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28/10 - Ministro da Educação Milton Ribeiro afirma que se reuniu com o arcebispo do Rio para discutir sexualização precoce de crianças
Responsável pelo MEC disse também em evento no Recife que respeita "todas as orientações, mas temos que ter um pouco mais de respeito com as crianças". Milton Ribeiro fala sobre audiência com Dom Orani Tempesta, arcebispo do Rio O ministro da Educação, Milton Ribeiro, relatou durante um discurso nesta quarta (28) que se encontrou com o arcebispo do Rio, dom Orani Tempesta, para debater "questões de querer introduzir, de uma maneira, creio, precoce, questões de sexualidade com crianças" e falou que respeita "todas as orientações, mas temos que ter um pouco mais de respeito com as crianças". Nesse trecho do discurso (ver vídeo acima), Ribeiro não especifica quais são as "questões de sexualidade com crianças" e não explica a relação entre "orientações" e o que sugere ser falta de "respeito com as crianças". No mês passado, ele afirmou a um jornal que gays vinham de "famílias desajustadas". "[Na última] Segunda-feira eu me reuni no Rio de Janeiro com Dom Orani Tempesta, que é o arcebispo do Rio de Janeiro, para que nós pudéssemos conversar sobre algo que é muito caro para o governo do presidente Jair Messias Bolsonaro, que são os valores, os valores da família, os valores a respeito da condução da vida das pessoas. Num país que, principalmente, é cristão. Nós sentamos para conversar um pouco sobre essas questões de querer introduzir, de uma maneira, creio, precoce, questões de sexualidade com crianças. Noções que passam da comunicação apenas científica para outro tipo de informação. Respeito e sempre respeitarei todas as orientações e todos os encaminhamentos que as pessoas têm, mas temos que ter um pouco mais de respeito com as crianças. É a orientação que recebi e que creio que será melhor para a educação e o Brasil", afirmou o ministro. Ribeiro discursou durante o lançamento de um prêmio de economia criativa na Fundação Joaquim Nabuco, no Recife. No mesmo discurso, o ministro da Educação disse que o presidente Jair Bolsonaro tinha "talvez milhares de pessoas que teriam, talvez, muito mais capacidade técnica e acadêmica do que eu, embora eu tivesse tido a minha experiência acadêmica, minha formação acadêmica. Mas uma das coisas que ele levou em conta foi a questão dos valores e princípios. Não apenas questões morais, mas, ele disse pra mim, muito claro, por ser minha primeira viagem ao Nordeste como ministro, que a tolerância que eu devia ter com qualquer sinal de corrupção seria zero". O G1 entrou em contato com o Ministério da Educação para esclarecer o contexto das falas mencionadas e aguarda posicionamento. A reunião consta na agenda oficial do MEC. A assessoria de comunicação da Aquidiocese do Rio declarou em nota que Tempesta "recebeu para uma visita de cortesia o senhor ministro da Educação, Milton Ribeiro, e o secretário-executivo no Ministério das Comunicações, Fábio Wajngarten, a pedido dos mesmos". Acrescenta que foram concedidas entrevistas no dia. No mês passado, Ribeiro foi questionado pelo jornal "O Estado de S.Paulo" sobre a importância da educação sexual na sala de aula. O ministro disse ser preciso mostrar "que há tolerância", mas que "o adolescente que muitas vezes opta por andar no caminho do homossexualismo [termo considerado preconceituoso]" vêm, algumas vezes, de "famílias desajustadas". A palavra "homossexualismo", usada pelo ministro, remete a "doença" por causa do sufixo -ismo. Desde 1973, a Associação Americana de Psiquiatria (APA, sigla em inglês) retirou a homossexualidade (o termo correto para a orientação sexual) da lista de doenças. Depois, o órgão foi seguido por uma série de entidades de saúde. Em 1990, a Organização Mundial da Saúde (OMS) seguiu as observações dos pesquisadores. No Brasil, o Conselho Federal de Psicologia também adota essa visão. Crítica à pílula anticoncepcional Há dois anos, Ribeiro criticou a conduta sexual da sociedade. Segundo ele, após a criação da pílula anticoncepcional, a maior liberdade fez com que o mundo perdesse a “referência do que é certo e errado”. “Não importa se é A, B, se é homem ou se é mulher, se é velho, se é novo. Não interessa. O que interessa é aquele momento. E tem mais. Eles explicam assim: se for feito com amor, tudo vale”, diz. “Se você tem um sexo com seu vizinho que é casado, com sua vizinha, mas com amor, então pronto, nenhuma dificuldade. Essa é nossa sociedade. É isso que eles estão ensinando para os nossos filhos na universidade”, completa. O ministro já defendeu que as crianças devem "sentir dor" em um vídeo, publicado no YouTube em 2016, em que apoia "rigor e severidade" na educação das crianças. “A correção é necessária pela cura. Não vai ser obtida por meios justos e métodos suaves. Talvez aí uma porcentagem muito pequena de criança precoce, superdotada, é que vai entender o seu argumento. Deve haver rigor, desculpe. Severidade. E vou dar um passo a mais, talvez algumas mães até fiquem com raiva de mim, (as crianças) devem sentir dor”, declarou Ribeiro no vídeo. Na cerimônia de posse, o ministro disse que nunca apoiou o uso de violência física na escola. “Nunca defenderei tal prática, que faz parte de um passado que não queremos de volta”, afirmou. Veja outros vídeos de Educação
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28/10 - Prêmio de economia criativa distribuirá R$ 100 mil em cada estado do Nordeste
Segundo Antônio Campos, presidente da Fundaj, a intenção do prêmio é incentivar soluções para melhorar a vida da sociedade. O Prêmio Delmiro Gouveia de Economia Criativa foi lançado nesta quarta (28) na sede da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj), no Recife. Serão distribuídos R$ 900 mil aos nove estados do Nordeste, sendo R$ 100 mil para cada um deles para projetos de caráter criativo e inovador, levando em conta critérios como baixo custo e a quantidade de beneficiados. Segundo Antônio Campos, presidente da Fundaj, a intenção do prêmio é incentivar soluções criativas para melhorar a vida da sociedade. “Esse prêmio visa prestigiar iniciativas em economia criativa que possam, com baixo custo, ajudar a vida dos nordestinos e brasileiros, neste quinhão do Brasil. A economia criativa é um dos desenvolvimentos principais do Nordeste. É impossível pensar o Nordeste sem sua criatividade, e o nordestino sem sua resistência, resiliência. Da gastronomia à produção de softwares, do artesanato a música”, afirmou Antônio Campos. O ministro da Educação, Milton Ribeiro, durante cerimônia de lançamento de prêmio de economia criativa Pedro Alves/G1 PE A estimativa é de que, no mínimo, sejam contempladas 90 iniciativas. Este presente na cerimônia o ministro Milton Ribeiro, que fez discurso. As inscrições são gratuitas e devem ser realizadas via formulário, disponível no site fundaj.gov.br, até 9 de novembro. Cada proponente pode inscrever quantos projetos desejar, mas somente um deles poderá ser contemplado. Para concorrer, o candidato deve ser maior de 18 anos, brasileiro nato ou naturalizado. Para pessoa jurídica, a única restrição é para a natureza governamental, sendo possível que desde instituições privadas a ONGs participem. O edital, disponível na internet, também contemplará diversos outros segmentos da economia criativa. Audiovisual, produtos tecnológicos de interesse cultural, espetáculos de arte, iniciativas relacionadas ao patrimônio material e estão entre as categorias contempladas. Cursos de Economia Criativa e Empreendedorismo Cultural também estão previstos no prêmio. A divulgação do resultado final será publicada no Diário Oficial da União e no site e canais da Instituição e do Ministério da Educação, no dia 4 de dezembro. Os vencedores terão do dia 8 a 31 de dezembro para a emissão do empenho. O secretário de Cultura de Pernambuco, Gilberto Freyre Neto, afirmou que a escolha do nome de Demiro Gouveia, empreendedor cearense que morreu no início do século 20, representa um reconhecimento do caráter inovador dos nordestinos. “Nós somos uma referência em que a cana-de-açúcar conheceu o massapê e esse encontro tem criatividade e inovação. Foi a partir de experimentos desenvolvidos aqui no nosso estado que a gente financiou, durante 300 anos, o projeto de país”, afirmou o secretário. Vídeos mais vistos do G1 nos últimos 7 dias
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28/10 - Revalida 2020 tem mais de 16,5 mil inscritos
O número é mais que o dobro registrado na última edição do exame, feita em 2017. Prova serve para validar diplomas de medicina obtidos fora do Brasil. Exame teórico será em 6 de dezembro. Revalida 2020: prazo para pagar a inscrição termina nesta quarta-feira (7). Unsplash Mais de 16,5 mil pessoas se inscreveram no Revalida 2020, exame que serve para validar o diploma de medicina obtido fora do Brasil. O número representa 114% a mais do que havia sido registrado na última edição do exame. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (28) pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pelo exame. Apesar de a legislação em vigor prever o exame a cada seis meses, o Revalida não é feito desde 2017. A última edição teve 7.380 inscritos, dos quais 393 foram aprovados. Neste ano, 16.547 candidatos estão inscritos. A prova teórica será em 6 de dezembro. Entre os candidatos inscritos: 51,8% (8.016) são mulheres 48,2% (7.466) são homens 64,7% (10.720) são brasileiros 16,3% (2.700) são cubanos 5,9% (980) são cubanos Os inscritos obtiveram seus diplomas de medicina em 63 países diferentes. Os três principais são: 43,2% (7.154) dos inscritos obtiveram o diploma na Bolívia 23,7% (3.928) fizeram medicina em Cuba 14,5% (2.400) cursaram medicina no Paraguai Para quem é feito o Revalida? Qualquer brasileiro ou estrangeiro, que tem diploma de medicina obtido no exterior e está em situação legal no Brasil, poderá fazer a prova. O Revalida foi criado em 2011 para regularizar no Brasil o diploma de graduação em medicina. A prova serve para verificar se o profissional formado no exterior tem conhecimentos equivalentes ao graduado no Brasil. Como é feito o Revalida? O Revalida é aplicado em duas etapas, uma teórica e outra prática. O exame teórico será aplicado em 6 de dezembro, em 13 capitais e no DF: Belém/PA, Belo Horizonte/MG, Brasília/DF, Campo Grande/MS, Curitiba/PR, Fortaleza/CE, Manaus/AM, Porto Alegre/RS, Recife/PE, Rio Branco/AC, Rio de Janeiro/RJ, Salvador/BA São Paulo/SP A prova teórica é dividida em duas partes aplicadas no mesmo dia. Pela manhã, devem ser resolvidos 100 itens objetivos. Na parte da tarde, os participantes precisam responder 5 questões discursivas. Nesta etapa, os candidatos deverão obter no mínimo 63 em 100 pontos possíveis na prova objetiva e 29 dos 50 pontos na prova discursiva. A segunda parte é uma avaliação prática, baseada em 10 entrevistas (anamneses) para diagnóstico inicial de doenças em atores que se passam por pacientes. O edital para a segunda etapa do Revalida ainda não foi publicado. Mas, segundo o Inep, nesta edição haverá uma novidade: quem passar na primeira fase, mas reprovar na segunda, poderá se inscrever diretamente nesta etapa nas próximas duas edições futuras, ainda a serem marcadas. O valor da inscrição ainda será divulgado. Com dificuldade para pagar taxa de inscrição, médicos cubanos vão tentar fazer o novo exame do Revalida Cronograma do Revalida 2020 Prova teórica: 6 de dezembro Divulgação dos gabaritos: 8 de dezembro Recurso dos gabaritos: 8 a 14 de dezembro Resultado da prova escrita: 8 de fevereiro Vídeos: Educação
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28/10 - Escolas estaduais poderão ter custos de até R$ 5,3 bilhões com a pandemia
Queda de arrecadação de impostos destinados à educação pode agravar ainda mais o cenário, aponta relatório do Instituto Unibanco e Todos pela Educação, em parceria com o Consed. As ações implementadas por causa da pandemia do coronavírus poderão elevar as despesas das redes estaduais de ensino de R$ 2,1 bilhões a até R$ 5,3 bilhões. Já a despesa com a volta às aulas presenciais nos estados pode somar R$ 1,6 bilhão às redes. Ao mesmo tempo, a queda na arrecadação de impostos que deveriam ir para a educação poderá tirar dos cofres públicos pelo menos R$ 13 bilhões do total de recursos das escolas municipais e estaduais. No Brasil, a suspensão das aulas presenciais ocorreu em março. Ivan Aleksic / Unsplash As estimativas são do terceiro relatório da série "Covid-19: Impacto Fiscal na Educação Básica", feito pelo Instituto Unibanco, pela organização Todos pela Educação, em parceria com o Conselho Nacional dos Secretários de Educação (Consed). Os dados foram divulgado nesta quarta-feira (28). “Temos um cenário para o próximo ano de incerteza quanto às receitas e de certeza quanto ao crescimento da despesa o que provoca muita apreensão entre os gestores da educação”, afirma Josué Modesto, secretário da Educação, do Esporte e da Cultura de Sergipe e coordenador da Frente de Melhoria do Gasto Público do Consed. O relatório sugere algumas ações para minimizar o impacto da pandemia na qualidade da educação. Entre elas, estão: criar um processo de coordenação nacional para o retorno seguro às aulas presenciais, com planejamento de despesas e articulação entre União, estados e municípios, o que poderá reduzir custos. aprovar o socorro emergencial da União à Educação Básica dos estados e municípios; garantir acesso gratuito à internet de forma emergencial para os alunos mais vulneráveis terem atendido o direito ao ensino; destinar mais recursos para o programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE) e o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), com foco nos gastos adicionais devido à pandemia; preservar os orçamentos do Programa Nacional de Apoio ao Transporte Escolar (PNATE) e do Programa Nacional do Livro Didático (PNLD); aprovar a regulamentação do Fundeb para ele estar ativo em 1º de janeiro de 2021. Leia também: Deputados e especialistas cobram regulamentação 'urgente' do Fundeb ainda este ano Aumento das despesas com a pandemia Os valores variam conforme os cenários. A menor estimativa se deve à previsão de escolas fechadas e distribuição de alimentação por quatro meses. A maior estimativa se refere ao cenário de escolas reabertas e distribuição de alimentos ao longo de oito meses para as crianças mais vulneráveis. Cenário A: Escolas fechadas e entregas pontuais de alimentação (4 meses): + R$ 2.123.439.213,94 Cenário B: Escolas fechadas e entrega contínua de alimentação (8 meses): + R$ 3.719.438.231,34 Cenário C: Abertura das escolas e entrega contínua de alimentação (8 meses): + R$ 5.340.132.842,60 Queda de arrecadação com a pandemia O relatório traz estimativas sobre o impacto da queda de arrecadação em tributos estaduais e municipais que são vinculados à educação. Com as atividades econômicas retraídas, há menor recolhimento nestes tributos. Cenário A: retração de 5% no ano: - R$ 13.249.259.686,88 Cenário B: retração de 10% no ano: - R$ 26.498.519.373,75 Cenário C: retração de 15% no ano: - R$ 39.747.779.060,63 Como o enfrentamento à pandemia varia de estado para estado, incluindo o período de redução de atividades econômicas, o impacto da queda de arrecadação é diferente para cada região. Oito entre 16 estados que responderam à pesquisa afirmaram ter aumento de até 15% na arrecadação. 0 a 5% - Tocantins, Roraima, Maranhão e Rondônia 5% a 10% - Pará e Amazonas 10% a 15% - Mato Grosso e Mato Grosso do Sul Outros nove estados e o DF afirmaram que houve queda na arrecadação. 0 a - 5% - Pernambuco, Rio Grande do Sul, Paraná, Paraíba, Amapá, Alagoas, Espírito Santo, Distrito Federal e Goiás -5% a -10% - Bahia, Sergipe, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Minas Gerais e Piauí -10% a - 15% - Ceará, Acre, e Rio Grande do Norte Custos extras A suspensão das aulas presenciais trouxe custos extras para as redes estaduais de ensino, com a implantação do ensino remoto, o treinamento de professores, elaboração de guias e documentos orientadores, compra de materiais de higiene, além de ações para garantir a segurança alimentar dos estudantes. Os custos de manutenção e segurança das escolas se mantiveram, mesmo com as salas de aulas fechadas. A segurança alimentar, apresentada em base mensal, é uma ação que pode gerar gastos mais contínuos e distribuídos ao longo do ano. O ensino remoto, por outro lado, pode ter custo maior no início e, posteriormente, demandar manutenções ou ampliações mais pontuais. Principais despesas nas redes estaduais devido à pandemia, em R$ Pacote de dados Ao menos 13 redes estaduais oferecem pacote de dados para estudantes acessarem as aulas remotas. Somente uma rede conseguiu uma solução gratuita. Segundo o relatório, a compra de dados faz parte de um contrato com uma empresa de tecnologia anterior à pandemia. O documento não cita quais são estes estados. Outras 12 pagam pelo serviço, que tem média de custo de R$ 4,93 por estudante (mínimo de R$ 0,63 e máximo de R$ 9,22) As despesas com pacote de dados representam o maior percentual de custos para as redes que oferecem este serviço na pandemia. O maior percentual fica com a região Sul, que soma quase 70% dos gastos totais com pacote de dados. A exceção é o Centro-Oeste, que tem custos maiores com a entrega de materiais impressos (43% do total) e com o envio de materiais digitais específicos (23%), do que com dados patrocinados (23%). Estados adotam plataformas on-line para transmitir conteúdo em tempos de pandemia Annie Spratt / Unsplash Aulas remotas Entre as ações para a educação remota na pandemia, a mais cara aos cofres públicos é a transmissão de conteúdos educacionais via TV local. A média de gastos é de R$ 2,39 por aluno. Dados do Consed apresentados no relatório apontam que 63% das 19 redes que usam essa solução pagam pelo serviço. Em outros 37%, a transmissão é gratuita, por meio de parcerias com emissoras legislativas, universitárias e públicas. A segunda maior despesa nas aulas remotas vêm da disponibilização de videoaulas pelas redes sociais, ao custo de R$ 1,31 por aluno. No entanto, 94% das 18 redes que usam este recurso o fazem de forma gratuita e apenas uma (6%) paga pelo serviço. Já as plataformas online, usadas por 26 unidades federativas, custam R$1,03 por aluno, em média. Quinze redes (62,5%) que adotam essa solução o fazem de forma gratuita e 9 (37,5%) pagam. Alimentação dos estudantes O custo estimado com a distribuição de alimentos ou pagamento de voucher a famílias mais carentes é de R$ 400 milhões ao mês. Caso esta política se estenda por até 8 meses, o custo estimado é de R$ 3,2 bilhões. Segundo o documento, 85% das redes estaduais entregam cestas básicas ou kits de alimentação e 45% oferece cartão alimentação (voucher). Em média, a cesta básica custa R$ 49 para as redes, e o voucher, R$ 58. Os valores variam conforme as regiões e os tamanhos das redes. O relatório alerta que as ações não atingem todos os estudantes. Em geral, o foco é dado à população mais carente. Outro problema é a regularidade. Alguns estados relatam entregas pontuais ao longo do ano, enquanto outros afirmam que vão dar continuidade a esta ação durante toda a pandemia. “Nos estados que ofertam cestas, em média 64% dos(as) estudantes são atendidos(as); naqueles que entregam vouchers, apenas 44% das famílias os recebem.” Volta às aulas presenciais O relatório destaca que, embora nem todas as redes estaduais tenham protocolo para retomar as aulas presenciais, há medidas que podem ser previstas. Entre as 23 redes que responderam à pesquisa, 9 conseguiram calcular algum aumento nas despesas com pessoal e serviços por causa da pandemia e 5 estimaram o impacto destes custos no orçamento. Segundo o relatório, o aumento da despesa com pessoal e serviços pode chegar a R$ 784 milhões. O número “apesar de potencialmente subestimado, já é significativo”, afirma o documento. Volta às aulas presenciais: 8 redes estaduais de ensino público já têm data de retorno; consulte seu estado e capital Playlist: Volta às aulas
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28/10 - Covid-19: a estudante de 14 anos premiada por descobrir molécula que pode ajudar a combater coronavírus
Em seu estudo, Chebrolu identificou molécula com melhor atividade farmacológica e biológica frente à proteína S do vírus Sars-CoV-2, que pode ser transformada em uma droga potencial para um tratamento contra covid-19. Ela tem apenas 14 anos e já trabalha na corrida para encontrar uma cura para a Covid-19. Anika Chebrolu, estudante do ensino médio em Frisco, no Texas, descobriu uma molécula que poderia se ligar ao novo coronavírus e inibir sua capacidade de infectar pessoas. Anika Chebrolu, 14, ganhou o prêmio de melhor cientista jovem dos EUA. Acervo pessoal via BBC A descoberta científica rendeu à jovem o título de "melhor jovem cientista dos Estados Unidos" na competição Young Scientist Challenge 2020, o que lhe rendeu um prêmio de US$ 25 mil (cerca de R$ 142 mil) concedido pela multinacional 3M. O evento anual de prestígio nacional é indicado por várias universidades para estudantes de 10 a 14 anos (e potenciais cientistas) apresentarem um pequeno vídeo explicando uma solução para um problema cotidiano. Sobre o que é exatamente a descoberta da jovem Anika Chebrolu? E como ela fez isso? Proteína-chave O Sars-CoV-2, vírus que causa a doença covid-19, possui uma espécie de coroa que o rodeia. É daí que vem o nome coronavírus. Nesta coroa há uma proteína em forma de espinho, a proteína S, que se une aos receptores de nossas células para infectá-las. Déficit de proteína pode explicar e tratar formas graves da Covid-19, dizem cientistas franceses Cientistas decifram estrutura no novo coronavírus que pode ajudar na fabricação de vacinas Estudo encontra proteína do SARS-CoV-2 em tecidos oculares de paciente com Covid-19 Por isso, muitos laboratórios que trabalham em uma vacina contra a covid-19 escolheram atacar essa proteína com o objetivo de impedir que o vírus penetre em nossas células. A pesquisa de Anika Chebrolu também se baseou nessa proteína-chave do vírus. "Descobri uma molécula que pode se juntar à proteína S do vírus e potencialmente mudar sua forma e sua função", explica a jovem em entrevista à BBC News Mundo (serviço em espanhol da BBC). Ela fez isso examinando milhões de pequenas moléculas em busca de propriedades como as de um remédio de absorção, distribuição, metabolismo e excreção (ADME). Após essa análise, Chebrolu selecionou a molécula com melhor atividade farmacológica e biológica frente à proteína S do vírus Sars-CoV-2, que pode ser transformada em uma droga potencial para um tratamento eficaz contra a doença. Estudo prévio Chebrolu começou sua pesquisa na escola Nelson, em Frisco, quando ainda não havia notícias sobre a nova pandemia de coronavírus. "Há alguns anos, investiguei a pandemia de gripe espanhola de 1918 para um projeto escolar e fiquei fascinada por vírus e pela descoberta de medicamentos", disse. Ao fazer sua pesquisa, descobriu a metodologia in silico (em ou através de simulação computacional). "Fiquei surpresa que pudéssemos usar métodos computacionais para identificar e desenvolver moléculas potenciais semelhantes a remédios para combater doenças." Ela diz que estava usando o mesmo método do ano passado para identificar um composto importante que poderia se ligar à proteína hemaglutinina do vírus influenza quando a pandemia de covid-19 surgiu. "Depois de pesquisar pandemias, vírus e drogas por tanto tempo, era uma loucura pensar que estávamos realmente passando por uma pandemia!" Devido à gravidade da pandemia e ao forte impacto que ela teve no mundo em menos de um ano, Chebrolu descreve que, com a ajuda de seu mentor Mahfuza Ali, um cientista da 3M, ela mudou a direção de seu projeto inicial e se voltou para a proteína S do vírus Sars-CoV-2. Até 26 de outubro, a covid-19 tirou a vida de mais de 1,1 milhão de pessoas em todo o mundo desde que os primeiros casos começaram a ser relatados em dezembro de 2019, na cidade chinesa de Wuhan. Os Estados Unidos são o país com mais mortes, com mais de 225 mil, de acordo com dados da universidade americana Johns Hopkins. Mais e mais estudos Anika Chebrolu usou um simulador computacional em sua pesquisa Acervo pessoal via BBC No campo científico, os achados de Chebrolu foram celebrados, mas cientistas afirmam que ainda são necessários mais estudos para saber se essa molécula é realmente eficaz para uma cura contra a covid-19. "Acho maravilhoso que Anika Chebrolu tenha feito essa análise, e seu trabalho é obviamente impressionante e sofisticado para seu nível de formação. Sem dúvida, ela tem potencial para ser uma cientista excepcional", disse Angela Rasmussen, virologista da Universidade Columbia, em Nova York. "No entanto, é importante ressaltar que, embora essas estratégias sejam boas para identificar compostos com potencial terapêutico, não há dados experimentais para sustentar que a molécula identificada realmente afeta a entrada ou a replicação viral, ou que se una à proteína S em condições reais", diz a especialista à BBC News Mundo. "São necessários estudos de laboratório para entender melhor o potencial dessa molécula como terapia antiviral", acrescenta Rasmussen. Para especialistas consultados pela reportagem, mais testes laboratoriais podem determinar se essa molécula pode se ligar de forma eficaz à proteína S do vírus. Se isso for comprovado com análises in vitro, geralmente em tecidos, órgãos ou células isolados, e posteriormente in vivo, o que significa testes em organismos vivos, essa molécula poderia prevenir a primeira etapa da infecção do vírus em um organismo. Planos para o futuro Chebrolu afirma que tem planos concretos para investir o dinheiro que ganhou de prêmio como melhor cientista jovem dos EUA. "Planejo usar os US$ 25 mil na continuar minha pesquisa e financiar minha organização sem fins lucrativos, AcademyAid, que oferece material e equipamento a crianças que necessitam de ajuda para seguir nas carreiras que desejam." Ela também planeja guardar parte do prêmio para pagar seus estudos na universidade. Perguntada sobre o que diria, a partir de sua experiência, a outros jovens que podem estar interessados na ciência, ela recomendou não deixar de questionar. "Lembre-se sempre de não deixar de fazer perguntar e de ter confiança em si mesmo. Certifique-se de aproveitar qualquer oportunidade com suas melhores habilidades, pois você nunca sabe onde pode parar." VÍDEOS: o que você precisa saber sobre o coronavírus
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28/10 - UnB abre inscrições para processo seletivo de 2020
Seleção usa notas do Enem de 2019. Processo substitui vestibular do segundo semestre; provas foram suspensas devido à pandemia de coronavírus. O campus Darcy Ribeiro da Universidade de Brasília (UnB) amanheceu vazio na manhã desta quarta-feira (15); professores e alunos paralisaram atividades contra bloqueio de verbas anunciado pelo governo federal Geraldo Bechker/TV Globo A Universidade de Brasília (UnB) abre, nesta quarta-feira (28), as inscrições para o processo seletivo que irá substituir o vestibular do segundo semestre de 2020. O prazo vai até as 18h do dia 6 de novembro. Para ingressar no ensino superior, os estudantes terão que usar as notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2019. Confira aqui edital completo UnB publica edital para ingresso 2020; notas do Enem serão usadas para seleção O processo seletivo será todo virtual, e as inscrições são gratuitas. O cadastro deve ser feito pela internet, no site do Centro Brasileiro de Pesquisa e Avaliação e Seleção e de Promoção de Eventos (Cebraspe) – a banca organizadora. Veja o passo a passo para a inscrição: Preencher da ficha de inscrição Marcar o nível de escolaridade Assinalar em que tipo de concorrência quer participar (se em ampla ou cotas) Assinalar, quando for o caso, para concorrer às vagas destinadas as pessoas com deficiência Marcar o curso em que pretende concorrer, o turno e o campus O que muda? A UnB decidiu suspender o vestibular devido à pandemia do novo coronavírus. De acordo com a instituição, a prova não será realizada para evitar aglomerações. Os candidatos poderão concorrer a apenas um curso. Como nos vestibulares anteriores, a UnB fará diversas chamadas, a depender da disponibilidade de vagas. O primeiro vestibular com o sistema de cotas para negros foi realizado em junho de 2004. A UnB foi a primeira instituição do pais a adotar o sistema. Dos 4.385 cotistas inscritos no plano, 4.173 têm suas inscrições homologadas. UnB Agência O processo de seleção será feito pelo Cebraspe. Os candidatos poderão concorrer em três sistemas: universal, cotas para escolas públicas e para negros. Cronograma 28 de outubro a 6 de novembro: período de solicitação de inscrição; 9 e 10 de novembro: checagem da foto encaminhada pelos candidatos; 30 de novembro: divulgação provisória dos candidatos com inscrição homologada para concorrer na condição de pessoas com deficiência no sistema de cotas para escola pública e da relação provisória dos candidatos com inscrição homologada para concorrer pelo sistema de cotas para escolas públicas; 1° e 2 de dezembro: prazo para interposição de recursos contra as relações provisórias; 16 de dezembro: divulgação da relação final dos candidatos com inscrição homologada para concorrer pelo sistema de cotas para escolas públicas. Cursos disponíveis Administração Agronomia Arquitetura e Urbanismo Artes Cênicas Artes Visuais Bacharelado em Química Biblioteconomia Biotecnologia Ciência da Computação Ciência Política Ciências Biológicas Ciências Contábeis Ciências Econômicas Ciências Sociais – Antropologia / Sociologia Comunicação Social – Audiovisual / Publicidade e Propaganda Design – Programação Visual / Projeto do Produto Direito Educação Física Enfermagem Engenharia Ambiental Engenharia Civil Engenharia de Computação Engenharia de Redes de Comunicação Engenharia Elétrica Engenharia Florestal Engenharia Mecânica Engenharia Mecatrônica – Controle e Automação Engenharia Química Estatística Farmácia Filosofia Física Geofísica Geografia Geologia História Jornalismo Letras – Tradução – Francês Letras – Tradução – Inglês Licenciatura em Letras – Português do Brasil como Segunda Língua Língua Francesa e Respectiva Literatura Língua Portuguesa e Respectiva Literatura Línguas Estrangeiras Aplicadas – Multilinguismo e Sociedade da Informação Matemática Medicina Medicina Veterinária Museologia Música Nutrição Odontologia Pedagogia Psicologia Química Tecnológica Relações Internacionais Serviço Social Turismo Provas do PAS O Programa de Avaliação Seriada (PAS) – Etapas 1, 2 e 3 – ainda não está definido. "A seleção ocorrerá apenas em 2021", afirma a UnB. Neste ano, em função da Covid-19, as atividades presenciais na Universidade de Brasília foram interrompidas em março e só voltaram, a distância, no dia 17 de setembro. À época da decisão, a reitora Márcia Abrahão afirmou que a prioridade era salvar vidas. "Temos que lembrar que a UnB tem cerca de 50 mil pessoas que circulam pela cidade. Se todos nós circulamos ao mesmo tempo, seremos um grande disseminador da pandemia no Distrito Federal”, disse. VÍDEOS: países que se destacam no ranking mundial da educação Leia outras notícias da região no G1 DF.
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28/10 - Fundeb: deputados e especialistas cobram regulamentação 'urgente' do fundo ainda este ano
Congresso tornou permanente fundo da educação básica e ampliou verbas, mas detalhes do novo cálculo seguem pendentes. Modelo passa a valer em 1º de janeiro. Parlamentares e especialistas começaram a discutir a regulamentação do Fundeb Deputados federais e especialistas promoveram um debate nesta terça-feira (27) sobre a urgência na regulamentação do novo Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), aprovado em agosto pelo Congresso Nacional. O modelo entra em vigor em janeiro, mas regras ainda estão pendentes. A emenda à Constituição tornou o fundo permanente e ampliou o repasse de verbas federais para financiar a educação básica, da pré-escola ao ensino médio. Hoje, essa complementação da União é de 10% sobre o montante reunido por governos estaduais e prefeituras – o percentual deve chegar a 23% em 2026. Especialistas insistem, no entanto, que pontos cruciais ainda precisam ser aprovado por Câmara e Senado para viabilizar a distribuição dos recursos a estados e municípios. Entre os temas em aberto, estão, por exemplo: a distribuição de impostos estaduais para os municípios levando em consideração a melhoria na aprendizagem dos alunos; a transferência de recursos do Fundeb para os fundos estaduais; o cálculo dos parâmetros e indicadores para a divisão do dinheiro, principalmente entre os estados mais pobres; o pagamento do salário dos profissionais da Educação e do piso da remuneração dos professores da rede pública; a revisão e avaliação do novo modelo do fundo. Relembre o que prevê a emenda do Fundeb, promulgada pelo Congresso em agosto O debate A relatora do novo Fundeb na Câmara, deputada Professora Dorinha Seabra (DEM-TO), ressaltou a "urgência" da análise da regulamentação. Para ela, os presidentes da Câmara e do Senado já deveriam colocar em votação aqueles textos com o "mínimo possível" de consenso para garantir que o dinheiro chegue à ponta. Em 2021, diz Dorinha, o Congresso deveria "revisitar o tema". O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), ponderou que é importante realizar um debate "amplo" e, ao mesmo tempo, "curto" diante da necessidade de aprovação. "Espero que a gente consiga o mais breve possível ter um texto para que a gente possa trazer ao plenário da Câmara e depois, junto com o senador Flávio Arns [relator], organizar a votação no Senado", disse. A diretora-executiva do Todos pela Educação, Priscila Cruz, reforçou que uma série de procedimentos e novos processos dependem da regulamentação. "A grande preocupação é que a gente tenha a regulamentação do Fundeb aprovada ainda nesse ano e com tempo para que a Secretaria do Tesouro, o FNDE e o Inep possam colocar em prática uma série de ações necessárias para fazer com que essa regulamentação se transforme nos instrumentos necessários para essa redistribuição dos recursos do Fundeb", explicou. Dos 23% de complementação da União no fundo, 2,5 pontos percentuais serão distribuídos com base na evolução dos indicadores de atendimento e melhoria da aprendizagem com redução das desigualdades. Esse percentual será implementado, gradativamente, a partir do terceiro ano de vigência do texto. Presidente do ‘Todos pela educação’ sobre aprovação do Fundeb: ‘Reduz a desigualdade’ Priscila Cruz afirma que a definição desse critério funciona como "oportunidade de garantir a redução da desigualdade gigantesca que atinge os alunos mais vulneráveis, negros, indígenas, quilombolas, alunos rurais, de alunos especia Para a professora visitante em Harvard e diretora do Centro de Inovação em Políticas Educacionais da Fundação Getulio Vargas (FGV) Claudia Costin, mesmo com os três anos de carência, o debate sobre a divisão do dinheiro deveria ser realizado agora. "Tudo que puder ser construído, seja nos fatores de ponderação do nível socioeconômico, até na questão do recorte étnico-racial, é bom lembrar que a pobreza tem cor no Brasil. Quanto mais a gente definir com clareza fatores que coloquem mais peso para nível socioeconômico, para fragilidade, vulnerabilidade, melhor será o nosso processo", disse a especialista. "Portanto, o VAAR [indicador para reduzir desigualdade] deveria estar o mais explícito possível, dado o consenso que se consiga estabelecer, dentro dessa regulamentação. Porque se não,,,,, quando a gente começa a se aproximar de um ano eleitoral [2022], as coisas podem se tornar muito complexas", continuou. O Todos Pela Educação também defende a aprovação da lei de regulamentação do fundo ainda neste ano. "Do contrário, corremos o risco de ter uma lei frágil ou muito simplificada, na forma de Medida Provisória (MP), ou ainda não aprovarmos nada. Caso isso ocorra, pode haver graves prejuízos à volta às aulas presenciais dos estudantes brasileiros no próximo ano, com a desorganização do ensino, especialmente em um contexto de cortes de verbas na Educação", diz a organização. Novo Fundeb O Fundeb é composto por contribuições dos estados, Distrito Federal e municípios e por uma complementação da União sobre esses valores. Hoje, o fundo representa 63% do investimento público em educação básica. Miriam Leitão: ‘Governo adiou irresponsavelmente entrada no debate sobre o Fundeb’ Em 2019, os recursos do Fundeb chegaram a R$ 166,6 bilhões. A participação federal é usada para complementar os fundos estaduais que reuniram, em determinado ano, um valor por aluno abaixo do mínimo nacional. No ano passado, nove estados precisaram receber essa complementação. A partir da nova emenda constitucional, serão cerca de R$ 3 bilhões a mais destinados ao Fundeb em 2021. Muitos pontos da emenda ainda terão de ser regulamentados por um projeto de lei complementar, a ser aprovado pelo Congresso Nacional. Este tipo de matéria pode ser apresentada por qualquer parlamentar e serve para definir regras de temas previstos na Constituição e que exigem a cooperação de União, estados e municípios. A lei, que ainda precisa ser criada, terá de respeitar as metas do Plano Nacional de Educação (PNE). Também caberá aos estados a aprovação de regras locais. Exclusivo: Fundeb representa mais de 80% da verba de educação de 2.020 cidades Pontos pendentes Segundo parlamentares e especialistas, ainda falta regulamentar os seguintes pontos do novo Fundeb: Distribuição para os municípios do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) de acordo "com base em indicadores de melhoria nos resultados de aprendizagem e de aumento da equidade, considerado o nível socioeconômico dos educandos"; Regulamentação dos fundos estaduais e da distribuição proporcional, entre eles, do aporte feito pela União. Esse ponto está ligado ao fato de que o Fundeb passará a levar em consideração a situação econômica de cada município, e não os dados agregados dos estados. Definição da forma de cálculo do valor anual total por aluno (VAAT) – parâmetro de distribuição criado com base na capacidade de financiamento das redes de ensino. Da verba a ser repassada pela União, quase metade será distribuída às redes que não atingirem esse valor por aluno. Desse montante, metade terá de ser destinada ao ensino infantil. Definição do cálculo do valor por aluno (VAAF). Dos 23% a serem complementados pela União, 10 pontos percentuais seguirão as regras atuais de distribuição. Ou seja, serão destinados aos estados com menor aporte, para que o valor investido por aluno seja reforçado. Definição do cálculo de distribuição dos 2,5 pontos percentuais restantes da complementação da União. Esse dinheiro será dividido com base no desempenho dos estados – ou seja, na evolução dos indicadores de atendimento e na melhoria da aprendizagem, com redução das desigualdade. O detalhamento de como o Fundeb será usado para pagar salários dos profissionais de educação. A emenda promulgada estabelece que pelo menos 70% do fundo deverá ter essa destinação. A regulamentação terá que tratar, ainda, do "piso salarial profissional nacional" para os professores do ensino básico público. Cálculo do chamado "custo-aluno qualidade", ou CAQ. O CAQ cria parâmetros de financiamento baseado em qualificação dos professores, remuneração, aquisição, manutenção, construção e conservação de instalações e equipamentos necessários ao ensino, compra de material escolar, alimentação e transporte. Definição dos sistemas de informação de receitas e despesas dos estados. A nova lei definirá pontos "relativos ao nível socioeconômico dos educandos e aos indicadores de disponibilidade de recursos vinculados à educação e de potencial de arrecadação tributária de cada ente federado, bem como seus prazos de implementação". Contabilização de matrículas da rede pública e da rede conveniada. Criação e estabelecimento de regras para os conselhos de controle social; Parâmetros para revisão e avaliação periódica do Fundeb. Initial plugin text
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27/10 - Justiça do DF suspende volta às aulas presenciais na rede pública
Decisão anterior determinava 20 dias para reabertura das escolas. Medida atende recurso do GDF, que é contra retomada das atividades neste ano. Estudante em escola da rede pública de ensino do DF Andre Borges/Agência Brasília O desembargador João Egmont, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJDFT), suspendeu, nesta terça-feira (27), a decisão da Vara da Infância e da Juventude do Distrito Federal (VIJ-DF) que havia determinado a volta às aulas presenciais na rede pública da capital em até 20 dias. Com isso, a reabertura das escolas volta a ser prevista apenas para 2021. Cabe recurso. A VIJ chegou a determinar o prazo para retomada das atividades atendendo a um pedido do Ministério Público do Distrito Federal. Na decisão desta terça, o desembargador anulou a medida e concedeu recurso ingressado pelo Governo do Distrito Federal. Secretário de Educação do DF diz que aulas presenciais só serão retomadas na rede pública em 2021 Ibaneis diz que decisão que obriga retorno às aulas na rede pública do DF é 'Justiça querendo governar' O GDF alegou que "os equipamentos necessários ao controle e prevenção da disseminação na comunidade estudantil ainda estão em fase de aquisição". Além disso, informou que seria "materialmente impossível" planejar o retorno, dentro do prazo anteriormente fixado, considerando a necessidade de outros serviços essenciais como alimentação e transporte. Ao julgar o caso, o desembargador afirmou que "não se pode determinar este tão aguardado retorno sem que as autoridades públicas responsáveis pela condução das políticas públicas, estejam preparadas para esta tarefa". "A situação, enfim, reclama prudência e bom senso", escreveu o desembargador na decisão. O magistrado citou ainda que a determinação de volta às aulas presenciais atinge "mais de meio milhão de pessoas (entre estudantes, professores, servidores de maneira geral, motoristas de ônibus etc.)", e que "para que isto possa de fato ocorrer, há uma enorme preparação e planejamento administrativos". Impasse Tribunal de Justiça do DF e Territórios Nicole Angel/ G1 DF As aulas presenciais nas escolas públicas estão suspensas desde 12 de março devido à pandemia do novo coronavírus. O ano letivo foi retomado em julho, com videoaulas e a entrega de material impresso aos estudantes que não possuem internet ou equipamento eletrônico necessário para as atividades remotas. Na última sexta-feira (24), ao dar um prazo para o início das atividades presenciais, o juiz Renato Scussel, da VIJ, acolheu argumento do MPDFT, que destaca o funcionamento de diversos setores da economia, mesmo em período de pandemia. "[...] as escolas particulares já foram reabertas e retornaram às suas atividades bem como o comércio, os locais de cultos religiosos e há autorização para a realização de espetáculos públicos, não sendo justo e nem tampouco lícito que, num país carente de educação, as crianças e adolescentes que utilizam o sistema público de ensino sejam tolhidos no seu direito precípuo de educação”, afirmou o Scussel. A medida gerou críticas do governador Ibaneis Rocha (MDB). O chefe do Executivo afirmou que "essa é uma decisão que não caberia à Justiça" (assista abaixo). "Mais uma vez é a Justiça tentando governar", disse Ibaneis. 'Mais uma vez, é a Justiça tentando governar', diz Ibaneis sobre volta às aulas Reação Após a suspensão da volta às aulas, nesta terça, o secretário de Educação do DF, Leandro Cruz, divulgou nota afirmando que os profissionais de ensino "são responsáveis pela segurança sanitária dos estudantes". "Estamos preparando a volta presencial para março de 2021, conforme planejamos, e seguimos com o objetivo de oferecer aos nossos estudantes aulas mediadas por tecnologias e materiais impressos", disse Leandro Cruz. O G1 questionou o Ministério Público do DF se haverá recurso contra a decisão, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem. VÍDEOS: veja destaques do G1 em 1 Minuto no DF Leia mais notícias sobre a região no G1 DF.
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27/10 - Professor que usa planta de imóveis para ensinar matemática vence o prêmio Educador do Ano de 2020
Luiz Felipe Lins, do Rio, foi eleito em seleção que contou com inscrição de projetos de 3.700 educadores. Prêmio Educador do Ano de 2020 vai para o professor Luiz Felipe Silva, que usa plantas de imóveis para ensinar matemática Prêmio Educador Nota 10 O professor Luiz Felipe Lins, do Rio, foi anunciado nesta terça (27) como vencedor da edição 2020 do Prêmio Educador do Ano. Ele usou plantas e projetos de imóveis para ensinar matemática. O projeto "Geometria e Construção" envolveu 70 alunos do 7º ano do ensino fundamental da Escola Municipal Francis Hime, no Rio de Janeiro. Cinco jurados escolheram Lins entre os dez finalistas - os vencedores do Prêmio Educador Nota 10. Devido à pandemia, só foram aceitas propostas desenvolvidas antes do fechamento das escolas. "Quando houve a construção de um conjunto habitacional próximo à escola, eu vi que muitos se interessaram. Pensei: como pegar este interesse e trabalhar as orientações curriculares? Perguntei se conheciam uma planta de imóvel, ninguém conhecia. Projetei uma e fui mostrando a janela, a porta, a sala. Falei de escala, mostrei proporção. Propus que eles fizessem um projeto de casa, e eles toparam o desafio", afirma Lins. Luiz Felipe Lins, Educador do Ano de 2020 Divulgação/Prêmio Educador Nota 10 Os alunos tiveram que imaginar como seria uma casa – desenhando sua planta baixa e produzindo uma maquete – e calcular áreas e o custo para colocar o piso nos ambientes. Viram que também era necessário comprar argamassa e calcular a quantidade necessária do material por metro quadrado. Tinham que manejar orçamentos como parte do aprendizado de matemática. Prêmio Educador Nota 10 A partir das 3,7 mil inscrições, foram escolhidos 50 finalistas e, entre eles, os 10 vencedores. Eles são do Amazonas, Bahia, Distrito Federal, Pernambuco, São Paulo e Rio de Janeiro. Cinco projetos são voltados a alunos do Ensino Fundamental, e três a estudantes do Ensino Médio. Há ainda um projeto de gestão e outro com crianças bem pequenas. O Prêmio Educador Nota 10 foi criado em 1998 pela Fundação Victor Civita que, desde 2014, realiza a premiação em parceria com Abril, Globo e Fundação Roberto Marinho. Playlist: Educação
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27/10 - UnB publica edital para ingresso 2020; notas do Enem serão usadas para seleção
Inscrições começam nesta quarta-feira (28). Processo será pela internet e substitui vestibular do segundo semestre. Candidatos checam resultado do vestibular da UnB, em imagem de arquivo UnB Agência A Universidade de Brasília (UnB) publicou, nesta segunda-feira (26), o edital que substitui o vestibular do segundo semestre de 2020. Para ingressar no ensino superior, os estudantes terão que usar as notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2019. Confira aqui edital completo A UnB decidiu suspender o vestibular devido à pandemia do novo coronavírus. De acordo com a instituição, a prova não será realizada para evitar aglomerações. As inscrições são gratuitas e serão feitas apenas pela internet (confira cronograma abaixo). Os candidatos poderão concorrer a apenas um curso. Como nos vestibulares anteriores, a UnB fará diversas chamadas, a depender da disponibilidade de vagas. Aulas a distância na UnB foram retomadas em setembro Reitora da UnB afirma que 'não há condições' de retomar aulas presenciais em 2020 Todo processo de seleção será feito pelo Centro Brasileiro de Pesquisa e Avaliação e Seleção e de Promoção de Eventos (Cebraspe). Os candidatos poderão concorrer em três sistemas: universal, cotas para escolas públicas e para negros. Confira o cronograma: 28 de outubro a 6 de novembro: período de solicitação de inscrição; 9 e 10 de novembro: checagem da foto encaminhada pelos candidatos; 30 de novembro: divulgação provisória dos candidatos com inscrição homologada para concorrer na condição de pessoas com deficiência no sistema de cotas para escola pública e da relação provisória dos candidatos com inscrição homologada para concorrer pelo sistema de cotas para escolas públicas; 1° e 2 de dezembro: prazo para interposição de recursos contra as relações provisórias; 16 de dezembro: divulgação da relação final dos candidatos com inscrição homologada para concorrer pelo sistema de cotas para escolas públicas. Segundo o edital, as datas podem sofrer alterações, "conforme necessidade e conveniência da UnB e do Cebraspe". As possíveis mudanças serão comunicadas pelas instituições. Provas do PAS O Programa de Avaliação Seriada (PAS) – Etapas 1, 2 e 3 – ainda não está definido. "A seleção ocorrerá apenas em 2021", afirma a UnB. Área interna do Instituto Central de Ciências, um dos prédios principais da Universidade de Brasília, em imagem de arquivo Emília Silberstein/Secom UnB Neste ano, em função da Covid-19, as atividades presenciais na Universidade de Brasília foram interrompidas em março e só voltaram, a distância, no dia 17 de setembro. À época da decisão, a reitora Márcia Abrahão afirmou que a prioridade era salvar vidas. "Temos que lembrar que a UnB tem cerca de 50 mil pessoas que circulam pela cidade. Se todos nós circulamos ao mesmo tempo, seremos um grande disseminador da pandemia no Distrito Federal”, disse. Reitora da UnB é reeleita VÍDEOS: veja mais sobre educação no G1 Leia outras notícias da região no G1 DF.
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26/10 - UFJF abre inscrições para mestrado e doutorado em Letras para 2021
As vagas serão distribuídas entre três linhas de pesquisa: 'Criação Literária', 'Literatura e Transdisciplinaridade' e 'Literatura, Crítica e Cultura'. Vista áerea do Campus da UFJF em Juiz de Fora UFJF/Divulgação A Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) anunciou a abertura das inscrições para as turmas de mestrado e doutorado em Letras. O processo de seleção remota do Programa de Pós-graduação em Letras é para Estudos Literários. De acordo com a UFJF, são oferecidas 12 vagas para a turma de mestrado e 14 para o doutorado. Em ambos os casos as vagas serão distribuídas entre três linhas de pesquisa: “Criação Literária”, “Literatura e Transdisciplinaridade” e “Literatura, Crítica e Cultura”. O prazo para inscrições termina em 3 de dezembro e os interessados devem preencher um formulário online. A divulgação do deferimento ou não das inscrições será feita a partir das 15h do dia 4 de novembro, na página do Programa. Todas as etapas do processo seletivo serão desenvolvidas pela internet e o resultado final deverá ser divulgado a partir das 15h do dia 11 de dezembro. Os editais completos de mestrado e doutorado estão disponíveis para consulta na internet.
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26/10 - Ibaneis diz que decisão que obriga retorno às aulas na rede pública do DF é 'Justiça querendo governar'
Aulas presenciais estão suspensas desde 12 de março, devido à pandemia do novo coronavírus. Vara da Infância e da Juventude, determinou retomada em até 20 dias. 'Mais uma vez, é a Justiça tentando governar', diz Ibaneis sobre volta às aulas O governador Ibaneis Rocha (MDB) reafirmou, na manhã desta segunda-feira (26), que o governo do Distrito Federal vai recorrer da decisão que determinou a retomada de aulas presenciais na rede pública de ensino. "Essa é uma decisão que não caberia à Justiça. Mais uma vez é a Justiça tentando governar", disse o governador do DF. As aulas presenciais nas escolas públicas estão suspensas desde 12 de março, devido à pandemia do novo coronavírus. Na última sexta-feira (23), a Vara da Infância e da Juventude (VIJ), determinou a retomada das atividades, em até 20 dias, e deu cinco dias para que o GDF apresente um plano de retorno. Secretário de Educação do DF diz que aulas presenciais só serão retomadas na rede pública em 2021 Governador Ibaneis Rocha nesta segunda-feira (26) TV Globo/Reprodução No sábado (24), a Procuradoria Geral do DF afirmou que iria recorrer da decisão. "É muito simples para o MPDFT e para a Justiça determinar uma decisão dessa sem saber o impacto que isso vai ter na vida das pessoas", apontou Ibaneis. "Vamos recorrer da decisão para trazer novamente para a sede da Secretaria de Educação, em parceria com os professores e educadores, a decisão sobre o momento adequado de voltar às aulas", disse o chefe do Buriti, nesta segunda-feira, durante evento da Secretaria da Mulher. Segundo o governador, um dos problemas para o retorno das aulas presenciais é que o grande número de escolas, alunos, professores e funcionários envolvidos. "A quantidade e mobilização é muito grande e sabemos que são muitos EPIs para contratar, comprar álcool em gel para toda a segurança dessas crianças. Então, são muitas coisas em avaliação”, afirmou. Sindicato dos Professores GDF vai recorrer de decisão da Justiça para retorno de alunos às escolas públicas O diretor do Sindicato dos Professores do DF (Sinpro), Samuel Fernandes, concorda com o recurso. "O governo precisa recorrer dessa decisão, e faremos o que for possível para impedir esse retorno. Pois a preservação da vida deve estar sempre em primeiro lugar", disse o diretor do Sindicado dos Professores. Segundo o Sinpro, a decisão da VIJ é "irresponsável", e coloca em risco a saúde e a vida de mais de meio milhão de alunos, professores e toda a comunidade escolar. "Não temos condições sanitárias adequadas para um retorno presencial. Infelizmente, já perdemos muitos professores e familiares nessa pandemia. Um retorno presencial nesse momento, trará consequências desastrosas, aumentando o número de casos e de mortes para o coronavírus". falou Fernandes. Volta às aulas nas escolas particulares Ensino médio, profissionalizante e EJA retomam aulas presenciais a partir de hoje (26) Estudantes do ensino médio e profissionalizante das escolas particulares do Distrito Federal retornaram às escolas nesta segunda-feira (26). Nos colégios da capital, no entanto, houve baixa adesão dos alunos: cerca de 30% marcaram presença, segundo o Sindicato dos Estabelecimentos Particulares de Ensino (Sinepe). Volta às aulas presenciais do ensino médio em escolas particulares do DF é marcada por baixa adesão A estimativa é de que dos 28 mil estudantes do ensino médio, nove mil retornem aos colégios ao longo da semana, já que as aulas seguem de forma híbrida – presenciais e remotas. Essa é a terceira e última etapa de retomada das aulas presenciais nas escolas privadas da capital. Antes, alunos do ensino infantil e fundamental I e II haviam retornado às unidades. Pandemia: rumo ao novo normal Leia mais notícias sobre a região no G1 DF.
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26/10 - Uerj abre inscrições para Vestibular 2021 na próxima quinta-feira
Edital, com conteúdo programático, calendário e competência e habilidades para curso já está disponível no site. Por causa da pandemia, vestibular vai adotar um modelo mais compacto. Câmpus da Uerj no Maracanã Narayanna Borges/GloboNews A Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) abre inscrições para o Vestibular 2021 na próxima quinta-feira (29). O edital, com informações sobre o conteúdo programático, as competências e habilidades para cada curso e o calendário, já está disponível no site. As inscrições vão até 18 de novembro. O exame de qualificação está marcado para o dia 28 de fevereiro. Já a prova discursiva será dia 25 de abril. Como já havia sido divulgado, em decorrência da pandemia, o Vestibular 2021 se realizará em novo modelo, mais compacto. O exame de qualificação terá 60 questões de múltipla escolha. O exame discursivo será composto de prova de redação e duas provas discursivas específicas, conforme a carreira escolhida pelo candidato.
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26/10 - Site do Fies enfrenta problemas na inscrição de vagas remanescentes; MEC diz que lentidão foi solucionada
Processo foi interrompido no início de outubro, também por questões de acesso no portal do programa. Ministério afirma que sistema ficou lento por causa do 'grande volume de acessos', mas que opera normalmente. Inscrições para vagas remanescentes do Fies são retomadas nesta segunda-feira O Ministério da Educação (MEC) disse que o site do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) opera neste final da tarde de segunda (26) com normalidade após os candidatos relatarem problemas para as inscrições para 50 mil vagas remanescentes do programa do segundo semestre de 2020. A princípio, o processo seletivo para essas vagas ocorreria de 6 de outubro a 13 de novembro, mas foi suspenso por causa de instabilidades no site do programa. As inscrições foram retomadas nesta segunda, mas, novamente, o site apresentou dificuldade para o seu acesso. O Ministério respondeu às 17h43 com a seguinte nota: "O MEC esclarece que no dia 26/10, às 7hs, houve a abertura do FIES para preenchimento das vagas remanescentes. Diante do grande volume de acessos ao sistema, houve a percepção de lentidão e indisponibilidade no acesso pelos usuários. As ações foram prontamente realizadas de tal modo que o sistema, apesar da intermitência, não parou de funcionar, tendo seu reestabelecimento pleno, a partir das 10h15. Enfatiza-se que após esse horário, não foram registradas novas intercorrências. O prazo original de inscrições será mantido, tendo em vista que os usuários já conseguem efetuar as suas inscrições. Até o momento, o MEC informa que, conforme levantamento feito às 14h15, já foram realizadas mais de 3772 inscrições, das quais 1200, logo nas primeiras duas horas, demonstrando que o sistema está funcional. Ainda há vagas a serem preenchidas em diversos cursos, e essas podem ser visualizadas diretamente no sistema por meio do endereço." Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Cronograma Segundo o MEC afirmou no início de outubro, os alunos que conseguiram se inscrever no primeiro período de inscrições, antes de o processo ser interrompido, não precisam efetuar novo cadastro. No novo calendário para as vagas remanescentes, as datas variam conforme o perfil do aluno: 26 e 27 de outubro: apenas candidatos de áreas de conhecimento prioritárias (cursos de saúde, engenharias, licenciaturas e ciências da computação); de 28 de outubro a 3 de novembro: candidatos ainda não matriculados em instituições de ensino superior; de 28 de outubro a 27 de novembro: candidatos que desejam financiar as mensalidades no curso e turno em que já estão matriculados atualmente. O que é o Fies O Fies é um programa de financiamento para estudantes cursarem o ensino superior em universidades privadas. Atualmente, tem duas categorias: a primeira oferece vagas com juro zero para estudantes com renda mensal familiar de um a três salários mínimos; a segunda, chamada P-Fies, tem juros variáveis e é direcionada a alunos com renda mensal familiar de até cinco salários mínimos. As vagas remanescentes só são válidas para a primeira modalidade. 7 perguntas para não cair em uma cilada no Fies
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26/10 - Enem: veja plano de estudos para essa reta final, palpites sobre o tema de redação e o que costuma cair na prova
Candidatas de diferentes regiões do Brasil perguntam sobre onde começar, como organizar a rotina e em que conteúdos focar. Enem 2020 será adiado por causa da pandemia no coronavírus André Melo Andrade/Myphoto Press/Estadão Conteúdo A menos de três meses do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2020, candidatos buscam se preparar para a prova mesmo aos 45 do segundo tempo. Neste ano, há um agravante: a pandemia do novo coronavírus impossibilita, em muitos estados, as aulas presenciais. Como fazer, então, para estudar sozinho, faltando tão pouco tempo? O G1 selecionou as dúvidas de cinco alunas, de diferentes regiões do Brasil - elas querem saber por onde começar, como organizar a rotina e em que conteúdos focar até a prova, nos dias 17 e 24 de janeiro. Confira mais notícias sobre o Enem 2020 Raio-X da redação do Enem: crase, 'por que' ou 'porque', (a)onde... veja erros comuns Veja as perguntas e respostas: Organização do tempo Maria Quintela foi demitida durante a pandemia. Ela quer dicas de como estudar sozinha para o Enem. Arquivo pessoal "Como posso administrar melhor meu tempo para estudar?" Maria Quintela, de 19 anos, chegou a cursar um ano de biomedicina em uma faculdade particular de Varginha (MG). Ela trancou a graduação por causa da pandemia. “Trabalhava como atendente e operadora de caixa em uma loja, mas o movimento caiu, e fui demitida”, conta. “Meus pais não têm condições de me bancar, então parei o curso.” O plano de Maria era fazer um cursinho preparatório para o Enem - só que a quarentena durou bem mais do que ela esperava. “Acabei optando por aulas on-line, mas não é a mesma coisa. É tudo confuso, me sinto pressionada. Em casa falta um lugar próprio para o estudo”, diz. “Estar ao lado de colegas e tirar dúvida na hora com os professores me ajudava muito. Não sei o que fazer agora.” Milena Caputo quer saber como organizar melhor o tempo no preparo para o Enem. Arquivo pessoal “Faltam tão poucos meses para a prova… Como me organizar e distribuir as matérias? Milena Caputo, de 19 anos, de Salvador, fará o Enem pela segunda vez. Ela também está se preparando sozinha e tem a mesma dúvida. Os professores do curso Poliedro elaboraram uma sugestão para as duas: O que mais cai em cada prova? Cintia Cibele tenta estabelecer pequenas metas. Arquivo pessoal "Quais disciplinas caem mais nas provas do Enem? Não quero perder tempo com o que não é recorrente." Cintia Cibele, de 17 anos, estuda em um colégio particular de Natal. Desde março, as aulas só são virtuais, por causa da Covid-19. “Eu já detesto matemática. Em EaD, então, meu Deus do céu, está difícil”, conta. “Na escola, eu tinha ajuda dos meus amigos, usava uma sala e estudava junto com eles no contraturno.” A solução que Cintia encontrou foi estabelecer pequenas metas. Em um dia, ela tenta resolver uma lista de exercícios de probabilidade. No outro, busca ler sobre zoologia. “Não vou conseguir estudar tudo, mas estou dando um gás agora”, diz. Ana Clara brinca em foto sobre o pouco tempo que falta para o Enem Arquivo Pessoal "No que vale a pena investir nos últimos meses antes da prova?" Ana Clara Duarte, de 17 anos, terminará o ensino médio em dezembro, em uma escola pública de Coronel Feliciano (MG). Segundo ela, o conteúdo ministrado à distância durante a pandemia “está sendo muito fraco”. “Acho que a gente vai sair prejudicado. Mas não tem jeito, acontece. Peguei um cronograma de estudos no Instagram, mas acho que muita coisa ali não cai com frequência na prova”, diz. Abaixo, veja o levantamento do Poliedro com base nas últimas edições do Enem: Temas e dicas para a redação "Eu gostaria de dicas para a redação. Fico muito confusa com os assuntos que podem ou não cair na prova." Amanda Adami, de 23 anos, sempre estudou na rede pública. Abandonou a escola no segundo ano do ensino médio, porque se mudava com frequência de cidade. “Depois, quando comecei a trabalhar, paguei o EJA [educação para jovens e adultos] em Jacareí [interior de São Paulo] e me formei”, diz. O sonho da jovem é fazer faculdade de arquitetura, mas ela enfrenta dificuldades em se preparar sozinha para o Enem. “Sou muito ansiosa, então não estar em uma sala com alguém me ensinando na minha frente me incomoda. Estou lendo bastante, fazendo provas passadas… vários amigos me ajudam, mas sou péssima em humanas. Tento me esforçar, mas não está fácil”, afirma. Vivian Bernardo, professor e coordenadora de redação do Poliedro São Paulo, sugeriu que os candidatos treinem escrever redações com os cinco temas abaixo - são apostas dela para o Enem. A importância e os desafios da oferta de educação financeira nas escolas do Brasil A valorização do Sistema Único de Saúde no Brasil O envelhecimento e os direitos da população idosa no Brasil Os impactos psicológicos do uso das redes sociais pelos jovens A disseminação da violência urbana no Brasil Dicas: 1. Faça uma leitura atenta da coletânea de textos e gráficos da prova. O conteúdo pode ajudar na organização do texto e na defesa de um posicionamento. 2. Para começar a dissertação, contextualize o assunto, faça conexões entre passado e presente ou utilize técnicas similares que demonstrem o domínio do assunto. 3. Caso já tenha realizado o exame outras vezes, releia a redação que produziu e confira quais os pontos positivos e negativos apontados na correção. 4. Não se esqueça de seguir a estrutura proposta, com introdução, tese, argumentação, proposta de intervenção e conclusão. Invista em recursos coesivos entre os parágrafos - isso chama a atenção dos corretores. 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23/10 - Em 10 anos, aumenta quase 5 vezes número de alunos que entram em cursos à distância do ensino superior, diz Inep
De 2009 a 2019, modalidade EAD teve salto de 378,9% em matrículas de ingressantes, mostra censo do Inep - um aumento de 4,7 vezes. Nos cursos presenciais, crescimento foi de 17,8%. Número de novos alunos em cursos superiores à distância quase quintuplica De 2009 a 2019, o número de novos alunos em cursos superiores à distância aumentou 4,7 vezes - saltou de cerca de 330 mil estudantes para mais de 1 milhão e meio. Ou seja, um crescimento de 378,9%. Já o índice de ingressantes em graduações presenciais foi ampliado em escala bem menor: 17,8%. Os dados são do Censo de Educação Superior, divulgado nesta sexta (23) pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). O modelo de cursos remotos vem ganhando ainda mais destaque desde o início da pandemia, diante do fechamento provisório de escolas e universidades. A pesquisa divulgada, no entanto, mostra uma tendência anterior à Covid-19. Número de novos alunos em cursos à distância aumentou quase quatro vezes em 10 anos. Arte/G1 Em 2009, do total de novos estudantes no ensino superior, apenas 16,1% eram de modalidades EAD. Dez anos depois, o quadro mudou completamente: eles já representam 43,8% dos ingressantes. Em 2019, 43,8% dos novos alunos da educação superior eram de cursos à distância. Arte/G1 O presidente do Inep, Alexandre Lopes, afirmou, em coletiva de imprensa, que "não dá para dizer que o curso à distância é melhor ou pior". "Maior parte dos alunos em EAD trabalha mais horas em relação aos de cursos presenciais, são de perfis diferentes. Mas os resultados têm sido próximos. Não dá para dizer que EAD seja de menor qualidade". Carlos Moreno, diretor de estatísticas educacionais do Inep, destacou que o crescimento da educação remota ocorre principalmente nas instituições particulares. "Na rede privada, pela primeira vez, o número de ingressos [de alunos] em EAD superou o de ingressos em [graduações] presenciais", disse, ao apresentar os dados. "Essa é uma tendência no Brasil: a ampliação dos cursos à distância", afirmou Moreno. Nos cursos de formação de professor, EAD também cresce O crescimento da modalidade à distância também é marcante nos cursos de licenciatura (forma de graduação que habilita os estudantes a dar aula). Veja os destaques da área: número de alunos: segundo o censo, em 2019, havia mais matriculados nos cursos de formação de professor em EAD (53,3%) do que no ensino presencial (46,7%). número de cursos: de 2009 a 2019, triplicou o número de licenciaturas à distância. Na modalidade presencial, a oferta caiu 5% no período. Considerando tanto os cursos EAD quanto os presenciais, as licenciaturas com maior número de alunos no país, em 2019, estão no gráfico abaixo: Lista mostra cursos de licenciatura com mais alunos matriculados em 2019. Arte/G1 "As disciplinas mais específicas têm número bem menor [de alunos] do que pedagogia. A gente tem um desafio de criar mecanismos de atração de estudantes de licenciatura para cursar essas outras formações", afirmou Moreno. "E as taxas de conclusão são muito baixas." Na coletiva de imprensa, o ministro da Educação, Milton Ribeiro, não comentou nem o aumento da modalidade EAD nas licenciaturas, nem o baixo número de estudantes em determinadas áreas - apenas destacou a importância desses cursos. “Eu quero reafirmar o que creio: professor é o grande protagonista da educação no Brasil. Demos atenção aos alunos, à infraestrutura, ao método de ensino, mas temos de focar na capacitação dos professores”, afirmou. Ensino público x privado No Brasil, em 2019, as instituições de ensino particulares concentravam 88,4% dos cursos de graduação e 75,8% dos alunos do ensino superior. Nos últimos 10 anos, a rede privada cresceu 87,1%. Já a pública, 32,4%. Perfil dos professores O Censo de Educação Superior mostra qual o perfil dos professores que lecionam em cada tipo de instituição. Nas públicas, a maior parte tem doutorado e trabalha em regime de dedicação integral. Na rede privada, o mais comum é que sejam mestres, em contrato por tempo parcial (ou seja, podem dar aula em mais de uma faculdade). Número de estudantes mulheres As mulheres são maioria entre os matriculados nos cursos presenciais - representam 55,7% do corpo discente (são 3.430.115 alunas). Nas licenciaturas, incluindo EAD, a presença feminina é ainda maior: 72,2% dos estudantes. Elas têm também uma taxa de conclusão da graduação melhor do que a dos homens: 43% contra 35%. Ou seja, a proporção de meninas que se formam é maior. No sexo masculino, a desistência é mais comum. Mulheres são maioria em cursos presenciais. Nas licenciaturas, presença feminina é ainda mais alta. Arte/G1 Vagas remanescentes Nem sempre todas as vagas disponibilizadas nos processos seletivos do Enem e de vestibulares são ocupadas. As universidades - e os programas de acesso ao ensino superior, como o Sistema de Seleção Unificada (Sisu) - costumam convocar novos alunos em listas de espera para preencher as vagas remanescentes. Ainda assim, muitas ficam ociosas. Na rede federal, por exemplo, em 2019, mais de 87 mil não foram ocupadas. A média geral, considerando instituições públicas e privadas, é de apenas 10% de preenchimento das vagas remanescentes ofertadas. Apenas 10,3% das vagas remanescentes em cursos de graduação são preenchidas. Arte/G1 Veja vídeos de Educação:
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22/10 - UFJF recebe solicitações para atendimento especial de candidatos do Pism 2021
O prazo se encerra junto com o das inscrições para o processo seletivo, em 3 de novembro. Confira o que pode ser pedido. Estudantes e servidores da UFJF preparadas para dar receber candidatos do Pism Divulgação / UFJF Os candidatos ao Programa de Ingresso Seletivo Misto 2021 (Pism) da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) podem solicitar atendimento especial, de uso de nome social e horário diferenciado para sabatista. As etapas da inscrição são todas feitas online, na Área do Candidato. De acordo com a UFJF, o prazo para as solicitações se encerra no último dia de inscrição, às 18h do dia 3 de novembro. Os resultados serão divulgados a partir do dia 8 de dezembro. Na Área do Cadidato, o estudante pode alterar os dados pessoais, exceto nome, cadastro de pessoa física (CPF), data de nascimento e e-mail. As alterações podem ser feitas mesmo após a inscrição e o pagamento da Guia de Recolhimento da União (GRU). Entre os dados que podem ser modificados estão: o grupo de cotas, o curso desejado, a necessidade ou não de atendimento especial e a cidade escolhida para fazer o exame. As condições especiais solicitadas pelos candidatos ficarão sujeitas à análise de viabilidade e razoabilidade do pedido. Todos os pedidos exigem que o estudante anexe documentos digitalizados que comprovem as necessidades, conforme determinado no edital. As condições que se aplicam para atendimento especial são: Transtorno do Espectro Autista Deficiência auditiva - surdez Deficiência física/motora Deficiência intelectual Deficiência múltipla Deficiência visual - baixa visão Deficiência visual - cegueira Dislexia Lactante - amamentação Obesidade Surdocegueira Transtorno do Déficit de Atenção Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade Uso de adereço de cunho cultural ou religioso Outros desde que justificado Recurso ou recursos necessários para a realização das provas Auxílio - Ledor Auxílio - Transcritor Prova em Braile Prova ampliada Lupas Auxílio - Intérprete de Libras/Tradutor (Para traduzir as instruções dos enunciados das questões) Uso de aparelho auditivo Uso de aparelho - implante coclear Dilatação de tempo (tempo adicional para a realização das provas). Salas acessíveis - com rampas ou elevadores Carteiras e cadeiras em tamanho maiores Mesas adaptadas para uso de cadeira de rodas Suporte para provas (pranchetas ou plano inclinado) Computador com tecnologia assistiva para pessoas cegas (dosvox e NVDA) Atendimento especial O atendimento especial será realizado somente nas cidades de Juiz de Fora e Governador Valadares. No momento da inscrição, o candidato deve marcar os itens que se enquadrem na situação e anexar os documentos comprobatórios. Quando um laudo médico for necessário para comprovar o atendimento ou condição especial solicitada, o mesmo deve necessariamente ser emitido a partir do dia 1º de maio de 2020. Tempo adicional Além dos recursos disponíveis, o candidato deficiente que necessitar de tempo adicional para fazer o exame deve fazer a solicitação prévia e comprovar a necessidade, conforme a Lei no 13.146/2015, artigo 30, inciso V. Lactantes A candidata lactante pode solicitar atendimento especial para amamentação durante o horário das provas. Para isto, deve submeter no sistema de inscrição cópia digitalizada do certidão de nascimento ou declaração do médico informando a data do nascimento da criança, de modo a demonstrar a condição durante a realização dos exames. Nos dias das provas, a candidata necessita, obrigatoriamente, apresentar-se com um acompanhante maior de 18 anos, que ficará em sala reservada como responsável pela guarda da criança. A estudante que comparecer sem acompanhante não realizará as provas. Além disso, o tempo gasto na amamentação será acrescido ao tempo total destinado para a realização das provas, conforme limite estabelecido na Lei 13.872/2019. O atendimento às candidatas lactantes ocorrerá na cidade escolhida para a realização das provas. Questões religiosas Os candidatos que se sentirem impedidos de realizar a prova antes do pôr do sol do dia 27 de fevereiro e do dia 13 de março de 2021, por motivo de convicção religiosa, deverão solicitar atendimento especial, assinalando na inscrição a condição especial "Sabatista". Para garantir o direito de fazer a prova após o pôr do sol, o estudante deverá submeter cópia digitalizada do atestado comprobatório de sua confissão religiosa, emitido pelo representante devidamente qualificado da comunidade religiosa à qual está filiado. Os candidatos que por questão cultural ou religiosa necessitem usar adereços que cubram a cabeça ou o rosto também deverão solicitar condição especializada de realização da prova no ato da inscrição. Outras informações como horários e procedimentos podem ser conferidas no edital. Nome social O candidato ou candidata travesti, transexual, não binário ou transgênero, pode se inscrever no processo seletivo usando nome social em contraste com o seu nome oficialmente registrado na certidão de nascimento. O candidato deverá, no período destinado às inscrições, marcar os campos indicando solicitação do uso do nome social e submeter no sistema de inscrição cópia digitalizada e devidamente preenchida do formulário próprio disponibilizado no site da Copese. Caso o candidato seja menor de 18 anos, o formulário deverá conter a assinatura dos pais ou responsável juntamente com uma cópia do documento de identidade do responsável.
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22/10 - Enade 2019: cursos de instituições públicas de ensino superior em Juiz de Fora, Viçosa e São João del Rei recebem notas máximas
Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes avalia conhecimento de alunos concluintes dos cursos de graduação. Enade Pexels Dos 96 cursos de graduação de Juiz de Fora, São João del Rei e Viçosa avaliados no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) de 2019, 27 tiveram a nota máxima, que é 5. Desse cursos, 26 são de instituições públicas: Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), Universidade Federal de São João del Rei (UFSJ) e Universidade Federal de Viçosa (UFV). Das instituições privadas das três cidades, apenas a Faculdades Integradas Vianna Júnior em Juiz de Fora obteve um curso com nota máxima no Enade. Os cursos com nota máxima no Enade 2019 em Juiz de Fora, Viçosa e São João del Rei foram: UFJF: Medicina Veterinária, Odontologia, Farmácia, Arquitetura e Urbanismo, Fisioterapia, Engenharia Civil, Engenharia Elétrica - Sistemas, Eletrônicos, Engenharia de Produção e Engenharia Ambiental e Sanitária; Faculdades Integradas Vianna Júnior (Juiz de Fora): Tecnologia em Gestão Ambiental; UFSJ: Medicina e Arquitetura e Urbanismo; UFV: Medicina, Engenharia Química, Engenharia de Produção, Engenharia Ambiental, Educação Física (Bacharelado), Engenharia Elétrica, Agronomia, Engenharia Civil, Engenharia de Alimentos, Engenharia Florestal, Medicina Veterinária, Nutrição, Zootecnia e Arquitetura e Urbanismo. Além dos resultados do Enade 2019 das instituições públicas e privadas em Uberlândia em Uberaba, o G1 consultou as notas de cursos avaliados da UFJF, UFSJ, UFV e IF Sudeste MG que também têm campi em outras cidades de Minas Gerais. No campus da UFJF em Governador Valadares, por exemplo, três cursos alcançaram nota 5 (veja mais abaixo). LEIA TAMBÉM: Universidades federais, que podem perder recursos em 2021, são responsáveis por quase 70% das notas máximas no Enade O resultado do exame, que mede a qualidade dos cursos de instituições de ensino superior de todo o país, foi divulgado nesta terça-feira (20) pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Em 2019, a prova avaliou o conhecimento de quem estava prestes a se formar nas áreas de ciências agrárias, ciências da saúde, engenharias, arquitetura e urbanismo; e nos cursos tecnológicos de ambiente e saúde, produção alimentícia, recursos naturais, área militar e segurança. O Conceito Enade varia de 1 a 5. Quanto mais alta for a pontuação, melhor o desempenho dos estudantes. As instituições com menos de dois concluintes participantes no exame não obtêm o Conceito Enade, ficando classificado como “Sem Conceito (SC)”. Enade 2019: Universidade Federal de Juiz de Fora Enade 2019: Instituto Federal do Sudeste de Minas Gerais Enade 2019: Faculdades particulares de Juiz de Fora São João del Rei Enade 2019:Universidade Federal de São João del Rei Enade 2019: Faculdade particular de São João del Rei Viçosa Enade 2019: Universidade Federal de Viçosa Enade 2019: Faculdades particulares de Viçosa Campi das instituições federais da Zona da Mata e Vertentes O G1 consultou as notas de cursos avaliados da UFJF, UFSJ, UFV e IF Sudeste MG que têm campi em Governador Valadares, Divinópolis, Ouro Branco, Sete Lagoas, Florestal, Rio Paranaíba, Barbacena e Rio Pomba. Veja abaixo os cursos que atingiram nota 5: UFJF - Governador Valadares: Nutrição, Fisioterapia e Farmácia; IF Sudeste MG - Rio Pomba: Agronomia; UFSJ - Divinópolis: Farmácia; UFSJ - Sete Lagoas: Engenharia Florestal; UFV - Florestal: Agronomia; UFV - Rio Paranaíba: Agronomia e Engenharia Civil. Enade 2019: notas de outros campi das instituições federais da Zona da Mata e Vertentes Como funciona o Enade? A cada ano, um grupo é avaliado no Enade: I: Bacharelado ou licenciatura em ciências agrárias, ciências da saúde e áreas afins; engenharias, arquitetura e urbanismo; cursos tecnológicos nas áreas de ambiente e saúde, produção alimentícia, recursos naturais, militar e segurança. II: Bacharelado ou licenciatura em ciências biológicas; ciências exatas e da Terra; linguística, letras, artes e áreas afins; cursos tecnológicos em controle e processos industriais, informação e comunicação, infraestrutura e produção industrial. III: Bacharelado em ciências sociais aplicadas e áreas afins; em ciências humanas (cursos que não sejam avaliados no âmbito das licenciaturas; cursos superiores de tecnologia em gestão e negócios, apoio escolar, hospitalidade e lazer, produção cultural e design. São dois instrumentos de avaliação: prova sobre os conteúdos e habilidades desenvolvidos durante a graduação, formada por questões de formação geral (8 testes e 2 discursivas) e de conhecimentos específicos (27 testes e 3 discursivas); e questionário de perfil dos alunos. Segundo o Inep, as questões apresentam níveis de dificuldade diferentes a cada prova. Por isso, não é correto comparar o desempenho de alunos de cursos ou de anos distintos.
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22/10 - Monoglotas e alienados? A avaliação de estudante brasileiros em 'competência global'
Relatório com base em questionários do Pisa tenta mensurar 'competências globais' de jovens de 15 anos; professores brasileiros se queixam de falta de preparo para ensinar em outros idiomas. Para a OCDE, 'ao lidar com a globalização, esta geração precisará de novas habilidades. Seja em ambientes de trabalho tradicionais ou empreendedores, os jovens precisarão colaborar com pessoas de diferentes disciplinas, culturas e sistemas de valor, de modo a resolver problemas complexos e criar valor social e econômico' Getty images/via BBC Os estudantes secundaristas brasileiros mantêm, em média, pouco contato com pessoas de outros países, são mais monoglotas (ou seja, falam um idioma só) e declaram ter menos conhecimento sobre questões globais do que alunos de outros países mensurados pela OCDE, a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico. Esse descolamento pode ser uma barreira adicional para estudantes brasileiros desenvolverem plenamente o que a organização chama de "competências globais", cada vez mais necessárias em um mundo mais competitivo e cujos desafios superam as fronteiras nacionais — como pandemias e mudanças climáticas. A avaliação da OCDE foi feita por meio de questionários aplicados em 2018 durante o exame internacional Pisa, que mediu os conhecimentos de leitura, ciências e matemática de 600 mil estudantes de 15 anos em 79 países-membros, economias ou países parceiros da OCDE (caso do Brasil). Pela primeira vez, em caráter experimental, a organização perguntou aos estudantes o quanto eles sentem ter conhecimento (e iniciativa para agir) sobre problemas globais, seu contato com imigrantes e outras culturas, sua habilidade em falar outras línguas e sua aprendizagem sob perspectivas diferentes das suas próprias. O material sobre "competências globais" foi publicado em relatório nesta quinta-feira (22/10), intitulado "Os estudantes estão prontos para prosperar em um mundo interconectado?". O relatório não traz nenhum tipo de ranking dos países participantes, e análises das diferentes perguntas permitem diferentes conclusões sobre o grau de interconectividade dos estudantes de cada nação. Mas, segundo a OCDE, trata-se de uma iniciativa inicial para mensurar a capacidade dos estudantes do mundo em "1) analisar questões de significância local, global e cultural; 2) entender e levar em consideração as visões de mundo dos demais; 3) engajar-se em interações interculturais abertas, apropriadas e eficientes; e 4) ser capaz de agir pelo bem-estar coletivo e pelo desenvolvimento sustentável". Para Andreas Schleicher, chefe de educação da OCDE, "ao lidar com a globalização, esta geração precisará de novas habilidades. Seja em ambientes de trabalho tradicionais ou empreendedores, os jovens precisarão colaborar com pessoas de diferentes disciplinas, culturas e sistemas de valor, de modo a resolver problemas complexos e criar valor social e econômico". Competências globais' de alunos de diversos países foram analisadas por meio de questionário aplicado durante o Pisa 2018 Getty images/via BBC As respostas dos estudantes do Brasil Cerca de 11 mil estudantes na faixa dos 15 anos participaram do Pisa 2018 e, por consequência, do questionário sobre interconectividade. E eles estão no grupo de estudantes com menos proximidade com pessoas de outros países: enquanto em lugares como Albânia, Alemanha e Grécia ao menos 70% dos estudantes disseram ter contato com estrangeiros, essa porcentagem foi de 20% a 30% em Brasil, Argentina, México, Turquia e Vietnã. No Brasil, pouco mais de um terço dos estudantes afirmaram falar mais de um idioma, índice só maior do que Coreia do Sul, México, Colômbia e Vietnã. Em comparação, mais de 90% dos estudantes da Croácia, da Estônia e de Hong Kong afirmaram serem capazes de se expressar em mais de um idioma. Segundo a OCDE, existe uma associação "positiva e significativa" entre contato com estrangeiros e domínio de outras línguas com a atitude dos estudantes, em sua "adaptabilidade cognitiva, sua (percepção de) autoeficiência sobre temas globais e seu interesse em aprender sobre outras culturas, seu respeito por pessoas de outras culturas e sua capacidade de ver sob diferentes perspectivas". Mesmo no Brasil, quanto mais os estudantes tinham conhecimento de outros idiomas, mais demonstravam ter consciência de questões relevantes globalmente. É bom fazer a ressalva de que, à diferença de muitos países participantes do questionário da OCDE, o Brasil é um país de dimensões continentais, com um único idioma oficial, e uma presença de imigrantes recentes relativamente pequena ao seu tamanho. Dito isso, os estudantes brasileiros tiveram uma média muito inferior à da OCDE no quesito "consciência sobre assuntos globais". A entidade mediu isso perguntando aos estudantes o quão familiarizados eles estavam a temas como aquecimento global, conflitos internacionais, desnutrição, causas da pobreza e igualdade entre homens e mulheres. Alunos de Albânia, Lituânia e Grécia foram os que se autodeclararam mais capazes de responder sobre esses assuntos. Já o Brasil ficou em 53° entre os 65 países que participaram desse ponto do questionário. Assim como em outros pontos da pesquisa, a OCDE encontrou aqui uma forte correlação entre o status socioeconômico dos estudantes e sua consciência sobre assuntos globais: os estudantes de classes sociais mais prósperas tinham mais conhecimento sobre esses assuntos do que seus pares mais pobres, tanto no Brasil como em outros países. "Essas diferenças em conscientização relacionadas ao status socioeconômico podem ser resultado de um acesso desigual a oportunidades na escola, de aprender sobre assuntos globais", diz o relatório. A OCDE também perguntou aos professores dos estudantes se eles sentiam necessidade de desenvolvimento profissional para ensinar em um segundo idioma e em um ambiente multicultural. Entre todos os países participantes, os professores do Brasil foram os que mais responderam "sim" às duas perguntas. Em compensação, mais de 75% dos alunos brasileiros estudavam em escolas que realizavam celebrações e festivais de outras culturas, índice bem superior ao de 35% dos países da OCDE. Em todos os países pesquisados, quanto mais prazer os estudantes tinham na leitura, mais eles tinham consciência sobre assuntos globais — provavelmente porque a leitura prazerosa aumentava a chance de esses alunos ganharem mais conhecimentos e serem expostos a diferentes fontes de informação. Para Schleicher, da OCDE, a escola tem um papel fundamental em ajudar os estudantes a pensar e aprender de modo autônomo e a ampliar sua compreensão de outras culturas, tradições, modos de vida e formas de pensar. "A habilidade de ler e entender a diversidade e de reconhecer valores liberais centrais de nossas sociedades, como tolerância e empatia, pode ajudar a responder ao extremismo e à radicalização", afirmou ele. "Atitudes abertas e flexíveis serão vitais para os jovens coexistirem e interagirem com pessoas de outras fés e outros países. Também o serão os valores humanos comuns que nos unem." Veja vídeos sobre educação:
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22/10 - Unicamp cria fundo patrimonial para receber doações e garantir financiamento de projetos e pesquisas
Inciativa prevê investimento do ativo doado para que rendimentos sejam usados na universidade. Ideia da instituição é arrecadar R$ 20 milhões em seis meses. Imagens áreas mostram o campus da Unicamp Reprodução/EPTV A Unicamp, em Campinas (SP), anunciou, na manhã desta quinta-feira (22), a criação de um fundo patrimonial com o objetivo de desburocratizar doações e garantir o financiamento de projetos nas áreas de ensino, pesquisa, extensão, inovação e cultura. A iniciativa foi aprovada pelo Conselho Universitário (Consu) em setembro de 2019. À época, o órgão regulador estabeleceu diretrizes para implantação da ideia. A previsão é arrecadar R$ 20 milhões em seis meses. O projeto foi espelhado em universidades americanas, que, segundo a Unicamp, chegam a ter fundos patrimoniais com ativos estimados em US$ 38,3 bilhões. O diretor executivo da agência de inovação da instituição e presidente do grupo de trabalho criado para viabilizar a iniciativa, Newton Frateschi, afirmou que a ideia é fazer o recolhimento de recursos por meio de uma organização gestora independente, responsável pela captação de doadores e investimento dos valores. De acordo com o diretor, a proposta é que o valor doado seja mantido intacto e investido, para que os os rendimentos das doações garantam a autonomia da universidade e viabilizem a criação de novas empresas-filhas, pagamento de bolsas de estudos, investimento em laboratórios, melhorias no hospital, entre outros projetos. "O recurso vai ser usado para as atividades-fim da universidade. Ou seja, esse dinheiro não será para pagar funcionários ou para cobrir orçamento, por exemplo. Por exemplo, nós vamos poder investir em projetos que melhorem as atividades-fim da universidade e vamos poder escolher em qual área isso será feito", explicou Frateschi ao G1. No Brasil, as universidades públicas foram autorizadas a firmar parcerias com gestores de fundos patrimoniais a partir da lei 13.800, sancionada em janeiro de 2019. Em 2020, a pandemia de coronavírus gerou congelamento de salários e redução de R$ 72 milhões do orçamento da Unicamp. Em julho, o G1 adiantou a criação do grupo de trabalho, nomeado pelo reitor Marcelo Knobel, para discutir a participação da universidade no capital no capital social de empresas. Na ocasião, a Unicamp informou que, com o objetivo de "pensar no futuro", pretendia dar mais atenção aos movimentos da Bolsa de Valores. Como vai funcionar? Segundo a Unicamp, a organização responsável por gerir o fundo terá um Conselho de Administração, presidido pelo reitor da universidade, e composto por professores, representantes do Consu, coordenadores de centros e núcleos, além de membros de empresas-filhas da instituição e parte dos doadores. Haverá, ainda, um Comitê de Investimentos - com registro na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) - e um Conselho Fiscal. O ativo do fundo será formado por doações de bens móveis e imóveis, recursos de outros fundos e rendimentos de investimentos realizados a partir do próprio patrimônio. Os valores serão apresentados em prestação de contas periódicas e aferidos por auditorias externas. O projeto vai oferecer três possibilidades de doação: Doação sem finalidade específica e incorporada ao patrimônio permanente do fundo; Doação destinada a uma finalidade específica pelo doador, como o desenvolvimento de uma tecnologia ou tratamento de doença; O próprio recurso doado é vinculado à finalidade específica. Além do uso dos rendimentos para financiamento, até 20% da doação poderá ser utilizada. A execução dos projetos será feita pela Fundação para o Desenvolvimento da Unicamp (Funcamp). Após o lançamento nesta quinta-feira, a universidade inicia a próxima etapa do projeto com a captação das primeiras doações. Os interessados, pessoas físicas ou jurídicas, devem fazer um cadastro no site do fundo patrimonial, que recebeu o nome de Lumina Unicamp. VÍDEOS: mais assistidos do G1 nos últimos 7 dias Veja mais notícias da região no G1 Campinas
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21/10 - Ânima apresenta oferta maior, e Laureate encerra negociações com Ser Educacional
Oferta é cerca de R$ 500 milhões maior. Laureate controla as universidades Anhembi Morumbi e FMU, em São Paulo, e o IBMR, no Rio de Janeiro. A Ânima apresentou uma oferta maior pelos ativos no Brasil da Laureate e com isso o grupo norte-americano de ensino encerrou tratativas com a Ser Educacional, que receberá uma multa rescisória a ser paga pela rival brasileira. A Laureate, que controla as universidades Anhembi Morumbi e FMU, em São Paulo, e o IBMR, no Rio de Janeiro, havia recebido em meados de setembro oferta de R$ 4 bilhões da Ser pelos ativos. Segundo a Laureate, a oferta da Ânima é cerca de R$ 500 milhões maior que a da Ser, considerando o fechamento do preço da ação da Ser em 20 de outubro. Além disso, a Ânima se propôs a pagar um adicional de R$ 200 milhões para a Laureate, dependendo do cumprimento de certas métricas de performance. A Ânima ainda vai pagar R$ 180 milhões de multa rescisória para a Ser. Com isso, a Laureate "pretende encerrar seu acordo com a Ser o mais breve possível e entrar em um acordo vinculante com a Ânima", afirmou a companhia em comunicado. O acordo estabelecido pela Ser com a Laureate em meados de setembro permitiu ao grupo norte-americano buscar até 13 de outubro proposta vinculante de terceiros superior à apresentada pela Ser. As ações da Ânima subiam 1,55% às 10h39, enquanto os papéis da Ser tinham queda de 0,64%. O Ibovespa mostrava baixa de 0,07%. Segundo a Laureate, "em vez de submeter uma proposta equivalente antes do fim do prazo, a Ser informou que conseguiu uma liminar contra o fim do acordo e que não aborda o mérito da proposta maior apresentada". "A Laureate pretende vigorosamente fazer valer seu direito em encerrar a transação com a Ser e completar a venda das operações no Brasil sob os termos da proposta maior (da Ânima)", acrescentou a empresa. A Laureate possui atualmente 267 mil estudantes matriculados no Brasil em 11 instituições de ensino superior, que incluem ainda a Universidade Potiguar (UnP), a Universidade Salvador (UNIFACS), o Centro Universitário dos Guararapes (UniFG), a Faculdade Internacional da Paraíba (FPB), entre outras. Ao todo são 50 campi em 7 estados. Já a Ânima informa ter cerca de 145 mil estudantes no país. O grupo é dono das universidades São Judas, Unibh, Unisul, Unisociesc, entre outras. Vídeos: Veja as últimas notícias de economia
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20/10 - Abaixo-assinado pede que MEC suspenda clássicos infantis com histórias modificadas
Adaptações alteram elementos-chave de livros famosos, como ‘João e Maria’. Educadores e escritores afirmam que é um retrocesso. MEC lança livros para apoiar alfabetização; manifesto pede suspensão da coleção Um abaixo-assinado organizado por cerca de 3 mil educadores, escritores e ilustradores pede que o Ministério da Educação (MEC) suspenda a adoção de livros infantis adaptados. No programa “Conta para Mim”, voltado a famílias vulneráveis, foram disponibilizadas versões modificadas de clássicos infantis, como “João e Maria”. As histórias alteradas estão no site do programa e serão impressas e distribuídas, segundo o MEC, no ano que vem. O objetivo é oferecer apoio para a alfabetização das crianças. Segundo Pedro Bandeira, um dos maiores autores da literatura infantil do país, alguns elementos de clássicos não podem ser modificados. “Em ‘João e Maria’, por exemplo, é importante que os personagens sejam abandonados pelos pais na floresta. A criança, ouvindo a história no colo, treme de medo. Mas, se está no colinho, está vendo que não é de verdade”, diz. Na nova versão, João e Maria apenas saem para passear na floresta, e a mãe dá a eles pedrinhas coloridas, para que possam retornar à casa. “Já não é mais João e Maria, ponham outro nome”, protesta Bandeira. Em nota, o MEC defende a “livre adaptação das obras” e diz que pretende imprimir os livros também para o programa "Criança Feliz", do Ministério da Cidadania. Cristiane Tavares, mestre em crítica literária e uma das signatárias do documento contra as adaptações, diz que “pesquisadores, bibliotecários, pesquisadores de universidades públicas, escritores e ilustradores de livros infantis, pessoas do Brasil e de fora, estão muito insatisfeitas com essa coleção e com todo o retrocesso que ela representa”. Para a Fundação Abrinq, "é importante preservar a essência dos contos para que as crianças desenvolvam habilidades emocionais, que poderão ser vivenciadas no decorrer da vida, na resolução de problemas, tornando-se adultos mais seguros e críticos". Veja outros vídeos de Educação
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20/10 - Enade: 80% dos formandos de medicina são bancados pela família, e 70% se declaram brancos
Dados do Inep mostram perfil socioeconômico dos alunos que estavam prestes a concluir o curso em 2019. Maioria pertence a famílias com renda mensal superior a R$ 5.700. Laboratório da Faculdade de Medicina de Guarujá Marketing Unoeste De todos os alunos que estavam prestes a se formar em medicina em 2019, 80% afirmaram não ter renda própria - eram bancados pelos pais ou por pessoas próximas. Na maior parte dos casos, os salários do núcleo familiar somavam mais de R$ 5.700,00 mensais. Os dados foram obtidos a partir dos questionários socioeconômicos do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) 2019, divulgados nesta terça (20). A prova avalia o perfil e os conhecimentos de alunos concluintes da graduação. LEIA MAIS: Universidades federais, que podem perder recursos em 2021, são responsáveis por quase 70% das notas máximas no Enade Abaixo, veja os principais destaques: Renda familiar superior a R$ 5.700 Apenas 6,8% dos estudantes de medicina afirmaram que a renda familiar era de até R$ 1.431,50. Na maior parte dos casos, a soma dos salários ultrapassava R$ 5.724,00. Veja o gráfico abaixo: Arte/G1 Poucos alunos eram responsáveis pelo sustento da família (0,6%). A maior parte, como já dito no início da reportagem, não tinha renda própria e era financiada por algum parente ou conhecido (81,9%). Há também 7,9% de estudantes que declararam depender de programas de renda do governo, como o Bolsa Família. 67,1% declararam ser brancos Entre os formandos de medicina, 67,1% dos estudantes declararam-se brancos. Há parcelas bem menores de: pardos (24,3%), pretos (3,4%), amarelos (2,5%) e indígenas (0,3%). Cerca de 2% não quiseram responder. O Enade mostra também quem foram os beneficiados por políticas afirmativas e de inclusão social: 41% eram brancos e 44,6%, pardos. É preciso lembrar que as cotas para universidades não consideram apenas a raça do estudante - há modalidades para ex-alunos de escolas públicas, por exemplo, ou para membros de famílias de baixa renda. Mães dos alunos: maioria concluiu graduação ou pós-graduação Dos concluintes de medicina, 66,1% têm mãe que terminou a graduação ou a pós-graduação. Apenas 7,8% são filhos de mulheres que estudaram até o ensino fundamental. Mulheres são maioria Segundo os dados do Enade, em 2019, 59,1% dos concluintes de medicina em 2019 eram mulheres, e 40,9%, homens. Os questionários socioeconômicos mostram também que metade dos alunos tinha de 25 a 29 anos. Como o Enade funciona? Em 2019, o Enade avaliou o conhecimento de quem estava prestes a se formar nas áreas de ciências agrárias, ciências da saúde, engenharias, arquitetura e urbanismo; e nos cursos tecnológicos de ambiente e saúde, produção alimentícia, recursos naturais, área militar e segurança. Há outros dois conjuntos de cursos, que serão avaliados nas próximas edições: Bacharelado ou licenciatura em ciências biológicas; ciências exatas e da Terra; linguística, letras, artes e áreas afins; cursos tecnológicos em controle e processos industriais, informação e comunicação, infraestrutura e produção industrial. Bacharelado em ciências sociais aplicadas e áreas afins; em ciências humanas (cursos que não sejam avaliados no âmbito das licenciaturas; cursos superiores de tecnologia em gestão e negócios, apoio escolar, hospitalidade e lazer, produção cultural e design. São dois instrumentos de avaliação: prova sobre os conteúdos e habilidades desenvolvidos durante a graduação, formada por questões de formação geral (8 testes e 2 discursivas) e de conhecimentos específicos (27 testes e 3 discursivas); e questionário de perfil dos alunos. Universidades públicas são a maioria entre as que receberam nota máxima no Enade Veja mais vídeos de Educação:
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20/10 - Universidades federais, que podem perder recursos em 2021, são responsáveis por quase 70% das notas máximas no Enade
Prova realizada em 2019 avaliou conhecimento de alunos concluintes dos cursos de graduação. Governo quer cortar R$ 994,6 milhões de instituições federais de ensino no ano que vem; decisão ainda passará pelo Congresso. Enade avalia conhecimentos de alunos concluintes dos cursos de graduação Pexels Dos 510 cursos de graduação que receberam a nota máxima no Conceito Enade, 67% são de universidades federais - justamente onde deve haver cortes de R$ 994,6 milhões no orçamento de 2021. Do restante, 18% são de universidades privadas (com ou sem fins lucrativos); 14,5%, de estaduais; e 0,5%, de municipais. O índice, divulgado nesta terça-feira (20) pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), mede a qualidade dos cursos com base no desempenho dos alunos no Enade (Exame Nacional de Desempenho de Estudantes). Em 2019, a prova avaliou o conhecimento de quem estava prestes a se formar nas áreas de ciências agrárias, ciências da saúde, engenharias, arquitetura e urbanismo; e nos cursos tecnológicos de ambiente e saúde, produção alimentícia, recursos naturais, área militar e segurança. O Conceito Enade varia de 1 a 5 - quanto mais alta for a pontuação, melhor o desempenho dos estudantes. De 8.368 cursos, 510 atingiram a maior “nota”. É preciso considerar também o número de cursos de cada esfera administrativa. Mais uma vez, as federais têm destaque: de 1.426 instituições, 23,9% receberam conceito 5. Entre as 6.360 universidades privadas, apenas 1,4% obtiveram a avaliação máxima. "Os resultados são relativos. Houve uma grande expansão do ensino privado nos últimos anos. É preciso agora trabalhar a questão relativa à qualidade", afirmou o presidente do Inep, Alexandre Lopes, durante a coletiva de imprensa em que os dados foram divulgados. Universidades públicas são a maioria entre as que receberam nota máxima no Enade Cortes nas federais Segundo a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), o Ministério da Educação (MEC) planeja cortar R$ 994,6 milhões do orçamento de universidades e institutos federais de ensino em 2021. O valor representa uma redução de 17,5% das despesas "não obrigatórias" (discricionárias). Elas são direcionadas ao pagamento: das contas de água, luz, e telefone; de funcionários e de serviços terceirizados; de obras; e de programas de assistência estudantil. Já as despesas obrigatórias, que não podem ser cortadas, são para o pagamento de salários e de aposentadorias de professores. Os valores ainda poderão ser alterados até a aprovação do orçamento final do governo, em dezembro, pela Câmara e pelo Senado. Desempenho em medicina Entre os cursos avaliados no Enade 2019, medicina é o mais concorrido nos vestibulares e no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Do total de 232 graduações na área, 28 receberam o conceito máximo de qualidade (19 em universidades federais, 5 em estaduais e 4 em particulares). Como funciona o Enade? A cada ano, um grupo é avaliado no Enade: I: Bacharelado ou licenciatura em ciências agrárias, ciências da saúde e áreas afins; engenharias, arquitetura e urbanismo; cursos tecnológicos nas áreas de ambiente e saúde, produção alimentícia, recursos naturais, militar e segurança. II: Bacharelado ou licenciatura em ciências biológicas; ciências exatas e da Terra; linguística, letras, artes e áreas afins; cursos tecnológicos em controle e processos industriais, informação e comunicação, infraestrutura e produção industrial. III: Bacharelado em ciências sociais aplicadas e áreas afins; em ciências humanas (cursos que não sejam avaliados no âmbito das licenciaturas; cursos superiores de tecnologia em gestão e negócios, apoio escolar, hospitalidade e lazer, produção cultural e design. São dois instrumentos de avaliação: prova sobre os conteúdos e habilidades desenvolvidos durante a graduação, formada por questões de formação geral (8 testes e 2 discursivas) e de conhecimentos específicos (27 testes e 3 discursivas); e questionário de perfil dos alunos. Segundo o Inep, as questões apresentam níveis de dificuldade diferentes a cada prova. Por isso, não é correto comparar o desempenho de alunos de cursos ou de anos distintos.
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20/10 - UFSCar abre inscrição para vagas remanescentes de auxílio para acesso à internet e computador
São 270 auxílios para estudantes de baixa renda; inscrição vai até quarta-feira (21). UFSCar em São Carlos Gabrielle Chagas/G1 A Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) abriu inscrições até quarta-feira (21) para estudantes de graduação em situação vulnerável solicitarem o auxílio para ter acesso à internet e computador para aulas a distância. São 270 benefícios de R$ 1,5 mil. A inscrição e outras informações podem ser obtidas no edital. Veja o edital completo A ação é um trabalho conjunto entre a reitoria e as pró-reitorias de Administração (ProAd), de Assuntos Comunitários e Estudantis (ProACE) e de Graduação (ProGrad). A universidade tem campi em São Carlos, Araras, Sorocaba e Buri. Inscrição Podem se candidatar estudantes de graduação com renda familiar per capita de até 1,5 salários mínimos e que estejam inscritos em Disciplinas do Ensino Não-Presencial Emergencial (ENPE). Além do auxílio para a compra do computador, os estudantes que atenderem as condições necessárias irão receber chips para ter acesso a internet. Após a inscrição, será realizada uma avaliação socioeconômica de todos os inscritos, segundo os pré-requisitos: Ser estudante vinculado a um curso de graduação presencial da UFSCar; Estar regularmente matriculado e com intenção de realizar as atividades acadêmicas no modo de ensino não-presencial emergencial (Enpe). Será preciso comprovar inscrição quando o estudante for chamado para ativar seus benefícios; Apresentar renda familiar per capita de até 1,5 salário mínimo; Autodeclarar não dispor de computador exclusivo que tenha condições para realização das atividades acadêmicas; Autodeclarar não ter acesso à internet, ou ter acesso muito restrito, que gere irregularidades ou descontinuidades, prejudicando a realização das atividades acadêmicas. Auxílio O auxílio poderá ser concedido em duas modalidades cumulativas. A primeira equivale a R$ 1,5 mil depositados diretamente na conta bancária do estudante para aquisição de computador. O equipamento será do aluno, não havendo a necessidade de devolução após o período de aulas remotas. Caso contemplado, após a compra o estudante deverá enviar a nota fiscal correspondente à UFSCar, conforme o Artigo 10 do edital. Já a segunda é o fornecimento de chips com acesso a pacote de dados de internet, também sem necessidade de devolução e sem qualquer custo. O pagamento do valor de manutenção do pacote será mantido durante o período de atividades remotas. Recursos financeiros O auxílio à compra de computador provém do orçamento da UFSCar, realocado de outras despesas previstas. Já o benefício de acesso à internet será custeado pela universidade à estudantes com renda entre meio e 1,5 salário mínimo. Abaixo de meio salário mínimo, será o Ministério da Educação (MEC) que pagará. A medida visa dar suporte aos alunos que tiveram as aulas suspensas em 16 de março devido à pandemia. Naquele momento, a Universidade optou por interromper o período letivo da graduação uma vez que nem todos teriam condições de acompanhar as atividades que viessem a ser realizadas a distância. De abril a julho ocorreu o Período Letivo Suplementar, com atividades de monografia, trabalhos de conclusão de curso (TCC) e Atividades Curriculares de Integração Ensino, Pesquisa e Extensão (ACIEPES). A oferta e a adesão às atividades foram facultativas tanto aos professores quanto aos estudantes. Em 31 de agosto teve início o Ensino Não-Presencial Emergencial (ENPE), com atividades curriculares sendo realizadas a distância. Veja mais notícias da região no G1 São Carlos e Araraquara.
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20/10 - Unicamp encerra inscrições para seleção em vagas remanescentes nesta terça-feira; veja calendário
Universidade oferece 505 oportunidades em diversos cursos e cadastros devem ser feitos exclusivamente pelo site da comissão organizadora (Comvest). Valor da taxa é de R$ 180. Vista aérea do campus da Unicamp, em Campinas Antonio Scarpinetti Unicamp encerra inscrições para seleção em vagas remanescentes nesta terça-feira (20) A Unicamp encerra nesta terça-feira (20) o período de inscrições do processo seletivo para 505 vagas remanescentes em diversos cursos que serão oferecidas em 2021. Segundo a comissão organizadora (Comvest), as inscrições devem ser feitas exclusivamente pelo site oficial e a taxa é de R$ 180. As listas com os convocados para matrícula serão divulgadas em fevereiro e março. Podem se inscrever no processo quem está matriculado em cursos de graduação da Unicamp - desde que a faculdade pretendida seja diferente da frequentada -, além de alunos de outras instituições de ensino superior nacionais ou estrangeiras e portadores de diploma de curso superior reconhecido. Provas Em regra, o processo seletivo tem duas etapas - uma terceira é somente para os candidatos aos cursos que exigem habilidades específicas. A primeira fase será uma prova de leitura e interpretação de textos, segundo a Comvest, enquanto que a segunda consiste em questões de conhecimentos específicos, relativos às grandes áreas de conhecimento e análise de currículo. Já a prova de habilidades específicas será realizada junto com os candidatos inscritos no vestibular 2021. O exame é para cursos de arquitetura e urbanismo, artes cênicas, artes visuais, dança e música. A prova de leitura e interpretação de texto ocorre em 13 de dezembro e reúne dez questões objetivas de leitura, sendo seis de língua portuguesa e quatro de língua inglesa. O exame de conhecimentos específicos, também marcado para 13 de dezembro, tem dez questões objetivas e cinco dissertativas sobre a área específica do curso (ciências humanas/artes ou ciências exatas/tecnológicas ou ciências biológicas ou medicina). As perguntas vão abordar conhecimentos básicos das áreas específicas exigidos nos anos iniciais da graduação. Confira abaixo o calendário das vagas remanescentes da Unicamp: 1 a 20 de outubro: inscrição e pagamento da taxa. 23 a 27 de novembro: provas de habilidades específicas de música. 30 de novembro: divulgação dos locais das provas de interpretação e conhecimentos específicos. 13 de dezembro: realização das provas de interpretação e conhecimentos específicos. 5 de janeiro de 2021: divulgação dos locais da prova de habilidades específicas de música. 5 de janeiro: divulgação da lista de candidatos convocados para a análise de compatibilidade de currículo. 12 de fevereiro: divulgação da lista de convocados para a matrícula (cursos sem prova de habilidades específicas). 11 e 12 de fevereiro: provas de habilidades específicas (junto com vestibular) 10 e 11 de fevereiro: matrícula em disciplinas dos candidatos aprovados. 22 e 23 de fevereiro: matrícula e solicitação de aproveitamento de estudos para candidatos aprovados (cursos sem prova de habilidades específicas). 3 de março: divulgação da lista de convocados para a matrícula (cursos com prova de habilidades específicas). 4 de março: matrícula e solicitação de aproveitamento de estudos para candidatos aprovados (cursos com prova de habilidades específicas). Veja mais notícias da região no G1 Campinas.
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19/10 - Investimento público na educação ajudou a distribuir renda no Brasil, afirma levantamento
O estudo, divulgado pela entidade Campanha Nacional pelo Direito à Educação, prevê que desigualdade social pode crescer nos próximos anos se gastos públicos na área educacional forem reduzidos. Escola pós-pandemia no Brasil Ana Clara Marinho/TV Globo Um estudo que analisou investimentos públicos na educação brasileira entre 2001 e 2015 indica que os recursos aplicados na área contribuíram para distribuir renda no país e diminuir desigualdade social. Em valores não corrigidos pela inflação atual, o investimento por estudante na educação básica passou de R$ 899 em 2000 para R$ 7.273 em 2015, enquanto o da educação superior foi de R$ 8.849 para R$ 23.215. Estudo relaciona investimento em educação com redução de desigualdade no Brasil Divulgação Os pesquisadores examinaram os impactos desses investimentos públicos na área ao analisar medidores de desigualdade do período, como o índice de Gini. O estudo diz que os aportes destinados à melhoria da educação brasileira são um dos fatores (que incluem também programas sociais) para redução da desigualdade, problema apontado como característico da sociedade brasileira. O levantamento foi produzido pela Campanha Nacional pelo Direito à Educação, pelo Centro de Defesa da Criança e do Adolescente do Ceará e o Centro de Estudos sobre Desigualdade e Desenvolvimento da Universidade Federal Fluminense em parceria com a ONG Oxfam Brasil e a Campanha Latino-Americana pelo Direito à Educação. Apesar de a pesquisa ir até o ano de 2015, os autores expressam preocupação sobre a diminuição de recursos para a área educacional. Usando dados do sistema de informações sobre orçamento público federal, eles apontam queda de 8,8% nos recursos destinados ao Ministério da Educação nos últimos cinco anos. A conclusão é de que o enxugamento de recursos se refletirá em aumento da desigualdade de renda. A Campanha Nacional pelo Direito à Educação disponibiliza nesse link os detalhes do estudo. Veja vídeos de educação:
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19/10 - Unicamp reinicia atividades presenciais nesta segunda com até 20% dos servidores, testes e aplicativo para monitorar saúde
Primeira etapa prevê retorno de até 2 mil funcionários para trabalho administrativo e de suporte. Aulas presenciais voltam em 16 de novembro, com prioridade a trabalhos laboratoriais e que não possam continuar remotos. Estudantes no campus da Unicamp, em Campinas, antes da pandemia Fernando Pacífico / G1 Sete meses após suspender as atividades presenciais por conta da pandemia do novo coronavírus, a Universidade de Campinas (Unicamp) inicia nesta segunda-feira (19) a retomada gradual com no máximo 20% dos servidores com funções administrativas e ainda sem aulas. Definido em 14 de setembro, o cronograma de retomada prevê a testagem de todos os profissionais, a obrigação de assistirem a videoaulas sobre as medidas sanitárias e o monitoramento diário da condição de saúde por meio de um aplicativo. Reitor da universidade, Marcelo Knobel explica que no máximo 2 mil trabalhadores voltam nesta segunda, já que há aproximadamente 10 mil servidores ativos. No entanto, ele estima que o número vai ser menor, já que parte dos institutos optou por iniciar a retomada com bem menos do que os 20% permitidos na primeira etapa. A regra é manter em trabalho remoto tudo que for possível. O cronograma 19/10: até 20% de servidores; 02/11: até 40% de servidores; 16/11: até 60% de servidores, até 25% de alunos de graduação, pós-graduação e extensão e até 25% de crianças atendidas pelo Centro de Convivência Infantil/Serviço Socioeducativo; 30/11: até 80% de servidores, até 50% de alunos de graduação, pós-graduação e extensão e até 50% de crianças atendidas pelo Centro de Convivência Infantil/Serviço Socioeducativo; 14/12: até 100% de servidores, até 75% de alunos de graduação, pós-graduação e extensão e até 75% de crianças atendidas pelo Centro de Convivência Infantil/Serviço Socioeducativo; 23/12 a 04/01/2021 - recesso de fim de ano 04/01/2021: até 100% de servidores, até 100% de alunos de graduação, pós-graduação e extensão e até 100% de crianças atendidas pelo Centro de Convivência Infantil/Serviço Socioeducativo; Knobel afirmou que esse mês de intervalo entre a publicação do cronograma e o retorno de fato foi fundamental para colocar em prática os protocolos e organizar espaços físicos. Ele não descarta a possibilidade da instituição retroceder nas medidas se a pandemia exigir. "Estamos fazendo testes de Covid-19 em massa para toda comunidade da universidade, então foi realmente um tempo necessário, importante, que permite que a gente faça essa retomada, que a gente chama de retomada gradual e parcial (...) A gente teve um tempo muito bem pensado justamente para acompanhar a evolução da pandemia neste momento e acompanharmos o que é possível fazer, parar, melhorar, voltar atrás, ou seja, ter realmente as possibilidades de se adaptar". A Unicamp foi a primeira universidade pública brasileira a interromper as atividades, em 13 de março. Desde então, apenas o complexo hospitalar, o restaurante e setores de compras e recursos humanos funcionaram. Houve, também, a exceção para laboratórios com estudos ligados ao coronavírus receberam pesquisadores, quando aprovado pelo instituto. Vista aérea da Unicamp, em Campinas Antoninho Perri/Ascom/Unicamp Aplicativo e testes O reitor também explicou que os profissionais que retornam devem responder, diariamente, um inquérito de saúde por meio do aplicativo desenvolvido pela universidade. A plataforma vai consolidar informações sobre possíveis sintomas e definir se o servidor está apto a trabalhar. Todos também farão testes RT-PCR. "Todos os dias os servidores serão obrigados a entrar no aplicativo, que pode ser acessado via celular ou computador, e tem umas perguntinhas se está com febre, tosse... Tem um inquérito de saúde que tem que ser respondido seguindo os padrões internacionais. O aplicativo mostra também os testes que foram realizados e se a pessoa deve ou não ir para o trabalho". Os testes disponíveis para toda a comunidade acadêmica da Unicamp foram enviados pelo Instituto Butantan e são realizados no próprio complexo hospitalar a instituição, em Campinas. E as aulas presenciais? A universidade definiu para 16 de novembro o início do retorno das aulas presenciais de graduação e pós. O reitor afirmou que a retomada também será parcial e gradual, com 25% na primeira etapa. Além disso, que os institutos estão orientados a manter, sempre que possível, as atividades remotas pelo menos até março de 2021. Serão priorizados as aulas que dependem de atividades laboratoriais para concluir trabalhos. "Cada unidade fez o seu plano, a sua preparação, e naturalmente pensando nesse momento de organizar tudo para o retorno dos estudantes daqui a um mês, que também será gradual e parcial, e as atividades de pesquisa que estão paradas. Então privilegiarmos certamente essas atividades que precisam da presença no laboratório, no grupo de pesquisa". "Certamente as unidades que têm laboratórios que precisam de pesquisa experimental. (...) Na física, na química, em algumas engenharias, sem esses laboratórios você não consegue fazer a pesquisa, então certamente essas unidades terão este pessoal já parcialmente voltando". Infográfico mostra quais são os erros e acertos ao usar a máscara G1 Initial plugin text Veja mais notícias da região no G1 Campinas
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18/10 - Pesquisa da UFV sobre efeitos do consumo da farinha de chia vence Prêmio Capes de Tese 2020
Trabalho avaliou o efeito do consumo de farinha de chia na biodisponibilidade de cálcio, ferro e zinco. Sementes de chia foram introduzidas na dietas de ratos e frangos UFV/Divulgação Uma tese de duas pesquisadoras da Universidade Federal de Viçosa (UFV) sobre os efeitos do consumo da farinha de chia foi uma das vencedoras do 15º Prêmio Capes de Tese de 2020, divulgado no início de outubro. O trabalho foi realizado por Bárbara Pereira da Silva, no Programa de Ciências da Nutrição, com orientação da professora Hércia Stampini Duarte Martino. A pesquisa se diferenciou por considerar a chia como fonte de cálcio, zinco e ferro, e a potencialidade desse alimento em condições fisiológicas alteradas, especificamente, na menopausa. Além disso, observou o efeito da sua fração solúvel, como a fibra alimentar na saúde intestinal. Pesquisa As pesquisadoras da UFV, Hércia e Bárbara, vencedoras do Prêmio Capes UFV/Reprodução De acordo com as pesquisadoras da UFV, a semente de chia é considerada um pseudocereal que tem sido consumido cada vez mais pela população mundial devido aos seus efeitos protetores, funcionais e antioxidantes, atribuídos à presença de lipídios, fibra alimentar, compostos antioxidantes, vitaminas e minerais. Dentre os minerais, destacam-se o cálcio, o ferro e o zinco. Mas, mesmo com essa importante concentração de minerais, a biodisponibilidade desses nutrientes, ou seja, a absorção e posterior ação deles em nosso organismo, ainda não é conhecida. Assim, o objetivo da tese premiada foi avaliar o efeito do consumo de farinha de chia na biodisponibilidade de cálcio, ferro e zinco; no perfil de lipídio (que auxilia na identificação de irregularidades nas taxas de colesterol e triglicerídeos, por exemplo); na inflamação; no estresse oxidativo, ocasionador de danos celulares; e na saúde intestinal. A análise utilizou a farinha de chia cultivada no Brasil, no Rio Grande do Sul, em três ensaios biológicos, dois deles com ratos, em crescimento e em condições de menopausa, e um com frangos, todos de acordo com o Comitê de Ética para pesquisas com animais. Segundo a instituição, de forma geral, os resultados demonstraram que o consumo de chia melhorou a saúde intestinal, as taxas de colesterol e triglicerídeos, o processo inflamatório e o estresse oxidativo nos animais analisados. O alimento contribuiu ainda para a absorção de ferro e zinco, mas apresentou baixa absorção de cálcio, quando utilizada como uma única fonte de cálcio na alimentação dos animais em crescimento. Segundo a professora Hércia Stampini Duarte Martino, a pesquisa traz importantes contribuições para a área de Nutrição, como bioquímica da nutrição, dietética, compostos bioativos na saúde humana, biodisponibilidade de minerais e microbiota intestinal. Ela afirmou que conhecer novas propriedades biológicas das substâncias bioativas presentes nos alimentos, como a chia, torna-se importante para dar subsídios às prescrições alimentares para que a população possa ser orientada nas escolhas alimentares saudáveis dos alimentos a serem consumidos. “Este prêmio vem nos encorajar a seguir pesquisando para que possamos cada vez descobrir novas propriedades nutricionais dos alimentos e contribuir com a ciência da Nutrição. A chia continua sendo foco de pesquisa em nosso grupo na busca de novos conhecimentos”, afirmou a professora. A pesquisa premiada tem ainda abrangência internacional, já que durante a realização da tese, Bárbara participou de doutorado sanduíche no Centro de Agricultura e Saúde Robert W. Holley, da Cornell University, Ithaca, Estados Unidos. Bárara afirmou que representar Universidade e ser reconhecida pelo Prêmio Capes é "altamente gratificante, um momento ímpar e motivo de muito orgulho”. A pesquisadora lembrou que esse prêmio mostra a dedicação, o esforço e o comprometimento de todos os envolvidos no trabalho. Prêmio Capes O prêmio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) conta com apoio da Fundação Carlos Chagas, a Comissão Fulbright e o Instituto Serrapilheira. Uma tese é premiada em cada uma das 49 áreas de avaliação reconhecidas pela Capes. Dos trabalhos agraciados sairão os vencedores do Grande Prêmio, oferecido ao destaque de cada uma das três grandes áreas do conhecimento: Ciências da Vida, Humanidades e Exatas. A cerimônia acontecerá em dezembro. Os autores das teses selecionadas de cada uma das áreas de avaliação receberão uma bolsa de estágio pós-doutoral em instituição nacional e seus orientadores, um prêmio para participação em evento acadêmico-científico nacional, no valor de R$ 3 mil. Dos trabalhos escolhidos para o Grande Prêmio, os orientadores receberão R$ 9 mil para participação em congresso internacional e os autores ganharão uma bolsa para estágio pós-doutoral de 12 meses em uma instituição internacional. Além da pesquisa sobre os efeitos da farinha de chia, outras duas teses da Universidade Federal de Viçosa foram vencedoras: uma de Bioquímica Aplicada, sobre modelagem molecular e cinética enzimática e uma de Economia Aplicada, sobre ensaios da migração rural-urbana e mudanças climáticas no nordeste brasileiro.
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17/10 - A matemática é vista como abstrata e chata, 'mas nasceu para resolver problemas reais'
Guillermo Ramírez, pesquisador mexicano, desconstrói a ideia de que a física e a matemática são para 'uma elite com habilidades especiais’. 'Você não precisa ser alguém muito especial ou inteligente para se dedicar à física ou matemática' Getty Images Guillermo Ramírez é físico e matemático e, como grande parte dos cientistas, acumula vários títulos - de bacharelado a doutorado. Mas o que é normal entre pesquisadores pode atrair o olhar curioso de quem não é. "A tendência é que as pessoas te admirem, como se você fosse um animal raro ou alguém muito especial, com uma vida muito diferente da delas. Mas não é verdade", diz Ramírez à BBC News Mundo, serviço em espanhol da BBC. "Não é preciso ser alguém muito especial ou muito inteligente para se dedicar à física ou matemática. São habilidades ou competências que podem ser desenvolvidas, assim como quando você pratica um esporte", acrescenta. Essa ideia socialmente estabelecida de que a física e a matemática são para "uma elite com habilidades especiais", explica o mexicano, é algo que gera problemas práticos no dia a dia, além de inibir possíveis carreiras em duas áreas de trabalho altamente necessárias em meio à quarta revolução industrial. Estes são alguns temas que o professor e pesquisador do Instituto de Matemática da Universidade Nacional Autônoma do México (UNAM) abordou na palestra "Matemática Viral" durante o Hay Festival Querétaro, realizado digitalmente de 2 a 7 de setembro deste ano. Nem abstrato, nem distante Ramírez é especialista em uma área da física chamada teoria da matéria condensada, "um campo bastante amplo que estuda as propriedades da matéria em sua fase sólida, líquida e gasosa, tanto a nível macroscópico quanto microscópico", explica. Na última década, ele começou a aplicar seus conhecimentos em matéria condensada e matemática para estudar a evolução de tumores malignos, sobretudo como o microambiente e o metabolismo influenciam o desenvolvimento do câncer de mama. Guillermo Ramírez é professor e pesquisador do Instituto de Matemática da Universidade Nacional Autônoma do México Arquivo pessoal Esse é apenas um exemplo de como um campo que pode parecer teórico e distante tem implicações profundas na vida das pessoas. Até a matemática, que segundo Ramírez é geralmente ensinada e, portanto, percebida como abstrata e chata, "nasceu para resolver problemas reais". Talvez o exemplo mais simples seja o da origem da aritmética diante da necessidade de um fazendeiro contar suas cabras - e depois trocar algumas delas por outros produtos, como maçãs. Mas mesmo aquelas áreas que parecem desconectadas da vida cotidiana podem acabar transformando-a radicalmente. É o caso da física (ou mecânica) quântica, diz ele, que estuda a natureza em escala atômica e subatômica, ou seja, o mundo das dimensões reduzidas e suas leis, muito diferentes daquelas que regem o mundo que somos capazes de enxergar. "O desenvolvimento da mecânica quântica no início do século passado deu origem ao estudo do estado sólido da matéria, o que levou à invenção do transistor, dos microprocessadores, dos microchips, do computador, da internet", explica o pesquisador. "Sem a mecânica quântica", acrescenta ele, "não viveríamos da forma como vivemos". "Não teríamos telefones celulares e não estaríamos fazendo esta entrevista (via vídeoconferência) que, no início dos anos 1960, seria considerada história de ficção científica." "Nesta pandemia, se não fosse a quarta revolução industrial, estaríamos como na Idade Média durante a Peste Negra", resume. A revolução 4.0 A chamada quarta revolução industrial ou 4.0 não implica na chegada de novos desenvolvimentos em si, mas na convergência entre as tecnologias digitais, físicas e biológicas, segundo o Fórum Econômico Mundial, que possui um centro dedicado ao tema. A primeira revolução industrial possibilitou a transição para a produção mecanizada, graças a invenções como o motor a vapor Hulton Archive Esta é uma mudança importante em relação às três revoluções industriais anteriores. Na primeira, ocorrida entre meados dos séculos 18 e 19, houve a transição da produção manual para a mecanizada. "Foi impulsionada pela criação do motor a vapor e, com ele, de máquinas e utensílios que facilitaram a produção de determinados insumos", afirma. A segunda revolução industrial, por sua vez, "aconteceu quando essa produção de bens passou a ser feita em massa nas fábricas". Naquele momento, o uso da eletricidade foi fundamental. Já terceira teve início apenas em meados do século 20, marcada pelo desenvolvimento das tecnologias de informação e comunicação, da eletrônica e do início da automatização de alguns aspectos da produção industrial. "Na quarta revolução industrial, no entanto, a tendência é automatizar tudo nas linhas de produção", explica Ramírez. É alcançar a independência da mão de obra humana. Para isso, conceitos como internet das coisas, computação em nuvem e inteligência artificial se tornam imprescindíveis. As pessoas vão precisar se preparar para parar de trabalhar com as mãos e migrar para a internet' Getty Images Em outras palavras, áreas que exigem formação em matemática, física e engenharia, diz Ramírez. Mas o pesquisador não se refere apenas a mudanças nas fábricas, em que uma linha de produção é operada à distância. Ele também destaca os avanços da telemedicina, inclusive a realização de cirurgias de forma remota, com robôs controlados por um médico localizado a milhares de quilômetros do centro cirúrgico. As quarentenas impostas no mundo todo em decorrência da pandemia de covid-19 aceleraram, por sua vez, essa revolução, diz ele, uma vez que naturalizaram o trabalho remoto em uma ampla variedade de áreas. As carreiras de hoje "Um dos grandes problemas dessa revolução e das anteriores é que as pessoas que não têm preparação suficiente vão ficar para trás e vão acabar subempregadas ou desempregadas", alerta Ramírez. "Muitos governos populistas chegaram ao poder prometendo devolver as fábricas aos seus países. E embora isso ainda exista um pouco, a tendência é que tudo seja automatizado." Por isso, "as pessoas vão precisar se preparar para deixar de trabalhar com as mãos e migrar para a internet". Deste modo, Ramírez enfatiza que a física e a matemática não são abstratas, chatas ou para mentes brilhantes. São, essencialmente, tudo que nos rodeia.
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16/10 - Mais de 6 milhões de estudantes brasileiros não tiveram acesso a atividades escolares em setembro, diz IBGE
Índice representa 13,9% do total de matriculados. Exclusão é ainda maior na região Norte. Sala de aula em São Paulo Reprodução/GloboNews Na semana de 20 a 26 de setembro, cerca de 6,4 milhões de estudantes brasileiros não tiveram acesso a atividades escolares - o equivalente a 13,9% do total de matriculados. Os dados fazem parte da pesquisa "Pnad Covid-19", apresentada nesta sexta-feira (16) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Pandemia não é brincadeira: o que as crianças pensam sobre crise, isolamento e volta às aulas; VÍDEO Reprovar todos os alunos, aprová-los automaticamente ou discutir cada caso? Veja as alternativas das escolas no ano de pandemia A situação já foi pior. Segundo o levantamento, a parcela de alunos sem atividades pedagógicas era ainda maior na primeira semana de julho, quando 9 milhões de crianças e adolescentes (20% do total de matriculados) não receberam conteúdos escolares. Desigualdade regional A região Norte apresenta um índice de exclusão muito superior à média nacional: 33,4% dos alunos não tiveram acesso a atividades escolares no fim de setembro. No Nordeste, 19,9%. Os índices são menores no Sudeste (9,1%), no Sul (4,8%) e no Centro-Oeste (5,4%).
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16/10 - O Assunto #299: Evasão escolar, doença crônica agravada na pandemia
Milhões de jovens brasileiros estão atrasados ou não concluíram os estudos, e a paralisação das aulas presenciais imposta pela Covid-19 deve agravar a situação. O que pode ser feito? Você pode ouvir O Assunto no G1, no Spotify, no Castbox, no Google Podcasts, no Apple Podcasts, no Deezer ou no aplicativo de sua preferência. Assine ou siga O Assunto, para ser avisado sempre que tiver novo episódio no ar. No Brasil, dos quase 50 milhões de jovens entre 14 e 29 anos, mais de 20% não completaram alguma das etapas da educação básica. Entre 15 e 17 anos, 30% não estão matriculados no ensino médio. O abandono escolar é realidade, sobretudo para os mais pobres e para a população negra. E especialistas avaliam que a situação deve piorar, e muito, com a paralisação das aulas presenciais imposta pela Covid-19. Como remédio paliativo, o Conselho Nacional de Educação recomendou a junção dos anos letivos 2020/2021 e a aprovação automática universal. O que mais pode ser feito? Neste episódio, Renata Lo Prete conversa com Ítalo Dutra, chefe da área de Educação do Unicef, para responder a essa pergunta. Ele destrincha os detalhes do quadro histórico da evasão escolar brasileira, explica por que a pandemia compromete tanto a continuidade dos estudos, lista quais são os grupos mais vulneráveis a esta situação e aponta medidas que podem mitigar o problema. O que você precisa saber: IBGE mede o problema nacional da evasão escolar Aprovação automática em 2020 é necessária para reduzir evasão escolar, diz especialista Rede estadual de ensino do RJ terá aprovação automática em 2020 CNE aprova juntar anos letivos de 2020 e 2021 e ensino remoto até fim do ano que vem 'Sem wi-fi': pandemia cria novo símbolo de desigualdade na educação Projeto Não Desista do seu Futuro alerta para índices de evasão escolar no Brasil após a pandemia O podcast O Assunto é produzido por: Mônica Mariotti, Isabel Seta, Gessyca Rocha, Luiz Felipe Silva, Thiago Kaczuroski, Renata Bitar, Vitor Muniz e Danniel Costa. Apresentação: Renata Lo Prete Comunicação/Globo O que são podcasts? Um podcast é como se fosse um programa de rádio, mas não é: em vez de ter uma hora certa para ir ao ar, pode ser ouvido quando e onde a gente quiser. E em vez de sintonizar numa estação de rádio, a gente acha na internet. De graça. Dá para escutar num site, numa plataforma de música ou num aplicativo só de podcast no celular, para ir ouvindo quando a gente preferir: no trânsito, lavando louça, na praia, na academia... Os podcasts podem ser temáticos, contar uma história única, trazer debates ou simplesmente conversas sobre os mais diversos assuntos. É possível ouvir episódios avulsos ou assinar um podcast – de graça - e, assim, ser avisado sempre que um novo episódio for publicado.
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15/10 - UFU publica novo edital de retificação do vestibular 2020
Entre as novas mudanças estão o fim das inscrições de novos participantes e a retirada dos pedidos de mudança de curso. Fachada da UFU Universidade Federal de Uberlândia Reprodução/TV Integração A Universidade Federal de Uberlândia (UFU) publicou na última terça-feira (13), um novo edital de retificação para o vestibular 2020-2. Algumas mudanças estipuladas pelo edital anterior serão mantidas, outras foram retiradas e datas alteradas. Anteriormente, a universidade havia divulgado que um novo período de inscrições do vestibular seria aberto no dia 20 de outubro, mas agora cancelou a medida. Também não será permitido pedido de alteração das opções de curso. A UFU ainda informou que os candidatos inscritos poderão alterar apenas a cidade de realização das provas e o item 'Atendimento Especializado e (ou) Específico' entre os dias 19 e 23 de outubro. Covid-19 Segundo a universidade, "todas as atividades de aplicação das provas obedecerão às indicações e recomendações do Comitê Municipal de Enfrentamento à Covid-19 e do Comitê de Monitoramento à Covid-19 UFU, bem como indicações e recomendações dos municípios onde serão realizadas as provas (Uberlândia, Ituiutaba, Monte Carmelo, Patos de Minas, Belo Horizonte, Ribeirão Preto e Goiânia) e, por isso, não serão disponibilizados bebedouros; assim, a retificação certifica que os candidatos deverão levar garrafa de água transparente. Os candidatos poderão levar alimentos, como barra de cereal, chocolate, bala e biscoito, acondicionados em embalagem transparente e sem rótulo". Próximos passos A relação definitiva dos candidatos aprovados no Processo Seletivo 2020-2 será divulgada no dia 12 de fevereiro de 2021. Nesse dia também serão disponibilizados, no endereço eletrônico, a Classificação Geral e o Boletim de Desempenho. Outras informações podem ser obtidas no portal seleções. Leia também: UFU publica edital de retificação para vestibular 2020; provas estão agendadas para dezembro UFU define vestibular do segundo semestre para 19 e 20 de dezembro Vestibular da UFU é suspenso após casos de coronavírus
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15/10 - Professoras relatam desafios e dificuldades durante pandemia em Juiz de Fora
Nesta quinta-feira (15), é comemorado o Dia do Professor. O G1 conversou com as educadoras que contaram sobre as aulas on-line, problemas e outros; veja mais. Aulas on-line em Juiz de Fora UFJF/Divulgação Nesta quinta-feira (15), é comemorado o Dia do Professor. Para lembrar da data, o G1 conversou com educadoras de Juiz de Fora, que falaram sobre os desafios e dificuldades durante a pandemia da Covid-19 no município. Veja abaixo. No mês passado, o Comitê de Enfrentamento à Covid-19 decidiu não liberar o retorno das atividades presenciais de ensino superior na cidade. A medida foi discutida após o Governo de Minas autorizar a volta das aulas. O Estado também deliberou sobre o retorno da educação básica. O critério para a retomada, no caso das instituições de universidades públicas e particulares, é que as cidades estejam incluídas na Onda Amarela do "Minas Consciente". Juiz de Fora, atualmente, está nesta etapa do programa. Nova rotina Com a pandemia, os profissionais tiveram que adaptar as rotinas. A professora Patrícia Teixeira, que trabalha no Curso de Psicologia da Faculdade Machado Sobrinho, contou ao G1 que o período tem sido um grande desafio. "A faculdade tem seguido remotamente nesse momento, o que nos faz inventar modos diferentes de pensar a transmissão do ensino de uma maneira oportuna. O momento também nos faz refletir sobre a importância dos encontros, da presença, do contato. Mas estamos inventando e construindo modos possíveis. Nesse processo, a cumplicidade dos estudantes tem sido muito importante". Já a professora Narcisa Saggioro de Moraes, que atua na Escola Municipal Edith Merhey dando aula para a Educação Infantil e na Escola Estadual Professor Lindolfo Gomes, para o 1° ano do Ensino Fundamental, explicou como está sendo o momento. "Como dou aula de alfabetização é complicado achar um caminho. Abrimos um grupo de WhatsApp e no Facebook para atender as crianças. O contato que mais temos é com os responsáveis, porque elas não sabem ler ainda. Para as lições chegarem até os alunos, passamos para os pais. Muitas das vezes, as famílias não têm acesso à internet", contou. De acordo com a professora, com as atividades remotas, as educadoras tiveram que repensar o jeito de aplicar os exercícios curriculares. "Para pensarmos em fazer uma atividade, temos que refletir sobre o que a criança vai ter em casa, qual o espaço disponível e com quem ela vai fazer". Em entrevista ao G1, a professora de Matemática, Margareth de Castro, explicou como é realizado o trabalho por ela, que atua na Escola Municipal Doutor Adhemar Rezende de Andrade, que fica no Bairro São Pedro. Preparamos as atividades, exercícios ou vídeos. Temos as plataformas para disponibilizar, como o Facebook, WhatsApp, Blog da escola e emails. Os nossos alunos não são aqueles que têm condições de ter uma internet suficiente. Algumas são impressas para os pais buscarem também Saudades do contato Com o distanciamento, professoras relataram à reportagem um único sentimento: a saudade. De acordo com Patrícia Teixeira, ela sente falta do contato e da presença. "No meu modo de conduzir o trabalho de ensino, eu gosto de observar como a minha palavra está incidindo para cada um dos alunos e, para isso, observar suas expressões, o modo como cada um se posiciona nas aulas, isso faz muita diferença e me ajuda a pensar o trabalho. Até mesmo as conversas que acontecem nos intervalos, as dúvidas que eles aproveitam para tirar no finalzinho das aulas. Isso faz diferença". Conforme Narcisa Saggioro, o contato com a criança faz falta no dia a dia. "Trabalho com educação infantil e alfabetização e ensino muito através da brincadeira e jogos. [...] Esse contato físico, a garotada aprende muito quando se identifica com a professora, tem aquele carinho mútuo", analisou. Já segundo a professora Margareth de Castro, "a falta que sentimos do aluno não tem um adjetivo para qualificar". Ainda de acordo com ela, quando o estudante envia alguma atividade remotamente ou fala com ela pelas redes sociais, é gratificante. "Sentimos falta do quadro, do giz, da interação, do teatro e leitura", finalizou. Data especial Para cada entrevistada, o G1 pediu para que enviasse o que "é ser professora", como uma forma de homenagear as profissionais nesta data especial. Veja abaixo o relato de cada uma. Patrícia Teixeira A professora Patrícia Teixeira em uma excursão antes da pandemia com os alunos dela Patrícia Teixeira/Arquivo Pessoal "Ser professora é pra mim uma realização. Eu me formei na Faculdade Machado Sobrinho e desde a graduação eu já idealizava a possibilidade de um dia ser professora na instituição. Faço parte do corpo docente desde março de 2018, quando entrei para uma vaga de substituição, mas tive a oportunidade de continuar. Acredito que a educação é uma das possibilidades de transformação mais oportunas na vida das pessoas e da sociedade. Portanto, participar da formação profissional de futuros psicólogos é uma grande alegria! Espero sempre fazer alguma diferença na vida de cada um deles seja na transmissão do saber ou no desejo pelo trabalho". Margareth de Castro Margareth de Castro, professora em Juiz de Fora Margareth de Castro/Arquivo Pessoal "Ser professora pra mim é tudo. É um dom. Vou fazer 65 anos em janeiro e espero colaborar ainda mais para esses alunos que eu amo. Amo ser professora! Não seria outra coisa. Gosto muito de ler, explorar, desenvolver atividades que possam ajudar determinados estudantes. É muito gratificante quando se tem resultado, uma formatura e você recebe um abraço daquele que vai para o Ensino Médio". Narcisa Saggioro Desenho feito por uma aluna da Narcisa Saggiora, professora em Juiz de Fora Narcisa Saggiora/Arquivo Pessoal "[...] Ser professora é está aberta a conhecer a criança, o ser humano que está ali para você trazer o conhecimento mas partindo do que a criança já sabe. Ela já vem com uma história. Além disso, é não desistir [...] A criança chega no começo do ano de um jeito e ela passa o período todo com a gente e no fim ela tem que sair melhor. Por isso, temos que confiar no potencial delas e não desistir em nenhum momento e fazer o que podemos para despertar o gosto do estudo e o desejo de aprender".
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15/10 - Volta às aulas presenciais: Alunos, pais e professores falam dos desafios; mais de 460 escolas de SC foram afetadas por ciclone e tornados
Desigualdade entre estudantes nas atividades remotas deve ser ponto de atenção na retomada, diz professora. Ensino médio terá apoio pedagógico presencial a partir do dia 19 em quatro regiões catarinenses. Feliz Dia dos Professores: educação a distância, mas com muito amor Os professores da rede estadual das regiões catarinenses em risco alto voltam ao poucos ao trabalho presencial para a retornar às aulas presenciais a partir de segunda-feira (19), oito meses após serem suspensas. Por enquanto, as regiões de Chapecó e de Xanxerê, no Oeste de Santa Catarina, e no Alto e no Médio Vale do Itajaí têm autorização da Secretaria de Estado da Saúde para voltarem. Cada escola, seja das redes públicas estadual e municipais ou da rede particular, têm autonomia para definir a escala de estudantes que vão voltar. Para professores, um dos desafios será tentar superar a desigualdade entre os alunos que tiveram acesso aos materiais on-line e os que tiveram materiais impressos ou a nenhum conteúdo durante as atividades remotas da rede estadual. Pais e alunos também falaram das dificuldades encontradas - veja mais abaixo. Alunos, pais e professora relataram ao G1 SC os desafios enfrentados em SC com a educação Montagem do G1 SC Aproximadamente 3% dos mais de 500 mil estudantes não acessaram nenhum material desde março, mesmo o estado realizando busca ativa às famílias. Essa diferença poderá provocar impactos na aprendizagem, segundo os professores. “A gente começa a perceber a desigualdade e que a meritocracia são privilégios. [...] A defasagem na educação tem tudo a ver com os recursos que os alunos têm. A escola é pública, é para incluir todos, não só os que tiveram recursos”, diz Jania Sucupira, professora de artes. Professora de SC fala das dificuldades enfrentadas para ensinar durante a pandemia As aulas em Santa Catarina foram suspensas por causa da pandemia em 19 de março. Agora, os estudantes podem voltar a estudar presencialmente apenas nas escolas que ficam em regiões em risco moderado ou alto para o coronavírus, de acordo com o mapa de risco do governo, que nesta quinta-feira (15) foi atualizado e tem quatros regiões em risco alto e 12 em situação grave. Todos os alunos, independente de retornar ou não as aulas presenciais, seguem com atividades remotas. Os alunos das séries iniciais do ensino fundamental da rede estadual não devem voltar a ter aulas presenciais neste ano. O retorno a partir de segunda-feira (19) será para apoio pedagógico pelos alunos do ensino médio que estavam com dificuldades de acesso. Com isso, as aulas nas redes municipais podem iniciar depois. Até a noite de quarta-feira (14), nenhuma escola havia validado o plano individual de retomada junto à rede estadual de educação. “O município não faz ensino médio e pode até aguardar. As escolas particulares também têm essa autonomia, com o regramento que devem iniciar pelos maiores, e movimentos semanais aumentando o número de alunos no ambiente escolar”, disse o secretário de Estado da Educação, Natalino Uggioni, em entrevista ao NSC Notícias na noite de terça-feira (13)- veja no vídeo abaixo. Alunos de 4 regiões devem retornar às escolas na semana que vem Algumas associações municipais se manifestaram contra o retorno das aulas presenciais e esse também é o posicionamento do Sindicato dos Trabalhadores em Educação na Rede Pública de Ensino do Estado de Santa Catarina (Sinte/SC). “Sabemos que não mudou a situação, existe regiões desacelerando e outras aumentando. Não vamos correr esse risco. Tem escola que ainda não criou comitê [para definição das regras]”, justificou Luiz Carlos Vieira, diretor do Sinte-SC em entrevista ao Bom Dia Santa Catarina desta quinta-feira (15). Sindicato dos trabalhadores de SC comenta decisão de retomada Para ele, além das condições dos alunos, o desafio de manter a saúde todos não pode ser deixado de lado e uma reunião entre professores deve ser realizada na sexta-feira (16) para discutir o assunto - veja a entrevista completa no vídeo acima. A entidade participou de todas as reuniões com o Estado e 15 entidades sobre a retomada. Como o retorno será gradual e semanal, a partir dos terceiro ano até chegar ao ensino fundamental, deve ser organizado um painel com histórico de cada um dos alunos da rede estadual para decidir quem será aprovado no fim do ano. Além de Santa Catarina, pelo menos outros oito estados definiram as datas de retomada Mais de 460 escolas afetadas por fenômenos climáticos Para o Estado, além do desafio de garantir o cumprimento das medidas de prevenção contra o coronavírus, houve ainda a recuperação de escolas atingidas pelos fenômenos climáticos que ocorreram no estado durante a pandemia. Telhados e mobiliários de dezenas de escolas ficaram danificados com passagem de ciclone bomba SED-SC/Divulgação Houve destelhamentos de salas, ginásios, paredes e muros danificados, além de danos no mobiliário. Das 1.065 escolas da rede estadual, 412 foram afetadas pelo ciclone bomba no fim de junho em diferentes regiões de Santa Catarina e 72 pelos tornados em agosto. Segundo o estado, em levantamento feito em setembro, no total foram 468 unidades da rede estadual afetadas pelos dois eventos climáticos e pelo menos 38 dessas escolas estavam em obras por causa do ciclone quando foram atingidas pelos tornados. Teve ainda outras unidades de ensino municipais também afetadas e não contabilizadas pela pasta. A maior parte dessas escolas já foi reformada, mas em seis o retorno não será possível em 19 de outubro por causa das obras, segundo dados da secretaria do início deste mês. A atualização da situação deve ser feita na próxima semana. No caso de unidades que estiverem autorizados a retornar e ainda estarem em obras, os estudantes devem ser realocados para outras unidades. Dificuldades de acesso Desde março, sindicatos dos professores e educadores apontaram para casos em que famílias com outras prioridades durante a pandemia, como manter as contas em dia, e a internet para acessar conteúdos de aulas ficava em segundo plano. Escolas estaduais recebem termômetros e equipamentos em Blumenau Para a professora Jania Sucupira, que leciona artes em uma escola da rede estadual em São José, na Grande Florianópolis, no caso dos materiais impressos é necessário os educadores levarem em consideração as condições da escola onde trabalham, se possuem capacidade de imprimir tudo o que deseja, por exemplo. "Todo esse contexto fez com que a gente parasse um pouco se sentindo mal em relação ao atual momento, que não é só a pandemia, tinha problema de renda, das crianças que não têm acesso, que não tem recursos em casa, que não há um olhar para essas diferenças. A gente não trabalhou isso. Infelizmente, agora deu para a gente perceber e felizmente, porque a gente pode pensar como vai ser daqui para frente”, afirma a professora Jania. Ela percebeu dificuldade dos alunos principalmente com os pacotes de dados que não suportavam muitas vezes carregar vídeos, além de não poder disponibilizar aos alunos em material impresso o mesmo detalhamento do conteúdo online. “Na plataforma, na aula de artes, eles podem visitar bibliotecas, museus, e no material impresso não”, exemplificou. Das 21 associações de municípios de SC, seis são contrárias ao retorno das aulas Nesta quinta-feira (15), Dia do Professor, a educadora Jania Sucupira reforça a necessidade de os pais e toda comunidade escolar e o Estado se unirem para enfrentar os desafios na retomada do ensino. “A escola é formadora de cidadãos, a cidadania passa por levantar assuntos pertinentes junto com as comunidades para que sejam discutidas as soluções para os problemas da educação. Seria uma forma dos pais e comunidades participarem no enfrentamento das dificuldades no espaço escolar”, disse. Desafio para os pais As dificuldades de acesso e também para assimilação dos conteúdos também foi um desafio para os pais. Segundo Marieli Scarabotto, mãe de duas alunas da rede municipal de Florianópolis e um da rede estadual, toda família precisou se reorganizar na pandemia para os estudos. “Importante parar para pensar o quão os profissionais da educação fizeram falta para nossas crianças e famílias”, diz a mãe. Veja no vídeo abaixo o relato dela. Marieli conta que em alguns casos foi necessário pedir ajuda para outras pessoas, especialmente no caso das aulas de exatas, como matemática. Pais de alunos de SC falam sobre preocupações com aprendizado dos filhos e volta às aulas “Temos condições de internet, computador em casa, mas a gente sabe que tem muitas crianças que não têm. Esse ano não tenho como ano perdido, mas sei que não aprenderam como dentro de uma escola”, afirma. Um pai de aluno da rede particular ouvido pelo G1 também destacou que como seus filhos têm essa facilidade de acesso aos materiais e como a escola tem dado suporte e videoaulas, prefere que eles retornem quando houver vacina - veja o relato dele no vídeo acima. “Para nós não há dificuldade, acho que o retorno é mais por comodidade dos pais que não estão sabendo lidar com as crianças em casa”, conta Telis Fernandes. No entanto, no caso das redes municipais e estadual, não houve ensino à distância, mas ocorreram atividades remotas porque não era obrigatório que todos os professores produzissem vídeos ou lives, por exemplo, que são feitas de acordo com as condições e ferramentas disponíveis. Falta dos amigos Os três alunos ouvidos pelo G1 relatam em vídeo preocupação com o retorno das aulas presenciais, mas ao mesmo tempo, todos eles sentem saudades da escola, principalmente dos amigos e dos professores. Irmãs estudam na rede municipal de Florianópolis e estão apreensivas com o retorno das aulas Reprodução “Sinto falta da escola é dos amigos, das brincadeiras, dos esportes, mas tem que se cuidar para não passar o coronavírus para os avós, para a família”, conta Gabriel Telis Fernandes, de 11 anos, estudante do 6º ano de uma escola particular na Grande Florianópolis - veja o relato completo dele no vídeo abaixo. Estudantes de SC falam sobre desafios em seis meses de ensino remoto Luara Scarabotto Kirch, estudante do 6º ano da rede municipal de Florianópolis, é uma das filhas de Marieli Scarabotto. Luara e a irmã, Eduarda Scarabotto Kirch, aluna do 8º ano da capital, estão apreensivas com o retorno, que no caso das séries delas, ainda não tem data certa para o retorno - veja os relatos completos delas no vídeo acima. “Imagino que o retorno às aulas vai ser meio assustador, todo mundo tirando máscara porque tem pessoas que não respeitam”, disse Luara, do 6º ano. "Acredito que vai ser estranho. Não me sinto confortável em voltar sabendo que ainda corremos perigo com o vírus”, afirma Eduarda, aluna do 8º ano. Em Florianópolis, cada escola vai elaborar seu próprio plano de retomada. Segundo o secretário de Educação Municipal, Maurício Pereira, só em 2021 é que será possível saber o impacto de uma possível diferença da eficiência entre os planos de cada escola. “Nesse momento o mapa de risco não nos permite o retorno às aulas. [...] O ano que vem será de profunda avaliação e diagnósticos porque evidentemente tivemos dificuldades de uma ou outra criança”, disse o secretário - veja a entrevista completa no vídeo abaixo). Florianópolis divulga planejamento para retorno das aulas presenciais Após governo autorizar retorno das aulas presenciais em SC, Fecam apoia manutenção de atividades remotas MP defende retorno das aulas presenciais em regiões autorizadas de SC Reprovar todos os alunos, aprová-los automaticamente ou discutir cada caso? Veja as alternativas das escolas no ano de pandemia Veja vídeos sobre educação Veja mais notícias do estado no G1 SC
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15/10 - Vestibular indígena da Unicamp 2021 terá provas em abril e matrículas em agosto, diz Comvest
Votação que definiu novas datas ocorreu na manhã desta quinta-feira (15). As inscrições para disputa de 88 vagas são gratuitas e candidatos de diferentes etnias brasileiras podem se inscrever. Vista aérea do campus da Unicamp, em Campinas (SP) Reprodução/EPTV As provas do Vestibular Indígena 2021 da Unicamp serão realizadas em 11 de abril, com início do período de matrículas agendado para 2 de agosto. As novas datas foram definidas em votação nesta quinta-feira (15) pela Comissão Permanente para os Vestibulares (Comvest) da Universidade Estadual de Campinas (SP). O adiamento da prova já havia sido anunciado pela instituição em setembro, por causa da pandemia do novo coronavírus. Diretor da Comvest, José Alves de Freitas Neto afirmou ao G1 que a mudança foi aprovada por unanimidade. Além disso, serão 88 vagas, número menor do que o ofertado na edição de 2020. "Mencionamos dois pontos importantes. A observação sobre a pandemia no momento da aplicação e, antes, a mobilização para que os candidatos se inscrevam, considerando que a suspensão de aulas presenciais pode desestimular muitos candidatos ou mesmo dificultar o acesso à informação sobre o período de inscrição e a manutenção do vestibular indígena. Faremos um trabalho extra junto aos atuais estudantes para que nos auxiliem na divulgação", destacou. Segundo ele, a aplicação do exame continuará nas seis cidades listas no processo anterior - Campinas (SP), Bauru (SP), Caruaru (PE), Dourados (MS), São Gabriel da Cachoeira (AM) e Tabatinga (AM) - e eventuais mudanças na logística são discutidas em período mais próximo do exame. As inscrições ocorrem entre dezembro deste ano e janeiro, e o resultado da prova será divulgado em maio. "Para a realização deve haver pelo menos 50 inscritos na cidade", lembrou Freitas Neto. Cronograma Inscrições: 10/12/2020 a 31/01/2021 Prova: 11/04/2021 Resultado: 10/05/2021 Matrícula: 02/08/2021 O diretor da Comvest, José Alves de Freitas Neto Miguel Von Zuben/G1 As inscrições são gratuitas e candidatos de diferentes etnias brasileiras podem se inscrever e o edital para o ingresso no ano que vem ainda não foi divulgado. Segundo a assessora da Pró-Reitoria de Graduação, professora Daniela Gatti, o processo de recepção e acolhimento dos novos estudantes está em planejamento. Outro fator importante é que a Unicamp terá mudança de reitoria em 2021. No Vestibular 2020, 96 vagas foram ofertadas para estudantes que realizaram as provas em. Ao todo, 1,6 mil pessoas se inscreveram e a prova foi realizada em dezembro de 2019. O primeiro vestibular indígena, 2019, foi aplicado um ano antes, em dezembro de 2018, para 610 candidatos. Um total de 72 vagas foram disputadas. Candidatos durante vestibular indígena 2020 da Unicamp Antoninho Perri Adaptação dos aprovados Em setembro, o diretor da Comvest já havia adiantado que a Unicamp avaliava aplicar novas disciplinas para estudantes ingressantes, para garantir um "período de adaptação mais produtivo" e um novo embasamento para elevar o desempenho acadêmico. Em 2020, os alunos tiveram menos de duas semanas de aula, já que as atividades presenciais precisaram ser suspensas para conter o avanço da Covid-19. Com isso, o planejado para acolhimento presencial não foi possível, mas os universitários seguiram com as aulas online na quarentena. Detalhes da adaptação dos novos alunos no ano que vem ainda não foram divulgados pela Comissão. PLAYLIST: Veja vídeos de assuntos de destaque na região de Campinas Veja mais notícias da região no G1 Campinas.
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15/10 - Professor com 24 anos de carreira é avisado da demissão por uma janela pop-up: 'Visto como um custo'
15/10, Dia do Professor: engenheiro naval que se dedicou à docência foi um dos milhares de demitidos no ensino superior privado brasileiro durante a pandemia da Covid. Professor Rodrigo Mota Amarante, 44 anos, que dava aula para as turmas de engenharia da Uninove, mas foi demitido durante a pandemia. Arquivo Pessoal O engenheiro naval Rodrigo Mota Amarante, 44 anos, passou quase todas as últimas duas décadas e meia dando aulas, do ensino fundamental à pós-graduação. Pelo seu quadro negro passaram fórmulas de química, física e matemática e temas envolvendo vibrações dos materiais e mecânica dos fluidos. Ele não ficou a salvo dos impactos da crise econômica na educação, intensificados pela chegada do coronavírus. Amarante foi um dos milhares de professores demitidos no ensino superior privado durante a pandemia. Neste 15 de outubro, o G1 mostra 5 histórias sobre a vida de professor no Brasil. Confira as outras ao longo desse texto. A carreira de Amarante, que começou meio “sem querer” ao cobrir a aula de uma professora de cursinho em 1996, teve uma interrupção abrupta em 22 de junho deste ano. “Quando entrei no sistema, já apareceu lá o ‘pop-up’ [janela que abre no navegador]: você está desligado”, conta. “É frio demais. O semestre não tinha acabado, teve colegas que não conseguiram nem colocar as notas no sistema”, relata. Brasil tem 2,6 milhões de professores e é 1° em ranking global de agressão a educadores: números da profissão no país Pop-up em sistema de aulas de universidade indicou a demissão do professor Arquivo Pessoal Expansão do ensino remoto Para Amarante, a demissão foi o resultado de um processo que já estava correndo nos bastidores do ensino superior privado. Em dezembro de 2018, o Ministério da Educação (MEC) editou uma portaria que permitia às universidades montar currículos de cursos presenciais com até 40% da carga horária em atividades a distância. O ensino remoto em todos os cursos, sem limites na carga horária, foi estendido até dezembro de 2021 por meio de uma resolução do Conselho Nacional de Educação (CNE), que assessora o MEC nas políticas educacionais. Com isso, é possível reunir turmas em um mesmo ambiente virtual. Onde antes eram necessários dois ou três professores, por exemplo, agora basta um. ‘A educação precisa permitir o erro’: o professor que colocou a ciência como missão após um momento de eureca Alfabetizadora celebra o garoto de 5 anos que aprendeu a ler, mesmo pela internet e na pandemia “O professor foi visto como um custo. As particulares já estavam querendo expandir o ensino a distância mesmo antes da pandemia e, quem ficou dando aula, conta que agora tem 200 alunos nas salas virtuais. Como ensinar em um ambiente assim? Como tirar dúvidas?”, afirma o professor Rodrigo Amarante. "As universidades encheram as salas e demitiram professores", conta. Amarante conta que houve redução das horas de trabalho dos professores, para cortar salários. Quem tinha quatro horas de aulas por dia, por exemplo, passou a ter três. Ele afirma ter se recusado a assinar uma carta dizendo que concordava com a redução. Meses depois, foi demitido. A Uninove, em nota, afirma que as "aulas telepresenciais estão acontecendo com boa avaliação de professores e alunos, com smartphones e banda larga para todos professores e chip de 20 giga para alunos como benefício" e que cumpre "integralmente as orientações definidas para o sistema federal de ensino, proferidas pelo Ministério da Educação – MEC". Menos um professor "O Brasil não valoriza o professor. É só ver nas greves, como ele é tratado. Falam: 'está bloqueando o trânsito', ou 'isso é coisa de comunista'", conta. "Os alunos perguntam: professor, você trabalha além de dar aula?", fala, sorrindo. Para ele, entre as frases sobre a carreira que mais o magoa é: "Quem sabe faz, quem não sabe ensina". "É o contrário", defende Amarante. "Quem sabe é quem ensina." Amarante fez graduação, mestrado e doutorado em engenharia naval, além de pós-doutorado em engenharia mecânica pela USP. Mas o mercado de trabalho para professores apresenta desafios. Os concursos nos quais estava inscrito foram cancelados ou suspensos. Nas instituições particulares, há cortes de vagas e os salários estão cada vez menores. 'Acho que nunca senti tanta solidão': professora se afasta das salas de aula após ser ameaçada por aluno armado 'Eu preciso ouvir vocês': professora se envolve com dramas de alunos da periferia de Belém e tem reconhecimento mundial Além da docência, ele trabalhava com análise de projetos de navios ou plataformas e avaliava se uma estrutura era estável para ser submetida aos ventos e às ondas do mar. Também testava ou simulava ideias que nunca foram implementadas. "Não pretendo voltar a atuar como professor nos próximos anos. Vou usar o que sei em uma nova profissão: cientista de dados." Ele afirma que conseguiu se recolocar e obteve uma remuneração quatro vezes maior do que como professor. [Após a publicação da reportagem, Rodrigo Mota Amarante procurou o G1 e disse que na verdade participa de um processo de seleção ainda não concluído, que não foi efetivamente contratado como informou em entrevista à reportagem e que "permanece desempregado"] Para ele, a ideia de que o professor tem amor pela profissão só atrapalha. "O primeiro ponto para entender que professor é importante é parar com a 'glamourização' da profissão, se não é muito fácil o empregador pagar um salário baixo porque 'o professor adora o que faz'", reflete. "A paixão do professor é papo de 15 de outubro. Virou marketing." Quanto custa um professor Rodrigo Amarante, 44 anos, dando aula na graduação de uma universidade privada em SP. Arquivo Pessoal Dos 384,4 mil professores do ensino superior do Brasil, 210,6 mil (54,7%) dão aulas em universidades, faculdades ou centros universitários particulares pelo país. Outros 173,8 mil (45,2%) estão na rede federal. Considerando as duas redes, a maior parte (89,3 mil) leciona em meio período. Outros 57,8 mil têm contratos por tempo integral, e 63,3 mil, por hora. Na rede federal, o salário base de professores com dedicação exclusiva vai de R$ 4,4 mil para quem não tem mestrado a até R$ 20,5 mil para aqueles com doutorado, segundo a Andifes. Já na iniciativa privada, os salários variam de empresa pra empresa. Em 2019, o maior valor por hora/aula era de R$ 165,25 para professores com mestrado e doutorado – e os pagamentos são feitos proporcionalmente, conforme as horas de jornada. Já o menor salário era de R$ 29 por hora/aula para professores com mestrado. Os dados são de um ranking colaborativo, publicado no site do Sindicato dos Professores de São Paulo (Sinpro-SP) e traz informação de 44 instituições de ensino superior. Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) apontam que havia 1,8 milhão de trabalhadores na educação em janeiro de 2020. O saldo, em agosto, é de 17.589 vagas a menos. Dados mês a mês apontam que as demissões na área de educação ficaram maiores do que as contratações a partir de abril. Infografia/G1 As demissões se concentraram na rede privada. Nas universidades federais, não houve cortes durante a pandemia, afirma Edward Madureira, presidente da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes). Playlist: vídeos de Educação
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15/10 - 'Eu preciso ouvir vocês': professora se envolve com dramas de alunos da periferia de Belém e tem reconhecimento mundial
15/10, Dia do Professor: Lília Melo, vencedora do prêmio Professores do Brasil e indicada ao Global Teacher Prize, deu início a um projeto para enfrentar os efeitos de uma chacina. A professora Lília Melo, que recebeu o prêmio Professores do Brasil, do MEC Arquivo pessoal A viralização na internet de uma campanha para levar alunos a uma sessão do filme "Pantera negra", em 2018, serviu mais do que proporcionar uma experiência diferente e inspiradora para estudantes da periferia de Belém: chamou atenção para o valioso trabalho da professora Lília Melo em uma região que enfrenta barreiras de vários tipos para manter os jovens na escola. Neste 15 de outubro, o G1 mostra 5 histórias sobre a vida de professor no Brasil. Confira as outras ao longo desse texto. O reconhecimento que chegou com a conquista do prêmio Professores do Brasil, do Ministério da Educação, e a indicação ao Global Teacher Prize, entre os 50 finalistas mundiais, veio de um esforço de Lília, de 43 anos, para motivar alunos que convivem com casos de violência na Terra Firme, bairro no sul da capital paraense. Ela começou a trabalhar na região em 2008. O contato da professora com a brutalidade aconteceria mais tarde. A primeira impressão na chegada ao bairro foi a falta de recursos para proporcionar um bom ambiente escolar - o que empurra o jovem para fora da sala. "Vim da rede privada. Eu dava aula em uma escola com mensalidade cara e toda uma infraestrutura. Quando, em 2008, comecei a dar aula na Terra Firme, uma cena me chamou a atenção: tinha muito aluno fora da sala de aula. Era uma coisa que me assustava muito", diz. "Só depois entendi que há várias razões: professores que faltam e não tem outro para substituir, por exemplo, ou não ter um inspetor." Além da ausência de estrutura para o ensino, a violência é um desafio para a educação em alguns bairros de Belém. Em 2014, uma chacina ocorrida em diferentes locais da cidade atingiu com força Terra Firme. "Foram 11 pessoas assassinadas. Quando alguém morre em uma família, isso implica mudança em vários aspectos. Como é que eu poderia retornar para a sala de aula ignorando essas mortes? Então parei tudo, parei o conteúdo e disse: eu quero ouvir vocês, eu preciso ouvir vocês", conta. Brasil tem 2,6 milhões de professores e é 1° em ranking global de agressão a educadores: números da profissão no país Depois da tragédia O “Juventude periférica: do extermínio ao protagonismo!” surge meses depois da tragédia, em janeiro de 2015. O projeto incentiva jovens a falar de sua identidade e seu cotidiano por meio da produção de filmes e documentários, além de desenvolver núcleos de teatro, dança e arte visual. Nas ruas do bairro são exibidas as criações dos alunos. Lília Melo fala também na importância de envolver os pais. Professora da Terra Firme ganhou prêmio do Ministério da Educação por projeto desenvolvido "Me dei conta de que precisava trazer os pais para dentro da conversa. Eu tenho três filhos e também tenho dificuldades para educá-los. Mas eu percebi que estava perdendo meninos e meninas para a depressão que não era enxergada pela família ou vista como frescura." ‘A educação precisa permitir o erro’: o professor que colocou a ciência como missão após um momento de eureca Professor com 24 anos de carreira é avisado da demissão por uma janela pop-up: 'Visto como um custo' A questão da saúde mental dos jovens, que vem sendo fonte de preocupação nos últimos anos, também é algo para ficar no radar dos educadores. O suicídio de um aluno de 14 anos em 2018 tirou a alegria das premiações que vinha recebendo. "Depois que essa pessoa se mata, aos 14 anos, mais uma vez eu fecho a sala para debater por que isso ocorreu. Fui descobrir que o menino sofria bullying e era alvo de homofobia." Ela relembra uma roda de conversa no 9° ano em que oito meninas relataram abuso sexual por familiares. "E aí, como a gente faz? Já peitei muito esse tipo de situação. Mas o que acontece: o cara é traficante, é influente na área e, no final das contas, há um grande acordo de toda uma família para deixar para lá. Então o caminho dessa vítima é a poesia, é aí que ela respira. E ela acredita, e eu acredito com ela, que quando ela começar a vender livros e ganhar a partir dessa arte, ela vai sair disso e vai trazer muitas mulheres com ela." Esse confronto com a realidade local gerou situações tensas. "Meus filhos tiveram que me ver com a arma na cabeça. Os caras encapuzados que vieram para me exterminar, do tipo: vai embora daqui. Já passei por muita coisa, mas não saio da Terra Firme." A pandemia As restrições impostas pela pandemia da Covid-19 aumentaram mais as dificuldades em bairros pobres em todo o Brasil. Educação a distância (EaD) esbarrou na falta de formação dos professores para a tarefa e de recursos para todos os envolvidos. "O professor foi aprendendo como deu e dispondo dos próprios equipamentos tecnológicos. Isso não é EaD, é uma situação emergencial", afirma Lília Melo. "Quem está aqui embaixo está fazendo com muito amor. Inclusive eu sempre digo nas lives: professor, calma! Nós fizemos tudo o que podíamos. Uma categoria inteira adoece porque houve um esgarçamento muito grande. Nunca um professor trabalhou tanto." 'Acho que nunca senti tanta solidão': professora se afasta das salas de aula após ser ameaçada por aluno armado Alfabetizadora celebra o garoto de 5 anos que aprendeu a ler, mesmo pela internet e na pandemia Com o aumento da violência doméstica no período de quarentena, a professora colocou, junto com cestas básicas que foram distribuídas a famílias carentes, uma carta coletiva com palavras de conforto e orientação sobre como denunciar caos de agressão física. "Então, por incrível que pareça, no isolamento social a gente conseguiu perceber a força que o coletivo tem para dar importância ao outro." É a crença na possibilidade de mudança. "Educação é instrumento de transformação social. E eu tô vendo, está acontecendo", diz Lília. Veja vídeos de educação:
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15/10 - Alfabetizadora celebra o garoto de 5 anos que aprendeu a ler, mesmo pela internet e na pandemia
15/10, Dia do Professor: na zona rural de Teresina, mais de 300 crianças em 10 anos se tornaram letradas pelo trabalho de Christiane Barbosa, reconhecido pela prefeitura da capital piauiense. A professora Christiane Barbosa, 43 anos, que dá aulas na CMEI Santa Teresinha, em Teresina (PI), escola premiada com resultados de alfabetização. Divulgação/Semec Teresina Filha de mãe analfabeta, a professora Christiane Barbosa já ensinou a ler ao menos 300 estudantes nos últimos dez anos na zona rural de Teresina, Piauí. Ela é um dos 2,2 milhões de professores da educação básica brasileira, que vai até o ensino médio. Desse total, 27% - como Christiane - se dedicam à educação infantil. Neste 15 de outubro, o G1 mostra 5 histórias sobre a vida de professor no Brasil. Confira as outras ao longo desse texto. O Centro Municipal Santa Teresinha, onde dá aulas, foi premiado em março deste ano por conseguir alfabetizar 100% dos alunos. A prefeitura de Teresina paga um bônus de R$ 9 mil aos melhores resultados. “É muita responsabilidade. Você está lidando com vidas, interferindo diretamente na história da criança. Essa interferência se dá pela leitura, pelo incentivo. Uma palavra que você diz pode motivar ou desmotivar o aluno”, afirma a professora de 43 anos. Ela é a única da família que concluiu a graduação - os seis irmãos e irmãs terminaram o ensino fundamental ou o médio, mas não fizeram faculdade. Christiane começou a dar aulas ainda adolescente, ajudando os vizinhos com aulas extras sobre assuntos que tinham dificuldade. Formou-se em pedagogia na Universidade Federal do Piauí. “A educação é tudo. Ela vai definir como será o ser humano na sociedade. Sem educação, o país não tem como crescer”, afirma. No quarto período da faculdade (2º ano), ela já estava dentro da escola, em uma turma de 5ª ano do ensino fundamental. “Nunca pensei em fazer outra coisa da vida.” Brasil tem 2,6 milhões de professores e é 1° em ranking global de agressão a educadores: números da profissão no país O que significa alfabetizar? Alunos da CMEI Santa Teresinha, em Teresina (PI): escola é premiada com resultados de alfabetização. Divulgação/Semec Teresina Ao todo, 11 milhões de brasileiros com mais de 15 anos ainda não sabem ler e escrever, número que equivale à população do Rio Grande do Sul ou do Paraná, por exemplo. No Brasil são quase 600 mil docentes que, todos os dias, encaram o desafio de tornar compreensível a união de letras, sílabas, palavras, frases. O sucesso nesta etapa de ensino é a base da educação, porque ajudará o estudante a evoluir, cada vez, mais nas fases seguintes. Antes da pandemia, Christiane percorria 40 quilômetros todos os dias para chegar à escola Santa Terezinha, na zona rural de Teresina, para dar aulas. Parte do percurso, 6 km, é feito em chão de terra. Ela diz ter orgulho de ser professora, mas considera a profissão pouco valorizada no país. "Está na hora de parar de ter como protagonista somente o aluno, a infraestrutura, a comida, o assistencialismo, e a gente olhar com carinho maior para os professores." ‘A educação precisa permitir o erro’: o professor que colocou a ciência como missão após um momento de eureca Professor com 24 anos de carreira é avisado da demissão por uma janela pop-up: 'Visto como um custo' A professora Christiane Barbosa segura um cheque simbólico com o valor da premiação pelo trabalho desenvolvido na CMEI Santa Teresinha, em Teresina (PI), pelos resultados obtidos em alfabetização. Divulgação/Semec Teresina Para ela, o contato diário de pais e responsáveis com a aprendizagem dos filhos durante as aulas remotas na pandemia não melhoraram totalmente a visão da sociedade sobre a profissão. "Tem gente dizendo que o professor ganha sem trabalhar na pandemia. Mas estamos trabalhando bem mais do que na sala de aula porque o trabalho dobrou. Tem a questão dos vídeos, tem que editar, elaborar atividades, corrigir, tirar dúvida", elenca. Alfabetizado na pandemia Gabriel Soares, de 5 anos, aprendeu a ler durante as aulas a distância na pandemia. A professora investiu em atividades lúdicas pela internet e mais acolhimento. A evolução de Gabriel ocorreu em três meses, depois que ele saiu de uma escola particular, em Teresina e foi para a rede pública municipal, em julho. “Aprendi o fa, fe, fi, fo, fam!”, fala Gabriel, sorrindo, animado com os passos dados. “Acho ela o máximo, muito carinhosa comigo, aprendi um monte de coisa que não sabia”, comemora. “Agora, em setembro, ele foi fazer uma leitura da letra V e fez certinho, todos ficaram impressionados. Ele ficou todo empolgado”, conta Carla Soares, mãe de Gabriel. 'Acho que nunca senti tanta solidão': professora se afasta das salas de aula após ser ameaçada por aluno armado 'Eu preciso ouvir vocês': professora se envolve com dramas de alunos da periferia de Belém e tem reconhecimento mundial Gabriel Soares, de 5 anos, aprendeu a ler durante as aulas a distância na pandemia com a professora Chistiane Barbosa. Arquivo Pessoal "No passado a cartilha tinha frases prontas. 'O boi bebe'. Bebe o quê? Eram frases sem sentido. Só para trabalhar a letra B. Agora, a gente usa relacionado com aquela temática do dia a dia da criança. Podemos trabalhar os brinquedos que começam com a letra B: boneca, bola." Christiane precisou vencer a timidez para dar aulas remotas. Cada gravação de vídeo era, para ela, uma dificuldade. “Antes, não gravava nem mensagem de voz. Com a pandemia, tive que aprender na prática, aos trancos e barrancos”, brinca. A pesquisa “Trabalho Docente em Tempos de Pandemia”, feita pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) aponta que quase 90% dos professores não tinham treinamento para dar aulas remotas antes da pandemia. Na educação infantil, somente 9% dos docentes disseram ter preparação para as aulas virtuais. “Agora aprendi a usar alguns aplicativos que ajudam a tornar a aula mais dinâmica, como por exemplo, os que ajudam a editar imagem, colocar plano de fundo. Com isso, a atividade fica mais lúdica para a criança”, afirma. O volume de trabalho também mudou. Além de corrigir atividades e preparar a aula, agora é preciso gravar e editar vídeos, interagir com os pais, e ajudá-los a acompanhar as crianças. "Quando estou ensinando, eu me dedico ao máximo. Mesmo se estiver com algum problema, quando entro na sala de aula, esqueço todos eles e faço meu trabalho da melhor forma possível. A gente ensina, mas também aprende muito com as crianças", relata. A desvalorização - tanto salarial quanto de imagem na sociedade brasileira - é um ponto de incômodo. "Quando vejo a fala de alguém dizendo que os professores estão todos em casa, vejo a questão da desvalorização do professor. Você não vai chegar na sala de aula, virtual ou não, sem saber o que fazer", diz. O Plano Nacional de Educação (PNE) tem entre suas metas igualar o salário médio dos professores da educação básica à renda de outros profissionais com a mesma escolaridade até 2020. Diferença só diminui porque as outras funções sofreram desvalorização salarial no último ano. Salário do professor da Educação Básica é menor do que outros profissionais de mesma formação. Infografia/G1 Futuro da profissão Para a educadora, a pandemia poderá mudar a rotina da profissão, acrescentando ferramentas que antes não eram difundidas. Mas isso não vai substituir o professor que, para ela segue sendo essencial. “A gente fala com colegas de profissão sobre a falta que faz o [ensino] presencial, o contato com o aluno. Nós poderemos adaptar, acrescentar uma ferramenta a mais, mas a tecnologia nunca irá nos substituir”, afirma. Playlist: Volta às aulas na pandemia O Plano Nacional de Educação (PNE) tem entre suas metas igualar o salário médio dos professores à renda de outros profissionais com a mesma escolaridade. Em 2015, o salário médio dos professores r
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15/10 - 'Acho que nunca senti tanta solidão': professora se afasta das salas de aula após ser ameaçada por aluno armado
15/10, Dia do Professor: Rosemeyre de Oliveira teve de assumir função administrativa e enfrentar trauma após não permitir que um aluno entrasse atrasado na aula. Mais tarde, experiência motivaria doutorado e publicação de um livro. Rosemeyre de Oliveira foi ameaçada por um aluno armado na escola. Arquivo pessoal Em 2009, a professora Rosemeyre de Oliveira, de São Paulo, não permitiu que um aluno do ensino médio entrasse atrasado na aula. Ele a xingou, chutou a porta e mostrou a arma na cintura. “Na próxima, dou um tiro na sua boca.” Neste 15 de outubro, o G1 mostra 5 histórias sobre a vida de professor no Brasil. Confira as outras ao longo desse texto. Sem receber qualquer amparo, Rose desenvolveu síndrome do pânico e depressão. “O que você quer que eu faça?”, questionou uma das funcionárias do colégio estadual. “Nem adianta tentar ir atrás do menino, ele já deve ter passado a arma para outra pessoa”, disse um soldado da ronda escolar. “Acho que nunca senti tanta solidão. Claro que ver a arma assusta, mas as reações fisiológicas apareceram depois. Comecei a tirar licenças médicas. Tentei voltar a dar aula, mas não conseguia”, conta Rose. Dois anos e meio depois, a professora decidiu “jogar a toalha”, como diz, e pedir para entrar em readaptação. Ou seja: ser afastada da sala de aula por motivos de saúde e assumir uma função administrativa na escola. Brasil tem 2,6 milhões de professores e é 1° em ranking global de agressão a educadores: números da profissão no país Professora readaptada Por sugestão da psiquiatra que a acompanhava, Rose passou a auxiliar na coordenação de outro colégio, para “não se lembrar do que houve”. Foi quando começou a enfrentar situações de preconceito. “Eu não podia ter contato com alunos, mas me punham em sala de aula para fazer chamadas administrativas. Ouvi muitas piadinhas. Senti a perda da identidade docente”, diz. Rose deixou de ser tratada como “professora”. Era “a readaptada”. Assim como ela, outros 11.100 docentes na rede estadual de São Paulo estão em processo de readaptação, segundo estatística de novembro de 2019, do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp). Eles enfrentam preconceito e desamparo. Rose, então, decidiu estudar o tema: em 2014, foi aprovada como bolsista no doutorado da PUC-SP, em linguística aplicada e estudos da linguagem, e publicou sua tese em outubro de 2020, aos 55 anos. “Eu já vinha pesquisando sobre a identidade dos readaptados. Quando liguei para a escola e falaram que eu era a ‘readaptada da tarde’, percebi que já tinha até título para a tese. Foi uma frase emblemática. Não me senti ofendida, mas vi que precisava dar voz a esse grupo”, diz. No livro “Atende aí que é a readaptada da tarde! Sentidos-e-significados do trabalho do professor em readaptação”, Rose analisa o discurso de docentes e conclui que a principal queixa deles é a exclusão social. ‘A educação precisa permitir o erro’: o professor que colocou a ciência como missão após um momento de eureca Professor com 24 anos de carreira é avisado da demissão por uma janela pop-up: 'Visto como um custo' Neste ano, Rose publicou um livro com sua tese de doutorado Arquivo pessoal “O professor em readaptação é, na maioria das vezes, visto como ‘não professor’”, afirma a tese. Segundo a autora, são realocados, frequentemente, na secretaria ou nos corredores da escola, tratados com descaso e sem qualquer suporte médico para auxiliar em quadros de ansiedade e pânico. Ao G1, a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo afirma que planeja contratar um serviço de psicólogos para dar suporte aos professores readaptados e aos demais servidores e alunos que precisem de apoio emocional. Também menciona que: criou o programa "Conviva São Paulo", "voltado para melhorar a convivência nas escolas"; e estabeleceu uma parceria entre comandantes da Polícia Militar e dirigentes de ensino, para casos de violência nos colégios. Uma tentativa de voltar Rose foi classificada como professora readaptada de 2012 a 2014. Terminado o período, ela precisava passar por uma perícia médica. “O departamento do estado só conseguiu marcar minha reavaliação em 2017. Em abril de 2018, saiu no Diário Oficial que eu deveria voltar a dar aula”, relata. Ela tentou. “A pressão arterial subia, eu suava dando aula. Entrei com um processo de tutela antecipada, que é quando o juiz entende que não há condição de saúde de voltar. Ele aprovou, e continuei afastada da docência.” Desde então, Rose auxilia na coordenação de um colégio público da zona leste de São Paulo. Alfabetizadora celebra o garoto de 5 anos que aprendeu a ler, mesmo pela internet e na pandemia 'Eu preciso ouvir vocês': professora se envolve com dramas de alunos da periferia de Belém e tem reconhecimento mundial Trajetória: sonhos, gravidez precoce e susto Rose já sonhava em ser professora quando estava nas aulas de português do ensino fundamental 2. “Sabe quando o profissional te encanta? Você olha e diz ‘quero ser assim quando crescer?’” Só que, aos 14 anos, ela engravidou e abandonou os estudos. “Foi uma necessidade, mais do que uma decisão. Eu não tinha outra escolha, porque o pai não deu nenhum apoio”, conta. Quando sua filha, Helô, completou 5 anos, Rose voltou a estudar - fez o supletivo (na época, uma forma de cursar o ensino médio em 1 ano e meio) e, logo depois, prestou vestibular para letras. Foi aprovada na primeira tentativa. Durante o curso, fez estágio como ouvinte em uma escola pública. E aí veio o primeiro susto. “Eu me espantei com a diferença que era do tempo em que eu estudava. Uma bagunça. A professora de inglês ficava repetindo as mesmas coisas, ninguém dava atenção. Já foi uma amostra grátis de que não seria fácil”, afirma. Ela se formou em 1991, mas só prestou concurso para ser professora em 2003, “justamente pelo receio do que tinha visto na sala de aula”. “É aquela história: meu diploma, tadinho, estava guardado. Depois de tanto tempo, decidi tentar.” Seu primeiro emprego como professora foi como “eventual” - ela assumia turmas quando o titular faltava ou estava em licença. Em 2006, foi contratada como efetiva. “Você respira fundo e vai. São 35 alunos na sala, mas a sensação é de solidão. É você e mais ninguém.” Que os próximos não sofram tanto Quando foi readaptada, Rose teve uma redução significativa na remuneração mensal. "Perdi adicional por tempo de serviço, não pude mais fazer prova de mérito [forma de conseguir promoção na carreira]. Estar em licença médica conta como se fosse 'quebra de assiduidade'", conta. Para solucionar a questão, a professora luta para que as doenças causadas pelo exercício da docência sejam consideradas "acidentes de trabalho". "Gostaria que quem entrou em readaptação por causa desses problemas tivesse o mesmo direito de todos os acidentados em serviço". Rose redigiu, então, o texto do projeto de lei 411/2020, apresentado pelo deputado estadual Carlos Gianazzi (PSOL-SP). A intenção é garantir mais direitos "aos professores readaptados, em processo de readaptação e em licença médica prolongada". Desde julho, o projeto está na Comissão de Constituição, Justiça e Redação. O último parágrafo do PL diz: "destacamos que este projeto adveio de sugestão e contou com a redação dada pela professora Rosemeyre Moraes de Oliveira, estudiosa da causa dos professores readaptados". "Se for aprovado, não vai me beneficiar, porque os efeitos não são retroativos. Mas é uma contribuição que posso deixar aos próximos readaptados", afirma Rose.
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