada Entre os jovens que necessitam de atenção especializada matriculados em escolas, 93% estão em classes comuns da educação básica — o que, diz o relatório, atende a uma das diretrizes da política de inclusão. Porém, faltam dados sobre quantas crianças e adolescentes nestas condições frequentam a escola, ou seja, não há números sobre essa população fora das salas de aula. Além disso, embora a quase a totalidade dos matriculados esteja cursando a educação máxima, apenas 48% dos alunos que precisam de atenção especializada recebiam atendimento de acordo com a necessidade, o que representa estagnação desde 2013. Meta 5: Alfabetização O que determina a meta: Alfabetizar todas as crianças, no máximo, até o fim do 3º ano do ensino fundamental. Situação: meta NÃO alcançada O próprio relatório reconhece o "baixo nível de aprendizado dos alunos" e cita a alfabetização como área problemática: mais de 20% dos alunos do 3º ano do ensino fundamental estão no nível mais baixo da escala de aprendizagem da Avaliação Nacional de Alfabetização (ANA), feita em 2016. Além disso, o documento aponta desigualdades relacionadas à alfabetização de alunos nessa faixa de acordo com as regiões, os estados, as redes de ensino e a localizações das escolas. MEC prioriza método fônico e alfabetização aos 6 anos, mas aceita que ciclo só termine aos 8 META 6: Educação em tempo integral O que determina a meta: Oferecer educação em tempo integral em, no mínimo, 50% das escolas públicas e atender, pelo menos, 25% dos alunos da educação básica até 2024. Situação: meta AINDA NÃO alcançada Na contramão do plano, o relatório registra declínio no número de matriculados em período integral entre 2014 e 2019: no último ano do levantamento, apenas 15% das matrículas. Além disso, a educação integral chega a somente 24% das escolas públicas brasileiras. "Reverter essa tendência é urgente e necessário para que o Brasil venha a se posicionar ao lado das nações mais desenvolvidas, em que a oferta educacional já conta, há muitos anos, com uma jornada escolar em tempo integral", diz o relatório. META 7: Aprendizado na idade certa O que determina a meta: Melhorar a qualidade da educação e aumentar o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) em três etapas até 2021: 6,0 nos anos iniciais do fundamental; 5,5 nos anos finais do fundamental e 5,2 no ensino médio. Situação: meta PARCIALMENTE alcançada Embora o Ideb dos anos iniciais do ensino fundamental tenha acompanhado a trajetória de evolução acima da meta, houve estagnação nos números do ensino médio e apenas uma ligeira melhora nos anos finais do fundamental. Quanto mais cedo, melhor? O debate sobre a idade certa, os métodos e a avaliação na alfabetização de crianças META 8: Escolaridade da população adulta O que determina a meta: Aumentar a escolaridade média da população de 18 a 29 anos, alcançando, até 2024, a média de 12 anos de estudo para as populações do campo e dos 25% mais pobres; além disso, igualar a escolaridade média entre negros e não-negros. Situação: meta AINDA NÃO alcançada Apesar de a região Sudeste ter alcançado a média de 12 anos de estudo, a média do Brasil continua abaixo desse número: em 2019, a escolaridade média nacional estava em 11,6 anos. Além disso, a igualdade na escolaridade média entre negros e não negros apresenta diferença de 10 pontos percentuais. Segundo o relatório, o ritmo dessa equiparação segue lento. META 9: Analfabetismo dos adultos O que determina a meta: Reduzir para 6,5% a taxa de analfabetismo da população maior de 15 anos até 2015 e erradicá-la em até dez anos, além de reduzir a taxa de analfabetismo funcional pela metade no mesmo período. Situação: meta NÃO alcançada Segundo o estudo, a taxa de alfabetização finalmente chegou a 93,5%, mas somente em 2019, quatro anos depois da meta. Além disso, o Inep reconhece desigualdades regionais e sociais nesse indicador. Assim, o levantamento aponta que a erradicação do analfabetismo adulto até 2024 está a 6,6 pontos percentuais da meta. Em relação ao analfabetismo funcional, ainda faltam 5,5 pontos. META 10: EJA integrada à educação profissional O que determina a meta: Garantir que pelo menos 25% das matrículas da Educação de Jovens e Adultos (EJA) seja integrada à educação profissional. Situação: meta NÃO alcançada O percentual de alunos da EJA integradas à educação profissional ficou em somente 1,6% em 2019. O próprio Inep reconhece que o plano foi frustrado. Educação de adultos: A trajetória da alfabetização até o ensino superior META 11: Educação profissional O que determina a meta: Triplicar as matrículas da Educação Profissional Técnica de nível médio (EPT), assegurando a qualidade da oferta e pelo menos 50% da expansão no segmento público. Situação: meta AINDA NÃO alcançada O Inep afirma que 1,9 milhões de matrículas na EPT foram feitas em 2019, número ainda aquém das 4,8 milhões de vagas estabelecidas como meta. A expansão ainda ocorre de maneira muito lenta e quase estagnada, segundo o relatório. META 12: Educação superior O que determina a meta: Elevar a taxa bruta de matrícula da educação superior para 50% da população entre 18 a 24 anos, assegurando a qualidade, e expandir as matrículas no setor público em pelo menos 40%. Situação: meta AINDA NÃO alcançada O relatório do Inep aponta melhora no acesso ao ensino superior, com 37,9% de taxa bruta de matrículas e 25,5% de taxa líquida de escolarização em 2019. No entanto, o documento informa que será necessário um crescimento mais acelerado nos próximos cinco anos para que se atinja a meta. Relatório da OCDE apresenta dados reveladores sobre a educação superior no Brasil META 13: Titulação de professores da educação superior O que determina a meta: Garantir que pelo menos 75% dos professores da educação superior sejam mestres e 35%, doutores. Situação: meta ATINGIDA De acordo com o levantamento, o percentual de mestres ou doutores entre professores de ensino superior chegou a 81,3% em 2018. Considerando apenas doutores, o percentual atingiu 44,1%. O Inep reconheceu, entretanto, desigualdades sobre esse dado, principalmente em relação à localização dos docentes e as características das instituições onde lecionam. META 14: Pós-graduação O que determina a meta: Ampliar as matrículas na pós-graduação stricto sensu para atingir a titulação anual de 60 mil mestres e 25 mil doutores. Situação: meta PARCIALMENTE alcançada O Brasil já superou a meta de títulos de mestrado, e já tinha 22,9 mil doutores em 2018. Porém, o próprio Inep reconhece a necessidade de ampliar a capacidade do sistema de pós-graduação do país, principalmente para atingir a demanda de títulos de doutorado do plano. 'Mexer com a pós-graduação é mexer com o sistema todo de pesquisa no país', diz ex-presidente da Capes META 15: Formação de professores O que determina a meta: Criar, até 2015, uma política nacional de formação de professores para assegurar que todos os docentes da educação básica possuam curso de licenciatura de nível superior na área em que atuam. Situação: meta NÃO atingida Pela primeira vez na série histórica apresentada pelo plano, o número de professores com nível superior ultrapassou a casa dos 50% em todas as etapas da educação básica. É pouco, no entanto, considerando que o Brasil pretendia assegurar o curso de licenciatura a todos os docentes. Cerca de 20% dos professores brasileiros não têm formação superior META 16: Pós-graduação de professores O que determina a meta: Formar, até 2024, 50% dos professores da educação básica em nível de pós-graduação, e garantir que 100% dos professores tenham curso de formação continuada. Situação: meta AINDA NÃO alcançada Segundo o relatório, 41% dos professores têm pós-graduação, mas somente 38% tiveram acesso à formação continuada — muito aquém da totalidade necessária para o total cumprimento da meta em 2024. META 17: Salário do professor O que determina a meta: Equiparar, até 2020, os salários dos professores das redes públicas de educação básica ao dos demais profissionais com escolaridade equivalente. Situação: meta NÃO alcançada A equiparação no ano passado estava em 78,1% do rendimento médio dos professores, ainda muito aquém do necessário para cumprimento da meta. Além disso, o relatório admite que a melhora no indicador nos últimos anos se deve parcialmente à perda do rendimento bruto médio mensal dos demais profissionais e à queda no poder de compra. META 18: Plano de carreira do professor O que determina a meta: Criar, até 2016, planos de carreira para os professores do ensino básico e superior das redes públicas, tomando como base o piso salarial nacional. Situação: meta NÃO alcançada Atualmente, 96% dos municípios têm plano de carreira institucionalizados, mas o cumprimento do piso salarial e do limite de carga horária para atividades de interação só chega a 74% dos municípios. Além disso, planos de carreira para profissionais da educação que não são professores só atingem 39% das prefeituras. META 19: Gestão democrática O que determina a meta: Dar condições para a efetivação da gestão democrática da educação, com critérios de mérito e desempenho e consulta pública à comunidade escolar, até 2016. Situação: meta NÃO alcançada Embora a meta não tenha sido atingida no prazo, o relatório aponta uma melhora na democratização das escolas: a existência de conselhos externos estão presentes em 84% dos municípios brasileiros. Porém, em apenas 7% das escolas públicas há escolha de gestores por meio de eleições e processo seletivo qualificado. META 20: Financiamento da educação O que determina a meta: Ampliar o investimento público em educação a até 7% do Produto Interno Bruto (PIB) no 5º ano de vigência da lei, e a 10% até 2024. Situação: meta NÃO alcançada De acordo com o relatório, os gastos com educação chegaram a, no máximo, 5,5% do PIB, com indicativo de pequena queda. Assim, como o próprio Inep reconhece, a meta muito dificilmente será atingida até 2024. Pesquisadores desenvolvem simulador que mostra os gastos da educação pública no país
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01/07 - UFJF coordena iniciativa para criação de vacina contra o coronavírus
Pesquisadores de diversas instituições do país também estudam os fatores ecológicos que possam minimizar a gravidade da doença no trato respiratório e investigam quais vírus estão em circulação em Juiz de Fora e na Zona da Mata; veja como funciona. Corrida para produzir vacina contra a Covid-19 envolve dezenas de projetos Dado Ruvic/Reuters A Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) está coordenando uma rede de pesquisadores para um estudo dos aspectos clínicos e microbiológicos do novo coronavírus. Atuando em três frentes científicas, um dos focos da iniciativa é a produção de uma vacina oral segura e viável para a prevenção da Covid-19. O grupo também estuda os fatores ecológicos que possam minimizar a gravidade da doença no trato respiratório de pacientes de grupos de risco e investigam quais vírus estão em circulação em Juiz de Fora e na Zona da Mata. Projeto De acordo com o coordenador do projeto e professor do Instituto de Ciências Biológicas da UFJF, Cláudio Galuppo Diniz, o estudo da vacina funciona da seguinte maneira. "Inicialmente, bactérias benéficas aos seres humanos serão modificadas em laboratório por meio de métodos de engenharia genética. Depois, pela via oral - ou seja, ao invés de aplicada por injeção, ela será ingerida - a vacina deverá apresentar ao corpo humano as estruturas do novo coronavírus. O sucesso será observado quando, após essa introdução, o corpo desenvolver imunidade à Covid-19", explicou. Conforme o professor, a abordagem metodológica é diferente de outras estratégias, como atenuação viral ou utilização de outros vírus recombinantes. Em relação à estimativa para a conclusão do produto, Diniz reforça que "mesmo que a gente chegue com atraso, é bom ter diferentes vacinas disponíveis, pois outras variáveis, como transferência de tecnologia, custo e produção em massa também são importantes. Acreditamos que nossa estratégia pode gerar um material desenvolvido em uma Universidade Pública e com tecnologia nacional, cuja produção em massa é economicamente viável. Há também a possibilidade de a plataforma tecnológica estabelecida poder ajudar na contenção de outras doenças". Rede de Pesquisa A rede de pesquisa surgiu no Centro de Estudos em Microbiologia (Cemic), localizado no Instituto de Ciências Biológicas, um dos espaços da instituição que está habilitado para realizar os testes para diagnóstico molecular da Covid-19. O estudo tem apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig) e da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico. A equipe também conta com parceiros da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Universidade de São Paulo (USP) e a Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat). Na UFJF, integram a equipe os professores Aripuanã Watanabe, Alessandra Machado, Vanessa Dias e Vânia Lúcia da Silva, todos vinculados ao Cemic. O G1 entrou em contato com os locais citados pela UFJF para saber se gostariam de comentar sobre o projeto e aguarda retorno. Initial plugin text
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01/07 - Consu aprova e UFJF tem atividades presenciais suspensas até dia 30 de agosto
Recomendação foi feita pelo Comitê de Monitoramento e Orientação de Condutas sobre a Covid-19 da instituição; medida vale nos campi de Juiz de Fora e de Governador Valadares. Calendário acadêmico de 2020 foi interrompido em março. Campus em Juiz de Fora da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) Carlos Mendonça/Prefeitura de Juiz de Fora O Conselho Superior da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) aprovou a nova prorrogação da suspensão das atividades acadêmicas e administrativas nos campi de Juiz de Fora e de Governador Valadares até o dia 30 de agosto. A Resolução n° 17/2020 foi publicada nesta quarta-feira (1°) e já está em vigor. Na segunda-feira (29), o G1 mostrou que o Comitê de Monitoramento e Orientação de Condutas sobre a Covid-19 da instituição havia recomendado a medida. Em abril, o G1 mostrou que a instituição havia informado sobre o adiamento dos trabalhos até o dia 30 do mesmo mês. Já em junho, houve uma nova recomendação, que determinava nova data para esta terça-feira (30). As atividades na UFJF foram suspensas no dia 17 de março. No dia 18 do mesmo mês, o Conselho Superior da instituição aumentou o prazo por mais 15 dias. A Universidade também suspendeu o calendário acadêmico de 2020 por tempo indeterminado após o avanço do novo coronavírus. Recomendação A recomendação foi feita na última sexta-feira (26) e o grupo considerou alguns critérios. Veja abaixo quais: O cenário internacional de expansão da Covid-19; A situação de emergência em Minas Gerais; Os boletins epidemiológicos das cidades de Juiz de Fora e de Governador Valadares; Notas técnicas elaboradas por grupos e núcleos de pesquisa da UFJF que apontam o distanciamento social como medida necessária para o enfrentamento da epidemia. O Comitê enfatizou na nota que o prazo ou a suspensão das atividades podem ser alterados a qualquer momento. Initial plugin text
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01/07 - UnB será um dos centros de testes de vacina contra coronavírus no Brasil
Instituição fechou parceria com o Instituto Butantan, que também realizará estudo em outros cinco estados. Medida foi anunciada pelo governador de São Paulo, João Dória. Laboratório da UnB IQ/Secom UnB A Universidade de Brasília (UnB) será um dos centros de testes de uma vacina contra o novo coronavírus produzida pela farmacêutica chinesa Sinovac Biotech. A instituição vai fazer parte de um estudo coordenado pelo Instituto Butantan e que também será realizado em outros cinco estados do país. A medida foi anunciada nesta quarta-feira (1º) pelo governador de São Paulo, João Dória (PSDB). Os testes realizados na UnB farão parte da terceira fase do estudo, com a aplicação da vacina em humanos. Reitora da UnB afirma que 'não há condições' de retomar aulas presenciais em 2020 UnB sobe duas posições e é eleita 10ª melhor universidade do país em ranking internacional De acordo com o governo de SP, ao todo serão utilizados nove mil voluntários em centros de pesquisas em São Paulo, Brasília, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Paraná. Ao G1, o professor Gustavo Romero, que vai coordenar o estudo no DF, disse que o início da pesquisa depende de um protocolo a ser publicado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). "Esperamos que seja rápido, porque todo mundo tem pressa. Há um interesse máximo de que isso seja resolvido o mais rápido possível." O governo de São Paulo afirma que a vacina desenvolvida pela empresa chinesa "é uma das mais promissoras do mundo, porque utiliza tecnologia já conhecida e amplamente aplicada em outras vacinas". João Doria GloboNews/Reprodução "Quero ressaltar que o acordo com a Sinovac prevê explicitamente a transferência de tecnologia para a produção em escala industrial da vacina contra o coronavírus em São Paulo pelo Butantan. E assegurar também que a vacina será distribuída gratuitamente pelo SUS em São Paulo e em todo o país. A capacidade de produção do Instituto Butantan é de 100 milhões de unidades da vacina", disse Dória. A farmacêutica Sinovac Biotech já realizou testes do produto em cerca de mil voluntários na China, nas fases 1 e 2. Segundo o governo de SP, a aplicação em macacos apresentou "resultados expressivos" na imunização contra proteínas do novo coronavírus. O objetivo dos novos testes a serem realizados no Brasil tem é demonstrar a eficácia e segurança da vacina em humanos. Initial plugin text Leia mais notícias sobre a região no G1 DF.
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01/07 - MEC divulga diretrizes para volta às aulas presenciais, mas não estabelece data para o retorno
Entre as normas, estão uso de máscaras, distanciamento de 1,5 metro, estímulo a reuniões online e afastamento de profissionais de grupo de risco. O Ministério da Educação (MEC) anunciou nessa quarta-feira (1°) diretrizes para a volta às aulas presenciais. Entre elas, estão uso de máscaras, distanciamento social de 1,5 metro, estímulo a reuniões on-line e afastamento de profissionais que estejam em grupos de risco (veja mais abaixo). Apesar da divulgação do documento, ainda não há uma data prevista para a volta às aulas presenciais em todo o país – essas atividades estão suspensas desde março. Segundo o balanço do MEC, entre as 69 universidades federais, 54 estão com atividades suspensas, 5 com atividades parciais e 10 com atividades remotas. O monitoramento pode ser visto no site http://portal.mec.gov.br/coronavirus/ Estudantes, pais e professores narram 'apagão' do ensino público na pandemia Com debandada de alunos, escolas de educação infantil começam a desaparecer na pandemia O protocolo com medidas de biossegurança trata sobre a comunidade acadêmica, medidas protetivas individuais e coletivas, cenários comuns como salas de aulas, transporte coletivo e atividades laborais, entre outras. Ele foi elaborado para orientar as ações em universidades e instituições de ensino federais, mas poderá ser usado como diretriz para a elaborações de documentos semelhantes nos estados, segundo o secretário-executivo do MEC, Antonio Paulo Vogel. A portaria com as diretrizes deverá ser publicada amanhã no "Diário Oficial da União", mas já está disponível no site do MEC (acesse aqui o protocolo). O MEC afirmou que o documento foi elaborado por uma equipe multidisciplinar, que conta com um médico pneumologista. Diretrizes para volta às aulas Entre diretrizes divulgadas pelo MEC, estão: Uso de máscara obrigatório Medição de temperatura no acesso às áreas comuns Disponibilização de álcool em gel Volta ao trabalho de forma escalonada Ventilação do ambiente Possibilidade de trabalho remoto aos servidores e colaboradores do grupo de risco Reuniões e eventos à distância Distanciamento de pelo menos 1,5 m Orientação para manter cabelo preso e evitar usar acessórios pessoais, como brincos, anéis e relógios Não compartilhamento de objetos – incluindo livros e afins Elaboração quinzenal de relatórios para monitorar e avaliar o retorno das atividades Acesso gratuito à internet O MEC também anunciou que dará internet gratuita a alunos de universidades e institutos federais em situação de vulnerabilidade, para que possam acessar as aulas remotas enquanto durar a pandemia. A expectativa inicial é atender 400 mil estudantes e, depois, chegar a 1 milhão. A iniciativa tem parceria com o Ministério da Ciência e Tecnologia (MCTIC). Os custos não foram informados. Segundo o secretário-executivo do MEC, Antonio Paulo Vogel, 40% destes estudantes estão no nordeste. Vogel afirma que não se trata de internet liberada e gratuita: as universidades e institutos federais deverão definir os sites e sistemas nos quais os estudantes terão acesso gratuito. Segundo o secretário-executivo do MEC, a maioria dos estudantes têm equipamentos para acessar a internet, mas não têm pacote de dados suficiente para fazer downloads e assistir a vídeos. Estudantes de Prado, na Bahia, voltaram às aulas com máscaras e marcações no chão para estimular o distanciamento. Aumento no número de casos na região fez com que prefeitura decretasse fechamento. Divulgação Percentual alto de alunos não tem acompanhado as aulas pela internet durante a pandemia
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01/07 - MEC anuncia internet gratuita para alunos de universidades e institutos federais em situação de vulnerabilidade
A expectativa é atender inicialmente 400 mil estudantes, e a expectativa é chegar a 1 milhão. Segundo o MEC, 40% destes estudantes estão no nordeste. O Ministério da Educação (MEC) anunciou nessa quarta-feira (1°) que dará internet gratuita para alunos de universidades e institutos federais em situação de vulnerabilidade, para que possam acessar as aulas remotas enquanto durar a pandemia. A expectativa inicial é atender a 400 mil estudantes e, depois, chegar a 1 milhão. A iniciativa tem parceria com o Ministério da Ciência e Tecnologia (MCTIC). O custo total não foi divulgado. Segundo o secretário-executivo do MEC, Antonio Paulo Vogel, 40% destes estudantes estão no nordeste. Vogel afirma que não se trata de internet liberada e gratuita: as universidades e institutos federais deverão definir os sites e sistemas nos quais os estudantes terão acesso gratuito. Diretrizes para volta às aulas O MEC divulgou nesta quarta as diretrizes para a volta às aulas presenciais. Entre elas, estão o uso de máscaras, distanciamento social de 1,5 m, estímulo a reuniões online e afastamento de profissionais que estejam em grupos de risco. Apesar da divulgação do documento, ainda não há uma data prevista para a volta às aulas presenciais em todo o país, suspensas desde março. Segundo o balanço do MEC, ao menos 10 universidades estão com atividades remotas, 5 com atividades parciais e 54 com atividades suspensas. Entre as medidas, estão: Considerar o trabalho remoto aos servidores e colaboradores do grupo de risco; Uso de máscara obrigatório; Medição de temperatura no acesso às áreas comuns; Disponibilização de álcool em gel; Volta ao trabalho de forma escalonada; Manter a ventilação do ambiente; Considerar o trabalho remoto aos servidores e colaboradores do grupo de risco; Priorizar reuniões e eventos a distância; Respeitar o distanciamento de pelo menos 1,5 m; Manter o cabelo preso e evitar usar acessórios pessoais, como brincos, anéis e relógios; Não compartilhar objetos - incluindo livros e afins; Elaboração quinzenal de relatórios para monitorar e avaliar o retorno das atividades.
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01/07 - Enade 2020: Inep adia avaliação de cursos do ensino superior para 2021
Prova estava prevista para novembro e a nova data não foi informada. O motivo do adiamento é a pandemia do coronavírus, que suspendeu as aulas presenciais em todos os estados, incluindo o ensino superior. Enade de 2020 não será aplicado neste ano, e fica adiado para 2021, diz governo Pexels O Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) 2020 será aplicado em 2021, de acordo com Alexandre Lopes, presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). A informação foi divulgada nesta quarta-feira (1°) durante entrevista à imprensa, em Brasília. A nova data não foi informada. O motivo do adiamento é a pandemia do coronavírus, que suspendeu as aulas presenciais em todos os estados, incluindo o ensino superior. A prova avalia o aprendizado em diferentes cursos do ensiso superior e deveria ser aplicada em 22 de novembro. No Enade 2020 estava prevista a avaliação de 10 cursos de bacharel, 17 de licenciatura e três tecnológicos. Cursos avaliados Licenciatura: Artes Visuais Ciência da Computação Ciências Biológicas Ciências Sociais Educação Física Filosofia Física Geografia História Letras – Inglês Letras – Português Letras – Português e Espanhol Letras – Português e Inglês Matemática Música Pedagogia Química Bacharel: Ciência da Computação Ciências Biológicas Ciências Sociais Design Educação Física Filosofia Geografia História Química Sistemas de Informação Tecnológico: Tecnologia em Análise e Desenvolvimento de Sistemas Tecnologia em Gestão da Tecnologia da Informação Tecnologia em Redes de Computadores Quem faz a prova? O Enade é aplicado para estudantes ingressantes e concluintes dos cursos selecionados. Por ser componente curricular obrigatório, ela é indispensável para o universitário obter o diploma. O que é o Enade? O Enade integra o Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes) e tem como objetivo geral avaliar o desempenho dos estudantes em relação a conteúdos programáticos, habilidades e competências para atuação profissional e conhecimentos sobre a realidade brasileira e mundial, bem como sobre outras áreas do conhecimento. O exame é obrigatório. O primeiro Enade foi aplicado em 2004. A cada três anos, no máximo, o curso deverá ser avaliado. O resultado do Enade faz parte dos indicadores de qualidade da educação superior. Em 2019, mais de 390 mil universitários fizeram a avaliação em 24 de novembro e a taxa de abstenção foi de 10%.
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01/07 - Enem: maioria quer prova em maio, mas MEC diz que data atrasa cronograma de faculdades
Segundo o governo, opções de datas são 'diretrizes' para saber desejo dos estudantes. Confirmação sobre a realização do exame será divulgada após consulta às entidades de ensino médio e superior. A expectativa é que isso ocorra em até três semanas. Enem 2020 será adiado por causa da pandemia no coronavírus André Melo Andrade/Myphoto Press/Estadão Conteúdo Maio de 2021 foi o período escolhido pela maioria na enquete sobre as datas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2020 – mas a realização da prova ainda precisa ser debatida por entidades do ensino médio e superior. A expectativa é que em até três semanas a data definitiva seja divulgada pelo governo. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (1º) pelo secretário-executivo do Ministério da Educação (MEC), Antonio Paulo Vogel, e o presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Alexandre Lopes, durante coletiva de imprensa, em Brasília. A realização do Enem 2020 estava prevista para ocorrer em novembro. Com o avanço da pandemia do coronavírus e a suspensão das aulas presenciais em todos os estados houve pressão pelo adiamento da prova (leia mais abaixo). Entre os 5,8 milhões de candidatos confirmados para o Enem, 1.113.350 participaram da enquete –19,3% dos inscritos confirmados. Segundo Lopes, 50% dos participantes responderam que preferem a prova em maio de 2021. A data definitiva só será divulgada após ser articulada com o Conselho dos Secretários Estaduais de Educação (Consed), a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), o Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif), entre outros. A articulação é necessária porque a nota no Enem é usada como critério de acesso a vagas em universidades públicas pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu). Além disso, o Enem também é critério de seleção para programas de acesso ao ensino superior privado, como o Programa Universidade para Todos (Prouni), que oferece bolsas de estudos, e o Programa de Financiamento Estudantil (Fies), que ajuda a financiar o pagamento de mensalidades. "Com base na sinalização que eles querem fazer a prova em 2021, vamos conversar com representantes do ensino médio e ensino superior para ver quando será", afirmou Lopes. Ele citou que a aplicação em maio dificulta a entrada no ensino superior no primeiro semestre do ano que vem. Segundo o presidente do Inep, isso também será levado às entidades de ensino superior. "A expectativa é que em duas a três semanas a gente defina a data do Enem após o processo de construção coletiva", afirma Alexandre Lopes. A União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES) afirmou que já esperava que a data de maio fosse acolhida, mas questionou a quantidade de participantes na enquete. “Nós já prevíamos que a data de maio seria escolhida. Mas ainda temos diversos questionamentos que precisam de soluções e que precisam ser cobrados do Ministério da Educação. Um dos exemplos é a quantidade de alunos que participaram dessa enquete. Muitos nem tiveram acesso a ela, estão excluídos digitalmente. Problemas como a exclusão digital, a merenda escolar e como será a escola nos próximos meses precisam de respostas", afirma Rozana Barroso, presidente da Ubes e estudante de cursinho pré-vestibular popular. A entidade apoiou a iniciativa do MEC que debater com entidades para chegar a um consenso. "Fomos surpreendidos positivamente pelo MEC ter aceito dialogar com instituições como Andifes e Consed, porque só por meio de debates podemos encontrar as melhores saídas para a educação básica. Neste momento, não há fórmula pronta. Por isso, a Ubes reforça a importância do diálogo também com os estudantes e com os profissionais da saúde para entendermos como devemos nos preparar para a volta às aulas e também para o Enem”, afirmou Rozana. Pressão para adiar o Enem A decisão pelo adiamento só ocorreu depois de o governo enfrentar questionamentos judicias. O debate chegou ao Congresso, e o Senado aprovou um projeto que adiava o Enem 2020. O texto seguiu para avaliação da Câmara dos Deputados. Mas, antes que entrasse em pauta, Abraham Weintraub, então ministro da Educação, lançou a enquete para que os candidatos escolhessem, eles mesmos, a data do exame. A indefinição gerou ansiedade em estudantes, que chegaram a fazer campanha nas redes sociais pela realização da prova em maio, o que beneficiaria estudantes da rede pública, segundo eles, por dar mais tempo para a preparação. Outros preferiram a prova em outra data (dezembro ou janeiro, por exemplo), para não correrem o risco de não ter Enem em 2021. Datas da enquete são 'diretrizes' para definir cronograma Segundo Lopes, as datas foram escolhidas para serem uma "diretriz" sobre o desejo dos estudantes. "Se colocasse muitas datas, ia ficar confuso para os alunos. Em dezembro, tinha a ideia de interesse dos alunos de fazer a prova este ano. Janeiro é ano que vem, mas com mais prazo. Maio era para o aluno ter mais tempo de estudar", afirmou. "Serviu como diretriz, captamos o interesse do aluno: este ano, logo no inicio do ano, ou mais afastado", esclareceu Lopes. Entre as opções, estavam as datas: Opções na enquete para escolha de datas no Enem 2020 A votação se encerrou às 23h59 desta terça-feira (30). Câmara quer Enem articulado com estados Nesta terça-feira (30) a Câmara aprovou o texto-base de uma medida provisória que estabelece "normas excepcionais" para os sistemas de ensino devido às medidas de enfrentamento da pandemia do coronavírus. Entre elas, está a determinação de que a data Enem seja definida em articulação com os sistemas estaduais de ensino. Essa alteração não estava prevista no texto enviado pelo Executivo. Segundo Lopes, a decisão de definir a data do Enem após consulta às entidades não tem relação direta com a aprovação do texto, porque já estava prevista. Desde março, as aulas presenciais estão suspensas em todo o Brasil para conter a pandemia do coronavírus. Quatro meses após o fechamento das escolas, ainda não há definição sobre quando será possível voltar às salas de aula. Enade 2020 Segundo Lopes, o Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) 2020 não será aplicado em 2020, devido à pandemia. O exame será feito em 2021. A prova avalia o aprendizado de universitários em diferentes cursos todos os anos e estava prevista para ser aplicada em novembro. Sisu Vogel afirmou que o Sisu já está aberto para os estudantes verificarem as vagas disponíveis. As inscrições abrem de 7 a 10 de julho. O Sisu é o sistema do MEC que reúne milhares de vagas de graduação em universidades públicas brasileiras. Para participar do Sisu é preciso ter feito o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e não ter tirado nota zero na prova de redação. Abertura das inscrições: 7 de julho Encerramento das inscrições: 10 de julho (até 23h59) Divulgação dos resultados: 14 de julho Abertura das matrículas: 16 de julho Encerramento das matrículas: 21 de julho Período de manifestação para lista de espera: de 14 a 21 de julho (até 23h59) MEC sem ministro Em meio às indefinições sobre o Enem, o Ministério da Educação segue sem comando na pasta. O governo publicou na edição desta quarta do "Diário Oficial da União" o ato que tornou sem efeito a nomeação do professor Carlos Alberto Decotelli para ministro da Educação. Decotelli permaneceu no cargo por cinco dias e não chegou sequer a tomar posse. Ele pediu demissão nesta terça-feira (30) e seu cargo já está sob disputa. A permanência de Decotelli à frente do MEC ficou insustentável após a divulgação de erros e inconsistências em seu currículo. Quando anunciado por Bolsonaro, o presidente destacou que "Decotelli é bacharel em Ciências Econômicas pela UERJ, Mestre pela FGV, Doutor pela Universidade de Rosário, Argentina e Pós-Doutor pela Universidade de Wuppertal, na Alemanha". No entanto, as titulações não se confirmaram. Carlos Alberto Decotelli da Silva acumula ao menos cinco polêmicas sobre a sua formação acadêmica: declaração de um título de doutorado na Argentina, que não foi obtido denúncia de plágio na dissertação de mestrado da Fundação Getúlio Vargas (FGV) pós-doutorado na Alemanha, não realizado apoio de empresa no pós-doutorado, não obtido vínculo como professor da FGV, quando na verdade ele é colaborador. As titulações estavam declaradas no perfil pessoal de Decotelli na plataforma Lattes do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), vinculado ao Ministério da Ciência e Tecnologia (MCTIC). Essa plataforma integra dados de currículos, grupos de pesquisa e de instituições em um único sistema. Ela é autodeclaratória – são os próprios pesquisadores que atualizam os dados – e é considerada um padrão nacional para registro da vida acadêmica. Decotelli pede demissão e deixa o Ministério da Educação antes mesmo de tomar posse
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01/07 - Disputa por vaga de Decotelli evidencia descaso com Educação no governo Bolsonaro
Gerson Camarotti analisa situação do Ministério da Educação A disputa aberta entre as alas ideológica e militar pela vaga de ministro da Educação evidencia o descaso com o setor em 18 meses do governo de Jair Bolsonaro. O posto ficou vago diante do pedido de demissão nesta terça-feira (30) de Carlos Decotelli, que não chegou a tomar posse na pasta. A ala militar deve ganhar a queda de braço em relação aos chamados "olavistas" do governo, os seguidores do ideólogo Olavo de Carvalho. O reitor do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), Anderson Correia, disputa a vaga e tem o apoio dos militares do governo. Mas, a queda de Decotelli por causa de um currículo falso mostrou apenas a face mais visível da paralisia no setor educacional. Em um ano e meio, a pasta terá agora o quarto titular. O primeiro, Ricardo Vélez Rodríguez, caiu por deficiência de gestão. Já o sucessor, Abraham Weintraub, assumiu com o objetivo de fazer um loteamento ideológico no Ministério da Educação e ganhou holofote com uma agressiva militância virtual. Caiu após se envolver em uma série de polêmicas e ser investigado por ataques aos ministros do Supremo. Resultado: uma gestão sofrível, que deixou uma herança de graves problemas no setor.
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01/07 - 'Diário Oficial' publica ato que anula nomeação de Decotelli para ministro da Educação
Carlos Alberto Decotelli teve informações sobre titulação acadêmica contestadas pelas instituições de ensino. Ele entregou carta de demissão nesta terça ao presidente Jair Bolsonaro. Decotelli entrega o cargo antes da posse como ministro da Educação O governo publicou na edição desta quarta-feira (1º) do "Diário Oficial da União" o ato que tornou sem efeito a nomeação do professor Carlos Alberto Decotelli para ministro da Educação. Decotelli permaneceu no cargo por cinco dias e não chegou sequer a tomar posse. Ele pediu demissão nesta terça-feira (30). O "Diário Oficial" publicou a nomeação na última quinta-feira (25). Mas depois que instituições de ensino contestaram títulos que Carlos Alberto Decotelli incluiu em seu currículo, a permanência do ministro se tornou insustentável. Na segunda-feira, ele foi chamado ao Palácio do Planalto para dar explicações ao presidente Jair Bolsonaro. Nesta terça, voltou ao Planalto para entregar ao presidente a carta de demissão. A partir desta quarta-feira, Bolsonaro definirá o substituto de Decotelli. Será o quarto ministro da Educação em um ano e meio de governo. O primeiro, Ricardo Vélez Rodríguez, permaneceu pouco mais de três meses no posto; o segundo, Abraham Weintraub, 14 meses; e Decotelli, cinco dias. Inconsistências no currículo As três principais polêmicas sobre a formação acadêmica de Decotelli são as seguintes: declaração de um título de doutorado na Argentina, que não foi obtido; denúncia de plágio na dissertação de mestrado da Fundação Getúlio Vargas (FGV); pós-doutorado na Alemanha, não realizado As titulações estavam declaradas no perfil pessoal de Decotelli na plataforma Lattes do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), vinculado ao Ministério da Ciência e Tecnologia (MCTIC). A plataforma integra dados de currículos, grupos de pesquisa e de instituições em um único sistema. Ela é autodeclaratória – são os próprios pesquisadores que atualizam os dados – e é considerada um padrão nacional para registro da vida acadêmica. Confira as polêmicas geradas por inconsistências no currículo de Decotelli: Título de doutorado na Argentina No currículo de Decotelli constava que ele concluiu um doutorado na Universidade Nacional de Rosário em 2009. Sob orientação de Antonio de Araujo Freitas Jr. com a tese "Gestão de Riscos na Modelagem dos Preços da Soja". No entanto, Decotelli não teve a tese aprovada e com isso não obteve título de doutor na instituição. A informação foi divulgada na sexta-feira (26) pelo reitor da Universidade Nacional de Rosario, Franco Bartolacci, em uma rede social. No mesmo dia, o currículo foi alterado. O título da tese e o nome do orientador foram excluídos do sistema. O campo "Título" foi preenchido com "Créditos concluídos". E, no campo "Orientador", passou a ser listado: "Sem defesa de tese". Decotelli afirmou que concluiu todo o curso, completou todos os créditos, mas não fez a defesa de tese. Decotelli afirma que esteve na Argentina de 2007 a 2009, e que não tinha mais interesse em permanecer no país vizinho porque sua vida estava no Brasil. Denúncia de plágio Dois dias após o anúncio da nomeação de Decotelli, a Fundação Getúlio Vargas (FGV) anunciou no sábado (27) que vai "apurar os fatos referentes à denúncia de plágio na dissertação do ministro Carlos Alberto Decotelli". A suspeita é que o novo ministro da Educação tenha copiado trechos e apresentado como produção intelectual própria no trabalho apresentado em 2008 para a conclusão de um mestrado em Administração na instituição. Em nota, a FGV afirmou que o orientador da dissertação foi procurado e que, caso seja confirmado um "procedimento inadequado", serão tomadas medidas administrativas e judiciais contra o novo ministro. Procurado pela TV Globo, o Carlos Alberto Decotelli disse que, se cometeu omissões, estas se deveram a falhas técnicas ou metodológicas, e que, por respeito ao direito intelectual dos autores e pesquisadores citados, vai revisar seu trabalho. Caso sejam identificadas omissões, vai procurar viabilizar com a FGV uma solução para corrigi-las, disse o ministro. O Ministério da Educação disse em nota que "o ministro refuta as alegações de dolo, informa que o trabalho foi aprovado pela instituição de ensino e que procurou creditar todos os pesquisadores e autores que serviram de referência e cujo conhecimento contribuiu sobremaneira para enriquecer seu trabalho". Pós-doutorado na Alemanha Decotelli afirmava ter feito um pós-doutorado na Bergische Universität Wuppertal, na Alemanha, em seu currículo Lattes. Nesta segunda-feira (29), a universidade disse, em um comunicado, que Decotelli não fez pós-doutorado na instituição. O pós-doutorado é como se chama uma pesquisa e vivência acadêmica realizada em instituições de ensino superior por pesquisadores que já atingiram o nível de doutorado. Em nota, a universidade alemã afirmou: "O Prof. Dr. Carlos Decotelli se aproximou da Profa. Dra. Brigitt Wolf para uma estadia de pesquisa de três meses em janeiro de 2016. Até 2017, ela foi professora de teoria do design, com foco em metodologia, planejamento e estratégia na Universidade de Wuppertal e é agora emérita. Carlos Decotelli não adquiriu um título em nossa universidade. Ele não foi um pós-doc em nossa universidade. A Universidade de Wuppertal não pode se pronunciar sobre títulos adquiridos no Brasil".
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01/07 - Câmara aprova texto-base de MP que flexibiliza ano letivo devido à crise do coronavírus
Relatora incluiu no texto a determinação de que a data do Enem seja definida em articulação com os sistemas estaduais de ensino. A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (30) o texto-base de uma medida provisória que estabelece "normas excepcionais" para os sistemas de ensino devido às medidas de enfrentamento da pandemia do coronavírus. Entre essas normas, estão a flexibilização dos dias letivos e a antecipação da formatura para cursos de graduação da área de saúde (veja mais abaixo). Outra mudança incluída pela relatora, deputada Luisa Canziani (PTB-PR), é a determinação de que a data do Exame Nacional de Ensino Médio (Enem) seja definida em articulação com os sistemas estaduais de ensino. Essa alteração não estava prevista no texto enviado pelo Executivo. Para concluir a votação, os deputados ainda precisam analisar os destaques (sugestões de alteração do texto) — ainda não há data para isso. Após passar pela Câmara, a matéria seguirá para o Senado. Pela proposta aprovada pelos deputados, a suspensão da obrigatoriedade da quantidade mínima de dias letivos enquanto durar o estado de calamidade pública será dada da seguinte forma: Na educação infantil, fica dispensada a obrigatoriedade do mínimo de dias letivos e do cumprimento da carga horária mínima anual; Nos ensinos fundamental e médio, fica suspensa somente a obrigatoriedade da quantidade mínima de dias letivos e mantida a carga horária mínima no ano; Pelo texto, o Conselho Nacional de Educação (CNE) deve editar diretrizes nacionais para implementar essa suspensão. A proposta prevê atividades pedagógicas não presenciais durante o ano letivo afetado, desde que os sistemas de ensino garantam aos alunos o acesso a essas atividades — como, por exemplo, o acesso a recursos tecnológicos. Nesse caso, a União deve prestar assistência técnica e financeira a estados e municípios para garantir o acesso dos profissionais da educação e dos alunos às atividades não presenciais. Além disso, a carga horária mínima do ano letivo afetado pode ser cumprida no ano seguinte, ainda que o aluno já esteja cursando a série ou ano escolar seguinte. Alunos da rede pública vivem a sensação de que 2020 será um ano letivo perdido Ensino superior A proposta também dispensa as instituições de ensino superior da obrigatoriedade de cumprir o mínimo de dias letivos do calendário acadêmico. Nesse caso, porém, a carga horária anual mínima deve ser mantida. Cursos de medicina, farmácia, enfermagem, fisioterapia e odontologia podem ter a conclusão antecipada pelas instituições, desde que o aluno cumpra 75% da carga horária do internato ou dos estágios curriculares obrigatórios. A relatora incluiu, também, a possibilidade de antecipar a conclusão dos cursos de educação profissional técnica de nível médio que tenham alguma relação com o combate à pandemia, com a mesma condição de cumprimento de 75% dos estágios obrigatórios. Rodízio de alunos, kit higiene e fusão de ano letivo: como pode ser a volta às aulas Enem A deputada incluiu na proposta a determinação de que as datas de realização do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) sejam definidas em articulação com os sistemas estaduais de ensino. A prova, prevista inicialmente para novembro, teve as datas suspensas devido ao avanço da pandemia do novo coronavírus. O Ministério da Educação ainda não definiu uma nova data para a realização do exame. Ao anunciar o adiamento, contudo, o ministério abriu uma enquete para que os candidatos opinem sobre a escolha das novas datas. Em seu parecer, a relatora afirmou que “muitos parlamentares manifestaram preocupação com as condições de realização” do Enem em 2020. Outras mudanças Ano suplementar: a proposta possibilita ao aluno que concluiu o ensino médio em 2020 a matrícula suplementar de mais um ano de estudo, no ano seguinte, relativo ao ano letivo prejudicado pela pandemia, desde que haja disponibilidade de vagas na rede pública; Volta às aulas: o texto também prevê que o retorno às atividades escolares deve observar as diretrizes das autoridades sanitárias e as regras estabelecidas pelo sistema de ensino. A União também deve oferecer assistência técnica e financeira aos entes federados para a volta às aulas. Grupo de risco: no retorno às aulas, a proposta prevê que alunos de grupo de risco epidemiológico tenham acesso a atendimento educacional adequado à sua condição, com programas de apoio de alimentação e de assistência à saúde. Distribuição de alimentos: os recursos dos Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) podem ser distribuídos diretamente aos pais ou responsáveis dos estudantes. O texto também aumenta para 40% o percentual mínimo de investimentos na compra de produtos da agricultura familiar nos municípios com menos de 50 mil habitantes;
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30/06 - Governo do Maranhão autoriza retorno de aulas presencias em cursos pré-vestibulares, de idiomas e do último período de medicina
Medida vale já no mês de julho. Outros setores da educação poderão voltar em agosto. Cursos pré-vestibulares e cursos de idioma poderão voltar a ter aulas presenciais em julho no MA Reprodução/TV Mirante O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), editou decreto que autoriza a retomada das aulas presenciais em alguns setores específicos da educação, a partir do mês de julho deste ano. Confira o decreto na íntegra A autorização vale para o último período de cursos de instituições de ensino superior em medicina, cursos pré-vestibulares e cursos de idiomas. Esses setores podem retomar as atividades de forma presencial, desde que sejam cumpridas as medidas de distanciamento social e com rotina semanal máxima de três dias de atividade. O decreto também oferece prioridade para os cursos superiores da área da saúde, com o objetivo de garantir a conclusão da graduação dos estudantes e possível inserção no mercado de trabalho. Para os demais setores da educação, o decreto mantém as aulas presenciais suspensas até dia 2 de agosto. A partir do dia 3 de agosto, todas as demais instituições de ensino estão autorizadas a retomarem suas atividades educacionais presenciais. A definição de data para retorno e estabelecimentos dos protocolos pedagógicos serão de responsabilidade dos órgãos responsáveis por cada instituição. Na rede pública estadual, o governo afirma que as aulas serão retomadas de maneira sequencial e gradativa, começando pelas séries mais avançadas. “Ainda dentro das ações que adotaremos para esse retorno, está previsto o ensino híbrido como uma das formas para evitarmos aglomerações nas escolas. Estamos planejando essa volta com muita cautela, pensando principalmente na segurança da comunidade escolar”, afirma o secretário de educação, Felipe Camarão. Volta das aulas teve várias remarcações A data de reabertura de instituições de ensino no Maranhão já sofreu várias alterações durante a pandemia do novo coronavírus. Os primeiros decretos apontavam a data para o dia 1º de julho. Depois, foi reagendada para 1º de agosto. Segundo o governo, a ideia é autorizar a volta às aulas presenciais de forma escalonada, iniciando por graduações e pós graduações até chegar na educação infantil. Initial plugin text
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30/06 - Professor da PUC do Chile diz que 73% das páginas da dissertação de Decotelli foram copiadas
De 73 páginas totais de texto – excluindo os anexos –, Enrico Rezende estimou ao menos 54 páginas copiadas integralmente ou com pequenas edições, que seriam enquadradas como plágio. Professor da PUC do Chile diz que 73% das páginas da dissertação de Decotelli foram copiadas Ao menos 73% das páginas da dissertação de mestrado do ministro da Educação Carlos Alberto Decotelli foram copiadas, segundo o professor da Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Chile, Enrico Rezende. Ele é responsável por avaliar projetos e trabalhos de pós graduação que recebem financiamento público e tem experiência em detectar plágios. Em entrevista à Globonews, o pesquisador comentou que após uma varredura, notou que das 73 páginas do texto – sem considerar os anexos –, cerca de 54 páginas foram copiadas de forma textual, ou com edições muito pequenas. A checagem foi feita de forma manual com buscas pela internet – e não com rastreadores automáticos – e o pesquisador apontou que há copias nas páginas: 15 a 22 (sete páginas plagiadas de forma corrida) 28 a 30 (três) 38 a 43 (seis) 45 a 58 (quatorze) 59 a 62 (quatro) 63 a 66 (quatro) 68 a 71 (quatro) Rezende integra a sete anos a comissão da ANID – análoga ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq)."Estamos falando de ao menos 73% do texto plagiado. 'Ao menos', porque algumas referências podem ter passado despercebidas", disse o professor chileno. "Absolutamente, é um caso de plágio inquestionável." Ele explicou que na literatura acadêmica há um procedimento e que toda cópia textual deve ser mencionada entre aspas, seguida pela referência correspondente. Rezende disse também que há dois níveis de plágio, a apropriação do conhecimento de terceiros e a falta de originalidade da dissertação. Além disso, o pesquisador acredita que o título de Decotelli seja revogado "por faltas éticas graves". "Essa informação deveria ser enviada também para a Fundação Getúlio Vargas”, disse. O G1 perguntou à Fundação Getúlio Vargas (FGV) se a instituição vai reavaliar o título concedido. A fundação respondeu em nota que apura os questionamentos e criará uma comissão para avaliação das suspeitas. Leia o comunicado da FGV: "A FGV reitera a informação prestada anteriormente de que está apurando os questionamentos referentes à dissertação de mestrado do prof. Decotelli. Conforme a praxe do meio acadêmico, a FGV vai criar uma comissão específica para avaliar os fatos." Initial plugin text
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30/06 - Fatecs e Etecs eliminam prova de vestibular e passam a considerar histórico escolar dos candidatos por causa da pandemia em SP
A medida vale apenas para os processos seletivos do Centro Paula Souza referentes às vagas do 2º semestre de 2020. Para concorrer, os candidatos precisam se inscrever no site das instituições, obedecendo os mesmos critérios e normas do vestibular normal. O campi da Fatec na Avenida Tiradentes, Centro de São Paulo. Divulgação O Centro Paula Souza informou nesta terça-feira (30) que vai mudar a forma de análise do Vestibular do 2º semestre de 2020 nas unidades das Fatecs de todo o estado de São Paulo e também do Vestibulinho para o ingresso nas Escolas Técnicas Estaduais, as chamadas Etecs. Por conta da pandemia do coronavírus, as tradicionais provas de vestibular serão substituídas pela análise do histórico escolar do candidato, sem a realização de prova presencial ou online. "A mudança do critério se fez necessária para atender ao distanciamento social, recomendado pelo Governo do Estado de São Paulo e autoridades sanitárias, visando preservar a saúde dos candidatos, e observando as notas atribuídas aos estudantes antes da pandemia", disse o Centro Paula Souza nesta terça-feira. As Fatecs e Etecs são as primeiras instituições públicas do estado de São Paulo a anunciarem mudanças no vestibular de meio de ano por causa das pandemia. As inscrições para o processo seletivo das Fatecs podem ser realizadas somente pelo site oficial da entidade. A data para se inscrever no processo de seleção vai dos dias 8 a 22 de julho. No caso dos alunos que querem ingressar em alguma das Escolas Técnicas Estaduais de São Paulo, o site de inscrição é o www.vestibulinhoetec.com.br. As inscrições para o vestibulinho de meio de ano das Etecs vão de 7 a 21 de julho.  O calendário completo dos processos seletivos das Etecs e Fatecs e os documentos necessários para participar da seleção de vagas dos cursos você confere no site oficial do Centro Paula Souza. Initial plugin text
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30/06 - Defesa aumenta carga horária de inativos nas escolas cívico-militares e prorroga validade do processo seletivo
Carga horária diária teve acréscimo de 1h, passando de 7h para 8h. A data das inscrições foram alteradas e se iniciam no dia 13 de julho. A validade da seleção foi prorrogada até 31 de dezembro. Projeto para escola cívico-militar contratará militares inativos das Forças Armadas para trabalharem 8 horas diárias. Reprodução/RRTV O Ministério da Defesa publicou nesta terça-feira (30) alterações para militares inativos das Forças Armadas aderirem ao Programa Nacional das Escolas Cívico-Militares, aumentando a carga horária de trabalho e mudando as datas das inscrições e da validade do processo seletivo. Segundo portaria publicada no Diário Oficial da União, DOU, os interessados deverão se inscrever no processo seletivo entre 13 e 31 de julho. Além da ficha de inscrição, também deverão entregar até a data os documentos que comprovem formação acadêmica e o histórico de atuação profissional na carreira militar. (veja os detalhes abaixo) Outra mudança foi em relação à carga horária diária, que passou de 7h para 8h de trabalho. Os contratados também irão seguir o calendário escolar das escolas cívico-militares, como já estava previsto na portaria anterior. Por fim, a nova portaria também alterou a validade do processo seletivo para a contratação dos inativos, passando a data limite de 30 de junho para 31 de dezembro. Escola cívico-militar: veja perguntas e respostas sobre o modelo defendido pelo governo Bolsonaro Esquema de pontuação De acordo com o documento, os candidatos continuarão sendo avaliados por pontuação. As vagas com menor pontuação terão duração mínima de 3 a 6 meses, já as vagas com 24 meses ou mais de duração exigirão pontuação maior. Os candidatos serão pontuados de acordo com os seguintes itens: Cursos profissionais militares na área de Ensino / Educação Cursos profissionais militares nas áreas de Administração / Gestão de Pessoas / Psicologia / Assistência Social Cursos de formação de nível superior nas áreas de Ensino / Educação reconhecidos pelo MEC (graduação e pós-graduação) Cursos de formação de nível superior nas áreas de Administração / Gestão de Pessoas / Psicologia / Assistência Social reconhecidos pelo MEC (graduação e pós-graduação) Cargos de Comando, Direção ou Chefia que tenha ocupado nas Organizações Militares das Forças Armadas ligadas às áreas de ensino, formação, especialização, treinamento, capacitação e instrução de militares Os interessados em atuar nas escolas cívico-militares poderão se candidatar para até quatro unidades escolares e em cidades diferentes, mas desde que estejam localizadas na mesma região metropolitana. O programa O modelo de escola cívico-militar é uma proposta do governo federal para uma gestão escolar compartilhada entre educadores e militares. Escolas cívico-militares: confira a lista de instituições que aderiram ao programa De acordo com o Ministério da Educação, as secretarias estaduais de educação continuariam responsáveis pelos currículos escolares e caberia aos militares a atuação como monitores na gestão educacional. Na prática, a gestão da escola é compartilhada: professores cuidam da parte pedagógica e os militares, da administração e da disciplina.
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30/06 - FGV afirma que Decotelli não faz parte do quadro de professores efetivos da instituição
Segundo a instituição, ele deu aulas em cursos vinculados à FGV e não fez parte do quadro de professores das escolas da fundação. FGV afirma que Decotelli não faz parte do quadro de professores efetivos da instituição A Fundação Getúlio Vargas (FGV) afirmou nesta terça-feira (30), em nota, que o ministro da Educação, Carlos Alberto Decotelli, não faz parte do quadro de professores efetivos da instituição. No currículo na plataforma Lattes, Decotelli cita 18 vezes o vínculo institucional com a FGV, entre 2001 e 2018, como "professor" da fundação. Trecho do currículo de Carlos Alberto Decotelli, em que aparece o vínculo como 'professor' da FGV. Segundo a instituição, ele foi 'colaborador'. Reprodução/Plataforma Lattes Segundo a FGV, ele deu aulas em cursos vinculados à fundação, como professor colaborador, mas não faz parte do quadro de professores efetivos das escolas da FGV. "O Prof. Decotelli atuou apenas nos cursos de educação continuada, nos programas de formação de executivos e não como professor de qualquer das escolas da Fundação", afirmou a instituição. "Ele foi um professor colaborador, não tinha vínculo com a FGV. Deu aula em diversos cursos lato sensu. Foi também um dos coordenadores do MBA em Finanças na FGV e do curso 'Gestão Financeira Corporativa''", afirma a FGV. Segundo pesquisadores, a descrição do vínculo deveria ser mais específica, como "professor colaborador", para não dar margem à interpretação como professor efetivo da instituição. Currículo 'não deveria ser objeto de mentiras' e inconsistências de Decotelli são algo 'gravíssimo'; veja repercussão com entidades Erros no currículo Decotelli já teve ao menos outros quatro pontos em seu currículo confrontados por instituições: declaração de um título de doutorado na Argentina, que não foi obtido; denúncia de plágio na dissertação de mestrado da Fundação Getúlio Vargas (FGV); pós-doutorado na Alemanha, não realizado; apoio de empresa no pós-doutorado, não obtido. Sobre a denúncia de plágio, a FGV esclarece que as investigações ainda não foram concluídas. Carlos Alberto Decotelli tenta explicar incongruências do currículo Initial plugin text
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30/06 - Currículo 'não deveria ser objeto de mentiras' e inconsistências de Decotelli são algo 'gravíssimo'; veja repercussão com entidades
Anunciado pelo presidente Jair Bolsonaro como o novo ministro da Educação, Decotelli acumula ao menos cinco polêmicas sobre a sua formação acadêmica. Ministro da Educação, Carlos Alberto Decotelli, dá entrevista sobre as inconsistências em seu currículo. Reprodução Após serem divulgadas as polêmicas sobre o currículo de Carlos Alberto Decotelli, ministro da Educação, entidades do setor afirmam que o documento "não deveria ser objeto de mentiras", que as inconsistências são algo "gravíssimo" e um "desrespeito ao profissionais cientistas, professores, que dedicam anos do seu trabalho para produzir conhecimento". Anunciado pelo presidente Jair Bolsonaro na última quinta-feira (25) como o novo ministro da Educação, Decotelli acumula ao menos cinco polêmicas sobre a sua formação acadêmica: declaração de um título de doutorado na Argentina, que não foi obtido; denúncia de plágio na dissertação de mestrado da Fundação Getúlio Vargas (FGV); pós-doutorado na Alemanha, não realizado; apoio de empresa que, segundo uma professora da Alemanha, não foi obtido; descrição de vínculo como professor da FGV no currículo, quando na verdade ele é colaborador. Confira abaixo os posicionamentos: Flávia Calé, presidente da Associação Nacional de Pós-graduandos (ANPG), em nota: "Para quem se dedica à produção científica, é triste ver um mau exemplo partindo do próprio ministro da Educação. A defesa de uma tese significa um tijolo na grande edificação coletiva do saber. É um momento grandioso, sonho de muitos de nós. Não deveria ser objeto de mentiras nem de pouco caso das autoridades públicas." Priscila Cruz, co-fundadora e presidente-executiva do Todos Pela Educação, no Twitter: "Muita mentira junta é grave. Ministro da educação mentir formação acadêmica, é gravíssimo. Ministro que não é mais confiável para restabelecer as pontes com Estados, Municípios, Congresso e sociedade, não consegue exercer suas funções frente a profunda crise na educação." Campanha Nacional pela Educação, em nota: "É um cenário no mínimo grotesco termos como indicado para o Ministério da Educação alguém que mente no currículo – e que comete, portanto, um crime – e ainda por cima tendo chegado ao ministério se dizendo técnico e tentando se descolar do caráter político e ideológico vergonhoso do governo para o qual aceitou entrar. É uma sobreposição de falta de coerência, é o cúmulo. Desde sua confirmação já dissemos que nenhum técnico não é político – e agora isso se comprova." Iago Montalvão, presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE): "A UNE enxerga como um desrespeito à educação as mentiras no currículo do novo ministro da Educação. Principalmente, um desrespeito ao profissionais cientistas, professores, que dedicam anos do seu trabalho para produzir conhecimento, e assim geram desenvolvimento científico e inovação,e que contribuem para sociedade como um todo. Esse títulos de graduação são fruto de empenho dos profissionais e não podem ser banalizados dessa forma. E também é muito ruim para a Educação que o terceiro ministro da pasta do governo Bolsonaro chegue envolto à crises, ainda mais nesse momento em que existem uma série de pautas importantes, como as aulas remotas nas escolas e universidades,a evasão nas universidades, a aprovação do novo Fundeb, o debate sobre a data do Enem, entre outras.E que mais essa crise não deve servir de pressuposto para que o governo Bolsonaro continue aprofundando o MEC em uma rota de ideologização, promovendo uma guerra cultural, como foi com Weintraub. Tudo isso deve chamar à atenção para as ações que Bolsonaro faz e geram mais crises seguir prejudicando a educação." Carlos Alberto Decotelli tenta explicar incongruências do currículo Initial plugin text
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30/06 - Professora de universidade na Alemanha nega que Decotelli tenha obtido apoio de empresa para fazer pós-doutorado
Brigitte Wolf afirma que ministro da Educação submeteu tese à empresa, que não demonstrou interesse. Decotelli teria voltado ao Brasil para continuar a pesquisa. FGV afirma que Decotelli não faz parte do quadro de professores efetivos da instituição Professora na Universidade de Wuppertal, na Alemanha, Brigitte Wolf, afirma que o ministro da Educação Carlos Alberto Decotelli não obteve apoio da empresa Krone para fazer a pesquisa de pós-doutorado, conforme ele afirma em seu currículo na plataforma Lattes. A TV Globo e o G1 entraram em contato com a empresa e o Ministério da Educação (MEC), mas até as 11h18 desta terça-feira (30), não havia recebido resposta. A plataforma Lattes integra dados de currículos, grupos de pesquisa e de instituições em um único sistema. Ela é autodeclaratória – são os próprios pesquisadores que atualizam os dados – e é considerada um padrão nacional para registro da vida acadêmica. O sistema está ligado ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), vinculado ao Ministério da Ciência e Tecnologia (MCTIC). Currículo Lattes de Decotelli, atualizado na segunda-feira (29) traz a informação de que a pesquisa de doutorado teve apoio da empresa Krone. Reprodução/Plataforma Lattes Em resposta à TV Globo, Brigitte Wolf afirma que Decotelli pediu apoio à Krone, mas a empresa não teve interesse em cooperar. "Carlos Decotelli veio a Wuppertal com a intenção de cooperar com a empresa Krone. Ele estabeleceu contato com um representante no Brasil. O professor Maser e eu o acompanhamos para visitar a sede alemã da empresa. Mas a empresa Krone não mostrou interesse em cooperar com Carlos Decotelli no projeto que ele propôs. Depois que a empresa negligenciou o projeto, Carlos Decotelli mudou de assunto, voltou ao Brasil e continuou sua pesquisa no Brasil", afirmou. A cerimônia de posse de Decotelli, marcada para segunda-feira, foi adiada. Após encontro com Bolsonaro, Decotelli afirmou que seguia sendo o ministro da Educação. Integrantes da ala ideológica tentam convencer o presidente Bolsonaro a desistir da nomeação após as inconsistências serem apontadas. Erros no currículo Carlos Alberto Decotelli tenta explicar incongruências do currículo Anunciado pelo presidente Jair Bolsonaro na última quinta-feira (25) como o novo ministro da Educação, Decotelli acumula ao menos outras quatro polêmicas sobre a sua formação acadêmica: declaração de um título de doutorado na Argentina, que não foi obtido; denúncia de plágio na dissertação de mestrado da Fundação Getúlio Vargas (FGV); pós-doutorado na Alemanha, não realizado; descrição de vínculo como professor da FGV no currículo, quando na verdade ele é colaborador. Terceiro ministro da Educação na gestão Bolsonaro, Decotelli terá quatro principais desafios à frente da pasta: a aprovação do Fundeb no Congresso, a realização do Enem 2020, a implantação da BNCC e o apoio aos estados e municípios na gestão da educação na pandemia.
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30/06 - Com debandada de alunos, escolas de educação infantil começam a desaparecer na pandemia
Faixa de estabelecimentos que atendem crianças de 0 a 6 anos é considerada a mais vulnerável na crise que afeta ensino privado; 'O risco é que, se a escola fecha, o aluno não tem para onde voltar', diz pesquisador. Setor de educação infantil é o mais vulnerável na educação privada, segundo levantamento de professor do Insper Getty Images via BBC Para os vídeos de despedida da escola de educação infantil Planeta Azul, a proprietária Marli Pereira escolheu fotos das crianças brincando, das festas juninas de anos anteriores, dos alunos antigos, das turmas de judô e balé, das funcionárias. Enquanto selecionava as fotografias, não conseguia parar de chorar. Pereira ainda usa o tempo presente para falar sobre a escola em Pinheiros (zona oeste de São Paulo) porque "a ficha não caiu" de que, em meio à grande evasão de alunos durante a pandemia, ela terá que fechar as portas da Planeta Azul a partir de julho, depois de mais de três décadas de trabalho ali. Escolas particulares em 7 capitais planejam reabertura até agosto; SP reabre em setembro Estudantes, pais e professores narram cenário do ensino público na pandemia; em 7 estados e no DF, atividade remota não vai contar para o ano letivo "Entrei em 1987 ainda como funcionária e, em 2003, fiquei alucinada por comprar a escola quando a dona anterior quis vender", conta à BBC News Brasil. "Tinha na época apenas 13 alunos, sendo que cinco deles estavam se formando. Com o tempo, cheguei a ter 152 alunos. Meus filhos nasceram e cresceram lá. É um caso de amor. A Planeta Azul me deu os 33 melhores anos da minha vida." Até poucos meses atrás, fechar as portas sequer passava pela sua cabeça. Uma quantidade significativa de alunos havia sido perdida na virada para 2020; mas, com muitas visitas de pais, Pereira previa que — a exemplo de anos anteriores — as coisas retomassem seu rumo depois do Carnaval. Não foi o que aconteceu. Assim como nas demais escolas do país, a pandemia do novo coronavírus forçou Pereira a trocar as aulas presenciais por sessões remotas. "Mas o meu ponto forte é a faixa etária de zero a 3 anos, e os pais me dizem 'as aulas online não estão servindo. Vou tirar meu filho da escola e coloco de novo quando as aulas retornarem'." Escola Planeta Azul, em SP, não resistiu à evasão de alunos e precisou fechar as portas em definitivo Arquivo Pessoal Na Planeta Azul, porém, elas não irão retornar. Pereira conseguiu renegociar seu aluguel, mas a perda de mais da metade dos alunos e os descontos nas mensalidades dos que permaneceram fizeram a diretora perceber que, quando chegasse setembro, não conseguiria mais pagar suas 12 funcionárias fixas e cinco adicionais. "Usei o dinheiro que eu tinha guardado para demiti-las. Algumas tinham mais de 30 anos de casa. Queria tudo menos fechar, porque não sei o que vou fazer da minha vida sem o Planeta." Escolas de educação infantil (as que abrigam crianças de zero a seis anos) de pequeno ou médio porte como a de Marli Pereira estão entre as que mais despertam a preocupação nas pesquisas conduzidas pelo professor Tadeu da Ponte, do Insper, com instituições de ensino privado. Desde o início da pandemia e da suspensão das aulas presenciais, ele é coautor de uma pesquisa para acompanhar a situação financeira de 450 a 500 estabelecimentos de ensino privado do Brasil. Em média, as escolas de todos os segmentos entrevistadas até maio perderam 52% de suas receitas. Na educação infantil, esse índice é ainda maior: 56%. A Federação Nacional das Escolas Particulares (Fenep) diz temer que 80% das instituições privadas de educação infantil sejam forçadas a fechar as portas em definitivo por causa da evasão causada pela pandemia. Situação financeira precária Crianças em foto de arquivo da escola Planeta Azul; diretora Marli Pereira esperava recuperar seu número de alunos após o Carnaval, mas planos foram por água abaixo por conta da pandemia Arquivo Pessoal "As [escolas] de educação infantil são as que estão em situação mais precária, por vários pontos", diz Ponte à BBC News Brasil. "Primeiro, porque até quatro anos não é obrigatório que as crianças estejam matriculadas em uma escola. Mesmo com crianças de 4 a 6 anos, é pouco verossímil que um juiz mande prender um pai durante a pandemia se seu filho não estiver matriculado. Depois, é uma faixa etária mais difícil de se realizar o ensino online, porque as crianças não têm autonomia sem a mediação dos adultos. E, a essa altura, com três meses de pandemia, os pais já deram um jeito de cuidar das crianças em casa, seja como for. O serviço da educação infantil se tornou muito difícil de usufruir, e em um momento de perda de receita das famílias." Ponte afirma ainda que toda a receita com serviços extras prestados pela escola — que incluem horas de recreação a aulas de esportes — foi totalmente eliminada durante a pandemia. E esse dinheiro representava, segundo o pesquisador, quase a metade da receita de muitos desses estabelecimentos voltados às crianças pequenas. Além disso, diz o professor, "geralmente essas são as escolas de bairro, que são o sonho de uma pedagoga apaixonada por crianças, que começam pequeno e crescem, trabalham duro", mas muitas vezes sem conseguir fazer um colchão de reservas financeiras que dure muito tempo. "Escolas maiores costumam ter mais recursos e mais capacidade para realocar sua equipe." Pais desempregados No Maranhão, a pedagoga Christiane Teixeira Mendes tem enfrentado a tristeza a cada notícia de aluno que não voltará a sua escola quando a pandemia passar. Ela dirige a escola de educação Infantil Porta de Papel, fundada pela própria pedagoga para as crianças de 2 a 5 anos do bairro de Coroadinho, que reúne favelas e comunidades com população estimada entre 59 mil e 100 mil habitantes na capital São Luís. Nas últimas semanas, a professora diz que tem mandado mensagens para melhorar o ânimo dos alunos. "A gente já mandou áudio, videozinho falando que vai ficar com saudades. E eles mesmo mandam para a gente também", diz. “A gente já mandou áudio, videozinho falando que vai ficar com saudades”, diz Christiane, que teme perder ainda mais alunos em sua escola de educação infantil em São Luís Arquivo Pessoal Desde que a pandemia começou, o número de alunos da educação infantil caiu de 30 e poucos para 20 na Porta de Papel, e a pedagoga demitiu três de suas seis funcionárias, entre pedagogas e estudantes de pedagogia. "Os pais já estão falando com as crianças, e algumas já estão cientes de que não vão voltar neste ano. Tive famílias em que ficaram desempregados o pai e a mãe, e nem conseguiram o auxílio (emergencial do governo), ficaram totalmente desassistidos". "A maioria dos alunos são filhos dos trabalhadores das feiras da região de Coroadinho, comerciantes, profissionais autônomos. Crianças que tinham mais de um irmão, de famílias grandes, crianças que moravam em uma casa com 11, 12 pessoas", diz. Christiane tem liderado as campanhas de arrecadação de doações para a favela, e muitas famílias dos alunos da Associação Núcleo de Educação Comunitária têm contado com a ajuda da professora para se alimentar. Projetos ligados ao G-10 das Favelas (grupo de líderes comunitários e empreendedores de impacto social) são o que tem evitado, inclusive, que a escola feche as portas definitivamente. "Foi uma comoção", conta a professora sobre a última semana de maio, quando muitos pais receberam a notícia de que estavam desempregados e comunicaram à escola que não poderiam mais pagar os R$ 80 de mensalidade. "Foi muito triste, porque foi praticamente na mesma semana em que fecharam muitas lojas, restaurantes, hotéis, então muitos pais que trabalhavam nessas áreas já foram comunicados da demissão. E daí vieram só para abraçar a gente, querer um colo", lamenta. Sem a rotina e os cuidados da escolinha, muitas das crianças voltarão para a realidade que Christiane justamente tentou combater quando fundou a Porta de Papel; rotina que ela mesmo viveu de perto quando criança que crescia em Coroadinho enquanto a mãe trabalhava. "Geralmente as crianças ficam trancadas em casa e um vizinho dá uma olhada de vez em quando. Acontecia isso comigo quando eu era criança e minha mãe precisava trabalhar. A gente fica em casa trancadinho e daí sempre tem um vizinho que dá um OK, que dá uma ajuda para perguntar se a gente já almoçou, já lanchou. E tem a situação que é extrema, em que o pai sai para trabalhar e deixa a criança brincando", lembra. Durante a pandemia, a pedagoga Christiane suspendeu as aulas a escola e passou a arrecadar alimentos e produtos de limpeza para as famílias dos alunos Arquivo Pessoal O cenário de demissões já começa a se concretizar em outros Estados. Em Londrina, no Paraná, o Sindicato dos Professores (Sinpro-Londrina) foi acionado depois que um colégio da cidade anunciou, no dia 15 de junho, a demissão de todos os 20 professores e o encerramento das atividades de educação infantil. Em Belo Horizonte, no começo de junho, nove escolas particulares de educação infantil já comunicaram o encerramento de suas atividades à Secretaria Municipal de Educação, de acordo com o portal G1. De acordo com o Sindicato das Escolas Particulares de Minas Gerais (Sinep), a média de cancelamento de contratos no Estado está entre 30% e 40%. Beatriz Abuchaim, gerente de conhecimento aplicado da Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal, voltada à primeira infância, destaca que ainda é cedo para avaliar que impacto a suspensão das atividades de educação infantil terá sobre o desenvolvimento das crianças — por tratar-se de uma situação inédita. Mas o que já se sabe é que a ausência das creches e escolinhas será mais sentida pelas crianças que moram em lares com maior vulnerabilidade social, que durante a pandemia podem estar submetidas a situações de insegurança alimentar e outras dificuldades. "A pandemia trouxe uma situação de fragilização e mais vulnerabilidade a muitas famílias. Muitas crianças recebiam, inclusive, suas principais alimentações do dia das escolas de alimentação infantil", diz ela. "O que a gente pode dizer com certeza é que crianças que estão em lares que estejam, recebendo afeto, carinho, atenção, estímulos adequados, essas crianças vão continuar a se desenvolver bem. Ao passo que talvez crianças que estejam em famílias que não possam estimular o seu desenvolvimento talvez tenham algum prejuízo", diz, citando, por exemplo, a falta de livros e brinquedos, ou um estresse tão grande dos pais em garantir a sobrevivência da família que não possam dar atenção direcionada às crianças. "A gente acaba tendo o aumento dessa desigualdade social no nosso país." Debandada de alunos da rede privada pode aumentar a demanda pelo setor público Getty Images via BBC Empregos ameaçados Em São Paulo, o sindicato que representa os professores da educação privada no Estado (Sinpro-SP) explica que, embora ainda não haja um quadro claro sobre a quantidade de demissões de professores na crise, é na educação infantil que está a maior parte de pedidos para a suspensão de contratos de trabalho — modalidade prevista na Medida Provisória 936, em vigor desde abril por conta da pandemia e que permite que se suspendam por até 60 dias os contratos trabalhistas, sem que haja pagamento de salário por parte do empregador. "Pode ser que em muitas escolas o processo de demissão esteja sendo retardado por essa possibilidade de suspensão", explica Silvia Celeste Bárbara, primeira-secretária do Sinpro-SP. Mas, caso se concretize o fechamento de uma grande quantidade de turmas ou de escolas, as perspectivas de desemprego são bastante preocupantes, diz Tadeu da Ponte, do Insper. Considerando-se um universo (segundo o Censo Escolar 2019) de 556 mil professores na educação privada, fazendo uma conta conservadora de fechamento de 20% das turmas dessas escolas, "se 20% dos professores da educação básica privada perderem o emprego, são mais de 100 mil pessoas", afirma. Ponte é parte de uma iniciativa chamada União Pelas Escolas, que está elaborando projetos de contingenciamento para o setor de educação privada — uma das ideias em gestação é a de se propor um voucher, semelhante ao auxílio emergencial sendo concedido pelo governo, para garantir que famílias consigam pagar as mensalidades de suas escolas. A proposta, porém, está em discussão para ser formalizada. Outra demanda é pela criação de políticas de crédito do governo voltado às escolas de pequeno e médio porte. "O risco é que, se a escola fecha, o aluno não tem para onde voltar" quando as aulas presenciais forem retomadas, diz Ponte. Ao mesmo tempo, em São Paulo, alguns grupos têm defendido a volta do ensino privado antes do ensino público — previsto para iniciar sua reabertura a partir de 8 de setembro, segundo o plano anunciado pelo governador João Doria. Esses grupos defendem que muitas escolas privadas já têm protocolos de higiene prontos para voltar a receber os alunos, mas críticos afirmam que o retorno do ensino particular antes do público pode aprofundar ainda mais as desigualdades entre os dois setores. "O risco é que, se a escola fecha, o aluno não tem para onde voltar" quando as aulas presenciais forem retomadas Getty Images via BBC Imprevisibilidade na educação pública Para a presidente do conselho do Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec), Anna Helena Altenfelder, um dos grandes riscos que o fechamento de escolas de educação infantil pode causar é um inchaço das escolas e creches públicas, sem que haja capacidade de financiamento. Na distribuição dos recursos do Fundeb, fundo estatal de educação básica que financia grande parte da educação pública brasileira, são consideradas as matrículas nas escolas públicas e conveniadas apuradas no último Censo Escolar, que retratam um período anterior à pandemia. Novo Fundeb em tramitação: confira o que pode mudar com a proposta "Então essas crianças não estão contadas. As escolas vão ter que se adaptar a alunos novos que vêm de outra escola. O financiamento agora é uma preocupação séria. A gente fala tanto em colapso no sistema de saúde, mas corremos o corre o risco de ter um colapso no sistema de ensino". Visão parecida tem o presidente nacional da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), Luiz Miguel Martins Garcia. "O grande problema que se coloca é a imprevisibilidade. É um aluno que chega e a gente não tem previsão de receber por ele", diz Garcia, que acrescenta que os alunos podem se matricular na rede pública a qualquer momento do ano. "A rede pública não pode se recusar a fazer matrícula". Garcia, no entanto, defende que, especialmente na educação infantil, em que as atividades em sala envolvem engatinhar, dividir brinquedos e comida e ficar no colo das professoras, a volta ocorra provavelmente só no ano que vem, quando as condições sanitárias estiverem mais seguras, de preferência com uma vacina contra o novo coronavírus. "A educação infantil é feita por meio de brincadeiras e interações, o que praticamente impossibilita (o distanciamento social)", diz. Há outras questões, alerta o presidente da Undime, sobre as quais as redes começam agora a se debruçar para buscar soluções. "Máscaras em crianças causam o risco de asfixia, as crianças muito pequenas (ficam) o tempo todo um encostando umas nas outras, você não tem carteiras na sala de aula de educação infantil, não tem isolamento", diz. "O retorno às aulas na educação infantil é ainda mais complicado (que nas demais etapas de ensino) e vai exigir muita criatividade, discussão, reflexão. Achamos que deve ser a última área a retornar (às aulas presenciais). Se a gente pensar, sobretudo (na faixa etária) de zero a 1 ano, o ideal é voltar só quando houver vacina. Talvez a gente não tenha condição de retorno neste ano". Datafolha: 76% são contra reabertura de escolas nos próximos dois meses
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